
14 de outubro de 2025
China2Brazil
Os Estados Unidos estão planejando a ampliação de seu estoque estratégico nacional de minerais essenciais, após a China impor restrições à exportação de matérias-primas. O Pentágono planeja adquirir até US$1 bilhão (cerca de RMB 7,14 bilhões) em minerais críticos como parte de sua reserva estratégica, segundo relatório do Financial Times publicado em 12 de outubro. O movimento ocorre após o Ministério do Comércio da China anunciar, em 9 de outubro, controles de exportação sobre terras raras, tecnologias associadas, equipamentos e baterias de lítio , além de cinco tipos de terras raras médias e pesadas. A medida responde às restrições dos EUA sobre produtos chineses e exportações de equipamentos semicondutores. Documentos da Agência de Logística de Defesa (DLA) mostram que o governo planeja comprar até US$ 500 milhões em cobalto e US$ 245 milhões em antimônio da American Antimony, US$ 100 milhões em tântalo de empresa nacional não divulgada e US$ 45 milhões em escândio da Rio Tinto e da APL Engineered Materials, com sede em Illinois e escritórios no Japão e na China. A DLA também busca fornecedores de terras raras, tungstênio, bismuto e índio. Atualmente, a DLA mantém estoques de dezenas de ligas, metais, minérios e elementos de terras raras em armazéns nos EUA. Em 2023, os ativos foram estimados em US$1,3 bilhão. Esses materiais só podem ser liberados em caso de guerra ou quando o Subsecretário de Defesa para Aquisição e Sustentação considerar essencial para a defesa nacional. Os minerais críticos são prioridade de segurança nacional, pois quase todos os sistemas de armas e tecnologias como radares e sistemas de detecção de mísseis dependem deles. A administração Trump intensificou os esforços de estocagem, incluindo metais que não faziam parte do estoque estratégico anteriormente. Barna, advogado da Covington & Burling LLP, alertou que a redução do fornecimento desses minerais pela China impactaria diretamente a capacidade tecnológica dos EUA em competição ou conflito estratégico. O Big, Beautiful Act, promovido por Trump , prevê US$7,5 bilhões para minerais essenciais, sendo US$2 bilhões destinados ao fortalecimento das reservas de defesa nacional. O Pentágono pretende aplicar o total até o final de 2026 ou início de 2027. Segundo um ex-oficial da defesa, com a aprovação do projeto, departamentos responsáveis pela segurança das cadeias de suprimento de minerais essenciais agora estão “bem financiados”. Analistas indicam que as reservas estratégicas podem suprir demandas de curto prazo, mas o consumo anual de minerais essenciais pela indústria militar é alto. Em caso de restrições prolongadas, o estoque não garante abastecimento contínuo. Fonte: The Paper

14 de outubro de 2025
China2Brazil
A agricultura enfrenta pressões crescentes devido a mudanças climáticas extremas, conflitos geopolíticos e volatilidade do mercado global. Em 13 de outubro, na Conferência Mundial de Inovação em Ciência e Tecnologia Agrícola, realizada em Pequim, quase 800 cientistas, empreendedores e representantes de mais de 90 países discutiram estratégias para tornar o fornecimento de alimentos mais seguro , estável e resiliente. Martien van Nieuwkoop, Diretor de Desenvolvimento Agrícola da Fundação Gates, destacou que a China transformou seu setor agrícola em pouco mais de 40 anos. “A China utiliza menos de 10% das terras aráveis do mundo para alimentar quase 20% da população global. Essa transformação resultou em inovação, investimento e políticas públicas”, afirmou. Segundo ele, a experiência chinesa oferece insights para países que buscam segurança alimentar e prosperidade compartilhada. Inovações tecnológicas em destaque No Quênia, o milho híbrido resistente à seca apresenta resultados promissores. No arroz, a apomixia sintética, conhecida como arroz híbrido autorreplicante, permite que sementes sejam reaproveitadas por gerações, mantendo altos rendimentos. Van Nieuwkoop informou que a Fundação Gates desenvolve ensaios em parceria com a Academia Chinesa de Ciências Agrícolas (CAAS), o CGIAR e o Centro de Arroz da África Ocidental. Resultados definitivos devem surgir nos próximos anos. Em novembro, a COP30, em Belém (Brasil) , apresentará uma “Vitrine de Inovação” com tecnologias como uma nova variedade de arroz desenvolvida pela CAAS e instituições chinesas. O plantio desta variedade pode reduzir em 50% o consumo de água para irrigação, em 30% o uso de fertilizantes químicos e pesticidas e em mais de 90% as emissões de metano. Na Nigéria, agricultores da Fazenda Wala colhem resultados do programa Green Super Rice, aplicado em parceria China-África. Cooperação China-África e cocriação tecnológica Segundo a Dra. Sandra Milach, cientista-chefe do CGIAR, a China e a África compartilham a base de pequenos agricultores. Tecnologias adaptadas a essa realidade, como pequenas máquinas e drones de pulverização, têm alto potencial. Apesar de possuir a maior área de terra arável, a África apresenta produtividade agrícola baixa e importa anualmente US$6 bilhões em arroz e US$5 bilhões em trigo e milho. A cooperação tecnológica poderia dobrar a produtividade, aumentar a autossuficiência alimentar e reduzir a necessidade de expansão de terras. Van Nieuwkoop ressaltou que a chave é a “cocriação”: adaptar soluções chinesas às condições africanas, em vez de simplesmente replicá-las. O exemplo do Super Arroz Verde demonstra a importância da pesquisa local, do manejo adequado de fertilizantes e do fortalecimento da cadeia de suprimentos. Agricultura e mudanças climáticas A Revolução Verde, entre 1940 e 1970, aumentou a produção agrícola global por meio de variedades de alto rendimento, irrigação expandida e fertilizantes químicos. Hoje, o desafio são as mudanças climáticas. O relatório anual da Organização Meteorológica Mundial projeta 2024 como o ano mais quente desde a era pré-industrial, com temperaturas globais quase 1,5°C acima dos níveis pré-industriais. Na África Ocidental, o projeto “Vales Inteligentes Resilientes ao Clima” da AfricaRice reduziu custos de irrigação de US$1.500 para US$500 por hectare, beneficiando cerca de 320 a 400 pequenos agricultores por vale de 200 hectares. Van Nieuwkoop acrescentou que, embora a agricultura seja responsável por um terço das emissões de gases de efeito estufa, apenas US$24 bilhões dos US$600 bilhões anuais de financiamento climático global vão para o setor, uma lacuna significativa. “A inovação é essencial para aumentar a produtividade, elevar a renda e reduzir a pobreza, mesmo diante das mudanças climáticas”, concluiu Van Nieuwkoop. Fonte: The Paper

14 de outubro de 2025
China2Brazil
A China construiu a maior rede de recarga de veículos elétricos do mundo, com dois pontos de recarga para cada cinco carros. O avanço integra o movimento de criação do mercado elétrico unificado nacional, que visa melhorar o fluxo de recursos elétricos e incentivar o uso de energia renovável. Na vila Meilin, em Hangzhou, Zhejiang, a estação de recarga da State Grid passou de quatro para 16 pontos desde 2021. A instalação combina painéis solares , armazenamento de energia e recarga, permitindo que motoristas usem eletricidade gerada localmente. A adição de recarga rápida e ultrarrápida reduziu o tempo médio de recarga pela metade. Entre 11h e 13h, o horário de pico de recarga, moradores e trabalhadores locais aproveitam os pontos disponíveis. Desde 2021, o número de estações em vilarejos de Hangzhou aumentou significativamente, incluindo políticas específicas de instalação rural implementadas em 2023. A rede urbana cobre toda a cidade com raio de serviço de 0,9 km entre pontos, enquanto as rodovias contam com recarga ultrarrápida. Estações em 191 vilarejos conectam regiões periféricas, e shoppings, hotéis e áreas de serviço de rodovias possuem pontos de recarga. Zhu Tieming, responsável pelo projeto rural da State Grid Hangzhou, afirma que o objetivo é formar um “círculo de recarga” de cinco minutos em áreas urbanas e 15 minutos em áreas rurais, integrando energia solar, recarga e armazenamento. O aumento de pontos de recarga impulsiona viagens interprovinciais. Atualmente, o país possui mais de 300 mil estações públicas de recarga, um crescimento de 303% em relação a 2021, superando os 110 mil postos de combustível tradicionais. A Grande Baía Guangdong–Hong Kong–Macau adota veículos de nova energia como “fontes móveis de energia” por meio da interação veículo-rede. O sistema de interação veículo-rede responde a sinais de demanda da rede durante picos, permitindo que motoristas devolvam eletricidade e recebam remuneração. Bi Yingzhi, gerente de operação de recarga da Southern Power Grid Industry Development Group, afirma que apenas em uma estação foram descarregados 8.200 kWh, equivalentes ao consumo diário de 1.025 residências. Durante picos de geração eólica e fotovoltaica, a rede orienta o carregamento simultâneo, promovendo eficiência e economia média de 15% no custo de recarga, segundo Li Jiangnan, gerente do Centro de Gerenciamento de Usinas Virtuais de Shenzhen. Liu Yongdong, vice-secretário-geral da Federação Chinesa de Empresas de Energia Elétrica, afirma que o sistema atende a uma grande variedade de modelos e cobre a maior área do mundo. O projeto piloto de interação veículo-rede visa que 60% da recarga ocorra nos horários de menor demanda, integrando veículos de nova energia, renováveis e o novo sistema elétrico. Estima-se que até o final de 2025 a China terá cerca de 45 milhões de veículos de nova energia. A participação destes veículos no mercado elétrico permitirá aos motoristas atuarem como consumidores e fornecedores de energia, formando o maior “supermercado de eletricidade” do mundo. Atualmente, dois terços da eletricidade consumida são transacionados pelo mercado. A operação entre diferentes áreas de redes elétricas já é rotina, e o número de entidades registradas no mercado atingiu 970 mil, cinco vezes mais que em 2020. O fluxo de recursos elétricos mais livre e eficiente dará suporte ao “15º Plano Quinquenal” e ao fortalecimento da China como potência em energia. Fonte: sina.com.cn

14 de outubro de 2025
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A China deve alcançar um Produto Interno Bruto (PIB) de cerca de 140 trilhões de yuans em 2025, segundo a Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma. Este marco coincide com o último ano do 14º Plano Quinquenal e o início do planejamento do 15º Plano. Desde o início do 14º Plano, o PIB do país avançou de 110 trilhões para 130 trilhões de yuans. Atualmente, a China representa aproximadamente 17% da economia mundial e contribui com cerca de 30% do crescimento global . Entre 2021 e 2025, o crescimento econômico acumulado da China deve superar 3,5 trilhões de yuans, superando o PIB total do terceiro maior país do mundo. No período, a China ampliou sua presença internacional. O acesso sem visto passou a incluir 47 países, enquanto o turismo e o consumo de produtos chineses atraíram atenção global. O setor energético registrou mudanças significativas. Um terço da eletricidade consumida é proveniente de fontes limpas, e a produção e vendas de veículos de nova energia lideram o mundo há dez anos consecutivos. O mercado de trabalho e os serviços públicos também registraram avanços. Mais de 12 milhões de novos empregos urbanos são criados anualmente, e 560 milhões de pessoas se beneficiam do pagamento direto de despesas médicas entre províncias. Esses resultados refletem a aplicação da nova filosofia de desenvolvimento, baseada em inovação, coordenação, sustentabilidade, abertura e compartilhamento. O Fundo Monetário Internacional (FMI) observa que a economia chinesa migra para um modelo de crescimento mais equilibrado e sustentável. Durante os primeiros quatro anos do 14º Plano, a demanda interna respondeu, em média, por mais de 86% do crescimento econômico. Novos formatos e modelos de consumo fortaleceram o mercado interno, enquanto a abertura de portos e a redução da lista negativa ampliaram o comércio internacional. Fonte: gmw.cn

14 de outubro de 2025
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Em 14 de outubro, o porta-voz do Ministério do Comércio da China (MOFCOM) criticou as novas tarifas e restrições impostas pelos Estados Unidos a produtos chineses. Segundo ele, “os EUA não podem propor negociações e, ao mesmo tempo, recorrer a ameaças ou medidas coercitivas — esse não é o modo correto de lidar com a China”. Pequim pediu que Washington corrija suas ações, demonstre sinceridade e colabore para um diálogo construtivo. Em resposta a uma pergunta sobre alegações de que a China teria adiado uma conversa telefônica solicitada pelos EUA após o anúncio de controles de exportação sobre terras raras, o MOFCOM afirmou que “tomou nota da situação” e reiterou sua posição. O porta-voz destacou que as medidas de controle seguem a legislação chinesa e têm como objetivo aperfeiçoar o sistema nacional de exportações. De acordo com o ministério, as restrições não configuram uma proibição. Pedidos que atendam aos requisitos continuarão a ser aprovados, com o objetivo de manter a estabilidade das cadeias globais de produção e fornecimento. Pequim informou que notificou Washington sobre as medidas antes de sua implementação, por meio do mecanismo bilateral de diálogo sobre controle de exportações . O governo chinês acusou os Estados Unidos de ampliar de forma abusiva o conceito de “segurança nacional” e de aplicar controles de exportação de maneira discriminatória. Desde a reunião econômico-comercial entre os dois países, realizada em Madri, os EUA anunciaram novas restrições que, segundo Pequim, prejudicam os interesses chineses e o ambiente das negociações bilaterais. Fonte: gmw.cn

13 de outubro de 2025
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"Algumas grandes potências obcecadas pela supremacia do poder mantêm uma mentalidade da Guerra Fria, aplicam a lei da selva, interferem nos assuntos internos de outros países e incitam guerras comerciais e tarifárias", afirmou o embaixador da China no Brasil, Zhu Qingqiao, nesta segunda-feira (13), em evento realizado pelo Conselho Empresarial Brasil-China (CEBC), em São Paulo, que reuniu representantes de empresas chinesas e brasileiras. A fala vai ao encontro da forma e do tom que autoridades chinesas têm adotado em seus discursos diplomáticos, com mais clareza e assertividade, e ocorre no contexto em que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou uma taxação de 100% sobre produtos chineses, em resposta à nova restrição de exportação de terras raras pela China anunciada por Xi Jinping. O principal representante do governo chinês no Brasil também refletiu sobre aspectos do multilateralismo e sobre dilemas contemporâneos, como desenvolvimento ou retrocesso, união ou divisão, diálogo ou confronto, cooperação global ou jogo de soma zero. Ele afirmou que o desenvolvimento e o progresso mundial enfrentam “ventos contrários e correntes adversas”. "A China permanece fortemente do lado certo da história e opõe-se resolutamente às práticas de hegemonismo, intimidação e tendências de desglobalização. (A China) é sempre defensora do multilateralismo", afimou. Durante o evento, foram discutidos temas para cooperação como inovação, cadeias produtivas, setor financeiro e sustentabilidade, além dos desafios geopolíticos e a dinâmica geoeconômica atual. "Temos um cenário de tensões na área econômica internacional que afeta irreversivelmente cadeias de valor em todo o mundo, e é nesse contexto que a parceria estratégica entre o Brasil e China torna-se ainda mais relevante.", disse o presidente o CEBC, Luiz Augusto de Castro Neves. O palestrante convidado do evento, Henry Huiyao Wang, fundador e presidente do Center for China and Globalization, propôs seis pontos para o fortalecimento das relações entre Brasil e China: aprofundar a cooperação em infraestrutura; ampliar o uso de moedas locais, como o real e o RMB, para reduzir a dependência do dólar; incentivar o desenvolvimento de energia verde; impulsionar a economia digital, com foco em inteligência artificial e robótica; promover a educação; e ampliar a cooperação acadêmica e entre think tanks. "Os dois países compartilham a ideia de que o século 21 não deve ser definido pelo confronto, mas pela cooperação. Dentro do BRICS , do G20, de iniciativas multilaterais e da ONU, Brasil e China têm avançado consistentemente e sido uma voz forte pelo Sul Global."

13 de outubro de 2025
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A China Mobile anunciou um plano para ampliar sua atuação em inteligência artificial (IA) e construir a maior infraestrutura inteligente do país até o fim de 2028. O projeto faz parte da estratégia “AI+”, apresentada durante a Conferência Global de Parceiros da empresa, e prevê o dobro de investimentos no setor e a formação de um ecossistema industrial avaliado em trilhões de yuans. O movimento ocorre após o Conselho de Estado da China divulgar as “Diretrizes para a Implementação Profunda da Ação ‘Inteligência Artificial+’”, que traçam metas nacionais de digitalização em etapas. Até 2027, o país espera que mais de 70% dos dispositivos inteligentes e agentes automatizados estejam em uso. Em 2030, a taxa deve superar 90%, consolidando a economia inteligente como motor de crescimento. Até 2035, a China pretende atingir um estágio de ampla integração da IA na economia e na sociedade. As diretrizes determinam que órgãos públicos e empresas estatais liderem a criação de ambientes de teste e aplicação, reforcem a infraestrutura de computação, algoritmos e dados, e ampliem o treinamento de profissionais especializados. No evento, a China Mobile lançou a Aliança Ecológica “AI+”, que reúne empresas e instituições para acelerar a aplicação prática da IA em larga escala. Segundo o presidente da companhia, Yang Jie, a meta é integrar modelos, dados e capacidade computacional em um ecossistema colaborativo. Ele afirmou que a empresa vai expandir o uso de IA em conjunto com o 5G-A e o futuro 6G, além de aprimorar a integração entre nuvem e computação inteligente. O plano inclui a criação de conjuntos de dados setoriais, o avanço do modelo multimodal “JiuTian”, e o desenvolvimento de modelos específicos para diferentes indústrias. A empresa também pretende ampliar o consumo de serviços inteligentes, por meio da plataforma “Lingxi”, e investir em áreas emergentes como robótica, veículos conectados e dispositivos inteligentes. Entre os novos serviços, estão soluções voltadas à saúde, educação e gestão pública, como o AI Doctor, AI Nanny, AI Teacher e AI Director. A empresa criará ainda um centro unificado de governança de IA, com foco em aplicações para segurança pública, resposta a emergências e serviços administrativos digitais. A China Mobile planeja atingir 100 EFLOPS de capacidade computacional com uma aglomeração de 100 mil GPUs, fortalecendo a infraestrutura nacional. Também pretende disponibilizar “Modelos como Serviço” (MaaS) e formar 15 conjuntos de dados de alta qualidade voltados a setores estratégicos. A companhia abrirá 100 cenários estratégicos de aplicação de IA em áreas como pesquisa, operações, marketing e gestão. A rede autônoma deve evoluir do nível L3 para L4, e o assistente virtual Lingxi deve ultrapassar 200 milhões de usuários, tornando-se a principal interface de serviços inteligentes da empresa. Até 2028, a China Mobile prevê mais de 3.000 projetos “AI+DICT” em setores como indústria, governo e agricultura, além de expandir suas soluções para o mercado internacional. Fonte: TMTPost

13 de outubro de 2025
China2Brazil
O Departamento de Cirurgia Geral do Centro Médico Infantil Nacional e o Centro Médico Infantil de Xangai, ligado à Faculdade de Medicina da Universidade Jiao Tong, realizaram com sucesso uma ressecção robótica transumbilical de cisto do ducto biliar comum por porta única em Doudou (pseudônimo), um bebê de 40 dias. A operação estabeleceu o recorde de menor idade para esse tipo de procedimento na China e no exterior, marcando avanço na cirurgia minimamente invasiva pediátrica. Doudou foi diagnosticado com cisto do ducto biliar comum ainda durante a gravidez da mãe. Após o nascimento, ultrassonografia e colangiopancreatografia por ressonância magnética (CPRM) confirmaram dilatação do ducto biliar extra-hepático e identificaram uma lesão cística de aproximadamente 45 x 38 x 50 mm no hilo hepático. A família procurou o Centro Médico Infantil de Xangai, onde o bebê foi atendido pelo Dr. Yan Zhilong, diretor de Cirurgia Geral. Yan explicou que os cistos de colédoco são malformações congênitas do trato biliar que podem causar icterícia, dor abdominal, pancreatite e até câncer. “Uma vez diagnosticado, o cisto deve ser removido rapidamente. Em bebês pequenos e recém-nascidos, a cirurgia é complexa devido à cavidade abdominal reduzida e à delicadeza de órgãos e vasos sanguíneos”, afirmou. Para evitar a ruptura do cisto em crescimento, a equipe optou por uma ressecção transumbilical assistida por robô, com portal único, combinada com jejunostomia do ducto hepático em Y de Roux. Todos os instrumentos foram inseridos por uma pequena incisão na prega do umbigo. O sistema robótico de produção nacional permitiu visão 3D ampliada em 10 vezes e movimentos precisos do “punho interno”, removendo o cisto e realizando a anastomose em Y de Roux para restabelecer a drenagem biliar. A técnica minimamente invasiva deixou a cicatriz escondida no umbigo, proporcionando recuperação rápida e estética. Doudou recebeu alta oito dias após a cirurgia. Yan destacou que o procedimento demonstra que a cirurgia robótica pode tratar com segurança doenças congênitas complexas em neonatos, oferecendo recuperação menos invasiva para bebês e crianças pequenas. O Centro Médico Infantil de Xangai já concluiu quase 140 cirurgias robóticas de portal único, envolvendo mais de dez tipos de procedimentos. A tecnologia foi expandida para hospitais pediátricos em Pequim, Guangzhou, Fuzhou e Xiamen. O recém-inaugurado “Centro de Demonstração de Inovação em Cirurgia Robótica” oferecerá treinamento padronizado, promovendo a adoção da técnica em todo o país e beneficiando mais crianças. Fonte: The Paper

13 de outubro de 2025
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Em 9 de outubro, a empresa chinesa de tecnologia de hidrogênio Weishi Energy e o Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) anunciaram uma parceria estratégica para desenvolver e testar tecnologias de hidrogênio em veículos pesados no Brasil. O acordo foi oficializado durante a inauguração do novo laboratório de energia de hidrogênio do IPT, o LabH 2. A cooperação prevê pesquisas conjuntas sobre segurança, confiabilidade e viabilidade da energia de hidrogênio aplicada a caminhões pesados. Segundo o acordo, a Weishi Energy, especializada em tecnologia de células de combustível de hidrogênio, unirá esforços com o IPT, que traz capacidade de pesquisa científica, para promover a comercialização dessa tecnologia no setor de transporte pesado brasileiro. Fundado em 1899, o IPT é vinculado à Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação do Estado de São Paulo. O instituto atua em diversas áreas de pesquisa, incluindo energia, materiais e edificações, e desenvolve uma cadeia completa de inovação, da pesquisa básica à verificação experimental. O LabH₂ possui estações de reabastecimento de hidrogênio de 70 MPa e 35 MPa e oferece suporte técnico integral para a parceria. A cerimônia de inauguração atraiu cerca de 1.000 convidados, entre representantes do governo de São Paulo, jornalistas, pesquisadores do IPT e clientes da indústria. Durante o evento, foi apresentado um caminhão pesado movido a hidrogênio, com sistema de energia fornecido pela Weishi Energy. O vice-governador Felício Ramuth testou o veículo e destacou a importância do desenvolvimento de energia limpa no Brasil, afirmando que o governo incentiva pesquisas e aplicações de tecnologias como a do hidrogênio para promover crescimento econômico e sustentabilidade ambiental. A parceria marca um passo estratégico na internacionalização da Weishi Energy e na expansão do uso de caminhões pesados a hidrogênio no Brasil e na América do Sul, contribuindo para a transformação energética global e o avanço do transporte verde . Fonte: Sina

13 de outubro de 2025
China2Brazil
A China tem investido na revitalização cultural das áreas rurais como parte da estratégia nacional de desenvolvimento. O objetivo é fortalecer a economia local e preservar tradições ao integrar novas tecnologias à cultura regional. Nesse processo, a inteligência artificial (IA) se tornou um instrumento importante para registrar, ensinar e divulgar o patrimônio cultural do país. Nos últimos anos, o número de jovens que voltam ao campo para empreender tem crescido. Eles combinam práticas modernas com técnicas tradicionais, criando novos negócios e contribuindo para o fortalecimento cultural das aldeias. O governo incentiva essa tendência por meio de políticas de apoio e investimento em infraestrutura tecnológica. Tecnologia como ferramenta de preservação A digitalização tem mudado a forma como o conhecimento artesanal é preservado e transmitido. Antigamente, técnicas como canto tradicional, escultura e bordado dependiam do aprendizado direto entre mestre e aprendiz. Hoje, sistemas de reconhecimento de voz e captura de movimento permitem registrar variações de tom, ritmo e gestos com precisão milimétrica. Essas informações formam bancos de dados interativos usados por plataformas de ensino digital. Com o auxílio de realidade aumentada (AR) , os aprendizes podem observar, em projeções virtuais, os movimentos das mãos dos mestres, tornando o aprendizado acessível a qualquer distância. Nas aldeias históricas, sensores inteligentes monitoram a umidade e a estabilidade de construções antigas. O sistema emite alertas quando detecta riscos estruturais, o que transforma a manutenção preventiva em parte da rotina de conservação do patrimônio. Inovação e economia cultural A IA também estimula novas formas de criação e consumo cultural. Ferramentas generativas analisam padrões de arte local e reinterpretam esses elementos em design contemporâneo, aplicando-os a produtos como roupas e acessórios. Assim, o artesanato deixa de ser apenas uma herança e se torna um ativo econômico. Projetos de realidade virtual (VR) recriam cenários históricos e experiências imersivas. Em vilas de Guizhou, usuários podem fabricar joias virtuais da etnia Miao; em Jiangnan, navegar digitalmente por canais e ouvir canções folclóricas. Essa interação atrai turistas e cria novas fontes de renda para comunidades locais. Em Sichuan, uma vila de produtores de sal usa AR para mostrar o processo de evaporação da água, transformando o ofício em atração turística. Em Zhejiang, o “chá digital” acompanha cada embalagem com um QR Code que leva a vídeos 3D sobre sua produção. Essas experiências conectam tradição e inovação e inspiram jovens empreendedores a permanecer ou retornar ao campo. Difusão global da cultura rural Plataformas de vídeo e redes sociais ampliam o alcance da cultura rural. Algoritmos de recomendação identificam o interesse do público por danças, culinária e artesanato e promovem conteúdos relacionados. Jovens influenciadores rurais transformam saberes locais em formatos digitais, misturando música moderna, animação e histórias familiares. Ferramentas de tradução baseadas em IA permitem que conteúdos produzidos em dialetos regionais cheguem a públicos internacionais. Canções e vídeos de artesanato são exibidos em várias línguas, mantendo traços originais da expressão local. Essa troca cultural gera empatia global e aproxima diferentes tradições. Fonte: gmw.cn