
5 de maio de 2025
China2Brazil
A maioria das empresas listadas nas bolsas de Xangai e Shenzhen apresentou desempenho sólido em 2024, refletindo a resiliência da economia chinesa e o impulso de novos motores de crescimento. De acordo com dados da Wind Info, 5.304 companhias divulgaram seus balanços financeiros do ano, sendo que 66,42% reportaram lucro. Segundo Zhu Keli, pesquisador do Instituto Chinês de Nova Economia, os resultados demonstram a força estrutural da economia, sustentada por uma transformação industrial em curso e pelo fortalecimento da capacidade de inovação. Inteligência artificial, novas energias e manufatura avançada ganham protagonismo As divulgações evidenciam a ascensão de setores estratégicos — como inteligência artificial, novas energias e manufatura avançada — como motores do desenvolvimento econômico chinês. Dados da Bolsa de Xangai indicam que quase metade das 50 empresas de maior valor de mercado em 2024 atua em indústrias emergentes, evidenciando uma mudança significativa na composição da elite empresarial do país. Entre os destaques estão os setores automotivo e eletrônico, que registraram expressivo crescimento nos lucros. A indústria automobilística teve um avanço de 11,16% no lucro líquido em relação ao ano anterior, enquanto o setor eletrônico cresceu 35,18%. Um dos casos mais notáveis foi o da fornecedora de autopeças Shuanglin Group, cujo lucro líquido saltou mais de cinco vezes, impulsionado pela forte demanda de fabricantes de veículos elétricos como BYD e Changan Auto. A empresa também conquistou novos contratos com marcas como AVATR. No segmento eletrônico, a Will Semiconductor Co., Ltd. Shanghai alcançou receita operacional recorde, atribuída à recuperação do setor e à crescente demanda por smartphones premium e veículos inteligentes. Investimento em P&D reforça inovação e competitividade A inovação tecnológica tem sido um dos pilares do desempenho empresarial. Em 2024, as empresas A-share responderam por mais da metade dos investimentos corporativos em pesquisa e desenvolvimento (P&D) no país e detinham quase um terço de todas as patentes da China. A intensidade de P&D — proporção entre os gastos com inovação e a receita operacional — aumentou para 2,6%, crescimento de 0,1 ponto percentual em relação ao ano anterior. A montadora Seres , sediada em Chongqing e parceira da Huawei na produção dos veículos da marca AITO, foi uma das líderes em investimento em inovação. A companhia destinou cerca de RMB 7 bilhões (US$ 972 milhões) em P&D em 2024 — alta de 60% em comparação com o ano anterior. A equipe dedicada à inovação também cresceu 25%, totalizando mais de 6.200 profissionais. Segundo o presidente da empresa, Zhang Xinghai, o foco em inovação tem permitido à Seres integrar tecnologias de ponta e software ao setor automotivo, ampliando a competitividade global da marca. Para Zhu Keli, os balanços revelam um cenário de rápida integração entre setores tradicionais e emergentes, com empresas intensificando esforços para elevar sua competitividade diante da meta nacional de promover um crescimento de alta qualidade. Esse direcionamento foi reforçado no relatório anual de trabalho do governo chinês, apresentado em março, que delineia metas para fortalecer a estrutura industrial do país, ampliar a aplicação de tecnologias disruptivas e acelerar a modernização produtiva. Fonte: news.cn

5 de maio de 2025
China2Brazil
A 137ª edição da Feira de Importação e Exportação da China, conhecida como Feira de Cantão, encerrou sua exposição presencial nesta segunda-feira (5), em Guangzhou, com número recorde de compradores estrangeiros. Segundo dados oficiais, até o dia 4 de maio, 288.938 compradores de 219 países e regiões participaram do evento — um crescimento de 17,3% em relação à 135ª edição. Durante a feira, os contratos de intenção de exportação totalizaram US$ 25,44 bilhões — crescimento de 3% em relação à edição anterior. Mais de 60% desse valor veio de negociações com países da Iniciativa Cinturão e Rota, que lideraram o crescimento. Os mercados tradicionais, por sua vez, mantiveram desempenho estável. Com as crescentes incertezas no comércio global, muitas empresas expositoras estão revendo suas estratégias de produção e vendas, incluindo a ampliação de atuação no mercado doméstico chinês . É o caso da Shanghai Bestway Sports Technology, que vem tentando ampliar sua presença no mercado interno com produtos infláveis para esportes e lazer. Segundo o vice-presidente regional de vendas, Jin Zu, embora a demanda esteja crescendo, a disposição do consumidor local em pagar ainda é limitada, o que exige um processo de educação do mercado. A empresa também está direcionando esforços para parcerias com montadoras de veículos elétricos, que passaram a fabricar acessórios como colchões infláveis para carros e atividades ao ar livre. Embora esse segmento ainda represente uma parcela pequena do negócio, a expectativa é de expansão nos próximos anos. A Beijing Taiyu Boyang International também busca se adaptar ao novo cenário. A empresa, que exporta balões decorativos para América do Norte, Europa e Austrália, considerou transferir parte da produção para o Sudeste Asiático, mas optou por manter as operações na China, diante das incertezas nas políticas comerciais internacionais. A companhia investiu em uma nova fábrica em Jiangsu, com linhas de produção automatizadas e tecnologias patenteadas, visando reduzir custos e dependência de mão de obra. Com a nova planta, a capacidade de produção deve dobrar para até 2,5 milhões de unidades por dia, reduzindo os custos em até 40%. Os produtos abastecerão os mercados europeu e norte-americano e também oferecerão preços mais competitivos para países emergentes, onde o custo é um fator decisivo. Sobre as tarifas comerciais impostas pelos Estados Unidos, representantes da empresa afirmam que, embora EUA e Europa ainda sejam os principais mercados, a instabilidade atual tem incentivado a diversificação geográfica das vendas. A meta agora é atender a uma base global mais ampla. Fonte: yicai.com

2 de maio de 2025
China2Brazil
Com o aumento das tarifas norte-americanas sobre produtos chineses, empresas exportadoras da China estão intensificando sua presença no mercado doméstico, em uma estratégia para aproveitar o potencial da segunda maior economia do mundo e seu vasto contingente consumidor. Para Zhang Jingli, gerente-geral da Anhui Good Hope Baby Safety Technology Co., Ltd., o mercado interno sempre esteve no radar da companhia. Ele explica que as demandas dos mercados nacional e internacional foram consideradas desde a fase de pesquisa e desenvolvimento dos nossos produtos. Essa visão antecipada permitiu à empresa registrar um crescimento de 25% nas vendas no primeiro trimestre, mesmo diante das oscilações nas exportações. Medidas de apoio e adaptação estrutural O governo chinês respondeu rapidamente às tensões comerciais com políticas de apoio aos exportadores, tanto em nível nacional quanto local. Em paralelo, gigantes do e-commerce vêm utilizando o avançado ecossistema digital do país para ajudar empresas impactadas pelas tarifas a redirecionarem seus produtos ao mercado interno. O Ministério do Comércio da China lidera a articulação com associações setoriais, grandes varejistas e distribuidores para ampliar os canais de venda domésticos. Entre as ações mais recentes, produtos originalmente destinados à exportação estão sendo incluídos em redes de supermercados, lojas físicas e plataformas online, além de integrarem programas de substituição de bens de consumo. Empresas de comércio eletrônico como JD.com lançaram iniciativas robustas para absorver o excedente produtivo. A companhia criou um fundo de compras de 200 bilhões de yuans (cerca de US$ 27,7 bilhões) para adquirir produtos voltados à exportação. Segundo apuração da agência Xinhua, cerca de 30 mil empresas já procuraram a JD.com em busca de parcerias, sendo que milhares estão em negociações avançadas. A Tencent, controladora do WeChat , lançou o “Plano de Aceleração de Novas Jornadas de Comércio Exterior”, com dez medidas para apoiar exportadores na entrada e expansão no mercado interno — incluindo isenção de taxas, canais prioritários de abertura de lojas e apoio à geração de tráfego digital. A expectativa é que essas ações impulsionem as vendas em até 100 bilhões de yuans. Varejo físico e outras plataformas se mobilizam Além das plataformas digitais, redes varejistas tradicionais também estão aderindo ao esforço de nacionalização da demanda. Estabelecimentos como Freshippo (do grupo Alibaba), Yonghui, CR Vanguard e Lianhua passaram a incluir em suas prateleiras produtos originalmente voltados para exportação. Plataformas de e-commerce populares como Meituan , Douyin, Kuaishou e Vip.com também anunciaram iniciativas similares, fortalecendo o ecossistema de suporte às empresas de comércio exterior. Segundo Tu Xinquan, reitor do Instituto Chinês de Estudos da OMC da Universidade de Negócios e Economia Internacionais de Pequim, a movimentação não é apenas uma resposta emergencial às tarifas, mas trata-se de uma transformação estrutural, parte do novo modelo de desenvolvimento da China. A estratégia de integração entre os mercados interno e externo vem se consolidando. Em 2024, quase 85% dos exportadores chineses já estavam simultaneamente ativos no mercado doméstico, refletindo anos de políticas voltadas à diversificação e resiliência econômica. Fonte: Xinhua News

2 de maio de 2025
China2Brazil
Mesmo diante de um cenário externo desafiador, as principais províncias e cidades da China voltadas ao comércio exterior mantiveram forte dinamismo no primeiro trimestre de 2025. Segundo dados da Administração Geral das Alfândegas da China, Guangdong, Jiangsu, Zhejiang, Xangai, Pequim, Shandong e Fujian somaram juntas RMB 7,78 trilhões em importações e exportações, o que representa 75% do comércio exterior total do país. O vice-diretor da Administração Geral das Alfândegas, Wang Lingjun, destacou que o desempenho dessas províncias se manifesta de forma contundente em três dimensões: estabilização do comércio, fomento à inovação e reforço das cadeias de suprimentos. Essas regiões se beneficiam de bases industriais consolidadas, localização geográfica estratégica e uma ampla rede de empresas atuantes no cenário internacional. Somente no primeiro trimestre, 422 mil empresas sediadas nessas províncias registraram operações de importação e exportação, o que representa um crescimento de 6,1% em relação ao mesmo período de 2024 e cerca de 80% do total nacional. Além disso, houve uma ampliação das relações comerciais com mais de 150 países e regiões, sendo que 89 deles apresentaram um ritmo de crescimento superior à média global. No que diz respeito à inovação, essas províncias têm sido fundamentais para o avanço de novas forças produtivas de alta qualidade, promovendo a integração entre tecnologia e indústria. Entre janeiro e março, as exportações de produtos de alta tecnologia provenientes dessas regiões totalizaram 783,52 bilhões de yuans, um aumento de 4,5% em comparação com o ano anterior, o que representa 71,3% do total nacional desse segmento. Os principais destaques incluem os produtos de informação eletrônica, com 385,71 bilhões de yuans exportados (+1,6%), equipamentos de ponta, com 236,58 bilhões (+8,9%), e biofármacos, com 30,11 bilhões (+9,9%). Juntas, essas três categorias responderam por 66%, 78,4% e 74,8% das exportações nacionais em suas respectivas áreas. Essas regiões também tiveram papel crucial na manutenção da estabilidade das cadeias de suprimentos. No primeiro trimestre, elas concentraram a maior parte das importações chinesas de bens essenciais à produção e ao consumo interno, como petróleo bruto e minérios metálicos, que representaram, respectivamente, 83,1% e 67,6% do total nacional. As importações de componentes eletrônicos e peças para equipamentos automáticos de processamento de dados corresponderam a 78% e 88,1% do volume nacional, respectivamente. Já as importações de bens de consumo somaram 318,42 bilhões de yuans, ultrapassando a marca de 80% do total do país, reforçando o papel central dessas regiões no suporte à demanda interna e à segurança econômica da China. Fonte: news.cn

2 de maio de 2025
China2Brazil
As principais montadoras chinesas divulgaram seus relatórios de vendas e entregas referentes a abril de 2025, conforme compilação publicada pelo portal IT Home em 1º de maio. Os números apontam crescimento consistente, especialmente no segmento de veículos de nova energia. A BYD liderou o mercado com a venda de 372.615 carros de passeio, alta de 19,4% em relação a abril de 2024 e de 0,3% frente a março deste ano. No acumulado anual, a montadora já comercializou 1,38 milhão de veículos, avanço de 47% em relação ao mesmo período do ano passado. A Geely Auto manteve a sequência de crescimento, com 234.112 unidades vendidas em abril — oitavo mês consecutivo com mais de 200 mil unidades mensais —, o que representa um salto de 53% em relação ao ano anterior. As vendas de veículos de nova energia (Geely, Lynk & Co e Zeekr) somaram 125.563 unidades, aumento de 144%. A linha Galaxy respondeu por 96.632 unidades, crescimento de 281%, com destaque para os modelos Xingyuan (36.270), Galaxy E5 (13.597) e Galaxy Starship 7 EM-i (11.119). O Grupo Chery também teve desempenho sólido, com 200.760 veículos vendidos no mês, crescimento de 10,3%. A Chery Automobile respondeu por 184.850 unidades, alta de 5,2%. O grupo registrou 61.223 veículos de nova energia vendidos, aumento de 85,5%, e exportou 87.738 unidades, liderando as exportações automotivas da China. Por marca, os volumes foram: Chery (120.034), Jetour (44.060), Xingtu (9.348), iCAR (6.947) e Zhijie (4.461). A GAC Toyota comercializou 60.038 unidades em abril, alta de 15% em relação ao mesmo mês do ano passado, incluindo mais de 10 mil unidades do modelo Bozhi 3X. A Great Wall Motor vendeu 100.061 veículos, crescimento de 5,55% na comparação anual. Os veículos de nova energia representaram 28.813 unidades desse total. Já a GAC Aion encerrou o mês com 28.301 unidades vendidas, número ligeiramente superior às 28.113 unidades de abril de 2024. A FAW-Volkswagen vendeu 113.406 veículos no mês, com leve crescimento na participação de modelos a combustão. A marca Volkswagen somou 68.001 unidades, alta de 7,9% em relação ao ano anterior. Já a Audi, com 36.900 unidades (incluindo importados), manteve a liderança no segmento de veículos de luxo a combustão entre janeiro e abril. A marca Jetta registrou 8.505 unidades. A FAW Toyota teve alta de 32% nas vendas, totalizando 65.024 unidades. Modelos elétricos representaram 54% do total, com 34.794 unidades, enquanto veículos da plataforma TNGA-K responderam por 60% das vendas (39.087 unidades). A SAIC-GM-Wuling alcançou 126.455 veículos vendidos, alta de 22%. As vendas de nova energia chegaram a 69.678 unidades, crescimento de 83,2%. A Wuling Silver Label vendeu 49.971 veículos (+41,3%), a Wuling Red Label, 50.938 (+13,8%) e a Baojun, 2.838 (+43,1%). As exportações somaram 22.708 veículos, alta de 5,5%. Entre as emergentes, a Xpeng Motors se destacou com 35.045 veículos entregues, aumento anual de 273% e sexto mês seguido com entregas acima de 30 mil. O modelo Xpeng MONA M03 superou 100 mil unidades em oito meses. De janeiro a abril, a empresa acumulou 129.053 entregas, crescimento de 313%, ultrapassando 700 mil veículos entregues desde sua fundação. A Leapmotor registrou 41.039 entregas, alta de 173%, estabelecendo um novo recorde. O modelo B10 ultrapassou 10 mil unidades logo após o lançamento, com 95% das vendas em versões intermediárias e premium. O C10 alcançou 100 mil unidades acumuladas, consolidando-se como referência entre os SUVs de até 150 mil yuans. A Zeekr Technology Group vendeu 41.316 veículos no mês, crescimento de 18,7%, sendo 13.727 unidades da marca Zeekr e 27.589 da Lynk & Co. A Li Auto entregou 33.939 veículos, aumento de 31,6%. Desde sua criação, a montadora já atingiu 1,26 milhão de veículos entregues. A Xiaomi Auto, que estreou recentemente no mercado, entregou mais de 28.000 unidades em abril. A versão SU7 Ultra, com porta frontal dupla, começou a ser distribuída neste mês. A Avita bateu recorde com 11.681 unidades entregues, alta de 122,6%. Já a Lantu Auto comercializou 10.019 veículos, avanço de 150%. A NIO entregou 23.900 unidades, alta anual de 53% e mensal de 58,9%. A marca NIO respondeu por 19.269 veículos, enquanto a Ledao entregou 4.400. A Shenlan Auto somou 20.138 veículos, aumento de 58% em relação ao ano anterior. O modelo Deep Blue S09 superou 10 mil pedidos em apenas oito dias. A Zhiji Auto, por sua vez, entregou 4.366 veículos, alta de 55% frente a abril de 2024. Fonte: IT Home

30 de abril de 2025
China2Brazil
Após cinco anos consecutivos de prejuízo, a empresa alcançou lucratividade pela primeira vez e tornou-se a quarta montadora de veículos elétricos no mundo a registrar lucro anual. De acordo com o prospecto divulgado em 29 de abril, a receita da Seres cresceu mais de 300% em dois anos — de RMB 34,1 bilhões em 2022 para RMB 145,2 bilhões em 2024. No mesmo período, o prejuízo líquido de RMB 3,83 bilhões deu lugar a um lucro de RMB 5,95 bilhões em 2024, revertendo uma trajetória de perdas e fortalecendo a posição da empresa no mercado global de veículos elétricos . Mesmo após reverter prejuízos e registrar lucro em 2024, a Seres enfrenta em 2025 um cenário de forte concorrência no setor automotivo e pressão sobre as vendas, refletindo os desafios de um mercado cada vez mais competitivo. Atualmente avaliada em RMB 207,4 bilhões no mercado de ações A-share da Bolsa de Xangai, a empresa busca consolidar sua presença internacional por meio de uma nova listagem em Hong Kong. Caso a operação se concretize, será o maior IPO automotivo da China no ano. Segundo o prospecto apresentado, 70% dos recursos líquidos captados com a oferta serão destinados a pesquisa e desenvolvimento (P&D). Outros 20% serão investidos em marketing multicanal, expansão das vendas internacionais e infraestrutura de recarga — com o objetivo de fortalecer a presença global da marca. Os 10% restantes serão usados como capital de giro e para fins corporativos gerais. Fonte: 36kr.com

30 de abril de 2025
China2Brazil
Na manhã de 29 de abril, o navio COSCO Shipping Volga atracou no Terminal 2 do Porto de Nansha, em Guangzhou, marcando o início oficial da primeira rota direta entre o Porto de Guangzhou e a costa oeste da América do Sul. Operada pela empresa chinesa COSCO Shipping, a nova linha contará com 11 navios porta-contêineres com capacidade de 10.062 TEUs cada. A rota conecta o porto chinês aos terminais de Chancay (Peru), Manzanillo (México) e San Antonio (Chile), fortalecendo o corredor logístico entre a região da Grande Baía de Guangdong-Hong Kong-Macau e os principais destinos comerciais latino-americanos. O destaque da rota é o Porto de Chancay, no Peru, operado pela COSCO Shipping Ports. Considerado um projeto estratégico da cooperação sino-peruana no âmbito da Iniciativa do Cinturão e Rota , o terminal é apontado como exemplo de parceria em infraestrutura entre China e América Latina. Como o primeiro porto inteligente e ecológico da América do Sul, Chancay promete reduzir o tempo de transporte marítimo entre China e Peru para 23 dias, além de proporcionar uma economia superior a 20% nos custos logísticos, segundo estimativas oficiais. A nova ligação marítima deve impulsionar significativamente o comércio bilateral e reforçar a presença chinesa na região. No primeiro trimestre deste ano, o volume de carga de comércio exterior e o volume de contêineres de comércio exterior do Porto de Guangzhou cresceram, respectivamente, 16,88% e 22,48% em relação ao mesmo período do ano anterior, destacando o papel crescente do porto como elo logístico tanto interno quanto externo. Fonte: news.southcn.com

30 de abril de 2025
China2Brazil
A cápsula de retorno da nave tripulada Shenzhou-19 pousou com segurança nesta quarta-feira (30), no local de pouso de Dongfeng, na Região Autônoma da Mongólia Interior, norte da China. A missão foi oficialmente declarada um sucesso pela Agência Espacial Tripulada da China (CMSA). Às 14h02 (horário de Pequim), os três tripulantes — Cai Xuzhe, Song Lingdong e Wang Haoze — deixaram a cápsula de retorno após passarem 183 dias em órbita. Segundo a CMSA, todos estão com boa saúde. A missão estabeleceu um recorde mundial pela maior duração acumulada de atividades extraveiculares (EVAs) e marcou dois feitos inéditos: o comandante Cai Xuzhe tornou-se o astronauta chinês com maior número de EVAs realizadas, e Wang Haoze foi a primeira engenheira de voo do país a integrar a estação espacial Tiangong. Cai realizou cinco EVAs em duas missões, superando todos os colegas chineses nesse tipo de operação. “Ao observar o lindo planeta azul inúmeras vezes no espaço, lembro-me constantemente de que este é o nosso lar compartilhado, um lar que todos devemos proteger”, declarou o astronauta de 48 anos após o pouso. Song Lingdong, primeiro astronauta chinês nascido após os anos 1990 a conduzir uma atividade extraveicular, celebrou os resultados. “Transformamos a dedicação e o trabalho árduo de todos os pesquisadores em conquistas científicas frutíferas. Estamos extremamente orgulhosos disso”, afirmou. Wang Haoze, que fez história ao se tornar a primeira engenheira espacial chinesa na estação Tiangong, comemorou o retorno. “É maravilhoso estar em casa, sentir a terra firme sob meus pés novamente. Agora estou confiante para assumir desafios ainda maiores”, disse. A Shenzhou-19 foi lançada em outubro de 2024 . A nave desacoplou-se da estação espacial às 4h e iniciou o procedimento de retorno rápido, de acordo com o especialista Mao Yongjun, do Centro de Lançamento de Satélites de Jiuquan. Às 12h17, o Centro de Controle Aeroespacial de Pequim enviou o comando de reentrada. A cápsula orbital se separou da cápsula de retorno, que, após a queima do motor de frenagem e separação da cápsula de propulsão, pousou às 13h08. Chineses realizam experimentos pioneiros na estação espacial Tiangong Durante os 183 dias em órbita, a tripulação da missão Shenzhou-19 realizou uma série de experimentos científicos inéditos a bordo da estação espacial Tiangong, consolidando avanços relevantes em diversas áreas do conhecimento. Pela primeira vez no mundo, astronautas conseguiram preparar condensados de Bose-Einstein espinor em órbita usando uma armadilha totalmente óptica — um feito inédito, segundo o porta-voz da CMSA, Lin Xiqiang. A missão também estabeleceu a primeira plataforma de rede óptica espacial para simulações quânticas, com átomos resfriados a temperaturas de dezenas de picokelvins — patamar de liderança internacional, de acordo com especialistas. Outro marco foi a criação bem-sucedida de três gerações de moscas-das-frutas no espaço. Mais de quatro terabytes de dados foram registrados, documentando seu crescimento, padrões de sono, atividade locomotora e comportamentos reprodutivos. Ao todo, os astronautas participaram de 88 projetos científicos nas áreas de ciências da vida espacial, física fundamental, microgravidade, materiais espaciais, medicina e tecnologias emergentes. A missão gerou mais de 102 amostras de 13 tipos diferentes, que foram trazidas à Terra para análises detalhadas. Pesquisadores agora irão estudar os efeitos da microgravidade e da exposição a campos hipomagnéticos sobre organismos vivos, além de investigar possíveis aplicações em novos materiais e compreender os impactos da radiação no ambiente espacial. Fonte: Xinhua News

29 de abril de 2025
China2Brazil
O presidente chinês Xi Jinping visitou na terça-feira, 29, o Novo Banco de Desenvolvimento (NDB) em Xangai e se encontrou com Dilma Rousseff, presidente da instituição. O presidente chinês parabenizou Dilma Rousseff por sua reeleição como presidente do NDB e destacou a importância estratégica da instituição. Segundo Xi, o NDB é a primeira entidade multilateral de desenvolvimento criada e liderada por mercados emergentes e países em desenvolvimento, representando uma "iniciativa pioneira para a unidade e o autoaperfeiçoamento do Sul Global". Xi afirmou que o banco está alinhado com a tendência histórica de reforma e aprimoramento da governança global. Ele ressaltou que a cooperação no âmbito do BRICS entrou em uma nova fase de desenvolvimento de alta qualidade, e que o NDB está preparado para iniciar sua "segunda década de ouro". O líder chinês também instou o banco a priorizar as necessidades do Sul Global, oferecendo financiamento sustentável, acessível e de alta qualidade para infraestrutura. Ele defendeu melhorias na gestão e nas operações da instituição, com foco em projetos voltados à tecnologia, finanças verdes, redução da exclusão digital e avanço na transição verde e de baixo carbono dos países em desenvolvimento. O presidente chinês afirmou que o Banco deve desempenhar um papel ativo nas discussões sobre a reforma da arquitetura financeira internacional, ampliando a voz do Sul Global , protegendo seus direitos e interesses legítimos e apoiando seus esforços rumo à modernização. Xi destacou que, como país anfitrião da instituição, a China continuará a apoiar firmemente as operações e o crescimento do banco. Ele reiterou a disposição chinesa em fortalecer a cooperação em projetos com o NDB, com foco no desenvolvimento verde, inovador e sustentável. Além disso, o presidente afirmou que a China está pronta para compartilhar suas experiências de desenvolvimento por meio do banco e fornecer mais bens públicos internacionais, reforçando o compromisso com a promoção de um modelo de crescimento inclusivo entre os países membros. Fonte: Xinhua News

29 de abril de 2025
China2Brazil
O Alibaba anunciou nesta terça-feira, 29, o lançamento da nova geração do modelo de inteligência artificial Tongyi Qianwen Qwen3 (Qianwen 3), agora disponibilizado como código aberto. Desenvolvido pela Alibaba Cloud, o Qianwen 3 é apresentado como o primeiro modelo de “raciocínio híbrido” da China, ao combinar mecanismos de “pensamento rápido” e “pensamento lento” em uma mesma arquitetura. Com apenas um terço do número de parâmetros do DeepSeek-R1, o Qianwen 3 oferece alto desempenho com custo significativamente reduzido. Segundo a empresa, o modelo supera concorrentes de peso como o R1 e o OpenAI-o1 em rankings como o ChatBot Arena, consolidando-se como o modelo de código aberto mais potente do mundo até o momento. Um dos principais diferenciais do Qianwen 3 está na integração entre modos pensante e não pensante. Isso possibilita respostas rápidas e eficientes para demandas simples, utilizando menos poder computacional, e raciocínio aprofundado em múltiplas etapas para problemas mais complexos. Essa flexibilidade aprimora a capacidade do modelo de gerenciar de forma estável e eficiente o chamado “orçamento pensante”, adaptando-se ao nível de exigência de cada tarefa. De acordo com a Alibaba Cloud, o modelo Qianwen 3 alcança um expressivo equilíbrio entre desempenho e eficiência. Apesar das melhorias significativas em performance, o custo de implantação foi consideravelmente reduzido. A versão completa do Qianwen 3 pode ser executada com apenas quatro unidades H20, e o consumo de memória de vídeo representa apenas um terço do necessário pelo DeepSeek-R1 . Atualmente, o Qianwen 3 tem dois modelos MoE 30B e 235B de código aberto, bem como seis modelos densos, incluindo 0,6B, 1,7B, 4B, 8B, 14B e 32B. O Alibaba Cloud revelou que o modelo MoE de 30B parâmetros do Qianwen 3 alcançou mais de 10 vezes a melhoria na alavancagem de desempenho do modelo, e somente a ativação de 3B pode atingir o desempenho do modelo Qwen2.5-32B da geração anterior. Todos os modelos Qianwen 3 são modelos de inferência híbridos. A API pode definir o "orçamento de pensamento" (ou seja, o número máximo esperado de tokens para pensamento profundo) sob demanda, atendendo de forma flexível aos diversos requisitos de desempenho e custo de aplicativos de IA e diferentes cenários. Com o lançamento em código aberto, o modelo Qianwen 3 da Alibaba está agora acessível para desenvolvedores e empresas. Os usuários podem baixar o modelo e utilizá-lo comercialmente por meio de plataformas como MoDa Community e Hugging Face. Também é possível acessar o Qianwen 3 via API por meio do serviço Bailian, da Alibaba Cloud . Além disso, usuários individuais podem experimentar as capacidades do modelo diretamente pelo aplicativo Tongyi, ampliando o alcance da tecnologia tanto para fins corporativos quanto pessoais. No futuro, o Qianwen 3 aprimorará o modelo otimizando a arquitetura do modelo e os métodos de treinamento para atingir vários objetivos principais: expandir a escala de dados, aumentar o tamanho do modelo, estender o comprimento do contexto, ampliar o intervalo modal e usar o feedback ambiental para promover o aprendizado por reforço para raciocínio de longo prazo. Fonte: Yicai Global