
12 de setembro de 2025
China2Brazil
Setembro marca o início da temporada de maior fluxo turístico em Xinjiang. Visitantes de diferentes regiões da China buscam conhecer as paisagens naturais e o patrimônio cultural local. Nesse contexto, cresce a opção por viajar de trem, com destaque para o Expresso Novo Oriente, conhecido como o “hotel sobre trilhos da Rota da Seda ”. O trem, que integra a caravana de entrevistas “De trem-bala para ver a China – testemunhando as mudanças de Xinjiang”, tornou-se referência do turismo ferroviário na região. As viagens duram mais de dez dias e os bilhetes, que ultrapassam RMB 10 mil, têm alta procura. Estrutura do Expresso Novo Oriente O Expresso Novo Oriente é composto exclusivamente por cabines-leito. A categoria “Blue Diamond” oferece cabines duplas com banheiro compartilhado. O vagão “Silver Diamond” reúne suítes com cama de casal, quartos executivos e opções familiares. Já a “Gold Diamond” dispõe de banheiro privativo, janela panorâmica, escrivaninha e guarda-roupa. [caption id="attachment_25447" align="alignnone" width="1024"] Fonte da imagem: Divulgação[/caption] Cada vagão leva o nome de um ponto turístico de Xinjiang e traz informações culturais e gastronômicas da região. O trem também conta com carro-restaurante e vagão-bar equipado com piano e karaokê. Logo no embarque, os passageiros participam de um jantar de recepção. Segundo Lin Wen, secretário do Partido do Departamento de Turismo da Xinjiang Railway Tourism Development Group, cada viagem recebe em média mais de 70 passageiros. A composição entre as categorias Blue, Silver e Gold Diamond varia conforme o perfil dos grupos. Uma equipe acompanha todo o trajeto, responsável por alimentação, transporte, passeios e pelo registro das sugestões dos clientes. Turismo sobre trilhos Nos últimos anos, a China Railway Urumqi Group lançou diferentes produtos ferroviários turísticos, como o Expresso Novo Oriente, o Tianshan e o Tour do Deserto de Taklamakan. Essas iniciativas reforçam a marca “Xinjiang é um bom lugar”. O Expresso Novo Oriente oferece quatro rotas turísticas integradas. A mais procurada é o circuito Sul-Norte Xinjiang, com duração de 12 a 14 dias. O trajeto inclui mais de 20 pontos turísticos, como Tianchi, Kanas, Hemu, Praia Colorida, Lago Sayram, Nalati, Bayinbuluke, Cânion de Kuqa, Lago Baisha e a cidade antiga de Kashgar. Até agora, Xinjiang operou 361 trens turísticos, que transportaram cerca de 200 mil passageiros, nacionais e estrangeiros. A iniciativa conecta paisagens, estimula o consumo e integra turismo e cultura. A China Railway Urumqi Group firmou acordos com hotéis e pousadas para complementar as viagens. Os turistas passam parte do trajeto hospedados em terra, em acomodações selecionadas conforme o perfil dos grupos. Turismo prateado em expansão O setor tem registrado aumento da demanda por viagens voltadas ao público idoso . Durante o verão, a rede ferroviária chinesa operou 579 trens turísticos, 31% a mais que no ano anterior. Nesse contexto, os chamados “trens para idosos” consolidaram-se como tendência. No caso do Expresso Novo Oriente, 70% dos passageiros têm entre 50 e 70 anos. O ritmo mais lento, as atividades culturais e o conforto oferecido atraem esse público. Em janeiro de 2025, nove órgãos nacionais lançaram o Plano de Ação para Expandir os Trens de Turismo Prateado e Promover o Consumo de Serviços, com a meta de estruturar até 2027 uma rede ferroviária nacional dedicada aos idosos. O Expresso Novo Oriente já inclui recursos de acessibilidade, como pisos antiderrapantes, corrimãos, botões de emergência, equipamentos médicos básicos e cuidadores profissionais. O cardápio é adaptado e as atividades seguem ritmo adequado ao público. A previsão é que Xinjiang opere 100 trens turísticos em 2025, sendo 70% a 80% com passageiros idosos. Estão previstas ainda rotas temáticas que exploram as quatro estações do ano, com foco em paisagens naturais e tradições culturais locais. Fonte: chinanews.com.cn

12 de setembro de 2025
China2Brazil
O Instituto de Física de Plasma da Academia Chinesa de Ciências, em Hefei, anunciou em 10 de setembro que o sistema de aquecimento por ressonância de íons ciclotrônicos (ICRF) foi aprovado na avaliação de especialistas. O equipamento faz parte do projeto nacional de grande infraestrutura científica do “13º Plano Quinquenal” — Instalações Integradas de Pesquisa para Sistemas Principais de Reatores de Fusão (CRAFT). Trata-se da primeira conquista da China na tecnologia de aquecimento por radiofrequência de alta potência. O sistema foi projetado para futuros reatores de fusão e enfrentou desafios como a nacionalização de tetrodos eletrônicos de megawatt, o desenvolvimento de sintetizadores de alta potência e o design de antenas específicas. Com isso, superou barreiras técnicas consideradas essenciais. Além da energia nuclear, as tecnologias associadas podem ser aplicadas em setores como propulsão espacial, semicondutores, saúde e eletrônica. [caption id="attachment_25442" align="alignnone" width="1575"] Fonte da imagem: Zhang Duan/ Xinhua[/caption] O aquecimento por ressonância de íons ciclotrônicos é um método usado para elevar a temperatura do plasma a centenas de milhões de graus Celsius em dispositivos de fusão nuclear. Os principais componentes desse sistema estavam, até agora, sob monopólio estrangeiro. A equipe do CRAFT trabalhou cinco anos para nacionalizar tetrodos e tubos eletrônicos a vácuo de megawatt, criar redes de síntese de alta potência e desenvolver dispositivos de transmissão de baixa perda. O sistema alcançou uma saída estável de 2 MW em faixa de frequência de 40 a 80 MHz, com operação de milhares de segundos. A temperatura iônica é um parâmetro decisivo para a ignição de reatores de fusão. Na reação deutério-trítio, os íons precisam atingir centenas de milhões de graus Celsius e manter a combustão de forma autossustentada. O sistema ICRF desenvolvido no CRAFT apresenta saída estável de 2 MW, ampla largura de banda e pulsos longos de escala de mil segundos. Ele será usado como plataforma de pesquisa e teste para o design de componentes-chave em dispositivos como BEST, CFEDR e ITER. O avanço garante à China autonomia em toda a cadeia de produção dessa tecnologia e apoio ao desenvolvimento da energia de fusão, considerada estratégica para atingir a meta nacional de neutralidade de carbono . Fonte: news.qq.com

12 de setembro de 2025
China2Brazil
A nove meses da abertura da Copa do Mundo de 2026 nos Estados Unidos , Canadá e México, a cidade de Yiwu, conhecida como o “supermercado do mundo”, já registra aumento nas exportações ligadas ao evento. De janeiro a julho de 2025, as vendas externas de artigos esportivos da cidade somaram RMB 6,78 bilhões, alta de 16,8% em relação ao mesmo período do ano anterior, segundo a Alfândega de Yiwu. Desse total, RMB 1,88 bilhão teve como destino os três países-sede, com crescimento de 10%. No Mercado Internacional de Yiwu , compradores estrangeiros antecipam pedidos. Hossam, comerciante da Jordânia, afirmou que a estreia de seu país na Copa elevou a procura por produtos de futebol. Ele viajou à cidade para garantir encomendas. Vendedores locais relatam que, já em maio e junho, começaram a receber solicitações relacionadas ao torneio, período em que tradicionalmente o comércio registra baixa. Inovação e patentes para ampliar participação no mercado Com o aumento da demanda, empresas de Yiwu apostam em inovação e na proteção da propriedade intelectual. O comerciante Wen Congjian desenvolveu linhas de camisetas de torcedores voltadas aos países-sede e lançou versões infantis e femininas. Desde o início de 2025, registrou mais de 40 patentes no exterior. Já Ling Tianle, especializado em cornetas de torcida, apresentou novos modelos neste ano. Um deles, a corneta de três seções com suporte para bandeira nacional, teve forte saída e foi exportado em grandes quantidades para o Brasil . A diversidade de produtos também atrai comerciantes internacionais. Ram, dono de uma loja de pulseiras, afirmou que visita Yiwu até três vezes por ano e que decidiu antecipar as compras para a Copa de 2026. Indústria local amplia produção para atender à demanda O aumento das encomendas levou fábricas de Yiwu a expandirem linhas de produção e reforçarem estoques. Uma fabricante de bolas de futebol informou que a produção mensal já ultrapassa 100 mil unidades. Em outra empresa, especializada em cachecóis, foram adquiridas 20 máquinas de tricô em 2024 para atender ao volume extra de pedidos. Além disso, fornecedores locais intensificaram os contratos de insumos, como fios e tecidos, para evitar gargalos na cadeia de produção. Comerciantes estimam que entre setembro e outubro de 2025 ocorra uma nova onda de pedidos, seguindo o padrão observado em Copas anteriores. O comércio eletrônico transfronteiriço também tem reduzido prazos de entrega, o que amplia a capacidade de resposta das fábricas locais às encomendas de última hora. Fonte: news.cctv.com

11 de setembro de 2025
China2Brazil
Xangai iniciou em agosto de 2025 a operação comercial de robotáxis em áreas centrais da cidade, após conceder licenças de demonstração para oito empresas de veículos inteligentes conectados. A iniciativa coloca a metrópole ao lado de Pequim, Guangzhou e Shenzhen como polos de testes e expansão da mobilidade autônoma na China. Diferente de outras cidades, Xangai exige que companhias de tecnologia se associem a operadoras de táxi tradicionais. Segundo autoridades locais, o modelo busca unir sistemas de condução autônoma a experiência operacional, manutenção e gestão de incidentes do setor de transporte. Além disso, a participação de marcas conhecidas tende a aumentar a confiança do público nos serviços. Operações em Pudong A Pony.ai iniciou a operação em parceria com a Jin Jiang International Holdings Co., com atendimento em Jinqiao e Huamu, áreas que concentram escritórios, residências e centros de consumo. O serviço funciona de segunda a sexta, das 7h30 às 21h30, conectando pontos estratégicos como o governo da Nova Área de Pudong, o shopping Lalaport, o Parque Century e a estação de metrô do Estádio de Futebol de Pudong. De acordo com Jin Jiang, a demanda tem mantido os veículos em circulação por mais de dez horas diárias. A seleção das rotas considerou tanto o tráfego local quanto as exigências do programa-piloto. Novas parcerias Além da Pony.ai, empresas como SAIC AI Lab, Utopilot, Apollo Go (da Baidu) , Qiangsheng Holding e Dazhong Transportation também receberam autorização. Em Lin-gang, a Qiangsheng e a SAIC lançaram um serviço com 58 pontos de embarque e desembarque. Já em Jinqiao, a Dazhong e a Apollo Go operam veículos sem motoristas de segurança a bordo, cobrindo 25 km² com cerca de 70 estações de parada. Outra iniciativa conecta o Shanghai Disney Resort ao Aeroporto Internacional de Pudong, operada pela IM Motors em parceria com o SAIC AI Lab. Estratégia gradual Segundo a Pony.ai, a escolha de Pudong permite testar a tecnologia em cenários urbanos complexos, com fluxo intenso de pedestres e veículos. A empresa pretende expandir progressivamente a rede, aumentar a frota e adicionar pontos de embarque. A Dazhong, por sua vez, iniciou testes em 2021, consolidou parceria com a Baidu em 2022 e agora opera em escala piloto. Para a companhia, a combinação entre empresas tradicionais e tecnologia garante transição com menor risco. Perspectivas nacionais A China já conta com operações comerciais em cidades como Guangzhou, onde a Pony.ai estreou seu primeiro serviço em 2018. Desde então, a empresa expandiu para Pequim, Xangai e Shenzhen, com autorizações para trajetos totalmente autônomos desde 2023. Relatório do Goldman Sachs publicado em maio de 2025 estima que o mercado chinês de robotáxis alcançará US$47 bilhões até 2035, frente aos US$54 milhões previstos para 2025. A projeção considera redução de custos de hardware e algoritmos, além da eficiência no uso de frotas. Especialistas afirmam que a China avança em direção a um ponto de decolagem do setor, favorecida pela escala de dados urbanos e pela diversidade de cenários para treinar algoritmos de inteligência artificial. Impacto econômico e social Autoridades locais avaliam que os veículos autônomos apresentam taxas de acidente inferiores às registradas por motoristas humanos. Companhias de seguros já aplicam prêmios menores para veículos sem motorista, sinalizando maior confiança na tecnologia. O setor também deverá gerar novos postos de trabalho em monitoramento remoto e suporte operacional, mesmo com a expectativa de redução gradual da demanda por motoristas. Fonte: shanghai.gov.cn

11 de setembro de 2025
China2Brazil
A China ocupa a segunda posição mundial em desenvolvimento de novos medicamentos, responsável por 20% dos fármacos em fase de pesquisa, segundo informou a Comissão Nacional de Saúde nesta quinta-feira (11). Em coletiva de imprensa, Guo Yanhong, representante do órgão, afirmou que diversos medicamentos criados no país para tratamento de câncer já receberam aprovação para comercialização tanto no mercado interno quanto no exterior. Além disso, vacinas contra o papilomavírus humano (HPV) produzidas localmente passaram a integrar os programas de imunização, ampliando o acesso à prevenção da doença. O setor de dispositivos médicos também registrou avanços. Equipamentos nacionais, como tomógrafos computadorizados (CT), robôs cirúrgicos, corações artificiais e sistemas de radioterapia por prótons e íons pesados, já estão disponíveis para uso clínico. De acordo com Guo, a capacidade científica e tecnológica da China na área da saúde vem se consolidando, com resultados que incluem novos tratamentos, vacinas e equipamentos de referência. Fonte: China Daily

11 de setembro de 2025
China2Brazil
Durante o 14º Plano Quinquenal, a China identificou 10 grandes campos de petróleo e 19 campos de gás, o que ampliou as reservas nacionais de energia. A produção manteve-se em 200 milhões de toneladas de petróleo e mais de 240 bilhões de metros cúbicos de gás natural por ano. No setor de urânio, o país descobriu dois depósitos supergigantes em Jingchuan (Gansu) e Jiayin (Heilongjiang). Além disso, reforçou a base de recursos em cinco regiões de mineração, incluindo Ili e Ordos, medida que fortalece a segurança no fornecimento do combustível nuclear. O mar profundo tornou-se foco da expansão. No Mar do Sul da China, a prospecção revelou o campo Lingshui 36-1, primeiro grande campo de gás em águas ultraprofundas e camadas ultrarrasas do mundo, com reservas comprovadas acima de 100 bilhões de metros cúbicos. Segundo Sun Shuxian, vice-ministro dos Recursos Naturais e diretor da Administração Nacional dos Oceanos, o petróleo e o gás marítimos passaram a liderar o aumento das reservas e da produção. Em 2024, mais de 70% do crescimento da produção nacional veio do mar. A aposta no mar profundo responde à dependência externa de petróleo e gás e ao limite de exploração em terra e no mar raso. A exploração em águas profundas exige superar barreiras tecnológicas, como plataformas de perfuração ultraprofundas, navios de perfuração submarina, sistemas de produção submersos e segurança de fluxo. Esse avanço também movimenta setores como construção naval, robótica submarina, fabricação de tubos de aço e soldagem. Entre os equipamentos estratégicos, Sun citou o navio de perfuração “Mengxiang”, com deslocamento de 42.600 toneladas e capacidade de perfurar até 11 mil metros; a plataforma “Shenhai-1”, com capacidade de produção e armazenamento de 100 mil toneladas de petróleo; a plataforma eólica flutuante “Haiyou Guanlan”; e o submersível “Fendouzhe”. Além da produção imediata, o desenvolvimento em águas profundas é visto como chave para garantir acesso a recursos no futuro. O petróleo e o gás continuam centrais para a estabilidade econômica, enquanto o urânio reforça a segurança energética de longo prazo. Combustível das usinas nucleares, ele é considerado essencial para a transição energética e para o cumprimento das metas de neutralidade de carbono. A energia nuclear substitui a geração a carvão, sem depender de fatores climáticos, e complementa fontes renováveis como solar, eólica e hídrica. Pequenas quantidades de urânio podem gerar a mesma eletricidade que grandes volumes de carvão ou petróleo, com vantagem adicional de formar reservas estratégicas a custos mais baixos. Esse fator amplia o papel do urânio na redução da dependência de combustíveis fósseis e no avanço da transição para uma matriz de baixo carbono. Fonte: gmw.cn

10 de setembro de 2025
China2Brazil
No dia 10 de setembro, durante o 26º aniversário da companhia, o CEO Wu Yongming anunciou a reativação do AutoNavi (Gaode) Maps, comprado por Jack Ma há 11 anos. O aplicativo deixou de ser apenas uma ferramenta de navegação e, com subsídios de mais de RMB 1,1 bilhão e o lançamento da “Lista de Varredura de Ruas”, entrou diretamente na disputa com Meituan e Douyin. Em 2014, Jack Ma investiu cerca de US$1,5 bilhão na aquisição do AutoNavi, decisão que à época recebeu críticas, mas que agora se mostra estratégica para a presença da Alibaba em serviços locais. O AutoNavi, junto ao Taobao Flash Sales, deve se tornar um ponto central na reconfiguração do consumo offline da companhia. “Lista de Varredura de Ruas” redefine o consumo local Desde junho, a AutoNavi desenvolveu um projeto secreto em Hangzhou. Três meses depois, revelou que entraria na disputa de serviços locais com a “Lista de Varredura de Ruas”, baseada em dados reais de usuários e vinculada ao sistema de crédito da Alipay (Zhima Credit), evitando fraudes. O CEO Guo Ning afirmou que “a lista jamais será comercializada” e que a confiança do consumidor é sua principal força. A ferramenta identifica estabelecimentos de qualidade, permitindo que comerciantes honestos ganhem visibilidade, enquanto práticas como compra de avaliações ou troca de presentes por notas altas perdem efeito. Os dados envolvem 51,32 milhões de usuários que percorreram 22,8 bilhões de quilômetros em um ano. Foram analisadas 1,3 bilhão de navegações e selecionadas 1,18 milhão de lojas com alta taxa de retorno, gerando rankings como “Lista de Desgaste de Pneus” e “Lista de Clientes Fiéis”. Concorrentes já lançaram produtos semelhantes, como “Lista dos Imperdíveis” e “Guia de Restaurantes Pérola Negra”, mas a Alibaba investiu em subsídios para acelerar a penetração do AutoNavi. No lançamento, anunciou RMB 200 milhões em cupons de transporte, RMB 950 milhões em cupons de consumo, 50 milhões de exposições de tráfego via IA e RMB 30 milhões em incentivos para criadores de conteúdo. Estratégia offline e integração com o grupo Alibaba O AutoNavi agora funciona como uma porta de entrada offline, conectando o digital ao consumo físico. A plataforma cobre mais de 7 milhões de restaurantes, registra 120 milhões de buscas diárias e 13 milhões de navegações relacionadas ao consumo local. Ao integrar busca, navegação e consumo, cria um ciclo mais eficiente que outros apps do grupo. Internamente, a reativação do AutoNavi é considerada um projeto de nível S, equivalente ao Taobao Flash Sales. O antigo Koubei, plataforma de cupons locais, já foi reativado, e o próximo passo será expandir para comércio direto, iniciando pela gastronomia. Fonte: news.qq.com

10 de setembro de 2025
China2Brazil
Em coletiva de imprensa da série “Cumprimento de Alta Qualidade do Plano Quinquenal”, realizada pelo Gabinete de Informação do Conselho de Estado em 9 de setembro, autoridades informaram que a produção de veículos de novas energias (NEVs) da China ultrapassou 13 milhões de unidades em 2024, mantendo o país na liderança mundial de produção e vendas pelo décimo ano consecutivo. “Os veículos de novas energias representam uma direção estratégica para o desenvolvimento verde e a transformação da indústria automobilística global. Eles são fundamentais para que a China evolua de grande produtor de automóveis para potência automobilística”, afirmou Xin Guobin, vice-ministro da Indústria e Tecnologia da Informação. Segundo ele, a participação das vendas de NEVs subiu de 5,4% em 2020 para 40,9% no ano passado. O consumo desses veículos alcançou RMB 2 trilhões em 2024, movimentando toda a cadeia produtiva e setores correlatos e gerando impactos econômicos e sociais relevantes. Durante o 14º Plano Quinquenal, o governo elaborou planos de desenvolvimento industrial em nível nacional. As empresas do setor aumentaram investimentos, superaram desafios tecnológicos e elevaram a qualidade e o desempenho dos produtos. Além disso, a autonomia média dos carros de passeio elétricos puros chegou a quase 500 km, o custo unitário das baterias de potência caiu 30%, a vida útil aumentou 40% e a velocidade de recarga mais que triplicou. Além disso, a infraestrutura de pontos de recarga e estações de troca de baterias se expandiu. “Devemos reconhecer que ainda existem problemas, como a limitação de chips automotivos de alto desempenho para processos avançados e a concorrência não racional, que permanece evidente”, destacou Xin Guobin. Ele acrescentou que a China pretende aperfeiçoar políticas de apoio, reforçar a superação de tecnologias essenciais, regular a ordem competitiva do setor e continuar promovendo o desenvolvimento de alta qualidade da indústria. Fonte: gmw.cn

10 de setembro de 2025
China2Brazil
A GWM iniciou as vendas da Poer P30, sua picape a diesel voltada ao mercado brasileiro, com preço promocional de R$240 mil na versão Exclusive e R$220 mil na Trail. A partir de 20 de setembro, os valores sobem para R$260 mil e R$240 mil, respectivamente. O modelo traz motor 2.4 turbodiesel de 184 cv, torque de 480 Nm e transmissão automática de nove marchas. A aceleração de 0 a 100 km/h ocorre em 11,2 segundos, com consumo de 9,5 km/l na cidade e 10,6 km/l na estrada, garantindo autonomia de até 820 km. A tração 4x4 e o bloqueio do diferencial traseiro permitem rodar em estradas e off-road, enquanto a caçamba suporta até 1.018 kg. [caption id="attachment_25405" align="alignnone" width="1575"] Fonte da imagem: Divulgação[/caption] [caption id="attachment_25406" align="alignnone" width="1575"] Fonte da imagem: Divulgação[/caption] O veículo combina desempenho e conforto. A suspensão dianteira independente e a traseira com eixo rígido foram ajustadas para o mercado brasileiro, e a cabine oferece versões Trail e Exclusive, com recursos como ar-condicionado climatizado, multimídia de 14,6”, bancos em couro e paddle shift no volante. A Poer P30 chega com garantia de 10 anos, a mais abrangente do segmento, e reforça a presença da GWM no Brasil, após a inauguração da fábrica em Iracemápolis (SP) . A planta, primeira da marca na América Latina, tem capacidade inicial de 50 mil veículos por ano e prevê exportação para outros países da região. Diego Fernandes, COO da GWM Brasil, afirma: “A Poer P30 reflete nossa experiência global em picapes e atende às preferências do consumidor brasileiro, especialmente na escolha pelo motor diesel”.

9 de setembro de 2025
China2Brazil
As duas principais tendências das empresas chinesas de inteligência artificial, Agentic AI e internacionalização, ficaram evidentes no fórum AWS TechFest 2025, realizado em Hong Kong. O evento reuniu a plataforma de desenvolvimento de c Dify, o assistente de programação Trae, da ByteDance, e a startup ClackyAI, especializada em AI Coding SaaS. Todas seguem a mesma estratégia: construir capacidades centradas em Agentic AI e expandir produtos para mercados internacionais. Para alcançar esse objetivo, as três empresas utilizam a rede global da Amazon Web Services (AWS). Além de garantir segurança, conformidade e cobertura de recursos, os provedores de nuvem precisam atender às novas exigências de infraestrutura impostas por startups de Agentic AI. O ciclo global do Agentic AI O conceito de Agentic AI é uma evolução da onda dos grandes modelos, iniciada no exterior e replicada na China. Diferente de outras áreas, a China identifica maior oportunidade de internacionalização na camada de aplicação do Agentic AI, apesar de ainda ter infraestrutura de modelos em desenvolvimento. Investidores de risco no Vale do Silício têm apostado nesse conceito, que transforma a IA em agentes inteligentes com percepção, ação, objetivos e capacidade de colaboração. A plataforma Sierra pretende levantar US$350 milhões, atingindo avaliação de US$10 bilhões, com clientes entre empresas Fortune 500. A Cognition AI captou centenas de milhões em março, chegando a US$4 bilhões de avaliação. Já a Anthropic, criadora do modelo Claude, levantou US$13 bilhões na rodada F e alcançou avaliação de US$183 bilhões. O Claude Code, lançado em maio, gera mais de US$500 milhões em receita anualizada, com uso multiplicado em mais de dez vezes em três meses, levando desenvolvedores a migrar de plataformas concorrentes, como o Cursor. Na China, a adoção do Agentic AI começou mais devagar. Segundo a IDC, no primeiro trimestre de 2025 o mercado ainda confundia “aplicações de LLM” e “Agentes”, sem clareza sobre rotas tecnológicas ou modelos de negócio. No terceiro trimestre, ocorreram três mudanças: Padrões definidos: a estrutura de três dimensões, cognição generalizada, ação em ciclo fechado e memória evolutiva, passou a diferenciar agentes de simples aplicativos de LLM; Arquitetura amadurecida: o tripé modelo-base, plataforma de desenvolvimento e serviços de aplicação sustentou otimização de custos e escalabilidade; Escala de mercado: o setor deve movimentar RMB 19 bilhões em 2025, com taxa anual composta superior a 110% até 2028, principalmente nos setores financeiro, manufatureiro e varejista. Segundo Yang Wen, analista sênior da IDC China, “a explosão do mercado de AI Agents na China não é fruto de uma bolha tecnológica, mas da formação de capacidades industriais. Quem equilibrar arquitetura padronizada e personalização em cenários verticais liderará a automação de processos e a tomada de decisão inteligente”, afirmou. Expansão internacional das empresas chinesas A Dify foi lançada em 2023 como plataforma de desenvolvimento de aplicações baseadas em LLM. Em dois anos, tornou-se líder global de código aberto, com mais de 110 mil estrelas no GitHub, figurando entre os 100 principais projetos open source. Seus produtos cobrem construção de agentes, orquestração de fluxos de IA (AI Workflow), RAG e gestão de modelos. Huang Weiqiang, diretor da Dify para Ásia-Pacífico, destacou diferenças culturais entre mercados: Na China e no Japão, empresas adotam soluções rapidamente após confirmação técnica; Em Hong Kong e Singapura, o foco é verificar a conformidade e eficácia antes de avançar para provas de conceito e implementação; A Dify opera em dois eixos na AWS: Dify.AI SaaS, que suporta mais de 1 milhão de aplicações, e Dify Enterprise, versão corporativa no AWS Marketplace com escalabilidade e segurança. A ClackyAI, fundada em maio de 2024 e apoiada por fundos como Sequoia Capital, desenvolve um Ambiente de Desenvolvimento em Nuvem (CDE) voltado para programadores e empresas globais. A startup participou do AWS Startup Accelerator, que conecta startups a cenários reais e oferece insights sobre exigências regulatórias internacionais. O CEO Li Yafei explicou que a programação com IA segue duas rotas: IDE local tradicional e ambiente de desenvolvimento nativo em nuvem. A ClackyAI optou pelo segundo, construindo um CDE agentic completo, capaz de prototipagem, geração de código, depuração, integração contínua e implantação em produção. A startup também desenvolveu tecnologias próprias, como sistema de copy-on-write e gestão de IPs para scraping global. “Sem a infraestrutura da AWS, seria impossível desenvolver esse tipo de produto. Provedores de nuvem criam a base, mas tecnologias próprias são necessárias para atender demandas específicas do Agentic AI”, disse Li. O Trae, assistente de programação da ByteDance, também utiliza a AWS. Cada novo modelo lançado é adaptado e implantado com soluções de conformidade regionais. Li Yafei acrescentou que existem muitos nichos no B2B e-commerce com demandas verticais e know-how especializado. A ClackyAI foca-se primeiro nos segmentos de ponta do mercado internacional, para depois expandir a mercados intermediários. “Consumidores globais priorizam desempenho e qualidade, não origem. Atender às necessidades mais exigentes é a melhor forma de se posicionar”, afirmou. Fonte: tmtpost.com