
6 de agosto de 2025
China2Brazil
O turismo internacional na China cresceu no primeiro semestre de 2025. O número de entradas e saídas de estrangeiros chegou a 38,05 milhões de pessoas, alta de 30,2% em relação ao mesmo período de 2024, segundo dados oficiais. Parte desse movimento concentra-se em Xi’an, cidade que tem atraído visitantes de diversos países com experiências culturais, gastronomia e políticas de facilitação de entrada. Terracota atrai fluxo constante de estrangeiros Localizado próximo ao Museu do Mausoléu do Primeiro Imperador da Dinastia Qin, o estúdio Qin Han Pingzhe, especializado na produção artesanal de soldados de terracota, passou a receber mais de 500 estrangeiros por dia nos períodos de maior movimento. A estimativa é da herdeira da técnica tradicional, Han Mimi. A procura intensificou-se com o avanço de políticas como isenção unilateral e mútua de vistos, isenção para trânsito e reembolsos de impostos. Só por Xi’an, mais de 135 mil estrangeiros entraram no país desde janeiro, volume 124% superior ao registrado no primeiro semestre de 2024. Mais de 100 mil usaram alguma das modalidades de entrada facilitada. Para atender à demanda, o Museu do Imperador Qin Shihuang lançou uma plataforma internacional de ingressos, que permite a compra antecipada e o acesso com passaporte. Guias multilíngues e opções de pagamento adaptadas ao público estrangeiro também fazem parte das medidas implementadas. Gastronomia impulsiona engajamento digital A culinária local tem funcionado como um ponto de conexão cultural. Pratos como o yangrou paomo (carne de carneiro com pão) e o roujiamo (sanduíche de carne) lideram o interesse de turistas estrangeiros, que evitam restaurantes luxuosos e optam por barracas e estabelecimentos populares. Restaurantes como o Lao Mijia têm usado esse apelo para atrair criadores de conteúdo internacionais. Na Rua Huimin, uma das áreas mais movimentadas de Xi’an, o fluxo de turistas aumentou durante as férias de verão. Muitos deles registram o preparo dos pratos e compartilham as experiências nas redes sociais. Cultura tradicional amplia permanência Além da gastronomia, a cultura da Dinastia Tang também atrai visitantes. Um dos principais pontos é a rua temática “As Doze Horas de Chang’an”, onde turistas podem alugar roupas tradicionais (hanfu) e participar de atividades imersivas, como aulas de etiqueta e dança. Funcionários de lojas locais relatam que, ao contrário do que ocorria antes, estrangeiros não se limitam mais a fotos com os trajes. Eles buscam vivências mais completas, que envolvem aprendizado e participação nas atividades culturais. Um hotel cinco estrelas próximo à “cidade noturna da Dinastia Tang” informou que recebeu mais de 1.300 hóspedes estrangeiros em dois meses. A alta demanda levou à ampliação de serviços em inglês e à oferta de câmbio de moedas no local. Viagem deixa de ser contemplativa e se torna imersiva O perfil do turismo internacional na China mudou. A visita pontual deu lugar à permanência ativa. Estrangeiros circulam por cidades históricas, interagem com moradores, aprendem práticas culturais e compartilham suas experiências em tempo real. Xi’an virou um retrato dessa transformação. O aumento no número de visitantes estrangeiros, as políticas públicas de incentivo e a valorização da cultura tradicional têm reposicionado a cidade como um centro do turismo internacional na China. Fonte: finance-app.people.cn

6 de agosto de 2025
China2Brazil
O Ministério do Comércio da China prorrogou, até 26 de novembro de 2025, o prazo da investigação sobre a possível adoção de restrições temporárias à importação de carne bovina. A decisão foi publicada em 27 de dezembro de 2024 por meio do Comunicado nº 60, com base no Regulamento da República Popular da China sobre Medidas de Salvaguarda. Desde a abertura do processo, o ministério segue os trâmites legais, com envio de questionários, realização de audiências públicas, inspeções presenciais e análise dos documentos apresentados por representantes do setor. A investigação recebeu contribuições de governos, associações e produtores de países exportadores, além de pecuaristas e importadores chineses. Brasil lidera as exportações para a China A China consome cerca de 12 milhões de toneladas de carne bovina por ano, sendo aproximadamente 2,5 milhões importadas. O Brasil é o principal fornecedor e em 2024 exportou 1,3 milhão de toneladas ao país asiático, o equivalente a 10% do consumo total chinês. No primeiro semestre de 2025, os frigoríficos brasileiros embarcaram 641,1 mil toneladas, aumento de 13,4% em relação ao mesmo período do ano anterior, segundo dados da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec). O valor dessas exportações somou US$ 3,2 bilhões no primeiro semestre de 2025, alta de 28,2% frente ao mesmo intervalo de 2024. O desempenho reforça a importância do mercado chinês para a cadeia exportadora brasileira de proteína animal. O governo chinês justificou a prorrogação pelo alto volume de informações recebidas e pela complexidade do caso. A investigação segue os parâmetros estabelecidos pela legislação local e pelas normas da Organização Mundial do Comércio (OMC) . Segundo o ministério, o processo continuará sendo conduzido conforme a lei e será concluído com base nas evidências reunidas. A China informou que manterá o diálogo com todas as partes envolvidas para preservar a estabilidade do comércio internacional. Fonte: The Paper

5 de agosto de 2025
China2Brazil
O Banco Popular da China realizou a reunião de trabalho para o segundo semestre de 2025 e o encontro sobre a promoção das medidas corretivas. O objetivo foi revisar o desempenho da instituição em 2025 até agora, analisar o cenário financeiro atual e planejar ações para a próxima etapa. Na área de política monetária, o banco central decidiu manter uma política moderadamente acomodatícia, usando diversas ferramentas para garantir ampla liquidez e orientar as instituições financeiras a promover crescimento razoável do crédito, com foco no apoio à economia real. Desde o início de 2025, o banco adotou essa política, utilizando instrumentos flexíveis para manter a liquidez, reduzir taxas de juros de mercado e o custo do financiamento social. A contenção da especulação financeira e da competição excessiva entre instituições avançou, e os riscos em setores-chave foram reduzidos. A abertura do setor financeiro em alto nível também avançou. No aspecto estrutural, o apoio à transformação econômica e ao desenvolvimento de alta qualidade aumentou. Em junho, os empréstimos para tecnologia, energia verde, pequenas e microempresas, indústria da longevidade e economia digital cresceram, respectivamente, 12,5%, 25,5%, 12,3%, 43% e 11,5% em relação ao ano anterior. Na reunião do Politburo do Comitê Central do Partido Comunista da China, em 30 de julho, foi ressaltada a importância de utilizar bem os instrumentos de política monetária estrutural e aumentar o apoio às pequenas e microempresas. O Banco Central reforçou essa diretriz, com foco nas áreas principais da economia real. O Banco Central seguirá com a política moderadamente acomodatícia, combinando instrumentos para manter liquidez e guiar o crescimento de crédito adequado. Também pretende melhorar a execução das medidas atuais, garantir a transmissão efetiva da política monetária e fortalecer a supervisão sobre a política de juros. A flexibilidade da taxa de câmbio será mantida para orientar expectativas e prevenir riscos de flutuações excessivas. Wen Bin, economista-chefe do Banco Minsheng da China, afirmou que “no primeiro semestre, o Banco Central intensificou os ajustes anticíclicos. Os efeitos das políticas adotadas devem continuar a aparecer. No segundo semestre, o foco será a execução efetiva dessas políticas.” Ele prevê o uso contínuo de operações compromissadas de recompra, operações de recompra definitiva e a Linha de Empréstimo de Médio Prazo (MLF), além da possibilidade de operações de compra e venda de títulos públicos no mercado aberto. A reunião definiu a necessidade de reforçar o apoio à economia real por meio das “cinco grandes áreas financeiras”, orientando as instituições financeiras a melhorar a especialização e a precisão nos serviços. O uso de políticas de refinanciamento para inovação tecnológica e transformação industrial será ampliado, com crescimento esperado nos empréstimos para pequenas e médias empresas tecnológicas. Também haverá mais apoio para infraestrutura, novas indústrias e financiamento para empresas de comércio exterior. A supervisão sobre certificados eletrônicos de contas a receber será reforçada para prevenir riscos. Em relação à prevenção e resolução de riscos financeiros, o Banco Central destacou a importância do apoio à reestruturação das dívidas das plataformas de financiamento dos governos locais e o manejo ordenado de riscos em regiões e instituições específicas. O monitoramento de riscos e a gestão macroprudencial serão fortalecidos. O Banco Popular da China reafirmou o compromisso com a internacionalização do RMB. O uso da moeda em transações comerciais será acelerado, e sua função como moeda de financiamento ampliada. A integração entre fundos em moeda local e estrangeira e a política de listagem de empresas chinesas no exterior serão aprimoradas. O desenvolvimento do mercado offshore de RMB será impulsionado para formar canais estáveis de liquidez e expandir a rede de bancos de compensação em RMB. Fonte: news.cn

5 de agosto de 2025
China2Brazil
Na semana passada, o governo dos Estados Unidos definiu alíquotas de “tarifas recíprocas” sobre vários países e regiões. Setores americanos adotam medidas administrativas que podem transformar o comércio internacional, com impactos mais profundos do que o previsto. Apesar de medidas de pressão poderem gerar ganhos temporários, elas comprometem a credibilidade dos EUA. Em 31 de julho, o presidente Donald Trump assinou uma ordem executiva que elevou tarifas sobre produtos importados de cerca de 70 parceiros comerciais. A Casa Branca informou que a maioria das alíquotas variará entre 10% e 40%, e entrará em vigor sete dias após a publicação da ordem. Neste ano, o governo americano anunciou as “tarifas recíprocas”, destacando unilateralmente que os EUA enfrentam desvantagens comerciais . Essa postura colocou em risco o desenvolvimento econômico global ao aplicar pressão intensa. As tarifas afetaram o comércio, os investimentos e o sistema financeiro, prejudicando a recuperação econômica mundial. Recentemente, os EUA afirmaram ter fechado acordos comerciais com várias economias, indicando que a pressão surtiu efeito. No entanto, parte crescente da população americana reconhece os prejuízos das tarifas para seus próprios interesses. Os países que aceitaram as exigências dos EUA não o fizeram voluntariamente e buscam alternativas para minimizar os impactos. O objetivo das tarifas é reduzir o déficit comercial, proteger indústrias locais e incentivar a volta da manufatura aos EUA. Contudo, esses resultados dificilmente se concretizarão. As tarifas aumentam o custo dos produtos importados, mas não resolvem problemas estruturais da indústria, como a falta de mão de obra e os altos custos de infraestrutura. A expectativa de retorno da manufatura ao país fica abaixo do esperado, enquanto a reorganização das cadeias produtivas eleva os custos para empresas locais. Além disso, o aumento das tarifas é repassado aos consumidores, reduzindo o poder de compra da população americana, contrariamente ao argumento oficial de proteção ao bem-estar. A imposição das tarifas viola o princípio da não discriminação no sistema multilateral de comércio e pode causar retração no comércio global. Além de elevar custos nas transações internacionais, as tarifas forçam empresas a reestruturar cadeias de suprimento, priorizando a segurança regional sobre a eficiência. Essa reorganização reduz a eficiência na alocação de recursos e gera pressões inflacionárias globais, incluindo nos próprios EUA. A manufatura moderna depende de uma divisão global do trabalho, com fluxo transfronteiriço de bens intermediários. As tarifas sobre peças e produtos semielaborados elevam os custos de produção local, afetando setores como automotivo e eletrônico, integrados às cadeias globais de valor. O aumento dos custos prejudica a competitividade internacional e pode reduzir investimentos e deslocar capacidade produtiva. Mesmo com ajustes futuros nas políticas tarifárias, as cadeias redundantes criadas para evitar riscos políticos continuarão a elevar os custos operacionais. Ao agir unilateralmente e enfraquecer o mecanismo de resolução de disputas da Organização Mundial do Comércio (OMC), os EUA alteram fluxos comerciais e remodelam o sistema de regras internacionais. À medida que países ampliam o uso de moedas locais em acordos e fortalecem cadeias produtivas regionais, o sistema centrado no dólar e no mercado americano enfrenta desafios. Isso pode acelerar a formação de uma ordem comercial multipolar, enfraquecendo a base da hegemonia americana. A Lei Smoot-Hawley de Tarifas, promulgada em 1930, provocou retração do comércio global e agravou a Grande Depressão. Quase um século depois, a guerra tarifária dos EUA traz riscos semelhantes. No fim de abril, a OMC estimou queda de 0,2% no volume do comércio global de bens em 2025, quase três pontos percentuais abaixo da projeção com tarifas baixas. A organização advertiu que, se o cenário piorar, o comércio global poderá se contrair ainda mais. Hoje, o “Sul Global” reage com mais autonomia. Países buscam reconstruir regras e abrir novas rotas comerciais. Montadoras europeias voltam-se para mercados asiáticos, fábricas no Sudeste Asiático ajustam cadeias produtivas e países latino-americanos estreitam laços com o BRICS. Esses movimentos indicam que acordos obtidos por coerção tendem a fracassar, e as nações pressionadas resistem ao unilateralismo por meio de ações concretas. Fonte: proapi.jingjiribao.cn

5 de agosto de 2025
China2Brazil
O ministro da Casa Civil, Rui Costa, afirmou que a cooperação entre Brasil e China no setor de energia limpa tem se consolidado como vetor da transição verde global no contexto dos BRICS. Em entrevista ao portal news.china, ele defendeu o aprofundamento do alinhamento estratégico entre os dois países, com foco na cooperação ambiental e no fortalecimento do grupo ampliado. Em 2025, o Brasil assumiu a presidência dos BRICS, com isso, o país manifestou interesse em ampliar parcerias com a China em áreas como energia renovável, infraestrutura e tecnologia. Segundo Costa, a cooperação bilateral responde às demandas do Sul Global por desenvolvimento sustentável. O ministro destacou o avanço de acordos bilaterais e defendeu a ampliação dos investimentos chineses no Brasil, além do estímulo à entrada de empresas brasileiras no mercado chinês. “Queremos promover a implementação prática dos acordos, atraindo investimentos e aprofundando a cooperação de forma bidirecional”, afirmou. Entre os projetos em curso, Costa citou a construção da estação conversora de corrente contínua de ultra-alta tensão de Silvânia, em Goiás, liderada pela State Grid, e o início da produção local do primeiro veículo elétrico da BYD no país . Segundo ele, essas iniciativas geram empregos, fortalecem cadeias produtivas e impulsionam o setor de transporte sustentável. Costa também mencionou as vantagens competitivas do Brasil em energia limpa e biocombustíveis, além do interesse chinês crescente em instalar fábricas e expandir a produção local. Para ele, a entrada de capital chinês vem acompanhada de soluções tecnológicas completas, o que pode posicionar o Brasil de forma mais robusta na reestruturação das cadeias industriais globais. O ministro ressaltou ainda a necessidade de estreitar laços nas áreas de ciência, tecnologia e educação, com foco na formação de profissionais qualificados para indústrias emergentes. “O fator humano é essencial para o desenvolvimento de cadeias produtivas completas em setores de alta tecnologia”, afirmou. Ao comentar a proposta chinesa de construção dos “BRICS verdes”, Costa defendeu a cooperação ambiental como estratégia nacional e instrumento para ampliar a coesão do grupo. Ele avaliou que a entrada de novos países aumentou a representatividade do bloco e fortaleceu a atuação do Sul Global. “A parceria Brasil-China reforça a vitalidade dos BRICS e contribui para uma ordem internacional mais equilibrada”, concluiu. Fonte: news.china

4 de agosto de 2025
China2Brazil
A Tencent lançou a versão 1.0 do modelo 3D do mundo Hunyuan, com código aberto . O sistema permite que usuários criem mundos tridimensionais a partir de comandos de texto ou imagens. A iniciativa reduz as barreiras técnicas da modelagem 3D e mira o mercado de desenvolvedores independentes, além do setor de jogos. O modelo Hunyuan gera ambientes com suporte à navegação 360°, interações personalizadas e simulação física. Usuários podem alterar objetos dentro da cena e exportar os modelos em formatos compatíveis com motores como Unity e Unreal. A Tencent afirma não restringir o uso da ferramenta ao próprio ecossistema, o que amplia a interoperabilidade com outras plataformas. Licença open source com restrições Embora a empresa tenha liberado o código, a licença contém cláusulas específicas. A versão atual pode ser usada comercialmente sem custos, desde que o projeto não ultrapasse 1 milhão de usuários ativos mensais. Essa condição exclui jogos com grande base instalada, mas com baixa atividade, e favorece desenvolvedores com projetos menores. Minijogos no WeChat, que superam facilmente esse número de usuários ativos, podem ser afetados caso a Tencent opte por uma licença paga. A empresa ainda não divulgou detalhes sobre modelos de cobrança, mas há expectativa de que ofereça opções flexíveis, como divisão de receita ou aquisição por valor fixo. Como funciona o modelo 3D Segundo a documentação técnica, o sistema combina geração de imagem panorâmica com reconstrução 3D em camadas. A IA processa a imagem panorâmica e aplica algoritmos de segmentação para transformar o conteúdo em blocos estruturais. O processo resulta na construção do modelo tridimensional. Antes, alcançar esse tipo de efeito exigia o uso de diversos modelos de IA em conjunto. O diferencial do Hunyuan está na simplificação: basta um comando de texto ou imagem para gerar o ambiente. O sistema também oferece integração com fluxos de trabalho que combinam múltiplos modelos de IA, ampliando as possibilidades de uso. Acesso gratuito e limitações técnicas A Tencent disponibilizou acesso gratuito com limite de 20 gerações por dia. Para ampliar o uso, o usuário precisa convidar novos participantes. O serviço ainda não conta com sistema de pagamento. Apesar da facilidade de uso, o modelo exige hardware robusto. Usuários com placas de vídeo comuns podem precisar dividir o processo em partes e montar o resultado final em motores como Unity. O uso completo da ferramenta ainda depende de capacidade computacional elevada. Estratégia de longo prazo A liberação do modelo e a oferta de uso gratuito indicam que a Tencent busca construir uma base ampla de usuários. A medida também reforça a posição da empresa como fornecedora de infraestrutura para desenvolvedores de jogos e criadores de conteúdo digital. A Tencent já atua nesse segmento. Em 2021, adquiriu 40% da Epic Games por US$ 330 milhões. Desde então, a Unreal Engine adotou modelo gratuito com cobrança por royalties, o que expandiu seu uso na indústria. Agora, com o Hunyuan, a Tencent pretende influenciar diretamente o processo de criação. A meta é permitir que equipes pequenas desenvolvam jogos em escala antes acessível apenas a grandes estúdios. IA transforma desenvolvimento de jogos O movimento da Tencent ocorre em meio à disputa com outras empresas chinesas. A ByteDance investiu RMB 80 bilhões em IA em 2024 e desenvolve ferramentas próprias, como o assistente de programação Trae e a plataforma de geração de imagens Lumi. A Alibaba colabora com a Giant Network para criar novos tipos de gameplay com IA. A tendência aponta para três categorias de jogos: produzidos por IA (AIGC), com conteúdo criado por usuários (UGC) e jogos tradicionais. As duas primeiras devem se fundir com tecnologias de IA, criando experiências interativas e personalizadas, com geração automática de enredos e personagens inteligentes. Além dos jogos, o modelo 3D pode impactar setores como publicidade, arquitetura, educação e produção de vídeo. O uso da linguagem natural como interface para gerar conteúdo digital tende a reconfigurar todo o processo de criação. Fonte: stdaily.com

4 de agosto de 2025
China2Brazil
Durante a Conferência Mundial de Robótica de 2025, realizada em 2 de agosto, autoridades anunciaram que a China vendeu 302 mil robôs industriais em 2024. O país manteve, pelo 12º ano consecutivo, a liderança no mercado global do setor. A China também respondeu por dois terços dos pedidos de patente em robótica no ano passado, reforçando sua presença no campo da inovação tecnológica. Na produção, os dados mostram crescimento expressivo. A fabricação de robôs industriais saltou de 33 mil unidades em 2015 para 556 mil em 2024. Já os robôs de serviço atingiram uma produção de 10,5 milhões de unidades, alta de 34,3% na comparação anual. Esses equipamentos já operam em 71 categorias e 236 subcategorias da economia chinesa. A densidade de robôs no setor manufatureiro colocou o país na terceira posição no ranking global. No segmento de serviços, os robôs ganham espaço em funções como limpeza doméstica, logística de armazéns, atendimento ao cliente, cuidados a idosos e pessoas com deficiência, além da reabilitação médica. Segundo a consultoria International Data Corporation (IDC), os fabricantes chineses dominaram 84,7% das remessas globais de robôs de serviço comercial em 2024. Para Xu Xiaolan, presidente da Sociedade Chinesa de Eletrônica, os robôs humanoides representam a integração entre inteligência artificial e robótica, com potencial de aplicação em diversos setores. Ela afirma que esse tipo de robô pode estimular o consumo, gerar novas indústrias, ampliar oportunidades de emprego e acelerar a formação de novas cadeias produtivas. Fonte: stdaily.com

4 de agosto de 2025
China2Brazil
Com a valorização de símbolos tradicionais e o reconhecimento de patrimônios culturais , marcas chinesas têm ampliado sua presença no mercado interno e externo. O fenômeno conhecido como Guochao, que integra elementos da cultura tradicional da China à estética contemporânea, fortalece o consumo cultural no país e reforça a identidade nacional entre os jovens. Na rua Qianmen, em Pequim, estabelecimentos como o café Renmin atraem visitantes com decoração inspirada na cultura revolucionária. Desde que a Beijing Central Axis foi reconhecida como Patrimônio Mundial, o fluxo de consumidores aumentou. Bebidas e doces com elementos da chamada "cultura vermelha" lideram as vendas. O movimento também se espalha por outras regiões. Em Chengdu, durante as férias de verão, o Museu do Sítio Arqueológico de Jinsha registrou alta na procura por produtos temáticos. Itens com símbolos antigos, como o pássaro solar de Jinsha, ganham popularidade entre crianças e famílias. No Museu Nacional da China, ímãs de geladeira em formato de coroa de fênix ultrapassaram 2 milhões de unidades vendidas em um ano. A comercialização de produtos culturais também impulsiona museus menores. O Museu de Arquitetura Antiga de Pequim, por exemplo, lançou mais de 300 produtos com elementos arquitetônicos históricos e agrícolas. Após o reconhecimento da linha central de Pequim pela UNESCO , a instituição vendeu mais de 510 mil unidades. A presença desses elementos também se intensifica nas plataformas de e-commerce. Jovens consumidores optam por produtos com estética chinesa tradicional, como roupas, acessórios, cosméticos e artigos de decoração. Dados de mercado apontam que os nascidos nos anos 1990 lideram esse tipo de consumo, seguidos pela geração pós-2000, que apresenta o crescimento mais rápido. IP chineses expandem influência global Personagens criados por marcas chinesas também ganham espaço fora do país. O boneco Labubu, da Pop Mart, lidera as vendas na Tailândia e registra filas em lojas de Nova York e Londres. A Administração Geral das Alfândegas informou que, nos quatro primeiros meses do ano, as exportações de brinquedos de pelúcia e bonecos chineses superaram RMB 13,3 bilhões, aumento de 9,6%. Outro destaque é Nezha 2, animação baseada na mitologia chinesa. O filme quebrou recordes de bilheteria mundial e impulsionou a venda de produtos licenciados. Marcas de roupas e bebidas lançaram coleções especiais com o personagem, o que gerou aumento nas vendas. A demanda partiu também de consumidores estrangeiros, que passaram a buscar produtos chineses por meio de intermediários locais. O crescimento do interesse internacional reflete a mudança de percepção dos jovens chineses, que antes valorizavam marcas estrangeiras e agora demonstram preferência por produtos nacionais. Segundo dados de plataformas de comércio eletrônico, o consumo de marcas locais tem crescido com apoio da inovação, qualidade e identidade cultural. Inovação tecnológica impulsiona produção e atrai público jovem Empresas tradicionais utilizam tecnologias como inteligência artificial e impressão digital para modernizar a produção. Em Hangzhou, uma fábrica de seda desenvolveu um sistema que imprime padrões personalizados em tecidos em menos de duas horas. A técnica garante precisão e amplia o alcance dos produtos entre novos públicos. Parcerias com marcas da cultura pop também ampliam a conexão com os jovens. Em Xangai, o restaurante centenário Shanghai Lao Fandian atraiu novos clientes após uma colaboração com o anime chinês Link Click. A campanha resultou em aumento de fluxo e mudança no perfil do público consumidor. Especialistas apontam que a consolidação do Guochao depende da manutenção da qualidade, da inovação tecnológica e da valorização da herança cultural. A tendência deixa de ser um fenômeno passageiro para se tornar estratégia de longo prazo, contribuindo para o fortalecimento do soft power chinês. Fonte: stdaily.com

1 de agosto de 2025
China2Brazil
O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Guo Jiakun, afirmou nesta quinta-feira (1º) que os Estados Unidos continuam a representar a principal ameaça cibernética à China. A declaração foi dada durante coletiva de imprensa, após a divulgação de um relatório da Associação Chinesa de Segurança no Ciberespaço . O documento aponta que, em 2024, grupos estrangeiros de Ameaça Persistente Avançada (APT), com apoio estatal, realizaram mais de 600 ataques cibernéticos contra instituições chinesas. As ações miraram infraestruturas críticas e sistemas de informação sensíveis. Segundo o levantamento, os EUA utilizaram países como Alemanha, Coreia do Sul, Singapura e Países Baixos como intermediários para viabilizar os acessos. Guo afirmou que o relatório traz novas evidências de que o governo norte-americano conduz operações cibernéticas ofensivas contra a China. Ele criticou o que chamou de “hipocrisia dos EUA” ao acusar outros países de práticas que também adota. “A China continuará a tomar as medidas necessárias para salvaguardar sua própria segurança cibernética”, declarou o porta-voz, ao reforçar que o país prioriza a proteção de sua infraestrutura digital. Ele também destacou que os ataques ocorreram com o envolvimento de aliados estratégicos dos EUA, tanto na Europa quanto na Ásia. Para Guo, a segurança cibernética deve ser tratada como uma responsabilidade coletiva, baseada em diálogo e cooperação internacional, e não usada como instrumento de confronto geopolítico. O episódio se soma a uma série de disputas que envolvem não apenas questões digitais, mas também políticas comerciais e estratégias de influência global. Em julho de 2025, o governo dos Estados Unidos anunciou novas tarifas sobre produtos brasileiros, especialmente do setor agrícola, sob a justificativa de proteger sua indústria interna. A medida gerou reação contrária de parceiros comerciais, inclusive da China, que tem fortalecido laços comerciais com o Brasil. Fonte: The Paper

1 de agosto de 2025
China2Brazil
A Conferência Mundial de Inteligência Artificial (WAIC 2025), realizada em julho, em Xangai, reuniu mais de 800 empresas e apresentou cerca de 3.000 produtos e 150 robôs. O evento mostrou como a inteligência artificial (IA) incorporada (ou embodied AI) começa a sair dos laboratórios para aplicações práticas. Gigantes chinesas como Tencent e JD.com anunciaram plataformas voltadas à integração de IA em dispositivos físicos. A Tencent lançou a TAIROS, sistema aberto de inteligência incorporada. A JD.com apresentou a JoyInside, com foco na aplicação de IA em robôs, brinquedos e dispositivos inteligentes. Já a Alibaba Cloud lançou uma ferramenta de simulação baseada em IA. Fora da China, a Tesla foi a única a colocar robôs humanoides no centro do negócio, com planos de produção em massa. Outras empresas como Nvidia, Microsoft e Google investem no desenvolvimento de plataformas, modelos e infraestrutura, sem fabricar o hardware diretamente. Para a Tencent, o setor ainda não vive o "momento iPhone" da robótica. Segundo o cientista-chefe Zhang Zhengyou, ainda faltam modelos de IA específicos para robôs e dados de treinamento de qualidade. O executivo do Ant Group, He Sichong, avalia que apenas com integração industrial será possível escalar o mercado. As empresas têm adotado estratégias para reduzir o custo da computação e da simulação, fomentar ecossistemas de desenvolvedores e padronizar tecnologias, além de aplicar a IA incorporada em cenários reais. Parcerias com fabricantes como Galaxy General e Meituan Pharmacy têm servido para testar as soluções na prática. WAIC 2025 expõe avanços práticos da inteligência artificial incorporada Na WAIC deste ano, robôs exibidos já realizam tarefas como servir chá, dobrar roupas e manusear objetos com precisão. A feira marcou uma transição da IA incorporada do conceito para as primeiras aplicações industriais. A corrida também reflete a disputa entre China e Estados Unidos no setor de tecnologia. Apesar da liderança dos EUA em chips e algoritmos, a China avança com vantagens em três áreas: recursos naturais, cadeia de suprimentos e mão de obra qualificada. Disputa entre China e EUA ganha força com vantagens em recursos Hoje, a China controla 60% da mineração e 92% da capacidade de refino global de terras raras, usadas na fabricação de motores e sensores. Consolidou ainda uma cadeia de suprimentos robusta e integrada, com domínio de tecnologias-chave e produção em massa a custos mais baixos. Além disso, forma mais engenheiros que os EUA e conta com um ecossistema de inovação crescente. A revista Foreign Affairs apontou que os EUA não conseguirão conter a China apenas com inovação. Elon Musk também afirmou que, embora a Tesla seja líder, “do segundo ao décimo lugar no ranking de robôs humanoides serão empresas chinesas”. Tencent, JD.com e startups locais como Unitree e Zhiyuan impulsionam essa transformação, e podem ser as primeiras a inaugurar o esperado "momento NVIDIA" da inteligência física global. Fonte: 36kr.com