
1 de agosto de 2025
China2Brazil
Em 31 de julho, as ações da Meituan abriram em queda superior a 4% e atingiram o menor valor intradiário das últimas duas semanas. Até o meio do pregão na Bolsa de Hong Kong, os papéis eram negociados a HK $122,5, com recuo de 3,85%. No acumulado de 2025, a empresa já perdeu quase 20% de valor de mercado, atualmente estimado em HK$ 748,5 bilhões. O movimento ocorre após a Prosus vender, de forma silenciosa, aproximadamente US$ 250 milhões em ações da Meituan nas duas semanas anteriores, segundo fontes ouvidas pela imprensa local. A empresa, que é subsidiária da Naspers e uma das maiores investidoras em tecnologia do mundo, pretende usar os recursos para fortalecer outras marcas de comércio eletrônico de seu portfólio. As vendas podem continuar nas próximas semanas. Até esta terça-feira, a Prosus ainda mantinha 257,5 milhões de ações da Meituan, avaliadas em cerca de US$ 4,2 bilhões, o equivalente a menos de 5% do capital da companhia chinesa. A Bloomberg informou que a Meituan anunciou recentemente um investimento de US$ 1 bilhão para expandir sua marca de entregas Keeta no Brasil, mercado hoje liderado pelo iFood, também investido pela Prosus. Além disso, a chegada da Meituan ao Oriente Médio pressiona a Talabat, plataforma dos Emirados Árabes Unidos controlada pela Delivery Hero SE, outro ativo da carteira da Prosus. Fahd Beg, diretor de investimentos da Prosus, afirmou que não comentaria o caso diretamente. “Nossa prioridade é o ecossistema que queremos ajudar a construir. Em alguns casos, fazemos vendas para financiar esse ecossistema”, declarou. A Meituan não se pronunciou sobre o assunto até o momento. Fonte: The Paper.cn

31 de julho de 2025
China2Brazil
Empresas de logística em Hangzhou operam atualmente quatro rotas de entrega por drones na chamada Cidade do Futuro, com média de 40 pedidos diários, segundo a Antwork Network Technology. Os trajetos, que cobrem até 7 km, reduzem o tempo de entrega para cerca de 10 minutos. Por terra, o mesmo percurso pode ultrapassar 20 minutos. Desde 2023, empresas adotam drones para serviços comerciais na região. Em 2024, o governo local delimitou uma área de demonstração de 10 km² para economia de baixa altitude, onde vêm sendo realizados testes em navegação aérea, monitoramento, clima, segurança e comunicação. A infraestrutura inclui tecnologia 5G-A com detecção aérea. Equipamentos 128T criam feixes dedicados, otimizando a cobertura até 600 metros de altitude. Algoritmos distribuem o tráfego entre redes comerciais e redes específicas para drones. A China Mobile Zhejiang instalou em maio a primeira zona de demonstração do mundo com rede aérea 5G-A + multimodal. O sistema permite rastreamento, monitoramento e localização em tempo real, com vigilância contínua baseada na plataforma Lingyun. A operação inclui cerca eletrônica, sensores, câmeras, estações 5G-A e alertas para voos irregulares. Com essa estrutura, empresas iniciaram testes para rotas híbridas de uso múltiplo. Os cenários envolvem logística, patrulhamento aéreo, inspeções autônomas, resgates emergenciais e transporte de insumos médicos. A iniciativa integra o plano da cidade de desenvolver um ecossistema urbano com mobilidade aérea inteligente, voltado para cargas, serviços públicos e turismo. Fonte: stdaily.com

31 de julho de 2025
China2Brazil
A Ilha Fuxing, em Xangai, será transformada na primeira “Ilha Anime” do mundo, segundo anúncio divulgado, em 31 de julho, pelo jornal The Paper. O projeto reúne propriedades intelectuais conhecidas de animes como Pokémon, Aniplex, Toei Animation e Yuewen Animation, além de títulos populares de jogos como Honor of Kings , Genshin Impact e Cyberpunk 2077. Entre os dias 8 e 10 de agosto, o local sediará o evento RED LAND: Mundo Aventura em Mundo Aberto, organizado pela plataforma RedNote. A ilha, com 80 mil metros quadrados, será dividida em três áreas imersivas: o estaleiro Shipyard Park, o armazém da Rua Gongqing e o Parque Fuxing. Cada espaço ganhará um novo cenário temático "Porto do Espaço-Tempo da Virada", "Campo de Provas do Renascimento" e "Floresta da Contemplação", com experiências baseadas em jogos de RPG, como escolha de personagens, kits de equipamentos e tramas interativas. Paralelamente, o festival musical Echo Project reunirá artistas como MARiA, Ayumi Miyazaki, Mika Kobayashi e Lia, que apresentarão temas de animes e jogos como Onmyoji, Digimon e Guilty Crown. Celebridades chinesas como Lai Meiyun e Li Yitong também participarão, com músicas de séries como Demon Slayer e Jujutsu Kaisen. [caption id="attachment_24938" align="alignnone" width="1024"] Mapa da RED LAND. Foto fornecida pelo Distrito de Yangpu.[/caption] A organização estima um público de cerca de 100 mil pessoas nos três dias de evento. Dos 30 mil ingressos já reservados, 77% foram adquiridos por moradores das províncias de Jiangsu, Zhejiang e da própria Xangai. Os demais vêm de outras regiões do país. Para impulsionar o consumo na região de Yangpu, o governo local distribuirá 5 milhões de yuans em cupons, com categorias voltadas para o público do evento, como “cupons anime”, “cupons para centros comerciais” e “cupons de hospedagem”. Centros como o complexo de Wujiaochang e o International Fashion Center receberão decoração temática e estruturas interativas, como "pontos de embarque para aventureiros" e "portais dimensionais da Ilha Aventura". Haverá também ônibus temáticos interligando os principais locais do evento. Segundo Bao Funan, vice-diretor do Comitê de Comércio de Yangpu, a feira BW2025, realizada recentemente, aumentou em 238% o fluxo de visitantes em Wujiaochang. O número de transações cresceu 337% e o volume total de consumo subiu 65% durante os três dias de evento. A Ilha Fuxing, única ilha interior ao longo do rio Huangpu, ainda está fora dos planos urbanos consolidados da cidade. O governo de Xangai incluiu a área no planejamento de revitalização do trecho centro-norte do rio. O foco está na integração entre tecnologia, educação e indústria, com incentivo à pesquisa e à inovação. Cheng Yuanyi, vice-diretor do Departamento de Planejamento e Recursos de Yangpu, afirmou que a ilha será voltada ao desenvolvimento de três frentes: tecnologias digitais, design e artes, e atividades urbanas orientadas à população. Fonte: thepaper.cn

31 de julho de 2025
China2Brazil
Líderes econômicos da China e dos Estados Unidos se reuniram nos dias 28 e 29 de julho, em Estocolmo, na Suécia. Participaram do encontro o vice-primeiro-ministro chinês, He Lifeng, o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, e o representante de comércio norte-americano, Jamieson Greer. Durante as negociações, os dois países concordaram em manter suspensas, por mais 90 dias, as tarifas retaliatórias chinesas e as tarifas equivalentes de 24% impostas pelos EUA. Em 31 de julho, o Ministério do Comércio da China informou, por meio de coletiva de imprensa, que os dois lados debateram temas econômicos de interesse comum, como as relações comerciais bilaterais e políticas macroeconômicas. Segundo o porta-voz do ministério, He Yadong, as partes revisaram os consensos alcançados anteriormente em encontros realizados em Genebra e Londres. He Yadong declarou que a China pretende manter o uso do mecanismo de diálogo comercial com os EUA, com o objetivo de aprofundar negociações e ampliar os resultados. Empresas dos dois países ampliam contatos diretos No mesmo dia, o Conselho Chinês para Promoção do Comércio Internacional (CCPIT) divulgou que empresários da China e dos EUA aumentaram o ritmo de trocas comerciais. Entre 28 e 30 de julho, a convite da CCPIT, o presidente do US-China Business Council, Raj Subramaniam, liderou uma delegação a reuniões em Pequim. O grupo contou com representantes de empresas como Apple, Goldman Sachs e Thermo Fisher. A comitiva visitou diferentes ministérios chineses e manifestou interesse em manter investimentos e fortalecer os laços comerciais com o país. A porta-voz do CCPIT, Wang Linjie, afirmou que o setor empresarial chinês e norte-americano compartilha interesses mútuos e exerce papel relevante na manutenção das relações bilaterais. Segundo ela, a CCPIT já recebeu, em 2025, 30 grupos empresariais dos EUA. A terceira Exposição Internacional da Cadeia de Suprimentos registrou aumento de 15% no número de expositores norte-americanos em relação a 2024. Empresas dos EUA continuam a liderar a participação estrangeira no evento. Executivos de companhias da Fortune Global 500 estiveram presentes. Relatório recente do US-China Business Council apontou que 82% das empresas americanas operando na China registraram lucro em 2024, superando os índices dos dois anos anteriores. A CCPIT também destacou os 20 anos do Projeto de Cooperação Empresarial China-EUA (CMP), criado em parceria com o Departamento de Comércio dos EUA. As atividades comemorativas incluíram seminários sobre tecnologia ambiental, baixo carbono e infraestrutura ferroviária. A entidade seguirá promovendo encontros em áreas como mineração inteligente e indústria automotiva. Participação chinesa cresce em feiras internacionais No primeiro trimestre, os EUA foram o principal destino das exposições internacionais organizadas por empresas chinesas. Cerca de 2.000 companhias participaram de feiras nos EUA, ocupando uma área de 27.178 m², alta de 2,3% frente ao mesmo período de 2024. As ações facilitaram a exposição de produtos chineses e abriram espaço para parcerias com empresas norte-americanas. No entanto, no segundo trimestre, o aumento das tarifas comprometeu os negócios no mercado norte-americano. A CCPIT então passou a incentivar a diversificação dos destinos, priorizando mercados emergentes na ASEAN, Oriente Médio e América Latina. A proporção de empresas que participaram de feiras nessas regiões chegou a 39,8%, crescimento de 8,5 pontos percentuais ante o mesmo período do ano anterior. Na Automec 2025, realizada no Brasil, mais de 300 empresas chinesas marcaram presença, formando a maior delegação estrangeira do evento. De janeiro a junho, a CCPIT aprovou 1.418 projetos de feiras internacionais em seis lotes, com área total de 826 mil m². Até o momento, 54 organizadores promoveram eventos em 44 países e regiões, com área de 382 mil m² e participação de mais de 23 mil empresas. Comissão Europeia reforça abertura ao investimento chinês Durante a coletiva, He Yadong comentou declarações da presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, feitas durante a 25ª Cúpula de Líderes China-UE. A líder afirmou que a União Europeia não busca romper com a China e continuará a receber investimentos de empresas chinesas. O porta-voz do Ministério do Comércio informou que o encontro resultou em acordos relevantes. O ministério organizou uma mesa redonda com empresários chineses e europeus, que manifestaram interesse em aprofundar a integração das cadeias de suprimentos. He Yadong afirmou que a China vê as relações comerciais com a UE como complementares. O país espera que o bloco mantenha seu mercado aberto e responda às preocupações das empresas chinesas, sem recorrer a medidas restritivas. A China pretende continuar a ampliar sua abertura econômica, melhorar o ambiente de negócios e garantir tratamento nacional a investidores estrangeiros, com proteção à propriedade intelectual. Comércio China-UE completa 50 anos com expansão Segundo a Administração Geral das Alfândegas da China, o comércio bilateral com a UE cresceu mais de 300 vezes desde o estabelecimento das relações diplomáticas. No primeiro semestre de 2025, o fluxo comercial atingiu RMB 2,82 trilhões, alta de 3,5%. A média diária superou RMB 15 bilhões, valor equivalente ao comércio anual entre as duas partes no início da parceria. A UE continua como o segundo maior parceiro comercial da China, respondendo por 12,9% do total das exportações e importações do país. As cadeias produtivas entre China e UE demonstraram integração crescente, com destaque para o setor automotivo. As exportações chinesas de autopeças à UE subiram 9,7%. As importações chinesas de transmissões para ônibus e motores a diesel aumentaram 40,8% e 65,2%, respectivamente. Os dois mercados de consumo também mostram forte conexão. A China importou mais de 60% de produtos como itens de saúde, bolsas e joias da UE. Em contrapartida, exportou volumes crescentes de roupas, eletrodomésticos e notebooks para o bloco europeu. Fonte: yicai.com

30 de julho de 2025
China2Brazil
Nos últimos anos, personagens com aparência “feio-fofa” ganharam espaço entre os jovens chineses. O caso mais recente é o do IP LABUBU , que viralizou nas redes e passou a ser comparado a personagens como o Banguela, de Como Treinar o Seu Dragão, Nezha e Stitch . Apesar das diferenças, todos compartilham traços que rompem com o ideal tradicional de beleza. Esse padrão visual exagera imperfeições, olhos assimétricos, dentes pontiagudos, formas desproporcionais, mas atrai por oferecer uma alternativa à estética dominante. Para parte da juventude, essa é uma forma de se afastar da simetria artificial e dos filtros que dominam o ambiente digital. Reação à saturação estética Em junho de 2025, um boneco LABUBU na cor menta, originalmente vendido por algumas centenas de yuans, foi leiloado por 1,08 milhão de RMB, aproximadamente US$148 mil. O episódio levou o público a apelidar o item de “Moutai dos jovens”. Outros sinais desse movimento também se espalharam: o “Concurso das Cofrefeices” (sigla para “feios que merecem ser amados”) viralizou, e um grupo no Douban, plataforma social voltada a cultura, crítica e comunidades, reuniu quase 250 mil pessoas que compartilhavam a ideia de que a feiura também deve ser acolhida. [caption id="attachment_24930" align="alignnone" width="1575"] Fonte da imagem: Li Ying/ Xinhua[/caption] As redes sociais chinesas têm exibido sinais claros de fadiga visual. A repetição de rostos editados e padrões idealizados vem gerando rejeição. Comentários populares no Douban criticam a homogeneidade: “É sempre o mesmo padrão repetido, é entediante demais”. Nesse contexto, personagens “feio-fofos” aparecem como contraponto. Traços considerados desagradáveis ou estranhos ganham afeto justamente por expressarem autenticidade. O “feio” passa a ser visto como linguagem de verdade, diferença e liberdade visual e simboliza vulnerabilidade como forma de romper com a idealização da imagem. Cores vibrantes como linguagem emocional Além dos traços visuais, os “feio-fofos” se destacam por cores vibrantes e contrastantes. Verde-fluorescente, rosa, azul intenso e amarelo dominam embalagens, roupas e objetos decorativos. Essa paleta atua como estratégia visual de alívio, oferece estímulo sensorial e reforça uma espécie de “autoajuda visual” diante do cotidiano cinza das grandes cidades. O uso consciente dessas cores se espalhou também para vídeos, ambientes e marcas voltadas ao público jovem. Em vez de prometer soluções, essas escolhas visuais oferecem um respiro simbólico. Fonte: news.china

30 de julho de 2025
China2Brazil
A participação dos veículos totalmente elétricos (VE) no mercado global chegou a 14,5% no primeiro trimestre de 2025, impulsionada pela queda nas vendas de motores a combustão e pelo avanço das alternativas eletrificadas. A transição para a eletrificação no setor automotivo segue firme, mas apresenta variações expressivas entre continentes, países e regiões, tanto em velocidade quanto em fatores de estímulo e aceitação dos consumidores. Segundo a consultoria JATO Dynamics, a participação dos motores a combustão interna caiu 34,4 pontos percentuais desde 2019, substituída por tecnologias de eletrificação. Entre elas, os veículos totalmente elétricos tornaram-se o segundo maior grupo de motorização global. Em seguida, estão os híbridos não plug-in (HEV e MHEV), que têm maior aceitação por reduzir a ansiedade sobre autonomia e a dependência de infraestrutura de recarga. A pesquisa destaca que a principal força por trás do crescimento dos VE não é a consciência ambiental, mas sim as restrições regulatórias rígidas impostas a veículos a combustão e os incentivos governamentais, como subsídios e privilégios de tráfego. Essas medidas elevaram a atratividade dos veículos elétricos e aceleraram a eletrificação. China lidera registros, Europa e EUA seguem atrás No primeiro trimestre, a China concentrou 57% dos registros globais de veículos totalmente elétricos, dominando o mercado. A Europa respondeu por 22% e os Estados Unidos, 12%. Outros países mantêm participação baixa, como Índia (1,7%), Coreia do Sul (1,2%) e Turquia (1,1%). A disparidade no avanço da eletrificação está ligada a fatores políticos, sociais e industriais. Um ponto-chave é o preço dos veículos elétricos. Na China, a diferença entre o custo dos VE e dos carros a combustão caiu 15% nos últimos seis anos, tornando os elétricos mais competitivos. Na Alemanha, ambos os preços subiram cerca de 21% no mesmo período, mantendo a diferença estável. Nos Estados Unidos, o “prêmio” de preço dos VE caiu de 44% em 2019 para cerca de 31%, ainda elevado. A ampla adoção das baterias de fosfato de ferro e lítio (LFP), mais baratas, explica os preços competitivos chineses. Em 2024, 75% dos veículos elétricos registrados na China usavam baterias LFP. Autonomia e recarga: tecnologias em evolução As baterias LFP reduzem custos, mas limitam a densidade energética e o alcance. Para atender à demanda por maior autonomia, os EUA e a Alemanha priorizam baterias ternárias de lítio (NCM), que aumentam o preço dos veículos. A velocidade de recarga também varia: EUA e Alemanha registram aumento na proporção de veículos que carregam em menos de uma hora, enquanto a China mantém tempo médio acima desse limite. Fonte: 36kr.com

30 de julho de 2025
China2Brazil
No primeiro semestre de 2025, o comércio exterior da China registrou três marcos inéditos, segundo dados oficiais. O volume de exportações ultrapassou RMB 13 trilhões pela primeira vez, enquanto o número de empresas com histórico efetivo de importação e exportação superou 600 mil. Além disso, o volume de importação e exportação das empresas privadas atingiu RMB 12 trilhões. Esse avanço reflete a capacidade do país em manter o comércio externo ativo diante dos desafios econômicos, além de indicar o avanço da inovação e a ampliação da abertura econômica. A expansão do comércio se apoia no aumento das rotas marítimas e ferroviárias. No Porto de Yantian, em Shenzhen, a movimentação de cargueiros permanece intensa mesmo após a passagem de um tufão. Pang Ning, vice-gerente geral do Terminal Internacional de Contêineres de Yantian, informou que o terminal adicionou 11 novas rotas internacionais no semestre, e as linhas ferroviárias intermodais marítimas chegaram a 33. Os principais portos chineses, como Xangai, Ningbo-Zhoushan e Qingdao, criaram mais de 72 rotas, ampliando o atendimento para 19 novos portos de destino e escala. Além disso, o Corredor Internacional Oeste-Leste realizou sua primeira operação com vagões do tipo "gaiola" para conexão com navios roll-on/roll-off. O trem de carga China-Laos-Tailândia entrou em operação regular, e o primeiro trem para a Ásia Central partiu de Chongqing, cidade que também intensificou a produção e exportação de laptops. O Ministério do Comércio destacou a criação de novos grupos de trabalho para facilitar o comércio com Sri Lanka e Bangladesh, elevando para 32 os grupos ativos, além da assinatura de oito memorandos de entendimento com países como Granada, Azerbaijão e Colômbia. Liang Ming, diretor do Instituto de Pesquisa de Comércio Exterior da Academia Chinesa de Comércio Internacional, afirmou que os países da Iniciativa Cinturão e Rota contribuíram com 79,4% do crescimento das exportações no semestre, chegando a 98% em junho. Ele destacou que os mercados emergentes responderam por mais de 80% deste crescimento. O desempenho das empresas privadas também foi decisivo para o crescimento do comércio exterior chinês. O volume de importações e exportações dessas empresas superou RMB 12 trilhões, com crescimento 4,4 pontos percentuais acima da média nacional. Produtos de alta tecnologia dessas companhias ganharam espaço no mercado internacional, adaptando-se às demandas globais. Em Henan, uma empresa privada fabrica fios eletrônicos essenciais para circuitos integrados e tecnologia 5G. Zhao Wuquan, chefe do departamento administrativo da Henan Guangyuan New Material, informou que a empresa produziu 60 milhões de metros e exportou mais de RMB 100 milhões no semestre, aumento de 70% em relação ao ano anterior. Em Dongguan, onde mais de 90% das empresas são privadas, fabricantes de brinquedos ampliaram a produção de brinquedos com inteligência artificial em julho, tradicionalmente um mês de baixa demanda. Chen Minghuan, diretor de marketing da Dongguan Junou Toys, destacou pedidos constantes de distribuidores da Espanha e do Brasil. A empresa optou pela produção própria após a queda das margens em contratos OEM. No primeiro semestre, as empresas privadas representaram 57,3% do comércio exterior da China. Entre as pequenas empresas especializadas e inovadoras, mais de 80% são privadas, e a exportação de produtos de alta tecnologia cresceu 12,5%. Liang Ming afirmou que as empresas privadas se tornaram força principal nas exportações, com maior flexibilidade e resistência a riscos, o que fortalece a competitividade do comércio exterior. A abertura de novos mercados depende também da inovação institucional. Políticas que criam zonas-piloto de e-commerce transfronteiriço e otimizam a infraestrutura portuária ajudam a ampliar o alcance das empresas. Em Lianyungang, o óleo residual de cozinha passou por refinamento tecnológico e virou biocombustível de aviação, alinhado à transição verde do setor aéreo. Para viabilizar a exportação desse produto, o Ministério do Comércio criou um sistema regulatório que permitiu testes e autorizou a primeira exportação nacional em maio. He Jian, CEO da Lianyungang Jiaao New Energy, afirmou que o primeiro carregamento saiu em maio e chegou ao destino em julho. A empresa planeja aumentar a produção e exportar cerca de 30 mil toneladas mensais. Outro avanço ocorre na manutenção em regime de entreposto aduaneiro. Em Chengdu, a Sichuan Service Aero Engine Maintenance aumentou em 25% o conserto de motores de avião, recebendo 97 unidades no semestre. O primeiro catálogo de produtos para manutenção em zonas de livre comércio abrange aviões, navios e equipamentos diversos. Até o primeiro semestre de 2025, mais de 280 projetos estavam ativos em 24 províncias. Xiong Jie, gerente de planejamento da empresa, explicou que a manutenção evoluiu do conserto da turbina de alta pressão para incluir também o compressor, com planos de ampliar para a turbina de baixa pressão, o que impulsiona a cadeia produtiva do setor. Fonte: southcn.com

29 de julho de 2025
China2Brazil
O ano de 2025 marca a entrada dos agentes inteligentes de inteligência artificial (IA) no cotidiano de usuários e empresas. A Conferência Mundial de Inteligência Artificial (WAIC) , realizada em julho, em Xangai, mostrou como esses sistemas já operam em setores como saúde, educação, gestão pública e indústria. Fabricantes de infraestrutura computacional, como xFusion Digital e Huakun Zhenyu, passaram a oferecer serviços completos de IA. Essas empresas ampliaram sua atuação para atender à demanda por agentes mais sofisticados e adaptáveis. O movimento do setor sinaliza uma transição de soluções isoladas para ecossistemas colaborativos de múltiplos agentes. Fabricantes de servidores entram no mercado de IA A xFusion anunciou uma plataforma de IA que cobre desde infraestrutura e serviços de dados até design de agentes e aplicação digital. Durante a WAIC, apresentou centenas de casos de uso em áreas como manufatura, saúde e serviços públicos. A Huakun Zhenyu, parceira estratégica da Huawei, também lançou soluções de IA baseadas em sua plataforma Huakun Yuanqi. A empresa desenvolveu mais de 20 aplicações voltadas para governo, finanças e saúde. Segundo Wang Enjin, diretor de soluções em IA, a proposta busca resolver a dificuldade de empresas que não têm acesso ou conhecimento para utilizar agentes inteligentes. A vice-presidente da empresa, Song Xuan, afirmou que a estratégia da Huakun inclui a transição de fornecedora de hardware para empresa de soluções completas em IA, com foco na integração entre software e hardware. Evolução dos agentes: de tarefas isoladas à cooperação Durante a WAIC, a Midu lançou o V Assistant 2.0, sistema voltado à análise de opinião pública. A nova versão opera com múltiplos agentes, que colaboram para executar tarefas como monitoramento, análise de risco e envio de alertas. O sistema reduziu o número de etapas de oito para duas, o que, segundo a empresa, melhora a eficiência operacional. A Wanlian Yida Group anunciou o desenvolvimento de um modelo de linguagem industrial com cobertura de mais de 90 setores. O vice-presidente Du Xinkai explicou que a base de dados do sistema é verificada por especialistas e sustentada pelo ecossistema da internet industrial mantido pela empresa. Segundo Du, o modelo busca suprir lacunas deixadas pelos modelos genéricos, como o ChatGPT, que são voltados ao consumidor final. A Wanlian atua com foco em IA corporativa, comércio de produtos, logística e finanças digitais. IDC propõe padronização para o mercado de agentes Em 29 de julho, a IDC divulgou seu primeiro relatório sistemático sobre o panorama dos agentes inteligentes na China. A consultoria prevê que 2025 será o ano da adoção em larga escala desses sistemas, com impactos nos fluxos de trabalho empresariais. A IDC alerta para a ausência de critérios claros sobre o que constitui um agente inteligente. Muitos produtos rotulados como agentes não atendem aos requisitos de autonomia, proatividade e adaptabilidade. O estudo propõe a criação de métricas padronizadas para avaliar precisão, tempo de resposta e escalabilidade dos sistemas. Yang Wen, analista da IDC China, afirmou que os agentes vão transformar a relação entre humanos e máquinas e reconfigurar a experiência de consumo, migrando de um atendimento reativo para um modelo preditivo. A combinação de dados de empresas e consumidores tende a formar um ciclo contínuo, em que consumo e tecnologia se alimentam mutuamente. Fonte: The Paper

29 de julho de 2025
China2Brazil
Em 27 de julho, o site americano AInvest publicou um artigo sobre a expansão da China no setor aeroespacial. Segundo a análise, os avanços tecnológicos e os investimentos estatais do país estão alterando o equilíbrio global nas indústrias de exploração espacial e telecomunicações por satélite. A Corporação de Ciência e Tecnologia Aeroespacial da China (CASC), principal estatal do setor, aumentou seu orçamento e reforçou a produção da série de foguetes Longa Marcha. O objetivo vai além do lançamento de satélites, o país busca consolidar uma infraestrutura orbital comparável à da SpaceX. Além disso, o braço comercial da CASC, que inclui startups privadas, amplia o alcance das operações e oferece oportunidades em mercados em desenvolvimento. A China lançou constelações de satélites como a China SatNet Constellation e a Spacesail Constellation, que funcionam como alternativas à Starlink. Essas redes visam fornecer internet via satélite a países em desenvolvimento, em projetos vinculados à ajuda internacional e à padronização técnica com foco na integração global. Empresas como a SpaceX enfrentam pressão para reduzir custos e manter sua presença em regiões onde a China avança com parcerias estratégicas. A LandSpace, startup chinesa do setor, pode entrar em fase de crescimento acelerado caso consiga escalar suas operações. Além disso, as parcerias espaciais entre China e países como Brasil e Nigéria também representam oportunidades indiretas de investimento em infraestrutura regional de telecomunicações e dados. A análise conclui que o programa espacial chinês representa uma reconfiguração estratégica de longo prazo, com efeitos diretos sobre a dinâmica de investimentos globais. Investidores que identificarem empresas ligadas a essa nova cadeia de valor, tanto estatais quanto privadas, terão mais chances de aproveitar a próxima fase da economia espacial. Fonte: news.china.com.cn

29 de julho de 2025
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A China deu novos passos na corrida pela fusão nuclear , conhecida como o “sol artificial”. Nos últimos dois anos, empresas privadas do país têm avançado em projetos que antes estavam restritos a governos e grandes consórcios internacionais. A Energy Singularity, apoiada por investidores como a montadora NIO e a gigante dos games miHoYo, construiu em 2024 o primeiro reator tokamak supercondutor de alta temperatura do mundo. No ano seguinte, esse reator, chamado Honghuang 70, quebrou o recorde global de campo magnético. Já a ENN, outro grupo privado, desenvolveu um equipamento que opera com hidrogênio e boro, um tipo de fusão considerada mais limpa e segura. Em 2025, alcançou uma descarga de plasma de um milhão de ampères, marca inédita. Fusão cresce apesar de restrições dos EUA O impulso recente também está ligado a restrições impostas pelos Estados Unidos. Em 2025, o governo americano suspendeu a exportação de componentes usados em reatores tradicionais. Empresas chinesas, no entanto, já produzem internamente boa parte das peças necessárias para a fusão, e não dependem da mesma tecnologia usada na fissão nuclear. Com isso, startups conseguiram manter seus projetos mesmo diante dos bloqueios. Em paralelo, a capacidade industrial chinesa permite fabricar peças complexas com mais rapidez e menor custo. Corrida de modelos e soluções Diferente da fissão, a fusão ainda não tem um caminho técnico consolidado. Cada empresa aposta em uma rota diferente, buscando eficiência e viabilidade comercial. Enquanto algumas investem em miniaturização, outras apostam em fusões mais limpas e com menos resíduos. Esse cenário cria uma espécie de corrida paralela entre modelos, prazos e tecnologias. A promessa é gerar energia limpa, sem depender de combustíveis fósseis, algo que atrai cada vez mais investimentos públicos e privados. Custo e velocidade viram diferencial Enquanto projetos internacionais como o ITER acumulam atrasos e custos bilionários, as empresas chinesas têm entregado resultados em prazos mais curtos. O Honghuang 70 custou cerca de US$18 milhões e ficou pronto em dois anos. Já o Xuanlong-50U da ENN custou cerca de US$140 milhões e levou cinco anos até a primeira operação. China e EUA lideram disputa global China e Estados Unidos concentram os esforços mais promissores em fusão nuclear privada. A CFS, ligada ao MIT, lidera nos EUA com o projeto SPARC, previsto para operar em 2026. A Helion, outra empresa americana, projeta conexão à rede elétrica até 2028, mas ainda não divulgou resultados experimentais. Empresas americanas lidam com atrasos logísticos, pois dependem de insumos do Japão e da Europa. Em contrapartida, a cadeia produtiva chinesa já entrega suprimentos internamente, com menor custo e maior velocidade. Enquanto os EUA mantêm vantagem em pesquisa teórica e captação de investimentos, a China avança com produção industrial e execução técnica. Ambas as potências iniciam esta década praticamente do mesmo ponto de largada. Fusão nuclear é desafio de engenharia Apesar de conhecida desde os anos 1950, a teoria por trás dos tokamaks nunca foi o principal obstáculo. O problema está na execução. Mesmo com equações corretas, pequenos erros na bobinagem magnética, variações térmicas ou falhas elétricas podem comprometer todo o sistema. Até hoje, apenas três projetos, JET (Reino Unido), NIF (EUA) e EAST (China), alcançaram o chamado Q > 1, gerando mais energia do que consomem. Nenhuma empresa privada atingiu essa marca. O que está em jogo agora não é a ciência, mas a capacidade de engenharia de transformar teoria em energia elétrica confiável. Fonte: 36kr.com