9 de outubro de 2020
A primeira loja varejista do Taobao foi inaugurada em Xangai, no dia 9 de outubro. A loja selecionará mercadorias de 1,2 milhão de comerciantes de diferentes ramos e as venderá a um preço de 1 yuan. A estratégia coloca a Alibaba na concorrência com a Miniso. Nos últimos anos, o fundador da Miniso, Ye Guofu, muitas vezes criticou publicamente Jack Ma, fundador do Taobao. Em 2016, Jack Ma propôs pela primeira vez o conceito de "Novo Varejo", na Conferência Apsara. O debate de quem está certo sobre a nova ideologia do novo sistema de varejo deve obter resultados em breve com o confronto entre as lojas Miniso e a nova entrante da Alibaba. Ye Guofu também tem sido um mentor empresarial. Este jovem empreendedor da pequena cidade de Hubei sente que, embora o volume da Miniso seja inferior a 1% da Alibaba, ainda pode competir. No momento de propor a estratégia do "Novo Varejo", Alibaba já detinha o maior fluxo de e-commerce, detendo as três principais técnicas: infraestrutura de computação em nuvem, armazenagem, logística e sistema de pagamento, cobrindo fortemente marcas conhecidas e consumidores em vários setores. Quanto ao layout do novo varejo, Alibaba adota duas abordagens: não terceirização e aquisição e investimento nas startups, e desta forma, estruturou toda a cadeia de suprimento do setor. O Taobao reúne o maior número de comerciantes, consumidores e mercadorias do país. As plataformas 1688 e Taobao edição especial podem facilmente conectar as indústrias de atacado que querem entrar no mercado de varejo. De acordo com os últimos dados da Alibaba, existem 1,2 milhão de comerciantes na edição especial Taobao, dos quais 41% são lojas abastecidas direto de fábrica, o que significa que mais de 500.000 fábricas industriais já montaram loja na edição especial Taobao. Entre essas, podem haver fábricas que abastecem a Miniso. Entrada na Miniso na Bolsa de NY Em 24 de setembro, a Miniso entregou o prospecto para SEC (U.S. Securities and Exchange Commission), planejando listar na Bolsa de Valores de Nova York para levantar US$ 100 milhões. Recentemente, a empresa atualizou seu prospecto, confirmando que oferecerá 30,4 milhões de ADS (ação depositária americana) a um preço entre US$16,50 e US$18,50. Com base neste cálculo, a empresa levantará cerca de US$ 562 milhões. Fonte: 36Kr
8 de outubro de 2020
Em 8 de outubro, a marca Lufax do grupo Ping An da China apresentou oficialmente à U.S. Securities and Exchange Commission (SEC) dos Estados Unidos documentos de abertura de capital, para ser listada na Bolsa de Valores de Nova Iorque com código de ações "LU". De acordo com rumores do mercado, a escala da capitalização é de US$ 2 a US$ 3 bilhões (equivalente a R$ 11 bilhões e R$ 16 bilhões). Goldman Sachs, Bank of America, UBS, HSBC e Ping An Securities (Hong Kong), são os seguradores da listagem. No primeiro semestre deste ano, Dada Group, Li Auto, Xpeng e outras empresas nacionais foram listadas na bolsa de valores dos Estados Unidos. Espera-se que a Lufax se torne a maior IPO chinesa listada nos Estados Unidos em 2020, e pode ser a maior IPO fintech nos Estados Unidos até hoje. De acordo com o prospecto, no primeiro semestre de 2020, a receita da empresa é de 25 bilhões RMB (R$ 21 bilhões), lucro líquido de 7 bilhões RMB (R$ 6 bilhões), quantidade de empréstimos emitidos de 519 bilhões RMB (R$ 427 bilhões) e administração financeira em cima de 374,7bilhões RMB (R$ 308 bilhões) . Entre eles, o empréstimo para pequenas e médias empresas é a principal fonte de renda da empresa, além dos negócios de administração financeira. O financiamento arrecadado pela Lufax neste ato é utilizado principalmente para desenvolvimento de produtos, vendas e atividades de marketing; construção de infraestrutura tecnológica, pesquisa e desenvolvimento de tecnologia; despesas de capital; investimento ou aquisição de tecnologia e expansão global. Fonte: 21 Caijing
8 de outubro de 2020
O Ministério da Cultura e Turismo da China estima que no feriado do Dia Nacional, entre o dia 1 e 7, o país recebeu 618 milhões de turistas domésticos, uma recuperação de 79,0% relação ao mesmo período de 2019. A receita de turismo doméstico foi de 454,33 bilhões de yuans (R$ 376 bilhões), uma recuperação de 69,9%. Os dados mostram que o mercado de turismo doméstico está se recuperando fortemente. De acordo com o 21st Century Business Herald (CBH), com dados da China State Railway Group, em 8 de outubro, as ferrovias nacionais estimam transportar 13 milhões de passageiros, com uma adição de 1.234 trens. De 30 de setembro a 7 de outubro, as ferrovias chinesas têm transportado mais de 10 milhões de passageiros por dia. O Ministério dos Transportes revelou na noite de 8 de outubro que, de 1 a 8 de outubro, as ferrovias nacionais, rodovias, vias fluviais e aviação civil fizeram o transporte de uma média de 62 milhões de passageiros. Graças à forte recuperação das atividades turísticas, os dados da Ctrip mostraram que o número de pedidos de passagens aéreas aumentou em mais de 100% comparado com setembro, os pedidos de passagens de trem aumentaram em mais de 300% e os de ônibus aumentaram em mais de 200% comparado com setembro. A pandemia pressionou o botão de pausa para a indústria turística, enquanto a chegada do feriado prolongado a reativou. Governos locais, aplicativos de viagens, agências de viagem, pontos turísticos e outros destinos lançaram várias estratégias de marketing e políticas excepcionais para atrair turistas. Os governos locais aproveitaram a oportunidade e realizaram a campanha de distribuição de vales de consumo. Mais de 20 províncias e cidades, incluindo Beijing, Shandong, Zhengzhou e Zhejiang, emitiram vales de consumo para longas férias, enquanto Yunnan e Xinjiang também oferecem subsídios de combustível para os turistas que conduzem por conta própria. Ao mesmo tempo, pontos turísticos ofereceram atividades gratuitas ou com desconto para atrair os viajantes. Segundo a Ctrip, mais de 1.500 pontos turísticos em todo o país implementaram diferentes políticas de bilhetes gratuitos ou com desconto. Fonte: 21st Century Business Herald (CBH); 21 caijing
2 de outubro de 2020
A junção do feriado do Dia Nacional com o Festival da Lua gerou um feriado super prolongado. De acordo com o Ministério da Cultura e Turismo, no primeiro dia do mês de outubro, o país registrou 97 milhões de turistas domésticos, uma recuperação de 73,8% comparado com 2019. A receita turística foi de 76,65 bilhões de yuans (R$ 63,41 bilhões), uma recuperação de 68,9% ao ano passado. Anteriormente, a Academia de Turismo da China previu que o país teria 550 milhões de turistas domésticos durante os oito dias do feriado prolongado. No ano passado, o feriado do Dia Nacional teve um número total de viagens de turismo doméstico de 782 milhões, trazendo quase 650 bilhões de yuans (R$ 537 bilhões) em receita turística. A maior parte da atividade turística tem como motivo a visita aos parentes, gerando um grande fluxo da cidade para o interior da China, esse fenômeno lembra do ChunYun (Spring Festival travel season, em inglês), que acontece no ano novo chinês. Dados da China Railway Corporation mostram que em 1º de outubro, foram transportados 14,8 milhões de passageiros, batendo o recorde de passageiros transportados por dia, desde o início da pandemia. De 28 de setembro a 8 de outubro, espera-se que o número de passageiros atinja 108 milhões, uma média de 9,82 milhões por dia. Fonte: caixin.com
29 de setembro de 2020
O Banco Mundial lançou nesta terça-feira, 29, a edição de outubro do "Relatório Econômico Semestral da Ásia Oriental e do Pacífico: Da Contenção da Epidemia à Recuperação". O relatório estima o crescimento econômico da China de 2,0% em 2020 e 7,9% em 2021, no pressuposto da epidemia ser efetivamente contida e normalizada. Em toda a Ásia Oriental e no Pacífico, a região como um todo deve crescer apenas 0,9% em 2020, a taxa de crescimento mais baixa desde 1967. Em entrevistas com a mídia, incluindo o 21st Century Business Herald (CBH), Aaditya Mattoo, chefe economista do Banco Mundial da região de Ásia Oriental e o Pacífico, disse que apesar do relativo sucesso em conter a epidemia, questões de pobreza, devido à pandemia, agravam e torna um grande desafio para a região. Em seu relatório, observa que, até agora, a Ásia Oriental e o Pacífico foram menos afetados pela epidemia do que outras regiões e que a contenção da epidemia permitiu que a atividade econômica interna se recuperasse. Na medida que a atividade econômica global se recupera gradualmente, o comércio começa a se recuperar, porém as atividades turísticas mantêm as mesmas restrições. A maioria do capital de curto prazo investidos no exterior voltaram nas regiões. Contudo, as incertezas no cenário internacional continuam a amortecer os investimentos nacionais e estrangeiros. Os governos com restrições fiscais também têm capacidade limitada para estimular a economia. Com base nos pressupostos de recuperação sustentada e normalização da atividade econômica, bem como na provável disponibilidade de vacinas, as perspectivas para a região Ásia-Pacífico em 2021 são mais animadoras, com o Banco esperando que a região cresça 5,1%. Entretanto, espera-se que a produção nos próximos dois anos seja muito menor do que a projetada antes da epidemia. Fonte: 21st Century Business Herald
18 de setembro de 2020
Recentemente, a taxa de câmbio do RMB em relação ao dólar norte-americano subiu, acentuadamente, 397 pontos, para 6,7825 y uans, voltando a o valor de 6,8 y uans pela primeira vez em 16 meses. Os participantes do mercado acreditam que a contínua valorização do renminbi (RMB, moeda chinesa) fornece um novo ímpeto para a entrada de capital estrangeiro no mercado de títulos. De acordo com especialistas, a atual rodada de valorização da taxa de câmbio do RMB é apoiada por melhorias fundamentais. “Existem dois fatores mais importantes que influenciam o investimento estrangeiro em títulos do RMB: a taxa de juros e a taxa de câmbio.” Um relatório de pesquisa sobre títulos concluiu que, em resumo, quando o Spread entre as taxas de juros chinesas e estrangeiras aumenta, isso motiva a taxa de câmbio do RMB a se elevar, tornando, assim, os ativos do RMB mais atraentes para os investidores estrangeiros, sendo esse o estágio da situação no momento. As operações econômicas da China mantiveram uma tendência de recuperação estável e as operações monetárias voltam, gradualmente, ao normal. Atualmente, a excessiva liquidez do dólar norte-americano mantém o spread entre a China e o exterior em patamar relativamente elevado, promove ndo o fortalecimento da taxa de câmbio do RMB e destacando, claramente, a relação de custo-benefício e a segurança dos ativos do RMB. As estatísticas mostram que o spread atual dos títulos do Tesouro de 10 anos entre a China e os Estados Unidos ultrapassa os 240 pontos-base, o que é um nível historicamente alto. Considerando os ganhos cambiais que podem surgir da valorização do renminbi, investir em títulos e outros ativos é muito atraente. Fonte: China Securities Journal
17 de setembro de 2020
Segundo dados do German Federal Statistical Office, as exportações alemãs para a China totalizaram cerca de 23 bilhões de euros (R$ 142,43 bilhões) no segundo trimestre de 2020, o que superou os 20 bilhões de euros (R$ 123,80 bilhões) exportados para os Estados Unidos. A China se tornou o maior destino de exportação da Alemanha pela primeira vez. Os dados do comércio exterior alemão de julho também mostraram que as exportações alemãs para a China caíram 0,1% com relação ao ano anterior, para 8,7 bilhões de euros (R$ 53,88 bilhões), quase o mesmo nível do ano passado. O chefe do Centro Econômico Internacional do Instituto Alemão de Pesquisa Econômica Ifo comentou que, devido ao impacto da pandemia, o comércio sino alemão sofreu uma desaceleração histórica no primeiro trimestre de 2020, e teve uma forte recuperação desde junho. O especialista em China da Agência Federal Alemã de Comércio Exterior e Investimento afirmou também que, no dia 8 de setembro, a estabilidade das exportações alemãs para a China em julho mostra a importância do país para a economia alemã. O Instituto Alemão de Pesquisa Econômica (DIW) apontou no relatório que a China deve substituir os Estados Unidos em 2020, e se tornará o maior destino de exportação da Alemanha. A relação comercial entre a China e a Alemanha continua a se aprofundar. Os líderes da China e da Europa anunciaram no dia 14 de setembro que, formalmente, assinaram o “Acordo de Indicações Geográficas China-UE”, que inclui um total de 550 indicações geográficas (275 cada) de ambos os lados, incluindo cerveja alemã de Munique e outras categorias. Olaf Rotax, gerente-geral do German Digital Group, apontou anteriormente que os usuários europeus têm uma mentalidade relativamente conservadora, e é difícil para as empresas da economia digital cultivarem usuários em grande escala em um curto espaço de tempo, enquanto o desenvolvimento das empresas digitais chinesas têm valor importante como referência. As empresas chinesas de economia digital cultivaram muitos usuários jovens e de mente aberta, o que permitiu o rápido desenvolvimento de aplicativos digitais, como economia de mercado, economia compartilhada e pagamento móvel. Tomando o varejo pela Internet como exemplo, a proporção de compras em supermercados online na Alemanha é inferior a 10%, enquanto na China essa proporção chega a ser de 30% a 50%. As empresas alemãs têm vantagens na digitalização da manufatura, especialmente depois que a Alemanha propôs a “Indústria 4.0”. Muitas empresas acumularam experiências práticas, o que pode, efetivamente, ajudar as empresas a melhorar suas eficiências operacionais. Olaf Rotax acredita que as empresas chinesas e alemãs podem combinar suas respectivas vantagens para realizar a cooperação em áreas relacionadas. Fonte: 21st Century Business Herald
20 de agosto de 2020
A China Hospitality Association e o Meituan Research Institute publicaram, em conjunto, o “Relatório sobre o Desenvolvimento da Indústria de Entrega de Alimentos da China em 2019 e no Primeiro Semestre de 2020”. Vale destacar que, de acordo com o relatório, a geração pós-90 (nascida a partir da década de 1990) é o maior grupo consumidor (mais de 50%) do serviço de entrega de alimentos, sendo os consumidores solteiros do sexo masculino a principal força. Porém, entre as pessoas casadas ou em um relacionamento, a proporção de consumidoras é maior. Além disso, mais de 80% dos consumidores disseram que sabem cozinhar, mas dois terços afirmaram que pedem entrega de comida por serem um pouco preguiçosos. O relatório mostra que a escala da indústria de entrega de alimentos da China tem se expandido nos últimos anos. Espera-se que o catering online seja responsável por mais de 20% de toda a indústria de catering em 2020. De acordo com dados da pesquisa da iResearch Consulting, a escala da indústria de entrega de alimentos da China em 2019 foi de 653,6 bilhões de yuans (R$ 522,59 bilhões), um aumento de 39,3% em comparação com 2018. No final de 2019, a escala de consumidores de entrega de comida, entre os 900 milhões de internautas da China, atingiu aproximadamente 460 milhões, um aumento de 12,7% comparado ao ano anterior. Atualmente, existem cerca de 9 milhões de lojas de catering na China. Em abril deste ano, uma pesquisa com comerciantes, conduzida pelo Meituan Research Institute, mostrou que quase 80% das empresas de catering pesquisadas estão operando ou planejando iniciar serviços de entrega de comida. Fonte: chinaz.com
11 de agosto de 2020
A China vem emitindo vouchers de consumo desde agosto para estimular o consumo doméstico. Até o momento, o total de vouchers emitidos ultrapassou 30 bilhões de yuans (R$ 23,4 bilhões). No início de maio, as estatísticas do Ministério do Comércio mostraram que mais de 170 governos locais em todo o país emitiram cupons de mais de 19 bilhões de yuans (R$ 14,8 bilhões) ao consumidor. O maior provedor de serviços de pagamento online da China, Alipay, assumiu, desde julho, a tarefa do governo e se juntou a bancos e comerciantes para emitir cupons de consumo de mais de 10 bilhões (R$ 7,8 bilhões). Segundo o Alipay, um cupom de 1 yuan (R$ 0,78), em média, já pode estimular um consumo de mais de 10 yuans (R$ 7,80). A economia de pequenas lojas foi a maior beneficiada, sendo alvo de 90% dos vouchers do consumidor, com crescimento de mais de 70% de sua receita, ultrapassando o nível pré-pandemia. Leia mais: Fonte: CNR News
10 de agosto de 2020
O Escritório Nacional de Estatísticas da China divulgou nesta segunda-feira que o índice de preços ao consumidor (IPC), o principal indicador da inflação, subiu 2,7% em julho em comparação com uma leitura de junho de 2,5%. Fatores sazonais como enchentes em julho empurraram para cima os preços dos alimentos, o que contribuiu para o aumento do IPC. Segundo analistas, a inflação começará a cair nos próximos meses. Os preços dos alimentos subiram anualmente 13,2%, elevando o IPC em 2,68 pontos percentuais. Os preços da carne suína aumentaram 85,7% com relação ao ano anterior, um aumento de 4,1 pontos percentuais em relação ao mês anterior. Os preços dos vegetais frescos subiram 7,9%, enquanto os preços dos ovos caíram 16,6% anualmente, assim como as frutas preços, que caíram 27,7%. O núcleo do IPC de julho, que exclui preços de alimentos e energia, aumentou 0,5% na comparação anual, uma queda de 0,4 pontos percentuais em relação ao mês anterior. Fora o preços dos alimentos, outros preços não tiveram aumento. A recuperação do consumo pós-epidemia ainda é lenta, especialmente no turismo, entretenimento, consumo ao ar livre e outras áreas. Os preços de transporte, roupas, necessidades diárias e serviços mostraram um crescimento anual negativo em julho. O crescimento do IPC urbano foi de 2,4% e o crescimento rural de 3,7% em julho. De janeiro a julho, o IPC aumentou 3,7% em relação ao mesmo período do ano passado. Em julho, o Índice de Preços ao Produtor (PPI) da China caiu 2,4% na comparação anual e subiu 0,4% mês a mês. De acordo com a pesquisa, de 40 grandes setores industriais, os preços subiram em 21 setores, caíram em 15 setores e permaneceram estáveis em quatro setores. Fonte: Global Times e Xinhua News Agency