
21 de outubro de 2025
China2Brazil
O “Festival de Compras do Duplo 11” celebra neste ano seu 17º aniversário com o maior ciclo de sua história. O evento de e-commerce na China começou em 9 de outubro e se estende até 14 de novembro, totalizando 37 dias de promoções, conectando-se ao feriado do Dia Nacional e ao Festival do Meio Outono. Plataformas como JD.com, Tmall, Douyin Shop e RedNote (instagram chinês) simplificaram suas regras de promoção, deslocando o foco da competição por preço para eficiência e experiência do consumidor. O JD.com oferece descontos diretos de até 90% em produtos individuais. O Taobao eliminou a necessidade de combinar itens, aplicando reduções diretas por compra. O Douyin Shop implementou os modos “desconto imediato” e “redução por peça”, enquanto o RedNote estabeleceu reduções mínimas de 15%. Segundo Cao Lei, diretor do Centro de Pesquisa em E-commerce da NetEase, a simplificação reduz custos de aprendizado e execução para os comerciantes e facilita a participação do consumidor. “Quanto mais simples e universal o mecanismo, mais eficiente se torna o evento”, afirmou. A guerra de preços perdeu força. Com a popularização das transmissões ao vivo e dos produtos de baixo custo, a competição pelo menor preço da internet perdeu relevância. Plataformas agora priorizam experiência de compra, qualidade confiável e serviço pós-venda completo para reter consumidores. O varejo instantâneo se tornou um destaque do Duplo 11. A JD.com incluiu o serviço “JD Flash Delivery (Jingdong Miaosong)”, oferecendo descontos de até 50% com entrega rápida. O Taobao anunciou que o Flash Sale permitirá que os usuários escolham entre entrega por correio ou via varejo instantâneo. Dados do Tmall mostram aumentos expressivos no volume de pedidos em 15 de outubro, em relação ao ano anterior: café, 800%; supermercados e lojas de conveniência, 670%; bebidas, 270%; e categorias como 3C, cuidados pessoais, vestuário e bens de departamento, acima de 290%. Zhuang Shuai, fundador da Bailian Consulting, afirma que o varejo instantâneo integra estoques de lojas físicas e e-commerce, reduzindo pressão sobre armazéns centrais e melhorando o desempenho das lojas físicas durante o evento. A inteligência artificial também teve papel central no Duplo 11. Tmall anunciou que será o primeiro festival com implementação completa de IA, atuando em distribuição de tráfego, experiência do consumidor e operações de e-commerce. O JD.com confirmou o uso intensivo de IA, grandes modelos e robôs, para melhorar a experiência de compra, reduzir custos e aumentar a eficiência das marcas e comerciantes. Fonte: China news

20 de outubro de 2025
China2Brazil
Os irmãos Igor e Ivan Biancon, produtores rurais em Sinop (MT), conseguiram transformar áreas improdutivas em solo fértil. Há alguns anos, parte da fazenda havia sido degradada pelo sobrepastoreio. Hoje, os caminhões voltam a circular carregados com algodão, enquanto a soja recém-plantada brota em terras recuperadas. A mudança começou quando os produtores buscaram crédito para ampliar a produção de soja e milho. Em vez de abrir novas áreas, receberam a indicação do projeto REVERTE, criado pela Syngenta, controlada pela chinesa Sinochem, em parceria com a The Nature Conservancy (TNC). O programa propõe recuperar terras degradadas, oferecendo assistência técnica e acesso a financiamento rural sustentável. Lançado em 2019, o REVERTE atua principalmente no Cerrado brasileiro , região afetada pelo desmatamento ilegal e pela pressão por novas áreas agrícolas . O objetivo é aumentar a produtividade sem desmatar, promovendo práticas de manejo sustentável. Os produtores que aderirem ao projeto podem acessar linhas de crédito do Itaú BBA, desde que cumpram critérios sociais e ambientais. Segundo Gabriel Mora, coordenador de sustentabilidade da Syngenta, cada fazenda recebe um plano de recuperação adaptado às condições do solo. No caso dos Biancon, a revitalização combinou o uso de matéria orgânica e fertilizantes químicos. Antes de 2020, a fazenda tinha 14 mil hectares cultiváveis; hoje, alcança 45 mil hectares produtivos, divididos entre soja, feijão e algodão, além de 7 mil cabeças de gado. Para ampliar a adesão ao programa, a Syngenta oferece ferramentas digitais de monitoramento e crédito com prazos de até dez anos. A fazenda JNC, localizada a cerca de 300 quilômetros de Sinop, é atualmente a maior participante do REVERTE, com 90 mil hectares. A propriedade cultiva soja, algodão e milho, utilizando sistemas digitais para controle em tempo real das operações. A densidade e profundidade do plantio são programadas nas semeadoras, e as equipes acompanham o processo por sensores e painéis na sede, com alertas sobre clima, incêndios e produtividade. As áreas da JNC seguem um modelo de rotação entre pastagem e cultivo, que alterna soja e capim para o gado. O método evita o sobrepastoreio e mantém o solo fértil. O acesso ao programa exige o cumprimento do Código Florestal Brasileiro, com preservação da vegetação nativa e proibição de expansão agrícola sobre florestas. O diretor técnico da JNC, Elson Stives, apresentou o projeto de reflorestamento local, que recupera áreas próximas às 46 nascentes da fazenda com espécies nativas do Cerrado e da Amazônia. A ação ajuda a manter o abastecimento de água e a irrigação agrícola. Para a diretora de sustentabilidade da Syngenta, Petra Laux, o REVERTE demonstra que é possível produzir mais alimentos e proteger o meio ambiente. Hoje, o programa reúne 394 fazendas e já restaurou quase 280 mil hectares. O diretor de comunicação da Syngenta, Saswato Das, afirma que o futuro da agricultura depende de equilibrar produção e conservação, construindo uma cadeia mais eficiente e sustentável. Fonte: sina.com.cn

20 de outubro de 2025
China2Brazil
O trem-bala CR450, desenvolvido pela China Railway, está em fase de testes operacionais desde que o protótipo foi apresentado no fim de 2024. O modelo alcançou 453 km/h em operação individual e 896 km/h no cruzamento de dois trens em sentidos opostos, segundo a emissora CCTV. Atualmente, o CR450 é testado na linha de alta velocidade Xangai –Chongqing–Chengdu, com base na estação Yichang Norte. Os testes buscam validar o desempenho técnico do trem antes do início do transporte de passageiros. De acordo com o Instituto de Pesquisa Científica Ferroviária da China , a chamada “avaliação operacional” funciona como um teste de quilometragem. O CR450 deve percorrer 600 mil quilômetros em condições reais antes de receber licença para transportar passageiros. Até agora, todos os indicadores de desempenho foram aprovados, incluindo a meta de velocidade de 450 km/h. Nos testes atuais, o trem parte de Yichang Norte, passa por Jingmen e segue até Hanchuan, percorrendo cerca de 300 quilômetros por trajeto. Conforme as normas da Administração Nacional de Ferrovias, apenas trens licenciados podem levar passageiros durante as avaliações, o que restringe o embarque a profissionais autorizados. O projeto incorpora diversas inovações de engenharia. O nariz do trem mede 15 metros — 2,5 metros a mais que o modelo anterior de 350 km/h —, o que melhora a aerodinâmica e reduz a resistência do ar. O chassi também passou por ajustes: o bogie é coberto, as saias laterais são mais baixas e as rodas ficam quase ocultas. Além disso, o trem é 20 centímetros mais baixo e 50 toneladas mais leve do que os modelos anteriores. Segundo os engenheiros responsáveis, essas mudanças reduziram a resistência aerodinâmica em 22% ao longo dos últimos cinco anos. O resultado é visível no desempenho: o CR450 leva 4 minutos e 40 segundos para atingir 350 km/h, contra 6 minutos e 20 segundos do modelo Fuxing, o que representa uma aceleração 100 segundos mais rápida. Os testes devem continuar até 2026, quando o trem realizará avaliações completas na linha Chengdu–Chongqing, em condições mais próximas da operação comercial. Fonte: CCTV News

20 de outubro de 2025
China2Brazil
Desde o início do 14º Plano Quinquenal, a China intensificou a expansão da energia solar e eólica, transformando desertos e planícies áridas em polos de geração elétrica. Em 2025, o país gera mais de 10 trilhões de kWh por ano, o equivalente a um terço da eletricidade mundial . Atualmente, um terço do consumo elétrico chinês vem de fontes renováveis. Nos desertos, 27 mil espelhos heliostáticos operam em conjunto e produzem energia capaz de substituir 560 mil toneladas de carvão por ano. Nos planaltos, turbinas eólicas de 93 metros produzem energia suficiente, em uma única rotação, para abastecer uma família por dois dias. Ao longo do rio Yangtzé, seis grandes hidrelétricas formam o maior corredor de energia limpa do mundo. Das nove principais bases de energia renovável planejadas no atual plano quinquenal, sete estão localizadas no oeste do país, onde antigas áreas áridas agora abrigam extensas usinas solares e eólicas. Se todos os painéis solares instalados nos últimos cinco anos fossem alinhados, cobririam a área de 530 mil campos de futebol. As novas pás eólicas, se enfileiradas, teriam extensão suficiente para uma viagem de ida e volta entre o extremo leste e o extremo oeste da China. A expansão das linhas de transmissão de ultra-alta tensão (UHV) ampliou a integração energética entre regiões. Desde 2020, foram construídas 19 novas linhas, que aumentaram em 70% o volume de energia limpa transmitida do oeste para o leste, atendendo 20% da demanda elétrica das áreas central e oriental. O país também incluiu, pela primeira vez, o armazenamento de energia de nova geração em um plano quinquenal. Tecnologias de gravidade e ar comprimido passaram a reforçar a rede durante picos de consumo, especialmente no verão. A China possui hoje a maior e mais completa cadeia industrial de energia renovável do mundo. A meta de atingir 20% de participação de fontes não fósseis no consumo total de energia, estabelecida pelo 14º Plano Quinquenal, foi alcançada dentro do prazo. Fonte: CCTV News

17 de outubro de 2025
China2Brazil
A Starbucks está avaliando propostas de cinco empresas interessadas em adquirir seus negócios na China, buscando um parceiro estratégico para atuar em um mercado cada vez mais competitivo. Segundo um porta-voz da companhia, “recebemos forte interesse de vários parceiros de alta qualidade que compartilham nossa confiança no potencial de crescimento de longo prazo da Starbucks na China”. As cinco empresas apresentaram propostas preliminares. A Starbucks estima que a transação supere US$10 bilhões, incluindo royalties da marca, investimentos iniciais dos parceiros e uma participação retida nas operações chinesas. A informação foi divulgada inicialmente pelo Financial Times em Julho. A China é um dos mercados internacionais mais importantes da Starbucks, mas a empresa enfrenta concorrência de redes locais, como a Luckin Coffee , que apostam em preços baixos e conveniência para atrair consumidores jovens. Essa competição levou a Starbucks a acelerar o desenvolvimento digital e a inovação de produtos. Com sede em Seattle, a Starbucks atua na China desde 1999 e conta com mais de 7.700 lojas no país. A empresa define a China como seu “segundo mercado doméstico” e, apesar de manter planos de longo prazo, ajusta sua estratégia para um modelo mais flexível e colaborativo. A entrada de um parceiro estratégico pode oferecer suporte em operações locais, otimizar a cadeia de suprimentos e supervisionar o negócio, ajudando a Starbucks a preservar sua posição no mercado de café chinês. Fonte: fiinance.sina

17 de outubro de 2025
China2Brazil
A Administração Estatal de Regulamentação do Mercado (SAMR) realizou, em 17 de outubro, uma coletiva de imprensa sobre a padronização da reciclagem de baterias elétricas . Segundo estimativas de vida útil, a China está prestes a entrar em uma fase de aposentadoria em larga escala dessas baterias. O mercado doméstico de reciclagem deve ultrapassar 100 bilhões de yuans até 2030. De acordo com dados oficiais, o volume de baterias elétricas recicladas na China deve superar 300 mil toneladas em 2025, equivalente a um mercado de mais de 48 bilhões de yuans. Liu Hongsheng, diretor do Departamento de Padronização e Técnica da SAMR, afirmou que o órgão, em conjunto com o Ministério da Indústria e Tecnologia da Informação e outros departamentos, promoveu o desenvolvimento e a divulgação de padrões nacionais em toda a cadeia de reciclagem e utilização de baterias elétricas. Segundo ele, os padrões fornecem suporte técnico para o crescimento do setor. Até o momento, a China publicou 22 padrões nacionais, abrangendo requisitos gerais, gerenciamento, desmontagem, detecção de energia residual e reciclagem de baterias de íons de lítio e pólvora preta. Esses padrões, segundo a SAMR, impulsionam o desenvolvimento da indústria. Xie Zaichun, vice-diretor do Departamento de Supervisão de Mercado da província de Fujian, destacou que a região, importante base de produção de baterias elétricas, integrou inovação tecnológica e padrões industriais, criando um modelo de demonstração replicável. Empresas privadas também avançam. A Brunp Recycling, subsidiária da CATL, transformou sua tecnologia de reciclagem direcional DRT em padrões avançados, alcançando taxas de recuperação de 99,6% para níquel, cobalto e manganês, e 96,5% para lítio. A empresa prevê processar mais de 120 mil toneladas de baterias usadas até 2024, regenerando 17,1 mil toneladas de sais de lítio. A Quanzhou Qingneng Company planeja processar 237 toneladas de baterias desativadas em 2024, reduzir 238 toneladas de emissões de carbono e gerar 23 milhões de yuans em valor de produção. Liu Hongsheng afirmou que o próximo passo será acelerar a construção de um sistema padrão para reciclagem de baterias, incluindo design verde, detecção de energia residual, descarregamento, armazenamento e circulação direcionada, fortalecendo o papel dos padrões na orientação do setor. Fonte: news.cn

17 de outubro de 2025
China2Brazil
A Jiangsu Alpha Optic-electric Technology (Alpha Optic-electric), na província de Jiangsu, converte barras de vidro de mais de 200 quilos em fibras ópticas de 125 micrômetros, mais finas que um fio de cabelo humano, por meio de centenas de etapas de produção, operadas por pouco mais de dez funcionários. A produção diária é suficiente para dar mais de quatro voltas ao redor da Terra . A fibra óptica, base das redes de telecomunicações modernas, passa por um processo que exige temperaturas de até 2.200 °C. Fornos de vários andares transformam as barras de vidro em fios finos, enquanto câmeras microscópicas monitoram rachaduras e manchas. O sistema de “cérebro digital” ajusta automaticamente os parâmetros quando detecta defeitos ou alterações no ambiente de produção, segundo Liu Zhenhua, gerente-geral da Alpha Optic-electric. A fábrica ocupa 20 mil metros quadrados e abriga cerca de 400 equipamentos de produção e inspeção, controlados em grande parte pelo centro inteligente de comando da empresa. A manutenção básica exige apenas uma dezena de trabalhadores. Dados de seis etapas principais e oito auxiliares do processo são coletados por mais de 12 mil sensores, gerando mais de 10 mil registros por segundo. “O sistema resume mensalmente essas informações, rastreando causas de anomalias e otimizando a produção”, afirma Ma Jianqiang, gerente-geral da empresa. Desde o início do 14º Plano Quinquenal, a Alpha Optic-electric investiu bilhões de RMB para integrar equipamentos a uma plataforma inteligente de controle e instalou mais de 12 mil sensores. Em 2023, a empresa foi reconhecida como a primeira “fábrica farol” da indústria global de comunicações ópticas e sua plataforma HioT tornou-se a plataforma nacional de Internet Industrial “cross-sector e cross-field”. Em 2025, a Hengtong Optic-Electric, empresa-mãe, entrou na lista das fábricas inteligentes de excelência nacional. O avanço da indústria acompanha políticas públicas. O Programa de Desenvolvimento Inovador da Internet Industrial e as diretrizes de transformação digital alcançaram 12 setores-chave e 14 cenários industriais, promovendo a digitalização de pequenas e médias empresas. Segundo o Ministério da Indústria e Tecnologia da Informação (MIIT), desde o início do plano, a China construiu mais de 35 mil fábricas inteligentes básicas, 7 mil avançadas e 230 de excelência. Em setores estratégicos como aeronaves, veículos elétricos e trens de alta velocidade, o tempo médio de desenvolvimento de fábricas inteligentes caiu quase 30%. O MIIT aponta que o próximo passo inclui o Plano de Desenvolvimento de Integração Digital-Industrial do 15º Plano Quinquenal e o Plano de Ação “IA + Manufatura”, voltados a expandir a inteligência artificial na nova industrialização do país. Fonte: gmw.cn

17 de outubro de 2025
China2Brazil
Os Prêmios de Patente da China 2025 reconheceram 40 invenções e modelos de utilidade durante a 14ª Feira Internacional de Patentes da China, realizada no início desta semana em Dalian, província de Liaoning. Trinta patentes de invenção e modelos de utilidade, junto a dez desenhos industriais, receberam o prêmio de ouro, a mais alta distinção para patentes chinesas. Entre as premiadas, várias se concentram em tecnologias verdes e de baixo carbono. Pesquisadores da China Petrochemical Corporation (Sinopec) receberam o prêmio de ouro por um catalisador de desnitrificação capaz de remover componentes nocivos das emissões das usinas antes de serem liberadas no ar. No estande da empresa, foram apresentadas ainda tecnologias avançadas de combustíveis de hidrogênio. Fabricantes de veículos elétricos também foram reconhecidos, com destaque para a BYD, que conquistou dois prêmios de ouro: um por sua tecnologia de baterias e outro pelo design de automóveis. A empresa, com sede em Shenzhen, informou ter registrado 65 mil pedidos de patente, com média de 45 novos pedidos por dia. Durante a cerimônia, o diretor-geral da Organização Mundial da Propriedade Intelectual (OMPI/WIPO), Daren Tang, elogiou o crescimento da China em setores como veículos elétricos, baterias e energia solar. “Essas soluções serão fundamentais para o mundo fazer a transição para uma economia verde ”, afirmou. O presidente do Escritório Europeu de Patentes (EPO), António Campinos, destacou, em mensagem em vídeo, o aumento de 79% nas solicitações de patentes chinesas na Europa relacionadas a baterias. Ele mencionou também o Prêmio Jovens Inventores, concedido em junho a uma jovem chinesa por um sistema de captura de carbono adaptável. Outras patentes de destaque incluem um catalisador que prolonga a operação de dispositivos de síntese de carvão em óleo, um método ecológico de conversão de óleo vegetal e ligas de titânio-alumínio usadas em espaçonaves e aeronaves. Todas visam aumentar a eficiência no uso de recursos e reduzir o consumo de energia. Empresas menores também apresentaram inovações verdes. A Dalian Talent Group, produtora de velas aromáticas, mostrou uma vela de baixo carbono feita com manteiga de karité africana. O produto, patenteado em 2014, emite apenas 7,9% da poluição de velas comuns e proporciona até 70 horas de fragrância. Além de benefícios ambientais, a iniciativa gerou renda para mulheres na África. Patentes na área de saúde também foram premiadas, incluindo uma vacina chinesa contra o HPV, desenvolvida para prevenir o câncer de colo do útero. Segundo Li Shaowei, professor da Universidade de Xiamen e co-inventor, a vacina é mais acessível que as importadas e já foi autorizada em mais de 20 países. Outras patentes incluem terapias com anticorpos para anemia e câncer e um dispositivo médico para procedimentos cardíacos minimamente invasivos. Desde 1989, os Prêmios de Patente da China são organizados pela Administração Nacional de Propriedade Intelectual da China (CNIPA) e pela OMPI. Este ano, 40 patentes receberam o ouro, 75 receberam a prata e mais de 650 foram premiadas pela excelência, selecionadas entre 2.900 candidatas indicadas por órgãos governamentais, associações industriais e acadêmicos. Fonte: gmw.cn

17 de outubro de 2025
China2Brazil
Segundo a Administração Geral das Alfândegas da China (GACC), as exportações de artigos festivos, bonecas e brinquedos em formato de animais ultrapassaram 50 bilhões de yuans (US$6,9 bilhões) nos primeiros três trimestres de 2025, alcançando mais de 200 países e regiões. Os chamados produtos “guochao”, itens de moda e cultura chinesa, ganharam força no exterior e se tornaram novos vetores de crescimento das exportações. A GACC, afirmou que o sucesso desses produtos reflete a influência da cultura tradicional, a criatividade dos exportadores e a força da manufatura chinesa. Com o avanço das exportações, fabricantes locais ampliam presença internacional e transformam o “chao play”, brinquedos e colecionáveis de design chinês, em um novo fenômeno global. A marca de cartões colecionáveis Kayou anunciou em outubro de 2024 sua estratégia “go global”, com foco inicial no Sudeste Asiático. A empresa abriu lojas temporárias na Malásia e unidades em Hong Kong e Macau, além de firmar parcerias na Europa e nos Estados Unidos. Segundo a Kayou, consumidores ocidentais preferem produtos ligados a esportes, enquanto o público do Sudeste Asiático demonstra maior interesse por personagens de anime, influenciado pelo sucesso do filme chinês Ne Zha. “Nosso objetivo é compartilhar produtos culturais chineses de alta qualidade com consumidores globais”, afirmou um porta-voz da Kayou ao Global Times. A Pop Mart também ampliou suas operações no exterior. A empresa alcança consumidores em mais de 90 países e regiões e, em 2024, sua receita online fora da China cresceu 834%, chegando a 1,46 bilhão de yuans (US$200 milhões). As vendas no site oficial aumentaram 1.246%, e o TikTok tornou-se seu canal de crescimento mais rápido, com avanço superior a 5.700%, segundo a Xinhua. A varejista de estilo de vida MINISO segue o mesmo caminho. No segundo trimestre de 2025, a receita internacional atingiu 1,9 bilhão de yuans (US$260 milhões), alta de 28,6% em relação ao ano anterior. A empresa mantém 3.307 lojas em mais de 100 países e aposta em lojas próprias de grande formato em regiões estratégicas como Gangnam (Seul), Swanston Street (Melbourne) e Bang Kapi (Bangkok). A expansão global das marcas chinesas é sustentada por uma rede logística internacional. A Cainiao, braço logístico do Alibaba, opera armazéns nos Estados Unidos, Europa e Sudeste Asiático. O serviço permite reabastecimento rápido de lojas e entregas em até 72 horas, de acordo com a Xinhua. Para Zhang Yi, CEO do iiMedia Research Institute, os brinquedos chineses evoluíram de simples produtos para IPs culturais com valor simbólico. “Antes, as marcas dependiam de personagens estrangeiros. Hoje, criações originais como a LABUBU combinam estética oriental e contos de fadas nórdicos, expressando confiança cultural”, afirmou Zhang. Ele acrescentou que as empresas estão adaptando suas estratégias a diferentes mercados. “Na América do Norte, o marketing assume formato documental. No Sudeste Asiático, as campanhas se alinham às tradições locais e à sustentabilidade. Essa abordagem local fortalece a conexão com o público”, disse. Segundo a autoridade alfandegária chinesa, fabricantes de brinquedos também incorporam tecnologias como impressão 3D e prototipagem inteligente, o que reduziu o desenvolvimento de novos produtos de 15 para três dias e impulsionou a competitividade tecnológica do setor. Sun Lijuan, dona da Hongsheng Toys em Yiwu, afirmou que brinquedos interativos com funções inteligentes têm alta demanda na América do Sul, Oriente Médio e África. Ela foi uma das primeiras empresárias da cidade a usar inteligência artificial no comércio exterior para atrair clientes, reduzir custos e desenvolver novos produtos. “As empresas chinesas não exportam apenas brinquedos, mas também capacidade de design e expressão cultural”, disse Zhang. Segundo ele, as redes sociais desempenham papel central na expansão global do chao play. “O TikTok permitiu que as marcas interagissem diretamente com o público e ajustassem seus produtos em tempo real. A LABUBU, da Pop Mart, tornou-se uma espécie de ‘moeda social’ entre os jovens, símbolo de identidade e pertencimento.” A fabricante de blind boxes Letsvan relatou ao Global Times que mantém operações em mais de 20 países, incluindo mercados no Sudeste Asiático e na América do Norte. Em junho, lançou a linha WAKUKU em parceria com a MINISO na Tailândia, atraindo forte engajamento local. De acordo com a Associação de Consumidores da China, o consumo emocional é um fator central nas decisões de compra dos jovens, tendência que impulsiona o sucesso global dos brinquedos de grife chineses. Fonte: Global Times

16 de outubro de 2025
China2Brazil
A 138ª Feira de Importação e Exportação da China de 2025, conhecida como Feira de Cantão, começou em 15 de outubro em Guangzhou e seguirá até 4 de novembro, dividida em três fases. A edição de 2025 alcançou recordes históricos com 74,6 mil estandes e mais de 32 mil empresas expositoras, incluindo 3,6 mil estreantes. O evento promove o comércio exterior da China e fortalece novas forças do setor. Esta edição reúne mais de 10 mil empresas com foco em tecnologia, especialização e inovação, incluindo gigantes nacionais em segmentos específicos. Pesquisas prévias indicam que a feira apresentará mais de 1 milhão de novos produtos lançados no último ano, 1,1 milhão de itens com propriedade intelectual p rópria e cerca de 800 mil produtos em estreia mundial. Pela primeira vez, a feira conta com uma área dedicada à medicina inteligente. O espaço reúne 47 empresas que exibem robôs cirúrgicos, dispositivos de monitoramento e tecnologias vestíveis, refletindo os avanços da China no setor médico. A feira mantém a área de robótica de serviços, com 46 empresas mostrando robôs humanoides e quadrúpedes. No Pavilhão D, um robô colaborativo humanoide demonstrou capacidade de andar rapidamente, desviar de obstáculos e executar tarefas precisas em ambientes industriais. Em outro estande, um robô de quatro patas realizou saltos mortais e acenos, atraindo visitantes para fotos e vídeos. A Guangzhou Ligong Industrial, estreante na feira, destacou-se entre os compradores. A representante Lu Qiuying afirmou: “Os compradores internacionais estão otimistas quanto à aplicação de robôs chineses em cenários industriais. A Feira de Cantão é uma excelente vitrine para fortalecer nossa marca e demonstrar o avanço da manufatura inteligente da China.” A veterana Shenzhen Dobot Corp relatou resultados positivos em mercados da Europa, Oriente Médio e América do Norte. A empresa apresentou novos robôs colaborativos inteligentes e pretende expandir sua base de clientes internacionais. A expectativa é que o número de compradores profissionais e grandes empresas internacionais supere a edição anterior. Até 13 de outubro, mais de 240 mil compradores de 218 mercados internacionais se pré-registraram, um aumento de 10% em relação à 137ª feira. Fonte: gmw.cn