
10 de abril de 2025
China2Brazil
No dia 8 de abril, alunos da Escola Primária Nº 1 de Liangzhu, distrito de Yuhang, em Hangzhou, visitaram a exposição “Prosperidade da Tradição – Grande Exposição de Pinturas da Dinastia Song da Coleção ‘Grandes Obras da Pintura Histórica Chinesa’”. A mostra exibe uma prova de alta definição com 24 metros da obra “Rios e Montanhas a Milhas de Distância”, que chamou a atenção de estudantes e visitantes no Centro de Preservação da Coleção, em Yuhang. A exposição reúne 1.685 arquivos digitais de pinturas da dinastia Song, incluindo obras das Cinco Dinastias, Liao e Jin, além de peças do mesmo período encontradas nas cavernas de Dunhuang e Heishuicheng. O acervo também inclui 12 conjuntos de estatuária budista impressa em 3D e ambientes digitais imersivos, que integram arte tradicional e tecnologia. Segundo Sun Xiaojuan, diretora executiva do centro, esta é a primeira vez que as pinturas da dinastia Song, hoje espalhadas por diversas instituições no mundo, são reunidas digitalmente. O acervo apresentado é resultado de um projeto nacional coordenado pela Universidade de Zhejiang. Ao longo de duas décadas, a equipe coletou, fotografou, tratou e montou imagens de 12.405 obras ou conjuntos de pinturas, provenientes de 263 museus e instituições culturais. O processo envolveu fotografia em alta resolução, separação de cores, montagem e correção cromática para gerar arquivos digitais que preservam os detalhes originais. O espaço da mostra foi projetado para valorizar a experiência do visitante. As paredes exibem tons como verde-musgo, vermelho imperial e azul-acinzentado. As pinturas aparecem em molduras de madeira clara. No centro, a reprodução ampliada da obra “Rios e Montanhas a Milhas de Distância” permite observar elementos como barcos de pesca e relevos montanhosos com nitidez. A pintura original, armazenada no Museu do Palácio de Pequim ( Cidade Proibida ), ficou lacrada por 17 anos para preservar seus pigmentos minerais. Com a autorização para digitalização, a equipe utilizou chapas fotográficas de 8x10 polegadas. Devido ao tamanho da obra, as imagens foram capturadas em partes e montadas com precisão para eliminar emendas visíveis. Em alguns casos, esse processo levou mais de uma semana por obra. Outras peças também foram recuperadas digitalmente. A pintura “Montanhas e Rios Infinitos”, pertencente ao Museu de Arte de Cleveland (EUA), foi digitalizada e incorporada à mostra. Já a obra “Jogo de Tinta nas Montanhas Enevoadas” passou por restauração digital, com a recuperação das cores originais. A coleção exibe paisagens do Norte e do Sul da China, pinturas cortesãs e literárias, reunindo os principais estilos da dinastia Song. A exposição também oferece uma área interativa baseada no conceito de “ arte + tecnologia ”. Com 32 projetores 4K, sensores de radar e sistema de áudio espacial, o espaço permite que os visitantes interajam com elementos animados das obras. Peixes da pintura “Peixes Entre as Flores Caídas” parecem nadar pelo chão, enquanto as montanhas da obra “Montanhas e Rios Infinitos” ganham volume com efeitos visuais e sonoros. A mostra propõe uma nova forma de acessar a pintura clássica chinesa por meio da digitalização em alta definição e da criação de experiências sensoriais, aproximando o público contemporâneo de obras preservadas há séculos. Fonte: people.com.cn

10 de abril de 2025
China2Brazil
A decisão do governo dos Estados Unidos de elevar tarifas sobre produtos importados de quase todos os principais parceiros comerciais, intensificada com a aplicação de uma tarifa de 125% sobre produtos chineses, provocou uma nova escalada na guerra comercial com a China. A medida veio após Pequim anunciar na quarta-feira (9) uma retaliação tarifária de 84% sobre todas as importações americanas , com vigência a partir de 10 de abril. Em resposta, os EUA anunciaram que, por 90 dias, limitarão a 10% as tarifas recíprocas aplicadas a outros parceiros comerciais, mantendo a China como alvo principal. Apesar da justificativa de proteção à economia interna, a estratégia amplia riscos de inflação, desaceleração do comércio internacional e enfraquecimento da posição global dos Estados Unidos Tarifas se distanciam da realidade do setor produtivo atual Tarifas de importação são tributos cobrados sobre produtos estrangeiros. Ao longo da história, os Estados Unidos usaram esse instrumento para proteger setores estratégicos ou negociar concessões. Porém, o contexto atual é diferente. A economia americana é hoje baseada em serviços, inovação tecnológica e defesa, não mais na indústria de base e de mão de obra intensiva. Aplicar barreiras comerciais para tentar recuperar setores como o têxtil ou o de bens de consumo ignora os custos de produção internos e a complexidade das cadeias globais de suprimentos . Medida sem aval do Congresso amplia críticas Trump implementou as tarifas por meio de ação executiva, sem consulta ao Congresso nem diálogo com setores afetados. A decisão gerou críticas de lideranças do próprio Partido Republicano, de empresários e de governadores, especialmente nos estados agrícolas e industriais. Senadores alertaram para o risco de prejuízos econômicos, enquanto protestos em Michigan, Ohio e Wisconsin expuseram o temor de retaliações que atinjam agricultores e fabricantes locais. Embora o discurso político aponte para um ônus imposto aos países estrangeiros, quem arca com os custos das tarifas são os importadores, varejistas e consumidores nos Estados Unidos. Produtos como smartphones sul-coreanos e maquinário alemão chegam ao mercado com preços mais altos. Segundo o Escritório de Orçamento do Congresso, o impacto médio para as famílias americanas pode chegar a US$1.300 por ano. Pequenas empresas, com menos margem de manobra para absorver custos ou redesenhar cadeias de fornecimento, sentem ainda mais os efeitos da política tarifária. Aliados reagem com críticas e ameaças de retaliação A União Europeia classificou as tarifas como injustificadas e prejudiciais. O Canadá afirmou que o antigo modelo de cooperação econômica com Washington está encerrado. A China declarou que os EUA violam normas internacionais e utilizam tarifas como ferramenta de coerção. Austrália, Coreia do Sul e Japão também expressaram desconforto, levantando a possibilidade de revisão de acordos comerciais e estratégicos. Com a escalada das tarifas, parceiros comerciais dos EUA já anunciaram contramedidas. A China impôs restrições sobre produtos como soja, automóveis e bebidas alcoólicas. A Organização Mundial do Comércio registrou recorde de disputas em 2025. O Banco Mundial estima que tarifas generalizadas de 10% podem reduzir em 0,3 ponto percentual o crescimento global, que já é modesto, estimado em 2,7%. A economia americana, ainda sob efeitos da inflação e de choques logísticos, também corre risco de desaceleração. Política tarifária ameaça alianças e reduz influência global dos EUA Além do impacto econômico, a política comercial americana compromete alianças tradicionais construídas ao longo de décadas. Alemanha, Japão e Coreia do Sul questionam a previsibilidade da relação com os EUA. Enquanto isso, blocos como BRICS, OCS e RCEP expandem sua influência e integram mercados com rotas comerciais e sistemas próprios de pagamento, sem a presença americana. O protecionismo pode acelerar o isolamento dos EUA e enfraquecer sua posição em fóruns multilaterais. A intenção de defender interesses nacionais é legítima, mas a estratégia tarifária mostra resultados opostos. A política gerou tensão interna, prejudicou alianças e agravou desequilíbrios econômicos. Em vez de insistir no isolacionismo, os Estados Unidos podem optar por mecanismos de comércio justo e negociação multilateral. Em um cenário global interdependente, a influência internacional depende de cooperação, não de confronto. Fonte: Diário do Povo

10 de abril de 2025
China2Brazil
Até 9 de abril, 18 empresas do índice STAR 50 da Bolsa de Xangai publicaram seus balanços referentes ao ano de 2024. O lucro líquido conjunto atingiu 22,5 bilhões de yuans, aumento de 36% em relação a 2023. A receita totalizou 225,6 bilhões de yuans, alta de 12% no mesmo período. O índice STAR 50 reúne as empresas de maior valor de mercado e liquidez da Bolsa de Xangai, com foco em tecnologia. As companhias atuam em setores como semicondutores, biotecnologia, equipamentos industriais de precisão e novas fontes de energia. As empresas que divulgaram seus resultados também ampliaram os investimentos em pesquisa e desenvolvimento. O valor destinado ao setor alcançou 24,8 bilhões de yuans, crescimento de 13% em comparação com o ano anterior. Cerca de 90% das companhias aumentaram os aportes em inovação. A receita internacional somou 28,2 bilhões de yuans, alta de 52%. Todas as empresas que publicaram seus balanços aderiram ao plano da Bolsa de Xangai para fortalecer a governança, aumentar a eficiência e melhorar o retorno aos acionistas. As medidas incluem foco no negócio principal, aumento na distribuição de lucros, programas de recompra de ações e reforço nos compromissos com a governança corporativa. Os dados apontam o desempenho do índice como um indicativo do avanço das empresas tecnológicas da China no mercado global. Tradução: Mei Zhen Li Fonte: STdaily

9 de abril de 2025
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Vasos com frases motivacionais, brinquedos sensoriais e serviços de escuta virtual compõem uma nova categoria de consumo que cresce entre os jovens chineses. O chamado “consumo emocional” ganhou espaço no varejo digital e reflete mudanças nos hábitos de compra da nova geração. Segundo o Relatório sobre a Mentalidade dos Jovens na Internet Chinesa (2024), publicado pelo Instituto de Desenvolvimento Fudan, os consumidores passaram a considerar não apenas o custo-benefício, mas também o valor emocional dos produtos. O documento define esse comportamento como “consumo de valor emocional”. Para Hong Yong, pesquisador do Instituto de Comércio Eletrônico da Academia de Pesquisa do Ministério do Comércio da China , o fenômeno decorre da evolução das demandas sociais. Com maior acesso a bens materiais, os consumidores passaram a buscar experiências mais personalizadas e simbólicas. Alívio emocional com itens do cotidiano Produtos populares como blind boxes, brinquedos anti stress, incensos com frases e capas de celular com mensagens ganham destaque entre estudantes e trabalhadores. Esses itens, que custam menos de RMB 20 em plataformas como Taobao, se tornaram uma opção de alívio rápido para o estresse diário. O avanço do consumo emocional impulsionou também o mercado de bens de consumo, produtos derivados de animações, quadrinhos e jogos. Dados da iiMedia Research indicam que o setor movimentou RMB 168,9 bilhões em 2024 e deve alcançar RMB 308,9 bilhões até 2029. Ferramentas baseadas em inteligência artificial passaram a ocupar espaço nesse cenário. O robô “Xiao Zhi”, por exemplo, responde de forma objetiva, mas tenta oferecer acolhimento, segundo Wang Zhichao, blogueiro de tecnologia. A empresa desenvolvedora busca integrar memória emocional ao sistema para personalizar ainda mais as interações. Especialistas alertam para riscos do consumo emocional Apesar do crescimento do setor, pesquisadores apontam riscos como dependência emocional e uso inadequado de dados. Shen Yang, professor da Universidade Tsinghua, defende a criação de padrões de transparência algorítmica e regulamentação de conteúdo. O consumo emocional já influencia o comportamento dos jovens e transforma modelos de negócio. Em paralelo, especialistas recomendam que políticas de proteção ao consumidor e diretrizes de segurança digital acompanhem esse movimento para preservar a privacidade e o bem-estar do público. Fonte: news.china.com.cn

9 de abril de 2025
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O influenciador digital IShowSpeed iniciou sua viagem pela China em 24 de março. Desde então, suas transmissões ao vivo chamaram atenção nas redes sociais e mobilizaram públicos de diferentes países. Em cada cidade visitada como Xangai, Pequim, Henan e Chongqing, ele compartilhou cenas do cotidiano, interações com moradores e experiências com tradições locais. Conhecido pelo nome real Darren Watkins Jr., IShowSpeed já viajou por mais de 20 países desde 2022. Seus vídeos mais populares mostram o contato direto com culturas locais. Na China, ele visitou pontos turísticos como o Bund de Xangai e a Cidade Proibida de Pequim, além de locais menos explorados, como bairros tradicionais e templos. As transmissões, feitas com o estilo contínuo de plano-sequência, apresentam uma imagem dinâmica da China atual. Entre os destaques estão práticas do kung fu Shaolin, o teatro Sichuan e rituais de Hong Kong. Ele também mostrou tecnologias locais, como o uso de drones para entregas, carros elétricos da BYD e a conexão 5G. A equipe do influenciador relatou surpresa com o nível de infraestrutura e com a receptividade dos moradores. Ao longo da viagem, a postura do segurança pessoal mudou. No início, ele se manteve alerta; depois, passou a circular com tranquilidade, comportamento que refletiu a percepção de segurança no país. As interações registradas nas lives evidenciaram uma aproximação cultural entre chineses e estrangeiros. Em diferentes momentos, moradores cantaram com IShowSpeed, ofereceram ajuda e participaram das transmissões. Muitos espectadores elogiaram a imagem da China e manifestaram interesse em visitar o país. Usuários chineses responderam com convites e mensagens de boas-vindas. Lives espontâneas quebram preconceitos e aproximam públicos no Ocidente e no Oriente A autenticidade dos vídeos e o contato direto com a população despertaram a atenção da mídia. A Embaixada da China nos Estados Unidos comentou que o influenciador “usa o mundo digital para reduzir a distância cultural e criar novos canais de entendimento”. Internautas estrangeiros relataram que as lives desmontaram estereótipos. Um deles afirmou: “As transmissões de IShowSpeed jogaram no lixo os milhões de dólares gastos tentando difamar a China”. Outros casos recentes reforçam esse movimento de aproximação. Em março, o americano Evan Kail, que já havia doado à China um álbum fotográfico da Segunda Guerra Mundial, visitou o país novamente. Ele participou do Festival “3 de Março” em Guangxi e afirmou: “Os EUA têm muitos equívocos sobre a China. Minha viagem desmascarou várias dessas mentiras”. Esse tipo de intercâmbio cultural tem se intensificado. Desde Edgar Snow até criadores contemporâneos como IShowSpeed, diferentes olhares contribuíram para mostrar o cotidiano da China por perspectivas externas. As imagens compartilhadas refletem uma China conectada, moderna e integrada ao mundo. Com a ampliação das isenções de visto e medidas para facilitar o turismo, o país busca atrair mais visitantes. As experiências vividas por estrangeiros alimentam redes de conexão cultural e fortalecem os laços entre os povos. Fonte: news.cn

9 de abril de 2025
China2Brazil
A indústria automotiva chinesa encerrou 2024 com alta no faturamento, mas rentabilidade ainda limitada. Segundo levantamento do CarThings com base nos balanços financeiros mais recentes, 11 montadoras chinesas somaram receita de 1,89 trilhão de yuans, mas obtiveram lucro líquido de apenas 47,2 bilhões de yuans, o que representa uma margem de 2,49%. O lucro consolidado avançou 35,3 bilhões de yuans em relação a 2023, mas os dados mostram um setor dividido. Grupos como BYD , Geely e Great Wall mantiveram margens positivas. Já as chamadas “novas forças”, como NIO, XPeng e Xiaomi, ampliaram receita, mas seguiram no prejuízo. Montadoras tradicionais concentram lucro A BYD liderou em receita e rentabilidade ao registrar 777,1 bilhões de yuans e lucro líquido de 40,2 bilhões, com margem bruta de 19%. A Geely , segunda em faturamento, alcançou 240,2 bilhões em receita e lucros de 16,6 bilhões. A Great Wall fechou com lucro líquido de 12,7 bilhões e margem de 19,5%. Juntas, essas três empresas responderam por quase 70 bilhões de yuans em lucros, enquanto as novatas do setor registraram perdas relevantes. Startups ampliam receita, mas operam no vermelho Entre as sete montadoras emergentes analisadas, apenas a Seres (AITO) e Li Auto fecharam 2024 com lucro. A Seres superou 145 bilhões de yuans em receita, com avanço de 305% e margem bruta de 25,7%, a maior do setor. A Li Auto lucrou 8 bilhões de yuans, mesmo com queda de 31,9% sobre 2023. NIO, XPeng, Xiaomi e Leapmotor somaram prejuízo superior a 37 bilhões de yuans. A NIO liderou as perdas com resultado negativo de 22,4 bilhões, mesmo com crescimento de 18% na receita. Investimento em tecnologia acelera competição O setor intensificou o investimento em pesquisa e desenvolvimento (P&D). A BYD liderou em valor absoluto, com 54,2 bilhões de yuans destinados à área, alta de 36% em relação ao ano anterior. A Xiaomi, que ingressou no mercado em 2024, aplicou 24,1 bilhões, montante que inclui outras divisões do grupo. A NIO destinou 13 bilhões de yuans ao P&D, o equivalente a 20% de sua receita, a maior proporção entre as montadoras analisadas. A empresa reforçou sua estratégia de diferenciação por inovação, mesmo diante das perdas recorrentes. Seres lidera em margem bruta; GAC recua A Seres obteve a maior margem bruta do setor, com 25,7%, seguida por Li Auto (20,3%), Great Wall (19,5%) e BYD (19,4%). Na outra ponta, a GAC registrou 3,9% de margem e viu seu lucro líquido cair 81%, encerrando o ano com 824 milhões de yuans. Setor vende 13,4 milhões de veículos e projeta 15,8 milhões para 2025 As 11 montadoras venderam 13,4 milhões de veículos em 2024. A BYD entregou 4,27 milhões de unidades, superando sua meta. A Leapmotor dobrou as entregas e alcançou 290 mil veículos. A Xiaomi, em seu primeiro ano completo, vendeu 136 mil unidades. Para 2025, nove montadoras projetam entregar 15,88 milhões de veículos, aumento de 4 milhões em relação ao ano anterior. A BYD pretende atingir 5,5 milhões de unidades. A Xiaomi planeja mais que dobrar a produção e chegar a 350 mil veículos. NIO, XPeng e Leapmotor anunciaram que buscarão a lucratividade em 2025, desafiadas por margens estreitas, concorrência intensa e pressão por inovação tecnológica. Tradução: Mei Zhen Li Fonte: 36kr

9 de abril de 2025
China2Brazil
A Comissão Tarifária do Conselho de Estado da China informou um ajuste nas tarifas sobre mercadorias importadas dos EUA. A alíquota estipulada passará de 34% para 84%. A mudança, que é uma resposta às tarifas dos EUA, entrará em vigor no dia 10 de abril. O governo dos Estados Unidos anunciou, em 8 de abril de 2025, a elevação da chamada "tarifa recíproca" sobre produtos chineses exportados para o país de 50%. Com isso, o total de novas tarifas aplicadas pelos EUA a produtos chineses chegou a 104%. A medida, classificada por Pequim como uma violação das regras da Organização Mundial do Comércio (OMC) , gerou uma resposta imediata do governo chinês. No mesmo dia, a China entrou com uma nova ação contra os EUA no mecanismo de solução de controvérsias da OMC. Segundo o Ministério do Comércio chinês, a tarifa adicional de 50 pontos percentuais anunciada por Washington reforça o caráter unilateral das medidas adotadas pelos Estados Unidos, contrariando o sistema multilateral de comércio. O governo chinês declarou que continuará a adotar as medidas necessárias para proteger seus direitos e interesses no comércio internacional, em conformidade com as regras da OMC. Fonte: stdaily

8 de abril de 2025
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A Great Wall Motors anunciou, em 8 de abril, um acordo de cooperação estratégica com a Hangzhou Unitree Robotics . O objetivo é integrar tecnologias de robótica à indústria automotiva. A parceria abrange áreas como robótica humanoide, robôs quadrúpedes, desenvolvimento de hardware e software, sistemas de controle e espaços inteligentes. As duas empresas atuarão juntas no desenvolvimento e aplicação dessas soluções. A cooperação foca em três frentes: desenvolvimento de inteligência incorporada, integração entre veículos e robôs, e modernização da produção automotiva. O modelo de trabalho será baseado em três eixos: conceito tecnológico conjunto, criação colaborativa de cenários e compartilhamento de ecossistemas. O projeto inicial prevê a combinação entre SUVs off-road e cães-robôs, voltada para funções como transporte de equipamentos e apoio em expedições. Segundo dados do portal IT Home, a Great Wall Motors encerrou 2024 com receita operacional de RMB 202,195 bilhões, alta de 16,73% em relação ao ano anterior. O lucro líquido atribuível aos acionistas foi de RMB 12,692 bilhões, avanço de 80,76%. Já o lucro líquido ajustado ficou em RMB 9,735 bilhões, aumento de 101,4%. Fundada em 2016, a Unitree Robotics está sediada em Hangzhou, na província de Zhejiang, e atua no setor de software e tecnologia da informação. A empresa é uma das referências chinesas em robótica aplicada à indústria. Fonte: ithome.com

8 de abril de 2025
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Durante o feriado de Finados de 2025, o número de viagens inter-regionais na China chegou a 287,48 milhões, aumento de 34,3% em relação ao feriado anterior e de 9,7% na comparação anual. A Região Autônoma da Mongólia Interior recebeu 2,99 milhões de turistas domésticos e gerou receita de RMB 1,86 bilhão. Segundo relatório da Tuniu, a combinação entre “paisagens famosas e raízes culturais” liderou a preferência dos viajantes. Dados da Meituan mostram que Guizhou, Yunnan, Hebei, Mongólia Interior e Shaanxi apresentaram o maior crescimento no turismo cultural e rural. Turistas vestidos com trajes tradicionais posam em ruas antigas, participam de espetáculos públicos e buscam experiências que conectam viagem e identidade cultural. Práticas como essas se tornaram formas populares de turismo nos últimos anos e indicam como regiões chinesas têm explorado a cultura tradicional para fomentar o consumo cultural e turístico. A troca entre visitantes e destinos culturais fortalece novos significados sociais associados ao turismo. A Mongólia Interior atraiu visitantes pela facilidade de planejamento, preços acessíveis e oferta de experiências locais. Em bairros históricos da região, turistas vestem roupas tradicionais e posam entre muralhas antigas e calçadas de pedra. Em Hohhot, a rua Saishang se tornou cenário para fotos em estilo dramático, com visitantes caminhando entre construções antigas. O turismo fotográfico cresceu na Mongólia Interior em 2024. Bao Ying, proprietário de um estúdio local, afirmou que o número de atendimentos ultrapassou 100 clientes em dias de pico. Em Baotou, a Jin Street criou ambientes inspirados na cultura tradicional chinesa, atraiu lojas de hanfu, ateliês e estúdios, e fortaleceu o turismo na região. A China tem mais de 2.500 empresas registradas no setor. Em 2024, a demanda de 25 milhões de consumidores movimentou RMB 40 bilhões. Segundo Du Mingyan, membro do Comitê Nacional da Conferência Consultiva Política do Povo Chinês, as redes sociais transformaram a fotografia cultural em tendência. O uso de trajes tradicionais aproxima o público da história e oferece uma vivência estética com forte apelo simbólico. Espetáculos imersivos transformam turistas em personagens Em Tianjin, a praça Daqianqian, no centro da Jin Street, recebe apresentações ao ar livre com trechos da peça clássica Nascer do Sol. O espetáculo conta com atores que interagem diretamente com o público e recriam cenas do passado com figurinos e elementos da década de 1930. Riquixás, empresários e mordomos compõem o cenário. [caption id="attachment_23647" align="alignnone" width="1333"] Fonte da imagem: Xinhua[/caption] Feng, turista da Mongólia Interior, relatou que assistia à versão televisiva da peça na infância e que participar do espetáculo o fez se sentir parte da história local. Para ele, a atividade representou uma forma diferente de conhecer Tianjin. Segundo Gong Hongru, diretora da Jin Street, os espetáculos ao ar livre ajudam a atrair visitantes e movimentar a economia local. O público interage com os atores e se envolve com a narrativa, o que estimula a circulação na área e fortalece o comércio. A professora Yang Yunli, da Universidade Normal da Mongólia Interior, apontou que o turismo cultural integra setores como gastronomia, varejo, entretenimento e economia noturna. O consumo cultural, segundo ela, passou a incorporar experiências multissensoriais e personalizadas. Turismo cultural redefine o modo de viajar Na plataforma Xiaohongshu (RedNote), a tag “turismo cultural” ultrapassou 50 milhões de visualizações e soma mais de 160 mil publicações. Relatos sobre atividades culturais e vivências com patrimônios imateriais mostram o interesse crescente do público por experiências imersivas. Para Zhang Hongsheng, diretor executivo da Faculdade de Gestão da Indústria Cultural da Universidade de Comunicação da China, esse modelo de turismo reflete a busca, especialmente entre os jovens, por experiências mais simbólicas e participativas. A proposta é envolver-se emocionalmente com o destino. O turismo fortalece a valorização da cultura tradicional e tem incentivado a restauração de áreas urbanas. Segundo o Ministério da Habitação e Desenvolvimento Urbano e Rural da China, entre 2023 e 2024, mais de 300 bairros e 1.800 construções históricas foram revitalizados. O pesquisador Feng Jicai afirmou que o “turismo profundo” depende da cultura, mas também a revela e a valoriza. Segundo ele, a ampliação dessas práticas poderá revelar a diversidade e a riqueza do patrimônio cultural chinês em todo o país. Fonte: news.cn

8 de abril de 2025
China2Brazil
O setor automotivo de luxo enfrenta pressões após o anúncio do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre o aumento de tarifas para veículos importados. A nova política estabelece uma taxa de 25% sobre carros estrangeiros, o que levou montadoras como Mercedes-Benz, BMW e Jaguar Land Rover a rever suas estratégias globais. A Mercedes convocou uma reunião de diretoria para discutir novos cenários. Um dos temas é a possibilidade de fabricar o modelo GLS na China. Hoje, o SUV é produzido nos Estados Unidos e vendido no mercado chinês por valores entre 1,06 milhão e 1,788 milhão de yuans. Em 2024, a marca vendeu 13 mil unidades do modelo no país, liderando o segmento da montadora. Executivos da Mercedes confirmaram que nunca consideraram fabricar o GLS fora dos Estados Unidos. No entanto, as novas tarifas exigem ajustes para manter margens de lucro. O modelo é um dos mais rentáveis da empresa, com desempenho superior aos veículos de entrada produzidos em maior escala. A BMW enfrenta situação semelhante. Modelos como X4, X6 e X7, também produzidos nos Estados Unidos e exportados à China, sofrem com tarifas dos EUA e com tributos sobre peças europeias. Apesar do impacto, a montadora ainda não prevê a produção desses veículos na Ásia. A Jaguar Land Rover, por sua vez, optou por suspender as exportações para os Estados Unidos por 30 dias a partir de abril. A medida busca evitar prejuízos com a nova tarifa, que pode tornar seus veículos inviáveis no mercado americano. Tarifas alteram cadeias produtivas O novo pacote tarifário altera significativamente a estrutura global das montadoras. A Mercedes, por exemplo, tem uma fábrica no estado do Alabama que produz os modelos GLE, GLS e Maybach GLS. Embora esses carros sejam montados nos Estados Unidos, muitos de seus componentes continuam sendo importados da Europa, o que aumenta os custos diante das novas regras. Além disso, outros modelos da marca vendidos nos Estados Unidos são completamente importados. A linha G, com preços acima de treze mil dólares, tem nos Estados Unidos seu principal mercado. Com as novas tarifas, o imposto por veículo pode subir de três mil para mais de trinta mil dólares, o que representa um impacto direto na decisão de compra do consumidor. Marcas como Porsche, Bentley e Lamborghini, que também não possuem fábricas nos Estados Unidos, estão ainda mais expostas. Em dois mil e vinte e quatro, os Estados Unidos foram responsáveis por um terço das vendas globais dessas montadoras. Sem produção local, todas dependem da importação e devem enfrentar uma perda de competitividade considerável. A Bentley, por exemplo, teve em dois mil e vinte e quatro seu pior resultado financeiro dos últimos cinco anos. Montadoras ampliam produção local Para lidar com o novo cenário, as montadoras aceleram planos de nacionalização da produção. Em março, a Mercedes anunciou a nomeação de um novo executivo para liderar a operação na América do Norte. O objetivo é ampliar a capacidade de produção local e evitar prejuízos causados pelas tarifas. Na China, a empresa avalia não apenas nacionalizar o modelo GLS, mas também aprofundar o desenvolvimento de fornecedores e equipes locais para reduzir custos e tornar sua operação mais independente. Embora o investimento seja alto, executivos afirmam que a estratégia é fundamental para manter participação de mercado e proteger a rentabilidade em longo prazo. Outras fabricantes seguem o mesmo caminho. A Volkswagen estuda construir fábricas para suas marcas Audi e Porsche nos Estados Unidos. A medida visa evitar os impactos da política tarifária e atender à demanda interna com produção local. Indústria caminha para regionalização A combinação entre tarifas elevadas, tensões geopolíticas e pressão por rentabilidade indica uma transição no setor automotivo. O modelo de produção global, em que peças e veículos circulam livremente entre continentes, começa a dar lugar a estruturas regionais mais protegidas. Para as montadoras de luxo, o desafio é equilibrar volume e margem em um cenário instável. Os Estados Unidos continuam sendo um mercado lucrativo, enquanto a China se mantém como o maior em volume. Produzir em ambos os países pode ser a única saída viável para evitar a perda de participação e preservar lucros em um setor cada vez mais afetado por políticas comerciais restritivas. A guerra comercial atinge um dos pilares da indústria mundial. O automóvel, símbolo máximo da integração global, se vê no centro de uma transformação estrutural que pode redesenhar toda a lógica da produção e do comércio internacional nos próximos anos. Tradução: Mei Zhen Li Fonte: 36Kr