
29 de abril de 2025
China2Brazil
As três maiores fabricantes chinesas de eletrodomésticos — Midea Group, Haier Smart Home e Gree Electric Appliances — divulgaram recentemente seus resultados financeiros referentes ao ano de 2024 na China. Os dados apontam para um desempenho estável do setor, com crescimento constante de receita e lucros para duas das companhias. O Midea Group liderou em receita e lucro, seguido por Haier Smart Home em receita e Gree Electric Appliances em lucro. Embora a Gree tenha registrado queda na receita anual, conseguiu manter crescimento no lucro líquido. Juntas, as três empresas somaram mais de 885,1 bilhões de yuans em receita e ultrapassaram os 89,4 bilhões de yuans em lucro líquido no ano passado, confirmando a força do setor de linha branca na indústria chinesa. Em 2024, a receita do Midea Group aumentou 9,47% em relação ao ano anterior, a maior taxa de crescimento entre as três empresas. A Haier Smart Home caiu 4,29%, enquanto a Gree Electric Appliances caiu 7,31%. No ano passado, a receita do Midea Group ultrapassou 400 bilhões de yuans pela primeira vez, atingindo 409,084 bilhões de yuans, enquanto a receita da Gree Electric em 2024 foi de 190,038 bilhões de yuans. O Midea Group é 2,15 vezes maior que o Gree Electric. Em 2024, a receita da Haier Smart Home será de 285,981 bilhões de yuans, 1,5 vezes a da Gree Electric Appliances. Em termos de lucro líquido, o Midea Group ainda tem o maior lucro líquido, seguido pela Gree Electric Appliances e pela Haier Smart Home em terceiro. Em 2024, o lucro líquido do Midea Group foi de 38,537 bilhões de yuans, um aumento anual de 14,29%. O lucro líquido da Gree Electric Appliances atribuível aos acionistas foi de 32,185 bilhões de yuans, um aumento anual de 10,91%. O lucro líquido da Haier Smart Home foi de 18,74 bilhões de yuans, um aumento de 12,92%. As principais linhas de produtos comerciais das três empresas são semelhantes. Os negócios de ar condicionado do Midea Group e da Gree Electric Appliances representam uma grande proporção, enquanto o da Haier Smart Home é dominado por geladeiras e máquinas de lavar. Devido às diferentes divisões de categorias de negócios nos relatórios financeiros das três empresas, não há como comparar diretamente a receita específica de cada linha de produtos das três empresas. Fonte: The Paper

29 de abril de 2025
China2Brazil
A SAIC Motor Corporation Limited, sediada em Xangai, assinou na terça-feira, 29, um acordo para estabelecer uma fábrica de automóveis e instalações de suporte para baterias de veículos para sua nova marca de veículos elétricos desenvolvida em conjunto com a Huawei na nova área de Lingang da Zona Piloto de Livre Comércio (FTZ) da China (Xangai), em Xangai. A fábrica foi projetada para ter uma capacidade de produção anual de cerca de 250 mil veículos em seus estágios iniciais, de acordo com a SAIC Motor. A iniciativa surge na sequência de uma parceria firmada no início deste ano entre a SAIC Motor e a Huawei. Em fevereiro, as duas empresas assinaram um acordo de cooperação para o lançamento conjunto da marca SAIC Shangjie. A gigante da tecnologia Huawei já colaborou em outras quatro marcas de veículos elétricos , a saber, AITO, Luxeed, Stelato e Maextro, sob sua Harmony Intelligent Mobility Alliance (HIMA). O suporte tecnológico da Huawei, como assistência adaptativa ao motorista e soluções de cockpit inteligente, impulsionou as montadoras parceiras. Os veículos da SAIC Shangjie serão equipados com as soluções de mobilidade inteligente da Huawei, disse Zhu Yong, chefe da divisão ShangJie da SAIC. Os carros serão voltados para o mercado de médio e alto padrão, atendendo principalmente famílias e jovens trabalhadores administrativos. O primeiro modelo da marca, um SUV com preço em torno de 200.000 yuans (cerca de US$ 27.800), deve chegar ao mercado neste outono (no hemisfério norte). Estará disponível nas versões 100% elétrica e com autonomia estendida. O modelo 100% elétrico pode oferecer uma autonomia de mais de 600 km com uma única carga. Ao se juntar à HIMA, a SAIC Shangjie ajudará a reduzir ainda mais a faixa de preço dos carros desenvolvidos em conjunto pela Huawei para 200.000 yuans, em uma tentativa de explorar melhor o vasto mercado tradicional, disse Zhu. Espera-se que o projeto SAIC Shangjie aumente a escala da já líder indústria de veículos de nova energia (NEV) na nova área de Lingang, lar da Gigafactory de Xangai da Tesla, para ultrapassar 300 bilhões de yuans, disse Li Xiangcong, funcionário do comitê administrativo da nova área de Lingang. A nova área de Lingang agora conta com mais de 200 empresas relacionadas a veículos, formando um ecossistema que abrange fabricação, pesquisa, desenvolvimento e testes de veículos. Fonte: Xinhua News

28 de abril de 2025
China2Brazil
O “Shenzhen”, maior navio transportador de veículos do mundo já em operação e fabricado de forma independente pela China, iniciou sua primeira viagem de exportação na noite de 27 de abril, no horário local. A embarcação, da montadora chinesa BYD, partiu do Porto de Taicang, em Jiangsu, transportando mais de 7.000 veículos elétricos rumo ao Porto de Itajaí, no Brasil. A viagem deve durar pouco mais de 30 dias. A BYD é uma das principais fabricantes chinesas de veículos elétricos. Especialistas afirmam que a partida do "Shenzhen" marca a aceleração da chamada era da “auto-logística” das montadoras chinesas. Construído por um estaleiro do China Merchants Group, o “Shenzhen” possui capacidade para transportar até 9.200 veículos padrão. Este é o quarto navio especializado da BYD, sendo que os três anteriores também foram fabricados na China. Segundo Wang Junbao, gerente geral da Divisão de Negócios Corporativos da BYD, a entrega do “Shenzhen” é um passo estratégico para a expansão internacional da empresa. “Ele não é apenas um navio, mas uma ‘ponte marítima’ que conecta a inteligência da fabricação chinesa ao mercado global, permitindo que consumidores de todo o mundo desfrutem dos avanços tecnológicos da China”, afirmou. De acordo com dados da Administração Geral de Alfândegas da China, em 2024 o volume de exportação de veículos chineses ultrapassou a marca de 6,4 milhões de unidades, consolidando a liderança global do país pelo segundo ano consecutivo. Apesar disso, mais de 700 navios especializados em transporte marítimo de veículos estão atualmente sob controle de empresas da Europa, Japão e Coreia do Sul. A participação chinesa representa apenas 2,63% da capacidade mundial, o que evidencia a defasagem entre o volume de exportação e a infraestrutura logística do país. Nos últimos anos, montadoras chinesas como BYD, Chery e SAIC vêm investindo na formação de suas próprias frotas. Em janeiro de 2023, a Guangzhou Shipyard International anunciou a venda de dois navios movidos a combustível duplo para a BYD. Pouco depois, a Chery também anunciou a criação de sua frota, enquanto a Anji Logistics, subsidiária da SAIC, encomendou diversos navios transportadores de grande porte ao estaleiro Jiangnan Shipyard. No primeiro trimestre de 2025, os navios roll-on/roll-off da BYD transportaram mais de 25.000 veículos elétricos para o exterior. Atualmente, os carros elétricos da BYD estão presentes em mais de 100 países e regiões. Especialistas do setor destacam que o custo do transporte marítimo influencia diretamente o preço final dos veículos. A posse de frotas próprias, apontam, proporciona às montadoras chinesas mais autonomia e poder de negociação. Segundo Xie Xiaowen, membro do Comitê de Especialistas da Associação de Transporte da China, “a corrida das montadoras para adquirir navios e expandir sua presença no exterior é um reflexo do crescimento contínuo e da internacionalização da indústria automobilística chinesa”. Xie ressalta que possuir frotas próprias contribui para a estabilidade das exportações, a redução dos custos de transporte e a garantia de entregas pontuais aos clientes internacionais. Fonte: news.cn

28 de abril de 2025
China2Brazil
Na última semana, diversas empresas privadas da China, como a fabricante de autopeças Zhongjie Auto e a empresa de moldes e equipamentos de extrusão de alumínio Jiangshun Technology, conseguiram ingressar no mercado de ações chinês (A-share market). Segundo dados da Wind, até 27 de abril, 57 empresas privadas listadas levantaram, juntas, mais de 45 bilhões de yuans no ano por meio de IPOs, emissões adicionais e emissão de debêntures conversíveis. Focando no apoio à economia real, o mercado de capitais de múltiplos níveis da China vem adotando diversas medidas — com políticas mais precisas, otimização da estrutura de mercado e inovação de produtos — para criar uma verdadeira “pista de ouro” vibrante, inovadora e saudável para o desenvolvimento das empresas privadas. Mercado acionário aquece O mercado vem se organizando de forma segmentada: a ChiNext foca em empresas inovadoras, a STAR Market concentra-se em “hard tech”, a Bolsa de Pequim se posiciona como a base para empresas “especializadas, refinadas, diferenciadas e inovadoras”, e os mercados de ações regionais atuam como incubadoras. Atualmente, cerca de dois terços das companhias listadas na A-share são privadas; no STAR Market, ChiNext e na Bolsa de Pequim, cerca de 80% são privadas, e no mercado OTC (New Third Board), esse número chega a 90%. No exemplo da Bolsa de Shenzhen, nos últimos dois anos, foram apoiadas 166 novas listagens de empresas privadas, com captação de 153,26 bilhões de yuans. Houve também 258 casos de refinanciamento aprovados para empresas privadas, totalizando 222,99 bilhões de yuans, além de 10 aprovações para aquisição de ativos via emissão de ações, movimentando 6,08 bilhões de yuans. Com o suporte do mercado de capitais, as empresas privadas demonstram forte resiliência e dinamismo, com várias alcançando valor de mercado superior a 100 bilhões de yuans, impulsionando a inovação tecnológica e o crescimento econômico do país. Os setores emergentes estratégicos seguem sendo os favoritos dos investidores. Dados da Wind mostram que empresas privadas dos setores de tecnologia da informação e fabricação de equipamentos de ponta representaram 58% dos aumentos de capital. No setor de biotecnologia, o número de reestruturações aumentou 40% em relação ao ano anterior, indicando que o capital está cada vez mais focado na inovação. “A trajetória de crescimento da nossa empresa evidencia o vigor inovador das empresas privadas de tecnologia sob o apoio das políticas nacionais”, afirmou um representante da Zhongkong Technology, destacando o compromisso de ampliar investimentos em pesquisa e explorar aplicações de IA no setor industrial. O mercado também vê o surgimento de novas “forças reservas” no segmento de listagem. O New Third Board, com função de ligação e formação de empresas, tem importância crescente. Atualmente, cerca de 6.080 empresas estão listadas no Sistema Nacional de Transferência de Ações (New Third Board), e existem 35 mercados regionais de ações. A atividade no mercado de fusões e aquisições também aumenta, apoiando a integração e modernização das indústrias privadas. Desde a publicação das “Seis Diretrizes para Fusões e Aquisições”, há 80 reestruturações em andamento na A-share, das quais 51 envolvem empresas privadas, representando mais de 60% do total. Ferramentas de dívida se diversificam para ampliar o financiamento Além do mercado acionário, mais instrumentos de dívida estão sendo disponibilizados para empresas privadas. A Bolsa de Shenzhen ajudou empresas a emitir 35,37 bilhões de yuans em produtos de renda fixa até 2025. Já a Bolsa de Xangai apoiou mais de 100 empresas privadas na captação de mais de 220 bilhões de yuans via debêntures e títulos de ativos securitizados. Para fortalecer a cadeia de serviços, a Bolsa de Xangai também expandiu a lista de emissores qualificados, incluindo gigantes privados como Huawei e Zhejiang Rongsheng, agilizando o processo de emissão de dívida corporativa. Há ainda iniciativas como a promoção de REITs de infraestrutura, dívida corporativa, produtos securitizados e ações para ativar ativos existentes e apoiar o crescimento das empresas privadas. A China Securities Depository and Clearing Corporation (China Clear) anunciou que, a partir de 1º de maio, irá isentar taxas para a emissão de “green bonds” e “bonds de inovação tecnológica”, além de manter a isenção para emissões de empresas privadas. Essas medidas, somadas à recente criação de instrumentos como o mercado de “tech bonds” pelo Banco Central, a CVM e o Ministério da Ciência e Tecnologia, devem expandir ainda mais as emissões de títulos para empresas de inovação privada. Plataformas de apoio fortalecem o impulso para o crescimento As autoridades reguladoras vêm reforçando o compromisso de apoiar a inovação tecnológica e o fortalecimento das empresas privadas através do mercado de capitais. Em reunião recente, o presidente da Comissão Reguladora de Valores Mobiliários da China (CSRC), Wu Qing, destacou a necessidade de respeitar as dinâmicas do mercado e aumentar a transparência e previsibilidade das regras, além de acelerar a construção de um mercado de capitais mais inclusivo. Antes disso, Banco Central, CSRC e outras entidades já haviam realizado reuniões conjuntas para reforçar medidas como as “Oito Diretrizes para a STAR Market” e as “Seis Diretrizes para Fusões e Aquisições”, com foco na expansão do apoio às empresas privadas. No primeiro trimestre de 2025, o investimento privado no país cresceu 0,4% em comparação ao ano anterior. Destaque para os setores de manufatura e infraestrutura, onde o investimento privado cresceu 9,7% e 9,3%, respectivamente — superando a média geral. Para especialistas, a ampliação das vias de financiamento para empresas privadas deve impulsionar ainda mais o dinamismo do investimento privado. Para o professor Han Qian, da Escola de Administração Lingnan da Universidade Sun Yat-sen, é necessário “reduzir o tempo de análise para o ‘uplisting’ de PMEs de qualidade, criar canais verdes para empresas privadas de ‘hard tech’ e permitir que empresas não lucrativas listem com base em patentes tecnológicas.” Já Tian Xuan, diretor do Instituto Nacional de Pesquisa Financeira da Universidade Tsinghua, ressalta: “Precisamos acelerar a reforma da oferta do mercado de capitais, otimizar as condições de listagem, simplificar processos de IPO , estimular listagens de empresas privadas de qualidade e expandir os canais de saída para fundos de venture capital. Também é crucial fortalecer o desenvolvimento do mercado de dívida e de mercados regionais de ações, oferecendo instrumentos financeiros inovadores e promovendo ativamente o mercado de fusões e aquisições.” Tradução: Mei Zhen Li Fonte: Xinhua

28 de abril de 2025
China2Brazil
O vice-diretor da Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma da China, Zhao Chenxin, afirmou nesta segunda-feira, 28 de abril, que as chamadas "tarifas recíprocas" impostas pelos Estados Unidos violam gravemente a tendência histórica e as leis econômicas. Segundo ele, a medida impacta as regras e a ordem do comércio internacional , além de prejudicar significativamente os direitos e interesses legítimos de todos os países. Zhao classificou as tarifas como uma prática típica de unilateralismo e intimidação, afirmando que elas prejudicam tanto terceiros quanto os próprios Estados Unidos. Na avaliação do dirigente, a iniciativa é impopular e fadada ao fracasso. O vice-diretor ressaltou ainda que a China, como maior país em desenvolvimento do mundo e nação responsável, opõe-se firmemente ao hegemonismo e ao exercício arbitrário do poder. Em resposta à imposição arbitrária e irracional de tarifas pelos EUA , Zhao afirmou que a China adotou uma série de medidas de retaliação que considerou razoáveis, vantajosas e moderadas. Essas ações, explicou, têm como objetivo não apenas proteger os direitos legítimos do país, mas também salvaguardar a justiça internacional, o sistema de livre comércio global e a ordem econômica internacional. "Acreditamos firmemente que quem se opõe ao mundo e à verdade apenas se isolará, enquanto caminhar junto com o mundo e com a justiça é o que garantirá o sucesso no futuro", disse o porta-voz chinês. Fonte: news.cn

25 de abril de 2025
China2Brazil
Desde março de 2025, autoridades das principais cidades chinesas com forte participação no comércio exterior intensificaram agendas internacionais. Os líderes locais têm realizado visitas a outros países, encontros com empresários e visitas técnicas a empresas com capital estrangeiro. O objetivo dessas ações é diversificar mercados e reduzir a dependência dos Estados Unidos, em resposta ao avanço do protecionismo e das tarifas unilaterais impostas por Washington. Shenzhen, Xangai, Pequim, Suzhou, Ningbo, Dongguan, Guangzhou, Xiamen, Qingdao e Jinhua lideraram o volume de importação e exportação da China em 2024. Segundo o jornal Yicai, nos últimos dois meses, as autoridades dessas cidades intensificaram a agenda externa. Em 2023, Xangai alcançou RMB 4,27 trilhões em comércio exterior, registrando o maior valor da série histórica pelo nono ano seguido. Em abril, após a proposta dos EUA de adotar “ tarifas recíprocas ”, autoridades locais de Xangai visitaram empresas estrangeiras e do setor de comércio exterior para reforçar a confiança das companhias. No dia 15 de abril, o secretário do Comitê Municipal do Partido, Chen Jining, e o prefeito Gong Zheng visitaram empresas como Baolong Technology, Siemens Healthineers, Otis e Orient International. Chen defendeu a melhoria do ambiente de negócios e o fortalecimento da capacidade estratégica das empresas. Desde o início do ano, o governo municipal de Xangai realizou pelo menos cinco reuniões para tratar de medidas de estabilização do comércio exterior. Em 14 de abril, propôs-se a redução de custos operacionais, o apoio ao e-commerce transfronteiriço e a ampliação da presença em mercados emergentes. Em 21 de abril, a cidade reforçou a necessidade de antecipar riscos externos e manter a estabilidade no comércio e consumo interno. De 19 a 23 de abril, o prefeito de Shenzhen, Qin Weizhong, liderou uma delegação ao Egito, onde participou de um fórum econômico com o Cairo. A missão incluiu visitas a operações de empresas como Huawei, ZTE, Honor, Skyworth, Transsion e Mindray. Qin já havia visitado a Libéria em missão semelhante. Shenzhen lidera as exportações chinesas para os EUA, com RMB 422,3 bilhões em 2024, o equivalente a 15% do total da cidade. Em 10 de abril, o Comitê do Partido em Shenzhen realizou uma reunião para definir medidas de apoio às empresas e incentivo à diversificação de mercados. Em março, a cidade promoveu dois encontros com foco no comércio exterior. Nos últimos anos, Shenzhen tem ampliado a cooperação com regiões do Oriente Médio, Sudeste Asiático, Ásia Central, África e América Latina. Durante o encontro com empresários no Egito, Qin afirmou que Shenzhen irá acelerar a construção de uma economia aberta e melhorar os serviços às empresas com atuação internacional. Entre 31 de março e 3 de abril, o prefeito de Guangzhou, Sun Zhiyang, liderou uma delegação a Singapura, onde participou do Fórum Econômico Guangzhou-Singapura. No evento, as autoridades firmaram 13 acordos em áreas como direção autônoma, saúde, energia e cidades inteligentes. No plano provincial, Guangdong também avançou em frentes internacionais. De 6 a 11 de abril, o diretor do Departamento de Comércio, Zhang Jinsong, liderou uma delegação ao Vietnã e à Malásia. Em Hanói e Kuala Lumpur, a equipe firmou 27 acordos comerciais. Em 2024, Guangdong prevê mais de 300 feiras “Guangdong Trade Global”, 30 a mais que no ano anterior, com foco na ASEAN, Oriente Médio, Ásia Central, América Latina e África. Em 3 de abril, Jinhua realizou uma conferência de cooperação econômica com o Cazaquistão, em Almaty. O secretário do Partido, Zhu Zhonglie, propôs aprofundar a cooperação em logística ferroviária, comércio e intercâmbio cultural. De 5 a 8 de abril, Zhu e o prefeito de Yiwu, Wen Jianfei, visitaram o Uzbequistão para negociar novos projetos ligados à ferrovia China-Europa. Em Suzhou, em 10 de abril, o prefeito Wu Qingwen se reuniu com Yang Jie, presidente da Samsung Electronics China. A empresa foi uma das primeiras multinacionais a investir no parque industrial da cidade. Wu reafirmou o compromisso com a proteção aos investimentos e à propriedade intelectual. No dia 21 de abril, o secretário do Comitê Municipal do Partido em Qingdao, Zeng Zanrong, visitou empresas locais com foco em exportações e capital estrangeiro. Zeng defendeu a ampliação da abertura econômica, o apoio a novos modelos de negócios como o e-commerce transfronteiriço e a diversificação dos mercados, com foco nos países da Iniciativa “Cinturão e Rota”. Especialistas observam que a China tem priorizado a expansão para mercados emergentes como forma de fortalecer as exportações e reduzir a exposição a barreiras tarifárias. No primeiro trimestre de 2024, as cidades com maior crescimento nas exportações são aquelas menos dependentes do mercado dos EUA. Dongguan liderou o crescimento entre as dez maiores cidades exportadoras. Segundo a Alfândega de Huangpu, o valor total do comércio exterior da cidade atingiu RMB 356,35 bilhões no primeiro trimestre, alta de 21,2%. As trocas com os países da Iniciativa “Cinturão e Rota” cresceram 30,1%. O comércio com a ASEAN subiu 46,6% e com a Ásia Central aumentou 48,9%. Jinhua também registrou expansão. O comércio exterior da cidade somou RMB 216,92 bilhões no trimestre, alta de 12,4%. As transações com países da Iniciativa “Cinturão e Rota” somaram RMB 133,69 bilhões, 61,6% do total. A cidade registrou alta nas trocas com a UE (+14,8%), ASEAN (+15,9%), América Latina (+15,4%), África (+3,5%) e Oriente Médio (+13,7%). Suzhou totalizou RMB 632,52 bilhões em comércio exterior no período, com alta de 7,3%. As exportações cresceram 11,5%, alcançando RMB 403,17 bilhões. O comércio com países da Iniciativa “Cinturão e Rota” somou RMB 269,32 bilhões, 14,3% a mais que no ano anterior. ASEAN, Índia, África e Austrália registraram altas de 29,5%, 59,5%, 29,8% e 26,9%, respectivamente. No cenário nacional, o comércio exterior da China atingiu RMB 10,3 trilhões no primeiro trimestre, crescimento de 1,3% em relação a 2023. As trocas com países da Iniciativa “Cinturão e Rota” chegaram a RMB 5,26 trilhões, alta de 2,2%, representando 51,1% do total. O comércio com a ASEAN somou RMB 1,71 trilhão, com crescimento de 7,1%. Alemanha, Espanha e Reino Unido também apresentaram aumento nas trocas com a China. Segundo Wang Lingjun, vice-diretor da Administração Geral das Alfândegas, a China se consolidou como principal parceiro comercial de mais de 150 países e regiões. O país segue ampliando sua rede global de parcerias no comércio exterior. Fonte: yicai.com

25 de abril de 2025
China2Brazil
Em 24 de abril, Dalian (província de Liaoning) sediou a Conferência Anual da Associação Chinesa de Tradução de 2025. O evento teve como tema “Inteligência na Tradução para o Futuro” e divulgou o Relatório sobre Inteligência Artificial e Tradução, que destaca a transição da tecnologia de tradução por IA dos laboratórios para o mercado. Nos últimos anos, o uso de grandes modelos de linguagem ampliou a capacidade da IA de compreender o contexto, interpretar significados e operar com múltiplas mídias. O avanço permitiu o desenvolvimento da tradução multimodal, que integra texto, voz, imagem e vídeo, e expandiu os cenários de uso. Até o fim de 2024, o número de empresas chinesas com foco em “ tradução automática ” ou “tradução por IA” chegou a 1.545, 706 a mais que no ano anterior. A tecnologia passou a integrar dispositivos inteligentes e plataformas multimodais, o que marcou uma nova fase de aplicação contextualizada no setor. Educação acompanha mudanças tecnológicas O avanço da IA também modificou a formação de tradutores. Instituições de ensino superior passaram a oferecer cursos voltados à tecnologia da tradução e adotaram modelos híbridos com integração entre linguística, ciência da computação e inteligência artificial . Algumas universidades criaram programas de dupla graduação que combinam tradução e tecnologia. A aplicação da IA no setor trouxe três principais impactos, segundo o relatório: 1. Ganhos de eficiência e expansão de uso Empresas de comércio eletrônico utilizam tradução em tempo real para criar descrições de produtos em vários idiomas e responder mais rápido aos mercados globais. Em conferências internacionais e transmissões ao vivo, o reconhecimento de voz e a geração de legendas automáticas eliminam barreiras linguísticas. 2. Difusão cultural e aumento do intercâmbio internacional A IA tem facilitado a distribuição de filmes, literatura e jogos chineses para públicos estrangeiros. A tradução em tempo real e a localização de conteúdo ampliaram o alcance da literatura online e dos vídeos curtos. Essas ferramentas também fortalecem a cooperação econômica internacional e elevam a presença da China no exterior. 3. Estímulo à inovação e à infraestrutura tecnológica A oferta de ferramentas de código aberto reduziu o custo de entrada para pequenas e médias empresas, que agora desenvolvem soluções próprias de tradução. Empresas de serviços linguísticos passaram a fornecer conteúdos em vários idiomas com mais agilidade, o que favorece a atuação de negócios chineses no exterior. Desafios seguem em pauta Apesar dos avanços, o relatório alerta para obstáculos como limitações técnicas, cobertura desigual de idiomas, baixa adaptação a contextos culturais, dilemas éticos e impactos sobre profissões tradicionais. O documento recomenda a criação de marcos éticos, investimentos em pesquisa interdisciplinar, atualização de padrões e reforço na formação de talentos. A combinação desses fatores, segundo os autores, poderá tornar a tradução por IA uma ferramenta eficaz para promover o diálogo entre civilizações. Fonte: news.cn

25 de abril de 2025
China2Brazil
Em coletiva de imprensa realizada em 24 de abril, o Ministério do Comércio da China negou a existência de negociações comerciais com os Estados Unidos. A declaração veio após questionamentos sobre falas recentes de autoridades americanas, incluindo o secretário do Tesouro, que classificou a guerra comercial como “insustentável”, e do ex-presidente Donald Trump, que afirmou não adotar uma postura dura em relação à China. O porta-voz do ministério, He Yadong, afirmou que não há qualquer negociação em andamento entre os dois países. Segundo ele, "qualquer declaração sobre progresso nas negociações sino-americanas é especulativa e não tem base nos fatos". He reforçou que a posição da China continua a mesma: o país está disposto a manter consultas e diálogos, desde que ocorram com respeito mútuo e em condições de igualdade. Ele também criticou o comportamento dos Estados Unidos . “A China não inicia conflitos, mas também não os evita. Pressão, ameaças ou chantagens não são formas adequadas de lidar com a China”, disse o porta-voz. He também ressaltou que a guerra comercial foi iniciada unilateralmente pelos EUA e pediu que o país corrija seus erros. “Se os Estados Unidos quiserem negociar, devem demonstrar sinceridade e retomar o caminho do diálogo em igualdade”, concluiu. Fonte: news.southcn.com

24 de abril de 2025
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A 4ª Exposição de Equipamentos e Serviços Tecnológicos da Aviação Civil da China, realizada entre 22 e 24 de abril no Centro Nacional de Convenções, em Pequim, apresentou inovações voltadas à automação, digitalização e sustentabilidade nos aeroportos do país. Logo na entrada do evento, a empresa Luoteng (Hangzhou) Technology exibiu um robô esférico programado para simular sons de aves de rapina e espantar pássaros, evitando colisões com aeronaves. O equipamento, que já opera no Aeroporto Internacional de Pequim Daxing, também realiza patrulhamento e monitoramento com auxílio de câmeras e alto-falantes. Com duas a três horas de recarga, o robô atua por até oito horas seguidas. A Hangzhou Ruiying Technology apresentou um sistema de inspeção corporal por ondas milimétricas, que dispensa sensores manuais. O passageiro apenas precisa permanecer parado com os braços abertos para que o sistema, baseado em inteligência artificial, identifique objetos com precisão e rapidez, distinguindo diferentes materiais. Empresas também apresentaram soluções focadas na redução de emissões. A Weihai Guangtai exibiu um caminhão de degelo com chassi elétrico e sistema de aquecimento instantâneo, voltado ao uso em baixas temperaturas. A proposta é diminuir o impacto ambiental das operações em climas frios. Além disso, painéis solares e veículos de apoio elétricos reforçaram a pauta da descarbonização . Zhou Xinhong, presidente da China Civil Aviation Technology and Equipment Co., afirmou que a indústria chinesa tem ampliado a produção local de sistemas para aeroportos. Ele citou o sistema de controle individualizado de luzes de pista como exemplo de tecnologia desenvolvida no país, substituindo fornecedores estrangeiros e aumentando a segurança no tráfego de aeronaves. Outro destaque foi o pacote eletrônico de voo (EFB), dispositivo semelhante a um tablet que centraliza informações operacionais e cartas de navegação. O equipamento facilita a rotina de pilotos e reduz a necessidade de documentos impressos. Zhou também lembrou o passado de dependência de equipamentos e técnicos estrangeiros. “Lembro de uma vez em que o equipamento falhou, e tivemos que esperar dias até o engenheiro estrangeiro vir consertar. Quando ele chegou, resolveu em poucos minutos e nos olhou com certo desdém. Naquele momento, pensei: nós também vamos produzir nossos próprios equipamentos”, relatou. Atualmente, a indústria chinesa projeta e fabrica boa parte dos sistemas usados nos aeroportos do país, alguns deles com desempenho superior ao de soluções internacionais. “Nosso objetivo é integrar tecnologias digitais e inteligentes à aviação e fortalecer o desenvolvimento sustentável do setor”, completou Zhou. O evento foi organizado pela Associação de Aeroportos Civis da China e pelo Grupo Chinês de Materiais de Aviação, com apoio da China Civil Aviation Technology and Equipment Co. e da Beijing Huanuo Aviation Services. Fonte: ST Daily Tradução: Mei Zhen Li

24 de abril de 2025
China2Brazil
O Ministério da Ecologia e Meio Ambiente da China anunciou a conclusão da maior rede de monitoramento de radiação ambiental do mundo. A informação foi divulgada durante coletiva de imprensa pelo diretor do Departamento de Supervisão de Segurança de Instalações Nucleares, Li Zhiguo. Segundo o ministério, o sistema nacional possui três frentes principais: a rede de monitoramento da qualidade ambiental da radiação, o monitoramento ao redor de instalações nucleares e a rede voltada para emergências nucleares e radiológicas. A rede de monitoramento da qualidade ambiental reúne 1.835 pontos de medição. Esses pontos cobrem todas as cidades de nível municipal e superior, fronteiras, áreas próximas a usinas nucleares e outras regiões consideradas estratégicas. Cada província também mantém redes locais com mais pontos de controle. Ao redor das instalações nucleares, a China instalou um sistema de monitoramento supervisionado. São mais de cem pontos distribuídos em faixas de 5 km, 10 km, 15 km e áreas mais distantes. Esses pontos incluem estações automáticas e locais de coleta de amostras de ar, água e solo. De acordo com Li Zhiguo, a taxa de aquisição de dados em tempo real ultrapassa 97%. Os dados mostram que a qualidade do ambiente radiológico na China se mantém estável. Em comparação com os levantamentos sobre radiação natural feitos nos anos 1980, os níveis ao redor das instalações nucleares não apresentaram alterações relevantes. Atualmente, a China continental opera 58 reatores nucleares licenciados, constrói outros 31 e já aprovou 13 para futuras obras. No total, o país chegará a 102 reatores, com capacidade instalada de 113 milhões de kW, a maior do mundo. O diretor atribuiu o desempenho da segurança nuclear à supervisão rigorosa e ao desenvolvimento tecnológico . A China investe na ampliação de centros técnicos, como a Base Nacional de Pesquisa em Tecnologia de Supervisão Nuclear e Radiológica e o Laboratório Changbai. Segundo Li, o país ampliou sua capacidade de avaliação técnica, validação experimental e verificação independente. Além disso, três instituições chinesas foram integradas à rede da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), elevando os padrões laboratoriais à referência internacional. A divulgação de dados também avançou. A população pode acessar os resultados por meio do Relatório sobre o Estado do Meio Ambiente Ecológico da China e do site oficial do ministério. Fonte: ST Daily Tradução: Mei Zhen Li