
24 de abril de 2025
China2Brazil
As importações de grãos pela China somaram 22,7 milhões de toneladas entre janeiro e março de 2025, segundo dados da alfândega. O volume representa uma queda de 40,8% em relação ao mesmo período do ano anterior. Apenas o arroz registrou leve alta. As compras externas de trigo, milho, soja, sorgo, cevada e outros grãos caíram de forma generalizada. Essa redução colabora para ajustar o mercado doméstico. O recuo nas importações ajuda a conter a pressão sobre os preços, melhora a confiança de empresas comerciais e processadoras, e incentiva os agricultores a ampliar o cultivo. Como resultado, o país fortalece sua capacidade de autossuficiência e reforça o controle sobre a segurança alimentar. Desde o 18º Congresso do Partido Comunista, a China segue uma estratégia nacional de segurança alimentar baseada em produção doméstica, foco na autossuficiência, capacidade produtiva estável, importações moderadas e apoio tecnológico. O objetivo é garantir oferta interna de cereais e recorrer a importações pontuais para suprir lacunas estruturais. A oferta de grãos tem alta elasticidade, enquanto a demanda cresce de forma mais rígida. Nos últimos dois anos, o país colheu safras consecutivas em alta e manteve um ritmo elevado de importações . O excesso de oferta pressionou os preços para baixo e afetou a margem de lucro dos produtores. Em cenários de boa safra, o governo costuma restringir as importações para dar prioridade aos grãos nacionais. Já em situações de escassez, as compras externas aumentam para evitar desabastecimento. No entanto, quando o mercado opera com ampla abertura e há grande diferença entre os preços interno e externo, o controle das importações se torna necessário. A entrada desordenada de grãos baratos do exterior pode desequilibrar o mercado interno e comprometer a sustentabilidade da produção agrícola nacional. Como um dos maiores importadores globais de grãos, a China aplica regras da Organização Mundial do Comércio (OMC) para controlar as importações, usando cotas e tarifas como ferramentas de regulação. Essa política visa proteger o mercado interno e manter a segurança alimentar. Desde que ingressou na OMC, a China adota um modelo de gestão baseado em cotas rígidas e tarifas leves. Para trigo, milho e arroz, as cotas têm tarifa de 1%. Fora delas, a tarifa sobe para 65%. Esses limites se mantêm constantes ao longo do tempo. Para produtos como soja, sorgo, cevada e óleo de colza, o país aplica tarifas baixas, com o objetivo de equilibrar a oferta com custos menores de importação. Neste ano, a China elevou as tarifas sobre soja, milho e trigo dos Estados Unidos. A medida responde às pressões comerciais impostas por Washington e está alinhada às regras internacionais. Com estoques altos e fontes de importação diversificadas, o país manteve o abastecimento interno e impôs perdas ao setor agrícola norte-americano. Empresas dos EUA reduziram operações na China para lidar com os efeitos da disputa comercial . Enquanto enfrenta incertezas no comércio global, a China amplia acordos com países em desenvolvimento. Atualmente, 43 nações da Ásia, África, América Latina e Europa têm acesso ao mercado chinês com tarifa zero. A medida reforça a estratégia de abertura econômica e amplia a cooperação internacional em setores estratégicos. A retração nas importações reflete o impacto das políticas internas de regulação e a resposta da China ao ambiente externo instável. Em um cenário de mudanças no comércio internacional de grãos, o país continuará investindo na produção doméstica e diversificando parcerias para construir uma cadeia global de abastecimento mais segura e eficiente. Fonte: jingjiribao.cn

24 de abril de 2025
China2Brazil
A 21ª edição do Salão Internacional da Indústria Automobilística de Xangai começou em 23 de abril com a participação de cerca de mil empresas de 26 países. O evento ocupou mais de 360 mil metros quadrados e apresentou mais de 100 lançamentos mundiais, incluindo modelos como o Lexus ES, Denza Z, Yangwang U8L, Zeekr 9X e Audi A6L e-tron da FAW. O setor automotivo chinês avançou além da eletrificação. O foco atual está na inteligência dos veículos. Embora a eletrificação já tenha se consolidado, questões como incêndios e falhas em sistemas autônomos aumentaram a atenção das fabricantes em relação à segurança. XPeng lidera entre novas fabricantes com foco em IA A XPeng atraiu grande público com os modelos MONA M03 e P7+. A empresa retomou posição entre as três maiores em vendas mensais no segmento de novas fabricantes. Também reforçou sua presença global com testes realizados por executivos internacionais. No salão, a XPeng apresentou tecnologias além dos carros, apresentou os robôs inteligentes e o novo “nave-mãe terrestre”. Zhou Hongyi, empresário conhecido na China, interagiu com o robô IRON, o que aumentou a visibilidade da marca. A XPeng também lançou o P7+ Max, com bateria 5C e recarga de 420 km em 10 minutos, por RMB 208.800. Modelos de nova geração dominam os estandes das montadoras chinesas A Li Auto revelou o L6 com novo hardware de direção autônoma. Também expôs o Mega Home, com radar otimizado e assentos rotativos inspirados em ônibus escolares. A Zeekr lançou o SUV 9X, que gerou aglomeração no estande. Já a Leapmotor estreou o modelo B01, com apelo voltado ao custo-benefício. Ambos os lançamentos reforçaram a presença das marcas no salão. A Xiaomi atraiu longas filas com o SU7, mesmo após incidentes com seu sistema de direção autônoma. O CEO Lei Jun não compareceu, e o modelo YU7 ainda não foi exibido. Ainda assim, o estande permaneceu entre os mais movimentados. A marca distribuiu bonés personalizados aos primeiros 5.000 visitantes, reforçando o apelo de marketing da empresa. HIMA disputa atenção com o lançamento do AITO M8 A marca HIMA, apoiada pela Huawei, estreou o AITO M8 por RMB 359.800. O SUV registrou mais de 44 mil pedidos confirmados. O modelo oferece recursos de alto nível e representa uma alternativa mais acessível ao AITO M9, que domina as vendas na faixa de RMB 500 mil. Já o AITO M7 e o M5 Ultra tiveram recepção mais fria, com poucas mudanças em relação às versões anteriores. O MAEXTRO S800 e o STELATO S9 marcaram presença, mas atraíram menos público. A ausência de slogans promocionais e influenciadores digitais reduziu o engajamento em alguns estandes. A divisão entre as “novas forças” (XPeng, Li Auto, NIO) e as “novíssimas forças” (Xiaomi, HIMA) ficou evidente. Enquanto as primeiras focam em lançamentos, as segundas concentram atenção com tráfego gerado por marketing digital. Fonte: 36kr.com

23 de abril de 2025
China2Brazil
A China criticou os Estados Unidos por reviver a teoria do "vazamento de laboratório" como explicação para a origem da COVID-19 . Em declarações públicas nesta quarta-feira (23) representantes do governo chinês acusaram Washington de distorcer dados científicos e usar a pandemia como ferramenta política. Na terça-feira, 22, um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores afirmou que a publicação da teoria no site da Casa Branca representa mais uma tentativa dos EUA de politizar o rastreamento da origem do vírus. Segundo ele, a China se opõe a essa abordagem e rejeita as acusações feitas. A crítica se intensificou após a Casa Branca lançar um novo site que atribui a origem da COVID-19 a um suposto vazamento de laboratório na China. A publicação reacendeu a disputa entre os dois países sobre as responsabilidades pela pandemia. Durante entrevista coletiva, o porta-voz Guo Jiakun declarou que a investigação sobre a origem do vírus exige base científica. Ele afirmou que a China participa das pesquisas globais com abertura e transparência e cobrou dos EUA o mesmo comportamento. Guo pediu que Washington pare de usar o rastreamento como arma política, abandone a prática de culpar outros países e responda de forma clara às dúvidas sobre seu próprio papel na pandemia. "Pedimos aos Estados Unidos que cessem imediatamente suas acusações infundadas e campanha de difamação contra a China, responsáveis sejam por seu próprio problema e forneçam uma explicação confiável e responsável à comunidade internacional e às pessoas em todo o mundo", disse o porta-voz. O representante mencionou casos anteriores de doenças pulmonares ligadas a cigarros eletrônicos e atividades do Laboratório Biológico de Fort Detrick como pontos que também exigem esclarecimentos. Para ele, esses episódios indicam que os Estados Unidos devem explicações à comunidade internacional. A Comissão Nacional de Saúde da China também condenou a publicação da Casa Branca. Em comunicado, o porta-voz da comissão afirmou que, como em outras ocasiões, os EUA apresentaram alegações sem base científica e com informações fabricadas. Ele destacou que novas evidências indicam a presença do vírus em território norte-americano antes dos registros na China e defendeu que a próxima etapa das investigações ocorra nos Estados Unidos. A comissão reiterou o pedido para que os EUA suspendam as acusações e forneçam explicações consistentes à comunidade global. Fonte: Xinhua

23 de abril de 2025
China2Brazil
O Centro de Pesquisa Tecnológica Automotiva da China apresentou em 22 de abril, em Xangai, o Relatório Anual de Tecnologia de Segurança Elétrica de Veículos de Nova Energia 2025. O documento traz uma análise detalhada sobre a segurança elétrica dos veículos de nova energia no país e aponta tendências para os próximos anos. De acordo com informações divulgadas durante o evento, o relatório identifica as principais causas de incidentes envolvendo segurança elétrica em veículos elétricos. O número de itens de verificação aumentou de mais de 300 em 2024 para mais de 330 em 2025. A nova edição inclui pela primeira vez testes em áreas com maior risco de falha, como recarga rápida de alta voltagem, assistência de condução combinada, direção em condições extremas e impactos de raios nos sistemas dos veículos. Gao Jidong, gerente geral do Centro de Inspeção de Veículos de Nova Energia, afirmou que o órgão iniciou projetos de verificação específicos. “Também lançamos testes de proteção eletromagnética e de tecnologias de carregamento e descarregamento”, explicou. O centro avaliou diversos modelos de veículos elétricos em seis áreas: segurança de carregamento, segurança eletromagnética, segurança de alta voltagem, segurança funcional, segurança das baterias e segurança contra incêndios. As avaliações cobriram mais de dez itens técnicos. Fonte: jingjiribao.cn

23 de abril de 2025
China2Brazil
O Novo Corredor Internacional Terrestre-Marítimo do Oeste da China, localizado no interior da região oeste do país, é uma importante via de transporte que apoia a abertura de alto nível da região oeste da China e contribui para a construção de um novo padrão de desenvolvimento. No primeiro trimestre de 2025, as 13 províncias e 2 regiões que compõem o corredor registraram um volume de importações e exportações superior a 200 bilhões de yuans, o que representa um aumento de 10% em comparação com o mesmo período do ano anterior. Em 14 de abril, um caminhão internacional, com 28 toneladas de limões frescos, partiu de Tongnan, em Chongqing, e cruzou a fronteira pelo porto de Pingxiang, em Guangxi. Após 48 horas e 1300 quilômetros de viagem, os produtos chegaram ao mercado vietnamita . Hu Zaiyang, responsável pela exportadora de limões, comentou: “O tempo de transporte para o Vietnã foi reduzido de seis para dois dias, aumentando a eficiência logística e reduzindo os custos de transporte em 31%.” A Alfândega de Chongqing informou que, com a normalização da operação dessa rota de logística refrigerada por caminhões internacionais, a previsão é exportar cerca de 50 mil toneladas de produtos agrícolas anualmente pelo corredor, garantindo que os produtos cheguem frescos aos destinos. O corredor utiliza múltiplos modais de transporte, como ferrovias, rodovias, vias navegáveis e transporte aéreo, conectando a região oeste com mercados internacionais. Além disso, os dados indicam que o comércio exterior pelo corredor apresenta um crescimento significativo. Liu Jie, vice-diretora do Departamento de Análise Estatística da Alfândega de Chongqing, afirmou: “As importações e exportações de Chongqing por meio do Novo Corredor cresceram 1,4 vezes. A intermodalidade entre o corredor, o trem China-Europa e a hidrovia do Rio Yangtzé movimentou 31.100 TEUs, um aumento de 15%.” Fonte: stdaily.com

23 de abril de 2025
China2Brazil
Na véspera do 10º Dia Nacional do Espaço, comemorado em 24 de abril, a China apresenta novos marcos em seu programa espacial. No Centro de Lançamento de Satélites de Jiuquan, a missão tripulada Shenzhou-20 se prepara para um encontro orbital com a equipe da Shenzhou-19. Paralelamente, a missão Tianwen-2, voltada à coleta de amostras de um asteroide, entra na reta final dos testes preparatórios. O presidente Xi Jinping afirmou: “Explorar o vasto universo, desenvolver a indústria espacial e construir uma potência espacial são os nossos sonhos incessantes”. Missão lunar estabelece novo recorde Em junho de 2024, a sonda Chang’e-6 retornou à Terra com 1.935,3 gramas de amostras da face oculta da Lua . O feito superou marcas anteriores e fortaleceu o programa lunar da China no cenário internacional. Em outubro, a missão Shenzhou-19 realizou o quinto encontro tripulado na estação espacial Tiangong, reunindo astronautas de três décadas distintas — dos anos 1970, 1980 e 1990. A missão Chang’e-6 superou obstáculos técnicos, como a criação de uma órbita lunar retrógrada , a coleta automatizada no lado oculto da Lua e a decolagem precisa. A China também lançou com sucesso uma constelação cislunar com três satélites, consolidando sua presença na exploração do espaço profundo. Avanço em foguetes e tecnologias reutilizáveis O país investe na construção de foguetes de alta capacidade e em sistemas reutilizáveis de transporte espacial. Esses esforços visam viabilizar a presença chinesa em regiões mais distantes do sistema solar. A China também ampliou sua infraestrutura científica. Com a conclusão da segunda fase do Projeto Meridiano, o país fortaleceu sua capacidade de monitoramento do clima espacial. Satélites como Wukong, Mozi e Huiyan atuam na análise de partículas cósmicas, radiação solar e composição da superfície lunar. Estação Tiangong testa biotecnologia e novos materiais A estação espacial Tiangong abriga experimentos que geram resultados replicáveis na Terra. O cultivo de arroz em órbita resultou em novas gerações viáveis. Além disso, pesquisas com peixes vertebrados e cristalização de materiais em microgravidade apontam para aplicações industriais futuras. Segundo Wang Chi, diretor do Centro Nacional de Ciência Espacial da Academia Chinesa de Ciências, a China passou a produzir descobertas com impacto internacional. Até o momento, o país firmou cerca de 200 acordos com mais de 50 países e organizações, abrangendo desde observação terrestre até missões lunares. A tecnologia espacial já influencia áreas civis. Em abril, a China lançou uma plataforma comercial em Hangzhou para facilitar o acesso de empresas privadas a componentes e serviços espaciais. A ferramenta busca ampliar a adoção de soluções tecnológicas no mercado interno. O sistema de navegação BeiDou monitora mais de 2.500 reservatórios e integra milhões de bicicletas compartilhadas com sistemas de alta precisão. Além disso, dados de satélite impulsionam a agricultura de precisão, a gestão de recursos e a resposta a desastres. Os impactos econômicos ultrapassam 300 bilhões de yuans. Próximas missões ampliam ambição espacial A China já planeja novas operações. A missão Chang’e-7 está prevista para 2026, a Chang’e-8 para 2028, e um novo sistema BeiDou deve entrar em operação até 2029. O país pretende realizar um pouso tripulado na Lua até 2030 e construir uma estação científica lunar básica até 2035. Fonte: Diário do Povo Tradução: Mei Zhen Li

23 de abril de 2025
China2Brazil
A primeira maratona de robôs humanoides do mundo revelou o potencial do Vale dos Robôs, em Shenzhen, como novo centro global de inovação em robótica. O evento teve como vencedor o robô “Tiangong Ultra”, desenvolvido pela UBTECH . Outros competidores demonstraram coordenação em grupo, manobras e suporte a atividades de alta complexidade, como escaladas. Todos os modelos foram produzidos no mesmo polo industrial. Localizado entre as montanhas Yangtai e Tanglang, o Vale dos Robôs não se trata de uma formação natural, mas de um corredor tecnológico de sete quilômetros nos arredores da Cidade Universitária de Shenzhen. O ecossistema se concentra ao longo da Avenida Liuxian e da Linha 5 do metrô, reunindo empresas de tecnologia que impulsionam a posição da cidade na indústria global de robótica. Companhias como UBTECH, Flexiv, KUMAR, Zhipingfang, Kenqi, Yunjing e Pudu atuam em diferentes frentes, incluindo robôs industriais, de serviço e especializados. Seus produtos estão presentes em fábricas, residências, cafeterias, portos e parques, executando tarefas como montagem, limpeza, atendimento e manutenção de embarcações. A estrutura do Vale dos Robôs segue o modelo do Vale do Silício, combinando universidades, institutos de pesquisa e empresas. A Universidade de Ciência e Tecnologia do Sul, o campus Xili da Universidade de Shenzhen e o Instituto de Tecnologia Avançada da Academia Chinesa de Ciências lideram a formação de mão de obra qualificada e o desenvolvimento de pesquisa aplicada. O setor privado exerce papel central nesse avanço. Mais de 90% das inovações tecnológicas de Shenzhen nascem em empresas locais, que concentram centros de pesquisa, capital e patentes. Atualmente, a cidade abriga mais de 2.200 empresas de inteligência artificial e cerca de 1.000 voltadas à robótica. Algumas já figuram entre as cem maiores do mundo no segmento de robôs humanóides, segundo relatório do banco Morgan Stanley. Em 2024, o município lançou o Plano de Ação para o Desenvolvimento de Robôs Inteligentes Incorporados (2025–2027) e adotou políticas de incentivo, fundos de investimento e linhas de crédito específicas. As medidas acompanham a estratégia da província de Guangdong, que elegeu a robótica e a inteligência artificial como prioridades para o crescimento econômico e tecnológico regional. Com articulação entre governo, empresas e academia, Shenzhen consolida-se como o principal polo de robótica da China e um dos mais relevantes no cenário internacional. Segundo especialistas do setor, o Vale dos Robôs tende a assumir papel central na nova fase da indústria global. Fonte: Southcn.com Tradução: Mei Zhen Li

22 de abril de 2025
China2Brazil
A Toyota Motor Corporation e o Governo Popular Municipal de Xangai firmaram um acordo, em 22 de abril, de cooperação estratégica na cidade. A iniciativa visa ampliar a colaboração em áreas como veículos de novas energias, com foco na redução de emissões e na eletrificação da mobilidade na China. Segundo o portal The Paper, a Toyota vai estabelecer uma nova empresa dedicada a veículos de novas energias em Xangai. A unidade vai integrar pesquisa e desenvolvimento, produção e vendas, com destaque para a fabricação de veículos elétricos da marca Lexus e o desenvolvimento de baterias avançadas. O projeto marca um avanço no plano de eletrificação da Lexus e representa mais uma operação de escala global em Xangai, após a instalação da Gigafactory da Tesla. O governo municipal classifica a parceria como parte da estratégia de abertura econômica e integração entre inovação e indústria. A cidade busca consolidar um polo internacional em veículos de novas energias, alinhado ao plano industrial moderno de Xangai e à estratégia global da Toyota. O acordo inclui cooperação em diversos segmentos da cadeia automotiva, como logística, direção automatizada, produção de hidrogênio, reciclagem de baterias e parcerias com fornecedores. A meta é criar um projeto modelo com impacto local e internacional. Durante o evento, o distrito de Jinshan e a Toyota assinaram memorandos de entendimento e acordos de serviços de investimento. A Shanghai Xinjingshan Industrial Investment Development e a Lexus (Shanghai) New Energy também firmaram um acordo de apoio ao investimento. O vice-prefeito executivo de Xangai, Wu Wei, participou da cerimônia. Desde outubro de 2024, Jinshan mobilizou diferentes órgãos para viabilizar o projeto. O distrito coordenou ajustes regulatórios, demolições, transferência de terrenos e reestruturação de vias e canais. Com esse esforço, o projeto recebeu a posse do terreno em 1º de abril deste ano. A Zona de Alta Tecnologia da Baía de Xangai montou um posto conjunto de atendimento e uma plataforma online para acompanhar o andamento do projeto. O modelo híbrido permite operação ininterrupta e facilita o fluxo entre etapas. A Toyota prevê o início das obras para junho e estima produzir o primeiro veículo em 2027. Peng Xijun, gerente-geral da Shanghai Xinjingshan Industrial Investment Development, afirmou ao The Paper que o projeto completa o ecossistema automotivo de Jinshan. “A chegada da Toyota vai fortalecer a cadeia automotiva de Jinshan e impulsionar o setor em toda a região do Delta do Rio Yangtzé.” A primeira fase do projeto vai ocupar 1.692 mu e receberá investimento de RMB 14,6 bilhões. Jinshan abriga atualmente 159 empresas da cadeia automotiva, incluindo 96 de grande porte, 64 com perfil tecnológico e 10 reconhecidas como "pequenos gigantes" nacionais. Com a instalação da Lexus, o distrito pretende atrair novas empresas de veículos inteligentes e conectados. A meta é acelerar a transição das fabricantes de autopeças tradicionais para o setor de novas energias e conectividade veicular. Fonte: The Paper

22 de abril de 2025
China2Brazil
A China passou a aceitar o registro de patentes desenvolvidas com apoio de inteligência artificial (IA). O anúncio ocorreu durante o Fórum de Alto Nível sobre Proteção da Propriedade Intelectual 2025, realizado entre 21 e 22 de abril, em Pequim. A Administração Nacional de Propriedade Intelectual da China atualizou o Guia de Exame de Patentes para incluir critérios específicos na avaliação de invenções com participação de IA. A mudança regulamenta o caráter inventivo dessas criações e alinha o país ao debate jurídico internacional sobre novas tecnologias. Segundo a Organização Mundial da Propriedade Intelectual (OMPI), a China detém 61% das patentes globais relacionadas à IA. O volume resulta de investimentos em tecnologia e de políticas públicas voltadas à inovação. “O número de pedidos de patentes em tecnologias digitais cresceu, em média, 172% nos últimos cinco anos, enquanto os relacionados à IA subiram 700%”, informou Kenichiro Natsume, diretor-assistente da OMPI. “Mais da metade das principais patentes em IA generativa estão nas mãos de entidades chinesas.” China usa IA para proteger seu próprio sistema de inovação O país também aplica ferramentas de IA para proteger sua base tecnológica. Entre as ações em curso estão o monitoramento em tempo real de violações, o rastreamento da origem de conteúdos e sistemas de reconhecimento digital. O governo promove ainda triagens em universidades e centros de pesquisa para acelerar a transformação de patentes em produtos. A iniciativa busca resolver obstáculos antigos, como a dificuldade de pequenas empresas em acessar tecnologias públicas. A política também incentiva a aproximação entre centros de pesquisa e empresas privadas para acelerar a inovação. Participação ativa da China nas regras globais de propriedade intelectual Além das ações internas, a China ampliou sua presença em fóruns internacionais. Em 2024, atuou diretamente na conclusão de dois tratados liderados pela OMPI: o Tratado sobre Propriedade Intelectual, Recursos Genéticos e Conhecimentos Tradicionais Associados e o Tratado de Riad sobre Desenho Industrial. O país também firmou acordos bilaterais com Emirados Árabes Unidos, Nova Zelândia, Itália, França e Austrália. Em parceria com Japão e Coreia do Sul, estabeleceu metas conjuntas para cooperação em propriedade intelectual pelos próximos dez anos. “A China deixou de ser apenas participante das regras internacionais e passou a influenciar a formulação de novas normas globais”, afirmou Kim Eun-ji, representante do Escritório de Direitos Autorais da Coreia em Pequim. Empresas estrangeiras ampliam presença em meio à segurança regulatória Nos últimos dez anos, o número de patentes válidas de empresas estrangeiras na China aumentou 336%. O investimento em pesquisa e desenvolvimento (P&D) de grandes indústrias internacionais cresceu 86,4% no mesmo período. A farmacêutica alemã Boehringer Ingelheim citou a importância da proteção regulatória ao anunciar novos investimentos no país.“Estamos encorajados pelas medidas da China em fortalecer a propriedade intelectual. Planejamos investir cerca de 5 bilhões de yuans em P&D nos próximos cinco anos”, disse Gao Haoting, presidente da empresa na Grande China. China propõe sistema global mais equilibrado Durante o fórum, o governo chinês defendeu um sistema multilateral mais justo na área de propriedade intelectual. O país reafirmou o compromisso com a inovação e o desenvolvimento sustentável em ambiente de colaboração internacional. “A China está pronta para cooperar com outros países na construção de um sistema mais favorável à inovação, contribuindo com soluções para o avanço da governança global da propriedade intelectual”, afirmou o comunicado oficial. Fonte: ST Daily Tradução: Mei Zhen Li

22 de abril de 2025
China2Brazil
A primeira fase da 137ª Feira de Importação e Exportação da China, conhecida como Feira de Cantão , terminou em 19 de abril com foco em “fabricação avançada”. Segundo o Centro de Comércio Exterior da China, responsável pelo evento, 148.585 compradores estrangeiros de 216 países e regiões participaram até essa data, alta de 20,2% em comparação com a 135ª edição, realizada no mesmo período. Empresas chinesas apresentaram produtos de tecnologia de ponta nos pavilhões, com destaque para o setor de “fabricação inteligente”. Mais de 1.100 companhias ocuparam as áreas dedicadas à tecnologia inteligente, exibindo cerca de 320 mil produtos. Entre os itens em exposição estavam equipamentos de realidade virtual, eletrodomésticos com eficiência energética e robôs de serviço. A feira também destacou soluções voltadas ao baixo carbono, como geladeiras integradas e lavadoras com compartimentos duplos. A nova área dedicada a robôs de serviço recebeu atenção do público internacional, refletindo o avanço da indústria chinesa de tecnologia. Negociações intensas marcaram os dias do evento, segundo expositores. Muitos relataram aumento no número de compradores e consultas comerciais. Tuo Hongyan, gerente de relações públicas da Guangzhou XAG Co., afirmou que clientes do Sudeste Asiático, Oriente Médio e América Latina demonstraram interesse nos drones agrícolas da empresa. Os equipamentos operam de forma autônoma e têm preços mais baixos que os de máquinas convencionais. Huang Jian, vice-gerente geral da Guangdong Lingdu Intelligent Technology, também observou alta procura por robôs de limpeza para fachadas e painéis solares. “Desde 2023, nossos produtos chegaram a 21 países e regiões, como Reino Unido, Austrália, África do Sul e Turquia”, disse. De acordo com Zhou Mi, pesquisador da Academia Chinesa de Comércio Internacional e Cooperação Econômica do Ministério do Comércio, a feira funciona como vitrine internacional para empresas chinesas e espaço para lançamento de inovações em meio às transformações do cenário global. Nos três primeiros dias, a organização promoveu 234 atividades comerciais, entre fóruns setoriais e encontros da iniciativa “Ponte do Comércio”. As discussões abordaram temas como digitalização, mercados estratégicos, cadeias industriais e inovação financeira. He Yiming, porta-voz do Ministério do Comércio, afirmou que a primeira fase da feira ofereceu soluções que vão desde matérias-primas industriais até linhas completas de produção, com preços transparentes e serviços de cadeia de suprimentos. A 137ª edição da Feira de Cantão ocorre de 15 de abril a 5 de maio, em três fases. Os temas das etapas seguintes são “Casa de Qualidade” e “Vida Melhor”. O evento reúne 55 áreas de exposição e 172 seções temáticas. A plataforma online continua operando de forma permanente. Fonte: Xinhua Tradução: Mei Zhen Li