A China terá, até 2035, um período de menor envelhecimento populacional, segundo Tang Chengpei, vice-ministro do Ministério dos Assuntos Civis. Durante um seminário no Fórum de Desenvolvimento da China 2025, em 23 de março, ele afirmou que esse intervalo representa uma janela de oportunidade para enfrentar o desafio demográfico. A economia voltada para os idosos, conhecida como “economia prateada”, pode crescer de 6% para 9% do PIB nesse período.
Dados oficiais mostram que, até o final de 2023, a China tinha 310 milhões de pessoas com 60 anos ou mais, enquanto 220 milhões tinham 65 anos ou mais, representando 22% e 15,6% da população total, respectivamente. O país vive um estágio de envelhecimento moderado, mas a transição demográfica ocorre em ritmo acelerado.
Tang alertou que a população idosa chinesa pode atingir entre 400 milhões e 500 milhões de pessoas, coincidindo com a estratégia nacional de modernização. Esse cenário exige medidas estruturadas para lidar com o impacto do envelhecimento na economia e na sociedade. Nos próximos 10 anos, a população com 60 anos ou mais deverá crescer anualmente em mais de 10 milhões de pessoas. O desenvolvimento de políticas para a terceira idade ainda apresenta desigualdades, e os sistemas de segurança social e assistência precisam de aprimoramentos.
Apesar dos desafios, Tang destacou oportunidades. A população que se aposentará até 2035 terá maior escolaridade, boa saúde e experiência profissional, criando um novo “dividendo de talentos prateados”. Até o final de 2024, cerca de 90 milhões de chineses entre 60 e 65 anos mantiveram estabilidade financeira e forte disposição para o consumo, impulsionando setores como saúde, turismo e adaptação de residências para idosos.
O vice-ministro enfatizou a necessidade de estratégias nacionais, incluindo um plano para o 15º Plano Quinquenal (2026-2030). Entre as prioridades estão o fortalecimento da indústria de cuidados com idosos, a integração com setores como cultura, turismo e saúde, e a expansão da oferta de serviços especializados. Medidas como adaptação de residências, modernização de produtos de consumo e uso de inteligência artificial para assistência a idosos também fazem parte das diretrizes para os próximos anos.
Fonte: stcn.com