
15 de abril de 2025
China2Brazil
A 137ª edição da Feira de Cantão começou em 15 de abril, em Guangzhou, com a participação de cerca de 31 mil empresas. Pela primeira vez, o número de expositores na área de exportação ultrapassou 30 mil. Mais de 200 mil compradores estrangeiros de 215 países e regiões se pré-registraram para o evento. A feira ocorre em três fases entre 15 de abril e 5 de maio. Nesta edição, os organizadores estabeleceram 55 áreas de exposição e 172 categorias de produtos. Entre os destaques, estão os espaços dedicados a robôs de serviço e casas modulares integradas, incluídos pela primeira vez no evento. Na abertura da primeira fase, às 9h do dia 15, o pavilhão de robôs de serviço atraiu visitantes com demonstrações de cães-robôs , exoesqueletos industriais e equipamentos de patrulha automática. A área de exposição ocupa 520 mil metros quadrados. A primeira fase vai até 19 de abril e traz o tema “Fabricação Avançada”, com foco em setores industriais e tecnologias aplicadas. Ao todo, 11.304 empresas participam desta etapa, incluindo cerca de 3.700 que atuam em áreas como novas energias, veículos elétricos , baterias, tecnologias digitais e manufatura inteligente. [caption id="attachment_23737" align="alignnone" width="2048"] Fonte da imagem: Liu Dawei/ Xinhua[/caption] Zhang Sihong, vice-diretor do Centro de Comércio Exterior da China, informou que os dados de pré-registros, reservas de hotéis e ocupação de voos indicam crescimento contínuo na presença de compradores estrangeiros. “A tendência é de aumento estável tanto em quantidade quanto em perfil dos participantes”, afirmou. Segundo André Rocha, presidente da Federação das Indústrias do Estado de Goiás, o evento representa uma oportunidade estratégica. “Aqui teremos acesso às principais tendências globais, tecnologias aplicadas e soluções para o desenvolvimento industrial.” Fonte: news.cn

15 de abril de 2025
China2Brazil
A cidade de Haikou, na província de Hainan, sedia a 5º edição da Exposição Internacional de Produtos de Consumo da China. O evento ocorre em meio ao avanço do comércio exterior chinês e à ampliação do compromisso do país com a abertura econômica . A feira reúne empresas nacionais e internacionais e tem atraído atenção por apresentar soluções tecnológicas que apontam tendências no consumo global. Entre os destaques da mostra, está um robô de cozinha que prepara refeições completas sem intervenção humana. Com um sistema que armazena milhares de receitas, o robô controla a temperatura, calcula a quantidade de temperos e executa o preparo dos pratos de forma automatizada. Ele realiza todas as etapas do processo, do corte ao cozimento, com precisão e sem pausas. [caption id="attachment_23732" align="alignnone" width="1994"] Fonte da imagem: Guo Cheng/ Xinhua[/caption] Outro equipamento que chama atenção é o cão robô de quatro patas. Projetado para atuar em residências, o dispositivo auxilia na segurança e no cuidado com idosos. Além disso, ele entrega medicamentos, patrulha ambientes e identifica comportamentos fora do padrão. Sensores embarcados permitem o envio de alertas em tempo real e a integração com outros aparelhos inteligentes. Além de exibir inovações, a feira funciona como plataforma de observação para empresas estrangeiras. Elas avaliam o perfil do consumidor chinês e identificam oportunidades de inserção no mercado local. A presença internacional também reforça o interesse pelo ambiente de negócios mais aberto que a China busca consolidar. Hugo Chevassus Néril, presidente global da marca francesa Polène, comentou a importância do encontro. “O mundo atual precisa mais de respeito à diversidade cultural e de colaboração do que de isolamento. Minha presença aqui é uma demonstração clara de que o livre comércio continua sendo o melhor caminho para o desenvolvimento dos países e a superação dos desafios internacionais ”, disse. A Exposição segue até o fim da semana e apresenta soluções voltadas à integração entre conveniência, inteligência artificial e sustentabilidade. Fonte: Economic Daily Tradução: Mei Zhen Li

14 de abril de 2025
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A SAIC Motor firmou parcerias com gigantes do setor de tecnologia, incluindo Huawei, Momenta, Horizon Robotics e ByteDance, com o objetivo de impulsionar a transformação no mercado automotivo. O evento “Conhece o carro e entende você - Noite SAIC 2025”, realizado em 10 de abril de 2025 no Teatro de Arte Infantil de Xangai, detalhou os avanços dessas colaborações e as metas da empresa para o futuro. Wang Xiaoqiu, presidente do Conselho de Administração da SAIC, afirmou que a empresa planeja adotar duas frentes estratégicas. A primeira envolve a continuidade das parcerias com montadoras tradicionais, como Volkswagen e General Motors. A segunda busca criar um novo ecossistema industrial, unindo forças com líderes de tecnologia para acelerar o uso de tecnologias avançadas e promover a mobilidade inteligente. A empresa continuará focada em atender às necessidades dos usuários, com o objetivo de proporcionar uma experiência mais conectada e personalizada. A SAIC e o Grupo Volkswagen renovaram sua joint venture em Xangai, avançando para a Joint Venture 2.0, que supera o modelo tradicional de "introdução tecnológica". Além disso, a SAIC reforçou suas parcerias com empresas como Horizon Robotics, Momenta, Huawei, Oppo, Alibaba e DJI, criando um novo ecossistema colaborativo intersetorial. A Momenta, líder global em direção autônoma, aprofundou a colaboração com a SAIC, com o objetivo de desenvolver uma solução de direção autônoma “made in China” capaz de competir com os padrões globais. A parceria visa integrar tecnologias de direção autônoma em massa (Mpilot) e totalmente autônoma (MSD), utilizando dados, algoritmos e automação para reduzir custos e acelerar a implementação. Desde 2020, a SAIC e a Horizon Robotics mantêm um laboratório conjunto focado no desenvolvimento de soluções de inteligência artificial. A Horizon fornece chips e soluções para direção assistida, como assistência em rodovias e estacionamento inteligente, que atendem a diferentes níveis de sofisticação tecnológica. Em 2025, a SAIC e a Oppo firmaram um acordo para aprofundar sua cooperação. A parceria visa integrar sistemas veiculares com dispositivos móveis, criando um ecossistema unificado que conecta as esferas de mobilidade, trabalho e casa. A cooperação se expandirá para dispositivos de IoT, como relógios e fones de ouvido, e os produtos resultantes estarão disponíveis globalmente. Além disso, a SAIC e a Huawei assinaram um acordo de cooperação em fevereiro de 2025, com foco em desenvolvimento de produtos, gestão de cadeia de suprimentos e sinergias tecnológicas. O objetivo é melhorar a qualidade da indústria automotiva e oferecer uma experiência de mobilidade mais segura e inteligente. O presidente Wang Xiaoqiu destacou que a história da SAIC está longe de terminar, e a empresa continua a trilhar seu caminho rumo a um futuro de inovação e liderança no setor automotivo. Fonte: 36kr.com

14 de abril de 2025
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A Administração Geral das Alfândegas da China divulgou, em coletiva realizada em 14 de abril pelo Escritório de Informação do Conselho de Estado, os dados do comércio exterior do país no primeiro trimestre de 2025. Segundo o vice-diretor da entidade, Wang Lingjun, as províncias líderes em comércio exterior, Guangdong, Jiangsu, Zhejiang, Xangai, Pequim, Shandong e Fujian, movimentaram juntas RMB 7,78 trilhões em importações e exportações entre janeiro e março. O montante representa 75% do comércio exterior da China no período. O resultado se destaca por três pontos principais: Aumento no número de empresas exportadoras e importadoras As sete províncias concentram um grande número de empresas ativas no setor. No primeiro trimestre, 422 mil empresas realizaram operações de importação e exportação, alta de 6,1% em relação ao mesmo período de 2024. Elas responderam por cerca de 80% do total nacional. O comércio com mais de 150 países e regiões também cresceu, com 89 deles superando a média nacional em taxa de crescimento. Avanço nas exportações de alta tecnologia As províncias ampliaram a exportação de produtos de alta tecnologia, somando RMB 783,52 bilhões no trimestre, um crescimento de 4,5%. O valor representou 71,3% do total nacional nesse segmento. As exportações de produtos de informação eletrônica, equipamentos de ponta e biofármacos chegaram a RMB 385,71 bilhões, RMB 236,58 bilhões e RMB 30,11 bilhões, respectivamente. Os três grupos representaram 66%, 78,4% e 74,8% do total nacional em cada categoria. Participação relevante nas importações estratégicas Essas regiões também lideraram a importação de recursos energéticos , insumos industriais e bens de consumo. No primeiro trimestre, elas foram responsáveis por 83,1% das importações nacionais de petróleo bruto e 67,6% das de minérios metálicos. Componentes eletrônicos e peças de equipamentos automáticos representaram 78% e 88,1%, respectivamente. As importações de bens de consumo atingiram RMB 318,42 bilhões, mais de 80% do total nacional. As províncias analisadas seguem como pilares do comércio exterior da China, com forte presença em mercados internacionais, foco em inovação industrial e papel relevante na manutenção das cadeias de suprimentos do país. Fonte: thepaper.cn

14 de abril de 2025
China2Brazil
A China ultrapassou 25 bilhões de yuans em receita de bilheteira neste início de 2025 e assumiu a liderança no ranking global de arrecadação do cinema. O volume inclui pré-vendas e confirma a força do mercado chinês no setor audiovisual. Entre os títulos em destaque, Ne Zha 2 entrou na lista das cinco maiores bilheterias da história mundial. Com mais de 90 mil salas de exibição e mais de 1 bilhão de ingressos vendidos em 2024, a China consolidou sua posição como principal mercado para grandes produções. A expectativa é de novo crescimento com os lançamentos programados para o Festival Qingming e o feriado de 1º de maio. A resposta de Pequim às recentes tarifas comerciais impostas pelos Estados Unidos impactou o setor. O Escritório Nacional de Cinema da China anunciou a redução moderada na importação de filmes americanos. A medida, segundo o órgão, visa proteger o interesse do público e responde à política tarifária de Washington. Hollywood reage à medida chinesa A decisão gerou reação imediata no mercado. Segundo a agência Reuters, “Hollywood está mais nervosa do que nunca” diante da possibilidade de perder acesso ao mercado chinês. Produtores e executivos criticaram o presidente Donald Trump, apontado como responsável por políticas que prejudicam a própria indústria americana. As ações de grandes estúdios caíram após o anúncio. Em 10 de abril, a Disney recuou 6,79% e a Warner Bros Discovery perdeu 12,53%. O movimento reforça a dependência de Hollywood em relação ao público chinês. Estúdios adaptam produções ao gosto chinês Para manter espaço no mercado asiático, estúdios americanos vêm adaptando roteiros, locações e elencos. A Warner Bros escalou protagonistas chineses para Megatubarão 2. A Paramount inseriu marcas locais nos filmes da franquia Transformers. A prática tornou-se comum em grandes produções. As bilheteiras confirmam a relevância do público chinês. Transformers arrecadou mais de 70,8 bilhões de yuans no país. Vingadores superou 86,7 bilhões. Velozes e Furiosos passou de 96 bilhões. O desempenho de produções locais também segue em alta, com títulos que competem com blockbusters internacionais. China amplia cooperação com outros países Enquanto restringe filmes dos Estados Unidos, a China avança em acordos com outros mercados. Em 11 de abril, durante visita do primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez, os dois países assinaram em Pequim um memorando de entendimento para cooperação no setor cinematográfico. Pequim também busca parcerias com países da Europa, da Ásia e de outros continentes. O objetivo é ampliar o intercâmbio cultural e estimular a produção audiovisual fora do eixo Hollywood. Cinema chinês impulsiona consumo e turismo O sucesso de bilheteira reflete em outros setores. Filmes como Ne Zha e A Longa Jornada de Trinta Mil Milhas movimentam vendas de produtos licenciados, eventos temáticos e turismo cultural. Exposições, lojas temporárias e roteiros turísticos em cidades como Xangai, Pequim e Chengdu ampliam o impacto econômico do setor. A indústria local fortalece marcas e propriedades intelectuais que se tornaram símbolos da cultura contemporânea chinesa. Parques temáticos como a Disney em Xangai e o Universal Studios em Pequim também aproveitam esse movimento. Mercado estratégico para o futuro do cinema O presidente da IMAX, Richard Gelfond, afirmou à CNBC que é impossível discutir o futuro do cinema sem considerar a China. Segundo ele, o país se tornou peça-chave no quebra-cabeça global do setor audiovisual. A limitação à entrada de filmes americanos busca reforçar a produção nacional e responde à demanda do público por narrativas locais. O movimento reflete um mercado mais maduro e competitivo. A China mantém canais abertos para colaborações internacionais, mas impõe seus próprios termos. Se os Estados Unidos insistirem em políticas comerciais restritivas, o impacto para Hollywood pode ir além das finanças, e afetar também sua influência cultural. Tradução: Mei Zhen Li Fonte: Southcn

11 de abril de 2025
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Durante o lançamento da nova linha OPPO Find X8 e de outros produtos do ecossistema móvel, Pete Lau (Liu Zuohu), diretor de produtos da OPPO, comentou sobre o apelido “OPhone”, usado por consumidores nas redes sociais. Lau afirmou que design, experiência e ecossistema explicam a preferência dos usuários pela Apple . Segundo ele, o termo “OPhone” reflete o reconhecimento dos consumidores à proposta da OPPO. Após o evento, Liu Bo, presidente da OPPO China, reforçou o posicionamento da empresa em entrevista à imprensa. Ele disse que a prioridade está na inovação e na qualidade dos produtos. “A competição está no produto: câmera, bateria, design. Tudo isso pode ser comparado. Se não criarmos um bom produto, o nome não importa”, afirmou Liu. Ele acrescentou que a experiência do usuário deve ser o foco. “O produto precisa ser útil. Outros elementos são superficiais. O que vale é a filosofia e a experiência que ele entrega.” Lançamento da série OPPO Find X8 A OPPO apresentou oficialmente a linha com dois modelos: OPPO Find X8s: processador MediaTek Dimensity 9400+, preço inicial de RMB 4.199 OPPO Find X8 Ultra: processador Snapdragon 8 Elite, tela 2K Diamond, preço inicial de RMB 6.499 Fonte: ithome.com

11 de abril de 2025
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A nova escalada na guerra tarifária entre China e Estados Unidos aumentou a pressão sobre empresas exportadoras chinesas. Em abril, o governo norte-americano impôs uma tarifa de 125% exclusivamente sobre mercadorias chinesas, enquanto concedeu um período de 90 dias com alíquota reduzida de 10% para outros países. Como retaliação, a China aplicou a mesma taxa de 125% sobre os produtos norte-americanos. Nesse cenário, empresas chinesas de exportação enfrentam incertezas. Parte dos clientes de exportadores chineses optou por manter os equipamentos nos portos, já que as tarifas passam a valer no momento da liberação das mercadorias. Lv Zhengquan, vice-presidente executivo da Welllih Robots Technology, sediada em Yuyao, Ningbo, informou ao portal The Paper que os clientes da empresa são os mais afetados pela nova medida. “Antecipamos que a eleição de Trump poderia elevar tarifas, então nossos agentes enviaram grandes volumes de produtos aos EUA no ano passado e no início deste ano. Os produtos que chegam agora aos portos enfrentarão as novas tarifas se forem retirados”, explicou. No modelo FOB (Free On Board) adotado pela Welllih, o contrato é concluído no momento em que a carga deixa o porto de origem. Ainda assim, o custo recai sobre os clientes, já que as tarifas passam a valer na entrada no país de destino.“Parte dos equipamentos ainda está nos portos. Os clientes precisam negociar com os agentes para decidir como lidar com o estoque parado”, afirmou Lv. Pequenos comerciantes avaliam impacto No mercado de Yiwu, conhecido pela exportação de pequenas mercadorias, comerciantes mostram cautela. Lojas que atendem o mercado interno relatam impacto nulo. Já exportadores mantêm postura de espera. Vendedores de ferramentas com foco na África, equipamentos de proteção com clientes na América do Sul e artesanato voltado ao Oriente Médio disseram que as tarifas ainda não alteraram seus negócios. Já os de brinquedos de pelúcia e plantas artificiais reconhecem possíveis impactos da disputa tarifária. Roupas e cosméticos enfrentam incertezas nos pedidos A Ningbo Haishu Fancy International Trade, especializada em roupas com design 3D e foco nos mercados europeu e americano, também sente os efeitos. Segundo Yuan Lin, gerente geral, muitos clientes suspenderam pedidos. “Após o Ano Novo Chinês, várias fábricas estão sem pedidos. Quando um cliente fecha uma encomenda, os custos já estão definidos. Com a nova tarifa, não há como absorver o prejuízo. O setor de vestuário opera com margens baixas, e o repasse se torna inevitável”, afirmou Yuan. Yuan explicou que, embora a pandemia tenha sido previsível, o cenário atual gera mais incerteza. “Temos pedidos recentes, mas os clientes podem cancelar por causa das tarifas. Os EUA representam quase metade da nossa receita. No momento, estamos observando. O mercado europeu permanece estável”, disse. A DongguanMisbeauty Cosmetics, exportadora de máquinas de manicure para a América do Norte, também enfrenta dificuldades. Zeng Jianwei, gerente de comércio exterior, disse que os clientes estão relutantes em fechar novos pedidos. “Alguns clientes pedem renegociação de preços ou redução de frete. Em alguns casos, preferem abandonar a carga a pagar tarifas adicionais.” Por outro lado, a Anshu (Zhejiang) Industrial Technology, que vende equipamentos de proteção, sente pouco impacto. Segundo o gerente Chen Shengjie, os clientes compram lotes variados e não conseguem substituir facilmente os fornecedores chineses. Chen destacou que sua empresa não pretende absorver os custos no longo prazo. “Estamos compartilhando parte dos encargos por enquanto, mas os preços devem ser ajustados no futuro”, disse. A oscilação nas decisões de Trump contribui para a insegurança. Em 7 de abril, ele manteve a política tarifária. Dois dias depois, anunciou uma pausa de 90 dias para negociações. Diversificação geográfica Apesar da tensão, a Welllih Robots Technology mantém operações nos EUA, mas com menor dependência. “As vendas continuam, mas os EUA deixaram de ser um mercado central. Antes representavam 30% das vendas; agora, menos de 10%”, disse Lv Zhengquan. A empresa está expandindo sua atuação na Europa e no Sudeste Asiático e participará de feiras na Alemanha. Também aposta no mercado interno, que apresenta crescimento. A Leedarson Technology já diversificou sua produção entre China e Tailândia. Segundo o vice-presidente Xu Jianxing, essa estratégia garante flexibilidade diante de riscos geopolíticos. “Vamos ampliar a produção na Tailândia e explorar novos mercados”, afirmou. Apoio governamental e perspectivas Governos locais, como os das províncias de Jiangsu e Zhejiang, têm promovido inovação, diversificação de mercados e apoio direto às empresas. O Ministério do Comércio da China anunciou medidas para enfrentar a instabilidade externa, incluindo incentivo à substituição de bens de consumo e integração entre os mercados interno e externo. Segundo Chen Shengjie, se as tarifas persistirem, a permanência no mercado americano precisará ser reavaliada. Para Xu Qiyuan, pesquisador da Academia Chinesa de Ciências Sociais, o país deve estimular a demanda interna e orientar empresas a expandirem investimentos no exterior. Zhang Bin, vice-diretor do Instituto de Economia Mundial e Política, propôs três medidas: Políticas anticíclicas para estimular o consumo interno. Apoio à reestruturação de empresas e diversificação de mercados. Redução de impostos e subsídios diretos para empresas e trabalhadores afetados. “O importante é garantir que empresas e trabalhadores não enfrentem esses desafios sozinhos”, afirmou Zhang. Fonte: thepaper.cn

11 de abril de 2025
China2Brazil
A PATEO, fornecedora chinesa de soluções de cockpit inteligente e conexão veicular, está entre as poucas empresas da China que oferecem ambas as soluções integradas. Em 2010, lançou o primeiro sistema de rede veicular 3G da China e passou a integrar o mercado de veículos inteligentes conectados. Desde então, mantém presença entre os primeiros desenvolvedores de soluções de cockpit inteligente no país. Diferentemente de outros fornecedores focados em hardware, a PATEO adota um modelo integrado. A empresa combina software, hardware e serviços em nuvem em uma solução completa. Essa abordagem permite atender demandas personalizadas de montadoras com diferentes necessidades operacionais. As soluções de cockpit inteligente representam a principal fonte de receita da empresa. Tanto o valor quanto a participação desse segmento na receita total cresceram nos últimos anos. Em paralelo, a empresa mantém fornecimento de soluções conectadas inteligentes para montadoras (OEMs), com uma operação estável nesse mercado. Participação no mercado de veículos de nova energia Com base nas remessas de 2024, a PATEO ocupa a segunda posição no fornecimento de controladores de domínio de cabine inteligente para veículos de nova energia produzidos localmente na China. A empresa detém 11,9% do mercado, atrás apenas de um concorrente com 22,8%. Segundo a consultoria Frost & Sullivan, a receita da indústria chinesa de soluções de cabine inteligente para automóveis de passageiros deve crescer de RMB 129 bilhões em 2024 para RMB 299,5 bilhões em 2029, com taxa média anual de 18,4%. A expectativa é que a maior participação das montadoras chinesas no mercado nacional, aliada ao avanço dos recursos de inteligência veicular, impulsione a demanda por cockpits inteligentes. Serviços conectados e operação em nuvem A PATEO também oferece soluções de conectividade para OEMs, com foco em dois serviços principais: operação do usuário e plataforma conectada. O suporte inclui atendimento, engajamento e gestão de ecossistemas, com o objetivo de atrair motoristas e fortalecer o valor das marcas parceiras. Já os serviços de plataforma conectada visam manter e otimizar sistemas desenvolvidos por OEMs ou pela própria empresa. Os esforços incluem melhorias em estabilidade, desempenho, segurança e adaptação a novas demandas comerciais. Receita e desempenho financeiro Entre 2022 e 2024, a receita da divisão Internet of Vehicles da Baidu cresceu de RMB 1,218 bilhão para RMB 2,557 bilhões. No mesmo período, as perdas anuais variaram entre RMB 284 milhões e RMB 541 milhões. A empresa passou por diversas rodadas de financiamento. Em 2024, concluiu a rodada D com captação de aproximadamente RMB 1,047 bilhão, atingindo avaliação pós-investimento de RMB 8,572 bilhões. Estrutura acionária e planos de IPO Antes do IPO, o fundador da Botai Internet of Vehicles, Ying Yulun, detinha 23,95% das ações. A plataforma de incentivo aos funcionários possuía 11,38%. Entre os investidores corporativos, a subsidiária da Xiaomi, Tianjin Jinmi, detinha 5,75%; o Dongfeng Group, 2,69%; e a FAW Equity, 2,42%. Os recursos captados no IPO de Hong Kong serão destinados à ampliação do portfólio de produtos, evolução tecnológica e fortalecimento da estrutura interna. A empresa também pretende investir em capacidade de fabricação, redes de vendas e suporte, além de realizar aquisições estratégicas. Parte do capital será utilizada como capital de giro e para fins corporativos gerais. Tradução: Mei Zhen Li Fonte: 36kr

11 de abril de 2025
China2Brazil
A província de Guangdong, no sul da China, anunciou uma nova estratégia para fortalecer sua posição na indústria de inteligência artificial (IA) e robótica. Com mais de 1.500 empresas especializadas e um setor que movimenta 220 bilhões de yuans, o governo local lançou medidas para acelerar a aplicação prática das tecnologias e ampliar a produção. Atualmente, Guangdong responde por mais de 40% da produção nacional de robôs industriais, com mais de 240 mil unidades fabricadas por ano. A província também criou uma cadeia completa para o desenvolvimento de robôs humanoides, cobrindo desde os sistemas de comando até os componentes físicos. O governo apresentou as “Medidas para Promover o Desenvolvimento Inovador da Indústria de Inteligência Artificial e Robótica”, com doze diretrizes que apoiam diretamente as empresas. A política inclui financiamento, capacitação de profissionais, liberação de terrenos, incentivo à pesquisa, construção de centros tecnológicos e criação de cenários reais para aplicação das soluções. Robôs humanoides ganham espaço na indústria A empresa Leju, com sede em Shenzhen, trabalha com robôs humanoides desde 2016. Em 2023, lançou o KUAVO, modelo de código aberto equipado com o sistema Harmony, capaz de se locomover em diferentes tipos de terreno. O presidente da empresa, Leng Xiaokun, afirmou que o objetivo é aplicar robôs humanoides em ambientes industriais com baixa oferta de mão de obra e tarefas não padronizadas. Os robôs da Leju visam atuar em locais com riscos operacionais e em linhas de produção com exigência de flexibilidade. Durante coletiva realizada em 9 de abril, autoridades locais apresentaram oito modelos de inteligência artificial voltados para áreas como indústria, educação e segurança. As soluções já estão em operação e incluem trinta cenários de uso, vinte e nove aplicações e treze produtos desenvolvidos por empresas da região. Na indústria, a plataforma da empresa Zhizhi elevou em 3% a qualidade e em 4% a produtividade na fabricação de semicondutores. Já a empresa Boyit desenvolveu um modelo de IA para a produção de papel e celulose, com aumento de 10% na eficiência e redução de 4% nos custos. Governo incentiva desenvolvimento colaborativo por meio de código aberto Para acelerar a inovação, Guangdong adotou uma estratégia baseada em código aberto. Empresas, universidades e centros de pesquisa formam comunidades para desenvolver tecnologias em conjunto. A iniciativa busca ampliar a base de desenvolvedores, reduzir barreiras técnicas e aproximar a pesquisa do mercado. A província já reúne mais de um milhão de desenvolvedores ativos e abriga empresas entre as dez mais relevantes do mundo no segmento de código aberto. O governo oferece apoio anual a até cinco comunidades tecnológicas, com repasses que podem alcançar oito milhões de yuans por projeto. Financiamento estimula inovação e expansão de empresas do setor As políticas também preveem incentivos financeiros para empresas com desempenho destacado. Companhias reconhecidas nacionalmente como campeãs ou de alta especialização podem receber bônus equivalentes ao apoio oferecido em nível municipal. Além disso, o governo selecionará anualmente dez casos de sucesso em aplicações industriais de inteligência artificial, com prêmios que podem chegar a oito milhões de yuans por iniciativa. Para 2025, o orçamento estadual reserva 26,2 bilhões de yuans para projetos ligados à indústria, incluindo IA e robótica. Desde o início do programa, os investimentos acumulados já ultrapassaram 23 bilhões de yuans, com recursos de fundos públicos voltados para inovação, indústria e semicondutores. Capital internacional reforça investimentos estratégicos Em março, Guangdong lançou um pacote de medidas para atrair fundos soberanos estrangeiros. O plano inclui estímulo à instalação de escritórios, criação de fundos conjuntos com empresas locais e expansão dos investimentos em setores estratégicos. O objetivo é canalizar capital internacional para áreas prioritárias, como IA e robótica, garantindo fluxo contínuo de recursos e ampliando o impacto das políticas de inovação. Estratégia busca transformar tecnologia em valor econômico Com ações voltadas à aplicação direta das tecnologias e integração com o setor produtivo, Guangdong quer consolidar uma posição de liderança global na nova economia digital. A meta é transformar inovação em valor econômico e impacto concreto na sociedade. Durante o evento, um representante do governo resumiu a diretriz da província: “O valor da tecnologia está na sua aplicação real, e os resultados só têm impacto quando se transformam em soluções concretas”. Fonte: Stdaily Tradução: Mei Zhen Li

10 de abril de 2025
China2Brazil
Pequenas e médias empresas (PMEs) na China intensificaram seus investimentos em digitalização, inteligência tecnológica e práticas sustentáveis no primeiro trimestre de 2025. A conclusão vem de uma pesquisa recente da Associação Chinesa de Pequenas e Médias Empresas. O levantamento aponta que as políticas de estímulo implementadas em 2024 continuam impactando o setor neste início de ano. Além disso, o lançamento de novos projetos em diversas regiões ampliou as oportunidades de mercado para as PMEs. Segundo Ma Bin, vice-presidente executivo da associação, as visitas feitas a diferentes regiões revelaram que muitas empresas estão reagindo às mudanças de mercado e direcionando recursos para inovação tecnológica. “Elas estão investindo em digitalização e sustentabilidade, além de participar das chamadas ‘duas infraestruturas pesadas’ e dos ‘dois novos campos de atuação’ definidos pelo governo”, afirmou. Na cidade de Mianyang, província de Sichuan, empresas locais relataram crescimento na produção e nas vendas. Liu Peng, gerente administrativo da Xinfurui Technology, informou que o volume de vendas da empresa cresceu 13% em relação ao mesmo período de 2024. Outras regiões também registraram avanços. Sob orientação de políticas públicas, as PMEs têm acelerado sua modernização com tecnologias emergentes, como inteligência artificial. Essas ferramentas já impactam os processos produtivos e ampliam a competitividade das empresas. Chen Jin, diretor-geral da Shijiazhuang Geyao Pressure Vessel Technology, disse que entre 70% e 80% dos equipamentos da empresa já operam com tecnologia inteligente. Em Ganzhou, na província de Jiangxi, o governo local busca integrar as PMEs a programas de incentivo. Segundo Cai Huafeng, representante da comissão de serviços empresariais da Zona de Desenvolvimento Econômico , as empresas estão sendo orientadas a solicitar reconhecimento como negócios "especializados e inovadores", com acesso a até RMB 3 milhões em fundos. Os recursos são usados na criação de centros tecnológicos e laboratórios. Dados oficiais mostram que a China já reúne mais de 600 mil PMEs voltadas à inovação tecnológica. O Ministério da Indústria e Tecnologia da Informação anunciou que vai acelerar a criação de mecanismos de apoio ao desenvolvimento dessas empresas, com o objetivo de ampliar a produtividade e modernizar o parque industrial do país. Fonte: jingjiribao.cn