
16 de dezembro de 2025
China2Brazil
O comércio exterior de bens da China somou RMB 41,21 trilhões nos primeiros 11 meses de 2025, um crescimento de 3,6% na comparação anual, segundo dados da Alfândega da China. Nesse contexto, a indústria chinesa de brinquedos ampliou sua presença no mercado global, com destaque para Yiwu, na província de Zhejiang, que concentra o maior centro de distribuição de pequenos produtos do mundo. Estimativas do setor indicam que um em cada quatro brinquedos vendidos globalmente tem origem na cidade. A Área 1 do Mercado Internacional de Comércio de Yiwu e o Centro Global de Comércio Digital tornaram-se polos de brinquedos inteligentes e eletrônicos, atraindo compradores estrangeiros. Entre janeiro e outubro de 2025, as exportações de brinquedos de Yiwu alcançaram RMB 21,81 bilhões, alta de 19,5% em relação ao mesmo período do ano anterior. Os brinquedos inteligentes lideraram esse crescimento. Na Xiaole Intelligent Technology, robôs com inteligência artificial demonstram funções de interação por voz, movimento e resposta visual. Um dos produtos mais vendidos é o robô de companhia “K Bao”, equipado com câmera, reconhecimento de voz e suporte a mais de 60 idiomas. Baseado no modelo de IA DeepSeek, o produto já foi exportado para países como Mianmar, Bangladesh e Espanha. Outro destaque é o cão-robô “Dubi”, que passou por duas atualizações técnicas. A versão mais recente adota novo motor e amplia as possibilidades de interação. O produto mantém vendas elevadas em plataformas de e-commerce transfronteiriço. Na loja Xiangfeng Toys, o proprietário Wu Yunxing afirma que os pedidos estão agendados para o mês seguinte. Um cão mecânico com IA, capaz de executar mais de dez movimentos e responder a comandos de voz, registra vendas externas superiores a 400 unidades por dia na Europa, segundo o comerciante. O avanço da chamada economia de baixa altitude também impulsionou o mercado local de drones e aeromodelos. Nos últimos anos, o número de lojas especializadas em Yiwu passou de poucas unidades para centenas. Na Yushi Electronics, o proprietário Zhao Junjie afirma que a empresa desenvolveu drones com até três câmeras para atender à demanda internacional. Recentemente, um cliente da América do Sul encomendou 1.800 unidades com câmera dupla. Para Chen Meijun, secretária-geral do setor de brinquedos da Câmara de Comércio do Mercado de Pequenas Commodities da China em Yiwu, a inteligência artificial abriu novas frentes para o setor. Segundo ela, os brinquedos atuais oferecem compreensão semântica, conteúdo personalizado e interação emocional, o que amplia o valor agregado dos produtos chineses no exterior. Criatividade e cultura fortalecem exportações em Chenghai O distrito de Chenghai, em Shantou, na província de Guangdong, consolidou-se como uma das principais bases globais de produção de brinquedos plásticos. Em uma área de 345 km², concentram-se dezenas de milhares de empresas do setor. Cerca de 90% das peças necessárias à produção estão disponíveis localmente, o que permite ciclos de desenvolvimento rápidos e lançamentos diários de novos produtos. Na Guangdong Xin Jiaqi Technology, a empresa aposta em brinquedos colecionáveis de blocos com temas espaciais e vegetais. A série “Amanhecer Espacial” combina design técnico e desmontagem mecânica, permitindo a visualização da estrutura interna das peças. O produto tem boa aceitação no mercado internacional, segundo a empresa. Dados da Alfândega de Shantou indicam que, nos três primeiros trimestres de 2025, as exportações de brinquedos da cidade somaram RMB 8,555 bilhões. A União Europeia foi o principal destino, com crescimento anual de 11,4%. Além da escala produtiva, Chenghai investe em automação. Fábricas com linhas de injeção automatizadas operam continuamente, enquanto unidades com processos totalmente automatizados produzem peças de alta precisão. Parte dessas peças integra produtos culturais licenciados, como réplicas inspiradas em acervos de museus chineses. Os brinquedos da região incorporam elementos da cultura tradicional chinesa, como o Palácio Imperial, a Torre do Grou Amarelo e máscaras da Ópera de Pequim. Esses produtos ampliaram sua presença internacional e hoje chegam a mais de 150 países e regiões. Patentes e segurança impulsionam produção em Pingxiang O distrito de Pingxiang, na província de Hebei, é conhecido como a “Capital Chinesa dos Carrinhos Infantis”. A região reúne 5.285 empresas da cadeia de bicicletas, carrinhos e brinquedos, com produção anual de 155 milhões de unidades e receita superior a RMB 30 bilhões. Durante a 20ª Exposição Internacional de Bicicletas, Carrinhos Infantis e Brinquedos do Norte da China, realizada em novembro, compradores estrangeiros destacaram a variedade e o nível técnico dos produtos. O comprador saudita Masoud afirmou que os carrinhos produzidos em Pingxiang têm forte aceitação em seu mercado. Empresas locais investem em inovação e proteção intelectual. A Mengshou Bicycle (Hebei), por exemplo, possui mais de 20 patentes em um único modelo, incluindo duas de invenção. A empresa vende mais de 100 mil carrinhos por ano e exporta para países como Singapura e Coreia do Sul. Já a Hebei Hengchi Bicycle Parts Group lançou mais de 60 novos produtos por ano e acumula mais de 260 patentes, segundo o diretor Dong Hongzhi. Em 2024, as exportações de bicicletas e veículos infantis do distrito alcançaram RMB 799 milhões. Entre janeiro e junho de 2025, o valor chegou a RMB 400 milhões, conforme dados da Alfândega de Xingtai. Sustentabilidade orienta produção de brinquedos em Yangzhou Em Yangzhou, na província de Jiangsu, a indústria de brinquedos de pelúcia avança com foco em sustentabilidade. A Yangzhou Diteng Toys & Gifts utiliza softwares de modelagem 3D para reduzir custos de prototipagem e desperdício de material. A empresa investe há oito anos em materiais renováveis e recicláveis. Com faturamento anual de cerca de RMB 200 milhões, a Diteng ampliou sua participação em mercados internacionais por meio de feiras como a Canton Fair e a Feira Internacional de Brinquedos dos Estados Unidos. Segundo compradores estrangeiros, o compromisso ambiental influenciou decisões de compra. A Yangzhou Step Toys também aposta em design diferenciado. A linha “Companheiro Cúbico”, lançada em abril de 2025 após pesquisas em redes sociais internacionais, vendeu mais de 200 mil unidades em menos de um ano. A associação local informa que a indústria de brinquedos de pelúcia de Yangzhou começou nos anos 1960 e hoje reúne cerca de 2.000 empresas registradas, com produção anual superior a RMB 30 bilhões e mais de 150 mil trabalhadores. O setor busca ampliar marcas próprias e produtos sustentáveis, acompanhando a demanda global por inovação e responsabilidade ambiental. Fonte: gmw.cn

16 de dezembro de 2025
China2Brazil
A China lançou, na terça-feira (16), um satélite de observação da Terra a partir do Centro de Lançamento de Satélites de Taiyuan, na província de Shanxi. O equipamento, batizado de Ziyuan 3D, entrou em órbita às 11h17 (horário local) a bordo de um foguete Longa Marcha 4B e integra o programa espacial voltado ao mapeamento e ao monitoramento de recursos naturais. Desenvolvido pela Academia Chinesa de Tecnologia Espacial, com sede em Pequim, o Ziyuan 3D transporta câmeras de alta precisão e um altímetro a laser . Os equipamentos permitem a captura de imagens tridimensionais e hiperespectrais em alta definição. Com isso, o satélite dará suporte a levantamentos geológicos, mapeamento territorial, gestão de recursos naturais e inspeção ambiental, segundo as autoridades. A Administração Espacial Nacional da China e o Ministério de Recursos Naturais informaram que o satélite alcançou a órbita predefinida conforme o planejado. O lançamento faz parte da ampliação da constelação Ziyuan, dedicada à coleta de dados geoespaciais. O foguete Longa Marcha 4B, fabricado pela Academia de Tecnologia Aeroespacial de Xangai, tem capacidade para transportar múltiplos satélites com peso total de até 2,5 toneladas. O veículo opera em missões para órbitas heliossíncronas, a cerca de 700 quilômetros de altitude. Com essa operação, a China realizou sua 87ª missão espacial e o 617º voo da família de foguetes Longa Marcha , que sustenta o programa de lançamentos do país. Fonte: chinadaily

16 de dezembro de 2025
China2Brazil
O Ministério da Ecologia e Meio Ambiente da China informou no dia 16 que três normas nacionais de ecologia e meio ambiente, entre elas as Normas de Qualidade do Ar Ambiente (versão para consulta pública) e suas especificações técnicas complementares, estão abertas para consulta pública. A proposta revisa os limites de concentração de PM2,5, PM10, dióxido de enxofre e dióxido de nitrogênio, com o objetivo de reduzir riscos à saúde pública e orientar políticas de controle da poluição atmosférica. A revisão ocorre após anos de debate técnico sobre a necessidade de elevar os padrões de qualidade do ar. Segundo He Kebin, acadêmico da Academia Chinesa de Engenharia e diretor do Instituto de Neutralidade de Carbono da Universidade Tsinghua, os padrões atuais orientaram o controle da poluição na última década, mas perderam aderência ao cenário recente. Com a melhora gradual da qualidade do ar, afirmou, tornou-se necessário atualizar os limites. Os atuais Padrões de Qualidade do Ar Ambiente foram revisados em 2012 e entraram em plena vigência em 2016. Eles fixam em 35 microgramas por metro cúbico o limite secundário da concentração média anual de PM2,5, usado como referência de conformidade. Em 2024, quase três quartos das cidades chinesas registraram média anual de PM2,5 igual ou inferior a esse limite. Ainda assim, cerca de metade dessas cidades apresentou concentrações acima de 25 microgramas por metro cúbico. De acordo com He Kebin, estudos de cenário baseados nas atuais políticas de controle de emissões indicam que a adoção de uma meta de 25 microgramas por metro cúbico pode ampliar os benefícios à saúde e sustentar a melhora contínua da qualidade do ar. Pesquisas conduzidas no país mostram que a exposição ao PM2,5, tanto no curto quanto no longo prazo, provoca efeitos adversos à saúde humana. Para Zhu Tong, acadêmico da Academia Chinesa de Ciências e professor da Universidade de Pequim, a revisão dos padrões cria metas de longo prazo e oferece um incentivo adicional para avanços consistentes na qualidade do ar em diferentes regiões. O Rascunho para Consulta Pública propõe reduzir os limites secundários das concentrações médias anuais e diárias de PM2,5 de 35 e 75 para 25 e 50 microgramas por metro cúbico. Para o PM10, os limites cairiam de 70 e 150 para 50 e 100 microgramas por metro cúbico. O texto também prevê a redução dos limites de dióxido de enxofre e dióxido de nitrogênio, considerando seus impactos diretos à saúde e sua contribuição para a formação secundária de PM2,5. A implementação dos novos padrões ocorrerá em duas fases. Entre 2026 e 2030, valerão limites transitórios para o material particulado, com concentrações médias anuais e diárias de PM2,5 fixadas em 30 e 60 microgramas por metro cúbico. A partir de 2031, entram em vigor os limites revisados de forma integral, incluindo os aplicáveis a dióxido de enxofre e dióxido de nitrogênio. Segundo Zhang Shiqiu, professor da Universidade de Pequim, padrões mais rígidos tendem a elevar os custos de controle da poluição no curto prazo e podem pressionar alguns setores da economia. Em contrapartida, afirmou, eles aceleram a modernização industrial e a transição energética. Na avaliação do professor, os custos econômicos crescem menos do que os ganhos em saúde pública, o que sustenta a combinação entre melhoria ambiental e desenvolvimento econômico e social de longo prazo. Fonte: stdaily

16 de dezembro de 2025
China2Brazil
Mais de 80% das montadoras multinacionais com vendas anuais abaixo de 100 mil veículos devem deixar o mercado chinês, segundo relatório do Instituto de Pesquisa China EV100 divulgado em 16 de dezembro, durante uma coletiva de imprensa em Pequim. A estimativa aponta a saída de cinco a seis empresas, em um contexto de rápida perda de participação das marcas estrangeiras frente às montadoras chinesas. O relatório mostra que, nos últimos cinco anos, a diferença de participação de mercado entre marcas nacionais e estrangeiras aumentou de forma contínua. Em 2020, as montadoras chinesas respondiam por 36% do mercado, enquanto as estrangeiras somavam 64%. Entre janeiro e outubro deste ano, esse cenário se inverteu: as marcas nacionais alcançaram 65%, e as estrangeiras recuaram para 35%. Dados da Associação Chinesa de Automóveis de Passageiros reforçam essa tendência. Em novembro, as marcas alemãs concentraram 14% do mercado varejista, seguidas por japonesas (11,7%), americanas (5,7%) e coreanas (0,9%). Com a mudança na estrutura do mercado automotivo chinês, marcas estrangeiras perderam espaço de forma consistente. Montadoras multinacionais como Suzuki e Mitsubishi já se retiraram do país após queda prolongada nas vendas. Segundo a CarBaihui, o risco de saída das montadoras multinacionais está diretamente ligado ao volume de vendas. Atualmente, existem mais de 45 fabricantes estrangeiros ou em joint ventures, que representam cerca de 40% das empresas de veículos de passageiros na China. Entre as montadoras com vendas anuais entre 100 mil e 300 mil veículos, a probabilidade de saída varia de 50% a 80%, o que pode afetar quatro a cinco empresas. Para aquelas com vendas entre 300 mil e 600 mil veículos, o risco cai para 20% a 50%, com impacto estimado em duas a três empresas. Registros de seguros indicam que joint ventures com vendas anuais abaixo de 100 mil veículos no último ano incluem Dongfeng Peugeot-Citroën Automobile, Chery Jaguar Land Rover, smart, Changan Lincoln, Changan Mazda e Jiangling Ford. Diante desse cenário, as principais montadoras multinacionais aceleram a estratégia “na China, para a China”, com foco no desenvolvimento local. A Volkswagen criou o Centro de P&D Tecnológica na China (VCTC) e desenvolveu a arquitetura elétrica CMP voltada ao mercado chinês. A Toyota instalou um Centro de P&D de Veículos Elétricos Inteligentes no país. A Nissan fundou a Nissan Technology Development (Shanghai), dedicada a direção inteligente, conectividade e veículos de novas energias. Além disso, as equipes chinesas ganharam maior peso nas decisões de produto. A Toyota adotou um modelo liderado por engenheiro-chefe local. A Volkswagen substituiu o sistema de decisões centralizadas na matriz por um modelo de definição e desenvolvimento conjuntos. Na General Motors, equipes locais lideram integralmente a definição de novos modelos voltados ao consumidor chinês. Com a liderança da China em eletrificação e inteligência artificial, algumas montadoras passaram a usar o país como base global de inovação. A BMW desenvolveu um sistema de interação por voz com base em big data da Alibaba e da DeepSeek, aplicado a modelos vendidos mundialmente. A Tesla integrou mais de 60 fornecedores chineses à sua cadeia global. Já a Stellantis firmou uma joint venture com a Leapmotor para ampliar sua oferta de veículos elétricos de menor custo em outros mercados. Fonte: Yicai

15 de dezembro de 2025
China2Brazil
A CMOC Group Limited anunciou, em 15 de dezembro, que pretende adquirir 100% das participações em três ativos de mineração de ouro da canadense Equinox Gold no Brasil. A operação, aprovada pelo conselho de administração da companhia chinesa, envolve um investimento total de US$1,015 bilhão e deve ser concluída no primeiro trimestre de 2026, após aval do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE) e das autoridades regulatórias chinesas . Segundo comunicado da empresa, a aquisição será realizada por meio da subsidiária controlada CMOC Limited e inclui a mina Aurizona, no Maranhão; a mina RDM, em Minas Gerais; e o Complexo Bahia, que reúne as minas Fazenda e Santa Luz, no estado da Bahia. O pagamento ocorrerá integralmente em dinheiro, com US$900 milhões no fechamento da transação e até US$115 milhões adicionais condicionados ao volume de vendas de ouro no primeiro ano de operação após a conclusão do negócio. Os ativos negociados somam quatro minas de ouro em produção e concentram recursos auríferos totais estimados em 5,013 milhões de onças, com teor médio de 1,88 grama por tonelada. As reservas provadas e prováveis alcançam 3,873 milhões de onças, com teor médio de 1,45 grama por tonelada. Em 2024, a produção conjunta dessas operações chegou a 247,3 mil onças de ouro. Para 2025, a projeção varia entre 250 mil e 270 mil onças. A Equinox Gold, listada nas bolsas de Toronto e Nova York, opera minas no Canadá e em outros países das Américas, além de manter projetos em construção e expansão. Com a venda dos ativos brasileiros, a empresa informou que pretende concentrar suas operações no mercado norte-americano de ouro. A compra no Brasil ocorre meses após a CMOC adquirir a mina de ouro Cangrejos, no Equador, em abril deste ano, por 581 milhões de dólares canadenses. As operações reforçam a estratégia da companhia de estruturar seu crescimento com foco em dois eixos principais: cobre e ouro. Até então, a atuação da CMOC no segmento aurífero se limitava, em grande parte, à produção como subproduto de outras operações. Com a conclusão da transação no Brasil, a empresa estima um aumento de cerca de 8 toneladas na produção anual de ouro. A esse volume soma-se a produção futura da mina Cangrejos, prevista para iniciar operações em 2028, com capacidade estimada de 11,5 toneladas por ano. Com isso, a produção total de ouro da CMOC poderá superar 20 toneladas anuais por volta de 2028. Tradicionalmente voltada à mineração de cobre, cobalto, molibdênio, tungstênio e nióbio, a CMOC ainda não operava o ouro como um segmento independente. Em meio à volatilidade do sistema monetário internacional e ao aumento dos riscos geopolíticos, a empresa passou a tratar o metal como parte central de sua estratégia de diversificação. Em comunicado, o presidente do conselho e diretor de investimentos da CMOC, Liu Jianfeng, afirmou que a companhia mantém uma visão de longo prazo para os ativos de ouro. Segundo ele, o Brasil oferece base geológica relevante e ambiente institucional estável, além de permitir sinergias com os ativos de nióbio e fosfato já operados pela empresa no país. A trajetória de expansão da CMOC inclui uma série de aquisições nos últimos anos. Em 2013, a empresa comprou a mina de cobre e cobalto TFM, na República Democrática do Congo. Em 2016, adquiriu os ativos de nióbio e fosfato da Anglo American no Brasil. Em 2019, incorporou a mina KFM, também no Congo, e, em 2020, concluiu a compra da IXM, ampliando sua presença no comércio internacional de metais. A companhia reconhece, no entanto, que o ambiente para novas aquisições se tornou mais competitivo. Durante a teleconferência de resultados do primeiro semestre de 2025, realizada em agosto, Liu Jianfeng afirmou que a empresa busca construir, no longo prazo, um portfólio com ativos multimetais, presença internacional e projetos em diferentes estágios de desenvolvimento. Nos três primeiros trimestres de 2025, a CMOC registrou receita operacional de RMB 145,485 bilhões, queda de 5,99% na comparação anual. No mesmo período, o lucro líquido atribuível aos acionistas alcançou RMB 14,28 bilhões, alta de 72,61%, o maior resultado já registrado pela empresa para esse intervalo. Fonte: sina.com

15 de dezembro de 2025
China2Brazil
O grupo Três Gargantas concluiu, em 15 de dezembro, a conexão plena à rede elétrica do Parque Eólico Offshore Jiangsu Dafeng, na província de Jiangsu, após a entrada em operação da última turbina. Com capacidade instalada de 800 megawatts (MW), o empreendimento se tornou o projeto de energia eólica offshore conectado à rede mais distante da costa chinesa. Localizado no mar a nordeste do distrito de Dafeng, na cidade de Yancheng, o projeto é composto por quatro áreas de implantação. O ponto mais distante fica a 85,5 quilômetros do litoral, o que coloca o parque como referência no avanço da energia eólica offshore da China para áreas marítimas mais profundas e afastadas da costa. Ao todo, o parque conta com 98 turbinas eólicas, três subestações marítimas e uma plataforma de resgate offshore. A infraestrutura permite a transmissão da energia gerada para o sistema elétrico continental, ampliando a capacidade de fornecimento de eletricidade renovável da região. Segundo Li Tao, diretor-geral executivo da filial da Três Gargantas em Jiangsu, a distância superior a 80 quilômetros da costa e a ampla área marítima elevaram o nível de complexidade da construção. “Desenvolvemos de forma independente uma plataforma de alerta meteorológico para prever com maior precisão as condições climáticas e aproveitar as janelas favoráveis para as obras. Essa experiência será aplicada na exploração futura de recursos energéticos em mares ainda mais profundos e distantes”, afirmou. De acordo com as estimativas, o Parque Eólico Offshore Jiangsu Dafeng deve gerar, em média, mais de 2,8 bilhões de quilowatts-hora (kWh) de eletricidade por ano. Esse volume atende ao consumo anual de cerca de 1,4 milhão de residências, além de permitir a economia de aproximadamente 860 mil toneladas de carvão padrão e a redução de cerca de 2,37 milhões de toneladas de emissões de dióxido de carbono por ano. O projeto contribui para o fornecimento de energia limpa e para a estratégia de desenvolvimento de baixo carbono da região do Delta do Rio Yangtzé. Fonte: CFTV

15 de dezembro de 2025
China2Brazil
Pesquisadores chineses identificaram grandes reservatórios de água primordial a cerca de 660 quilômetros abaixo da superfície da Terra, no manto terrestre. O estudo, publicado na revista Science, mostra que o mineral bridgmanita consegue reter volumes significativos de água sob condições extremas de temperatura e pressão, o que ajuda a explicar como o planeta evoluiu para um ambiente habitável. A equipe simulou as condições do manto profundo, com altas pressões e temperaturas de até 4.100 °C. Os testes indicaram que a bridgmanita, principal mineral do manto inferior, apresenta elevada capacidade de armazenamento de água, superior ao que estudos anteriores sugeriam. O manto terrestre fica entre a crosta e o núcleo externo. Ele responde por cerca de 84% do volume do planeta e 67% de sua massa. Trata-se de uma camada de rocha quente e densa que se movimenta lentamente, o que influencia processos geológicos de longo prazo. Segundo Du Zhixue, professor do Instituto de Geoquímica de Guangzhou e líder da pesquisa, parte da água presente nos estágios iniciais da Terra pode ter ficado aprisionada no interior do planeta durante o resfriamento do oceano global de magma. Naquele período, há cerca de 4,6 bilhões de anos, a Terra passava por impactos intensos e apresentava temperaturas elevadas demais para manter água líquida na superfície. À medida que o magma esfriou, ele cristalizou e formou os minerais do manto. A bridgmanita, o primeiro e mais abundante deles, atuou como um reservatório microscópico de água. De acordo com os modelos desenvolvidos pela equipe, essa característica fez do manto inferior o maior reservatório hídrico interno do planeta logo no início da solidificação. Estudos anteriores, baseados em temperaturas mais baixas, indicavam que a bridgmanita armazenava pouca água. Para revisar essa estimativa, os pesquisadores criaram um equipamento experimental de ultra-alta pressão capaz de atingir 4.100 °C. Os resultados mostram que, em temperaturas elevadas, a capacidade de retenção de água do mineral pode ser de cinco a cem vezes maior do que as projeções anteriores. A equipe também utilizou lasers para gerar calor extremo e técnicas avançadas de imagem para reproduzir as condições do manto primitivo. Em parceria com Long Tao, do Instituto de Geologia da Academia Chinesa de Ciências Geológicas, os pesquisadores aplicaram tomografia de sonda atômica, o que permitiu analisar a presença e a distribuição de água em escala nanométrica. As imagens confirmaram que a água está incorporada à estrutura cristalina da bridgmanita. De acordo com Du, o volume de água retido no manto sólido primitivo pode variar entre 0,08 e 1 vez o volume de todos os oceanos atuais. Essa água não permanece isolada. Ela reduz o ponto de fusão e a viscosidade das rochas do manto, o que facilita sua circulação e sustenta a dinâmica das placas tectônicas. Com o tempo, parte dessa água retornou à superfície por meio do movimento do magma. Esse processo contribuiu para a formação da atmosfera e dos oceanos primitivos. Segundo os autores, a água aprisionada no interior da Terra teve papel central na transição do planeta de um ambiente dominado por lava para o mundo habitável conhecido hoje. A pesquisa recebeu apoio da Academia Chinesa de Ciências, da Fundação Nacional de Ciências Naturais da China, do Ministério da Ciência e Tecnologia, da Fundação de Pesquisa Básica e Aplicada de Guangdong e da Fundação de Ciência Pós-Doutoral da China. Fonte: China Daily

15 de dezembro de 2025
China2Brazil
O Ministério da Indústria e Tecnologia da Informação da China anunciou, na segunda-feira, a aprovação inédita de dois modelos de carros de passeio com autonomia condicional de nível 3. A decisão marca o primeiro aval oficial do país para a comercialização de veículos inteligentes e conectados com esse grau de automação. As autorizações foram concedidas à Chongqing Changan Automobile Co Ltd e a uma unidade do grupo BAIC, após a análise dos pedidos de acesso ao mercado para veículos equipados com funções de condução autônoma condicional. Segundo o ministério, os modelos passaram por procedimentos de aceitação, revisão técnica e notificação pública, conforme as normas vigentes. Entre os veículos aprovados está o sedã elétrico a bateria SC7000AAARBEV, da Changan. O modelo oferece condução autônoma em faixa única em rodovias e vias expressas urbanas sob condições de congestionamento, com velocidade máxima de até 50 km/h. A operação, no entanto, permanece limitada a trechos específicos de Chongqing, como o anel viário interno e o novo anel viário interno. O outro modelo autorizado é o sedã elétrico a bateria BJ7001A61NBEV, da Arcfox, marca vinculada à BAIC. O veículo permite condução autônoma em rodovias e vias expressas urbanas, também em faixa única, com velocidade máxima de 80 km/h. Seu uso está restrito a vias expressas designadas em Pequim, incluindo trechos da via expressa norte do aeroporto e da via expressa do Aeroporto Internacional de Daxing. A aprovação representa um avanço regulatório no setor automotivo chinês e estabelece um marco para a introdução controlada de veículos com autonomia condicional no país. Fonte: China Daily

15 de dezembro de 2025
China2Brazil
A iRobot, fabricante norte-americana de robôs domésticos e criadora do aspirador robótico Roomba, entrou com pedido de recuperação judicial em 14 de dezembro, sob o Capítulo 11 da Lei de Falências dos Estados Unidos. O processo foi protocolado no Tribunal de Falências do Distrito de Delaware. A empresa continuará operando durante a reestruturação, enquanto transfere o controle acionário para seu principal fornecedor e credor, a chinesa Shenzhen PICEA Robotics Co., Ltd., e sua afiliada, Santrum Hong Kong Co. Fundada em 1990, a iRobot encerra, com esse movimento, 35 anos de operação independente. Segundo o plano apresentado à Justiça, a Shenzhen PICEA, citada em documentos do acordo também como Shenzhen Shanchuan Robotics Co., Ltd., passará a deter 100% do capital da companhia. As ações ordinárias atuais serão liquidadas ao fim do processo. De acordo com os termos da reestruturação, serão cancelados um empréstimo de aproximadamente US$190 milhões e uma dívida de produção de cerca de US$74 milhões devidos à empresa chinesa. A iRobot informou que os demais credores e fornecedores devem receber integralmente os valores devidos. Concorrência, tarifas e aquisição frustrada pressionaram resultados A iRobot enfrentou, nos últimos anos, uma combinação de fatores que afetaram sua operação. Em 2024, a empresa registrou receita aproximada de US$682 milhões, mas manteve margens pressionadas pela concorrência crescente, sobretudo de fabricantes chineses como a Ecovacs. A disputa por preços levou a cortes nos valores finais dos produtos e a investimentos contínuos em tecnologia. Além disso, em 2023, os Estados Unidos impuseram uma tarifa de 46% sobre importações provenientes do Vietnã, país onde parte da produção da iRobot está concentrada. A medida elevou os custos no mercado americano e gerou uma estimativa de despesas adicionais de US$23 milhões até 2025. No mesmo período, a tentativa de aquisição da iRobot pela Amazon , avaliada em US$1,4 bilhão, foi suspensa após investigações antitruste e acabou cancelada em 2023. O fim do acordo agravou as restrições de caixa da empresa. De referência em robótica a perda de valor de mercado Criada por três engenheiros do MIT, a iRobot iniciou suas atividades com robôs voltados à defesa, ao setor aeroespacial e à exploração técnica, incluindo projetos de exploração de pirâmides e resposta a desastres ambientais. Em 2002, lançou o Roomba, seu primeiro aspirador robótico doméstico, e abriu caminho para a popularização desse tipo de produto. Segundo dados divulgados pela própria empresa, a iRobot já vendeu mais de 50 milhões de unidades em todo o mundo. Em seu auge, alcançou participação de mercado de cerca de 42% nos Estados Unidos e 65% no Japão. Em 2021, durante a pandemia, a avaliação de mercado chegou a US$3,56 bilhões. Atualmente, esse valor gira em torno de US$140 milhões. Operações seguem ativas durante o processo O CEO da iRobot, Gary Cohen, afirmou que o pedido de recuperação judicial busca garantir a continuidade da empresa no longo prazo. Segundo a administração, as operações seguem normalmente durante o processo, incluindo o pagamento de salários, compromissos com fornecedores e suporte aos clientes. A companhia mantém hoje 274 funcionários em nível global. A iRobot informou que o funcionamento do aplicativo, os programas para consumidores, a cadeia de suprimentos e as parcerias comerciais não devem sofrer alterações imediatas. Reorganização reflete mudanças no mercado global A reestruturação da iRobot marca uma mudança relevante no setor global de robôs para uso doméstico. A transferência do controle para uma empresa situada a montante na cadeia produtiva indica um reposicionamento industrial e financeiro do negócio. O caso também evidencia a pressão enfrentada por empresas de tecnologia em mercados com concorrência intensa, custos elevados e uma fiscalização mais rigorosa por parte das autoridades. Mesmo companhias que lideraram a criação de categorias inteiras precisam ajustar modelos de negócio, estrutura de custos e estratégias de mercado para manter a viabilidade no longo prazo. Fonte: news.qq

12 de dezembro de 2025
China2Brazil
A edição de 2025 do Índice de Poder Asiático, divulgada na terça-feira em Melbourne pelo Instituto Lowy, aponta que a China ampliou sua posição como parceira confiável na região, enquanto políticas recentes dos Estados Unidos reduziram a influência americana na Ásia. O levantamento avaliou 27 países e territórios com base em 131 indicadores, que vão de capacidade econômica e acesso a mercados a influência diplomática, cultural e fluxos de pessoas. O relatório analisou sete anos de dados para medir a distribuição de poder na região. O índice manteve os Estados Unidos na liderança do “poder abrangente”. A China apareceu em segundo lugar e a Índia em terceiro. No entanto, a distância entre EUA e China diminuiu. O relatório atribui parte dessa mudança ao uso mais agressivo de tarifas pelos EUA. Segundo o documento, essa estratégia reduziu a influência diplomática americana na Ásia. A análise também citou cortes na ajuda ao desenvolvimento, reduções no financiamento à mídia internacional dos EUA e restrições de visto para visitantes asiáticos como fatores que prejudicaram a posição americana. Susannah Patton, líder do projeto no Lowy Institute, afirmou que essas medidas “afetaram negativamente a posição dos EUA na região”. Ela destacou que o conjunto de decisões reduziu a atratividade americana em áreas como turismo, educação e cooperação para o desenvolvimento. A análise apontou que a China respondeu às tarifas americanas com segurança e manteve acesso a diversos mercados globais. Isso, segundo o instituto, sustentou a capacidade chinesa de lidar com pressões econômicas dos EUA. O relatório também observou que Pequim se apresenta aos países asiáticos como um parceiro contrário ao protecionismo e ao unilateralismo. Richard McGregor, pesquisador sênior do Lowy Institute, afirmou que o índice mostra equilíbrio de poder entre EUA e China na Ásia. Segundo ele, os resultados indicam que as duas potências atuam com peso comparável na região. A edição de 2025 também registrou que a China retomou níveis próximos aos anteriores à pandemia em intercâmbios populacionais. As restrições de viagem entre 2020 e 2022 reduziram esse indicador, mas o país ampliou o fluxo de turistas e estudantes asiáticos no último ano. O relatório cita o avanço como efeito da criação de novas rotas de isenção de visto para países como a Indonésia. Fonte: China Daily