
16 de outubro de 2025
China2Brazil
A Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma (NDRC) da China, em conjunto com outros órgãos governamentais, anunciou, em 15 de outubro, o Plano de Ação “Duplicar em Três Anos” para a Capacidade de Serviços de Recarga de Veículos Elétricos (2025–2027). O plano estabelece a construção de 28 milhões de unidades de recarga em todo o país até o final de 2027, oferecendo mais de 300 gigawatts (GW) de capacidade pública, suficiente para atender mais de 80 milhões de veículos elétricos, dobrando a capacidade atual. Um representante da Administração Nacional de Energia afirmou: “A indústria de v eículos de nova energia da China entrou em fase de rápido crescimento. A infraestrutura de recarga influencia diretamente a confiança do consumidor na compra de veículos elétricos.” O plano prevê aprimorar a rede de recarga, aumentar a eficiência operacional, otimizar os serviços e inovar o ecossistema industrial, com o objetivo de impulsionar o consumo e promover a adoção em massa dos veículos elétricos. O documento define cinco ações principais: Atualizar e aprimorar instalações públicas de recarga; Otimizar a recarga em áreas residenciais; Expandir a integração entre veículos e rede elétrica; Melhorar a capacidade e os serviços de fornecimento de energia; Elevar a qualidade da operação e manutenção das estações de recarga. Até 2027, o plano prevê a instalação de 1,6 milhão de carregadores rápidos (DC) em áreas urbanas, incluindo 100 mil de alta potência. Nas rodovias, serão construídos ou reformados 40 mil carregadores de 60 kW ou mais, com tecnologia de recarga ultrarrápida combinada. Em municípios e distritos rurais sem estações públicas de recarga, serão instalados pelo menos 14 mil carregadores rápidos, com possibilidade de expansão conforme a demanda, garantindo cobertura total das áreas rurais. Especialistas destacam que o plano define metas claras e ações estratégicas para o desenvolvimento da infraestrutura de recarga, fortalecendo de forma sustentável a indústria de veículos de nova energia na China. Fonte: gmw.cn

16 de outubro de 2025
China2Brazil
A China tornou-se líder global em engenharia de túneis e obras subterrâneas, segundo a Federação Chinesa de Associações de Ciência e Tecnologia (CAST). O anúncio ocorreu durante a Assembleia Geral da Federação Mundial de Organizações de Engenharia (WFEO), em Xangai. O país já construiu mais de 50 mil quilômetros de túneis ferroviários e rodoviários, tornando-se o maior do mundo em extensão e volume de obras. O país concluiu projetos emblemáticos, como o túnel subaquático da Ponte Hong Kong–Zhuhai–Macau e o Canal Shenzhen–Zhongshan. A China se destaca em obras submersas, túneis escavados por tuneladora shield (TBM) e túneis de grande extensão. O avanço das máquinas de perfuração shield forneceu suporte técnico e equipamentos essenciais para o rápido desenvolvimento do setor. Atualmente, estão em construção duas megaobras de destaque internacional: o Segundo Túnel Submarino da Baía de Jiaozhou, maior túnel rodoviário subaquático do mundo, e o Túnel Submarino Jintang, da ferrovia de alta velocidade Ningbo–Zhoushan, o mais longo túnel ferroviário subaquático do planeta. Em abril de 2024, o Congresso Mundial de Túneis anunciou 50 projetos globais de destaque no setor. Nove deles são chineses, incluindo o Túnel da Montanha de Dayao, o Segundo Túnel Submarino da Baía de Jiaozhou, o Túnel Submarino do Canal Shenzhen–Zhongshan e o Túnel Subaquático da Ponte Hong Kong–Zhuhai–Macau. A China liderou em número de projetos selecionados, consolidando sua posição como líder tecnológica em engenharia subterrânea. O país também se destaca em engenharia de pontes. A Ponte do Desfiladeiro Huajiang, na província de Guizhou, alcança 625 metros de altura entre tabuleiro e rio e tem 2.890 metros de comprimento total, com vão principal de 1.420 metros, o maior entre pontes de aço em regiões montanhosas. A Ponte Danyang–Kunshan, com 164,85 quilômetros, mantém o recorde mundial de maior ponte do planeta. Com a Iniciativa Cinturão e Rota , a engenharia chinesa ganhou projeção internacional. Projetos como a maior ferrovia de Bangladesh, o Túnel Kamchiq na ferrovia Angren–Pap, a ferrovia China–Laos, o trem-bala Jacarta–Bandung e a ferrovia Belgrado–Budapeste se tornaram referências globais da engenharia chinesa. O país agora busca integrar engenharia e tecnologia digital, acelerando o uso de inteligência artificial e construção inteligente para obras ultraprofundas, ultralongas e de alta complexidade, além de aprimorar a gestão de projetos e consolidar sua liderança mundial em infraestrutura. Fonte: chinanews.com
16 de outubro de 2025
China2Brazil
Pesquisadores da Universidade Politécnica de Hong Kong e do Tencent ARC Lab desenvolveram o UniPixel, o primeiro grande modelo multimodal capaz de identificar alvos, segmentar imagens e raciocinar sobre regiões ao mesmo tempo. O artigo foi aceito pelo NeurIPS 2025, e código, dados e demonstração são abertos ao público. Modelos tradicionais, como o GPT-5 e o Gemini 2.5 Pro, conseguem “entender” imagens de forma geral, mas têm dificuldade em identificar detalhes precisos e raciocinar sobre áreas específicas. Isso limita aplicações em diagnóstico médico, direção autônoma e interação com humanos, além de reduzir a precisão em tarefas que exigem controle e explicações detalhadas. O UniPixel supera essas limitações usando um fluxo de “percepção-memória-raciocínio”. Ele combina um Banco de Memória de Objetos e um codificador visual capaz de processar três tipos de prompts visuais: pontos, caixas e máscaras. Com isso, o modelo identifica o alvo indicado pelo usuário e usa essas informações em respostas subsequentes, gerando descrições, segmentações e respostas em linguagem natural. Sua arquitetura se baseia no Qwen2.5-VL, suporta imagens e vídeos e processa múltiplos tipos de prompts ao mesmo tempo. O usuário fornece imagem ou vídeo, texto e prompts visuais opcionais, e o modelo produz respostas em texto e máscaras espaço-temporais, permitindo análises detalhadas. O UniPixel possui três módulos principais: Codificador de prompts: transforma pontos, caixas e máscaras em vetores de alta dimensão, incluindo posição e tipo do prompt; Banco de Memória de Objetos: armazena áreas-alvo indicadas pelo usuário, permitindo múltiplas rodadas de referência e raciocínio contextual; Decodificador de máscara: gera máscaras precisas e integra segmentação e compreensão do objeto. O modelo também adiciona tokens especiais ao LLM, como <REF>, <MEM> e <SEG>, conectando a linguagem à percepção visual. Isso permite consultas complexas, como comparar comportamentos de dois objetos em diferentes momentos de um vídeo e gerar respostas precisas indicando cada área. O treinamento é feito em fases: primeiro, pré-treina o codificador visual e o LLM; depois, integra os módulos de prompts, memória e máscara em treinamento conjunto. Foram usadas cerca de 1 milhão de amostras de texto, imagens e vídeos, cobrindo diferentes tipos de prompts, garantindo que o modelo funcione em variadas tarefas. Fonte: 36kr

16 de outubro de 2025
China2Brazil
Cientistas chineses anunciaram avanços significativos em baterias de lítio metálicas de estado sólido, tecnologia essencial para veículos elétricos de próxima geração. A expectativa é que as baterias de 100 kg ultrapassem 1.000 km de alcance, contra 500 km anteriores. A conquista pode acelerar a adoção de veículos de nova energia e ampliar aplicações industriais. O avanço ocorre após pesquisadores enfrentarem um desafio técnico, a ineficiência na interface entre eletrodos metálicos de lítio, macios, e eletrólitos sólidos de sulfeto, duros como a cerâmica. Essa diferença de materiais cria superfícies irregulares que dificultam o fluxo de íons de lítio, reduzindo a eficiência de carregamento e descarregamento. Três inovações resolveram o problema de contato sólido-sólido. A primeira, desenvolvida pelo Instituto de Física da Academia Chinesa de Ciências, usa íons de iodo como "cola". Durante o funcionamento da bateria, os íons de iodo se deslocam até a interface eletrodo-eletrólito, atraem os íons de lítio e preenchem lacunas, garantindo aderência completa. A segunda, do Instituto de Pesquisa de Metais da mesma academia, introduziu um "esqueleto" de polímero para o eletrólito, tornando-o flexível e resistente a torções e dobras, até 20.000 vezes sem deformação. Adições químicas ao polímero aceleram o movimento de íons de lítio e aumentam a capacidade de armazenamento em 86%. A terceira inovação, da Universidade de Tsinghua, aplica poliéter fluorado ao eletrólito, criando uma “blindagem de flúor” que protege o eletrodo contra altas tensões. Testes mostraram que a bateria suporta carga total, penetração de agulha e temperaturas de até 120 °C sem falhas, aumentando a segurança e a durabilidade. Essas tecnologias podem transformar o setor de veículos elétricos e outras aplicações de energia, tornando realidade a próxima geração de baterias de estado sólido. Fonte: proapi.jingjiribao.cn

16 de outubro de 2025
China2Brazil
A 99Food, da empresa chinesa Didi, começou testes de entrega de alimentos no Rio de Janeiro, expandindo seu serviço para a segunda maior cidade do Brasil. A empresa retomou suas operações de entrega de comida no Brasil em abril de 2025, lançando o serviço em Goiânia em junho e em São Paulo em agosto. Em quatro meses, o serviço alcançou as regiões metropolitanas de São Paulo e Rio de Janeiro. No lançamento carioca, 17.000 restaurantes se cadastraram, incluindo Burger King, McDonald's, KFC, Outback Steakhouse, Abbraccio e Bacio di Latte. Mais de 50.000 entregadores também se registraram na cidade. “O Rio de Janeiro é o segundo maior mercado da 99 no Brasil e seu maior negócio de veículos de duas rodas. O lançamento na cidade é estrategicamente importante”, afirmou Wang Simeng, responsável pela 99 Brasil. O serviço atenderá, além do Centro do Rio, sete cidades da Grande Rio: Niterói, São Gonçalo, Nova Iguaçu, Santa Rita de Cássia, São João de Meriti, Belford Roxo e Nilópolis. A previsão é que a 99Food esteja em 20 grandes cidades brasileiras até janeiro de 2026 e em 100 cidades até meados do mesmo ano. A Didi entrou no Brasil em 2018 ao adquirir a plataforma 99, oferecendo serviços de transporte, financeiros e de entrega. A empresa registra atualmente 55 milhões de usuários ativos e 1,5 milhão de motoristas em mais de 3.300 cidades. Nos últimos três anos, os pedidos de transporte por duas rodas superaram um bilhão. Em setembro, o presidente Lula se reuniu com o CEO da Didi, Cheng Wei, e confirmaram o investimento de R$2 bilhões para acelerar as operações do serviço de delivery 99Food no Brasil, até junho de 2026. Fonte: Finance.sina.cn

15 de outubro de 2025
China2Brazil
A China ampliou de forma significativa o uso de energia eólica no país e mantém posição de liderança global no setor. Dados oficiais e entrevistas com empresas mostram que, ao contrário da percepção de que o país apenas fabrica equipamentos para exportação, ele integra suas turbinas de forma ampla na matriz energética. No primeiro semestre de 2025, a Administração Nacional de Energia (NEA) registrou 51,39 gigawatts (GW) de nova capacidade eólica conectada à rede. Até junho, a capacidade eólica instalada acumulada atingiu 573 GW, um aumento de 22,7% em relação ao ano anterior. A geração de energia eólica chegou a 588 bilhões de quilowatts-hora, 15,6% acima de 2024, com taxa média de utilização de 93,2%. No mercado financeiro, o setor eólico da bolsa de ações A da China registrou forte valorização em outubro, impulsionando os preços das ações de fabricantes de turbinas eólicas e refletindo a expansão do setor. Da produção interna ao avanço tecnológico No Porto de Zhuangyuan’ao, em Wenzhou, província de Zhejiang, empresas constroem um cluster industrial offshore que integrará toda a cadeia produtiva de energia eólica. A Windey Energy Technology Group Co., líder neste segmento, lançou a maior turbina terrestre do mundo e uma plataforma flutuante de turbina offshore, ampliando a capacidade tecnológica nacional. Segundo Luo Yongshui, gerente geral assistente da Windey Energy Technology, “sem inovação independente, não haveria energia eólica na China como existe hoje”. Em 2024, o país adicionou 79,8 GW de nova capacidade eólica, equivalente a 68,2% do total global. Testes extremos e expansão offshore O supertufão Ragasa testou a resiliência das turbinas eólicas chinesas offshore. As 1.345 turbinas do Mingyang Smart Energy Group no Mar da China Meridional mantiveram operação estável. Ye Fan, vice-presidente da empresa, afirma que, embora o desenvolvimento costeiro tenha potencial relevante, as áreas em águas profundas oferecem capacidade três a quatro vezes maior. Expansão internacional e cadeia global As empresas chinesas também atuam globalmente. O Envision Group fechou acordo com a mineradora australiana Fortescue para fornecer 132 MW de turbinas e uma solução completa em Pilbara, oeste da Austrália. Lou Yimin, vice-presidente sênior do Envision Group, destaca que a tecnologia chinesa contribui para a transição energética em outros países. Desde 2010, a China mantém o primeiro lugar mundial em capacidade anual de energia eólica instalada e possui a cadeia de suprimentos mais completa do setor. Suas turbinas já foram exportadas para mais de 40 países, apoiando a expansão global da energia eólica. Fonte: stdaily

15 de outubro de 2025
China2Brazil
A Yantai CIMC Raffles Offshore Engineering Co., Ltd. entregou nesta quarta-feira (15), em Yantai, Shandong, o "Nordic Wind", o primeiro navio do mundo de instalação de turbinas eólicas totalmente alimentado por corrente contínua (CC) com capacidade de elevação superior a 3.000 toneladas. A embarcação preenche a lacuna tecnológica em navios ultragrandes de instalação de turbinas eólicas com alimentação CC. O Nordic Wind mede 146 metros de comprimento, tem deslocamento máximo de 56.000 toneladas e está equipado com um guindaste principal de 3.200 toneladas e sistema de posicionamento dinâmico Classe 2. Ele pode operar de forma estável em condições severas no Mar do Norte, com ventos e ondas de força 8 e temperaturas de até -15°C. O navio transporta e instala turbinas eólicas de 15 MW e 20 MW. Em relação a embarcações tradicionais, a alimentação totalmente CC reduz o peso, aumenta a capacidade de carga útil e diminui as emissões de carbono. Zhao Liang, gerente técnico do projeto, explicou que os geradores CA exigem energia constante de motores a combustível, enquanto a energia CC permite carregar baterias que abastecem todas as instalações. Quando a bateria estiver fraca, os geradores a combustível fornecem energia intermitente, minimizando o consumo de combustível. Segundo cálculos, as emissões de carbono do Nordic Wind durante a instalação de turbinas eólicas correspondem a apenas 30% das emissões de navios tradicionais movidos a CA, e as emissões por megawatt podem cair mais de 70%. Fonte: stdaily

15 de outubro de 2025
China2Brazil
Na 138ª Feira de Cantão, a XTransfer, principal plataforma chinesa de fintech B2B para comércio internacional, divulgou dados sobre seus recebimentos internacionais entre janeiro e setembro de 2025. A empresa processou 75,9% de suas transações provenientes de mercados emergentes na Ásia, África e América Latina , que se tornaram destino estratégico para exportadores chineses. O avanço das infraestruturas de pagamento transfronteiriço contribuiu para essa expansão. Segundo a Administração Geral das Alfândegas da China, o valor das exportações chinesas para esses mercados cresceu 16% no período, em comparação com o ano anterior. As exportações para a África subiram 29,4%, para o Sudeste Asiático 15,9% e para a América Latina 7,9%. Apesar das oportunidades, a infraestrutura financeira limitada aumenta os desafios de segurança e eficiência nos fluxos financeiros internacionais. Para facilitar os pagamentos, a XTransfer criou contas locais de recebimento, que permitem que compradores paguem diretamente na moeda local. Entre janeiro e setembro, o volume de recebimentos nos mercados emergentes subiu 123,6% em relação ao ano anterior, com destaque para África (+369,1%), Sudeste Asiático (+102,2%) e América Latina (+93%). O crescimento superou o avanço médio das exportações registrado pelas alfândegas chinesas, evidenciando a demanda por canais de pagamento internacionais seguros. Durante a feira, Li, proprietária de uma empresa de Shenzhen, abriu contas locais na Nigéria e em Gana. Ela relatou que os pagamentos agora chegam quase em tempo real e sem taxas intermediárias, aumentando a eficiência do giro de caixa. Liu, de uma exportadora de Xiamen, destacou que a ferramenta permite cotar preços diretamente na moeda do cliente, acelerando negociações e reduzindo atrasos ou inadimplência. A XTransfer também prioriza segurança e conformidade. Nos últimos 12 meses, a plataforma ajudou 7.445 empresas a identificar 10.027 potenciais riscos, evitando perdas de aproximadamente US$473 milhões. Recentemente, lançou o TradePilot 2.0, modelo de inteligência artificial que analisa correspondência entre produtos, setores e regiões para emitir alertas de risco. O sistema integra a primeira lista de “Aplicações de Inteligência Artificial+” de Xangai e foi o primeiro caso premiado no setor de fintechs transfronteiriças. Hoje, a XTransfer atende mais de 700 mil empresas, sendo 47% estrangeiras. Suas contas locais cobrem cerca de 80% dos países e regiões do mundo, incluindo África, Sudeste Asiático, América Latina, Oriente Médio, Europa, EUA, Austrália e Coreia do Sul, com expansão recente para México, Brasil, Gana, África do Sul, Turquia e Egito. O fundador e CEO, Deng Guobiao, afirmou que a exploração dos mercados em desenvolvimento é essencial para o comércio exterior chinês. “Queremos oferecer infraestrutura financeira segura e confiável, permitindo que empresas de qualquer porte acessem serviços transfronteiriços eficientes e expandam globalmente sem preocupações”, afirmou. Fonte: gmw.cn
15 de outubro de 2025
China2Brazil
A Shenzhen Wanliyan Technology Co. apresentou nesta terça-feira (15) seu primeiro osciloscópio em tempo real de 90 GHz, durante a Expo 2025 da Indústria de Semicondutores da Grande Baía. O equipamento foi desenvolvido de forma independente e marca um avanço no setor de instrumentos eletrônicos de medição de alta precisão, superando restrições tecnológicas impostas por outros países. Os Osciloscópios de última geração são fundamentais para indústrias de semicondutores e comunicações, e o progresso tecnológico depende dos avanços em tecnologias de teste e medição. O novo modelo aumenta em 500% o desempenho dos osciloscópios produzidos no país. Ele integra funções de otimização inteligente e capacidade computacional em nível de servidor, alcançando uma taxa de amostragem de 200 bilhões de amostras por segundo e uma profundidade de memória de 4 bilhões de pontos. Essas especificações permitem registrar e analisar sinais transitórios de chips em escala nanométrica. Além disso, o osciloscópio é o primeiro dispositivo de tela cheia do setor, usando uma tela de 18,5 polegadas para proporcionar uma experiência interativa de "nível de terminal" por meio do toque. Segundo a emissora CCTV, o instrumento deve apoiar o desenvolvimento de tecnologias de comunicação, inteligência artificial e aplicações aeroespaciais de nova geração na China. Fonte: CCTV News

15 de outubro de 2025
China2Brazil
O mercado acionário da China se recuperou em 15 de outubro, após a volatilidade causada pelo anúncio dos Estados Unidos de novas tarifas sobre produtos chineses. O índice SSE Composite de Xangai subiu mais de 1% e voltou a ultrapassar 3.900 pontos. Analistas avaliam que o impacto das tarifas é limitado e não deve alterar a tendência de alta de longo prazo das ações chinesas. Segundo Yuan Fang, analista da SDIC Securities, a economia chinesa mantém fundamentos sólidos e capacidade para absorver o impacto tarifário. Em setembro, as exportações totais da China cresceram 8,3% em relação ao mesmo período de 2023, apesar da queda nas vendas para os EUA . Dados da Administração Geral das Alfândegas mostram que, nos três primeiros trimestres de 2025, o comércio entre a China e os países da Iniciativa Cinturão e Rota atingiu RMB 17,37 trilhões, alta de 6,2% em um ano. Esse comércio representou 51,7% do total das importações e exportações chinesas. As exportações de produtos eletromecânicos somaram RMB 12,07 trilhões, crescimento de 9,6%, correspondendo a 60,5% do total exportado. Yuan Fang avalia que as tarifas norte-americanas têm efeito restrito sobre as exportações, que continuam impulsionadas pela demanda global e pela competitividade dos produtos chineses. Ele também considera que a tarifa de 100% anunciada pelos EUA para novembro tende a ter impacto limitado. Segundo o analista, o mercado já se mostrou menos sensível após medidas semelhantes em abril deste ano e durante as tensões comerciais de 2018. Além disso, ele observa que o governo Trump costuma usar o anúncio de tarifas elevadas como instrumento de negociação, o que torna incerta a implementação efetiva da nova tarifa. Para Liu Yu, economista-chefe da Huaxi Securities, as tarifas excessivas não se sustentam no longo prazo. Ele lembra que, em abril, após o aumento das tarifas sobre produtos chineses, as importações norte-americanas da China caíram em maio, mas os EUA não conseguiram substituir os fornecedores chineses, o que levou a novas negociações comerciais. Liu aponta que, caso as novas tarifas sejam aplicadas, elas podem gerar impasses no comércio bilateral e afetar a temporada de compras de Natal nos EUA. Para ele, o anúncio atual funciona mais como uma tática de pressão, com efeito menor sobre a Bolsa chinesa do que o observado em abril. Fang Yi, analista da Guotai Haitong Securities, afirma que o mercado teme uma repetição do cenário de abril, mas o contexto atual é mais estável. Ele ressalta que o sentimento dos investidores melhorou e que, diante de riscos externos, o foco deve estar nas expectativas de longo prazo. Fang vê os choques tarifários como fatores de curto prazo e acredita que as quedas recentes podem representar oportunidades de compra, apoiadas na transformação estrutural da economia chinesa e na crescente busca por ativos de qualidade. Li Qiusuo, analista da China International Capital Corporation (CICC), destaca que a reestruturação da ordem monetária global e a menor atratividade dos ativos em dólar fortalecem o renminbi (RMB). Ele acrescenta que o desempenho do setor de tecnologia e a avaliação equilibrada do mercado acionário sustentam a atual tendência de alta. Com a aproximação da divulgação da 15ª Estratégia Quinquenal, Li projeta continuidade na valorização dos ativos chineses. Fonte: China news