7 de novembro de 2023
O comércio exterior da China tem mostrado resiliência. Os dados da Administração Geral das Alfândegas divulgados nesta terça-feira, 7, mostram que as taxas de crescimento nos primeiros 10 meses acumulados do comércio de importação e exportação chinês do mês de outubro se tornaram positivas. As taxas de crescimento acumuladas dos primeiros oito meses e os três primeiros trimestres que passaram por um declínio de 0,1% e 0,2% em comparação com os mesmos períodos do ano passado, para um crescimento de 0,03%. O crescimento mensal de outubro deste ano em comparação ao mesmo período do ano passado foi de 0,9%. Segundo os dados mais recentes, alguns fatores apoiaram a recuperação do comércio exterior. Em primeiro lugar, a operação econômica da China continuou a se recuperar e a promover a expansão da demanda de importação. Nos primeiros 10 meses deste ano, a importação em valores do comércio exterior da China somou um total de RMB 14,77 trilhões. A taxa de declínio diminuiu para 0,5%, o que é impulsionado por importação de alguns produtos agrícolas importados e bens de consumo. A taxa de crescimento das importações em outubro passou de negativa para positiva, um crescimento de 7,3 pontos percentuais em comparação com setembro deste ano e 6,4% em relação ao mesmo período do ano passado. Em segundo lugar, nos primeiros 10 meses, a escala combinada de importação e exportação das três províncias nordestinas da China ultrapassou RMB 1 trilhão pela primeira vez no mesmo período da história, com uma taxa de crescimento maior do que a média da China Do ponto de vista do potencial de mercado, a China continuou a expandir a escala do comércio exterior com os mercados emergentes, e a abertura do mercado internacional com estreita cooperação regional e comércio diversificado continua a ser otimizado. Nos primeiros 10 meses, as importações e exportações da China com os países que aderiram a iniciativa de Cinturão e Rota foram de RMB 15,96 trilhões, um aumento de 3,2% em relação ao ano anterior, representando 46,5% do comércio exterior da China. Entre eles, a importação e a exportação para a ASEAN (Associação das Nações do Sudeste Asiático), os países da Europa Central e Oriental e os cinco países da Ásia Central aumentaram 0,9%, 2,7% e 34,8%, respectivamente, compensando efetivamente o impacto da falta de demanda do mercado tradicional. Fonte: news.cn Imagem principal: Ding Lei/ Xinhua
5 de outubro de 2023
O mercado de energia verde de Xangai ultrapassou 2 bilhões de quilowatts-hora, o equivalente a economizar mais de 600.000 toneladas de carvão padrão, equivalente reduzindo as emissões de dióxido de carbono em uma escala de quantidade de mais de 900.000 toneladas. Por meio do comércio de energia verde, por um lado, os usuários corporativos podem obter energia eólica, fotovoltaica e outras fontes de energia limpas e confiáveis, o que favorece a transformação industrial verde e de baixo carbono. Por outro, o consumo de energia verde para obter a certificação verde permite que as empresas desfrutem dos direitos e interesses ambientais e dos atributos verdes, de modo a aumentar a competitividade internacional dos produtos. Os dados mostram que, desde 2021, a grande expansão do comércio de energia verde em Xangai continuou a acelerar acentuadamente, e o número de entidades comerciais que participam do comércio de energia verde aumentou dos sete iniciais para mais de 50 este ano. De janeiro a setembro deste ano, o volume de comércio de energia verde em Xangai aumentou 220% em comparação com o período do ano inteiro de 2022, e o volume total de comércio de energia verde e certificados verdes atingiu um recorde. A companhia siderúrgica Baosteel optou por adquirir energia verde por dois anos consecutivos, e o volume de aquisição deste ano aumentou em 830 milhões de quilowatts-hora em comparação com o volume total de aquisição anual do ano passado, tornando-a a empresa com o maior volume de negócios de energia verde em Xangai este ano. "O consumo de eletricidade verde é um ponto positivo para o desenvolvimento da empresa, e continuaremos a expandir a escala de aquisição e utilização de energia verde no futuro", disse o vice-ministro de energia da empresa, Wang Yingxin. Yang Jing, presidente da Shanghai Electric Power Trading Centre Co., Ltd. afirmou que a escala do mercado de comércio de energia verde está se expandindo gradualmente e que as empresas de energia estão comprando energia verde de forma mais ativa. Fonte: news.cn Imagem principal: Yang Wenbin
21 de agosto de 2023
No período entre janeiro e julho deste ano, o comércio internacional da China com os demais países do BRICS (Brasil, Rússia, Índia e África do Sul) registrou um crescimento notável de 19,1%, atingindo a marca de 2,38 trilhões de yuans (aproximadamente US$ 326,85 bilhões), conforme dados divulgados pela Administração Geral das Alfândegas (GAC, na sigla em inglês) nesta segunda-feira, 21. Este novo dado representa uma parcela significativa de 10,1% do valor total do comércio exterior chinês durante o período mencionado, o que indica um incremento notável de 1,6 ponto percentual. Em relação às exportações, as trocas comerciais entre a China e esses países alcançaram o montante de 1,23 trilhão de yuans, refletindo um robusto crescimento anual de 23,9%. Por outro lado, as importações chinesas provenientes dos países do BRICS atingiram 1,15 trilhão de yuans, com um crescimento anual de 14,3%. [caption id="attachment_18217" align="alignnone" width="1024"] Foto: Sun Ruibo, repórter da Agência de Notícias Xinhua[/caption] Os números da GAC também trouxeram à luz um dado interessante: empresas privadas chinesas estão expandindo consistentemente suas operações para os mercados dos demais países do BRICS, resultando em um notável aumento no volume de comércio dessas entidades. Ao longo dos sete meses analisados, o comércio exterior dessas empresas com as economias do BRICS totalizou 1,36 trilhão de yuans, com um crescimento anual substancial de 29,4%. Esse valor representa cerca de 57,1% do volume total de comércio entre a China e os demais países do BRICS durante o mesmo período. Desde a criação do mecanismo do BRICS em 2006, a cooperação econômica e comercial entre essas nações têm passado por um processo contínuo de fortalecimento e desenvolvimento. Esse processo tem conferido ao mecanismo um papel de destaque como motor impulsionador da recuperação econômica global. Xi Jinping fortalece cooperação no BRICS com visita à África do Sul A convite do presidente sul-africano Cyril Ramaphosa, o presidente chinês Xi Jinping participará da 15ª Cúpula do BRICS em Johanesburgo, África do Sul, e realizará uma visita de estado ao país de 21 a 24 de agosto, conforme anunciado pelo Ministério das Relações Exteriores da China. Esta ocasião marca o primeiro envolvimento presencial do presidente chinês em uma reunião de líderes do BRICS, um grupo que reúne Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul . Além disso, esta viagem será a primeira de Xi à África desde o 20º Congresso Nacional do Partido Comunista da China, ocorrido em 2022. O embaixador chinês na África do Sul, Chen Xiaodong, destacou a importância da visita, afirmando que ela trará novo vigor ao mecanismo de cooperação do BRICS e marcará uma nova etapa nas relações entre China e África do Sul, bem como na cooperação mais ampla entre China e África. Durante a cúpula, Xi Jinping se unirá aos demais líderes do BRICS para discutir projetos de cooperação que atendam às necessidades de desenvolvimento dos cinco países e estejam em conformidade com os interesses de seus povos. A reunião também proporcionará espaço para abordar questões de energia, economia, comércio e agricultura, além de explorar a criação de mecanismos de colaboração para jovens e pessoas com deficiência. Esta cúpula é particularmente significativa, visto que marca a primeira reunião presencial dos líderes do BRICS em três anos e a terceira vez que a cúpula é realizada na África, demonstrando a relevância contínua do grupo para a cooperação global entre mercados emergentes e países em desenvolvimento. [caption id="attachment_18215" align="alignnone" width="1024"] Foto do repórter Zhang Yudong da Agência de Notícias Xinhua[/caption] Além disso, Xi Jinping realizará uma visita de estado à África do Sul, sua quarta visita oficial ao país e a primeira em cinco anos. A relação entre China e África do Sul, marcada por uma parceria estratégica abrangente, tem sido crucial para ambos os países ao longo dos anos. Esta visita é ainda mais significativa, pois marca o 25º aniversário do estabelecimento das relações diplomáticas entre as duas nações. Durante a visita, Xi e o presidente sul-africano Ramaphosa emitirão uma declaração conjunta, reafirmando o compromisso de fortalecer a parceria estratégica abrangente e construir uma comunidade sino-africana com um futuro compartilhado. Os dois líderes também trabalharão para aprofundar a colaboração nos setores de infraestrutura energética, comércio e investimento, além de assinar acordos relacionados ao comércio, eletricidade e cooperação científica e tecnológica. Adicionalmente, a discussão sobre questões internacionais e regionais será uma parte importante das conversas entre os dois líderes, com foco na intensificação da cooperação em assuntos globais e em instituições multilaterais. A China demonstra seu compromisso em promover a justiça e a equidade global, apoiar a paz e o desenvolvimento de todos os países e defender os interesses comuns das nações em desenvolvimento. Esta visita também proporcionará a oportunidade de aprofundar a cooperação entre China e África, com a realização do Diálogo de Líderes China-África. Após este diálogo, uma declaração conjunta será emitida, destacando a solidariedade e cooperação entre os dois lados, bem como iniciativas práticas em apoio à industrialização e modernização agrícola da África. Em resumo, a visita de Xi Jinping à África do Sul e sua participação na 15ª Cúpula do BRICS são marcos importantes que fortalecerão ainda mais a cooperação entre as nações, promovendo o desenvolvimento comum e a colaboração em diversas áreas-chave. Tradução: Mei Zhen Li Fonte: Xinhua Imagem principal: Li Xueren/ Xinhua
4 de agosto de 2023
A Zona de Livre Comércio Experimental da China acaba de completar uma década. Durante esses dez anos, a China formou 21 Zonas de Livre Comércio Experimental e o Porto de Livre Comércio de Hainan. Dados do Ministério do Comércio mostram que as Zonas de Livre Comércio Experimental foram fundamentais para o desenvolvimento do comércio exterior e do investimento estrangeiro. Em 2022, as 21 Zonas de Livre Comércio Experimental alcançaram um valor total de importação e exportação de 7,5 trilhões de yuans, um aumento de 14,5% em relação ao ano anterior, representando 17,8% do total nacional; o uso real de investimento estrangeiro ultrapassou 220 bilhões de yuans, representando 18,1% do total nacional. O "Índice de Inovação do Sistema da Zona de Livre Comércio Experimental da China 2022-2023" recentemente publicado pelo Instituto de Pesquisa Abrangente da Zona de Livre Comércio da Universidade Sun Yat-sen mostra que a pontuação média total do índice de inovação do sistema das 54 zonas de livre comércio da China é de 78,03 pontos, um aumento em relação aos 76,7 pontos do ano passado. A Zona de Livre Comércio Experimental de Guangxi, por sua vez, aproveita suas vantagens de estar tanto na costa quanto na fronteira, destacando a abertura ao longo da fronteira, a conexão entre terra e mar e a construção de um terreno alto para a cooperação aberta entre a China e a ASEAN . No futuro, acelerará a construção de cadeias de suprimentos industriais transfronteiriças voltadas para a ASEAN em áreas como informações eletrônicas, veículos de energia nova e novos materiais químicos, para promover o aumento e a melhoria do comércio transfronteiriço. Fonte: Xinhua News Imagem principal: AUUSanAKUL+/ Adobe Stock
17 de março de 2023
A China intensificará os esforços para promover o desenvolvimento de alta qualidade nas zonas de cooperação econômica fronteiriça e transfronteiriça, de acordo com o Ministério do Comércio do país na quinta-feira (16). O ministério informou que emitiu uma circular contendo 15 medidas a este respeito com outros 16 departamentos governamentais, que incluem o Ministério das Relações Exteriores da China e a Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma (NDRC, sigla em inglês) . O documento destaca que as zonas de cooperação econômica fronteiriça e transfronteiriça são plataformas importantes para a China aprofundar a cooperação com os países e regiões vizinhas e promover a construção conjunta de alta qualidade da Iniciativa de Cinturão e Estradas. As zonas também são importantes para o desenvolvimento social e econômico das áreas de fronteira. As 15 medidas incluem a melhoria do layout e das funções das zonas de cooperação econômica fronteiriça e transfronteiriça através de meios como o estabelecimento de novas zonas e a expansão das já existentes. As medidas também incluem a expansão da cooperação internacional, o apoio ao desenvolvimento industrial inovador, o aumento da oferta de fatores de produção e a melhoria das estruturas institucionais das zonas, como a melhoria dos mecanismos de trabalho e gestão. Fonte: Gov.CN Imagem principal: Waraphorn Aphai/ Adobe Stock
9 de março de 2023
A Shein é uma loja online chinesa de produtos fast fashion que tem como objetivo trazer peças a um preço mais acessível para os consumidores finais. A empresa tem foco a geração mais nova de consumidores. Os jovens são informados sobre os produtos e novidades da loja pela calorosa participação da empresa em mídias sociais. Conheça a história dessa gigante chinesa, que ganhou notoriedade durante a pandemia com suas peças da moda com um preço acessível. Shein: como tudo começou Há algumas divergências em relação à data de surgimento da empresa, mas tudo indica que Chris Xu, em 2008, comprou o domínio do site www.sheinside.com. Inicialmente, o empresário focava na venda de vestidos de noivas e, mais tarde, ampliou para a moda feminina. Somente em 2015, a empresa passou a se chamar Shein e hoje oferece em seu catálogo: Moda feminina; Moda masculina; Moda infantil; Moda pet; Itens de beleza; Itens de decoração. Quem é Chris Xu? Graduado na faculdade de Ciências e Tecnologia, em Qindao, o chinês Chris Xu partiu após a graduação para atuar diretamente em uma empresa de consultoria de marketing. Visionário, seu conhecimento tecnológico o permitiu olhar além de sua profissão e perceber uma oportunidade no mercado da moda, aprendeu e percebeu as vantagens de vender produtos chineses para fronteiras além da China. [caption id="attachment_16195" align="alignnone" width="1200"] Imagem: China2Brazil[/caption] Ele priorizou a entrada no mercado de moda feminina utilizando a SheinInside, atualmente seu maior negócio e conhecida como Shein. Shein: Iniciativa no momento de turbulência mundial Com a pandemia, os brasileiros tiveram que recorrer à internet para realizar suas compras de forma segura. Esse comportamento foi responsável por fazer com que, em 2020, as lojas online tivessem um crescimento de aproximadamente 47% no primeiro semestre, de acordo com o site G1 . Mas o rápido acesso às peças que são última tendência da moda e o baixo preço da Shein que conquistaram o público brasileiro. A empresa foca sua estratégia de marketing nas redes sociais como o TikTok por exemplo, e faz muito sucesso entre a geração mais jovem. Os usuários da rede mostram e falam as suas impressões sobre as peças adquiridas. A Shein tem uma grande equipe de designers que cria novas peças com muita rapidez - por dia, são disponibilizados em torno de 6.000 produtos em sua loja. A empresa também conta a ajuda do algoritmo para identificar as próximas tendências de consumo, o que certamente a coloca a frente de outras marcas no mercado de fast fashion. É confiável comprar na Shein? Apesar de sua grande popularidade, muitas pessoas ainda têm receio de adquirir algum produto no site. Então é importante que alguns dados sejam avaliados: Nada melhor que checar o perfil da empresa no Reclame Aqui. Analisando os últimos 6 meses*, a marca tem uma nota de 7 (o que é considerado como "bom" pelo site), 98.5% das reclamações são respondidas, 67.3% das reclamações foram solucionadas e 64.4% dos reclamantes voltariam a fazer negócio com a empresa. O prazo de entrega para o Brasil é de 20 a 28 dias, segundo o próprio site da Shein, e a empresa divulga o código de rastreio para realizar o acompanhamento da entrega. Mas é importante salientar que alguns atrasos podem acontecer devido a fatores externos, como ser barrado na alfândega, por exemplo. Por ser uma empresa fast fashion, a qualidade das peças é um ponto que exige maior atenção. Portanto, analisar as avaliações sobre o item desejado feita por outros compradores é muito importante. Nessas análises, geralmente, são dadas informações sobre o tecido, o tamanho, etc. A empresa também dá a possibilidade de devolução em até 30 dias após o recebimento do pedido, desde que as peças estejam dentro dos padrões estipulados. Quais são os principais itens vendidos? A Shein possui uma variação muito ampla de produtos. A moda feminina é o seu carro chefe, abaixo estão listados os principais produtos da categoria: Vestidos; Tops; Blusas; Moletom; Suéter; Blazers e ternos; Agasalhos; Jeans. De onde os produtos são enviados? A Shein é uma empresa internacional que trabalha com um sistema inteligente de destruição de seus produtos de forma internacional. O armazém principal fica localizado na província de Guangdong, na China, e de lá os produtos são distribuídos para os demais armazéns localizados em outras partes do mundo, como EUA, Espanha, França, Rússia, Alemanha, Itália, Austrália e Oriente Médio. Para o Brasil, a entrega é feita do armazém da China, geralmente. *Dados analisados no início de março 2023 Imagem princial: mindandi/Freepik
2 de fevereiro de 2023
O Ministério do Comércio e o Banco Popular da China divulgaram recentemente em conjunto uma nota sobre o apoio na expansão do uso transfronteiriço do yuan para facilitar o comércio e os investimentos. A nota fez um posicionamento no apoio ao acordo de yuan para o comércio de commodities a granel, apoiando investidores estrangeiros a investir e reinvestir na China com yuan, e expandindo o uso de yuan em zonas de cooperação econômica e comercial no exterior, de modo a cultivar um ambiente sólido para o uso transfronteiriço da moeda chinesa. Os participantes do mercado geralmente acreditam que os investimentos e financiamentos transfronteiriços de yuan, bem como a liquidação, estão se tornando mais estáveis e convenientes na medida em que a China estreita sua relação econômica com o mundo. Melhorar ainda mais o sistema institucional fundamental para o uso transfronteiriço de yuan ajuda a promover uma circulação virtuosa da moeda tanto em mercados onshore como offshore, e permitirá que as entidades do mercado chinês e estrangeiro lancem uma cooperação mais eficiente para resultados vantajosos para ambas as partes. A China de hoje é apelidada de “fábrica do mundo” porque ocupa o primeiro lugar na produção de 220 tipos de produtos industriais. É também um mercado que conta com 1,4 bilhão de pessoas e é o maior grupo de renda média do mundo. Além disso, o país continua sendo o maior ou mais importante parceiro comercial para mais de 120 países e regiões. Para muitas economias, o acordo de yuan não somente economiza custos de conversão de divisas, mas também libertará a si mesmo e seus parceiros comerciais das flutuações da taxa de câmbio . Uma mensagem divulgada pela Embaixada da Argentina na China em 9 de janeiro entusiasmou Wang Shicheng, gerente-geral de uma empresa de comércio exterior em Xangai. De acordo com a mensagem, o banco central da Argentina anunciou a expansão de um acordo de swap cambial com a China, que incluiu uma ativação especial de 35 bilhões de yuans (cerca de US$ 5,2 bilhões) para compensar as operações no mercado de câmbio estrangeiro. Soube-se que Wang e seus sócios argentinos costumam se estabelecer em dólares norte-americanos. No entanto, as altas e frequentes flutuações na taxa de câmbio do dólar americano em relação ao yuan chinês e ao peso argentino nos últimos anos colocaram uma enorme pressão sobre ele e seus parceiros. “Na quinta China International Import Expo realizada em novembro passado, concordamos em importar 20 recipientes de vinho de vinícolas argentinas e francesas. A expansão do uso do yuan é definitivamente uma boa notícia para nós”, disse Wang. De acordo com as últimas estatísticas divulgadas pela Administração Estatal de Divisas da China (SAFE) , as receitas e pagamentos de yuan representaram quase 50% das receitas e pagamentos transfronteiriços do país em 2022, mais de 20 pontos percentuais acima de 2016. Devido à alta inflação e à política monetária restritiva nas principais economias, o índice do dólar americano vacilou para uma alta de 20 anos no ano passado, enquanto as principais moedas, incluindo o euro, o iene e a libra britânica caíram para novos mínimos nos últimos 20 a 30 anos, disse o porta-voz da SAFE, Wang Chunying. A relação crescente do uso do yuan na liquidação transfronteiriça ajudará a reduzir os riscos de desajuste de moedas no comércio transfronteiriço, acrescentou Wang. De acordo com Liu Cheng, professor associado da Universidade Nankai da China, os assentamentos transfronteiriços de yuan relacionados à economia real continuaram crescendo rapidamente nos últimos anos, com commodities a granel e setores de comércio eletrônico transfronteiriços surgindo como novas áreas de crescimento. As atividades de investimento internacional nos dois sentidos foram dinâmicas, acrescentou Liu Cheng. Como a taxa de câmbio do yuan mantém estabilidade geral e volatilidade bidirecional, a demanda interna das entidades do mercado pelo uso do yuan para evitar riscos cambiais está crescendo gradualmente, disse Liu. “O aviso ajudará a melhorar a qualidade da oferta de serviços financeiros no uso transfronteiriço do yuan, melhor atender à demanda das entidades de mercado em múltiplos cenários, como comércio exterior, investimento estrangeiro e contratação de projetos de engenharia no exterior”. Isto tornará o 'estágio transfronteiriço' do yuan muito maior”, disse Liu. Hoje, a liquidação transfronteiriça do yuan tornou-se uma escolha para um número cada vez maior de empresas. Tang Hongxia com o site internacional do Alibaba.com, um mercado B2B chinês online, disse que as novas medidas melhorarão ainda mais a disposição dos clientes estrangeiros para se estabelecerem no yuan. “De fato, em comparação com a participação do yuan no pagamento internacional sob a Sociedade Mundial de Telecomunicações Financeiras Interbancárias e a pesagem da moeda na cesta de moedas do Fundo Monetário Internacional, conhecida como Direitos de Saque Especiais, a proporção do yuan no mercado de câmbio global ainda é baixa. Isso significa que as empresas ainda desfrutam de um enorme potencial no uso transfronteiriço do yuan”, disse Liu. Fonte: CE.CN
17 de janeiro de 2023
Matéria publicada originalmente no dia 23 de agosto de 2022 O comércio de serviços da China tem mantido um rápido ritmo de crescimento desde 2012, com uma taxa média de crescimento anual de 6,1%, cerca de 3,1 pontos percentuais maior do que a taxa de crescimento global, disse Wang Dongtang, diretor-geral do departamento de comércio de serviços e serviços comerciais do Ministério do Comércio, nesta terça-feira (23), durante uma coletiva de imprensa do Escritório de Informações do Conselho Estadual da China. O ranking do comércio de serviços da China no mundo também subiu de terceiro para segundo. No final de 2021, a nação ficou em segundo lugar neste tipo de comércio no mundo por oito anos consecutivos. A Feira Internacional de Comércio de Serviços da China (CIFTIS) deste ano incluirá uma cúpula mundial do comércio de serviços, exposições, fóruns, lançamentos de novos produtos e tecnologia, promoções e discussões comerciais e atividades de apoio, de acordo com o Ministério do Comércio. Desde a sua criação, a CIFTIS tem vindo a melhorar o seu nível de especialização, orientação para o mercado e internacionalização, desempenhando um papel importante na promoção do desenvolvimento de alta qualidade do comércio de serviços do país. O comércio de serviços, caracterizado por elementos leves e flexíveis, necessita ainda mais de um ambiente de desenvolvimento aberto, transparente, inclusivo e não discriminatório, bem como de uma maior harmonização das regras e da aproximação das políticas entre os países. Desde a sua criação, a CIFTIS incluiu uma cúpula mundial do comércio de serviços, exposições, fóruns, lançamentos de novos produtos e tecnologia, promoções e discussões comerciais e atividades de apoio. De acordo com as estatísticas preliminares, as sucessivas feiras de comércio de vestuário realizaram mais de 1.000 eventos de todos os tipos, criando uma plataforma pública internacional para os governos, organizações internacionais, associações comerciais e empresas de todo o mundo para fortalecer a cooperação em vários níveis e canais no campo dos serviços, bem como para desenvolver o diálogo sobre regras, coordenação de políticas e intercâmbio de experiências. Nos últimos anos, uma nova onda de revolução tecnológica e mudança industrial gerou a ascensão. A tecnologia digital penetrou amplamente em todos os elos da produção, circulação e consumo, melhorando consideravelmente a negociabilidade dos serviços. O conteúdo do comércio de serviços é continuamente enriquecido e ampliado. Tornou-se uma plataforma importante para as empresas de todos os países para mostrar e divulgar o novo formato de negócios, novos modelos e novas ideias para o desenvolvimento do comércio de serviços. Foi lançado um conjunto de novas tecnologias, aplicações, resultados e propostas nas áreas de big data, internet, inteligência artificial e metacosmo. Este ano, a feira de comércio de serviços também tem centenas de empresas e instituições para lançar resultados, para o desenvolvimento do comércio de serviços e para injetar um novo impulso e vitalidade. O setor de serviços continua a expandir-se, desempenhando um papel importante na otimização das estruturas, na promoção do emprego e na dinamização do consumo. Ao mesmo tempo, vemos que o desenvolvimento desigual e inadequado do setor de serviços ainda é proeminente, em particular, o nível de desenvolvimento de serviços modernos de alto valor agregado, como finanças, ciência e tecnologia, ainda tem uma certa diferença em comparação com as economias desenvolvidas. Por um lado, é necessário promover os serviços chineses "ir para o exterior" e melhorar a competitividade internacional dos serviços chineses. Por outro lado, trazer serviços estrangeiros de alta qualidade para atender às necessidades de uma vida melhor das pessoas, estimular a transformação e atualização da indústria e ajudar a construir um sistema de serviços moderno de alta qualidade, eficiente, dinâmico e competitivo. Os dados mostram que o déficit da balança comercial de serviços da China em 2021 caiu 67% em relação a 2020, para US$ 32,75 bilhões, o valor mais baixo desde 2011. As razões para o declínio do déficit na balança comercial de serviços são múltiplas. Em primeiro lugar, as importações e exportações de viagens diminuíram drasticamente, atingidas pela epidemia. Antes do surto, as viagens sempre foram a área número um no comércio de serviços. O déficit comercial de serviços de viagens da China em 2021 foi de 114, 68 bilhões de dólares, uma queda de 55, 8% em relação ao ano anterior ao surto em 2019, tornando-se o principal fator para atrair o declínio do déficit comercial de serviços. O aumento das exportações tradicionais de serviços contribuiu igualmente para reduzir o défice comercial de serviços. As exportações de serviços de transporte da China mantiveram uma posição alta no ano passado. Em 2021, as exportações de serviços de transporte atingiram US$ 127,2 bilhões, o que representa um crescimento de 124,7%, impulsionando as exportações tradicionais de serviços. Segundo Wang, as exportações de serviços emergentes também se tornaram um fator-chave na redução do défice comercial de serviços da China. Em 2021, o crescimento das exportações intensificadas em conhecimento atingiu 18%. As exportações, como serviços de informática e informação de telecomunicações, royalties de propriedade intelectual e serviços culturais e de entretenimento pessoais, ultrapassaram os 30% e muito acima do crescimento das exportações de serviços como um todo. Fonte: China.huanqiu
10 de janeiro de 2023
Matéria publicada originalmente no dia 04 de agosto de 2022 O Alibaba Group Holding Ltd (9988.HK), apresentou nesta quinta-feira (4), resultados financeiros melhores que o esperado no primeiro trimestre. A receita total da empresa foi de 205,56 bilhões de yuans (US$30,4 bilhões), 1% a menos em relação ao mesmo período do ano passado. Seu lucro líquido atribuível aos acionistas ordinários foi de 22,74 bilhões de yuans para o trimestre encerrado em 30 de junho, um decréscimo de 49,63% em uma base anual. O lucro líquido não-GAAP (princípios contábeis geralmente aceitos) alcançou 30,25 bilhões de yuans, um decréscimo de 30% em relação ao ano anterior. Daniel Zhang Yong, presidente e chefe executivo da Alibaba, disse que os volumes brutos de mercadorias (GMVs), uma medida das transações de mercadorias nas plataformas Taobao e Tmall experimentaram um “declínio percentual de meio dígito único em relação ao ano anterior”. Ainda assim, segundo Zhang, a empresa “viu sinais de recuperação desde junho, uma vez que a situação da logística e da cadeia de abastecimento melhorou gradualmente depois que as restrições da Covid foram aliviadas”. Em uma nota de pesquisa na quinta-feira, os analistas da Morgan Stanley disseram que "os resultados mostram o potencial da Alibaba para impulsionar a eficiência da empresa, que foi subestimada". O Produto Interno Bruto cresceu apenas 0,4% no segundo trimestre deste ano, o pior desempenho desde o primeiro trimestre de 2020, quando a economia da China encolheu 6,8%, já que o coronavírus fechou grandes extensões do país. Em junho deste ano, as vendas totais no varejo subiram apenas 3,1% em relação ao ano anterior. Durante o trimestre de junho, as vendas no comércio da Alibaba na China totalizaram 141,94 bilhões de yuans, uma ligeira queda em relação ao ano anterior, contribuindo com 69% da receita trimestral total. As principais cidades chinesas, incluindo Xangai e Shenzhen, experimentaram vários níveis de lockdowns, o que gerou impacto no varejo doméstico. O comércio internacional aumentou 2% para 15,45 bilhões de yuans, representando 7% da receita total. A receita da administração do cliente, que rastreia quanto dinheiro os comerciantes fornecem à Alibaba para colocações e promoções, caiu 10% para 80,4 bilhões de yuans. A empresa já enfrentou um crescimento lento da receita no ano passado, devido ao enfraquecimento da economia e a uma concorrência mais forte de rivais como Pinduoduo (PDD.O) e ByteDance. Os serviços ao consumidor local - que incluem serviços baseados em localização, como a plataforma de entrega sob demanda e serviço de viagens on-line, aumentaram 5% para 10,63 bilhões de yuans. A receita dos serviços em nuvem, excluindo as vendas para outras empresas Alibaba, aumentou 10% para 17,69 bilhões de yuan, o crescimento mais rápido entre todos os segmentos comerciais da empresa, contribuindo com 9% da receita total. Ainda assim, o aumento marcou uma desaceleração em relação ao crescimento de 20% observado no trimestre de dezembro e de 12% no trimestre de março. Isto foi "um resultado de múltiplos fatores, incluindo a desaceleração das atividades macroeconômicas, declínio na receita dos principais clientes de internet, abrandamento da demanda dos clientes de internet da China, e um atraso em partes de nossos projetos de nuvens híbridas devido ao impacto da Covid", disse Zhang. Fonte: The Paper
4 de janeiro de 2023
Matéria publicada originalmente no dia 22 de julho de 2022 O maior navio de luxo do mundo, construído pela China State Shipbuilding Corporation (CSSC, sigla em inglês), terminou recentemente todos os testes de mar. Agora, a companhia foca em realizar os acabamentos, com entrega aos clientes prevista para o final de agosto. Navio de luxo: equivalente a um hotel 5 estrelas O navio foi construído para a Moby Line Shipping, uma subsidiária do grupo italiano Onorato Shipping, equipado com 13 convés, 533 cabines e 5 andares de garagem. O design interno é igual ao de um cruzeiro de luxo, e todo o material interno é quase 100% com fabricação doméstica. O navio inteiro é o equivalente a um hotel de 5 estrelas no mar com 10 andares de altura e uma grande garagem que cabe quase 800 carros. Sendo o maior navio ro-ro do mundo, com uma altura vertical de quase 40 metros, o navio foi dividido em 14 divisões para ser construído. A equipe do projeto de construção continua a otimizar o processo de construção e melhorar a eficiência da produção, dividindo o trabalho um por um. Durante a fase de doca, foi o melhor na história para saída do navio de carga rolante luxuoso da CSSC mais acabada, construiu 228 cabines e o melhor recorde do estado antes do teste de mar. Fonte: China News