
13 de outubro de 2025
China2Brazil
A China ampliou sua presença no mercado internacional de veículos elétricos , transformando o setor em um dos principais motores do comércio exterior. O país passou de exportador emergente a líder global em volume e tecnologia, impulsionando a modernização de sua cadeia automotiva. No Porto de Waigaoqiao, em Xangai, foi implantado um sistema de estacionamento automatizado em vários níveis para organizar os embarques. Assim que os veículos chegam, o sistema os direciona para as vagas designadas. Cerca de 20 mil carros aguardam diariamente para exportação, e os elétricos já representam 60% do total. O estacionamento automatizado recebe, em média, de 500 a 600 veículos por dia. O rio Yangtzé, conhecido como “rota dourada”, tornou-se o principal corredor logístico para exportações automotivas. Em Chongqing, o despachante aduaneiro Xiang Tianyu lembra que a primeira operação de exportação de veículos elétricos ocorreu em 2023. Desde então, o volume de despachos cresce de forma constante, com vários lotes enviados semanalmente. Enquanto os automóveis seguem para o exterior, a cadeia produtiva avança internamente, do leste ao oeste do país. O engenheiro de sistemas eletrônicos Song Zeyuan mudou-se de Xangai para Chongqing em abril, acompanhando a expansão da empresa onde trabalha. Lá, encontrou antigos colegas que também migraram com o avanço da indústria. Segundo reportagem da CCTV, Chongqing concentra mais de 600 fabricantes de autopeças inteligentes e conectadas para veículos elétricos. A cadeia industrial cobre 12 conjuntos principais e 56 tipos de componentes essenciais. Essa integração reduziu custos, acelerou a produção e ampliou a capacidade de inovação das empresas locais. De acordo com Chen Weijie, gerente-geral do centro logístico da Changan Auto, o desempenho global dos veículos elétricos da companhia elevou as vendas internacionais para 405 mil unidades entre janeiro e agosto de 2024, alta de 9,1% sobre o mesmo período do ano anterior. Apenas em Chongqing, as exportações de veículos elétricos alcançaram 115 países e regiões, com crescimento de mais de 11 vezes desde 2021. O avanço dos chamados “três novos produtos”, veículos elétricos, baterias de lítio e células solares, também impulsionou o comércio exterior. As exportações desses itens aumentaram 2,6 vezes nos últimos anos. O número de zonas-piloto voltadas à inovação e comércio chegou a 43, reforçando a integração da China às cadeias globais. Entre 2020 e 2024, o volume total do comércio de bens da China superou US$ 6 trilhões, mantendo o país como o maior exportador mundial pelo oitavo ano consecutivo. Em 2024, o comércio com países da Iniciativa do Cinturão e Rota respondeu por mais de 50% do total, e os produtos de alta tecnologia representaram 18,2% das exportações. Segundo a CCTV, o comércio exterior chinês avança com produtos de maior valor agregado e intensidade tecnológica. Novos modelos de negócios, como o e-commerce transfronteiriço e o formato “bonded+”, aumentam a competitividade e a eficiência logística. Fonte: CCTV

10 de outubro de 2025
China2Brazil
O comércio mundial manteve-se instável em 2025, sob o impacto das tarifas unilaterais impostas pelos Estados Unidos e do aumento das tensões geopolíticas. Mesmo nesse contexto, a estrutura econômica global passa por uma reorganização que vem favorecendo a China e outras economias emergentes da Ásia, segundo veículos internacionais. De acordo com o jornal Le Figaro, citando dados recentes da Organização Mundial do Comércio (OMC) , o desempenho do comércio global superou as previsões. A OMC estima que o crescimento do setor alcance 2,4% neste ano, quase o triplo da projeção feita no meio de 2025. O comércio entre países em desenvolvimento, o chamado “comércio Sul-Sul”, cresceu 8% no primeiro semestre, acima da média global de 6%. A Ásia respondeu pela maior parte dessa expansão e consolidou-se como principal motor das cadeias globais de suprimentos. O relatório destaca ainda que a China manteve ritmo de expansão ao diversificar mercados. As empresas do país compensaram 80% das perdas no mercado norte-americano com exportações para a Ásia, Europa e países do Sul Global. Entre abril e julho, as exportações chinesas para a África aumentaram 34% em relação ao mesmo período de 2024. O comércio agrícola com o Brasil também avançou, e o superávit comercial chinês deve ultrapassar US$1,2 trilhão em 2025, o maior já registrado. Essa reorganização permitiu à China sustentar o volume de exportações e ampliar sua presença econômica entre países emergentes, enquanto o comércio na América do Norte segue em retração. Nos Estados Unidos, o governo tenta conter os efeitos da guerra comercial sobre o setor agrícola. A administração de Donald Trump tem oferecido subsídios aos produtores de soja, um dos segmentos mais afetados pela queda nas exportações. A China, principal compradora da soja americana, reduziu drasticamente suas importações devido às incertezas do mercado. Segundo a Reuters, embora muitos agricultores mantenham apoio político a Trump, o grupo pressiona por medidas concretas para compensar as perdas. O governo prometeu usar parte da arrecadação tarifária para financiar o setor, mas enfrenta limitações legais e orçamentárias, já que os pagamentos diretos não podem ultrapassar US$350 milhões. Além disso, a paralisação do governo federal impede a liberação de novos repasses sem aprovação do Congresso. Em 2018, no primeiro mandato de Trump, o governo destinou mais de US$23 bilhões em ajuda emergencial a fazendeiros afetados pela guerra comercial. O cenário atual, porém, é mais restritivo. Empresários americanos afirmam que as tarifas aumentaram os custos de produção e provocaram demissões. O cervejeiro Justin Turbeest, de Wisconsin, disse à BBC que os preços de insumos subiram 40%, o que o levou a demitir 20 funcionários e encerrar as atividades da sua cervejaria. Ele criticou os subsídios agrícolas, classificando-os como “uma manobra política”. Com a redução das importações chinesas e a migração da demanda para fornecedores como Brasil e Argentina, o setor agropecuário dos Estados Unidos enfrenta queda de preços e aumento nos custos de fertilizantes e equipamentos. A combinação desses fatores pressiona a competitividade e reforça o impacto das tarifas sobre a economia doméstica americana. Fonte: CCTV

10 de outubro de 2025
China2Brazil
A China vai sediar a Cúpula Global das Mulheres em Pequim nos dias 13 e 14 de outubro de 2025. O evento reunirá líderes internacionais, representantes da ONU e organizações civis para discutir políticas de igualdade de gênero, participação econômica feminina e desenvolvimento sustentável. O presidente Xi Jinping irá abrir a cúpula com um discurso sobre o papel das mulheres no progresso social e econômico, reforçando seu discurso de que “sem o progresso das mulheres, não há progresso da humanidade”. A edição de 2025 marca a retomada da liderança chinesa no debate global sobre direitos femininos, dez anos após Xi presidir a cúpula da ONU em Nova York, em 2015. A trajetória da igualdade de gênero na China combina avanços legais e participação social crescente. Entre 1995 e 2024, 189 países implementaram cerca de 1.500 reformas legais em prol da igualdade de gênero. Na China, a Lei de Proteção dos Direitos e Interesses das Mulheres, revisada em 2022, passou a considerar necessidades específicas no planejamento urbano e infraestrutura, incluindo banheiros públicos e salas de amamentação. Exemplos concretos incluem a atuação de Yang Shuting, cadeirante premiada como “Mulher Exemplar de 2025”, que criou cooperativas de geração de renda para mulheres. Internacionalmente, iniciativas como o movimento Cinturão Verde, fundado por Wangari Maathai, beneficiam mulheres em mais de 30 países africanos, promovendo emprego e engajamento ambiental. O desenvolvimento feminino está ligado diretamente ao crescimento econômico. Segundo o Banco Mundial, a equiparação da taxa de emprego entre homens e mulheres poderia aumentar o PIB global em 20%. A eliminação da desigualdade digital de gênero poderia tirar 30 milhões de pessoas da pobreza até 2050 e gerar US$1,5 trilhões à economia mundial. Na China, em 2024, 64,5% das mulheres de 25 a 54 anos participavam da força de trabalho, e a matrícula feminina no ensino superior atingiu 37%. Participação global e direitos humanos Em 2024, o Conselho de Direitos Humanos da ONU aprovou, por consenso, uma resolução proposta pela China reafirmando os princípios da Declaração de Pequim. O documento, copatrocinado por mais de 110 países, reforça o compromisso global com o empoderamento feminino. A ONU Mulheres lançou em 2025 a Agenda de Ação Pequim+30, que propõe fortalecer o multilateralismo e ampliar a cooperação internacional para reduzir desigualdades estruturais. Fonte: gmw.cn

10 de outubro de 2025
China2Brazil
Bonecos de pelúcia que conversam e mudam de expressão, globos interativos que apresentam culturas de diferentes países e robôs capazes de jogar xadrez estão entre os brinquedos que utilizam inteligência artificial (IA). De acordo com o Departamento Provincial de Indústria e Tecnologia da Informação, o segmento “IA + brinquedos” poderá gerar mais de RMB 100 bilhões em valor adicional, elevando o total da indústria acima de RMB 300 bilhões. O governo local prepara um programa de incentivo para integrar IA ao setor, com polos industriais em Dongguan e Shantou. Esses produtos se consolidam como “companheiros inteligentes” e movimentam um mercado em rápida expansão na China. Crescimento impulsionado por tecnologia e novos hábitos “Os brinquedos com IA combinam tecnologia de inteligência artificial com produtos tradicionais”, explica Feng Huiyuan, cofundadora da Huaxun Future Cultural Communication, de Shenzhen. Segundo ela, esses brinquedos utilizam aprendizado profundo, processamento de linguagem natural e computação emocional para interagir com os usuários, criando experiências personalizadas. Dados da JD.com mostram que, no primeiro semestre de 2025, as vendas de brinquedos com IA cresceram seis vezes em relação ao semestre anterior. Na comparação anual, o aumento foi superior a 200%. As crianças continuam sendo o principal público desse mercado. A FoloToy, marca da Shanghai SiliconPear Technology, foca no público de 3 a 12 anos. O cofundador Guo Xinghua afirma que a empresa desenvolveu um modelo próprio de compreensão semântica infantil, capaz de entender expressões e adaptar interações de acordo com o perfil da criança. “A principal vantagem desses brinquedos está no aprendizado personalizado. Eles ajustam o conteúdo e o ritmo conforme a idade e o estado emocional, criando uma experiência mais dinâmica que os métodos educativos tradicionais”, explica. Guo acrescenta que a FoloToy projeta brinquedos em formato de bichos de pelúcia, como pandas e flores, que contam histórias e curiosidades. A proposta é reduzir o tempo de tela e oferecer aprendizado sem exposição prolongada a dispositivos eletrônicos. A Haivivi, marca da QIBUQIBU Technology, também aposta em IA emocional. O porta-voz Zhong Wenjie explica que o brinquedo reconhece emoções e reage a falas negativas com mensagens de conforto ou conselhos. “Quando uma criança relata algo triste, o brinquedo identifica a emoção e responde de forma adequada, o que o torna um companheiro de confiança”, afirma. Expansão para o público adulto O uso da IA em brinquedos não se limita ao público infantil. Cada vez mais empresas desenvolvem produtos voltados a adultos que buscam companhia emocional. A Robopoet Intelligent Technology, de Xangai, lançou em junho o Fuzai, um chaveiro de pelúcia baseado em grandes modelos de IA. Compacto e multimodal, ele se comunica com o usuário e reconhece emoções por meio de voz, expressões e movimentos. Segundo a empresa, o Fuzai ajusta sua personalidade conforme as interações e mantém uma memória de longo prazo que registra hábitos e humor do usuário. A FoloToy também criou uma versão voltada a idosos, capaz de registrar memórias de vida e gerar álbuns com textos e imagens. “O produto atua como um assistente de memória e ajuda na preservação de histórias pessoais”, diz Guo. Para Zhong Wenjie, o mercado voltado a adultos ainda tem potencial de expansão. “As próximas gerações de brinquedos poderão interpretar emoções complexas, adaptar conversas a interesses específicos e até auxiliar no aprendizado e desenvolvimento profissional”, avalia. Indústria de brinquedos da China passa por transformação O avanço dos brinquedos com IA impulsiona a transformação da indústria de brinquedos na China. A província de Guangdong, principal polo de produção e exportação do país, registrou em 2024 faturamento de RMB 76,6 bilhões, com exportações de RMB 105,3 bilhões, o equivalente a 37% do total nacional. A Dajiang Xinlong Technology, de Dongguan, aumentou a produção para cerca de 200 mil unidades mensais. “Cada módulo de interação e sensor passa por testes funcionais rigorosos antes da entrega”, informa um representante da empresa. Já a Shenzhen Raisound Technology desenvolveu um módulo universal de IA aplicável a brinquedos de pelúcia, plásticos e caixas de som inteligentes. “O modelo padronizado facilita a integração e reduz custos, permitindo atualizações rápidas”, explica o porta-voz. Para Guo Xinghua, o avanço do setor exigirá domínio completo de pesquisa e desenvolvimento em hardware, software e design. “A integração dessas competências reduz o tempo entre o conceito e o lançamento, fortalecendo a competitividade das empresas”, afirma. Segundo Zhong Wenjie, o modelo de negócios também está mudando. “Antes, o lucro vinha da venda do produto. Agora, o valor está na oferta contínua de conteúdo e serviços, o que aumenta o engajamento e prolonga a relação entre marca e consumidor”, conclui. Fonte: gmw.cn

9 de outubro de 2025
China2Brazil
A marca chinesa de eletrônicos de consumo TCL anunciou uma parceria com a FURIA, clubes de esportes eletrônicos e entretenimento. A colaboração tem como foco promover a linha de monitores gamers e televisores da TCL, desenvolvidos para oferecer alto desempenho e recursos voltados a quem busca a melhor experiência ao jogar. Esta será a primeira vez que a empresa traz ao Brasil sua linha de monitores QD-Mini LED, tecnologia que antes estava presente apenas na linha premium de televisores maiores de 85”. “A parceria com a FURIA reforça nosso compromisso com o entretenimento, a inovação e com os gamers brasileiros. O mercado de fãs de jogos é extremamente importante para a TCL, pois é um público em constante crescimento, exigente e que sabe reconhecer e valorizar toda a tecnologia que faz parte dos produtos da empresa”, destaca Dale Chen, Diretor de Marketing da TCL para a América Latina. “Unir uma marca que busca se comunicar e estar próxima do público jovem, como a TCL, à FURIA, que já trabalha diretamente com essa comunidade, é uma combinação ideal. Ter a TCL como parceira representa a consolidação do nosso trabalho de fortalecimento da marca”, afirmou Pedro Lopes, Head de Marketing da FURIA. TCL e FURIA na BGS FURIA e TCL também estarão juntas na maior feira de games da América Latina, a Brasil Game Show (BGS), realizada de 9 a 12 de outubro, em São Paulo. O estande da TCL será um ponto de encontro da comunidade de esportes eletrônicos no evento. O local terá uma programação variada ao longo dos quatro dias de evento, que inclui palco com atrações especiais, ativações interativas com fãs, sessões de meet & greet, além da venda de produtos exclusivos.

9 de outubro de 2025
China2Brazil
A China desenvolveu uma bateria flexível capaz de dobrar 20 mil vezes, um avanço nas baterias de estado sólido de íon-lítio, segundo informações divulgadas pelo portal Chinanews. O feito evidencia a transformação estrutural da indústria chinesa, que migra do foco na manufatura em larga escala para a inovação tecnológica. Durante décadas, o rótulo “Made in China” representou produtos de baixo custo produzidos em larga escala. A força de trabalho massiva e a vantagem em custos permitiram que o país ocupasse, por 15 anos consecutivos, o primeiro lugar global em valor agregado da manufatura. Hoje, a China aposta no conhecimento e na capacidade de inovação dos profissionais de ciência e tecnologia. A transição do “dividendo populacional” para o “dividendo de talentos” concentra-se especialmente nos engenheiros e pesquisadores, considerados a força motriz para transformar o país de “fábrica do mundo” em “fábrica de cérebros do mundo”. O país construiu um sistema abrangente de formação e inovação em engenharia e ciência. Em 2010, o Ministério da Educação lançou o Programa de Formação de Engenheiros de Excelência, criando uma estrutura institucional para desenvolver talentos qualificados. Atualmente, a China mantém a maior força de trabalho em P&D do mundo e forma mais de 5 milhões de graduados por ano em áreas STEM (ciência, tecnologia, engenharia e matemática). Além disso, lidera a formação de pesquisadores de elite em inteligência artificial, segundo dados de think tanks internacionais. O investimento em ciência e tecnologia sustenta os resultados. Em 2024, o total investido em P&D ultrapassou RMB 3,6 trilhões. O país lidera há cinco anos consecutivos publicações científicas de alto nível e pedidos internacionais de patentes. Em 2025, entrou pela primeira vez no top 10 do Índice Global de Inovação, mantendo a liderança entre economias de renda média e abrigando o maior número de aglomerações de inovação entre as 100 principais do mundo. O conhecimento científico também impulsiona a indústria. A China possui 41 categorias industriais principais, 207 intermediárias e 666 subcategorias, abrangendo todas as categorias industriais reconhecidas pela ONU. Essa estrutura permite que engenheiros apliquem tecnologias em setores tradicionais, elevando automação e sustentabilidade, e desenvolvam indústrias emergentes como inteligência artificial, robótica e biotecnologia. Ao contrário da força física, que diminui com o tempo, o trabalho intelectual se valoriza com a experiência, alimentando a inovação científica e a atualização industrial. O país atrai empresas multinacionais para cooperação tecnológica em áreas como veículos elétricos, baterias e energia solar, consolidando o princípio de “tecnologia chinesa, benefício global”. A transformação da China de “fábrica do mundo” para “fábrica de cérebros do mundo” representa uma revolução industrial baseada em conhecimento e inovação. O país passa a oferecer não apenas produtos de baixo custo, mas tecnologias avançadas, bens de alto valor agregado e contribuições significativas para o progresso científico global. Fonte: china news

9 de outubro de 2025
China2Brazil
O turismo industrial e científico tem atraído cada vez mais jovens na China. Desde abril de 2024, a fábrica de automóveis da Xiaomi registrou mais de 150 mil inscrições para visitas, com média de 10 mil visitantes por mês. Durante o feriado do Ano-Novo Chinês, o Museu da Cerveja Tsingtao recebeu mais de 40 mil pessoas, arrecadando RMB 4 milhões com ingressos e consumo de produtos especiais. A empresa de robótica Unitree, em Hangzhou, cobrava RMB 3.000 por ingresso, mas o acesso permaneceu limitado devido à alta demanda. Dados da Ctrip sobre o feriado nacional de 2025 mostram que visitas a fábricas de alta tecnologia e grandes indústrias representaram mais de 20% do interesse total. Entre os destinos mais procurados estão a Fábrica Nuclear 816 (Chongqing), a Geely e a Fábrica de Foguetes de Jiaxing. Na fábrica de automóveis da Xiaomi, robôs montam carrocerias enquanto veículos autônomos transportam peças. A montagem do carro SU7 no centro do pavilhão concentra a atenção dos visitantes. Shi Xiaomin, responsável pelo projeto de turismo industrial da Xiaomi, afirma que o objetivo é unir conhecimento técnico à experiência prática. Durante as férias de verão, mais de mil jovens acompanharam a montagem de trens de alta velocidade na CRRC, em Changchun. O turismo industrial também se expande para fábricas alimentícias. No parque Luobawang, em Liuzhou, visitantes acompanham a produção automatizada do macarrão de arroz com caracóis e podem preparar e degustar o prato. Em Nanjing, crianças simulam a produção de leite; em Qingdao, o Museu da Cerveja oferece tours noturnos; em Baoshan, turistas observam todo o processo do café, do grão à xícara. Segundo Zhang Hui, diretor do Instituto de Turismo Moderno da Universidade de Transporte de Pequim, o setor atende à demanda da nova geração por experiências autênticas e personalizadas. O setor ainda enfrenta desafios. Segundo Zeng Bowei, diretor do Centro de Pesquisa em Economia e Política do Turismo da Universidade de Pequim, o turismo industrial precisa evoluir de atrações isoladas para um modelo sustentável. Atualmente, representa entre 10% e 15% da receita global, mas na China ainda não chega a 5%. O governo tem incentivado o setor desde 2016, com planos para criar 1.000 pontos de demonstração nacional até 2025. Em 2021, políticas ampliadas estimularam o aproveitamento de locais de produção e patrimônios industriais para turismo temático. Até 2024, a China registrou 122 bases nacionais de turismo industrial e 232 patrimônios industriais, promovendo visitas interativas. O Relatório de Pesquisa Profunda do Setor de Turismo Industrial na China (2023–2028) projeta que o mercado poderá superar RMB 100 bilhões até 2030. Zeng afirma que o desenvolvimento sustentável depende de experiências imersivas e narrativas que conectem história industrial à vida cotidiana, transformando fábricas em “territórios de valor cultural e simbólico”. Fonte: gmw.cn

9 de outubro de 2025
China2Brazil
A Associação Nacional dos Exportadores de Cereais do Brasil (Anec) divulgou, em 8 de outubro, que entre janeiro e outubro de 2025 o país deve exportar 102,2 milhões de toneladas de soja, superando o recorde anterior registrado em 2023. Para todo o ano, a entidade projeta 110 milhões de toneladas exportadas. Segundo a Anec, a China mantém posição de principal destino da soja brasileira, absorvendo 79,9% das exportações até outubro. Em setembro, o país asiático importou 6,5 milhões de toneladas, equivalente a 93% do total enviado pelo Brasil naquele mês. A participação chinesa no mercado brasileiro de soja aumentou nos últimos anos, em parte devido à redução de compras dos Estados Unidos após a imposição de tarifas em 2025 . Além da soja, as exportações de milho também apresentam crescimento. Em outubro de 2025, a Anec estima que o Brasil exporte 6,06 milhões de toneladas de milho, alta de 6,8% em relação ao mesmo mês de 2024. Com isso, o total anual pode chegar a 30 milhões de toneladas, consolidando o país como segundo maior exportador global da commodity, atrás apenas dos Estados Unidos. Fonte: sina.com.cn

9 de outubro de 2025
China2Brazil
Em 9 de outubro, o Ministério do Comércio da China publicou dois documentos que reforçam o controle sobre a exportação de terras raras e tecnologias associadas: o “Anúncio sobre a Implementação de Controles de Exportação de Itens de Terras Raras Relevantes no Exterior” e o “Anúncio sobre a Implementação de Controles de Exportação de Tecnologias Relacionadas a Terras Raras”. As medidas ampliam o alcance das normas de exportação e detalham o processo de licenciamento, em resposta a práticas de evasão identificadas em empresas estrangeiras e domésticas. O primeiro anúncio define que, a partir de 1º de dezembro, produtos fabricados fora da China que contenham ao menos 0,1% de componentes de terras raras chinesas, ou utilizem tecnologias chinesas associadas, estarão sujeitos a controle. A regra aplica o Artigo 49 do Regulamento sobre Controle de Exportação de Itens de Dupla Utilização, sendo a primeira vez que o país adota parâmetros semelhantes aos de “proporção mínima” e “produto direto”, comuns em legislações internacionais. O objetivo é alinhar o sistema chinês de controle às práticas globais e reduzir brechas usadas para contornar restrições. As empresas que atuam com terras raras precisarão integrar a gestão de conformidade em todas as etapas da produção, desde pesquisa e desenvolvimento até vendas. Embora o regulamento tenha semelhanças em modelos como o norte-americano Export Administration Regulations (EAR), sua aplicação será gradual e restrita a categorias específicas. O segundo ponto dos anúncios define critérios de aprovação de licenças. Pedidos que envolvam entidades em listas de controle ou vigilância, ou com destinação militar, não serão autorizados. Já os relacionados a setores de semicondutores e inteligência artificial serão avaliados caso a caso, conforme o uso declarado e o destino final. Essa diretriz sinaliza que a China pretende manter o comércio de tecnologias sensíveis sob controle, mas sem paralisar atividades civis estratégicas. O novo mecanismo de conformidade obriga exportadores de terras raras a emitir um “Aviso de Conformidade” para importadores e usuários finais, padronizado em modelo oficial. A medida visa garantir rastreabilidade e fortalecer o controle colaborativo na cadeia de suprimentos. Importadores também passam a ter o direito de exigir o documento de seus fornecedores. O Anúncio Técnico complementa o arcabouço regulatório ao impor restrições adicionais a cidadãos e empresas chinesas que participem de atividades relacionadas a terras raras no exterior, como mineração, fundição e reciclagem. A norma se apoia no Artigo 12 da Lei de Controle de Exportação e busca evitar a transferência indevida de tecnologia nacional. Situações recentes de roubo de conhecimento técnico motivaram o reforço da supervisão. Além disso, o governo isentou do controle três categorias de tecnologia: as já em domínio público, as ligadas à pesquisa científica básica e as necessárias para pedidos de patentes. A divulgação posterior de tecnologias não públicas, contudo, dependerá de aprovação prévia. A medida segue padrões da União Europeia e de outros países industrializados, ao excluir informações amplamente acessíveis e concentrar o controle em tecnologias estratégicas. As novas regras indicam um movimento de refinamento do sistema chinês de controle de exportações, em linha com práticas internacionais. À medida que o país amplia sua capacidade tecnológica e industrial, o escopo de aplicação deve se expandir, fortalecendo o monitoramento de setores considerados sensíveis para a segurança nacional e a competitividade global. Fonte: Yicai

8 de outubro de 2025
China2Brazil
[Notícia atualizada em 09 de outubro de 2025, às 12:45] Multinacionais chinesas estão com mais de 30 vagas vagas abertas em diferentes áreas e níveis de atuação. As oportunidades são gerenciadas pela consultoria IEST Group , especializada em recrutamento e seleção para companhias de origem chinesa no Brasil. As posições contemplam cargos de gerência, especialista, supervisão e assistência, em empresas que atuam nos setores de bens de consumo, tecnologia, logística e serviços. Entre as áreas com oportunidades estão Vendas, Contabilidade, Fiscal, Financeiro, Recursos Humanos, Qualidade e Tradução. Os candidatos devem possuir formação superior completa, e algumas vagas exigem proficiência em inglês ou mandarim. Para ver todas as vagas, acesse o link aqui Confira as vagas Gerente de Canais – Vendas Local: São Paulo (SP) Empresa: Multinacional de bens e consumo Requisitos: Formação superior completa, experiência em gestão de canais e liderança de equipes comerciais. Saiba mais em: Gerente de Canais – Vendas Gerente Financeiro Local : São Paulo (SP) Empresa: Multinacional de tecnologia Requisitos: Formação em Administração, experiência em controladoria, fluxo de caixa e custos. Saiba mais em: Gerente Financeiro Gerente de Treinamento de Promotores Local: São Paulo (SP) Empresa: Multinacional de bens e consumo Requisitos: Formação em Marketing ou áreas correlatas, experiência em capacitação comercial e liderança de equipes. Saiba mais em: Gerente de Treinamento de Promotores Gerente Técnico de Serviços Local: São Paulo (SP) Empresa: Multinacional de tecnologia Requisitos: Engenharia ou áreas afins, experiência em pós-venda e gestão de indicadores técnicos. Saiba mais em: Gerente Técnico de Serviços Gerente de Logística Local: São Paulo (SP) Empresa: Multinacional de tecnologia Requisitos: Formação em Logística ou Administração, gestão de centros de distribuição e otimização de processos. Saiba mais em: Gerente de Logística Gerente de Tributos Local: São Paulo (SP) Empresa: Multinacional de tecnologia Requisitos: Formação em Ciências Contábeis, domínio de impostos diretos e indiretos e compliance fiscal. Saiba mais em: Gerente de Tributos Especialista de Operações Local: São Paulo (SP) Empresa: Multinacional do setor logístico Requisitos: Formação superior completa, análise de performance operacional e otimização de processos. Saiba mais em: Especialista de Operações Especialista Contábil Local: São Paulo (SP) Empresa: Multinacional de tecnologia Requisitos: Formação em Contabilidade, experiência em fechamento contábil e normas IFRS. Saiba mais em: Especialista Contábil Especialista em Fundos Local: São Paulo (SP) Empresa: Multinacional de tecnologia Requisitos: Formação em Economia, Administração ou áreas correlatas, experiência em backoffice de fundos. Saiba mais em: Especialista em Fundos Especialista em Tributos Local: São Paulo (SP) Empresa: Multinacional de tecnologia Requisitos: Formação superior completa, experiência com apuração de tributos e obrigações acessórias. Saiba mais em: Especialista em Tributos Key Account Local: São Paulo (SP) Empresa: Multinacional de tecnologia Requisitos: Formação em Administração ou áreas correlatas, experiência em grandes contas e negociação estratégica. Saiba mais em: Key Account Assessor Tradutor Bilíngue (3 vagas) Local: São Paulo (SP) Empresa: Multinacional do setor logístico Requisitos: Fluência em mandarim e português, tradução simultânea e suporte à diretoria. Saiba mais em: Assessor Tradutor Bilíngue Assistente Executivo da Diretoria (Bilíngue) Local: São Paulo (SP) Empresa: Multinacional de bens e consumo Requisitos: Inglês avançado, organização de agendas e suporte estratégico à diretoria. Saiba mais em: Assistente Executivo da Diretoria Supervisor de Recursos Humanos e Folha de Pagamento Local: São Paulo (SP) Empresa: Multinacional de bens e consumo Requisitos: Experiência em gestão de folha, benefícios e legislação trabalhista. Saiba mais em: Supervisor de Recursos Humanos e Folha de Pagamento Supervisor de Qualidade Local: São Paulo (SP) Empresa: Multinacional do setor logístico Requisitos: Formação superior, experiência em auditorias e padronização de processos. Saiba mais em: Supervisor de Qualidade Supervisor Administrativo Local: São Paulo (SP) Empresa: Multinacional do setor de serviços Requisitos: Experiência em gestão administrativa, liderança de equipes e controle de indicadores. Saiba mais em: Supervisor Administrativo Analista de Logística Local: São Paulo (SP) Empresa: Multinacional do setor de serviços Requisitos: Formação superior, experiência em transportes, controle de estoque e acompanhamento de KPIs. Saiba mais em: Analista de Logística Representante de Vendas – Regiões Sul e Centro-Oeste Local: Sul e Centro-Oeste, (Brasil) Empresa: Multinacional do setor de tecnologia Requisitos: Formação superior completa, experiência em vendas externas e gestão de distribuidores, conhecimento em trade marketing e execução no ponto de venda. Saiba mais em: Representante de Vendas – Regiões Sul e Centro-Oeste Representante de Vendas – Regiões Nordeste e Norte Local: Nordeste e Norte, (Brasil) Empresa: Multinacional do setor de tecnologia Requisitos: Formação superior completa, experiência em vendas externas e gestão de distribuidores, conhecimento em trade marketing e execução no ponto de venda. Saiba mais em: Representante de Vendas – Regiões Nordeste e Norte Supervisor de Armazém Local: Cajamar (SP) Empresa: Multinacional do setor logístico Requisitos: Formação superior completa, experiência em gestão de armazéns, controle de estoque, transportes e acompanhamento de KPIs operacionais. Saiba mais em: Supervisor de Armazém Supervisor de Transporte Local: Cajamar (SP) Empresa: Multinacional do setor logístico Requisitos: Formação em Logística, Administração ou áreas afins, experiência em gestão de frota, roteirização, controle de transportadoras e indicadores de desempenho. Saiba mais em: Supervisor de Transporte Representante de Vendas Local: São Paulo (SP) Empresa: Multinacional do setor de equipamentos logísticos Requisitos: Ensino médio completo, experiência em vendas externas, prospecção de clientes e negociação comercial. Perfil comunicativo e foco em resultados serão diferenciais. Saiba mais em: Representante de Vendas Supervisor de Vendas Local: São Paulo (SP) Empresa: Multinacional do setor de equipamentos logísticos Requisitos: Formação em Administração, Marketing ou áreas correlatas, experiência em liderança de equipes de campo, gestão de metas e acompanhamento de resultados. Saiba mais em: Supervisor de Vendas Assistente Administrativo Local: São Paulo (SP) Empresa: Multinacional do setor industrial Requisitos: Ensino superior em andamento, vivência em rotinas administrativas, controle de documentos, lançamentos em sistema e suporte às áreas internas. Saiba mais em: Assistente Administrativo Supervisor Financeiro Local: São Paulo (SP) Empresa: Multinacional do setor de tecnologia industrial Requisitos: Formação em Administração, Contabilidade ou Finanças, experiência em gestão de fluxo de caixa, conciliações, controladoria e liderança de equipe. Saiba mais em: Supervisor Financeiro Experiência em Loja (Store Experience) Local: São Paulo (SP) Empresa: Multinacional do setor de tecnologia Requisitos: Experiência anterior em atendimento ao cliente, vendas e organização de loja. Desejável vivência com metas e foco em excelência no atendimento. Saiba mais em: Experiência em Loja (Store Experience)