
28 de julho de 2025
China2Brazil
A segunda edição da Mesa Redonda China-América Latina e Caribe sobre Direitos Humanos ocorreu em 25 de julho, em São Paulo. O tema central foi “Comunidade de Destino Comum China-América Latina e o Desenvolvimento da Causa dos Direitos Humanos”. O evento reuniu mais de 130 autoridades, especialistas, acadêmicos, representantes de organizações sociais, think tanks e veículos de comunicação da China, América Latina e Caribe. Os participantes discutiram a cooperação em direitos humanos entre China e América Latina diante de novas tendências, como a era digital e as mudanças climáticas. Também analisaram as contribuições dos países para a governança global dos direitos humanos e buscaram promover consensos. Wang Yanwen, vice-secretário-geral da Sociedade Chinesa de Estudos de Direitos Humanos, afirmou que o desenvolvimento dos direitos humanos enfrenta oportunidades e desafios no cenário internacional atual. Ele destacou que China e América Latina devem fortalecer a cooperação em estudos de direitos humanos, incentivar o uso ético das tecnologias digitais e inteligentes, manter a governança ambiental e o desenvolvimento sustentável, além de avançar na governança global dos direitos humanos com foco em equidade, justiça, racionalidade e inclusão. Zhang Donggang, secretário do Comitê do Partido Comunista da China da Universidade Renmin, defendeu que os países da China e da América Latina devem promover os direitos humanos por meio da troca civilizacional, compartilhamento de experiências, solução conjunta de desafios e aprimoramento da governança. Segundo ele, essas ações contribuem para o avanço global da causa dos direitos humanos com a sabedoria sino-latino-americana. César Martins, vice-reitor da Universidade Estadual Paulista (UNESP), afirmou que, apesar das diferenças culturais e de estilo de vida, é possível cooperar pelo bem comum dos povos. Para ele, a troca de experiências entre China e América Latina no campo dos direitos humanos pode servir como exemplo para outras regiões. [caption id="attachment_24897" align="alignnone" width="1463"] Fonte da imagem: Paulo Lopes/ Xinhua[/caption] Yu Peng, Cônsul-Geral da China em São Paulo, afirmou que China e América Latina têm papel importante na construção de uma comunidade de destino comum e no fortalecimento da cooperação em direitos humanos, colaborando para enfrentar desafios globais e promover avanços na área. Shaira Downs, membro da Assembleia Nacional da Nicarágua, disse que seu país está disposto a defender junto com China e outros países latino-americanos a soberania, a paz e a dignidade dos povos, aproveitando o diálogo estabelecido na mesa redonda. Arley Gill, presidente da Comissão Nacional de Reparações de Granada, relacionou o desenvolvimento dos países em desenvolvimento à garantia dos direitos humanos. Ele destacou os esforços da China no combate à pobreza, na melhoria da saúde pública e na elevação do padrão de vida, e manifestou interesse em ampliar a cooperação bilateral. O evento foi organizado pela Sociedade Chinesa de Estudos de Direitos Humanos, Universidade Renmin da China e Universidade Estadual Paulista (UNESP), com apoio do Instituto Chongyang de Estudos Financeiros da Universidade Renmin e do Instituto de Políticas Públicas e Relações Internacionais da UNESP. Durante a conferência, foi divulgado o “Consenso de São Paulo sobre o Intercâmbio e Cooperação em Direitos Humanos entre China e América Latina” e anunciada a criação da Rede de Cooperação em Pesquisa sobre Direitos Humanos China-América Latina. Fonte: stdaily.com

28 de julho de 2025
China2Brazil
A cidade de Chengdu, na China, passou a aceitar cartões bancários com tecnologia de aproximação para o pagamento no metrô, bonde e ônibus. O sistema inclui cartões UnionPay emitidos na China e no exterior, além de Visa, Mastercard e American Express emitidos fora do país. Com a mudança, Chengdu se torna a terceira cidade chinesa, após Pequim e Xangai, a adotar a funcionalidade no metrô com suporte a cartões internacionais. Até então, estrangeiros precisavam utilizar dinheiro em espécie para acessar o transporte público. A medida visa facilitar a mobilidade especialmente durante os Jogos Mundiais, que ocorrem em agosto e devem atrair um volume expressivo de turistas. Nos últimos três meses, a Chengdu Metro atualizou mais de 10 mil equipamentos e mais de 30 sistemas da rede. A nova funcionalidade já está ativa em todas as 423 estações e 16 linhas do metrô, além da linha Rong 2 do sistema de bondes. O sistema de ônibus de Chengdu também passou a aceitar pagamento por aproximação com cartões bancários nacionais e internacionais. É a primeira cidade da China a implementar essa opção nos ônibus. A funcionalidade está disponível nas linhas regulares, BRT, linhas para o aeroporto e linhas turísticas, com o mesmo processo de uso dos cartões de transporte locais. Os ônibus agora contam com anúncios e sinalização bilíngue (chinês e inglês), incluindo orientações específicas nas linhas que atendem ao aeroporto. Regras para o uso do cartão por aproximação: O cartão deve ter chip e tecnologia de pagamento por aproximação (como UnionPay QuickPass ou Visa PayWave); Pode ser necessário ativar previamente a função de pagamento sem senha; O cartão deve ter saldo ou limite suficiente; Para validar, o usuário deve aproximar o cartão do leitor, aguardar o sinal sonoro e conferir o valor cobrado na tela. Comprovante fiscal: No ônibus, é possível solicitar o comprovante no momento da validação. O recibo impresso pode ser retirado nos seguintes terminais: Hub de Trânsito de Jinsha Hub de Trânsito do Zoológico Hub de Trânsito de Wuguichao Hub de Trânsito de Shiyangchang No metrô, o cartão também pode ser usado em máquinas de autoatendimento para compra de bilhetes unitários ou passes diários. Fonte: ithome.com

28 de julho de 2025
China2Brazil
A receita do orçamento público geral da China somou 11,56 trilhões de yuans no primeiro semestre de 2025, queda de 0,3% em relação ao mesmo período do ano anterior. O resultado representa desaceleração de 0,8 ponto percentual em comparação com o primeiro trimestre. Já as despesas chegaram a 14,13 trilhões de yuans, com alta de 3,4% na mesma base de comparação. Embora a arrecadação tenha recuado no acumulado do semestre, o país registrou crescimento contínuo da receita tributária a partir de abril. A arrecadação com impostos totalizou 9,29 trilhões de yuans, queda de 1,2% na comparação anual. No entanto, a receita tributária mensal cresceu por três meses consecutivos. Os principais tributos, como imposto sobre valor agregado, imposto sobre consumo doméstico e imposto de renda pessoal, apresentaram avanço constante. A receita oriunda de empresas de equipamentos ferroviários, navais e aeroespaciais aumentou 32,2%, 9,2% e 6,3%, respectivamente. Já o setor de pesquisa científica e serviços técnicos registrou alta de 13,8%. Os dados indicam melhora gradual na qualidade e eficiência da indústria, associada à reestruturação econômica e ao avanço de novas tecnologias. Em âmbito regional, 27 das 31 províncias chinesas reportaram crescimento na arrecadação. A receita dos orçamentos locais subiu 1,6%, reforçando sinais de resiliência econômica em diferentes partes do país. Aumento nas despesas sociais As despesas do governo refletiram a intensificação de políticas fiscais voltadas ao bem-estar social. No primeiro semestre, os gastos com previdência e emprego subiram 9,2%. Educação, saúde e ciência e tecnologia registraram aumentos de 5,9%, 4,3% e 9,1%, respectivamente. A ampliação dos gastos sociais acompanha a diretriz de ampliar a proteção social e estimular o consumo das famílias. O governo central também elevou o padrão mínimo da pensão básica em 20 yuans por mês para residentes urbanos e rurais. Além disso, ampliou os subsídios federais e promoveu a redistribuição nacional dos fundos de previdência. Mais de 300 milhões de idosos devem ser beneficiados com a medida. Papel dos títulos públicos A emissão de títulos do governo teve papel relevante no estímulo ao investimento. No primeiro semestre, foram lançados 658,3 bilhões de yuans em títulos especiais do tesouro de longo prazo voltados à construção de projetos estratégicos. Outros 500 bilhões de yuans foram destinados à capitalização de quatro grandes bancos estatais. Governos locais emitiram 2,6 trilhões de yuans em novos títulos para financiar obras de infraestrutura e projetos prioritários. O escopo dos títulos especiais foi ampliado, com maior capacidade de alavancar investimentos. Gestão da dívida local O governo avançou na gestão da dívida pública local. Até junho, foram emitidos 1,8 trilhão de yuans dos 2 trilhões previstos para o ano em títulos de substituição, com 1,44 trilhão já utilizado. A medida reduziu a pressão sobre os caixas locais, aliviou o pagamento de juros e liberou recursos para outras prioridades, como salários, educação e saúde. Desafios no segundo semestre Apesar dos resultados, o cenário fiscal ainda enfrenta desafios. A combinação de incertezas internas e externas impõe pressão ao equilíbrio das contas públicas. Para o segundo semestre, o governo deverá acelerar a execução do orçamento e adotar medidas adicionais conforme a evolução da economia. A prioridade será manter o apoio ao emprego, às empresas e à renda das famílias. Isso inclui otimizar os gastos públicos, ampliar os investimentos em políticas sociais e fortalecer o consumo interno. O "Relatório de Trabalho do Governo" de 2025 já previa uma política fiscal mais ativa. O desempenho no primeiro semestre confirma os efeitos dessa abordagem. A expectativa é que, com continuidade dessa política, o país consiga cumprir suas metas de desenvolvimento econômico e social ao longo do ano. Fonte: finance.people

25 de julho de 2025
China2Brazil
Comerciantes da Cidade de Comércio Internacional de Yiwu , na China, intensificaram a produção de artigos esportivos voltados para a Copa do Mundo de 2026, que ocorrerá nos Estados Unidos, México e Canadá. A cidade, conhecida como um dos principais polos de exportação do país, já registra aumento na demanda global por produtos temáticos do torneio. No Distrito 3 do complexo comercial de Yiwu, o vendedor Wen Congjian apresenta um novo modelo de camisa da seleção brasileira. “Esta é uma camisa de torcida desenvolvida para a Copa de 2026”, afirma. Segundo ele, o modelo utiliza as cores tradicionais do Brasil, amarelo, verde e azul, e incorpora elementos culturais locais. Wen também criou modelos para os países-sede e outras seleções tradicionais, apesar de ainda não haver uma lista definitiva das equipes participantes. Durante a Copa do Catar, em 2022, Wen vendeu mais de dois milhões de camisas personalizadas. Agora, ele busca registrar patentes e marcas internacionais, ampliando sua presença no mercado externo. Além das camisas, o mercado de Yiwu inclui bandeiras, bolas, apitos, cachecóis, cornetas e miniaturas do troféu. De acordo com a Associação de Artigos Esportivos de Yiwu, a cidade foi responsável por cerca de 70% da oferta mundial desses produtos na última edição do torneio. Expectativa de crescimento nas exportações Desde o segundo semestre de 2024, comerciantes locais começaram a desenvolver novos produtos voltados para a Copa de 2026. A diversidade cultural dos consumidores motivou o reforço nos estoques e a adaptação dos itens às preferências regionais. Liu Jiaqi, outro comerciante do complexo, projeta um crescimento de até 20% nos pedidos. Ele aponta o mercado latino-americano, especialmente o México, como um dos mais promissores. “O entusiasmo dos torcedores mexicanos deve impulsionar as vendas. Por isso, estamos investindo no desenvolvimento dos produtos”, afirma. Compradores estrangeiros antecipam aquisições com foco na Copa de 2026 Com o início das vendas de ingressos previsto para os próximos meses, compradores internacionais têm intensificado as visitas a Yiwu. Um deles é Saladin, comerciante tunisiano do setor esportivo. “Confiamos no mercado chinês. Este ano começamos com um pedido de 10 mil bolas de futebol”, diz. Dados da alfândega local indicam que, no primeiro semestre de 2025, as exportações de artigos e equipamentos esportivos de Yiwu somaram RMB 5,86 bilhões, alta de 16,8% em relação ao mesmo período de 2024. Wu Xiaoming, presidente da Associação de Artigos Esportivos de Yiwu, afirma que, apesar da transferência de algumas encomendas para países do Sudeste Asiático, a China ainda lidera a produção global. “O fornecimento chinês continua essencial para o mercado mundial”, declara. Fonte: news.cn

25 de julho de 2025
China2Brazil
O jogo mobile Delta Force: Hawk Ops ultrapassou 10 milhões de registros em quatro dias após o lançamento global. Já Wuthering Waves, ainda em pré-download, liderou as paradas de jogos gratuitos da App Store em 107 países e regiões. A presença internacional dos jogos chineses segue em expansão. Segundo o Relatório Trimestral da Indústria de Jogos da China – 1º trimestre de 2025, a receita real de vendas no mercado internacional de jogos desenvolvidos localmente chegou a US$4,805 bilhões, alta de 17,92% na comparação anual. Políticas públicas impulsionam expansão internacional Em 2024, o jogo Black Myth: Wukong ampliou a visibilidade dos títulos chineses ao conquistar espaço global. Desde então, mais empresas têm buscado o mercado externo. Em 20 de junho, a NetEase anunciou Blood Message, jogo de ação e aventura ambientado na dinastia Tang. O trailer atraiu comentários positivos de jogadores estrangeiros, que destacaram o protagonismo de personagens chineses e o cenário histórico local. De acordo com He Wei, professor da Escola de Artes e Comunicação da Universidade Normal de Pequim, os jogos chineses já alcançam centenas de milhões de jogadores fora do país. Além de jogar, muitos fãs produzem fanarts e visitam locais presentes nos títulos. Os jogos passaram a funcionar como vitrine cultural da China contemporânea. Esse movimento conta com apoio institucional. O Ministério do Comércio divulgou um plano de abertura do setor de serviços que inclui toda a cadeia da indústria de jogos voltada ao exterior, da criação de propriedade intelectual à operação internacional. Em maio, quatro ministérios publicaram a lista de Empresas e Projetos Culturais Prioritários de Exportação (2025–2026). Entre os nomes estão Tencent, NetEase e miHoYo, além de jogos como Genshin Impact, Arknights e Bladepoint. Nos governos locais, Pequim propôs um centro de exportação de jogos com canais rápidos de aprovação. Cantão criou 13 medidas que vão da criação à integração com o turismo cultural. Zhejiang adotou 20 políticas que incluem apoio jurídico e proteção de propriedade intelectual. Segundo um porta-voz da miHoYo, as condições atuais favorecem a entrada das empresas no mercado internacional com apoio financeiro e institucional. Tecnologia e localização como estratégias centrais Para He Wei, o sucesso dos jogos chineses no exterior se deve principalmente à qualidade da experiência de jogo. Títulos como Black Myth: Wukong e Genshin Impact competem com os melhores do mundo nesse quesito. A Tencent apostou em tecnologia no desenvolvimento de Delta Force: Hawk Ops. O jogo alcançou o topo da App Store em 169 países. Segundo o produtor Guo Zhi, a equipe técnica resolveu mais de 200 problemas por dia durante os testes internacionais. A qualidade técnica foi decisiva para entrar no mercado global de FPS. O estúdio usou 65 câmeras 4K para capturar 140 fotos por segundo e gerar modelos 3D com 20 milhões de polígonos. O áudio espacial contou com mais de 30 mil amostras para ampliar a imersão dos jogadores. Além disso, Delta Force: Hawk Ops é o primeiro jogo de tiro da Tencent com jogabilidade cruzada entre PC e celular. A decisão de incluir versão para desktop ocorreu após consultas com desenvolvedores e jogadores internacionais. “A mudança ampliou a experiência do jogador e aumentou a complexidade técnica, mas foi o caminho certo”, afirmou Guo Zhi. Outro fator decisivo é a adaptação cultural. A miHoYo explicou que é preciso pensar globalmente desde a fase de desenvolvimento. Em Genshin Impact, o continente fictício Teyvat inclui regiões inspiradas em diferentes culturas, da Europa medieval ao Norte da África. A estratégia amplia o reconhecimento e a identificação entre os jogadores estrangeiros. Outras empresas seguem a mesma lógica. A Moonton incorporou heróis do Sudeste Asiático em Mobile Legends: Bang Bang. Já a 37 Interactive incluiu eventos natalinos e temas ocidentais em Puzzles & Survival. Esses ajustes contemplam desde trilhas sonoras até design de personagens. Cultura tradicional atrai novos públicos A cultura chinesa passou a ser um diferencial competitivo. Nos últimos cinco anos, o número de jogos com elementos tradicionais da China triplicou. Esses títulos combinam artes marciais, poesia, música e estética local com mecânicas modernas. Em Zenless Zone Zero, o personagem Pan Yinhu mistura aparência de panda com técnicas de Bājíquán, estilo de luta chinês. Já Genshin Impact criou o evento Lantern Rite, inspirado no Festival das Lanternas e no Ano Novo Lunar, com atividades típicas como fogos, adivinhações e desfiles. Em janeiro, Girls' Frontline 2, da Sunborn Network, lançou um traje bordado à mão em parceria com uma mestra de Suzhou, patrimônio cultural imaterial. O item viralizou nas redes sociais. Segundo Huang Chong, CEO da Sunborn, o jogo se transformou em vitrine para o guochao, tendência que valoriza elementos da cultura chinesa moderna. “A Geração Z enxerga os jogos como espaço emocional, social e cultural. Um bom jogo conecta o público global à essência da civilização chinesa.” Para o professor He Wei, jogabilidade, enredo e audiovisual funcionam como iscas para introduzir a cultura local. “É uma forma sutil, mas eficaz de soft power.” Desafios permanecem Apesar do avanço, o setor enfrenta obstáculos. Entre os principais estão a segmentação das campanhas internacionais, a atração de talentos locais e o alinhamento às legislações estrangeiras. He Wei alerta que vários países já tratam os jogos como ativos culturais estratégicos e oferecem incentivos à indústria. Para ele, a China precisa estruturar melhor seu planejamento de longo prazo. Especialistas apontam que o ecossistema ainda requer melhorias. Isso inclui desde a formação de profissionais até a integração com áreas como esportes eletrônicos, turismo e inteligência artificial. Fonte: news.china.com.cn

25 de julho de 2025
China2Brazil
A PetroChina intensificou sua transformação digital ao integrar tecnologias como inteligência artificial, computação em nuvem e big data em suas operações. No Campo de Changqing, por exemplo, operadores utilizam uma plataforma em nuvem com Internet das Coisas (IoT) para identificar anomalias de produção em menos de dez segundos. A estratégia da empresa segue a diretriz da Conferência Central de Trabalho Econômico da China, que defende a modernização de indústrias tradicionais por meio de soluções digitais e sustentáveis. Com mais de três décadas de investimentos em informatização, a empresa considera a digitalização essencial para garantir segurança energética, aumentar a eficiência e avançar na descarbonização. Durante o 14º Plano Quinquenal, a PetroChina adotou o conceito de “Petróleo Inteligente” como um dos pilares estratégicos da companhia. A abordagem abrange três frentes: fortalecimento da infraestrutura digital, capacitação tecnológica e desenvolvimento de operações inteligentes. O objetivo é ampliar o controle operacional, melhorar a gestão de riscos e aprimorar a tomada de decisões. Comitês e plataformas centralizadas estruturam transformação digital Para executar a estratégia, a empresa criou comitês de liderança focados na digitalização e reengenharia de processos, elevou a digitalização ao setor estratégico emergente e lançou o programa “PetroChina Inteligente”. Com isso, construiu plataformas centralizadas de gestão, transformou refinarias e campos em operações inteligentes e intensificou o uso de inteligência artificial. Em parceria com a China Mobile e a Huawei , a PetroChina lançou em 2024 o modelo de linguagem Kunlun, com 33 bilhões de parâmetros, voltado para os setores de energia e química. Atualmente, o modelo alcança 300 bilhões de parâmetros e já foi aplicado em mais de 100 cenários. A tecnologia apoia desde a interpretação sísmica até o refino de petróleo e gás. Segundo Gong Renbin, especialista da Academia de Exploração e Desenvolvimento da PetroChina, o modelo de interpretação sísmica com base no Kunlun foi testado em mais de 20 campos, incluindo unidades no Brasil. A eficiência da interpretação aumentou nove vezes. A aplicação da tecnologia se espalha por diferentes unidades da PetroChina: No Campo de Tarim, o centro de operações inteligentes integra 25 sistemas, gera alertas automáticos e ampliou em 50% a resposta a emergências; Na BGP (Bureau of Geophysical Prospecting), softwares automatizaram a gestão de dados sísmicos, com ganho de 80% na eficiência e precisão total nas operações; Na refinaria de Guangdong, gêmeos digitais e otimização de processos reduziram em 9% o consumo energético por unidade; Na unidade de Dushanzi, algoritmos de IA ajustam automaticamente temperatura, pressão e proporção de materiais, operando em modo autônomo; No setor de vendas, a plataforma 3.0 monitora mais de 20 mil postos e 60 mil carregadores de veículos elétricos. Fonte: stdaily.com

24 de julho de 2025
China2Brazil
A participação das montadoras chinesas no mercado brasileiro de veículos elétricos (EVs) aumentou nos últimos anos, impulsionada pela produção local, incentivos fiscais e mudanças no perfil de consumo. A BYD, por exemplo, inaugurou sua fábrica no país em 2025 após 15 meses de obras. A unidade tem capacidade inicial de 150 mil veículos por ano e planeja produzir localmente mais de 90% dos modelos vendidos no Brasil. Segundo a Associação Brasileira de Veículos Elétricos (ABVE) , no primeiro semestre de 2024, os EVs chineses representaram 91,4% das importações brasileiras, movimentando US$1,2 bilhão. Entre janeiro e maio de 2025, BYD e Great Wall Motors lideraram o ranking nacional de vendas entre os fabricantes de carros de energia nova. As montadoras chinesas avançam sobre um mercado historicamente dominado por marcas como Fiat, Volkswagen, Hyundai e Chevrolet. No estado de São Paulo, onde o preço da gasolina é cerca de cinco vezes superior ao da eletricidade, a procura por modelos elétricos cresceu. Apesar disso, as opções ainda são limitadas, com as marcas chinesas concentrando a maior fatia da oferta. Carros elétricos se tornam mais vantajosos no custo total No Rio de Janeiro, um motorista de aplicativo afirmou economizar cerca de RMB 20 mil por ano ao trocar o carro a combustão por um modelo elétrico chinês, valor que inclui redução de impostos, manutenção e custo por quilômetro rodado. Ele estima uma economia média de R$10.800 por ano ao rodar 25 mil km. Além disso, veículos elétricos têm isenção ou redução de tributos em comparação aos modelos a combustão e exigem menos manutenção. Segundo a Fenabrave, o Brasil vendeu 183.200 veículos novos em maio de 2025, aumento de 10,2% em relação ao mesmo mês do ano anterior. A BYD ficou em 6º lugar no ranking nacional de montadoras, superando a Honda e consolidando 5,55% de participação de mercado. A Chery também entrou no grupo das 10 maiores fabricantes do país. Mesmo com esse avanço, modelos a combustão de baixo custo seguem entre os mais vendidos, como Fiat Strada, VW Polo e Hyundai HB20. Para disputar esse segmento, montadoras chinesas têm apostado em tecnologia embarcada e relação custo-benefício. Segundo um concessionário da BYD no Rio de Janeiro, os modelos mais vendidos são os compactos Song e Dolphin, com cerca de 50 unidades comercializadas por mês. Montadoras chinesas crescem no ranking nacional A BYD assumiu em 2023 a antiga planta da Ford em Camaçari (BA) , fechada dois anos antes, e investiu R$5,5 bilhões para construir um complexo industrial com três fábricas: veículos de passeio, baterias e veículos comerciais. Ex-funcionários da Ford foram recontratados. Um deles, agora empregado pela BYD, afirma que a nova linha de produção é mais automatizada e voltada para resultados. A cidade de Camaçari, antes em declínio, voltou a crescer com a instalação da nova unidade. [caption id="attachment_24873" align="alignnone" width="1575"] Fonte da imagem: Lucio Távora/ Xinhua[/caption] Outras montadoras chinesas seguem o mesmo caminho. A Great Wall Motors assumiu a fábrica da Mercedes-Benz em Iracemápolis (SP) e deve iniciar operações em 2025, com investimento previsto de RMB 12,7 bilhões. A GAC planeja aplicar US$1,3 bilhão até o fim de 2026. A Geely anunciou joint venture com a Renault, e a Changan estuda abrir filial no Brasil. A SAIC-GM-Wuling já exporta veículos e testa modelos de distribuição. Até o final de 2024, o Brasil contava com mais de 150 mil veículos elétricos em circulação. Para atender à demanda, a infraestrutura de carregamento também avançou, em fevereiro de 2025, o país tinha cerca de 15 mil pontos públicos de carregamento, aumento de 22,16% em um ano. A maior parte se concentra no litoral sudeste; o norte e o interior seguem com menor cobertura. Incentivos fiscais e novas tarifas aceleram investimento Desde o fim de 2023, o governo federal adotou uma nova política industrial para estimular a produção local. A isenção de imposto para EVs foi retirada e substituída por tarifas crescentes, que devem chegar a 35% em 2026. Em julho de 2025, a tarifa para veículos 100% elétricos chegou a 25%, e para híbridos, a 30%. A medida acompanha o lançamento do “Plano Nacional de Mobilidade Elétrica”, que prevê que 30% das vendas de veículos em 2030 sejam de EVs. O “Programa Nacional de Mobilidade Verde e Inovação”, lançado em 2024, destinou R$ 19,3 bilhões em crédito e incentivos fiscais para estimular o setor. A proposta inclui a instalação de centros de P&D, treinamento de mão de obra local e integração da cadeia produtiva. Executivos da BYD afirmam que a instalação da fábrica é apenas o início. A empresa pretende produzir baterias e outros componentes no país e capacitar profissionais brasileiros para atuar em manufatura inteligente. A estratégia também busca transformar a percepção sobre os veículos chineses, associando-os a tecnologia de ponta e inovação, e não apenas a baixo custo. Fonte: yicai.com

24 de julho de 2025
China2Brazil
A Organização Mundial do Comércio (OMC) realizou, nos dias 22 e 23 de julho, em Genebra, na Suíça, a terceira reunião do Conselho Geral de 2025. Durante o encontro, a China apresentou a proposta intitulada “Apoio ao Sistema Multilateral de Comércio sob as Circunstâncias Atuais”, na qual solicita a oposição a medidas tarifárias unilaterais e a defesa coordenada das regras multilaterais. A delegação chinesa afirmou que o comércio internacional enfrenta aumento da instabilidade, com risco crescente de fragmentação. Nos últimos meses, governos adotaram novas tarifas unilaterais, elevando o valor do comércio afetado por restrições a US$2,7 trilhões, maior nível desde o início da série histórica em 2009. Nesse contexto, a China propôs reforçar a cooperação entre os membros da OMC para sustentar o sistema multilateral. A delegação chinesa estruturou suas sugestões com base em três eixos: estabilidade como prioridade, desenvolvimento como objetivo e reforma como instrumento. Entre as propostas apresentadas, destacam-se: Defesa conjunta dos princípios centrais da OMC, como a cláusula da nação mais favorecida e o princípio da não discriminação; Apoio à integração de países em desenvolvimento no comércio multilateral; Avanço de reformas institucionais na OMC, com foco no processo decisório. A China também argumentou que medidas bilaterais e acordos voltados à redução de tensões comerciais devem respeitar as regras da OMC. No caso de acordos de livre comércio, solicitou que os países notifiquem formalmente a organização. Além disso, sugeriu que o Secretariado da OMC amplie o monitoramento e a análise de medidas unilaterais e acordos bilaterais, alertando os membros sobre possíveis impactos negativos para terceiros. Representantes de países como Brasil, União Europeia, Austrália, Nova Zelândia, Coreia do Sul, Malásia, Camboja, Rússia e Venezuela também se pronunciaram. Segundo essas delegações, as tarifas unilaterais agravam as tensões comerciais, elevam custos para empresas e consumidores e dificultam o crescimento econômico, principalmente nos países em desenvolvimento. Os membros presentes defenderam a preservação do sistema multilateral, a modernização das regras da OMC e a construção de um ambiente de concorrência equilibrado no comércio global. Fonte: news.china.com.cn

24 de julho de 2025
China2Brazil
Durante coletiva de imprensa realizada em 23 de julho, o vice-ministro do Ministério da Segurança Pública da China, Qi Yanjun, apresentou os resultados das ações de segurança pública implementadas ao longo do 14º Plano Quinquenal (2021-2025) . O evento foi promovido pelo Escritório de Imprensa do Conselho de Estado. Segundo Qi, a China figura entre os países com menores índices de homicídios, crimes violentos e uso de armas de fogo e explosivos. Ele relacionou os dados à manutenção da estabilidade social durante o período de crescimento econômico, que classificou como um “milagre duplo”. Principais resultados Autoridades investigaram mais de 512 mil casos de crimes cibernéticos; Foram implementadas mais de 60 medidas para facilitar o trânsito, com mais de 6 bilhões de atendimentos acumulados; A polícia passou a operar com maior capacidade de resposta e integração por meio de um novo programa nacional. Combate a crimes cibernéticos e fraudes 366 mil pessoas envolvidas em fraudes e crimes virtuais foram presas; Mais de 12,4 bilhões de chamadas telefônicas fraudulentas foram bloqueadas; Mais de 25 milhões de sites e domínios associados a fraudes foram desativados; A polícia eliminou mais de 2 mil pontos de fraude no exterior e deteve mais de 80 mil suspeitos, reduzindo o número de golpes transfronteiriços. Proteção à propriedade intelectual O Ministério da Segurança Pública investigou 156 mil casos relacionados a violações de propriedade intelectual e à venda de produtos falsificados. A operação “Anxin” registrou 576 casos envolvendo segredos comerciais de setores estratégicos. Segundo Li Jiantao, diretor do Departamento de Investigação de Crimes Ambientais e contra a Propriedade Intelectual, o trabalho foi realizado em parceria com agências de mercado e órgãos de direitos autorais. Durante o Ano Novo Chinês, forças policiais em Zhejiang, Anhui e Chongqing desarticularam redes de pirataria digital que atuavam com aplicativos e sites de streaming ilegal de filmes como Nezha. Em junho, o ministério publicou uma diretriz com novas orientações para o combate aos crimes contra a propriedade intelectual, com foco no apoio ao desenvolvimento industrial. “Vamos aplicar as medidas com rigor e padrões claros, como bater prego com martelo”, afirmou Li. Fonte: stdaily.com

23 de julho de 2025
China2Brazil
O Departamento de Comércio dos Estados Unidos anunciou, em 17 de julho, tarifas antidumping preliminares de 93,5% a 102,72% sobre o grafite importado da China, usado como material de ânodo em baterias. Com a nova medida, o imposto total sobre o produto pode chegar a 160%. A decisão final deve sair até 5 de dezembro. A medida responde a uma queixa apresentada em dezembro de 2023 pela Associação dos Produtores Americanos de Materiais de Ânodo (AAAMP). A entidade acusou empresas chinesas de violar leis antidumping ao vender grafite abaixo do valor de mercado, com apoio de subsídios estatais. A investigação incluiu compostos, misturas e componentes importados. Grafite é insumo estratégico na produção de baterias O grafite é o principal material de ânodo em baterias de íons de lítio, utilizado para armazenar e liberar carga. Embora a China não tenha as maiores reservas globais, responde por mais de 70% da produção e do refino mundial. Em 2024, os EUA importaram 180 mil toneladas de grafite, dois terços vieram da China. Com base nos dados de 2023, a Bloomberg estima que a tarifa afete US$340 milhões em produtos. Impacto direto sobre empresas como Tesla e Panasonic Fabricantes de veículos elétricos alertaram sobre a falta de fornecedores nacionais capazes de atender aos requisitos de pureza e qualidade. A Tesla informou ao governo americano que depende de grafite artificial processado na China. Um carro híbrido usa cerca de 10 kg do material; um elétrico, até 99 kg. O Model 3, por exemplo, consome 90 kg. Segundo a Tesla, a escassez de grafite de qualidade nos EUA deve elevar o custo por kWh em até US$7, o que pressiona margens de lucro e deve afetar fabricantes sul-coreanos por até dois trimestres. Além da Tesla, a Panasonic também expressou preocupação. A empresa afirmou que a produção doméstica cobre apenas 10% da demanda. A fábrica da Panasonic no Kansas, prevista para operar em março, deve atrasar para o segundo semestre, segundo o jornal japonês Nikkei. A planta atende exclusivamente à Tesla. Dependência da China segue elevada Mesmo com investimentos em fábricas nos EUA por empresas como LG e Panasonic, a cadeia ainda depende do fornecimento chinês. Segundo a Agência Internacional de Energia (IEA), o grafite é um dos materiais mais vulneráveis a interrupções na cadeia de suprimentos. A entidade projeta que, até 2040, a demanda global pelo insumo quadruplicará em relação a 2021, chegando a 16 milhões de toneladas. Projetos fora da China enfrentam entraves. A mina de grafite em Nevada, por exemplo, segue em fase de licenciamento. Países como Canadá, Madagascar, Brasil, Turquia, Tanzânia e México têm reservas, mas não dominam o processo de refino em larga escala. Tesla concentra dois terços do grafite chinês exportado aos EUA A Tesla é a maior consumidora de grafite chinês nos Estados Unidos. Em 2024, adquiriu indiretamente cerca de 80 mil toneladas, 67% do total exportado da China para o mercado americano, por meio de fornecedores como Panasonic e CATL . Outras montadoras, como Ford e General Motors, também dependem do grafite chinês, mas em menor escala. Seus fornecedores incluem LG Energy e SK On. Mudanças políticas aumentam a pressão sobre Elon Musk A nova política comercial integra um pacote de medidas adotadas pelo governo Trump que afeta diretamente a Tesla. A assinatura do One Big Beautiful Bill Act, no início de 2025, extinguiu o subsídio federal de US$7.500 para a compra de veículos elétricos. Analistas projetam uma perda anual de até US$1,2 bilhão para a empresa. Além disso, o governo suspendeu o programa federal que financiava a instalação de carregadores elétricos, bloqueando bilhões de dólares em investimentos. A Tesla, que já havia recebido US$31 milhões do programa, enfrenta agora restrições para expandir sua infraestrutura de recarga. Mercado em retração e incertezas operacionais A Tesla enfrenta o cenário mais adverso desde sua fundação. No segundo trimestre de 2025, as vendas de veículos elétricos nos EUA caíram 6,3% em comparação com o mesmo período de 2024, totalizando 310 mil unidades. A participação da Tesla caiu de 75% para 62%. A empresa deve divulgar em breve o relatório financeiro do segundo trimestre. Os resultados devem refletir os efeitos das tarifas, da retirada de incentivos fiscais e da pressão sobre sua cadeia de suprimentos. Fonte: 36kr.com