
8 de abril de 2025
China2Brazil
A China criticou as recentes declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que voltou a ameaçar a imposição de tarifas adicionais de até 50% sobre produtos chineses. O governo chinês reagiu nesta segunda-feira (8) e acusou Washington de adotar medidas unilaterais que violam as normas da Organização Mundial do Comércio (OMC). Durante coletiva de imprensa, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Lin Jian, afirmou que as tarifas impostas pelos EUA ferem os direitos de outros países, violam regras internacionais e enfraquecem o sistema de comércio multilateral. Ele classificou a postura norte-americana como unilateral, protecionista e baseada em intimidação econômica. “Não há vencedores em guerras comerciais ou tarifárias”, disse Lin. Segundo ele, o protecionismo não resolve os problemas estruturais da economia global. O porta-voz também destacou que a China não busca conflitos, mas responderá a qualquer tentativa de pressão, ameaça ou chantagem. O governo chinês indicou que está pronto para tomar todas as medidas necessárias para proteger seus interesses. Lin afirmou que, se os Estados Unidos ignorarem os apelos da comunidade internacional e insistirem em uma nova rodada de tarifas, “a China responderá até o fim”. Fonte: The Paper Tradução: Mei Zhen Li

7 de abril de 2025
China2Brazil
Os mercados da Ásia-Pacífico voltaram a registrar fortes quedas nesta segunda-feira (7), após o tombo da última sexta-feira. O aumento da aversão ao risco e o agravamento das tensões comerciais globais pressionaram os investidores. As tarifas impostas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump , seguem alimentando incertezas no cenário internacional. No Japão, o índice Nikkei 225 liderou as perdas logo na abertura. Em determinado momento, o índice caiu mais de 8%, rompendo temporariamente o nível dos 31 mil pontos, o mais baixo desde outubro de 2023. Até a publicação deste relatório, o Nikkei recuava 7,27%. O índice da Bolsa de Tóquio também oscilou fortemente: chegou a cair 12%, mas reduziu a perda para 7,51%. Na Coreia do Sul, o índice Kospi caiu 4,68%, enquanto o Kosdaq registrou queda de 3,26%. Na Austrália, o índice S&P/ASX 200 abriu em baixa de 2,75% e ampliou o recuo para mais de 6%. Com isso, acumula uma desvalorização próxima de 15% em relação à máxima intradiária de fevereiro, entrando em território de correção. Outros mercados da região seguiram a mesma direção. Em Singapura, o índice Straits Times abriu com queda de 5,9%. Em Taiwan, o índice ponderado da bolsa local recuou 9,8%. O movimento negativo se espalhou para além da Ásia. Nos Estados Unidos, os contratos futuros do petróleo WTI caíram mais de 3% nesta manhã, rompendo o nível de US$ 60 por barril, o mais baixo desde abril de 2021. Paralelamente, os futuros dos principais índices de Wall Street mantêm a tendência de queda observada na sexta-feira. Até o momento da publicação, o Dow Jones recuava 3,19%; o S&P 500, 3,66%; e o Nasdaq, 4,72%. O índice de volatilidade VIX, usado como termômetro do medo nos mercados, subiu 29,66% nesta segunda-feira. Na sexta-feira anterior, o Dow Jones havia recuado 2.231,07 pontos, encerrando o dia aos 38.314,86 — queda de 5,5%, a maior desde junho de 2020. O S&P 500 caiu 5,97% para 5.074,08 pontos, enquanto o Nasdaq recuou 5,8% e fechou em 15.587,79 pontos, acumulando retração de 22% em relação ao pico registrado em dezembro do ano passado. Com isso, entrou tecnicamente em mercado de baixa. Tradução: Mei Zhen Li Fonte: Yicai Global

7 de abril de 2025
China2Brazil
Vídeos que recriam personagens históricos com inteligência artificial vêm ganhando espaço nas redes sociais chinesas. Neles, figuras como Li Shizhen (médico e escritor chinês da dinastia Ming) aparecem dando conselhos sobre saúde, enquanto Tang Bohu (estudioso, pintor, calígrafo e poeta chinês) rebate críticas à sua imagem. A série "IA ressuscita personagens históricos" se popularizou ao inserir esses nomes do passado em diálogos contemporâneos. O formato atrai o público jovem, que reage com humor e curiosidade. Um dos comentários mais frequentes diz: “O conhecimento histórico está entrando em nossos cérebros de formas muito curiosas.” O interesse crescente por conteúdos culturais entre jovens também se reflete em outros formatos. Os ingressos para o Museu do Palácio, na Cidade Proibida , se esgotam em segundos. “Caixas-surpresa” com réplicas arqueológicas viraram tendência. O programa Tesouro Nacional reúne milhares de comentários nas redes, e até as máscaras de bronze de Sanxingdui se transformaram em memes. Esses exemplos indicam que o público jovem busca experiências culturais mais acessíveis, dinâmicas e integradas ao cotidiano digital. A reinterpretação de personagens históricos com IA insere a cultura tradicional em novas linguagens e plataformas. Quando museus utilizam tecnologias como realidade aumentada (AR) , realidade virtual (VR) e modelagem 3D, os objetos ganham voz e presença. A tecnologia passa a atuar como intermediária entre passado e presente, transformando vitrines estáticas em experiências interativas. Essa tendência amplia o alcance da cultura tradicional e cria novos cenários para o setor criativo-cultural. Departamentos públicos de cultura e turismo também passaram a adotar estratégias digitais para promover regiões e atrativos locais. Em Henan, a figura de Du Fu protagoniza campanhas turísticas. Em Sichuan, Zhuge Liang aparece em vídeos promocionais. As ações combinam estratégias online e offline para transformar interesse cultural em consumo turístico. A digitalização amplia o potencial de divulgação e reforça o vínculo emocional do público com os territórios. Apesar do potencial de engajamento, especialistas alertam para os riscos do uso superficial da IA em conteúdos culturais. A criação de vídeos com personagens históricos promovendo produtos ou envolvidos em situações fictícias pode comprometer a integridade do conhecimento histórico. Plataformas e produtores precisam equilibrar inovação com responsabilidade, evitando distorções que enfraquecem o valor cultural no longo prazo. Outro ponto crítico é a homogeneização de conteúdo. Após o sucesso de um formato, surgem inúmeras réplicas com a mesma estrutura narrativa. Essa repetição reduz a diversidade criativa e compromete a sensibilidade estética do público. Criadores e marcas que buscam relevância precisam investir em ideias originais e aprofundar o conteúdo. Autenticidade e criatividade continuam sendo os principais diferenciais em um ambiente competitivo. A inteligência artificial amplia as possibilidades de diálogo entre cultura tradicional e inovação tecnológica. No entanto, seu uso exige critérios claros e objetivos consistentes. Plataformas, instituições e criadores devem buscar formas de preservar o valor cultural enquanto exploram novos meios de expressão. Fonte: jingjiribao.cn

7 de abril de 2025
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Em 2024, o valor total das importações e exportações da China somou RMB 43,85 trilhões, dos quais as empresas privadas responderam por RMB 24,33 trilhões. Pelo sexto ano seguido, essas empresas lideraram o comércio exterior do país. Em 2024, superaram a marca de 600 mil companhias com operações reais de importação e exportação, alcançando 609 mil. Também assumiram a liderança no comércio de produtos de alta tecnologia , com alta de 12,6% nesse segmento. Internacionalização impulsiona expansão e competitividade Segundo Li Chuanjun, CEO do Grupo Meide, a expansão internacional é um passo necessário para o crescimento empresarial. “Após anos de esforço, nossas operações já cobrem mais de 140 países e regiões”, afirmou. Em 2024, as vendas externas do grupo superaram RMB 4 bilhões. De acordo com especialistas, a internacionalização oferece ganhos em duas frentes. No curto prazo, amplia o espaço para crescimento. No longo prazo, fortalece a posição das empresas nas cadeias globais e nos processos de definição de padrões internacionais. Li Bingshu, secretário-geral da Câmara de Comércio Internacional para Cooperação Econômica Privada da China, destacou duas vantagens das empresas privadas no processo de internacionalização: agilidade na tomada de decisões e alta capacidade de adaptação ao mercado externo. Essas características permitem ajustes rápidos diante de mudanças e facilitam a adoção de novos modelos de negócios. Além disso, as empresas aproveitam a cadeia de suprimentos da China para acelerar a produção e reduzir custos. Políticas públicas e acesso a capital favorecem a saída ao exterior Medidas como o “sistema de serviço integrado” alfandegário simplificaram os trâmites de exportação. Além disso, fundos governamentais voltados ao comércio exterior ajudaram a mitigar riscos operacionais. Feiras como a Canton Fair e a China International Import Expo seguem como plataformas estratégicas para conquistar novos mercados. As estratégias empresariais também evoluíram. Do comércio tradicional à instalação de fábricas no exterior, as empresas passaram a construir estruturas de operação mais próximas dos mercados-alvo. Li Chuanjun atribuiu parte da confiança do Grupo Meide à diretriz de 2017 sobre abertura econômica. Para reduzir incertezas na cadeia de suprimentos, o grupo acelerou a construção de bases produtivas fora da China. “Bases no exterior permitem melhor sinergia com o país de origem. Além disso, a liquidação em múltiplas moedas reduz o impacto cambial”, afirmou. Li Bingshu acrescentou que fatores como barreiras comerciais, necessidade de localização e expansão regional motivam a instalação de fábricas fora da China. Segundo ele, a experiência adquirida no exterior também melhora a gestão da matriz. Empresas como o Grupo Meide mantêm a gestão central com equipes chinesas, mas contratam mão de obra local. A estratégia inclui exportar tecnologia e cultura de gestão, além de usar a transformação digital para aumentar a eficiência. Segundo Chuanjun, isso tem garantido retorno financeiro já no primeiro ano de operação. Li Bingshu ressaltou que grandes empresas podem atuar como líderes de cadeias produtivas e promover a internacionalização de forma coordenada, com controle sobre padrões, qualidade e produtividade. Ele sugeriu que empresas de manufatura escolham parques industriais experientes e considerem reservas cambiais, políticas locais e condições de mercado para reduzir riscos. Novos modelos exigem novas estratégias Empresas que atuam com produtos e serviços digitais adotam caminhos distintos. É o caso da Wondershare Technology, especializada em software AIGC. “No Japão, temos mais de 5.600 parceiros locais”, afirmou Wu Taibing, presidente da empresa. A estratégia envolve estrutura organizacional localizada e análise de big data para identificar preferências regionais. Segundo Wu, o feedback de fãs, mídias sociais e dados de mercado orienta as decisões. Compras públicas internacionais atraem empresas privadas As licitações da ONU se consolidaram como alternativa para empresas chinesas. A Tianjin Zhongtou Investment Development, por exemplo, participa das compras da ONU desde 1995. “O foco não é apenas o lucro, mas a reputação global”, disse Chen Huaqing, vice-presidente da empresa. Em 2023, a ONU emitiu 33.256 pedidos de compra, mas apenas US$ 300 milhões foram contratados diretamente com empresas chinesas — embora um terço dos produtos comprados venha da China, em um total de US$ 16 bilhões. Apesar de o país ter mais de 600 mil empresas privadas com operações de comércio exterior, apenas 10 mil estão registradas como fornecedoras da ONU. Segundo Chen, as dificuldades incluem pedidos fragmentados, pagamento pós-entrega e trâmites burocráticos. Para ampliar a participação chinesa nesse mercado, Chen fundou a Gongcai Digital Technology, que desenvolve uma plataforma de big data voltada às compras públicas internacionais. Conformidade regula atuação no exterior A operação internacional exige conhecimento das regras locais. A Wondershare, por exemplo, implementou um sistema de gestão de segurança de dados e mantém equipe dedicada à proteção de propriedade intelectual. “Operar fora da China não é uma ação pontual”, afirmou Li Bingshu. Para ele, respeitar leis, regulamentos e culturas locais é essencial para preservar a imagem das empresas chinesas e garantir objetivos comerciais sustentáveis. Fonte: jingjiribao.cn

4 de abril de 2025
China2Brazil
Na manhã de 2 de abril, o Parque Lego de Xangai divulgou os valores dos ingressos para a inauguração. O sistema adota seis faixas de preços, variando conforme a demanda de visita: temporada baixa, dias regulares, regulares especiais, alta temporada, pico e pico especial. O ingresso adulto custa entre RMB 319 e RMB 599. Já o ingresso infantil representa cerca de 80% do valor do ingresso adulto correspondente, com preços entre RMB 255 e RMB 479. O parque é operado pela Merlin Entertainments e tem como público-alvo famílias com crianças de 2 a 12 anos. A proposta difere da abordagem da Disney, que atende todas as faixas etárias, e da Universal Studios, voltada para o público jovem e adulto. Xangai já abriga outros parques temáticos, como a Disney, Haichang Ocean Park e Happy Valley. Lin Huanjie, diretor do Instituto de Pesquisa de Parques Temáticos da China, afirmou ao National Business Daily que “o índice de retorno de visitas do Parque Lego de Xangai pode ser o mais alto”. [caption id="attachment_23607" align="alignnone" width="1000"] Fonte da imagem: Divulgação[/caption] Para efeito de comparação, o ingresso básico da Disney em Xangai custa RMB 475 e pode chegar a RMB 799. No Universal Studios Beijing, os valores oscilam entre RMB 363 e RMB 638. Assim, o Parque Lego de Xangai adota uma faixa de preço mais baixa, o que reforça seu foco em um público familiar e em uma área menor, com 318 mil metros quadrados, localizada no norte do distrito de Jinshan. A localização, no entanto, levanta preocupações entre os visitantes. O parque está mais próximo de Jiaxing (Zhejiang) do que do centro de Xangai, e ainda não há conexão por metrô. Segundo Lin Huanjie, a distância pode limitar o apelo nacional do parque, mantendo o foco em visitantes locais. O especialista também afirmou que a adoção de seis faixas de preços permite distribuir melhor o fluxo de visitantes, além de otimizar a receita sem comprometer a experiência. Ele destacou que o público-alvo – crianças entre 2 e 12 anos – depende do tempo livre dos responsáveis, o que pode restringir a frequência das visitas. Mesmo assim, Lin prevê uma taxa de retorno alta. “Crianças que participam das atividades podem não completar a experiência em uma única visita. A proposta educativa e interativa incentiva novos retornos em um curto intervalo”, afirmou. Expansão da Legoland na China inclui novos parques em Sichuan e Shenzhen O Parque Lego de Xangai é o primeiro da marca na China e o 11º no mundo. A Merlin Entertainments já iniciou outros projetos no país, como em Tianfu (Sichuan) e Shenzhen (Guangdong). Em novembro de 2024, o parque de Shenzhen concluiu uma etapa estrutural e avançou para a fase de cobertura, com previsão de aceleração das obras ao longo de 2025. Segundo apuração do National Business Daily, a empresa também realizou negociações com outras cidades, incluindo Pequim e Sanya. Uma fonte próxima à Merlin afirmou que, há cinco anos, o grupo decidiu aumentar os investimentos no mercado chinês, diante da ausência de projetos voltados exclusivamente ao entretenimento familiar com foco em crianças. [caption id="attachment_23608" align="alignnone" width="1000"] Fonte da imagem: Divulgação[/caption] Lin Huanjie classifica os parques temáticos em quatro categorias: regionais (atraem moradores locais e cidades próximas), interprovinciais (visitantes de outras províncias), nacionais (como o Happy Valley de Pequim) e globais (como a Disney e Universal Studios). Para ele, o Parque Lego de Xangai se encaixa na categoria regional. Ele estima que mais de 70% dos visitantes virão de Xangai e arredores, diferentemente da Disney e da Universal, que atraem turistas de outras regiões. Setor de parques temáticos na China registra queda O Relatório Global de Parques Temáticos e Museus 2022, publicado pela Themed Entertainment Association (TEA) e AECOM, apontou a China como o maior mercado mundial de parques temáticos, com seis representantes no ranking global dos 25 melhores. Projeções indicam que o setor deve crescer 7,2% ao ano nos próximos cinco anos. Em 2024, o Hong Kong Disneyland registrou lucro líquido de HK$ 838 milhões e recebeu 7,7 milhões de visitantes. No mesmo ano, o Shanghai Disney Resort atraiu 14 milhões de pessoas, ficando em quinto lugar globalmente. O Universal Studios Beijing teve 9,88 milhões de visitantes. O Pop Mart City Park, em Pequim, também superou as expectativas. Segundo Hu Jian, presidente da divisão de parques da empresa, metade dos visitantes vieram de fora da capital. A empresa já iniciou reformas para ampliar a oferta de atrações e alimentação, além de desenvolver a segunda fase do parque. Apesar do desempenho positivo desses parques, o setor como um todo enfrenta retração em 2024. O Relatório de Competitividade dos Parques Temáticos da China 2024, divulgado em outubro, mostrou queda no número de visitantes e no consumo secundário (alimentos, lembranças e experiências), com recuo entre 10% e 30%. Lin Huanjie acredita que, em 2025, o consumo secundário deve se estabilizar, com exceções para novos empreendimentos como o Legoland Shanghai. Segundo ele, parques recém-inaugurados geram forte interesse inicial e atraem famílias dispostas a investir em atividades para crianças. Ele acrescentou que os parques oferecem retorno econômico e social. Cada RMB 1 gasto pode gerar RMB 3,8 em receitas diretas para a cidade e até RMB 15 em setores correlatos, como transporte, hotelaria, alimentação e varejo. Além disso, parques bem posicionados fortalecem o apelo cultural da região. Fonte: news.qq.com

4 de abril de 2025
China2Brazil
Empresas chinesas apresentam inovações em robótica, inteligência artificial e impressão 3D durante a Feira Industrial de Hannover, realizada de 31 de março a 4 de abril no Centro de Exposições de Hannover, Alemanha. Um dos destaques é o cão robótico da Unitree Robotics, que circula pelo pavilhão e chama a atenção do público com demonstrações de mobilidade. Ao lado dele, um robô humanoide projeta possibilidades futuras de uso doméstico. Zheng Tianyu, gerente de vendas da Unitree Robotics na Europa, afirma que o cão robótico é o principal produto da empresa nesta edição da feira. O modelo executa ações como sentar, dar cambalhotas e subir escadas. Utilizado em ambientes industriais, ele apoia inspeções com sensores e radar a laser. Já o robô humanoide, voltado inicialmente para pesquisa educacional, poderá realizar tarefas domésticas por comando de voz em até cinco anos. Empresas chinesas marcam presença com foco em inteligência artificial e automação Cerca de 1.000 empresas chinesas participam da Feira Industrial de Hannover, que conta com mais de 3.800 expositores de vários países. A participação da China concentra-se em soluções de inteligência artificial, digitalização e robótica, áreas que têm recebido investimentos crescentes no país. No estande da Siemens, a empresa chinesa Nanjing Triastek apresenta cápsulas fabricadas por impressão 3D. Diferente dos medicamentos convencionais, as cápsulas possuem estruturas internas que permitem a liberação controlada da substância ativa. Um modelo com formato de pétala se expande ao entrar em contato com o líquido gástrico, permanecendo mais tempo no estômago. Isso reduz a frequência de administração e melhora a eficácia do tratamento. O processo de impressão 3D também elimina etapas da produção tradicional, como granulação, compressão e revestimento. A Siemens, responsável pela automação do processo, colabora com a Triastek em farmacêuticas como o grupo Merck. Huawei, Alibaba e Inspur apresentam soluções para fábricas inteligentes Com o tema “A IA industrial está transformando o setor, impulsionando o futuro das fábricas inteligentes”, a edição deste ano destaca aplicações da inteligência artificial na indústria. A Huawei monta uma simulação de fábrica inteligente com braços robóticos e telas que exibem fluxos de dados. A empresa utiliza sua experiência em nuvem e comunicação para desenvolver infraestrutura digital para o setor. A Inspur Industrial Internet lançou um sistema de inteligência coletiva capaz de interpretar dados, tomar decisões e executar ações de forma autônoma. Segundo o vice-presidente Pang Songtao, o sistema funciona como um “cérebro central” para operações industriais, adaptando-se a diversos setores. "Por meio da Feira Industrial de Hannover, podemos ver claramente o rápido desenvolvimento da manufatura chinesa", disse Jochen Köckler, presidente do Conselho de Administração da Deutsche Messe AG, à Xinhua. Ele destacou que, especialmente nos campos da robótica e digitalização, as empresas chinesas têm se destacado, impulsionando o avanço global da IA industrial e da digitalização com sua crescente capacidade de inovação. Fonte: xinhuanet.com

4 de abril de 2025
China2Brazil
Durante o Festival Qingming e com o verão se aproximando, jovens solteiros de Xangai passaram a organizar passeios em grupo para colher vegetais selvagens. A atividade, inicialmente voltada ao lazer, passou a funcionar como alternativa aos encontros arranjados, criando um novo formato de socialização voltado ao namoro. Os participantes utilizam trilhas, caminhadas e jogos presenciais e online para se conhecer. A proposta é substituir os modelos tradicionais por interações mais espontâneas, com base em afinidades. Uma pesquisa realizada pelo China Youth Daily entrevistou 1.339 pessoas e revelou que 73,9% dos entrevistados relataram que os jovens ao seu redor já tentaram atividades interativas baseadas em interesses para encontros amorosos. Na rede social RedNote , usuários publicam convites para formar grupos de socialização. Uma usuária identificada como “Wangwangdebeijingdanshenshe” declarou ter intermediado o encontro de 78 casais por meio dessas ações. Zhong Pei, moradora de Changsha, na província de Hunan, disse ao Global Times que deixou de focar na pressão de encontrar um parceiro. Ela prefere formar conexões durante atividades culturais e ao ar livre. Zhong participa de trilhas e festivais de música, onde encontra mais facilidade para conversar com desconhecidos. “Em um festival, consigo iniciar conversas com mais naturalidade,” contou Zhong, que se considera reservada no dia a dia. A nova forma de conhecer possíveis parceiros reflete mudanças na percepção dos jovens sobre relacionamentos. O casamento já não cumpre apenas um papel social ou econômico. Muitos o veem como uma parceria voltada ao crescimento individual e à afinidade emocional. Nos passeios para colher vegetais em Xangai, grupos se encontram no campo, sem formalidades. O ambiente permite interações sem exigências relacionadas à renda, aparência ou histórico familiar. A proposta atrai solteiros que priorizam autenticidade. O presidente da Academia de Ciências Sociais de Nanchang, Dai Qingfeng, afirmou que os jovens buscam formatos que unam entretenimento e socialização. Segundo ele, eventos baseados em afinidades, transmissões ao vivo e dinâmicas leves atendem às necessidades dessa geração. “Encontros tradicionais muitas vezes tratam as pessoas como objetos arranjados. As novas práticas oferecem liberdade e múltiplos benefícios”, disse Dai. As plataformas de namoro e organizadores de eventos já começam a adaptar suas estratégias. A demanda agora exige formatos flexíveis, conectados com o estilo de vida minimalista e as preferências sociais da geração atual. Apesar da leveza dessas interações, especialistas alertam que atividades como trilhas ou passeios agrícolas não garantem compatibilidade profunda. Diferenças em valores ou formas de comunicação podem surgir com o tempo. Para Zhong, essas atividades funcionam como ponto de partida, mas não substituem o processo de construção de vínculos mais sólidos. “Relacionamentos construídos com base em interesses compartilhados também precisam fomentar comunicação honesta, profundidade emocional e apoio mútuo para realmente prosperarem”, ressaltou Zhong, destacando que, para ela, construir uma conexão nessas atividades é apenas o primeiro passo. Tradução: Mei Zhen Li Fonte: China Youth Daily

4 de abril de 2025
China2Brazil
As tarifas impostas pelos Estados Unidos sobre produtos de diversos países, incluindo a China, devem impactar parcialmente a cadeia de suprimentos da indústria fotovoltaica chinesa no exterior. Especialistas ouvidos pelo Yicai Global afirmam que o efeito dependerá da duração dessas tarifas e de eventuais medidas de retaliação dos países afetados. O presidente Donald Trump anunciou, em 03 de abril, o novo pacote de Tarifas Recíprocas dos EUA, com uma tarifa base mínima de 10% para todos os parceiros comerciais. As medidas entram em vigor no dia 5 de abril. A alíquota sobre a China será de 34%, enquanto a Indonésia terá 32%, a Tailândia 36%, o Vietnã 46% e o Camboja 49%. Uma segunda rodada de tarifas, com descontos para países com maior déficit comercial com os EUA, começará em 9 de abril. Apesar da nova taxa sobre produtos chineses, Zhong Baoshen, presidente da Longi Green Energy Technology, avaliou que o impacto direto na indústria fotovoltaica da China será limitado. Segundo ele, restrições comerciais anteriores já reduziram a quase zero o volume de exportações diretas de painéis solares chineses para os Estados Unidos. No entanto, empresas chinesas transferiram parte da produção para o Sudeste Asiático nos últimos anos e consolidaram cadeias produtivas fora da China. Como os EUA importam a maior parte de seus módulos e células solares da região, as novas tarifas sobre países como Vietnã, Tailândia e Camboja devem elevar os custos de fornecimento. “Isso aumentará o custo de produção para atender ao mercado norte-americano”, disse um representante de uma fabricante chinesa de painéis solares . “Além disso, como os EUA têm capacidade limitada para produzir células fotovoltaicas de alta eficiência, os preços no mercado americano devem subir ainda mais.” Em relatório divulgado nesta semana, o banco de investimentos SPDB International Holdings, de Hong Kong, afirmou que as tarifas elevadas podem não se manter por muito tempo. “Diante do impacto potencial sobre a economia dos EUA, o governo pode adiar ou reduzir as tarifas de alguns países após negociações. Ainda assim, a tarifa mínima de 10% deve continuar valendo para a maioria dos parceiros comerciais”, informou o relatório. Em 2023, empresas chinesas como Longi, Jinko Solar, Trina Solar e JA Solar anunciaram planos para instalar fábricas nos EUA. A Longi, com sede em Xi’an, está construindo uma planta de 5 gigawatts em Ohio, em parceria com a empresa americana Invenergy. A unidade será voltada à produção de módulos PERC (Passivated Emitter and Rear Cell), voltados ao mercado americano. “O mercado dos EUA é estratégico, mas envolve fatores geopolíticos complexos”, disse um porta-voz da Longi. Nos últimos dois anos, o preço dos painéis solares nos EUA tem sido três vezes maior que em outros mercados globais. Tradução: Mei Zhen Li Fonte: Yicai Global

3 de abril de 2025
China2Brazil
Equipes de resgate chinesas utilizaram o sistema de tradução DeepSeek em uma operação internacional pela primeira vez após o terremoto de magnitude 7,9 em Mianmar. Desenvolvido em sete horas por especialistas da Secretaria do Grupo Nacional de Serviços de Língua para Emergências e da Universidade de Línguas de Pequim, o sistema traduziu automaticamente chinês, birmanês (idioma local de Myanmar) e inglês para facilitar a comunicação entre socorristas e a população local. Mais de 700 pessoas no país já usaram a ferramenta. Tecnologia aplicada ao resgate A equipe de resgate chinesa solicitou apoio aos desenvolvedores antes de embarcar para Mianmar, buscando uma solução para a barreira linguística. Métodos tradicionais de tradução costumam apresentar imprecisões, o que levou os especialistas a combinarem inteligência artificial com bancos de dados linguísticos especializados. O resultado foi um sistema mais eficiente para situações de emergência. O DeepSeek foi lançado inicialmente como um site com 50 páginas de conteúdo em chinês e birmanês, incluindo áudio. Estudantes birmaneses na China testaram a plataforma antes da implementação para validar a precisão e usabilidade. Além disso, durante as operações de resgate, novas funcionalidades foram adicionadas conforme as necessidades no terreno, como tradução por voz em tempo real e um sistema automatizado para conversão de nomes geográficos. Expansão para uso global Após o término da missão, os desenvolvedores anunciaram que a plataforma será disponibilizada como código aberto para uso por outras equipes de emergência em crises humanitárias. O projeto é coordenado pelo Grupo Nacional de Serviços de Língua para Emergências, sob a supervisão do Ministério da Educação da China, da Comissão Nacional de Línguas e do Ministério da Gestão de Emergências. A iniciativa busca eliminar barreiras linguísticas em situações críticas, oferecendo suporte em línguas minoritárias, dialetos regionais, língua de sinais e braile. Tradução: Mei Zhen Li Fonte: ITHome
3 de abril de 2025
China2Brazil
A Universidade Fudan anunciou o "Wu Ji", maior microprocessador do mundo baseado em semicondutores bidimensionais (2D) e na arquitetura RISC-V. A pesquisa, conduzida pelos cientistas Zhou Peng e Bao Wenzhong, foi publicada na revista Nature e busca alternativas ao silício tradicional. Os semicondutores bidimensionais possuem espessura de apenas alguns átomos, característica que pode viabilizar avanços na eletrônica. No entanto, fabricar esses materiais em larga escala exige alta precisão e uniformidade, desafios que limitaram sua adoção industrial. Após cinco anos de estudo, a equipe da Fudan integrou 5.900 transistores no chip, estabelecendo um recorde global para circuitos lógicos feitos com materiais bidimensionais. Além disso, o grupo utilizou inteligência artificial para otimizar todas as etapas do processo, do crescimento dos materiais à montagem dos circuitos, aumentando a taxa de sucesso na fabricação. A tecnologia tem potencial para ser incorporada à indústria. Cerca de 70% das etapas produtivas podem ser realizadas com equipamentos já usados na fabricação de semicondutores de silício. As demais fases exigem novas soluções protegidas por mais de 20 patentes. [caption id="attachment_23586" align="alignnone" width="2048"] Fonte da imagem: Universidade Fudan[/caption] O "Wu Ji" também se destaca pelo consumo reduzido de energia. Um semicondutor bidimensional de 3 micrômetros em modo de espera consome o mesmo que um semicondutor tradicional de 28 nanômetros, o que indica uma possível eficiência maior em larga escala. Os pesquisadores afirmam que os semicondutores bidimensionais não substituirão o silício a curto prazo, mas poderão ser integrados a ele. Como o chip usa a arquitetura aberta RISC-V, pode ser aplicado em diferentes setores sem mudanças significativas na infraestrutura existente. A expectativa é que o "Wu Ji" passe por testes industriais antes de avançar para a produção em massa. Zhou Peng destaca o impacto da inovação: "Acreditamos que essa tecnologia pode transformar a indústria de semicondutores na China e no mundo". Tradução: Mei Zhen Li Fonte: STDAILY