
11 de agosto de 2025
China2Brazil
O Museu Digital Itinerante do Museu da Mongólia Interior, conhecido entre moradores como “Ulan Muqir da frente museológica” — referência à expressão mongol para “equipe cultural vermelha” — percorre cidades, ligas e municípios da região, levando exposições digitais de relíquias históricas a locais com pouco acesso a serviços culturais. O projeto passou a integrar, em 2024, a lista da Administração Nacional de Patrimônio Cultural de casos exemplares de alto desenvolvimento de qualidade na área do patrimônio cultural. Distribuição de recursos culturais A Mongólia Interior, que abrange as regiões conhecidas como “Três Nortes”, tem 103 condados e 4.200 km de fronteira. Cerca de dois milhões de pessoas vivem em áreas fronteiriças, onde a distância e a distribuição desigual de recursos dificultam o acesso à cultura. Em 2010, após três anos de desenvolvimento, o Museu da Mongólia Interior inaugurou o primeiro museu digital móvel do país. Totalmente digitalizado, o projeto utiliza tecnologia avançada e formatos inovadores para levar acervos diretamente às comunidades. O veículo de exposição tem 4 metros de altura, 2,6 metros de largura e 18 metros de comprimento. Seu salão interno de 45 m² reúne recursos como reconstrução digital tridimensional de alta precisão, interação por toque e realidade aumentada (AR). O público pode girar e ampliar imagens em qualquer ângulo para observar detalhes das peças. [caption id="attachment_25048" align="alignnone" width="923"] Fonte da imagem: nmgsb.com.cn[/caption] Segundo a equipe do museu, mais de mil itens do acervo foram digitalizados em 3D com precisão milimétrica, formando um banco de modelos digitais interativos. Para muitos visitantes, o contato com o projeto representa a primeira experiência com um museu digital. Percurso e alcance Desde sua primeira apresentação no Dia Internacional dos Museus, em 2013, o Museu Digital Itinerante percorreu as 12 cidades-ligas e os 103 condados da Mongólia Interior. Em cada local, a equipe de educação social realiza atividades pedagógicas para contextualizar a história e a cultura das peças. As visitas alcançam públicos variados. Em escolas, como no campus Shengle da Universidade Normal da Mongólia Interior, mais de 200 alunos e professores interagiram com as exposições. Em Chayouhouqi, na cidade de Ulanqab, mais de 400 visitantes utilizaram AR para “segurar” virtualmente um dragão de jade da Era Neolítica e conhecer reconstruções digitais da Rota da Seda . Para Honggeer, do Departamento de Educação Social do Museu da Mongólia Interior, a principal contribuição do projeto é “entrar nas comunidades e permitir que a população tenha acesso direto a formas modernas de difusão cultural”. Resultados Em mais de dez anos, o museu itinerante realizou 420 exposições em áreas agrícolas, pastoris, militares, comunitárias, escolares e em antigas bases revolucionárias. O projeto percorreu mais de 40 mil quilômetros, promoveu 199 atividades educativas e atendeu diretamente mais de 210 mil moradores. De acordo com o comentarista cultural Wang Feng, a iniciativa representa uma mudança no modelo de acesso cultural: de “esperar que o público venha” para “levar até ele” conteúdos de patrimônio histórico. Fonte: stdaily.com

11 de agosto de 2025
China2Brazil
O longa-metragem, Os Pequenos Monstros da Montanha Langlang, inspirado em Yao-Chinese Folktales estreou em 2 de agosto e se tornou a primeira animação 2D produzida na China a ser exibida em formato IMAX. Até a data de publicação pela IT Home, o filme tinha nota 8,6 no Douban, principal plataforma chinesa de avaliação de filmes, com 46,6% das avaliações em 5 estrelas e 38,9% em 4 estrelas. Segundo reportagem da IT Home, a produção vem recebendo avaliações positivas desde a estreia. O diretor e roteirista Yu Shui e o produtor e diretor de arte Chen Liaoyu afirmaram ao Southern Weekly que, antes de Monkey King: Hero Is Back, o cenário da animação chinesa era considerado pouco promissor. “Naquela época, era difícil para as animações se manterem no mercado. Quase não havia empresas que sobrevivessem apenas com esse tipo de produção. Foi só com o surgimento de obras como Pleasant Goat and Big Big Wolf, Boonie Bears e Monkey King: Hero Is Back que vimos outra possibilidade: adultos podem ir ao cinema para assistir animações, e elas podem gerar lucro”, disse Chen. Originalmente intitulado Nobody: Lang Lang Ago, o filme foi produzido em animação 2D, combinando elementos da pintura tradicional chinesa com técnicas ocidentais, como perspectiva e iluminação. O trabalho explora uma paleta de cores ampla e conta a história de um pequeno monstro que parte em busca da imortalidade. Sinopse Um pequeno monstro sem nome deseja se tornar um “Buda” e viver para sempre. Para isso, o porquinho-demônio deixa a Montanha Langlang e se une a um espírito de sapo, um espírito de doninha e um gorila-monstro. O grupo segue em direção ao oeste em busca das escrituras e enfrenta diversos desafios. A jornada revelará se o objetivo é um sonho inalcançável ou um desejo próximo de se concretizar. Fonte: ithome.com

8 de agosto de 2025
China2Brazil
O governo chinês declarou interesse em aprofundar a cooperação bilateral com o Brasil em diversas áreas. A afirmação foi feita pelo porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Guo Jiakun, durante coletiva de imprensa realizada em 6 de agosto, em Pequim. A declaração ocorre após questionamento de um repórter sobre o fortalecimento da presença diplomática brasileira na capital chinesa. Recentemente, a Receita Federal e a Polícia Federal passaram a contar com novos representantes oficiais na embaixada em Pequim. Além disso, os oficiais do Exército e da Marinha destacados para a capital chinesa agora ocupam o posto de generais. Segundo Guo, as relações entre China e Brasil seguem a orientação estratégica dos presidentes dos dois países. Ele destacou que a parceria tem gerado resultados concretos, com impacto direto nos processos de modernização de ambas as nações. “A China e o Brasil vêm fortalecendo a construção da Comunidade de Futuro Compartilhado, com foco em um sistema internacional mais equilibrado e um modelo de desenvolvimento sustentável”, afirmou. Guo acrescentou que a cooperação bilateral tem contribuído para ampliar o diálogo entre grandes países em desenvolvimento e reiterou que a China pretende seguir ampliando os laços com o Brasil em áreas estratégicas. Fonte: news.china

8 de agosto de 2025
China2Brazil
No dia 7 de agosto de 2025, o governo chinês anunciou diretrizes para acelerar o desenvolvimento da indústria de interface cérebro-computador. O documento, intitulado Opinião sobre a Promoção do Desenvolvimento Inovador da Indústria de Interface Cérebro-Computador, foi emitido por dez órgãos estatais, entre eles o Ministério da Indústria e Tecnologia da Informação, a Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma e o Ministério da Educação. O texto estabelece que, até 2027, o país deverá alcançar avanços em tecnologias-chave da área e implementar sistemas tecnológicos, industriais e regulatórios básicos. A meta é transformar a interface cérebro-computador em um setor estratégico, com aplicação ampla em áreas como saúde, indústria e consumo . A tecnologia de interface cérebro-computador cria um canal direto de comunicação entre o cérebro humano e dispositivos eletrônicos . Ela permite a integração entre inteligência biológica e inteligência artificial e tem ganhado relevância na interseção entre ciências da vida e da informação. Segundo o governo, a indústria do setor está em rápida expansão e apresenta potencial para transformar setores produtivos. O plano prevê o fortalecimento da capacidade de inovação da indústria por meio de planejamento estratégico, políticas públicas e incentivos para a formação de um novo setor tecnológico. Até 2027, o país espera aplicar a tecnologia em larga escala, desenvolver de duas a três zonas industriais especializadas e explorar novos modelos de negócio. Até 2030, a China pretende estabelecer um sistema industrial seguro, com presença de duas a três empresas líderes de alcance global e um grupo de pequenas e médias empresas inovadoras e especializadas. Entre as prioridades estabelecidas no documento estão: Avançar no desenvolvimento de softwares e hardwares fundamentais; Eliminar obstáculos à aplicação da tecnologia em diferentes setores; Acelerar a transformação de resultados científicos em produtos comerciais; Implantar plataformas de testes e validação de desempenho; Apoiar o crescimento de empresas líderes e promover a inovação entre pequenas e médias empresas; Criar um sistema normativo e estabelecer um cronograma para padronização da tecnologia. Fonte: news.china

8 de agosto de 2025
China2Brazil
A DJI, conhecida pela produção de drones de consumo, entrou em dois novos segmentos de hardware em menos de uma semana. Em 31 de julho de 2025, a empresa lançou a câmera panorâmica Osmo 360. Em 6 de agosto, apresentou seu primeiro robô aspirador de pó, o DJI ROMO, com foco no mercado chinês. A incursão da DJI nesses setores não é recente. Segundo fontes ligadas à empresa, o desenvolvimento da câmera panorâmica começou em 2022, enquanto o projeto do robô aspirador teve início em 2021. A companhia já atua no setor de imagem e tem ampliado sua presença em produtos voltados ao uso doméstico. Robô aspirador DJI ROMO mira setor premium O DJI ROMO custa a partir de 4.699 yuans e mira o segmento premium. A versão avançada possui design semitransparente e adota três mudanças principais em relação aos modelos concorrentes: Substituição de rolos por esteiras; Troca do sensor lidar mecânico por um modelo de estado sólido; Nova base de carregamento com estrutura transparente. Essas alterações buscam melhorar a navegação e a automação do aparelho. Apesar do número crescente de marcas, o mercado chinês ainda apresenta baixa penetração. Segundo a All View Cloud Data Technology, a taxa de penetração dos robôs aspiradores na China foi de 5,5% em 2024. A DJI pretende aplicar tecnologias desenvolvidas para drones, como navegação espacial, sensores e algoritmos, nos robôs domésticos. Um gerente de produto da empresa afirmou que, embora o lidar de estado sólido exija algoritmos mais avançados, ele permite miniaturização e integração com o design do produto. A empresa chegou a testar braços robóticos para abrir portas e alcançar cantos, mas descartou a ideia por limitações técnicas. O gerente também apontou que desenvolver um robô aspirador é mais complexo do que fabricar um drone, devido às condições do ambiente doméstico: umidade, poeira, insetos e risco de contaminação. Além disso, o número de componentes é maior e o design interno exige soluções específicas. Diferente dos drones, que evitam obstáculos no ar, o robô precisa identificar o tipo de objeto no chão, como cabos, brinquedos ou fezes, e reagir de forma adequada. “No ar, o ambiente é limpo. No chão, é bem mais complicado”, afirmou o gerente. O setor também passa por mudanças. Após crescimento acelerado em 2020 e 2021, as vendas caíram nos dois anos seguintes. Em 2023, o mercado chinês apresentou leve recuperação. No entanto, a concentração permanece alta: em 2024, as cinco maiores marcas detinham 93,6% da fatia de mercado. Entre os desafios técnicos ainda não resolvidos, estão a necessidade de limpeza manual da base e a dificuldade em alcançar todos os cantos da casa. A DJI busca reduzir essas limitações com melhorias na boca de sucção e nos recursos de autolimpeza. Câmera panorâmica Osmo 360 amplia linha de imagem Com o lançamento da Osmo 360, a DJI entra no segmento de câmeras panorâmicas, um nicho com menos concorrência. Em 2023, o mercado global movimentou 5,03 bilhões de yuans, segundo Frost & Sullivan e Statista. A chinesa Insta360 liderava o setor com 67,2% de participação, seguida por Ricoh (12,4%) e GoPro (9,2%). Fontes do setor indicam que algumas marcas estrangeiras reduziram investimentos na categoria, enquanto empresas chinesas avançaram com mais rapidez. Um gerente da DJI observou que a cadeia de produção dessas câmeras está quase totalmente concentrada na China, inclusive para marcas internacionais. O crescimento do público local acelerou o desenvolvimento, ao oferecer maior volume de feedback e testes. A DJI aproveitou tecnologias usadas em drones, como captura de imagem aérea, gravação de áudio e sensores, na Osmo 360. A empresa também adotou um sensor de imagem no formato 1:1, em vez do tradicional 4:3. Essa mudança reduz o consumo de energia e otimiza o espaço interno. Segundo o gerente de produto, sensores usados em celulares enfrentam limitações para câmeras 360°, devido à necessidade de alta qualidade com tamanho compacto. A DJI investiu no desenvolvimento de sensores quadrados personalizados, o que exige planejamento com até dois anos de antecedência e implica riscos, como erros na previsão da evolução tecnológica. A expectativa da empresa é que o setor avance na direção de sensores sob medida, com foco em: Maior qualidade de imagem; Melhorias nos sensores; Expansão do alcance dinâmico. O público dessas câmeras permanece concentrado em entusiastas de esportes ao ar livre, como motociclismo , alpinismo e fotografia em ambientes externos. Embora a base de usuários cresça, o perfil se mantém. A DJI também destacou a importância de otimizar a comunicação entre sensor e chip SoC para processar vídeos com alta resolução e taxas elevadas de quadros. Fonte: yicai.com

8 de agosto de 2025
China2Brazil
A Administração de Navegação do Rio Yangtzé, vinculada ao Ministério dos Transportes da China, informou nesta quinta-feira (8) que os portos localizados ao longo do eixo principal do rio movimentaram 2,34 bilhões de toneladas de carga entre janeiro e julho de 2025. O volume representa alta de 4,8% em comparação com o mesmo período do ano anterior. Segundo os dados oficiais, a produtividade da navegação no Rio Yangtzé apresentou crescimento em diversos segmentos logísticos: O volume de carga que cruzou o Complexo Hidrelétrico de Três Gargantas somou 98,58 milhões de toneladas, alta de 15,3% em relação aos primeiros sete meses de 2024; O Centro de Pilotagem do Yangtzé conduziu 35 mil embarcações, aumento de 2,4% no mesmo comparativo; O número de passageiros transportados por cruzeiros alcançou 5,144 milhões, crescimento de 5,3%. Paralelamente, a construção do projeto “Rio Yangtzé Inteligente” avançou com a ampliação da cooperação entre as administrações de navegação de Jiangsu, Anhui e Chongqing. A integração regional resultou na consolidação de uma rede de governança de crédito compartilhada e na aplicação de terminais inteligentes com tecnologia Beidou a bordo de embarcações. A cobertura de mapas eletrônicos das vias navegáveis do sistema hidrográfico do Yangtzé já atinge 5.606 km, ampliando a capacidade do canal para sustentar o crescimento econômico nas margens do rio. No campo da modernização da infraestrutura logística, a Administração implantou o sistema de atualização da capacidade de transporte de embarcações, com serviços unificados para desmonte e renovação de navios. Também entrou em operação o serviço “Via Rápida de Exportação” voltado aos chamados “Três Novos Itens” – veículos elétricos, baterias automotivas e células fotovoltaicas. Na área ambiental, a navegação no Yangtzé aumentou o uso de energia elétrica em terra. As embarcações da faixa econômica do rio consumiram 128,628 milhões de kWh no período de janeiro a julho, alta de 22% frente ao mesmo intervalo de 2024. O crescimento acompanha a expansão dos sistemas de monitoramento e atendimento a embarcações movidas por fontes de energia renovável . Fonte: thepaper.cn

7 de agosto de 2025
China2Brazil
Em 25 de julho, no Salão de Pequim do Grande Palácio do Povo, o presidente Xi Jinping discursou diante de 16 novos embaixadores estrangeiros na China e do secretário-geral da Organização de Cooperação de Xangai. Xi afirmou que, diante de mudanças geopolíticas em curso, os países devem ampliar a cooperação internacional e agir com responsabilidade coletiva diante dos desafios comuns. Desde o início do ano, Xi Jinping intensificou a diplomacia de Estado com características chinesas. A agenda externa tem priorizado a articulação com países da Ásia Central, África, Europa Oriental e América Latina, além da defesa de uma nova governança global multipolar. Durante a cerimônia, Xi fez um apelo direto: “Sejamos praticantes da amizade e cooperação, promotores do intercâmbio entre civilizações e construtores de uma comunidade com futuro compartilhado para a humanidade.” Cooperação com a Ásia Central Em junho, o presidente participou da segunda Cúpula China-Ásia Central em Astana, no Cazaquistão. O encontro deu continuidade à agenda iniciada em 2023, em Xi’an. Xi Jinping afirmou que a cooperação com a região se sustenta em mais de dois mil anos de intercâmbio e se consolidou nos últimos 30 anos com base em confiança política e econômica. Ele também apresentou o conceito de “Espírito China-Ásia Central”, baseado em cinco eixos: respeito, confiança, benefício, apoio e desenvolvimento conjunto. A China tem investido na construção de uma nova fase de cooperação com a Ásia Central por meio da Nova Rota da Seda, que envolve infraestrutura, comércio e energia. A diplomacia chinesa usa marcos históricos, como a Rota da Seda e a figura de Zhang Qian, emissário da dinastia Han, para reforçar essa continuidade estratégica. Diplomacia baseada na memória histórica Em maio, Xi Jinping visitou Moscou a convite do presidente russo Vladimir Putin. A visita integrou as comemorações pelos 80 anos da vitória soviética na Segunda Guerra Mundial. Xi e Putin assinaram uma declaração conjunta com foco em preservar a memória do conflito, manter a paz e defender o direito internacional. Durante o desfile na Praça Vermelha, Xi assistiu à marcha da tropa de cerimônia do Exército Popular de Libertação. A imagem reforçou a aliança sino-russa em meio à atual reorganização geopolítica. A China também prepara para setembro a sua própria celebração dos 80 anos do fim da Segunda Guerra Mundial e da vitória na Guerra de Resistência contra o Japão. O governo espera receber líderes internacionais em Pequim. Propostas para crises e desafios globais No campo das crises internacionais, Xi Jinping propôs uma iniciativa de quatro pontos para o Oriente Médio após confrontos entre Israel e Irã. A proposta defende o cessar-fogo imediato, proteção de civis, abertura de negociações e atuação coordenada da comunidade internacional. A China também anunciou que entregará sua nova Contribuição Nacionalmente Determinada (NDC) para 2035 antes da Conferência da ONU sobre o Clima, em Belém. A meta abrangerá todos os gases de efeito estufa e setores da economia. Paralelamente, o governo chinês propôs a criação de uma Organização Mundial de Cooperação em Inteligência Artificial e lançou um Tribunal Internacional de Mediação com sede em Hong Kong, em parceria com 32 países. Líderes estrangeiros reconheceram o papel da China diante dos atuais impasses globais. O presidente do Quênia, William Ruto, classificou a atuação chinesa como “estabilizadora”. O presidente do Uzbequistão, Shavkat Mirziyoyev, disse que “nenhuma grande questão global pode ser resolvida sem a China”. Já o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que a China oferece confiança aos países em desenvolvimento. Expansão da política de vizinhança Em abril, Pequim sediou uma reunião central sobre política de vizinhança. Ainda naquele mês, Xi Jinping visitou Vietnã, Malásia e Camboja, aprofundando os laços com países do Sudeste Asiático. Nas visitas, o governo chinês reforçou acordos comerciais e compromissos com infraestrutura e integração regional. A diplomacia chinesa baseia-se na ideia de continuidade histórica. Conceitos como "Espírito da Rota da Seda", "Espírito de Xangai", "Espírito China-Ásia Central", "Espírito dos BRICS " e outros servem como eixos da narrativa externa chinesa. O governo busca transmitir que suas iniciativas estão ligadas a valores históricos como convivência pacífica, soberania e desenvolvimento conjunto. Fonte: news.china

7 de agosto de 2025
China2Brazil
A Meituan estabeleceu a meta de cobrir os seis países do Conselho de Cooperação do Golfo (GCC), Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Catar, Kuwait, Omã e Bahrein, até 2027. O plano marca uma nova fase da internacionalização da empresa, que avança em ritmo acelerado no Oriente Médio. Em setembro de 2024, a Meituan iniciou operações na Arábia Saudita com sua marca Keeta. Menos de um ano depois, a empresa ampliou a cobertura para 20 cidades sauditas. Em 29 de julho, a Keeta anunciou a entrada em 11 novas localidades no país, além de já atuar em centros estratégicos como Riad, Jidá, Meca, Medina e Dammam. A expansão contou com a adesão de cerca de 7.500 comerciantes locais e internacionais, incluindo McDonald’s, KFC, Subway e Starbucks, e a contratação de mais de 18 mil entregadores. Estratégias como isenção de taxa de entrega e promoções para novos usuários aceleraram a penetração da Keeta no mercado saudita. Segundo a consultoria Redseer, em menos de cinco meses de operação, a Keeta conquistou aproximadamente 10% do mercado local e ocupa a terceira posição no setor de delivery de alimentos. A presença da empresa impulsionou o crescimento do mercado saudita, que registrou alta de 23% no volume bruto de mercadorias (GMV) em 2024. Hungerstation e Jahez, líderes locais, ainda não perderam participação relevante, mas a expansão da Keeta pode alterar esse cenário. Varejo imediato e novas frentes A Meituan também aposta na diversificação dos serviços. Em maio, lançou o Keemart, versão internacional de seu supermercado autônomo, em dois distritos de Riad. O projeto exige centros de distribuição locais e maior investimento em logística e abastecimento, indicando que a empresa está testando capacidades avançadas de cadeia de suprimentos na Arábia Saudita. Fora do país, a Meituan avança em outros mercados do Oriente Médio. A Keeta iniciou recrutamento e estruturação de operações nos Emirados Árabes Unidos, Catar e Kuwait. Em julho, lançou o programa “Founding Vendor” em Dubai e Doha, oferecendo isenção de taxas e benefícios comerciais para os primeiros parceiros. No Kuwait, o processo de adesão de comerciantes já está em fase final. O lançamento está previsto para o fim de 2025 ou início de 2026. Apesar de a população total dos países do GCC ser inferior a 60 milhões, a região tem alto PIB per capita, ampla digitalização e infraestrutura urbana favorável à entrega rápida. As temperaturas extremas, acima de 40°C, aumentam a demanda por delivery, elevando o tíquete médio e as margens de lucro. O setor, no entanto, ainda precisa avançar em escala, eficiência operacional e infraestrutura logística. A Meituan aposta em sua experiência para competir com players já consolidados. Concorrência acirrada A Meituan enfrenta empresas com forte presença e respaldo financeiro. A Talabat (do grupo Delivery Hero) lidera em diversos países do Golfo. A Careem, ligada à Uber, atua como super app regional. Na Arábia Saudita, Hungerstation e Jahez ocupam a liderança, enquanto no Catar, a local Snoonu, agora controlada majoritariamente pela Jahez, domina o setor. Segundo o Morgan Stanley, o mercado de delivery online nos países do GCC pode atingir US$ 30 bilhões até 2028, com crescimento médio anual de 15%. A expectativa é que a Meituan alcance 20% de participação no período. Estratégia global inclui América Latina A internacionalização da Meituan começou por Hong Kong, em 2023. Em menos de um ano, a Keeta alcançou 44% do mercado local, superando concorrentes e motivando a saída da Deliveroo da região. A principal rival da empresa atualmente é a Foodpanda. Em maio de 2025, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva se reuniu com Wang Xing, CEO da Meituan, durante a assinatura de um acordo entre a Keeta e a ApexBrasil. A Meituan planeja investir US$1 bilhão no Brasil nos próximos cinco anos e lançar oficialmente a Keeta no país ainda em 2025 . A empresa também observa oportunidades em outros mercados da Ásia, África e América Latina. O foco está na construção de operações escaláveis e eficientes, diante de desafios logísticos e da concorrência internacional. Fonte: 36kr.com

7 de agosto de 2025
China2Brazil
A China finalizou a cadeia industrial de produção e distribuição de veículos movidos a metanol, abrindo caminho para a ampliação dessa tecnologia no setor de transportes. O país concluiu a fase de testes técnicos, homologou a operação em escala e agora inicia a aplicação comercial com apoio de empresas automotivas e políticas públicas coordenadas. Empresas como Geely, Sinotruk, Shaanxi Automobile, FAW Jiefang, Kaibo Control, Weichai e Yuchai expandiram suas operações no segmento. Elas desenvolveram tecnologias voltadas a caminhões pesados e cadeias energéticas baseadas em metanol, acelerando a inserção de seus produtos no mercado. O governo central e as administrações locais vêm implementando políticas coordenadas para estruturar e expandir a indústria do metanol no país. Apoio institucional amplia uso do metanol no transporte Especialistas destacam o potencial do metanol como vetor energético complementar ao hidrogênio, com capacidade de substituir eletricidade e combustíveis fósseis. Considerado o combustível sintético com melhor custo-benefício disponível atualmente, o metanol, também conhecido como álcool metílico, pode ser adotado rapidamente, sobretudo no transporte de carga. Desde 2012, o governo central emitiu diretrizes para apoiar essa transição. Entre elas, está o projeto-piloto do Ministério da Indústria e Tecnologia da Informação (MIIT), que entre 2012 e 2018 validou a viabilidade dos veículos movidos a metanol. Em julho de 2024, o Comitê Central do Partido Comunista da China e o Conselho de Estado incluíram o álcool combustível no plano de construção de infraestrutura de transporte verde. Em maio de 2025, sete ministérios liderados pelo Ministério da Ecologia e Meio Ambiente lançaram um plano de ação (2025–2027) para estimular a adoção de embarcações movidas a metanol verde. Governos locais também aderiram. Províncias como Gansu, Qinghai, Guizhou, Shanxi, Shaanxi, Hebei e Heilongjiang aprovaram medidas para impulsionar o uso de veículos a metanol, com apoio à infraestrutura, precificação e incentivos ao mercado. Geely investe em cadeia industrial de metanol de trilhão de yuans A China lidera globalmente na produção de metanol e no desenvolvimento de veículos que utilizam esse combustível. A Geely atua como uma das principais impulsionadoras dessa cadeia. Por meio da Yuancheng New Energy Commercial Vehicle Group, a empresa investe há duas décadas em veículos elétricos movidos a álcool-hidrogênio. A companhia desenvolve veículos, infraestrutura, produção de combustível e serviços financeiros integrados. Seu plano estratégico segue o modelo “1.2.3.3”, que conecta produção de álcool verde, veículos elétricos e distribuição de metanol com foco em escala e baixo carbono. Etanol e hidrogênio ampliam alternativas à eletrificação O setor de veículos comerciais enfrenta limitações na adoção de novas energias, como baixa autonomia, longos tempos de recarga e falta de infraestrutura. Os veículos elétricos movidos a álcool e hidrogênio surgem como solução com aplicação direta de metanol como hidrogênio líquido, o que dispensa estações de recarga convencionais. Esse modelo reduz o peso das baterias e os custos operacionais. Também permite maior alcance em trajetos longos e regiões remotas. Em outubro de 2024, um caminhão da Yuancheng percorreu 1.522,9 km com um único tanque de metanol verde, entre Gansu e Xinjiang. A média de consumo foi de 51,7 litros a cada 100 km, com custo de 1,03 yuan por quilômetro, valor inferior ao de caminhões a diesel. Metanol também avança no transporte marítimo Em setembro de 2024, a Yuancheng obteve o primeiro certificado chinês para motores marítimos movidos exclusivamente a metanol. O motor GS13M, que recebeu a certificação, apresenta taxas de emissões inferiores às dos motores a diesel: 98% menos NOx, 97% menos partículas (PM) e 93% menos monóxido de carbono (CO). A empresa iniciou, em maio de 2025, a construção do primeiro navio elétrico a álcool-hidrogênio do país. O lançamento está previsto para setembro. Veículos a metanol entram nos catálogos de isenção tributária Os veículos da Yuancheng integram o "Catálogo de Veículos de Nova Energia com Economia de Energia e Isenção de Impostos sobre Veículos e Embarcações" (64º lote) e o "Catálogo de Veículos com Isenção de Impostos sobre Compra" (8º lote). As listas incluem caminhões pesados, utilitários leves e ônibus. O reconhecimento oficial da tecnologia sinaliza a consolidação dos veículos elétricos a álcool-hidrogênio como alternativa viável para a transição energética no setor de transportes da China. Fonte: news.cn

6 de agosto de 2025
China2Brazil
As exportações de chips da China se tornaram o principal produto exportado individualmente em 2024, impulsionando a presença do país nas cadeias globais de valor agregado. Empresas chinesas de semicondutores aceleram sua internacionalização por meio de avanços tecnológicos e estratégias de capital. Dados da Administração Geral das Alfândegas da China mostram que, em 2024, o país exportou 298,11 bilhões de unidades de chips, totalizando US$159,5 bilhões, alta de 18,7% em relação a 2023. O valor ultrapassou a marca de um trilhão de RMB pela primeira vez, superando setores tradicionais como vestuário e smartphones. Com a maturidade da indústria, surgiram “campeões ocultos” que dominam nichos globais. Muitas empresas fortaleceram sua posição nas cadeias globais por meio de inovação tecnológica, investimentos e parcerias estratégicas. Outras adotaram estratégias de “inovação reversa” para superar concorrentes em mercados segmentados. Em 2025, o número de empresas de semicondutores que buscam abertura de capital em Hong Kong cresceu, indicando esforços para ampliar atuação global. Entre os destaques estão Silicon Magic, Montage Technology e GigaDevice. Silicon Magic: líder global em PMIC para displays OLED Fundada em 2019 e com sede em Hangzhou, a Silicon Magic concentra-se em semicondutores de potência. Segundo a consultoria Frost & Sullivan, a empresa lidera o mercado global de PMIC para telas OLED, baseado em volume de embarques na última década. Seu portfólio inclui chips de gerenciamento de energia usados em smartphones e tablets, dispositivos de potência para automação e telecomunicações, além de PMICs para telas LCD e OLED. Adota o modelo Fab-Lite, que combina design próprio com parceria em fundição, sem depender totalmente de terceirização. A Silicon Magic detém 16,76% da Hangzhou Fullsemi, que opera linhas de fabricação otimizadas para PMICs e dispositivos de potência. A empresa atende clientes estratégicos via vendas diretas e mercados maduros por meio de distribuidores. Em 2024, 68,1% da receita da Silicon Magic veio do mercado externo, com presença na Coreia do Sul, Japão, Alemanha, Brasil e Índia. A aquisição da sul-coreana SMI em 2020 fortaleceu sua cadeia de suprimentos. Em julho de 2025, a Silicon Magic solicitou listagem na bolsa de Hong Kong para captar recursos que serão aplicados em pesquisa e desenvolvimento, fusões, eficiência operacional e capital de giro. O mercado global de semicondutores de potência deve crescer de RMB 411,5 bilhões em 2020 para RMB 802,9 bilhões em 2029, impulsionado por setores como automotivo, inteligência artificial e robótica. Montage Technology: maior fornecedora global de chips de interconexão de memória Criada em 2004 e listada no STAR Market em 2019, a Montage Technology lidera o mercado global de chips de interconexão de memória, com 36,8% de participação em 2024. Suas principais linhas incluem controladores de memória e Retimers PCIe/CXL, focados em data centers e servidores de IA. Também oferece plataformas de servidores seguras para clientes locais. A empresa opera no modelo fabless, terceirizando fabricação, embalagem e testes, concentrando-se no design. Mantém vendas diretas acima de 85% e atende clientes como Samsung, SK Hynix e Micron. A receita internacional variou entre 66,9% e 84% desde 2022. Em 2024, menos de 1% das vendas foram para os EUA, minimizando o impacto de tarifas. Em julho de 2025, a Montage Technology pediu IPO em Hong Kong para financiar P&D, expansão global e aquisições estratégicas. O mercado global de chips de interconexão deve crescer de US$15,4 bilhões em 2024 para US$ 49 bilhões em 2030. GigaDevice: presença entre as dez maiores em quatro segmentos Fundada em 2005, a GigaDevice é uma empresa chinesa de design de chips que está entre as dez maiores do mundo em NOR Flash, SLC NAND Flash, DRAM de nicho e microcontroladores (MCU). Opera no modelo fabless e atua em chips de memória, MCUs, chips analógicos e sensores, incluindo reconhecimento de impressão digital e toque capacitivo. Em 2024, adquiriu a Suzhou XySemi, especialista em proteção de baterias. A empresa aplica o framework IPD para acelerar o desenvolvimento de produtos. Mais de 70% da equipe é técnica, com P&D representando 15% da receita. Conta com 997 patentes concedidas e 492 pendentes. Suas vendas ocorrem via distribuidores em mais de 40 países, com redes locais nos EUA, Coreia do Sul, Japão, Reino Unido, Alemanha e Singapura. Os cinco maiores clientes representaram entre 29% e 33% da receita entre 2022 e 2024. Em junho de 2025, a GigaDevice submeteu um pedido de IPO em Hong Kong, planejando investir em P&D, chips para inteligência artificial, expansão global e eficiência operacional. O mercado global de chips de memória especializados deve crescer de US$ 13,6 bilhões em 2024 para US$ 20,8 bilhões em 2029. Fonte: 36kr.com