
17 de setembro de 2025
China2Brazil
A Luckin Coffee inaugurou recentemente sua quarta loja temática dedicada ao Brasil na China, a primeira na província de Guangdong. A unidade fica no CBD de Zhujiang New Town, em Guangzhou. O gerente-geral do escritório Ásia-Pacífico da ApexBrasil, Victor Queiroz, e o cônsul-geral do Brasil em Guangzhou, Alan Coelho de Séllos, participaram da cerimônia de abertura. A loja oferecerá aos consumidores chineses uma experiência voltada à cultura brasileira e servirá como um canal de aproximação entre os dois países. Com cerca de 128 milhões de habitantes, Guangdong é a província mais populosa da China e um mercado estratégico para marcas nacionais e estrangeiras. Recentemente, a Luckin Coffee ultrapassou 4.000 unidades na província, tornando-se a primeira região do país a atingir esse número e consolidando sua posição de liderança no mercado local de café. Segundo a empresa, esse marco evidencia o reconhecimento da marca e o vigor do consumo regional. A nova loja também reforça a cooperação cultural entre China e Brasil . Após a assinatura de um memorando de compra de grãos brasileiros no valor de dezenas de bilhões de RMB em 2024 e a realização do Festival da Cultura do Café Brasil 1.0, a Luckin Coffee manteve o projeto de intercâmbio cultural. Em maio de 2025, lançou o “Festival da Cultura do Café Brasil 2.0”, em parceria com empresas brasileiras. A empresa pretende abrir mais de 30 lojas temáticas de café brasileiro em todo o país. Até o momento, já foram inauguradas unidades em Pequim, Xangai, Xiamen e Guangzhou, ampliando a difusão da cultura cafeeira do Brasil e fortalecendo a cooperação econômica entre os dois países. Victor Queiroz, da ApexBrasil, declarou: “A loja temática da Luckin Coffee dedicada ao Brasil é um marco importante. Aumentar a presença do café brasileiro em Guangdong tem grande relevância. Desde 2009, a China é nosso maior parceiro comercial. Nos últimos anos, as exportações de café cresceram de forma expressiva, e acreditamos que o mercado chinês possui enorme potencial para expansão do café brasileiro”, afirmou. Em junho de 2025, a ApexBrasil concedeu à Luckin Coffee o título de “Parceiro Estratégico da Cultura do Café Sino-Brasileira” em reconhecimento à sua contribuição para o intercâmbio cultural e econômico. Além das lojas temáticas, a base de torrefação da empresa em Jiangsu abriga um Museu do Café Brasileiro, e outro museu começou a ser construído no parque industrial de inovação de Xiamen em junho de 2025. Fonte: finance.sina.com.cn

17 de setembro de 2025
China2Brazil
Em 15 de setembro, a Confederação Empresarial da China e a Associação de Empresários Chineses divulgaram a lista das “ 500 Maiores Empresas da China 2025 ”. O critério de ingresso atingiu RMB 47,96 bilhões, marcando o 23º aumento consecutivo, RMB 579 milhões acima do ano anterior. O ranking mostra que as grandes corporações chinesas continuam ampliando escala, melhorando eficiência e fortalecendo capacidade de inovação. Avanços estáveis e liderança industrial Zhu Hongren, secretário do Partido e vice-presidente executivo da Confederação Empresarial da China, afirmou que as grandes empresas responderam aos desafios de um ambiente complexo, reforçaram sua estabilidade e ampliaram a liderança na atualização industrial, inovação e competição internacional. Segundo o levantamento: A receita operacional das 500 Maiores Empresas atingiu RMB 110,15 trilhões; O lucro líquido atribuível aos acionistas controladores somou RMB 4,71 trilhões, alta de 4,39%; O número de empresas com faturamento acima de RMB 100 bilhões subiu de 222 em 2020 para 267 em 2024; 15 empresas ultrapassaram RMB 1 trilhão em receita. Expansão internacional acelerada O critério de ingresso das “100 Maiores Multinacionais da China 2025” atingiu RMB 22,173 bilhões, aumento de 11,76% em relação ao ano anterior. O total de ativos no exterior chegou a RMB 11,96 trilhões, e o índice médio de transnacionalidade alcançou 15,56%, alta de 0,21 ponto percentual. O critério de ingresso das “100 Principais Empresas Líderes em Indústrias Emergentes Estratégicas da China 2025” chegou a RMB 45,921 bilhões, alta de RMB 6,407 bilhões. O faturamento atingiu RMB 14,31 trilhões (+11,88%) e os ativos totais subiram 20,29%, chegando a RMB 22,41 trilhões. As indústrias emergentes representaram 40,23% da receita e 40,58% do lucro. Investimentos em inovação e produtividade As 500 Maiores Empresas aplicaram RMB 1,73 trilhão em P&D, intensidade de 1,95%, recorde histórico e oitavo ano consecutivo de alta. Entre as “100 Maiores Empresas Inovadoras da China 2025”, a intensidade média de P&D subiu de 5,27% para 5,61%. Desde 2020, a receita operacional das 500 Maiores Empresas cresceu 22,62%, alcançando RMB 110,15 trilhões em 2024. Os ativos totais avançaram 34,13%, para RMB 460,85 trilhões. O lucro líquido cresceu 15,62%, e a margem de lucro da receita manteve-se acima de 4%. A receita por funcionário atingiu RMB 3,4938 milhões, aumento de 29,89%, enquanto o lucro líquido por trabalhador subiu 22,48%, para RMB 149.300. Setores de manufatura, serviços e outros contribuem com 40,48%, 40,29% e 19,23% do crescimento da receita, respectivamente. A distribuição regional tornou-se mais equilibrada, com maior participação do centro do país. Investimentos em P&D cresceram 32,30% desde 2020. Avanços em robótica, veículos elétricos, energia solar, drones, trens de alta velocidade e inteligência artificial destacam a força inovadora das empresas chinesas. Hao Yufeng, vice-secretário-geral da Confederação Empresarial da China, ressaltou que, apesar das incertezas globais, como reestruturação de cadeias de suprimentos, a China mantém vantagens decisivas: mercado de grande escala, sistema industrial completo, políticas macroeconômicas estáveis, ambiente de negócios em melhoria contínua e tecnologias digitais maduras. “Se concentrarmos esforços em fortalecer nossas bases, alcançaremos novos resultados no desenvolvimento de alta qualidade e avançaremos na ascensão das empresas chinesas ao nível mundial”, afirmou Hao. Fonte: gmw.cn

17 de setembro de 2025
China2Brazil
De 10 a 14 de setembro, o Parque Shougang, em Pequim, sediou a Feira Internacional de Comércio de Serviços da China 2025 (CIFTIS), com o tema “Inteligência digital conduzindo, comércio de serviços se renovando”. A Tianjin Chase Sun Pharmaceutical participou como representante do setor de saúde e Medicina Tradicional Chinesa (MTC), exibindo, na área de exposição de MTC, a marca Kangrentang. A empresa apresentou grânulos fitoterápicos de fórmula completa e produtos médicos de suas subsidiárias ChoiceMMed e Wenhe Medical, destacando a integração de soluções digitais nos seis principais segmentos de negócios. Segundo dados da organização, o evento atraiu participantes de mais de 70 países e organizações internacionais, com cerca de 2.000 empresas presentes, incluindo aproximadamente 500 integrantes da Fortune Global 500. Delegações do Sudeste Asiático, Europa e América do Norte visitaram o estande da Tianjin Chase Sun Pharmaceutical para acompanhar o funcionamento dos equipamentos de preparo de grânulos fitoterápicos. A Tianjin Chase Sun Pharmaceutical opera atualmente oito bases de produção de grânulos fitoterápicos no país, com um sistema completo de rastreabilidade que cobre desde a matéria-prima até a comercialização. Seus produtos estão presentes em quase mil hospitais nacionais. O injetável Xuebijing da empresa tem obtido reconhecimento no tratamento da sepse, com resultados publicados em periódicos internacionais como JAMA e eClinicalMedicine, oferecendo evidências clínicas que apoiam a internacionalização da Medicina Tradicional Chinesa. Durante a CIFTIS, os dispositivos médicos da empresa também chamaram atenção de compradores internacionais. A subsidiária ChoiceMMed recebeu, em 2017, a certificação MDSAP (Programa Único de Auditoria de Dispositivos Médicos), estabelecendo padrões de produção e gestão da qualidade compatíveis com mercados internacionais. Seus produtos possuem autorizações de comercialização na União Europeia, Estados Unidos, China, Japão e Brasil, entre outros países. As matérias-primas farmacêuticas da Tianjin Chase Sun Pharmaceutical também têm expandido presença internacional. As subsidiárias Zhanwang Pharmaceutical, Hubei Enoray Biopharmaceutical e Wan Tai Accessories exportam para mais de 50 países e seguem padrões técnicos internacionais. Entre os destaques: Enoray Biopharmaceutical obteve certificações GMP na Rússia, Alemanha, EUA e Turquia; Huzhou Zhanwang Pharmaceutical passou em inspeções do FDA (EUA) e possui aprovações da PMDA (Japão), GMP (Brasil), EDQM (Europa), Kosher e Halal; Wan Tai Accessories recebeu auditorias de clientes coreanos, registrou dois produtos no DMF (EUA) e obteve certificações Halal. Fonte: gmw.cn

16 de setembro de 2025
China2Brazil
A empresa chinesa DiDi , controladora da 99, confirmou nesta segunda-feira (15) investimento de R$ 2 bilhões para acelerar operações do serviço de delivery 99Food no Brasil, até junho de 2026. O anúncio foi feito durante reunião no Palácio do Planalto entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e executivos da DiDi/99, incluindo o CEO global, Will Cheng, a co-fundadora, Jean Liu, e o diretor-geral da 99 no Brasil, Simeng Wang. O 99Food, que atualmente opera apenas em São Paulo e Goiânia, deverá chegar a 15 cidades até o fim de 2025 e a 20 cidades até janeiro de 2026. O aporte considera a retomada do serviço 99Food, que havia sido encerrado anteriormente devido à forte concorrência , especialmente com o iFood. A notícia da retomada do 99Food já havia sido feita em maio. Na ocasião, a outra gigante chinesa do setor de delivery, Meituan, também anunciou investimento de R$ 5,6 bilhões ao longo de cinco anos no Brasil. Auxílio aos entregadores A DiDi/99 também apresentou um pacote de R$6 bilhões voltado para entregadores, incluindo crédito e locação para aquisição de motos elétricas, em conjunto com Be Bike, BLIV.BKE, Galgo, Riba Brasil, Vammo e Yadea. Também foi anunciado apoio à infraestrutura para entregadores: cerca de R$ 50 milhões serão investidos em pontos de apoio equipados com local para descanso, banheiros, água, e carregadores. Parceria inédita com o Ministério da Saúde A 99 firmou uma parceria com o Ministério da Saúde para distribuir 43 mil vouchers de corridas para pacientes do SUS em 32 cidades. O programa deverá ajudar no transporte de pacientes para consultas, exames e cirurgias, para evitar faltas em consultas.

16 de setembro de 2025
China2Brazil
Li Chenggang, representante de Comércio Internacional e vice-ministro do Comércio da China, afirmou na noite desta segunda-feira (15) que China e Estados Unidos alcançaram um consenso básico para tratar a questão do TikTok, reduzir barreiras de investimento e ampliar a cooperação econômica e comercial. As equipes econômicas e comerciais dos dois países se reuniram em Madri, Espanha, nos dias 14 e 15 de setembro. Após o encontro, Li disse, em coletiva de imprensa, que as partes implementaram ativamente o consenso definido pelos presidentes e aproveitaram o mecanismo de consultas econômicas e comerciais bilaterais para conduzir uma comunicação franca e construtiva, baseada no respeito mútuo e na igualdade, sobre o TikTok e outros temas de interesse comum. Li ressaltou que a China se opõe à politização, instrumentalização e “armamentização” das questões tecnológicas e comerciais e que não buscará acordos que comprometam princípios, interesses nacionais, empresariais ou a justiça internacional. Segundo ele, o país defenderá os interesses nacionais e os direitos legítimos de suas empresas, aprovando exportações de tecnologia de acordo com leis e regulamentos, e respeitará a vontade das empresas em negociações comerciais baseadas no mercado. Durante a coletiva, Wang Jingtao, vice-diretor da Administração do Ciberespaço da China, afirmou que os dois lados chegaram a um consenso sobre a resolução do caso TikTok, incluindo autorização de uso de direitos de propriedade intelectual relacionados a algoritmos e a operação de dados de usuários e segurança de conteúdo nos EUA. Wang destacou que o governo chinês aprovará legalmente exportações de tecnologia e o uso de propriedade intelectual vinculados ao TikTok, e que incentiva a expansão internacional de empresas chinesas. Ele espera que os EUA garantam um ambiente de negócios aberto, justo e não discriminatório para o TikTok e outras empresas chinesas, fortalecendo o desenvolvimento das relações comerciais bilaterais . Li acrescentou que a China aceitou o consenso por considerar que ele atende aos interesses de ambos os países. O vice-ministro destacou que o debate sobre o TikTok reforçou a importância de uma relação econômica e comercial estável entre China e EUA, e que as equipes manterão comunicação estreita para negociar os detalhes dos documentos resultantes e cumprir os procedimentos de aprovação doméstica. Por outro lado, Li criticou a ampliação de sanções dos EUA contra entidades chinesas. “A ampliação da lista de sanções, sob o pretexto de segurança nacional, representa uma prática unilateral e de intimidação, que viola o direito internacional e as normas das relações internacionais. A China se opõe firmemente e apresentou suas preocupações durante as negociações”, afirmou. Ele enfatizou que os resultados das negociações são difíceis de alcançar e que os EUA não podem exigir concessões da China enquanto reprimem empresas chinesas. Li instou os Estados Unidos a corrigirem os erros, cancelarem as restrições e avançarem na salvaguarda dos resultados das consultas para promover uma relação econômica bilateral saudável, estável e sustentável. O vice-ministro também agradeceu à Espanha pelo apoio e hospitalidade durante as negociações. Fonte: gmw.cn

16 de setembro de 2025
China2Brazil
Durante o 14º Fórum Chinês de Pagamentos e Liquidações, em 16 de setembro, o CEO do Ant Group, Han Xinyi, apresentou a trajetória de mais de 20 anos do Alipay e afirmou que os pagamentos móveis na China iniciam um novo ciclo de inovação com a era da inteligência artificial (IA) . Segundo Han, o desenvolvimento tecnológico, a inovação responsável e o apoio regulatório impulsionam o avanço dos pagamentos digitais. O executivo destacou que o surgimento de novos hardwares amplia os cenários de uso e reduz barreiras para a adoção dos serviços. Além disso, os pagamentos inovadores simplificam transações, expandem o mercado e aceleram a popularização, criando um ciclo de crescimento. Ciclos de inovação Han Xinyi identificou três ciclos de inovação do Alipay. A partir de 2004, a popularização dos computadores pessoais, como desktops e laptops, impulsionou os pagamentos online. O Alipay, com os serviços de pagamento garantido e rápido, reduziu barreiras de confiança e uso, favorecendo o crescimento do comércio eletrônico. Por volta de 2011, com a expansão dos smartphones e da rede 3G, os pagamentos migraram para dispositivos móveis. Tecnologias como pagamento por código de barras e reconhecimento facial reduziram custos de transação e permitiram que a China alcançasse 86% de cobertura em pagamentos móveis, a maior do mundo. A partir de 2024, com a maturidade de celulares com NFC, cockpits inteligentes, óculos inteligentes e agentes de IA, os pontos de entrada dos serviços começaram a se transformar. Surgiram os métodos “encostar”, “olhar” e “pagamento com IA”, que atendem às demandas da nova era e fortalecem o ecossistema da IA. Segundo a empresa, o “encostar” é um pagamento baseado em NFC que permite concluir a transação ao aproximar o celular do dispositivo de recebimento. O recurso ganhou mais de 100 milhões de usuários nos últimos quatro meses, ultrapassando 200 milhões no total. O “olhar” atende a dispositivos como óculos inteligentes. O usuário pode mirar em um QR Code ou dispositivo NFC, indicar o valor em voz alta e confirmar a transação, uma solução para quem não pode usar as mãos. O “pagamento com IA” inclui serviços como MCP de pagamento, gorjetas via IA e AI Pay, voltados para novos cenários de uso, como agentes inteligentes e ferramentas de IA. Han concluiu que o novo ciclo de inovação permite que celulares, óculos, veículos e agentes inteligentes realizem pagamentos de forma natural, aproximando o processo da comunicação entre pessoas. Além disso, o ecossistema envolve a cadeia de hardware, dispositivos inteligentes, prestadores de serviços e comerciantes, promovendo integração e evolução contínua das experiências de pagamento. Fonte: finance.sina.com.cn

16 de setembro de 2025
China2Brazil
Uma foto aérea capturada por drone em 15 de setembro de 2025 mostra o teste do sistema de propulsão do primeiro estágio do foguete transportador líquido Tianlong-3 na plataforma de lançamento offshore do Porto Aeroespacial Oriental de Haiyang, na província de Shandong, leste da China. O teste foi concluído com sucesso nesta segunda-feira (15). O desenvolvimento do Tianlong-3 começou em março de 2022 pela empresa aeroespacial comercial chinesa Space Pioneer. O foguete tem 72 metros de comprimento, decola com 600 toneladas e o primeiro estágio utiliza nove motores Tianhuo-12 operando em paralelo. O Tianlong-3 pode transportar entre 17 e 22 toneladas para a órbita baixa da Terra e entre 10 e 17 toneladas para a órbita síncrona ao Sol. O foguete também consegue lançar até 36 satélites em uma única missão, além de apoiar o transporte de cargas para a estação espacial chinesa e lançamentos de satélites em órbitas média e alta. Fonte: gmw.cn

15 de setembro de 2025
China2Brazil
As importações de produtos chineses foram responsáveis por 5,2 milhões de empregos no Brasil em 2024, segundo relatório do Conselho Empresarial Brasil-China (CEBC) . Mais de 40 mil empresas brasileiras compraram mercadorias do país asiático no período, evidenciando o peso do comércio bilateral no mercado de trabalho nacional. A pesquisadora Camila Amigo, afirmou que os investimentos de fabricantes chineses no exterior oferecem ao Brasil a oportunidade de se beneficiar das mudanças nas cadeias globais de suprimentos. Crescimento do comércio exterior chinês Esse impacto se conecta ao desempenho da China no comércio internacional. A Administração Geral das Alfândegas informou que, entre janeiro e agosto de 2025, o valor total das importações e exportações do país aumentou 3,5% em comparação anual. Em agosto, o comércio também registrou alta de 3,5%, completando três meses consecutivos de crescimento. A indústria de manufatura avançada sustentou os resultados. As exportações de eletromecânicos cresceram 9,2% e responderam por mais de 60% das vendas externas. Entre os destaques, os circuitos integrados aumentaram 23,3% e os automóveis, 11,9%. Principais parceiros comerciais A Associação de Nações do Sudeste Asiático (ASEAN) e a União Europeia lideraram as trocas comerciais com a China nos oito primeiros meses de 2025. O comércio com a ASEAN cresceu 9,7% e respondeu por 16,7% do total chinês, enquanto o fluxo com a União Europeia aumentou 4,3%. Já o comércio com países da Iniciativa Cinturão e Rota avançou 5,4%. Relatórios da Economist Intelligence Unit e do Eurasia Group apontam que a resiliência do comércio chinês superou as expectativas. Embora as trocas com os Estados Unidos tenham recuado, os resultados em outras regiões compensaram a queda. O New York Times destacou a expansão da China em mercados emergentes da Ásia, África e América Latina. Multinacionais ampliam presença na China O interesse estrangeiro também se reflete em investimentos. Na Feira Internacional do Automóvel de Munique, o presidente da Mercedes-Benz, Ola Källenius, afirmou que aprofundar a presença na China é estratégia central da montadora. A BMW anunciou que lançará em 2026, no país, a versão longa do modelo elétrico iX3 da geração Die Neue Klasse. Até o fim de 2024, a China acumulava quase 1,24 milhão de empresas estrangeiras instaladas, com um investimento direto total de RMB 20,6 trilhões. Apenas no último ano, foram criadas 60 mil novas companhias com capital estrangeiro, alta de 9,9% em relação a 2023. O retorno médio desse capital nos últimos cinco anos foi de 9%, um dos mais altos do mundo. Na 25ª Feira Internacional de Investimento e Comércio da China, encerrada recentemente, representantes de mais de 120 países assinaram 1.154 projetos de investimento, avaliados em RMB 644 bilhões. O Reino Unido enviou a maior delegação de sua história, e o enviado comercial Lewis Neal destacou oportunidades em diversos setores. A Austrália também ampliou sua participação, com a maior comitiva já registrada na Feira Internacional de Comércio de Serviços. Política de abertura em alto nível A China tem adotado medidas para ampliar o acesso de investidores estrangeiros. O país reduziu a lista negativa de entrada de capital, eliminou todas as restrições no setor manufatureiro e concedeu isenção tarifária para 100% dos produtos de países menos desenvolvidos que mantêm relações diplomáticas com Pequim. Além disso, flexibilizou regras de visto de entrada e trânsito. Segundo o Ministério do Comércio, o varejo de bens de consumo da China cresceu em média 5,5% ao ano nos últimos quatro anos, com expectativa de ultrapassar RMB 50 trilhões em 2025. Para Ola Källenius, o mercado chinês combina mão de obra qualificada, ecossistema de inovação e consumidores dispostos a adotar novas tecnologias. David Liao, co-CEO da HSBC para Ásia e Oriente Médio, afirmou que empresas globais ampliam investimentos em manufatura avançada, saúde e farmacêutica, posicionando a China como motor de inovação e consumo. Paul Bateman, presidente global da J.P. Morgan Asset Management, disse que a abertura em alto nível coloca a China em uma nova fase de oportunidades: “Investir na China é investir no futuro”, afirmou. Fonte: gmw.cn

15 de setembro de 2025
China2Brazil
No dia 11 de setembro, Xangai sediou o Fórum de Cooperação Econômica e Comercial Ásia-Pacífico 2025, com o tema “Promover a cooperação regional e impulsionar a dupla circulação interna e externa”. O encontro reuniu Antonio Basilio, do Conselho Consultivo Empresarial da APEC, cônsules-gerais em Xangai de Fiji, Kuwait, Indonésia, Catar, Cuba e Eslovênia, além de empresários, jovens líderes e representantes da herança cultural imaterial da região Ásia-Pacífico. O objetivo do fórum foi discutir novas estratégias de cooperação regional e identificar oportunidades de desenvolvimento econômico de alta qualidade. O evento foi coorganizado pela Associação Chinesa de Empresas de Comércio Exterior (CCCME) e pela Associação Chinesa de Pequenas e Médias Empresas, com coordenação do Comitê de Jovens Empresários da CCCME e do Comitê Organizador do Fórum de Jovens Empresários da Ásia-Pacífico (APEA). Contou ainda com apoio do Comitê de Cultura e Artes da Sociedade da Grande Muralha da China, do Escritório de Representação em Xangai da Sociedade Internacional de Ciências do Design, de consulados-gerais e de associações acadêmicas da região. O fórum partiu da posição do Ásia-Pacífico como polo relevante da economia global e da conclusão das negociações da versão 3.0 da Área de Livre Comércio China-ASEAN. O evento concentrou-se na integração entre intercâmbio cultural e cooperação econômica e comercial, reforçando a implementação da Visão Putrajaya 2040 e a construção de uma Comunidade de Destino Comum da Ásia-Pacífico. Empresários dos Estados Unidos, Itália, Japão e Vietnã apresentaram sugestões sobre como expandir empresas e produtos chineses para o exterior. Em seu discurso, Tong Jisheng, presidente da CCCME, afirmou que a internacionalização das empresas chinesas ampliou o espaço de desenvolvimento e abriu novos horizontes. Ele destacou a necessidade de formar empresários com conhecimento dos mercados internacionais, domínio das regras globais e capacidade de gerir operações transnacionais. Segundo Tong, a expansão recente de marcas chinesas no exterior mostra a evolução de simples exportações para operações multinacionais e cadeias de suprimento globais. Tong enfatizou que a CCCME incentiva empresas de diferentes naturezas a se engajarem em negócios transnacionais. Ele também ressaltou o papel da juventude na cooperação econômica regional e disse que a associação seguirá investindo na formação de profissionais com visão global, competências digitais e capacidade de colaboração intercultural, visando fortalecer a próxima geração de empresários. Antonio Basilio, secretário-geral global do Conselho Consultivo Empresarial da APEC, afirmou que a integração entre intercâmbio cultural e cooperação econômica fornece um modelo para reduzir barreiras comerciais e aumentar a conectividade regional. Ele garantiu que o Conselho continuará apoiando a criação de plataformas e promovendo a cooperação prática entre os setores empresariais da Ásia-Pacífico. Chen Yuru, cônsul-geral de Fiji e representante do corpo consular em Xangai, destacou que o fórum reforça os intercâmbios econômicos e culturais entre a China e outras economias da região. Ela apontou o compromisso com mecanismos de cooperação sustentável em comércio cultural, proteção do patrimônio imaterial e colaboração científica, buscando beneficiar amplamente os povos da Ásia-Pacífico. Durante o fórum, a atriz Li Bingbing foi nomeada “Embaixadora de Intercâmbio Cultural da Ásia-Pacífico”. Em seu discurso, ela afirmou que participará de exposições culturais, programas de intercâmbio juvenil e projetos sociais para promover a diversidade cultural e aprofundar o diálogo entre civilizações na região. O fórum terminou com a divulgação da “Declaração de Xangai do Fórum de Cooperação Econômica e Comercial Ásia-Pacífico”, cujo lema é “Unir corações para ir longe, avançar juntos para brilhar”. O documento definiu palavras-chave como “conexão, comunicação, cooperação e culminância” e estabeleceu planos para reduzir custos comerciais, compartilhar tecnologias verdes e apoiar pequenas e médias empresas. A declaração busca fortalecer a resiliência das cadeias de suprimento e reforçar as cadeias industriais da região, incentivando a cooperação econômica de alta qualidade. O evento contou com a participação de cerca de 200 representantes de instituições como a Universidade Jiao Tong de Xangai, a Federação da Indústria e Comércio de Xangai e a Associação de Jovens Empresários de Xangai. Fonte: cctv.com

15 de setembro de 2025
China2Brazil
Em agosto, o índice de preços ao consumidor (CPI) da China, excluindo alimentos e energia, alcançou seu nível mais alto desde março do ano passado. A evolução levanta a questão sobre um possível “ponto de viragem” nos preços. Fu Linghui, porta-voz da Administração Nacional de Estatísticas da China, afirmou em 15 de setembro que fatores recentes contribuem para a recuperação do CPI, mas que a trajetória dos preços ainda exige monitoramento. “Não é fácil determinar o ponto de viragem de um indicador econômico”, disse Fu em coletiva do Gabinete de Informações do Conselho de Estado. “Normalmente, só é possível confirmar um ponto de viragem muito tempo depois de ele ocorrer, principalmente porque a variação do indicador depende de múltiplos fatores e flutuações de curto prazo podem ocultar a tendência real.” Segundo Fu, o CPI chinês manteve-se baixo desde o início do ano, mas políticas voltadas à ampliação da demanda interna e ao estímulo à recuperação dos preços têm gerado mudanças consistentes. Em agosto, o núcleo do CPI subiu 0,9% em relação ao ano anterior, alta de 0,1 ponto percentual em relação a julho, marcando o quarto mês consecutivo de aceleração. Fu apontou fatores que devem sustentar a recuperação: a demanda por alimentos aumenta com o clima mais ameno; o consumo deve crescer com a proximidade do Festival do Meio Outono e do feriado do Dia Nacional; o setor de vestuário lança novas coleções, influenciando preços; e a volta às aulas eleva a demanda por serviços de educação. Além disso, políticas do governo contra a concorrência excessiva entre empresas começaram a impactar os preços de produção em alguns setores. À medida que esses preços chegam ao consumidor, o CPI tende a subir. Apesar disso, Fu destacou que a oferta interna de bens e serviços permanece ampla e que oscilações nos preços internacionais de energia podem afetar o mercado doméstico, gerando incertezas. O acompanhamento contínuo do CPI permanece necessário. Fonte: chinanews.com.cn