
3 de abril de 2025
China2Brazil
Desde o lançamento dos primeiros óculos de inteligência artificial (IA) com tecnologia chinesa pela Baidu até a apresentação de 40 novos modelos na CES, empresas de tecnologia e startups estão expandindo sua presença nesse mercado. A crescente popularidade da IA acelerou a competição, com diversas marcas apostando em diferentes formatos e funcionalidades. O que impulsiona o crescimento dos óculos IA? A evolução dos modelos de IA explica a rápida expansão desse setor. Além de uma atualização de hardware, os óculos IA integram modelos avançados de IA, novas formas de interação humano-máquina e ecossistemas digitais. Fabricantes de tecnologia, desenvolvedores de realidade aumentada (AR) e realidade virtual (VR) e marcas emergentes buscam espaço nesse segmento. As empresas que se destacam nesse mercado investem em três fatores: otimização dos modelos de IA, aprimoramento do hardware e integração com diferentes cenários de uso. Esses fatores definem a vantagem competitiva dos produtos, tornando os óculos IA mais do que dispositivos individuais, mas parte de um ecossistema digital. Óculos IA ampliam possibilidades no consumo e na indústria Mais do que produtos de hardware, os óculos IA conectam usuários a diversos serviços. No setor industrial, a integração com sistemas digitais permite que especialistas forneçam instruções em tempo real por meio de anotações em realidade aumentada. No uso cotidiano, esses dispositivos já oferecem funções como pagamentos por comando de voz e solicitações de transporte por meio de aplicativos como Alipay e Didi. Desafios técnicos e regulatórios Apesar do crescimento, o setor enfrenta obstáculos. A tecnologia de guia de onda óptica ainda apresenta baixa eficiência, e a autonomia das baterias limita o uso prolongado. Questões de privacidade e a ausência de padrões unificados também dificultam a consolidação do mercado. O que esperar para o futuro? O avanço dos óculos IA dependerá da evolução tecnológica, da criação de aplicações relevantes e da colaboração entre empresas do setor. As companhias que conseguirem equilibrar esses fatores estarão à frente na próxima fase da tecnologia vestível. Fonte: news.cn

3 de abril de 2025
China2Brazil
O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Guo Jiakun, afirmou que guerras comerciais e tarifas não trazem benefícios e defendeu o diálogo para resolver disputas econômicas. A declaração ocorreu em 3 de abril, durante uma coletiva de imprensa. Questionado por um repórter da Bloomberg sobre a possibilidade de negociações entre China e Estados Unidos antes de 9 de abril, Guo reforçou que Washington precisa corrigir seus erros e buscar soluções com base em igualdade, respeito e reciprocidade. O jornalista também questionou se as últimas ações do presidente Trump indicam que a China é o alvo principal e se a China vê isso como uma oportunidade de se aproximar de outras economias, como a ASEAN ou a União Europeia. O porta-voz também criticou a imposição unilateral de tarifas pelos EUA, alegando que a medida viola regras da Organização Mundial do Comércio (OMC) e prejudica interesses globais. "Cada vez mais países se opõem às tarifas unilaterais e ao comportamento de intimidação dos EUA", afirmou. Fonte: thepaper.cn

2 de abril de 2025
China2Brazil
A China adotará novas medidas para transformar Xangai , Pequim, Guangzhou, Tianjin e Chongqing em centros de consumo global no nível de Nova York e Londres. O plano inclui a criação de ambientes de varejo voltados ao público internacional para impulsionar o consumo interno. Segundo um documento do Ministério do Comércio, o país pretende expandir a demanda doméstica e promover maior abertura econômica . Entre as iniciativas, está o incentivo à chamada “economia de estreias”, apoiando marcas nacionais e estrangeiras no lançamento de novos produtos e exposições. Além disso, o governo também facilitará o desembaraço aduaneiro de itens importados. As cinco cidades receberão eventos como semanas de moda e exposições automotivas. O governo busca atrair marcas globais para abrir suas primeiras lojas, instalar centros de pesquisa e desenvolvimento e estabelecer sedes regionais. O ministério destacou que Xangai se tornou um polo de lançamentos de marcas internacionais e lojas temporárias (pop-up stores) na China. O estímulo ao consumo também foi listado como uma das prioridades no Relatório de Trabalho do Governo deste ano. Reembolso de impostos e isenção de vistos Para fortalecer esses centros de consumo, a China expandirá sua política unilateral de isenção de visto e aprimorará o funcionamento das lojas de reembolso de impostos. Além disso, novos estabelecimentos serão abertos, e os procedimentos de reembolso para turistas estrangeiros serão otimizados. Desde o final de 2023, a China implementou políticas de isenção de visto para diversos países, aumentando o fluxo de visitantes. Em 2024, o número de turistas estrangeiros nessas cinco cidades dobrou em relação ao ano anterior, segundo a Administração Nacional de Imigração. "Nessas cidades, as lojas de reembolso de impostos representaram 60% do total nacional, e as vendas corresponderam a mais de 70% do valor registrado no país", afirmou Li Gang, diretor-geral do Departamento de Operação de Mercado e Promoção do Consumo do Ministério do Comércio. Varejo de luxo e tecnologia Além dos setores de moda e luxo, turistas estrangeiros demonstraram interesse em marcas tradicionais chinesas e produtos típicos. A Tong Ren Tang, farmácia especializada em medicina tradicional, registrou crescimento na demanda por seus produtos na área de Qianmen, em Pequim. O ministério reconhece que ainda há diferenças entre os centros comerciais chineses e os de países desenvolvidos. Além disso, para reduzir essa distância, o governo incentivará a criação de complexos comerciais diferenciados e a ampliação da oferta de produtos chineses da moda nas lojas de reembolso de impostos. A China também promoverá eventos esportivos e espetáculos internacionais para impulsionar o consumo. Em março, Xangai sediou o Grande Prêmio da China de Fórmula 1 de 2025, atraindo público nacional e estrangeiro. O país pretende ampliar a realização de competições automobilísticas e fomentar o turismo associado ao setor automotivo. Outras iniciativas incluem o incentivo ao mercado de cruzeiros, ao turismo de baixa altitude e ao uso de tecnologias como inteligência artificial e realidade virtual no comércio. Além disso, o governo também buscará expandir a popularização de eletrodomésticos inteligentes e veículos elétricos. Nos primeiros dois meses do ano, as vendas no varejo de bens de consumo na China alcançaram 8,37 trilhões de yuans (US$ 1,15 trilhão), um crescimento de 4% em relação ao mesmo período do ano passado, segundo dados do Ministério do Comércio. Tradução: Mei Zhen Li Fonte: Sina

2 de abril de 2025
China2Brazil
Os três primeiros pacientes que receberam implantes da interface cérebro-máquina conseguiram decodificar movimentos e interpretar cerca de 100 palavras comuns do mandarim. Com o chip cerebral "Beinao-1", pacientes paraplégicos controlam um braço robótico para encher um copo d'água e transmitem pensamentos para uma tela de computador. O professor Luo Minmin, co-diretor do Instituto de Ciências Cerebrais e Pesquisa de Cérebro Artificial de Pequim, afirmou que os três pacientes fazem parte de um ensaio clínico conduzido pelo Instituto de Tecnologia da Informação (IIT). Outros 10 pacientes aguardam implantes ainda este ano. Em 2025, após a aprovação dos órgãos regulatórios, o ensaio clínico será ampliado para 50 participantes. Segundo Luo Minmin, o "Beinao-1" é o primeiro chip totalmente implantável e sem fio de alta taxa de fluxo. Ele opera como um sistema de interface cérebro-máquina baseado em eletroencefalograma. O "Beinao-2", versão sem fio em desenvolvimento, adota uma abordagem diferente, utilizando um eletrodo microfilamento flexível para registrar células individuais e melhorar a qualidade do sinal. Testes em macacos indicam que o "Beinao-2" permite controlar um braço robótico. O primeiro paciente pode receber o implante clínico em 2025. O avanço da interface cérebro-máquina na China se acelerou no último ano. Estudos clínicos estão em fase de aprovação. Em uma conferência realizada em Xangai no final de 2024, a Boruikang Technology e a equipe do professor Hong Bo, do Instituto de Engenharia Biomédica da Universidade Tsinghua, anunciaram que o dispositivo minimamente invasivo e sem fio NEO foi implantado em três pacientes. Eles já conseguem controlar um braço robótico para pegar um copo e beber água apenas com a intenção mental. O professor Hong Bo afirmou que, em 2025, o equipamento NEO passará por estudos clínicos em 10 centros na China, com previsão de incluir entre 30 e 50 pacientes com lesão medular. Após os testes, os dados serão enviados às autoridades regulatórias para solicitação de comercialização do produto. A NeuroXess, empresa chinesa de interface cérebro-máquina invasiva, anunciou uma parceria com o Departamento de Neurocirurgia do Hospital Afiliado Huashan da Universidade de Fudan, apoiada pelo Tianqiao and Chrissy Chen Institute. O projeto desenvolveu uma interface cérebro-máquina flexível implantável com 256 canais. Pacientes conseguiram controlar dispositivos inteligentes e se comunicar por meio da intenção mental. O fundador da NeuroXess, Tao Hu, declarou que a empresa avançará nos estudos clínicos em 2025 e pretende concluir o registro clínico do aparelho médico de classe III em três anos. Luo Minmin ressaltou que a velocidade no desenvolvimento da interface cérebro-máquina é menos importante do que seu impacto positivo nos pacientes. Ele também afirmou que, no curto prazo, o lucro da comercialização será limitado, e as empresas devem focar no desenvolvimento de longo prazo, em vez de buscar retorno financeiro rápido. Fonte: yicai.com

2 de abril de 2025
China2Brazil
A TCL CSOT (China Star Optoelectronics Technology) concluiu oficialmente, em 1º de abril, a compra da fábrica de painéis da LG Display (LGD) em Guangzhou. A operação marca um avanço estratégico no setor de displays na China. Em 18 de março, a TCL Technology Group anunciou que sua subsidiária finalizou os procedimentos de aprovação e registro comercial para adquirir 100% das ações da LG Display (China) e da LG Display (Guangzhou). No início de abril, a TCL CSOT realizou uma cerimônia de hasteamento de bandeira na fábrica de Guangzhou (linha t11). Durante o evento, Zhang Feng, vice-presidente sênior da empresa, afirmou que a integração representa um novo ciclo para a indústria de displays. A LGDCA opera uma fábrica de painéis LCD de 8.5ª geração, especializada em telas grandes para TVs e displays comerciais, enquanto a LGDGZ produz módulos de exibição LCD. Em 2023, ambas registraram ganhos líquidos de RMB 602 milhões e RMB 536 milhões, respectivamente. Expansão e impacto no setor A transação, avaliada inicialmente em RMB 5,4 bilhões, colocou a TCL CSOT à frente de concorrentes como BOE e Skyworth. Em setembro de 2024, a empresa adquiriu 80% da LGDCA por RMB 10,8 bilhões e, em janeiro de 2025, consolidou os 20% restantes por RMB 2,615 bilhões, totalizando RMB 13,415 bilhões. O acordo está entre os maiores do setor. A fusão permitirá a combinação da tecnologia HVA (alinhamento vertical) da TCL CSOT com a propriedade intelectual da LGD, ampliando o portfólio de produtos e atendendo à demanda por melhores ângulos de visão e precisão de cores. A empresa destacou que a aquisição fortalecerá sua competitividade global . Reestruturação da LG Display A LG Display afirmou ao jornal Commercial Times que a venda da fábrica em Guangzhou faz parte de sua estratégia de reestruturação, com foco no OLED. A decisão visa otimizar a estrutura de negócios e fortalecer a competitividade no segmento. A empresa planeja manter sua presença no mercado chinês e expandir a produção de OLED. Perspectivas da TCL A TCL CSOT informou que, após a integração, a capacidade produtiva será ampliada. A fábrica T11, com tecnologia consolidada e gestão eficiente, continuará aprimorando a produtividade e os padrões de qualidade da empresa. A TCL Technology declarou que a LGDCA se unirará à linha de produção t9 da TCL CSOT em Guangzhou, formando a "Twin Star", estrutura que reforçará a sinergia industrial e a competitividade global. A transação permitirá avanços nas tecnologias de displays semicondutores, ampliação das parcerias estratégicas com clientes internacionais e ganhos de escala, com impacto positivo na rentabilidade de longo prazo. Enquanto a LG Display redireciona seus investimentos para o OLED , a TCL CSOT expande sua atuação no mercado de LCD. A China, que incentiva a substituição de eletroeletrônicos por modelos mais avançados, têm impulsionado a demanda por produtos de alta qualidade, incluindo TVs OLED, que se destacam pela qualidade de imagem e design diferenciado. Fonte: finance.sina.com.cn

2 de abril de 2025
China2Brazil
A Yangwang, marca de luxo da BYD , lançou na China o sedã U7, disponível nas versões elétrica (EV) e híbrida plug-in (PHEV). O modelo tem 5,26 metros de comprimento, 1,99 metro de largura e 1,51 metro de altura na configuração elétrica. Ele vai de 0 a 100 km/h em 2,9 segundos e alcança 270 km/h de velocidade máxima. A versão elétrica do U7 utiliza a bateria BYD Blade de 135,5 kWh, com autonomia de até 720 km no ciclo CLTC. O carregamento rápido leva a carga de 30% a 80% em 20 minutos. No modelo híbrido, o sedã combina um motor 2.0 turbo a combustão interna, uma bateria de 52,4 kWh e um tanque de 60 litros, resultando em 200 km de autonomia elétrica e um alcance total de 1.000 km. O U7 conta com tração integral, quatro motores independentes e suspensão magnética DiSus-Z, que ajusta a altura do veículo em 5 milissegundos. O sistema permite que o carro rode até 80 km/h por 30 quilômetros mesmo com um pneu furado. Além disso, o modelo também traz um sistema autônomo de navegação integrado, sem custo adicional, diferentemente de concorrentes como a Tesla. Os compradores podem escolher entre configurações para quatro ou cinco ocupantes e os preços variam entre 628.000 e 708.000 yuans, o equivalente a cerca de R$497.000 a R$561.000 na conversão direta, sem taxas e impostos. No momento, o sedã está disponível apenas na China.

1 de abril de 2025
China2Brazil
A China está digitalizando textos históricos para ampliar o acesso a manuscritos antigos e desenvolver tecnologias de inteligência artificial (IA) voltadas para a língua chinesa. O governo estabeleceu um plano para transformar registros como os ossos oraculares (uma das formas mais antigas de escrita chinesa) em bancos de dados acessíveis a pesquisadores e modelos de IA. O Ministério da Educação, a Comissão Nacional de Línguas e a Administração do Ciberespaço lançaram, em 31 de março, diretrizes para a digitalização da língua chinesa. O projeto prevê a criação de um corpus nacional e o aprimoramento de modelos de IA especializados na interpretação de caracteres antigos. Até 2035, o país pretende integrar o idioma em aplicações tecnológicas e expandir sua presença digital. Universidades impulsionam a digitalização Instituições acadêmicas chinesas lideram iniciativas para converter textos históricos em formatos digitais. A Beijing Normal University desenvolveu um modelo de IA capaz de interpretar manuscritos clássicos, traduzir textos para o chinês moderno e fornecer explicações detalhadas sobre palavras e expressões. A universidade também criou bancos de dados linguísticos, incluindo um repositório digital do Shuowen Jiezi, um dos primeiros dicionários da língua chinesa . Além disso, catalogou inscrições antigas e manuscritos em plataformas digitais para ampliar o acesso à pesquisa acadêmica. IA e o futuro do idioma chinês A digitalização permitirá que algoritmos avancem na análise de textos históricos, facilitando o estudo da língua e sua adaptação em diversos contextos, desde traduções automáticas até assistentes virtuais com compreensão avançada da língua chinesa. Esse processo, além de facilitar o ensino e a pesquisa, amplia as possibilidades de interação digital em chinês. Além disso, com mais dados disponíveis, a expectativa é que modelos de IA consigam gerar traduções mais precisas, aprimorar o reconhecimento de caracteres e até recriar textos históricos com base em padrões linguísticos. Fonte: Gov.cn

1 de abril de 2025
China2Brazil
O DingTalk confirmou, em 31 de março, que o Grupo Alibaba pretende adquirir as ações da "Two Hydrogen and One Oxygen" (HHO), empresa fundada por Chen Hang, também conhecido como Wuzhao. Caso a transação seja concluída, Chen assumirá o cargo de CEO do DingTalk no Alibaba. Antes do anúncio, circulavam rumores sobre a volta de Chen ao DingTalk e a possível saída do atual CEO, Ye Jun (Buqiong), que retornaria ao Grupo Alibaba . O DingTalk surgiu a partir do "Laiwang", um aplicativo de rede social da Alibaba que não teve adesão significativa. Em 2014, Chen Hang liderou a equipe do projeto e criou o DingTalk, lançado oficialmente em janeiro de 2015, com foco no ambiente corporativo. Em 2020, a Alibaba reposicionou o DingTalk, integrando-o à Alibaba Cloud sob gestão direta da divisão de inteligência da companhia. Chen deixou o grupo em 2021. Em agosto de 2023, o DingTalk voltou a operar de forma independente, e em novembro, a Alibaba anunciou o fim da separação da Alibaba Cloud. Após sair da empresa, Chen fundou a HHO, voltada para o mercado internacional e financiada por investidores como a Vision Plus Capital. Em maio de 2022, a startup lançou os HHOGene GPods, primeiros fones de ouvido TWS com controle digital de luz. Segundo o Tianyancha, a HHO possui um capital social de RMB 30 milhões, com Chen detendo 68,75% das ações. Na rodada de investimento de julho de 2021, a empresa foi avaliada em RMB 3 bilhões. A negociação pode reforçar a estratégia do Alibaba na inteligência artificial (IA), setor no qual o DingTalk já é o maior aplicativo corporativo da China. A plataforma tem mais de 700 milhões de usuários e 5.600 parceiros no ecossistema, além de registrar mais de 10 milhões de chamadas diárias de IA. A Alibaba tem ampliado investimentos em IA em 2025. Em 6 de março, lançou o modelo de inferência open-source "Tongyi Qianwen QwQ-32B", seguido pelo anúncio do aplicativo "Novo Quark" em 13 de março. No mercado financeiro, as ações do Alibaba caíram 2,29% em 31 de março na Bolsa de Hong Kong, fechando a HK$ 128,00. No pré-mercado da Nasdaq, os papéis da empresa recuaram mais de 2%. Fonte: The Paper

1 de abril de 2025
China2Brazil
O Índice de Gerentes de Compras (PMI) do setor manufatureiro da China atingiu 51,2, alta de 0,4 ponto percentual em relação a fevereiro. Esse foi o maior nível desde dezembro de 2024, indicando expansão na produção e nas operações do setor, segundo dados divulgados pela Caixin. O PMI manufatureiro do Departamento Nacional de Estatísticas também subiu, alcançando 50,5 em março, um aumento de 0,3 ponto percentual. Pelo segundo mês consecutivo, o índice permaneceu na faixa de expansão e atingiu o maior nível em um ano. Os dados do PMI da indústria manufatureira da Caixin mostram que oferta e demanda do setor continuaram em expansão. O índice de produção atingiu o nível mais alto dos últimos quatro meses. Já o índice de novos pedidos recuou levemente, mas permaneceu acima do ponto crítico. Além disso, entre as categorias analisadas, os novos pedidos de bens de consumo apresentaram crescimento mais expressivo, enquanto os bens intermediários e de investimento registraram alta moderada. As exportações avançaram em um ritmo mais acelerado. O índice de novos pedidos de exportação atingiu o maior nível desde maio de 2024. Empresas do setor atribuíram esse crescimento à recuperação da demanda internacional e à ampliação da base de clientes. Preços de fábrica caem pelo quarto mês seguido Os preços de fábrica seguiram em queda pelo quarto mês consecutivo, pressionados por descontos oferecidos por fornecedores e pela contração do índice de preços de compra de matérias-primas, que caiu pela primeira vez em seis meses. Empresas do setor relataram que a concorrência intensificada também impactou os preços de venda no primeiro trimestre de 2025. Apesar da expectativa de que novos produtos e ações promocionais impulsionem vendas e produção nos próximos 12 meses, o nível de otimismo registrado em março ficou abaixo da média de longo prazo. No mercado de trabalho, o índice de emprego avançou para a faixa de expansão pela primeira vez desde setembro de 2023. Fonte: Caixin.com

1 de abril de 2025
China2Brazil
A 8ª Cúpula Digital da China ocorrerá em Fuzhou, na província de Fujian, de 29 a 30 de abril, e destacará as conquistas do país na transformação digital, com foco no crescimento do setor. O evento abordará desafios na utilização de dados e impulsionará a criação de valor orientada pelo mercado, conforme afirmou Liu Liehong, chefe da Administração Nacional de Dados, durante coletiva de imprensa do Conselho de Estado. Em 2024, a indústria digital da China gerou US$4,9 trilhões em receita, representando um crescimento de 5,5% em relação ao ano anterior. O lucro total do setor atingiu US$380 bilhões, um aumento de 3,5%, segundo dados oficiais. Durante a cúpula, serão apresentados documentos estratégicos, incluindo relatórios sobre o desenvolvimento digital da China e um levantamento nacional de recursos de dados. Esses materiais fornecerão diretrizes para a evolução do setor, acrescentou Liu. Mais de 300 instituições profissionais participarão do evento, com empresas representando mais de 75% dos participantes. O número de empresas privadas ultrapassará 50%, ambos superiores às edições anteriores, de acordo com Guo Ningning, chefe do Partido em Fuzhou. A cúpula contará com mais de 100 atividades focadas na transformação digital , aplicações de dados, avanços tecnológicos e desenvolvimento industrial. Um dos destaques será a apresentação de tecnologias inéditas, com mais de 65% dos produtos sendo exibidos pela primeira vez. Entre as inovações estarão robôs inteligentes, drones avançados, computação inspirada no cérebro e grandes modelos de linguagem multimodal. Os visitantes também poderão vivenciar experiências digitais imersivas, como recepcionistas robôs interativos, apresentações de cães-robôs e experiências culturais digitais nos bairros históricos de Fuzhou, como Sanfangqixiang, que combina cultura tradicional com tecnologia moderna. A economia digital tornou-se um pilar do crescimento econômico da China, representando cerca de 10% do PIB em 2024. O país também lidera em fábricas farol, que agora representam mais de 40% do total global. As fábricas farol são instalações reconhecidas pelo Fórum Econômico Mundial por sua excelência na Quarta Revolução Industrial. A Administração Nacional de Dados continuará promovendo reformas orientadas pelo mercado, liderando projetos-piloto de digitalização em regiões estratégicas e incentivando a cooperação internacional para fortalecer ainda mais a economia digital, concluiu Liu. Tradução: Mei Zhen Li Fonte: SCIO.Gov.cn