
31 de março de 2025
China2Brazil
A Baidu anunciou, em 28 de março, um acordo estratégico entre seu serviço de robotaxis, Apollo Go, e a Autoridade de Estradas e Transportes de Dubai (RTA). O plano prevê a implantação de mais de 1.000 veículos autônomos na cidade. Essa será a primeira operação em larga escala do Apollo Go fora da China. Além dessa parceria, a Baidu também fechou um acordo com a empresa de mobilidade autônoma Autogo, dos Emirados Árabes Unidos, para formar a maior frota de veículos autônomos em Abu Dhabi. O Apollo Go já opera em diversas cidades chinesas e atingiu 100% de automação, com mais de 10 milhões de viagens concluídas e 150 milhões de quilômetros percorridos. Expansão internacional e testes A entrada do Apollo Go em Dubai já era esperada. Durante a Cúpula Mundial do Governo 2025 (WGS), realizada em fevereiro, o CEO da Baidu, Robin Li, se reuniu com o Ministro da Inteligência Artificial dos Emirados Árabes Unidos, Omar Sultan Al Olama. Na ocasião, Omar afirmou: "Espero que na próxima conferência, toda a frota seja apoiada pelo Apollo Go." A internacionalização do serviço avançou no ano passado. Em novembro, a Baidu recebeu autorização para testar o Apollo Go em vias públicas de Hong Kong, seu primeiro mercado internacional. Em fevereiro, Robin Li destacou que Hong Kong representa um desafio técnico, por ser um sistema de tráfego com volante à direita e circulação pela esquerda, o que amplia a capacidade de adaptação da tecnologia a diferentes regras de trânsito. Antes da expansão internacional, a frota já operava em diversas cidades da China, como Pequim, Xangai, Guangzhou, Shenzhen, Wuhan e Chongqing. No quarto trimestre de 2024, o Apollo Go realizou 1,1 milhão de viagens autônomas, um crescimento de 36% em relação ao ano anterior. Em março de 2025, o serviço atingiu 10 milhões de pedidos de viagens públicas. Além do Oriente Médio e de Hong Kong, Cingapura pode ser o próximo destino. Em 25 de março, o vice-primeiro-ministro de Cingapura, Heng Swee Keat, visitou o parque Apollo da Baidu e testou um carro autônomo de sexta geração do Apollo Go. Após a experiência, afirmou: "Bem-vindo ao Apollo Go em Cingapura." Empresas chinesas ampliam presença no Oriente Médio O Apollo Go não é o único serviço de robotaxi chinês a operar nos Emirados Árabes Unidos. Outras empresas do setor já exploram o mercado do Oriente Médio. Em 2022, a WeRide iniciou testes em Abu Dhabi e, no ano seguinte, obteve a primeira licença nacional de direção autônoma no país. Em dezembro de 2024, a WeRide, em parceria com a Uber, lançou serviços de mobilidade autônoma na cidade, operando a maior frota de robotaxis da região. A Pony.ai , outra gigante do setor, recebeu um investimento de US$100 milhões da cidade futurista NEOM , na Arábia Saudita, em 2023. A empresa também fechou um acordo com a Autoridade de Investimento de Abu Dhabi e obteve permissão para testes na Ilha Yas, onde a NETA também recebeu autorização para operar. Oriente Médio atrai investimentos em mobilidade autônoma O crescimento das empresas chinesas no Oriente Médio acompanha os planos de transformação econômica da região. Países como os Emirados Árabes Unidos adotam políticas de incentivo à inovação tecnológica e investem na economia digital. A direção autônoma faz parte da Estratégia Nacional de Inteligência Artificial 2030 dos Emirados Árabes Unidos, que prevê que 25% do transporte urbano será autônomo no futuro. Dubai, como centro financeiro e tecnológico, oferece um ambiente favorável para testes, com desafios como altas temperaturas, tempestades de areia e tráfego complexo. O avanço das empresas chinesas no Oriente Médio amplia a competição no setor e abre espaço para novas parcerias e investimentos na região. Fonte: stcn.com

31 de março de 2025
China2Brazil
O grupo Midea anunciou, em 28 de março, a venda total de suas ações da Xiaomi, encerrando um investimento iniciado em 2015. O relatório anual de 2024 revelou que, entre 2020 e 2024, a empresa arrecadou cerca de RMB 2 bilhões com a venda das ações. Em 2020, a Midea vendeu ações da Xiaomi por RMB 875 milhões. Em 2023, o valor negociado foi de RMB 59,18 milhões. No ano passado, a venda superou RMB 900 milhões, concluindo a saída da empresa do capital da Xiaomi. O preço das ações da Xiaomi subiu mais de 70% desde o fim de 2024. Segundo Yu Fenghui, consultor do Centro de Pesquisa das 100 Maiores Empresas no mercado de Hong Kong, a venda reflete um ajuste estratégico da Midea. A decisão pode estar relacionada à necessidade de liquidez ou à percepção de que as ações da Xiaomi atingiram um patamar esperado. Além disso, a expansão da Xiaomi no setor de eletrodomésticos a tornou concorrente direta da Midea, o que pode ter motivado a saída para evitar conflitos de interesse. A Xiaomi tem pressionado fabricantes tradicionais ao oferecer produtos com preços competitivos e conectividade inteligente. Esse movimento acelerou a transformação digital do setor, impulsionando investimentos em casas inteligentes e IoT (Internet das Coisas). No mercado financeiro, a Xiaomi anunciou em 25 de março a venda de 800 milhões de ações a HK $53,25 cada, um desconto de 6,6% em relação ao fechamento do dia anterior. A empresa pretende levantar HK$42,5 bilhões (cerca de RMB 39,7 bilhões). Em setembro de 2023, a Midea concluiu sua listagem na Bolsa de Hong Kong , emitindo 566 milhões de ações a HK$ 54,8 cada e arrecadando um total líquido de HK$30,668 bilhões (RMB 28,644 bilhões). A Midea também firmou uma parceria com a NIO em abril passado para cooperação em componentes automotivos, digitalização e logística inteligente. Já a Xiaomi entregou 136.800 unidades da série SU7 em 2024, com um preço médio de RMB 234.500 por veículo. A empresa projeta alcançar 350.000 unidades entregues em 2025. Fonte: Guancha.cn

31 de março de 2025
China2Brazil
Os quatro maiores bancos comerciais estatais da China anunciaram, em 30 de março, a captação de 520 bilhões de yuans (US$72,5 bilhões) por meio da emissão de ações A para investidores específicos. O Banco da China, o China Construction Bank, o Banco de Comunicações e o Banco Postal de Poupança da China divulgaram a operação em comunicados às bolsas de Xangai e Hong Kong . O Banco da China pretende captar 165 bilhões de yuans, enquanto o China Construction Bank busca levantar 105 bilhões de yuans. O Banco de Comunicações e o Banco Postal de Poupança da China planejam arrecadar 120 bilhões e 130 bilhões de yuans, respectivamente. Os recursos, descontados os custos da emissão, serão utilizados para reforçar o capital de nível 1 dessas instituições. O movimento ocorre após a aprovação do Congresso Nacional do Povo para a emissão de 500 bilhões de yuans em títulos especiais do governo voltados à recapitalização dos bancos estatais. O Ministério das Finanças da China (MOF) participará da captação, com uma subscrição total de até 500 bilhões de yuans. Os bancos afirmam que o reforço de capital promovido pelo MOF faz parte da estratégia do governo para fortalecer a estabilidade financeira e apoiar o crescimento dessas instituições. Em 2023, os quatro bancos registraram um lucro líquido acumulado de cerca de 750 bilhões de yuans. Em nota, o China Construction Bank afirmou que o investimento do MOF permitirá otimizar a alocação do capital estatal, ampliar a eficiência das políticas fiscais e fortalecer a implementação de estratégias nacionais. A instituição também destacou que a medida pode impulsionar a recuperação econômica e melhorar a contribuição dos bancos para o desenvolvimento do país. O Ministério das Finanças afirmou que os bancos estatais mantêm operações estáveis, com qualidade de ativos e provisões dentro dos parâmetros previstos. A pasta destacou que a medida reforçará a capacidade operacional das instituições, garantindo retornos sustentáveis para investidores e maior eficiência no suporte à economia real. Analistas do setor avaliam que a recapitalização fortalecerá a base de capital dos bancos e permitirá uma melhor gestão de riscos. O aumento da resiliência financeira deve ampliar a capacidade dessas instituições de atender a demanda do mercado e contribuir para a estabilidade do sistema financeiro. Tradução: Mei Zhen Li Fonte: Diário do Povo

28 de março de 2025
China2Brazil
Um grupo de empresários chineses e brasileiros se reuniu na tarde desta sexta-feira (28) em São Paulo, no Fórum Econômico e Comercial China-Brasil. O evento também apresentou a 3ª Expo Internacional da Cadeia de Suprimentos (CISCE) a ser realizada pela China, em junho. O encontro acontece em um momento emblemático em que os EUA impõem tarifas de importação a produtos da China e do Brasil. Yu Peng, Cônsul-Geral da China em São Paulo, afirmou que há muitas incertezas no cenário mundial, o que tem afetado as cadeias de suprimento. “A Feira vem em um momento para fortalecer as cadeias de suprimentos e é uma ótima plataforma para parceria entre empresários dos dois países”, disse. Segundo o embaixador Luiz Augusto de Castro Neves, presidente do Conselho Empresarial Brasil-China, o evento reforça a importância da parceria entre Brasil e China em um momento em que a política externa dos EUA sinaliza a volta do protecionismo. “Mesmo em um cenário global desafiador, nossas economias seguem pautadas pela cooperação”, afirmou. O Conselho Chinês para a Promoção do Comércio Internacional (CCPIT), organizador do evento, trouxe para o Brasil uma delegação com mais de 40 empresas chinesas atuantes nos setores de agricultura, processamento de alimentos, finanças, infraestrutura, energia, telecomunicações e saúde. Ren Hongbin, presidente do CCPIT, informou que diversas atividades foram realizadas como a assinatura de acordos de cooperação de companhias chinesas com brasileiras. Segundo o vice-presidente da CISCE, Sun Weiyong, a última edição da feira, realizada em 2024, contou com 320 expositores de 69 países e regiões, com mais de 210 acordos assinados, e 69 eventos temáticos. Para este ano, ele destacou seis áreas-chave de cadeias de suprimento presentes na Expo: manufatura avançada, energia limpa, veículos inteligentes, tecnologia digital, saúde e bem-estar, e agricultura sustentável. O Fórum foi coorganizado pelo CCPIT e pelo Conselho Empresarial Brasil-China, com apoio do Pinheiro Neto Advogados e da Associação Brasileira das Empresas Chinesas. O evento reuniu mais de 100 representantes de instituições de promoção de comércio e investimento, associações comerciais e empresas de ambos os países. [caption id="attachment_23519" align="alignnone" width="1564"] Fonte da imagem: Redação China2Brazil[/caption] Durante o fórum, foram assinados vários acordos de cooperação entre instituições e empresas chinesas e brasileiras, entre elas o IEST Group. Os acordos são nas áreas de compra de grãos, cooperação na mineração e participação na Expo da Cadeia de Suprimentos, totalizando mais de 2 bilhões de dólares. Crédito: Redação China2Brazil

28 de março de 2025
China2Brazil
O presidente do Conselho Chinês para a Promoção do Comércio Internacional (CCPIT), Ren Hongbin, reuniu-se em 27 de março com o vice-presidente do Brasil e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, em Brasília. A delegação chinesa incluiu empresários e o embaixador da China no Brasil, Zhu Qingqiao. As discussões abordaram a integração da Iniciativa do Cinturão e Rota com a estratégia econômica brasileira, além do fortalecimento do comércio e dos investimentos bilaterais. Também trataram do uso de plataformas como BRICS e G20 para impulsionar a globalização econômica e da participação em eventos como a Expo Internacional da Cadeia de Suprimentos e a Cúpula Empresarial China-América Latina. Fonte: CCPIT

28 de março de 2025
China2Brazil
O presidente da China, Xi Jinping, reuniu-se em 28 de março com representantes da comunidade empresarial internacional no Grande Salão do Povo, em Pequim. No encontro, destacou a importância da cooperação econômica com empresas estrangeiras e reafirmou a política de abertura do país. Xi Jinping lembrou que, desde a fundação da República Popular da China, há mais de 70 anos, e especialmente nos últimos 40 anos da Reforma e Abertura, o país alcançou rápido crescimento econômico e estabilidade social. Atribuiu esses resultados à liderança do Partido Comunista da China, ao esforço do povo chinês e ao apoio da comunidade internacional, incluindo empresas estrangeiras atuantes no país. A entrada da China no mercado global ocorreu com forte participação de investimentos estrangeiros. Empresas internacionais contribuíram para o crescimento econômico, geração de empregos, avanços tecnológicos e modernização da gestão. Segundo Xi, a experiência demonstra que essas empresas desempenham papel estratégico na modernização e integração da economia chinesa ao cenário global. Durante o encontro, Xi Jinping afirmou que a China continuará ampliando a abertura econômica, aprimorando o ambiente de negócios e reduzindo barreiras de acesso ao mercado. Reforçou o compromisso com a igualdade de tratamento para empresas estrangeiras, promoção da concorrência justa e proteção dos direitos legais dos investidores. Destacou ainda que o país seguirá facilitando comércio e investimentos, além de fortalecer a comunicação com empresas internacionais. O presidente chinês também defendeu o multilateralismo como resposta aos desafios globais e afirmou que a globalização econômica é uma tendência irreversível. Ressaltou a necessidade de manter um sistema de comércio aberto e destacou o papel das multinacionais na preservação das cadeias globais de produção. O evento reuniu mais de 40 presidentes globais, CEOs e representantes de associações comerciais. Entre os participantes estavam Raj Subramaniam (FedEx Corporation), Ola Källenius (Mercedes-Benz Group), Paul Hudson (Sanofi), Georges Elhedery (HSBC Holdings), Toshiaki Higashihara (Hitachi), Kwak Noh-Jung (SK Hynix) e Amin Nasser (Saudi Aramco). Os executivos elogiaram as reformas econômicas chinesas e reafirmaram o compromisso de expandir investimentos no país. Destacaram a importância da China na economia global e seu papel na estabilidade econômica diante do aumento do protecionismo em outros mercados. Fonte: chinanews.com.cn

28 de março de 2025
China2Brazil
A Administração Estatal de Câmbio da China divulgou, em 28 de março, a Balança de Pagamentos Internacional do país referente a 2024. Os dados mostram que, em 2024, o superávit em conta corrente da China foi de RMB 3,0213 trilhões, enquanto a conta de capital e financeira apresentou um déficit de RMB 3,0932 trilhões. Em valores convertidos para dólares americanos, o superávit em conta corrente foi de US$423,9 bilhões, enquanto o déficit na conta de capital e financeira foi de US$434 bilhões. No mesmo dia, a Administração Estatal de Câmbio também divulgou a Posição Internacional de Investimentos da China. Os dados indicam que, no final de 2024, os ativos financeiros externos da China totalizaram US$10,2167 trilhões, enquanto os passivos externos somavam US$6,9209 trilhões, resultando em um ativo líquido externo de US$3,2958 trilhões. Fonte: news.cn

27 de março de 2025
China2Brazil
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump , assinou uma ordem executiva na Casa Branca em 26 de março, impondo uma tarifa de 25% sobre automóveis e peças importadas. A tarifa sobre veículos completos entrará em vigor em 2 de abril, enquanto a tarifa sobre peças automotivas deverá ser aplicada até 3 de maio de 2025. Trump afirmou que a medida visa incentivar as montadoras a retornarem aos Estados Unidos. Ele enfatizou: "Se fabricarem dentro dos EUA, a tarifa será zero." A ordem também prevê que os importadores de veículos qualificados para o tratamento tarifário preferencial do Acordo Estados Unidos-México-Canadá (USMCA) possam apresentar documentos às autoridades americanas para especificar o valor da "parcela americana" do veículo. Se aprovado, a tarifa de 25% será aplicada apenas sobre a parte do veículo que não for de origem americana. A "parcela americana" refere-se aos componentes obtidos, produzidos ou transformados substancialmente nos EUA. Além disso, a nova política pode afetar empresas chinesas que fornecem componentes essenciais para montadoras americanas. A medida estabelece um sistema que permite a aplicação da tarifa de 25% apenas sobre as partes não originárias dos EUA, o que poderia impactar diretamente as exportações de peças automotivas chinesas. A Associated Press (AP) informou que a medida pode pressionar financeiramente as montadoras americanas, que dependem de cadeias globais de suprimentos, e, a longo prazo, aumentar os custos de compra de veículos para os consumidores. No mesmo dia, as ações da General Motors (GM) caíram cerca de 3%, enquanto as da Ford permaneceram estáveis. O grupo Stellantis, que detém as marcas Jeep e Chrysler, viu suas ações caírem quase 4%. Em 10 de fevereiro, Trump havia assinado um decreto impondo uma tarifa de 25% sobre o aço e o alumínio importados. Posteriormente, ele ordenou que autoridades determinassem tarifas recíprocas para cada parceiro comercial estrangeiro. Fonte: chinanews.com.cn

27 de março de 2025
China2Brazil
A China National Offshore Oil Corporation (CNOOC) divulgou, em 27 de março de 2024, o seu relatório anual, que revela um crescimento positivo nos resultados financeiros, mesmo diante da queda nos preços internacionais do petróleo. A receita operacional da empresa cresceu 0,9%, alcançando RMB 420,5 bilhões. O lucro líquido atribuível aos acionistas aumentou 11,4%, totalizando RMB 137,9 bilhões, o segundo maior da história da companhia, ligeiramente abaixo do recorde de RMB 141,7 bilhões em 2022. A CNOOC atribui o crescimento à expansão das reservas e à melhoria na eficiência operacional, como explicou a diretoria da empresa durante a apresentação dos resultados. A companhia adotou uma estratégia sólida de desempenho para enfrentar a incerteza dos preços do petróleo. Desafios do mercado e impactos nos preços do petróleo O relatório de 2024 destaca que a CNOOC enfrentou um ambiente desafiador, marcado por conflitos geopolíticos, inflação em queda e um crescimento econômico global fraco. O preço do petróleo sofreu variações ao longo do ano, inicialmente subindo, mas caindo posteriormente. O preço médio do Brent foi de US$79,9 por barril, o que representa uma queda de 3% em relação ao ano anterior. Essa queda impactou a receita da CNOOC com a venda de petróleo e gás. O preço médio de venda do petróleo bruto da empresa caiu 1,6%, para US$76,75 por barril, e o preço do gás natural diminuiu 3,3%, para US$7,72 por mil pés cúbicos. Apesar disso, a receita de vendas de petróleo e gás cresceu 8,4%, atingindo RMB 355,6 bilhões. Crescimento das reservas e produção O aumento nas reservas e na produção foi um dos principais fatores que sustentaram o crescimento nas vendas. No final de 2024, as reservas provadas da CNOOC atingiram um recorde de 7,27 bilhões de barris de óleo equivalente, garantindo uma vida útil de reserva de 10 anos. A produção líquida anual da empresa totalizou 726,8 milhões de barris de óleo equivalente, marcando um aumento de 7,2% e estabelecendo um novo recorde pelo sexto ano consecutivo. Na China, a produção líquida aumentou 5,6%, impulsionada pelo campo de petróleo e gás Bohai 19-6. No exterior, a produção cresceu 10,8%, com destaque para a entrada em operação do projeto Payara, na Guiana. Perspectivas para 2025 e impacto da Guerra Comercial Para 2025, a CNOOC planeja continuar expandindo as reservas de petróleo e gás, além de promover a transição para fontes de energia verde e melhorar a eficiência operacional. A empresa prevê investimentos entre RMB 125 bilhões e RMB 135 bilhões, com uma meta de produção de 760 milhões a 780 milhões de barris de óleo equivalente, superando a previsão de 700 a 720 milhões de barris de 2024. Quanto à guerra comercial, a diretoria da CNOOC reconhece que o aumento das tarifas pelos EUA traz incertezas para a economia global e a demanda por petróleo, o que dificulta a previsão do consumo no curto prazo. No entanto, a empresa acredita que a demanda global por petróleo permanece firme e que a dependência da China em relação ao petróleo estrangeiro já ultrapassa 70%. Como uma das principais produtoras de petróleo e gás da China, a CNOOC continuará expandindo suas reservas e produção, focando no controle de custos e na eficiência operacional. "Garantir a segurança energética nacional é uma responsabilidade da empresa e, ao mesmo tempo, fortalece seu crescimento", afirmou Zhou Xinhui, vice-presidente da CNOOC, durante a apresentação dos resultados. Ele destacou que, no mercado interno, a empresa se concentrará em garantir o fornecimento estável de petróleo e expandir o setor de gás natural. No exterior, a estratégia será acelerar a exploração e o desenvolvimento de ativos de alto valor e maximizar o retorno das operações internacionais. Fonte: yicai.com

27 de março de 2025
China2Brazil
Uma equipe de pesquisa chinesa alcançou um avanço no transplante de órgãos entre espécies (xenotransplante). Em um estudo publicado em 26 de março na revista científica Nature, os pesquisadores realizaram com sucesso o transplante de um fígado de porco geneticamente modificado em um paciente com morte cerebral, mantendo as funções fisiológicas do órgão. Este é o primeiro caso documentado de sucesso dessa natureza. A pesquisa foi conduzida pela equipe liderada pelo acadêmico Dou Kefeng, da Academia Chinesa de Ciências, em colaboração com o Hospital Xijing. Os cientistas usaram um porco com seis modificações genéticas para fornecer o fígado transplantado. Durante a cirurgia, o fígado foi implantado em um paciente com morte cerebral, mas ainda com funções corporais básicas ativas. O fígado original do paciente não foi removido, permitindo que o órgão transplantado auxiliasse temporariamente no tratamento de insuficiência hepática grave. Os resultados observados durante dez dias mostraram que o fígado de porco transplantado manteve suas funções, produzindo bile (células do fígado) normalmente e apresentando bons resultados na circulação sanguínea e nas análises patológicas. Dou Kefeng ressaltou que um dos maiores desafios dos xenotransplantes, a rejeição hiperaguda, não ocorreu. Além disso, não foram detectados sinais de transmissão de retrovírus endógenos do porco para o paciente. A Nature classificou a pesquisa como um "marco no transplante de órgãos de animais para humanos". A publicação realizou uma coletiva de imprensa online para destacar o sucesso do primeiro caso mundial de transplante de fígado de porco geneticamente modificado. O estudo foi concluído em março de 2024, e sua publicação confirma o reconhecimento internacional da pesquisa. Peter Friend, professor de transplantes da Universidade de Oxford , afirmou que a pesquisa é um avanço significativo para o campo de xenotransplantes e elogiou a técnica cirúrgica, destacando a viabilidade clínica da tecnologia. O protocolo cirúrgico passou por avaliações rigorosas de comitês acadêmicos e de ética, e foi conduzido em conformidade com as regulamentações nacionais. O paciente, que sofreu grave traumatismo craniano, teve a participação de sua família, que concordou com o estudo sem compensação financeira, com o objetivo de contribuir para o avanço da medicina. Após dez dias de observação, o transplante foi interrompido, conforme a vontade da família. Nos últimos anos, os avanços na edição genética e biotecnologia impulsionaram os xenotransplantes com porcos como doadores de órgãos. A edição genética dos órgãos pode reduzir significativamente os riscos de rejeição imunológica. Já foram realizados transplantes bem-sucedidos de coração e rim de porcos geneticamente modificados em humanos. Essas pesquisas visam resolver a escassez global de órgãos para transplante e ampliar as possibilidades de salvar vidas. Fonte: ithome.com