
26 de março de 2025
China2Brazil
A BMW firmou uma parceria com o Alibaba Group para pesquisar e desenvolver modelos de linguagem de grande escala, interação por voz inteligente e outras tecnologias avançadas. A montadora alemã integrará a inteligência artificial (IA) da gigante chinesa em seus novos modelos produzidos na China. A partir do próximo ano, os veículos fabricados na China contarão com a série de modelos de IA Tongyi Qianwen, do Alibaba, informou a BMW nesta segunda-feira (25). A tecnologia será utilizada para aprimorar o BMW Intelligent Personal Assistant, tornando a interação dentro do carro mais intuitiva e eficiente. Segundo a empresa, a nova IA terá capacidades de comunicação semelhantes às humanas, além de interpretar comandos complexos e reconhecer intenções com precisão, proporcionando uma experiência mais fluida e natural. Um dos destaques é o recurso de recomendação ativa, que utilizará sensores e câmeras internas para oferecer serviços personalizados aos motoristas e passageiros. A tecnologia será aplicada a toda a linha de motores e modelos da marca. A nova arquitetura eletrônica e elétrica dos veículos permitirá uma integração mais avançada da IA, melhorando a interação dos usuários e ampliando as capacidades de atualizações remotas, explicou Dai Hexuan, CEO da BMW Brilliance Automotive. O centro de tecnologia da BMW na Ásia-Pacífico passou por uma grande modernização, com forte participação da equipe chinesa no desenvolvimento da nova tecnologia. De acordo com Robert Kahlenberg, vice-presidente sênior de P&D da BMW China, o uso de IA aumentou em 30% a eficiência dos processos, ajudando a criar uma experiência de cockpit mais adaptada aos consumidores chineses. Na terça-feira (25), a montadora também anunciou sua estratégia de IA 360 graus na China, com foco em digitalização da produção, experiência do usuário e inovação em pesquisa e desenvolvimento. O objetivo é acelerar a integração da inteligência artificial em toda a cadeia de valor da empresa no país. A China continua sendo um mercado estratégico para a BMW. Durante o Fórum de Desenvolvimento da China 2025, o presidente Oliver Zipse reforçou a importância da cooperação internacional para impulsionar a inovação e o crescimento da indústria automotiva. Tradução: Mei Zhen Li Fonte: China Daily

26 de março de 2025
China2Brazil
O Fórum da Ásia de Boao divulgou, em 25 de março, o "Relatório Anual de 2025 sobre a Perspectiva Econômica da Ásia e o Processo de Integração do Fórum da Ásia de Boao". O estudo prevê um crescimento real ponderado do PIB da Ásia de 4,5% em 2025, um pouco acima da taxa de 4,4% em 2024. A Ásia continuará como principal motor da economia global. O relatório, baseado em paridade de poder de compra, estima que a participação das economias asiáticas no PIB mundial aumentará de 48,1% em 2024 para 48,6% em 2025. Regionalmente, a Ásia Oriental deve registrar um crescimento de 4,3%, a Ásia do Sul de 5,9%, a Ásia Central de 5,0% e a Ásia Ocidental passarão de 2,1% em 2024 para 2,9% em 2025. A taxa de desemprego na Ásia deverá ser de 4,39% em 2025, abaixo da taxa global de 4,96%. A situação de renda permanece estável e, com o crescimento econômico e a queda da inflação, espera-se um aumento no nível real de renda na região. O comércio digital e de serviços destacam-se como áreas de crescimento na economia asiática. Em 2024, o comércio eletrônico varejista na região do Pacífico Ásia cresceu 8,4%, enquanto o comércio eletrônico transfronteiriço da China somou US$ 369 bilhões, com um crescimento de 10,8%. O comércio de serviços também apresentou crescimento acelerado, com o setor de entrega digital liderando o aumento, seguido pela recuperação do setor de viagens e um crescimento significativo no transporte. O Acordo de Parceria Econômica Regional Integrada (RCEP) é destacado como um marco na integração econômica da Ásia. Em 2024, o comércio intra-regional do RCEP cresceu 3%, e o comércio de serviços também avançou, com a China ultrapassando US$1 trilhão em volume de comércio de serviços. Economias emergentes da ASEAN, como Laos e Camboja, também registraram um aumento notável no comércio de serviços. "Diante de muitos desafios, as economias asiáticas, especialmente a China e a ASEAN , continuam a mostrar uma forte resiliência e vitalidade, estando à frente do mundo em termos de crescimento econômico, comércio de bens e serviços e integração econômica regional. Eles também criam potenciais e espaços novos, tornando-se uma força e uma base importante para estabilizar e apoiar a economia mundial", disse Zhang Jun, Secretário-Geral do Fórum da Ásia de Boao. O Fórum da Ásia de Boao iniciou sua Conferência Anual em 25 de março em Boao, Hainan, com o lançamento de dois relatórios principais: o "Relatório Anual de 2025 sobre a Perspectiva Econômica da Ásia" e o "Relatório Anual de 2025 sobre a Ásia e o Mundo Sustentável". Fonte: Xinhuanet.com

26 de março de 2025
China2Brazil
Pesquisadores do Instituto de Automação da Academia Chinesa de Ciências anunciaram, em 25 de março, o desenvolvimento do primeiro dispositivo vestível de estimulação magnética transcraniana repetitiva (rTMS) supraliminar, alimentado por bateria. O dispositivo usa pulsos magnéticos intensos para tratar doenças neurológicas e psiquiátricas, como depressão e AVC, e oferece mais praticidade no tratamento, além de abrir novas possibilidades para a pesquisa em neurociência. O estudo foi publicado na revista Nature Communications. A EMTr é uma técnica de neuromodulação não invasiva, comumente usada no tratamento de depressão. Dispositivos tradicionais de rTMS operam com frequências elevadas de pulsos magnéticos, gerando correntes de milhares de amperes na bobina e exigindo potências de vários quilowatts. Esses sistemas convencionais são pesados, com mais de 50 kg, limitando sua aplicação clínica e científica. “Nosso novo dispositivo impede o peso total de 55 kg para apenas 3 kg e é alimentado por bateria, permitindo seu uso vestível em qualquer ambiente”, afirmou Jiang Tianzai, pesquisador do Instituto de Automação da Academia Chinesa de Ciências e autor correspondente do estudo. Nos testes realizados em humanos, o dispositivo induziu respostas musculares nas mãos e pernas dos voluntários, sendo a primeira vez que a neuromodulação por pulsos magnéticos foi realizada enquanto os indivíduos caminhavam livremente. O estudo revelou novas interações dinâmicas entre o sistema nervoso central e os músculos de diferentes partes do corpo. [caption id="attachment_23473" align="alignnone" width="2560"] Fonte da imagem: Nat Commun/ Divulgação[/caption] Jiang Tianzai destacou o grande potencial clínico e científico do dispositivo, especialmente no tratamento de doenças psiquiátricas como a depressão, permitindo que os pacientes utilizem o dispositivo a qualquer hora e em qualquer lugar. Além disso, ele aponta o avanço na pesquisa neurocientífica, possibilitando a análise das mudanças dinâmicas da função cerebral em cenários naturais e a verificação da interação entre diferentes áreas do cérebro durante o movimento livre. Fonte: news.cn

25 de março de 2025
China2Brazil
A Reunião Anual de 2025 do Fórum de Desenvolvimento da China reuniu, nos dias 23 e 24 de março, líderes de multinacionais, especialistas acadêmicos e autoridades chinesas e estrangeiras em Pequim. Durante o evento, Dilma Rousseff, presidente do Novo Banco de Desenvolvimento (NDB) , destacou os desafios enfrentados pela economia global e a necessidade de cooperação internacional para garantir um crescimento sustentável. Com o tema “Otimizar o potencial de desenvolvimento para o crescimento econômico global estável”, o fórum refletiu as expectativas mundiais em relação à economia chinesa e seu papel na estabilidade global. Em um dos painéis mais esperados do evento, Dilma Rousseff abordou as dificuldades enfrentadas pelos mercados internacionais. “Estamos reunidos em um momento de grande incerteza para a economia global. Barreiras comerciais, queda nos investimentos, instabilidade financeira e mudanças geopolíticas estão testando o crescimento econômico mundial”, afirmou Dilma. Outros líderes também ressaltaram os riscos do cenário atual. Anna Bjerde, diretora-geral de operações do Banco Mundial, alertou para o risco de retrocessos nos avanços econômicos conquistados na última década devido às incertezas crescentes. China mantém meta de crescimento e aposta na inovação Apesar do cenário desafiador, a China apresentou uma meta de crescimento de aproximadamente 5% para 2025. Bill Winters, CEO do Standard Chartered Group, destacou o impacto das políticas de estímulo impostas pelo governo chinês, como o aumento dos gastos fiscais, incentivos ao consumo e medidas de estabilização do mercado imobiliário. Jeffrey Sachs, professor da Universidade de Columbia, reforçou que a meta é viável e que a China continua na vanguarda em setores como inteligência artificial, digitalização e novas energias. Para ele, a Iniciativa do Cinturão e Rota e a expansão das exportações para economias emergentes fortalecem a resiliência do crescimento chinês. A Siemens, a BMW e outras multinacionais aproveitaram o evento para fortalecer seu compromisso com o mercado chinês. Ola Källenius, presidente do conselho da Mercedes-Benz, elogiou a capacidade de inovação da China. "O povo chinês tem uma paixão pela inovação. Quando você trabalha com engenheiros chineses, eles raramente dizem ‘não’ – e, muitas vezes, fazem ainda melhor. Isso demonstra um enorme potencial de desenvolvimento." Em 2024, a China subiu para a 11ª posição no Índice Global de Inovação, sendo um dos países que mais avançaram em inovação na última década. Além disso, o país abriga o maior número de aglomerações de inovação tecnológica entre os 100 principais do mundo. Nos primeiros dois meses do ano, a produção chinesa de circuitos integrados, robôs industriais, trens de alta velocidade e drones civis cresceu 19,6%, 27%, 64% e 91,5%, respectivamente. Cooperação internacional como caminho para o crescimento sustentável Diante da fragmentação econômica global, Dilma Rousseff e outros participantes enfatizaram a importância da cooperação internacional para garantir a estabilidade. Masato Kanda, presidente do Banco Asiático de Desenvolvimento, reforçou que a prosperidade de longo prazo depende da colaboração entre os países. Oliver Zipse, CEO da BMW, criticou medidas protecionistas, como as tarifas impostas pela União Europeia a veículos elétricos chineses, argumentando que barreiras comerciais prejudicam todos os envolvidos. As diretrizes econômicas da China para 2025 incluem a ampliação do investimento estrangeiro e a garantia de condições equitativas para empresas internacionais. “A inovação e a abertura económica são fundamentais para o crescimento sustentável”, afirmou Li Lecheng, do Ministério da Indústria e Tecnologia da Informação. Fonte: news.cn

25 de março de 2025
China2Brazil
O Fórum de Desenvolvimento da China 2025 ocorreu em Pequim nos dias 23 e 24 de março, reunindo líderes de grandes corporações, instituições de pesquisa e organizações internacionais. As empresas participantes reforçaram a confiança no mercado chinês e demonstraram interesse em ampliar investimentos no país. Na manhã do dia 23, o evento teve sua cerimônia de abertura e um painel sobre políticas macroeconômicas. Entre os presentes estavam Tim Cook, CEO da Apple , e Roland Busch, presidente do conselho da Siemens, além de mais de cem representantes de multinacionais e instituições acadêmicas. Durante o intervalo para café, executivos interagiram com a mídia e outros profissionais do setor, destacando planos de expansão na China. O CEO global da Amway, Michael Nelson Bast, afirmou que o país é o maior mercado da empresa e elogiou as políticas para investimentos estrangeiros de longo prazo. Nos próximos cinco anos, a Amway destinará RMB 2,1 bilhões para produção, tecnologia e inovação, além de inaugurar uma nova fazenda e um centro de pesquisa e desenvolvimento na província de Sichuan. O CEO da Qifu Technology abordou o impacto da inteligência artificial na economia global. Ele comparou a atual revolução tecnológica com as transformações anteriores e afirmou que a IA tem potencial para contribuir para o crescimento econômico em um nível ainda maior. Para as empresas, isso exige investimentos contínuos em inovação e na integração de IA com diferentes setores. As Empresas dos Estados Unidos formaram o maior grupo de participantes do evento. Além disso, o número de multinacionais presentes pela primeira vez atingiu um recorde, refletindo o interesse crescente estrangeiro no mercado chinês. Fonte: chinadaily.com.cn

25 de março de 2025
China2Brazil
O CEO global da AstraZeneca, Pascal Soriot, anunciou um investimento de US$2,5 bilhões em Pequim antes de participar do Fórum de Desenvolvimento da China. A farmacêutica britânica abrirá seu sexto centro global de pesquisa e desenvolvimento (P&D) na capital chinesa, o segundo no país. Durante o evento, realizado em 23 e 24 de março, Soriot destacou a evolução da China no setor de inovação em saúde. Segundo ele, o país deixou de ser apenas um mercado consumidor e passou a atuar como um polo de desenvolvimento tecnológico. Ele atribuiu essa mudança às reformas econômicas chinesas, que levaram a AstraZeneca a expandir suas operações. "O crescimento da China impulsiona a inovação global. As empresas não estão mais aqui apenas para vender produtos, mas para desenvolver novas tecnologias dentro do país", afirmou Soriot. Multinacionais ampliam investimentos no setor farmacêutico Outras grandes farmacêuticas também reforçaram sua confiança no mercado chinês. O CEO da Novartis, Vas Narasimhan, destacou avanços na aprovação de medicamentos e na proteção à propriedade intelectual. Segundo ele, essas mudanças beneficiaram diretamente a empresa suíça. Já o presidente da Takeda Pharmaceutical, Christophe Weber, afirmou que a empresa lançou mais medicamentos na China nos últimos cinco anos do que nas duas décadas anteriores. Ele atribuiu esse avanço ao ambiente de negócios e às políticas governamentais para estimular o setor. Weber também destacou a disponibilidade de dados de alta qualidade como um diferencial competitivo do país. O presidente da Siemens AG, Roland Busch, afirmou que a empresa continuará investindo na China. Para ele, a globalização ainda é essencial para o crescimento empresarial, apesar do aumento do protecionismo em algumas regiões. Estabilidade da cadeia de suprimentos atrai investimentos A estabilidade da China como centro produtivo foi um dos temas centrais do evento. Soriot, da AstraZeneca, ressaltou a importância de cadeias de suprimentos resilientes para evitar interrupções no fornecimento de medicamentos. O primeiro-ministro chinês, Li Qiang, reforçou o compromisso do governo com a abertura econômica e defendeu a cooperação internacional. Ele destacou a importância de manter cadeias produtivas funcionando sem interrupções e alertar para os riscos do unilateralismo no comércio global. Nestlé mantém aposta na China O CEO da Nestlé , Mark Schneider, afirmou que a empresa suíça investiu mais de 20 bilhões de yuans no país nos últimos anos. Ele citou iniciativas do governo para estimular a demanda interna e melhorar o ambiente de negócios como fatores que impulsionam o setor. Schneider também enfatizou a necessidade de diversificação nas cadeias globais de suprimentos. Segundo ele, as empresas priorizam cada vez mais a resiliência, em vez de apenas buscar eficiência. Transição energética gera oportunidades para empresas estrangeiras O setor de energia e sustentabilidade também foi destaque no fórum. O CEO da TotalEnergies, Patrick Pouyanné, afirmou que a transição energética chinesa cria novas oportunidades para empresas globais. A companhia francesa ampliou contratos de fornecimento de gás natural liquefeito (GNL) com as chinesas Sinopec e CNOOC. Pouyanné comparou a postura da China e da Europa, que investe em parcerias, com os Estados Unidos, que adotam medidas protecionistas. O presidente do Grupo BMW, Oliver Zipse, demonstrou essa visão e criticou as tarifas da União Europeia sobre veículos elétricos chineses. Segundo ele, a montadora busca fortalecer sua cooperação com empresas locais. Empresas globais ampliam presença na China A CEO da Otis Worldwide, Judith Marks, destacou a modernização da infraestrutura chinesa como uma estratégia de mercado. Ela citou o aumento da demanda por elevadores e escadas rolantes modernizadas. O CEO da Aramco, Amin Nasser, afirmou que a empresa saudita expandiu investimentos em diversas províncias chinesas e continuará ampliando sua presença no país. Já o presidente da MTR Corporation, Rex Auyeung, elogiou as reformas para atrair capital estrangeiro e fortalecer a proteção à propriedade intelectual. O Fórum de Desenvolvimento da China 2025 reuniu 86 executivos de multinacionais de 21 países, três a mais que no ano anterior. O número de empresas americanas foi o maior, e 17 multinacionais participaram pela primeira vez. Han Wenxiu, vice-diretor do Comitê Central de Assuntos Financeiros e Econômicos, afirmou que o interesse global pela economia chinesa está crescendo. “O capital estrangeiro encontra na China um ambiente propício para inovação e crescimento”, disse. Tradução: Mei Zhen Li Fonte: cyol

24 de março de 2025
China2Brazil
A Apple anunciou, no dia 24 de março, um novo investimento de RMB 720 milhões para a segunda fase do Fundo de Energia Limpa da China, conforme informou a Agência de Notícias da China. O objetivo é expandir a capacidade de produção de energia limpa no país, alinhando-se ao compromisso da empresa de tornar sua cadeia de suprimentos 100% renovável até 2030. O fundo visa adicionar aproximadamente 550.000 megawatts-hora de capacidade de geração de energia eólica e solar à rede elétrica chinesa anualmente, com a expectativa de que esse número aumente à medida que mais investidores se unam ao projeto. Lançado em 2018, o Fundo de Energia Limpa da China tem como foco a colaboração entre a Apple e seus fornecedores. Jeff Williams, diretor de operações da Apple, destacou: “Nossos fornecedores na China estão impulsionando avanços na produção inteligente e na fabricação sustentável ”. Com a segunda fase do fundo, a empresa pretende aprofundar a cooperação, promover a inovação e criar novas oportunidades no setor. Fonte: chinanews.com.cn

24 de março de 2025
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A China terá, até 2035, um período de menor envelhecimento populacional, segundo Tang Chengpei, vice-ministro do Ministério dos Assuntos Civis. Durante um seminário no Fórum de Desenvolvimento da China 2025, em 23 de março, ele afirmou que esse intervalo representa uma janela de oportunidade para enfrentar o desafio demográfico. A economia voltada para os idosos, conhecida como “economia prateada”, pode crescer de 6% para 9% do PIB nesse período. Dados oficiais mostram que, até o final de 2023, a China tinha 310 milhões de pessoas com 60 anos ou mais, enquanto 220 milhões tinham 65 anos ou mais, representando 22% e 15,6% da população total, respectivamente. O país vive um estágio de envelhecimento moderado, mas a transição demográfica ocorre em ritmo acelerado. Tang alertou que a população idosa chinesa pode atingir entre 400 milhões e 500 milhões de pessoas, coincidindo com a estratégia nacional de modernização. Esse cenário exige medidas estruturadas para lidar com o impacto do envelhecimento na economia e na sociedade. Nos próximos 10 anos, a população com 60 anos ou mais deverá crescer anualmente em mais de 10 milhões de pessoas. O desenvolvimento de políticas para a terceira idade ainda apresenta desigualdades, e os sistemas de segurança social e assistência precisam de aprimoramentos. Apesar dos desafios, Tang destacou oportunidades. A população que se aposentará até 2035 terá maior escolaridade, boa saúde e experiência profissional, criando um novo “dividendo de talentos prateados”. Até o final de 2024, cerca de 90 milhões de chineses entre 60 e 65 anos mantiveram estabilidade financeira e forte disposição para o consumo, impulsionando setores como saúde, turismo e adaptação de residências para idosos. O vice-ministro enfatizou a necessidade de estratégias nacionais, incluindo um plano para o 15º Plano Quinquenal (2026-2030). Entre as prioridades estão o fortalecimento da indústria de cuidados com idosos, a integração com setores como cultura, turismo e saúde, e a expansão da oferta de serviços especializados. Medidas como adaptação de residências, modernização de produtos de consumo e uso de inteligência artificial para assistência a idosos também fazem parte das diretrizes para os próximos anos. Fonte: stcn.com

24 de março de 2025
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O mercado chinês de vinhos de frutas deve superar o segmento de vinhos de uva ainda este ano, segundo especialistas do setor. Wu Yong, especialista da indústria vinícola, estima que o setor alcance 40 bilhões de yuans (US$ 5,5 bilhões) em 2025, enquanto os vinhos de uva devem permanecer em torno de 30 bilhões de yuans. As vendas de vinhos de frutas na China variaram entre 15 bilhões e 18 bilhões de yuans em 2023 e subiram para um patamar entre 20 bilhões e 24 bilhões de yuans no ano passado, afirmou Zhou Jinsong, presidente executivo da Associação da Indústria de Vinhos e Vinhos de Frutas de Sichuan, ao Yicai durante uma exposição realizada em 23 de março. O aumento do consumo entre os jovens tem impulsionado a expansão do setor nos últimos anos. Nos últimos cinco anos, o mercado registrou uma taxa de crescimento anual composta acima de 20%. Embora as projeções apontem para a liderança dos segmentos de vinhos de frutas, a baixa concentração de marcas e a falta de padronização ainda representam desafios, segundo Du Yan, vice-gerente geral da Kweichow Moutai Group Ecological Agriculture Industry Development. Tradução: Mei Zhen Li Fonte: Yicai Global

21 de março de 2025
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Três cidades chinesas, Xangai, Shenzhen e Hong Kong, estão entre os 10 maiores centros financeiros do mundo, de acordo com o mais recente relatório do Think Tank britânico Z/Yen Group, em parceria com o Instituto de Desenvolvimento da China. A 37ª edição do Índice de Centros Financeiros Globais, divulgada ontem, coloca Nova York na liderança do ranking, seguida por Londres, Hong Kong, Cingapura, São Francisco, Chicago, Los Angeles, Xangai, Shenzhen e Seul. Em 2025, Hong Kong obteve 760 pontos, um aumento em relação aos 749 pontos do ano anterior. A cidade se aproxima de Londres, com 762 pontos, e supera Cingapura, com 770 pontos. Xangai e Shenzhen registraram 744 e 743 pontos, respectivamente, com aumentos de seis e 11 pontos. Nova York manteve-se na liderança com 769 pontos. Com exceção de Seul, que entrou no top 10 pela primeira vez, já que outras nove cidades já integraram o ranking no ano passado. No total, 49 cidades avançaram no ranking, 18 permaneceram em suas posições e 52 caíram. O relatório destaca uma tendência positiva para os centros financeiros globais, com aumento médio de dois pontos na classificação geral. As principais economias permaneceram estáveis, com crescimento gradual e queda da inflação. No entanto, os conflitos geopolíticos seguem sendo a principal preocupação do setor financeiro. O desempenho das cidades chinesas foi expressivo, com as 12 cidades representadas no ranking apresentando melhorias nas melhorias. Xangai, Shenzhen, Guangzhou e Chengdu mantiveram suas posições, enquanto Hangzhou teve um avanço significativo, subindo novas posições após um aumento de 22 pontos – o maior crescimento entre os centros financeiros da Ásia. Shanghai e Shenzhen se destacaram em várias subcategorias, figurando entre os 15 primeiros apresentados em diversos critérios. O setor financeiro de Xangai ocupou a quarta posição global. No segmento de tecnologia financeira, as cidades chinesas e norte-americanas continuam na liderança, com crescente diversidade regional. No ano passado, três cidades da Grande Baía de Guangdong-Hong Kong-Macau entraram no top 20 da categoria fintech. Shenzhen e Hong Kong ocuparam o terceiro e quarto lugares, enquanto Guangzhou também melhorou seu desempenho. Fonte: Xinhua Tradução: Mei Zhen Li