
4 de fevereiro de 2026
China2Brazil
Com a exposição dos robôs da Unitree no Festival da Primavera de 2025, a procura por locação de robôs humanoides cresceu ao longo de 2025 e voltou a se intensificar antes do Ano-Novo Chinês de 2026. Empresas do setor informaram que as agendas seguem ocupadas até o feriado, com novas reservas confirmadas para o período posterior. Diante desse movimento, o Festival da Primavera de 2026 passou a ser visto pelo setor como um teste público para fabricantes e locadores. Empresas avaliam que o desempenho em estabilidade operacional e interação com o público deve influenciar a demanda por marcas ao longo de 2026. Unitree mantém liderança, mas Agibot cresce entre locadores Na plataforma Xianyu, a maioria dos anúncios de locação em destaque é da Unitree, atribuída ao reconhecimento de marca e à logística mais simples de transporte. Segundo Hu Jingling, fundador da Kunming Shenlin Technology, a empresa ainda concentra cerca de 70% do mercado. Esse quadro começou a mudar em 2025. Long Yongming, fundador da plataforma Huanshi Technology, afirma que a Unitree concentrou a demanda no primeiro semestre, enquanto a Agibot ganhou espaço no segundo. Empresas que passaram a operar robôs da Agibot apontam maior facilidade para personalização de funções, o que favorece contratos sob demanda. Diante da incerteza sobre quais fabricantes vão se consolidar, locadores ampliaram o número de marcas em operação para reduzir riscos. Preços caem e margens encolhem Após o Festival da Primavera de 2025, o aluguel diário de robôs humanoides chegou a RMB 20 mil. Em 2026, o valor médio de modelos da Unitree caiu para cerca de RMB 5 mil por dia. A redução reflete o aumento da concorrência e a entrada de novos operadores no setor ao longo de 2025. Locadores afirmam que, com os preços atuais, o faturamento cobre custos de transporte, equipe técnica e manutenção, mas deixa margens limitadas. Em serviços interestaduais, a operação de um evento de um dia pode exigir dois ou três dias de deslocamento da equipe. Plataformas pressionam o mercado A entrada de plataformas intensificou a disputa por preços. A Qingtian Rent, lançada em dezembro de 2025 com apoio da Agibot, e a Wanji Easy Rent passaram a oferecer valores abaixo do mercado descentralizado. O modelo Agibot Lingxi X2 é ofertado por cerca de RMB 2,2 mil por dia nessas plataformas, contra aproximadamente RMB 3 mil fora delas. Locadores relatam que esses preços dependem de subsídios e se sustentam sobretudo em operações locais. O mercado de locação de robôs humanoides segue em ajuste. Fabricantes e locadores observam o desempenho das marcas no Festival da Primavera de 2026, que deve influenciar a consolidação do setor ao longo do ano. Fonte: 163.com

4 de fevereiro de 2026
China2Brazil
O Grupo LEGO lançou, com a aproximação do Festival da Primavera, os conjuntos LEGO Tela do Cavalo em Galope e LEGO Fogos de Artifício da Prosperidade na China. A empresa apresentou os produtos durante a temporada de presentes para atender à demanda local, reforçar sua presença no mercado chinês e ampliar sua estratégia de localização cultural. Os dois conjuntos integram a linha temática do Ano Novo Chinês e usam símbolos associados à cultura local. O conjunto Tela do Cavalo em Galope representa a ideia de sucesso e prosperidade. O produto traz a figura de um cavalo em movimento e uma tela com pintura no estilo ink-wash, técnica tradicional da pintura chinesa. Já o conjunto Fogos de Artifício da Prosperidade recria o rojão, elemento presente nas celebrações do Festival da Primavera e no ritual de recepção ao Deus da Riqueza. Segundo Maciek Selinski, chefe da LEGO China, a empresa desenvolve produtos inspirados na cultura chinesa desde 2019 com foco na conexão com o público local. “Há anos exploramos a cultura chinesa, com o objetivo de criar produtos que se conectam emocionalmente com os consumidores locais”, afirmou. Desde 2019, o Grupo LEGO ampliou o portfólio de produtos inspirados na China e passou a incluir símbolos como flores de ameixeira, orquídeas e crisântemos, presentes na tradição cultural do país. A equipe de design, baseada na Dinamarca, desenvolve os conjuntos com foco no mercado chinês e na distribuição global. “A China é o único mercado onde projetamos produtos específicos para feriados locais, como o Ano Novo Chinês”, disse Selinski. Até o momento, a empresa lançou 16 conjuntos temáticos do Festival da Primavera, com vendas na China e em outros países. Além dos lançamentos, a LEGO expandiu sua presença física no país. A empresa opera mais de 400 lojas em mais de 120 cidades chinesas. A unidade de produção de Jiaxing, na província de Zhejiang, fabrica quase todos os produtos de montar vendidos no mercado chinês. Em julho do ano passado, a Legoland Xangai iniciou as operações. O parque recebeu mais de um milhão de visitantes desde a abertura e integra a estratégia de expansão da marca no país. Embora a LEGO atue na China há cerca de dez anos, Selinski avalia que o mercado ainda apresenta espaço para crescimento. O executivo assumiu o comando da operação chinesa em setembro, após liderar as operações da empresa na Polônia, Ucrânia e países bálticos. “Ainda estamos nos estágios iniciais na China, mas vemos um grande potencial”, afirmou. O crescimento do público adulto impulsiona a demanda por brinquedos colecionáveis no país, com destaque para empresas como a Pop Mart. Segundo a iiMedia Research, o mercado da chamada “economia emocional” na China deve ultrapassar RMB 4,5 trilhões (US$648 bilhões) até 2029. Diante desse cenário, o Grupo LEGO ampliou o portfólio com produtos voltados à criatividade e à autoexpressão. “Na China, cresce o interesse por criatividade e autoexpressão, especialmente entre adultos”, disse Selinski. “O Grupo LEGO atende crianças e pais com produtos que vão de modelos arquitetônicos a conjuntos inspirados na natureza.” A empresa também ampliou parcerias com grandes propriedades intelectuais, como F1, Minecraft e Disney. Segundo Selinski, a LEGO busca acordos globais e parcerias mais localizadas para atender preferências regionais na Ásia e na China. No primeiro semestre de 2025, o Grupo LEGO registrou aumento de 12% na receita, que alcançou 34,6 bilhões de coroas dinamarquesas (US$5,5 bilhões). As vendas ao consumidor cresceram 13%, e o lucro líquido subiu 10%, para 6,5 bilhões de coroas dinamarquesas. No período, a empresa abriu 24 novas lojas e chegou a 1.079 unidades no mundo. O mercado global de brinquedos de construção deve passar de US$14,97 bilhões em 2023 para US$16,79 bilhões em 2025 e alcançar US$17,64 bilhões em 2027. Na China, o segmento deve crescer de RMB 15,72 bilhões em 2023 para RMB 17,86 bilhões em 2025 e chegar a RMB 19,43 bilhões em 2027, segundo a Euromonitor International. Após um período de dificuldades no mercado chinês, a empresa registrou uma retomada recente. No ano passado, o CEO do Grupo LEGO, Niels B. Christiansen, afirmou que a operação na China voltou a crescer. Segundo Selinski, a estratégia atual foca a expansão do varejo e a integração dos canais de venda no país. “Estamos fortalecendo nossa presença no varejo e o portfólio de produtos na China, com experiências omnicanal integradas para atender à demanda dos consumidores”, disse. Fonte: China Daily

4 de fevereiro de 2026
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Xangai, no leste da China, criou em média mais de 320 novas empresas de tecnologia por dia em 2025, segundo o relatório apresentado na sessão anual da Assembleia Popular Municipal da cidade. O governo municipal atribui o resultado à ampliação de políticas de apoio à inovação científica e tecnológica e ao aumento dos investimentos em pesquisa e desenvolvimento. Em 2025, os gastos de Xangai em pesquisa e desenvolvimento (P&D) alcançaram cerca de 4,5% do Produto Interno Bruto (PIB) do município, de acordo com o relatório de trabalho do governo local. No mesmo período, o valor da produção das indústrias emergentes estratégicas no setor industrial cresceu 6,5%. Além disso, a escala combinada dos três principais setores, circuitos integrados, biomedicina e inteligência artificial, superou 2 trilhões de yuans (cerca de US$287,6 bilhões). Ao final de 2025, Xangai reunia mais de 23 mil pequenas e médias empresas (PMEs) inovadoras, 13 mil PMEs especializadas e mil empresas classificadas como “pequenas gigantes”, voltadas a nichos específicos. Segundo o governo municipal, a cidade manteve políticas de apoio a empresas líderes em tecnologia e companhias de alto crescimento. Além disso, o governo de Xangai lançou 18 incubadoras voltadas a setores de tecnologia emergente, que atendem áreas como optoeletrônica quântica, sensoriamento inteligente, biologia sintética e terapias celular e genética. Para 2026, o relatório do governo municipal prevê o fortalecimento das políticas de inovação, o aprimoramento do sistema de formação de empresas de base tecnológica e a criação de mais de 50 fábricas inteligentes avançadas. Fonte: Xinhua

3 de fevereiro de 2026
China2Brazil
A BYD lançou em 2 de fevereiro de 2026 a marca Linghui, voltada ao mercado corporativo (B2B), com foco em compras em grande escala por empresas e órgãos públicos na China. A nova submarca amplia o portfólio automotivo da montadora e passa a operar com canais de venda próprios. A empresa anunciou oficialmente a Linghui no início de fevereiro. Com isso, a BYD passou a ter quatro submarcas automotivas, ao lado de Fangchengbao, Denza e Yangwang. Antes do anúncio, o Ministério da Indústria e Tecnologia da Informação da China já havia antecipado o registro da marca. Em 8 de janeiro, o 403º lote do Catálogo de Empresas e Produtos de Veículos Rodoviários listou a Linghui com logotipo próprio. De acordo com o registro oficial, a Linghui estreia com quatro modelos. A marca lança três sedãs elétricos — Linghui e5, Linghui e7 e Linghui e9 — e um MPV híbrido plug-in, o Linghui M9. Segundo o jornal National Business Daily, a Linghui atende exclusivamente o mercado corporativo, com foco em aquisições institucionais, como compras de frotas por órgãos governamentais. A empresa já mantinha uma divisão interna voltada ao B2B, e a nova marca formaliza essa estratégia. Além disso, a Linghui reúne os antigos modelos da linha “e” da divisão corporativa de veículos elétricos da BYD e passa a operar com canais de vendas independentes. Com essa estrutura, a montadora separa os produtos destinados ao mercado B2B daqueles voltados ao consumidor final (B2C). A estratégia busca organizar o posicionamento das marcas dentro do grupo. Em publicação no perfil oficial da Linghui, citada pela Jiemian News, a empresa afirma que o mercado de veículos elétricos passa por polarização. De um lado, marcas de luxo elevam os preços. De outro, modelos convencionais de nicho enfrentam limites para atender às exigências de desempenho e experiência. A Linghui declara que pretende ocupar esse espaço com veículos de nova energia e foco em custo-benefício e tecnologia. Atualmente, a marca principal da BYD opera com as linhas Dynasty e Ocean, direcionadas ao mercado de massa. Além disso, a empresa mantém a Denza no segmento premium, a Fangchengbao em nichos específicos e a Yangwang no segmento de luxo, com preços na faixa de RMB 1 milhão. Em 2025, a BYD superou 4,6 milhões de veículos vendidos, com crescimento anual de 7,73%. Desse total, a marca BYD, que inclui as linhas Dynasty e Ocean, respondeu por mais de 4,1 milhões de unidades. A Denza registrou cerca de 157,1 mil unidades, enquanto a Fangchengbao somou aproximadamente 234,6 mil unidades. Em janeiro de 2026, a BYD vendeu 210 mil veículos, queda de 30,11% na comparação anual e de 50,04% frente a dezembro. No mercado chinês, as vendas atingiram 105 mil unidades, com recuo de 54,35%. Já as vendas no exterior somaram 100 mil unidades, com alta de 51,47%. Fonte: Jiemian News

3 de fevereiro de 2026
China2Brazil
Em 2 de fevereiro de 2025, a Administração Estatal de Regulação de Mercado da China informou que publicou, em conjunto com outros dez órgãos, entre eles o Escritório Central de Gerenciamento de Tráfego Aéreo e a Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma, as “Diretrizes para a Construção de um Sistema de Normas Econômicas para Baixas Altitudes (Edição de 2025)”. O documento define metas para estruturar padrões técnicos e regulatórios da economia de baixa altitude, com foco em segurança, organização do setor e expansão ordenada das atividades no país. De acordo com as Diretrizes, até 2027 a China pretende estabelecer um sistema básico de normas para atender às necessidades do desenvolvimento seguro da economia de baixa altitude. Até 2030, o governo prevê a criação de mais de 300 normas, com estrutura consolidada e compatível com padrões internacionais, para dar suporte regulatório ao setor. O sistema de normas abrange toda a cadeia da economia de baixa altitude, incluindo aeronaves de baixa altitude, infraestrutura, gestão do tráfego aéreo em baixa altitude, supervisão de segurança e cenários de aplicação. Segundo dados oficiais, o setor entrou em uma fase de expansão industrial, com integração entre pesquisa e desenvolvimento, fabricação de equipamentos, serviços operacionais e infraestrutura. Zhu Keli, presidente do Instituto Nacional de Pesquisa da Nova Economia e do Instituto de Pesquisa da Economia de Baixa Altitude da Grande Área da Baía, afirmou que o setor passa por uma transição da fase piloto para a expansão em escala. Segundo ele, as Diretrizes criam um marco regulatório para orientar esse processo. Dados da plataforma Tianyancha indicam que, entre 2016 e 2022, o número anual de empresas registradas na economia de baixa altitude variou entre 7 mil e 13 mil. A partir de 2023, os registros cresceram de forma contínua. Em 2025, o número de empresas chegou a 29 mil, alta de 135,6% em relação ao ano anterior. Em termos de mercado, a CCID Consulting aponta que o valor da economia de baixa altitude na China atingiu 505,95 bilhões de yuans em 2023. Em 2024, o volume subiu 32,5%, para 670,25 bilhões de yuans. Já a Administração de Aviação Civil da China projeta que o mercado alcance 1,5 trilhão de yuans em 2025 e ultrapasse 3,5 trilhões de yuans até 2035. Segundo Zhu Keli, a publicação conjunta das Diretrizes pelos dez departamentos estabelece regras para o setor e cria um referencial técnico e regulatório. Para ele, o documento marca uma nova fase de padronização da economia de baixa altitude, com foco simultâneo em segurança e expansão das atividades. As Diretrizes definem princípios como segurança como base, inovação como vetor de desenvolvimento, cooperação industrial e alinhamento internacional. O plano se organiza em cinco frentes: aeronaves de baixa altitude, infraestrutura , gestão do tráfego aéreo de baixa altitude, supervisão de segurança e cenários de aplicação. O modelo integra normas técnicas e regulamentos de gestão, padrões nacionais e regras internacionais, normas obrigatórias e recomendadas, além de padrões básicos e de aplicação. De acordo com Zhu Keli, esse arranjo busca enfrentar problemas do setor, como fragmentação regulatória, baixa coordenação entre órgãos e conflitos entre exigências de segurança e uso comercial. O modelo propõe a integração entre requisitos técnicos e gestão operacional, a aproximação com padrões internacionais, a diferenciação entre normas obrigatórias e orientações técnicas e a adaptação dos padrões a diferentes cenários, como logística, turismo e resposta a emergências . As Diretrizes também estabelecem um cronograma para a estruturação do setor. Até 2027, o governo pretende formar a base do sistema de normas. Até 2030, a meta é consolidar mais de 300 normas, com estrutura unificada e alinhamento internacional. Para as empresas, Zhu Keli avalia que o cumprimento das normas se tornará um requisito central, o que tende a ampliar investimentos em pesquisa e desenvolvimento e elevar padrões de qualidade de produtos e serviços. Segundo ele, companhias que participarem da definição de normas tendem a ganhar posição estratégica na cadeia produtiva. No plano regional, a padronização deve facilitar a formação de polos industriais ligados à economia de baixa altitude, ao integrar empresas de diferentes elos da cadeia produtiva. No mercado consumidor, a aplicação de normas tende a elevar o nível de segurança e previsibilidade em serviços como logística com drones e transporte aéreo em baixa altitude, além de ampliar a presença dessas atividades no cotidiano. Zhu Keli afirmou que, com a consolidação do sistema de normas, a economia de baixa altitude deve avançar para uma fase de expansão em maior escala, com impacto direto sobre o crescimento econômico e a organização do setor produtivo. Fonte: gmw

3 de fevereiro de 2026
China2Brazil
O documentário Estrela Azul Lá Fora, primeiro filme espacial da China, foi exibido nesta segunda-feira (2), em São Paulo, durante um evento exclusivo. Patrocinada pela Hisun Pharmaceutical , a sessão reuniu autoridades e representantes de empresas chinesas e brasileiras. Produzida pelo China Media Group, a obra apresenta um registro detalhado da construção e da operação da estação espacial chinesa, com imagens direto do espaço, e propõe uma reflexão sobre o conceito de “uma comunidade com um futuro compartilhado para a humanidade”, a partir de uma perspectiva cósmica, científica e médica. Durante o evento, Lu Wei, diretor da Hisun no Brasil, afirmou que “a exibição do filme no Brasil busca aproximar China e Brasil por meio do diálogo entre ciência e cultura, usando o cinema como ponte entre os dois países”. Segundo ele, a iniciativa também tem como objetivo apresentar ao público brasileiro o nível de desenvolvimento científico e tecnológico da China . Além de retratar os avanços e as conquistas tecnológicas do programa aeroespacial chinês, o documentário Estrela Azul Lá Fora dedica atenção especial à saúde e ao bem-estar dos profissionais envolvidos nas missões espaciais. Nesse contexto, a obra vai além da narrativa da exploração do espaço ao destacar o princípio da “ciência para o bem”, em sintonia com valores da medicina e da saúde pública voltados à proteção da vida. A exibição no Brasil integra uma programação internacional de 100 sessões públicas do filme, promovida no âmbito dos sistemas nacionais de ciência, educação, cultura e saúde da China. O documentário já foi exibido no Rio de Janeiro e em países como Estados Unidos, Reino Unido, Rússia, França, Alemanha, Itália, Nigéria, Indonésia e Paquistão. O documentário também faz parte da iniciativa “Estrela Azul, Ação Patriótica”, que prevê exibições em hospitais, escolas, cinemas e espaços culturais em diferentes províncias e cidades chinesas. A ação está alinhada às diretrizes do 14º Plano Quinquenal para o Desenvolvimento Cultural e do Plano Nacional de Ação para a Alfabetização Científica, com o objetivo de ampliar o acesso a conteúdos culturais de qualidade, fortalecer o espírito científico e incentivar o patriotismo entre diferentes públicos.

3 de fevereiro de 2026
China2Brazil
O festival de cinema brasileiro “Amazônia: uma floresta na tela” abriu em 30 de janeiro de 2026, no Palace Cinema (CWTC BJ), em Pequim, com a exibição do filme "Manas" e retrata a vida de uma jovem em uma comunidade ribeirinha da Amazônia. A mostra segue até 8 de fevereiro e integra o Ano Cultural China–Brasil 2026. O evento apresenta longas brasileiros ao público chinês e busca ampliar o intercâmbio cultural entre os dois países. Durante a abertura, o embaixador do Brasil na China, Marcos Galvão, afirmou que o festival apresenta a Amazônia, as mulheres do Brasil e a produção audiovisual brasileira ao público chinês. Segundo ele, a iniciativa amplia o conhecimento sobre o país e fortalece o intercâmbio cultural. Na plataforma chinesa Douban, Manas alcançou nota 7,8. Usuários destacaram o interesse em conhecer produções brasileiras. O filme recebeu prêmios na China, entre eles melhor diretora e melhor atriz no Silk Road International Film Festival, além do prêmio do público na Golden Rooster International Film Section. Além de Manas, a programação inclui O Último Azul, de Gabriel Mascaro, que aborda a população idosa da região amazônica, e Enquanto o Céu Não Me Espera, de Christiane Garcia, que trata das condições de vida de famílias locais. As informações foram apresentadas por Shi Chengrong, representante da Rong Yu Culture Media Co., Ltd., uma das coorganizadoras do festival. O evento integra o Ano Cultural China–Brasil 2026, o que reforça o caráter institucional da mostra. A organização conta com apoio da Embaixada do Brasil na China, do Broadway Cinematheque, do Palace Cinema e da Rong Yu Culture Media Co., Ltd. O interesse do público chinês pelo cinema brasileiro vem de anos anteriores. Na Douban, Central do Brasil tem nota 8,7, enquanto Tropa de Elite registra 8,1. Exibições em festivais e cinematecas da China ampliaram a circulação dessas obras no país. Um blogueiro de cinema presente ao evento afirmou que, embora os filmes brasileiros ainda tenham alcance limitado na China, produções recentes ampliaram a visibilidade do cinema do Brasil. Durante o festival, o público poderá assistir a três longas de ação ao vivo: Manas, de Marianna Brennand; O Último Azul, de Gabriel Mascaro; e Enquanto o Céu Não Me Espera, de Christiane Garcia. A programação inclui quatro animações: Aba e Sua Banda, de Humberto Avelar; Tito e os Pássaros, de Gustavo Steinberg, Gabriel Bitar e André Catoto; O Menino e o Mundo, de Alê Abreu; e Perlimps, também de Alê Abreu. Fonte: Xinhua

2 de fevereiro de 2026
China2Brazil
A Corporação de Ciência e Tecnologia Aeroespacial da China (CASC) incluiu no 15º Plano Quinquenal o conceito de "Tiangong Kaiwu", um projeto de desenvolvimento de recursos espaciais que prevê a mineração de corpos celestes. Desde sua inclusão na agenda de grandes projetos, o tema gerou atenção nacional e internacional. O plano, detalhado em imagens divulgadas pela CCTV, mostra o esboço de um sistema de mineração espacial funcional, indicando que a China pretende transformar conceitos de ficção científica em engenharia real. Ao contrário da percepção comum de extrair metais preciosos e trazê-los à Terra, o foco do projeto é a utilização in situ de recursos, como gelo de água, para sustentar a exploração do espaço profundo, estadias prolongadas e operação contínua de infraestrutura espacial. Segundo Wang Wei, diretor do Departamento de Pesquisa e Desenvolvimento da CASC, o principal objetivo é reduzir custos, não buscar metais valiosos. O gelo de água é estratégico: a eletrólise transforma água em hidrogênio e oxigênio, gerando propelente de foguete. Explorar recursos diretamente na Lua ou em asteroides diminui significativamente o custo do reabastecimento. Ele compara: enviar propelente da Terra para o ponto L1 Sol-Terra custa cerca de US$12 mil por quilo e até US$36 mil para a superfície lunar; usando recursos lunares, o custo cai para US$1 mil e US$500 por quilo, respectivamente. O projeto prevê uma abordagem em etapas. Primeiramente, recursos seriam extraídos e transportados para estações de transferência em pontos estratégicos, como os pontos de Lagrange L1 e L2, onde seriam processados e armazenados. Isso cria uma cadeia de suprimentos funcional, permitindo que missões no espaço profundo passem de operações isoladas e caras para sistemas regulares e sustentáveis. Além das estações, a capacidade de transporte é crucial. Novos foguetes de alta carga, como o Longa Marcha 9, permitirão implantar centros espaciais, entregar equipamentos e transferir água, propelente e suprimentos entre diferentes nós. Esses foguetes não servem apenas à mineração espacial, mas também a pousos lunares tripulados e à exploração do espaço profundo. O modelo chinês integra todos os elementos da mineração espacial : extração, processamento, armazenamento e transporte. A execução gradual, com verificação inicial e posterior expansão, segue a prática chinesa de construção de infraestrutura espacial, respeitando riscos de engenharia e ritmo de missões. A inclusão do desenvolvimento de recursos espaciais no 15º Plano Quinquenal reflete uma estratégia de longo prazo. O objetivo não é apenas concluir missões isoladas, mas garantir que futuras atividades no espaço profundo sejam sustentáveis, eficientes e menos dependentes de suprimentos enviados da Terra. Outras iniciativas chinesas reforçam essa abordagem. A constelação de sensores espaciais “Star Eye”, com 156 satélites, transforma conceitos de monitoramento orbital em sistemas operacionais. A primeira academia de navegação interplanetária prepara talentos para futuras missões. Segundo analistas, a China avança em ritmo superior ao que o mundo externo percebe, priorizando soluções de engenharia para problemas reais, como tráfego espacial e logística de reabastecimento. O desenvolvimento de recursos espaciais estabelece bases estratégicas para as próximas décadas, ampliando a exploração do espaço lunar e profundo. Diferente do turismo espacial, que enfrenta restrições regulatórias e de mercado, o projeto tem objetivos claros, ciclo definido e impacto direto na redução de custos e viabilidade de missões futuras. Fonte: news.qq

2 de fevereiro de 2026
China2Brazil
A Xiaomi Auto entregou 39.000 veículos em janeiro de 2026, abaixo dos mais de 50.000 veículos entregues em dezembro de 2025. O público interpretou a queda como redução no volume de entregas. Em resposta, Lei Jun, fundador, presidente e CEO do Grupo Xiaomi, afirmou durante transmissão ao vivo em 1º de fevereiro que a comparação é subjetiva. Ele explicou que janeiro é tradicionalmente um mês de baixa no setor automotivo e que a primeira geração do Xiaomi SU7 foi descontinuada, restando apenas unidades em estoque e exibição. As principais entregas em janeiro se concentraram no modelo YU7. Segundo Lei Jun, entregar 39.000 veículos neste mês é considerado notável. As entregas acumuladas da Xiaomi Auto se aproximam de 600.000 veículos. Em sua primeira transmissão ao vivo do ano, Lei Jun revelou que a meta de entregas para 2026 é de 550.000 veículos. Em 2025, a Xiaomi Auto superou a meta de 300.000 veículos, alcançando mais de 410.000 unidades. Lei Jun também abordou a questão do valor de revenda do Xiaomi SU7. Segundo o “Relatório de Valor Residual de Automóveis da China 2025”, divulgado pela Associação Chinesa de Concessionárias de Automóveis e pela Jingzhen Gu, o SU7 manteve 86% de seu valor após um ano, liderando entre veículos puramente elétricos. Para comparação, em 2023 o Porsche Taycan liderou com 80,66% e em 2024 o Tesla Model X com 81,72%. Lei Jun criticou vendedores que disseminam informações exageradas sobre queda no mercado de carros usados e pediu que vídeos assim sejam denunciados. A Xiaomi Auto anunciou o cronograma de lançamento da nova geração do SU7. Os testes de P&D pré-lançamento foram concluídos e, a partir de 13 de fevereiro, o modelo será exibido em sete cidades: Pequim, Xangai, Shenzhen, Guangzhou, Hangzhou, Chengdu e Wuhan, inicialmente em shoppings. O lançamento oficial está previsto para abril de 2026. O novo SU7 terá o motor Super Motor V6s Plus em toda a linha. Além de parcerias com United Automotive Electronics (EAU) e Inovance Technology (HIC), a Xiaomi também oferecerá uma versão do motor produzida internamente para aumentar eficiência e reduzir prazos de entrega. Pequenas encomendas começaram em 7 de janeiro, com preço inicial de 229.900 yuans. Atualmente, a Xiaomi mantém mais de 100 laboratórios em Pequim, Xangai, Nanjing e Wuhan, além de duas pistas de testes completas em Guangde (Anhui) e Yancheng (Jiangsu). A equipe de testes automotivos inclui mais de 800 profissionais. Os veículos de teste percorreram mais de 28 milhões de quilômetros em vias públicas de mais de 300 cidades, com um total de 2.300 veículos envolvidos. Fonte: jiemian

2 de fevereiro de 2026
China2Brazil
O setor automotivo de Hubei registrou faturamento de 1,1 trilhão de yuans em 2025, impulsionado pelo crescimento da produção de carros inteligentes e de nova energia em Huangshi. A cidade lançou, em 1º de fevereiro, uma zona de testes e operação para carros autônomos e veículos movidos a hidrogênio na Nova Área Ecológica do Lago Daye. Segundo o Departamento Provincial de Economia e Tecnologia da Informação, o setor apresenta recuperação robusta e transformação acelerada. A produção local de automóveis de Huangshi atingiu 31,508 bilhões de yuans, alta de 79,3% em relação ao ano anterior. Historicamente, Huangshi se concentrava na fabricação de componentes automotivos, como cubos de roda, folhas de cobre e placas de circuito impresso, com pouca produção de veículos completos. Durante o 14º Plano Quinquenal, a cidade passou a investir na produção de automóveis e eletrônicos, revitalizando a antiga Hanlong Automobile e atraindo a Great Wall Motors. Na Zona de Desenvolvimento Industrial de Alta Tecnologia do Lago Daye, a presença da Great Wall Motors estimulou a concentração de fornecedores e empresas de apoio. Em 2025, Huangshi transformou sua experiência em autopeças em liderança na produção de veículos completos. A linha de MPVs de alta altitude e nova energia da marca Great Wall Wei vendeu mais de 60 mil unidades, gerando produção acima de 15 bilhões de yuans. Empresas como Dongbei Foundry e Lizhong Wheel registraram crescimento acelerado, consolidando a base da indústria de veículos inteligentes e conectados da cidade. A cidade conta atualmente com 53 empresas na cadeia automotiva, incluindo 38 de grande porte, com taxa de nacionalização de peças de 43%. A nova zona de testes ocupa 22 quilômetros quadrados e integrará táxis, ônibus, veículos turísticos, de entrega, de limpeza e de patrulha autônoma. Também serão aplicados veículos movidos a hidrogênio em obras municipais, logística portuária e transporte urbano. Durante o evento, foram assinados 20 projetos industriais, com investimento total planejado superior a 35 bilhões de yuans. O principal responsável pelo Comitê Municipal do Partido de Huangshi afirmou que a cidade buscará fortalecer a sinergia entre indústrias de novas energias e veículos inteligentes conectados, acelerando o desenvolvimento de um polo industrial de nível trilionário de yuans. Fonte: gmw