
9 de fevereiro de 2026
China2Brazil
A Região Autônoma Zhuang de Guangxi realizou, em 5 de fevereiro, na sede do Secretariado da ASEAN, em Jacarta, um evento de celebração do Ano Novo Lunar do Cavalo. A iniciativa marcou os 35 anos do diálogo China–ASEAN e os cinco anos da parceria estratégica abrangente entre as partes. O objetivo foi reforçar o intercâmbio cultural e os laços institucionais entre a China e os países do Sudeste Asiático. A ação contou com apoio da Missão da China junto à ASEAN , da Missão Permanente da Malásia junto à ASEAN e do Secretariado da ASEAN. A organização ficou a cargo de órgãos do governo de Guangxi e de instituições de mídia e turismo da região. Mais de 250 convidados participaram do evento, entre eles representantes diplomáticos dos países da ASEAN e de parceiros como Brasil, Rússia, Reino Unido, Austrália e Coreia do Sul, além de autoridades do Secretariado da ASEAN e representantes da imprensa regional. Foi a primeira vez que as atividades do Festival da Primavera ocorreram na sede da ASEAN. Em mensagem em vídeo, o secretário-geral da ASEAN, Kao Kim Hourn, destacou que o Festival da Primavera integra a lista de Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade da UNESCO desde 2024 e afirmou que a ASEAN seguirá promovendo a preservação de tradições culturais e o desenvolvimento das indústrias criativas. O embaixador da China junto à ASEAN, Wang Qun, afirmou que o evento reforça a cooperação entre China e ASEAN e citou Guangxi como elo entre a China e o Sudeste Asiático em intercâmbio cultural e econômico. A programação reuniu apresentações artísticas chinesas e indonésias e incluiu exposição cultural e feira temática. Veículos de mídia da China e da Indonésia lançaram uma semana de exibição de vídeos curtos sobre o Ano Novo Lunar nos países da ASEAN. Fonte: gmw.cn

9 de fevereiro de 2026
China2Brazil
A Pop Mart levou personagens de suas principais linhas de colecionáveis ao Festival das Lanternas do Jardim Yuyuan, em Xangai, ao integrar propriedades intelectuais como Labubu, Molly, Skullpanda, Hirono e Twinkle Twinkle às celebrações do Ano Novo Chinês. A ação ocorreu em parceria com o Bund Finance Center e ampliou o alcance do festival para novas áreas da cidade. Labubu, criação do artista Kasing Lung, participou pela primeira vez do Festival das Lanternas do Jardim Yuyuan, em 1º de fevereiro. O personagem integrou um conjunto de instalações luminosas que marcam o período do Ano Novo Chinês em Xangai. Outras propriedades intelectuais da Pop Mart também apareceram em versões de lanternas, como Twinkle Twinkle, Molly, Skullpanda e Hirono. Em 2026, o festival ampliou o perímetro de exposição para além do Jardim Yuyuan. Em cartaz até 3 de março, o evento ocupou o Parque Gucheng, a Middle Fangbang Road, a Fuyou Road e o Bund. As instalações do Jardim Yuyuan seguiram temas da cultura tradicional chinesa. Já as de outras áreas adotaram uma estética contemporânea. Em parceria com a Pop Mart, o Bund Finance Center inaugurou em 1º de fevereiro a Feira de Jardim do Ano Novo Chinês, com programação até 15 de março. Na Praça Norte, o centro instalou uma lanterna em formato de carrossel palaciano com 12 propriedades intelectuais da Pop Mart, além de uma instalação do Labubu. O Twinkle Twinkle ocupou o Sky Garden, ao lado de uma instalação dedicada à celebração da primavera, integrada ao horizonte do rio Huangpu. A Molly apareceu na entrada do shopping da ala sul, com apresentação de dança de tambores. Skullpanda, Baby Molly e Hirono ficaram distribuídos pelos diferentes andares do centro comercial. No térreo, a loja pop-up temática Golden Gallop recebeu grande fluxo de moradores e turistas após a abertura. Em visita de negócios à China, o holandês Frans-Jan van Meer, gerente de cadeia de suprimentos, comprou caixas-surpresa para as filhas, de 5 e 10 anos. Ele afirmou reconhecer o Labubu por já conhecer a marca na Europa. “A Pop Mart também existe na Europa, e minha filha tem um Labubu em casa. Quando vi a loja, decidi comprar presentes para elas”, disse. Van Meer adquiriu produtos da linha Labubu e da nova série Golden Gallop. Segundo ele, a coleção apresenta referências culturais chinesas pouco comuns no mercado europeu. Popularidade e resultados A Pop Mart registrou crescimento de receita em 2025. No primeiro semestre, a empresa reportou alta de 204,4% e faturamento de RMB 13,88 bilhões (US$2 bilhões). A linha Monsters, que inclui o Labubu, somou RMB 4,81 bilhões em vendas no período, com crescimento anual de 668%, o que representou cerca de 35% da receita total da empresa. Além da presença de colecionáveis, o festival funcionou como vitrine cultural para visitantes estrangeiros durante o Ano Novo Chinês, ao combinar elementos tradicionais com marcas da cultura pop chinesa. Fonte: China Daily

6 de fevereiro de 2026
China2Brazil
A China conectou à rede elétrica a primeira turbina eólica offshore de 20 megawatts (MW) do mundo após concluir com sucesso os testes no mar do sul da província de Fujian. A informação foi divulgada pela China Three Gorges Corporation . O projeto entrou em operação após finalizar, em ambiente marítimo, as etapas de instalação, testes e conexão à rede, estabelecendo um marco inédito no setor de energia eólica offshore. Trata-se do primeiro projeto chinês a concluir integralmente essas etapas com uma turbina offshore de capacidade ultragrande. Com isso, o país amplia suas capacidades em pesquisa, desenvolvimento, fabricação, construção e operação de turbinas eólicas de grande porte em alto-mar. A turbina está instalada a mais de 30 quilômetros da costa, em uma área com profundidade superior a 40 metros. O centro do cubo alcança 174 metros de altura, o equivalente a um edifício de 58 andares. O rotor possui 300 metros de diâmetro e varre uma área semelhante a cerca de dez campos de futebol padrão. Em condições nominais de operação, a turbina pode gerar mais de 80 milhões de quilowatt-hora (kWh) por ano. Esse volume de energia é suficiente para atender ao consumo anual de aproximadamente 44 mil residências. Além disso, a geração substitui cerca de 22 mil toneladas de carvão padrão por ano. O equipamento utiliza pás com perfil aerodinâmico desenvolvidas integralmente na China. O projeto combina design leve com integração digital e inteligente. Como resultado, o peso por megawatt foi reduzido em mais de 20% em relação à média do setor, enquanto a eficiência na captação do vento e na geração de energia aumentou. Dessa forma, a nova turbina oferece suporte tecnológico e industrial para a expansão da energia eólica offshore da China em áreas marítimas mais profundas e distantes da costa, ampliando o alcance dos projetos futuros. Fonte: news.qq.com

6 de fevereiro de 2026
China2Brazil
As autoridades chinesas publicaram diretrizes para ampliar o acesso de estrangeiros e de pessoas de fora da China continental a serviços digitais no país. O documento foi elaborado por 11 órgãos, entre eles a Administração do Ciberespaço da China (CAC), o Ministério da Cultura e do Turismo e o Banco Popular da China, e divulgado no site da CAC. A medida busca apoiar a abertura econômica e reduzir barreiras no uso de serviços digitais por visitantes e residentes temporários. O texto aponta falhas no acesso de estrangeiros a serviços digitais na China e estabelece 14 medidas para enfrentar esses problemas. Entre as ações previstas, estão a ampliação do acesso a serviços básicos de telecomunicações e a facilitação dos pagamentos digitais, com maior aceitação de carteiras eletrônicas estrangeiras no território continental chinês. As diretrizes também determinam a ampliação de serviços digitais em línguas estrangeiras, com oferta de versões multilíngues e ferramentas de tradução em plataformas usadas por visitantes. Além disso, o governo prevê a integração de informações sobre turismo, compras e alimentação em aplicativos móveis usados por estrangeiros no país. O documento inclui a modernização de serviços públicos digitais voltados a pessoas do exterior, em áreas como saúde, educação, investimento, empreendedorismo e atendimento governamental. As autoridades também reforçam a exigência de proteção da cibersegurança, da segurança de dados e da privacidade das informações pessoais. Fonte: gov.cn

6 de fevereiro de 2026
China2Brazil
O Ministério das Finanças, a Administração Geral das Alfândegas e a Administração Estatal de Tributação da China publicaram, em 5 de fevereiro, o Comunicado que institui a política de “tarifa zero” para bens importados destinados ao consumo de residentes da ilha no Porto de Livre Comércio de Hainan. A medida entrou em vigor na data da publicação e faz parte do plano de consolidação do porto de livre comércio e estímulo ao consumo local. A política isenta de imposto de importação, do imposto sobre valor agregado (IVA) na importação e no mercado interno, além do imposto sobre consumo, as compras de bens importados feitas por residentes da ilha em estabelecimentos designados, desde que respeitados os limites de valor e a lista de produtos autorizados. Podem acessar o benefício cidadãos chineses com carteira de identidade, permissão de residência ou cartão de seguridade social de Hainan, além de estrangeiros que vivem e trabalham na província com documentação de residência válida. Os residentes podem comprar os produtos incluídos na lista positiva quantas vezes desejarem ao longo do ano, com retirada imediata no local. O valor anual acumulado de compras isentas por pessoa não pode ultrapassar RMB 10 mil. A política permite apenas o uso final pessoal dos produtos e proíbe a revenda. A lista de itens inclui, principalmente, alimentos e bebidas, produtos de higiene pessoal, artigos domésticos e produtos materno-infantis. Segundo Tian Lihui, diretor do Instituto de Pesquisa em Desenvolvimento Financeiro da Universidade de Nankai, a medida amplia o escopo do Porto de Livre Comércio de Hainan ao avançar do comércio de mercadorias para o consumo dos residentes. Ele afirma que a política testa, em ambiente regulado, mecanismos de supervisão sobre compras para uso próprio, controle de desvios para fora da ilha e sistemas de declaração e verificação, com potencial de orientar futuras ampliações. Dados da Alfândega de Haikou indicam que o mercado de compras duty-free offshore da ilha manteve crescimento no início de 2026. Em janeiro, o volume de vendas atingiu RMB 4,53 bilhões, com 560 mil compradores e 3,367 milhões de itens vendidos. Na comparação anual, os aumentos foram de 44,8% em valor, 21,0% em número de compradores e 14,0% em volume de itens. No mesmo período, as compras duty-free por viajantes que deixaram o país somaram RMB 18,316 milhões, enquanto as compras de residentes da ilha no modelo de retirada imediata totalizaram RMB 14,389 milhões. O Comunicado determina que os bens com “tarifa zero” fiquem sujeitos a uma lista positiva, que pode ser ajustada pelo Ministério das Finanças, pela Administração Geral das Alfândegas e pela Administração Estatal de Tributação, conforme as condições de supervisão em Hainan. Em casos de revenda, compra por terceiros ou contrabando, o infrator fica proibido de adquirir produtos no regime por três anos e pode ser incluído em registros de crédito, conforme a legislação. Wu Jingfang, vice-diretora do Departamento de Tarifas do Ministério das Finanças, afirmou que a política de “tarifa zero” integra o sistema central de medidas do Porto de Livre Comércio de Hainan. Segundo ela, o fechamento alfandegário do porto deve concentrar fluxos de pessoas e mercadorias na ilha e ampliar os efeitos das compras duty-fre e offshore. Para Tian Lihui, o resultado da política depende da implementação de um sistema de supervisão eficiente, com rastreamento das compras, para garantir o uso pelos residentes e coibir desvios. Fonte: gmw.cn

5 de fevereiro de 2026
China2Brazil
A China encerrou 2025 com 1,125 bilhão de usuários de internet, o que elevou a taxa de penetração para 80,1%, segundo relatório divulgado nesta quinta-feira (5) pelo Centro de Informações da Rede de Internet da China (CNNIC). O documento aponta o avanço da conectividade no país e a expansão do uso de tecnologias digitais em diferentes setores da economia. Além disso, o relatório indica que 602 milhões de pessoas utilizaram aplicações de inteligência artificial generativa no período, com adoção tanto no consumo quanto na indústria. De acordo com o CNNIC, ferramentas de IA passaram a integrar serviços digitais, plataformas de comércio eletrônico e processos produtivos. Entre 2021 e 2025, o setor de internet na China ampliou a cobertura de rede, expandiu o uso de tecnologias digitais e fortaleceu a inovação tecnológica. Como resultado, o país consolidou a presença da internet em áreas urbanas e rurais , além de integrar soluções digitais a atividades produtivas e de serviços. Fonte: Xinhua

5 de fevereiro de 2026
China2Brazil
Em 2025, o Terminal Ro-Ro de Automóveis Haitong, em Waigaoqiao, Xangai, exportou 1,457 milhão de veículos. O número representa um crescimento de 15% em relação ao ano anterior e equivale a cerca de 4 mil veículos por dia. Em média, um veículo deixa o terminal a cada 30 segundos com destino ao mercado externo. Entre os embarques recentes, marcas chinesas como MG, Changan e Chery seguiram no navio cargueiro Grand Cosmo para o porto de Manta, no Equador. No mesmo período, o comércio exterior de Xangai registrou crescimento apesar de desafios no cenário internacional. O volume total de importações e exportações da cidade alcançou 4,51 trilhões de yuans em 2025, recorde histórico. As exportações avançaram 10,8%, segundo dados oficiais. O desempenho do Terminal Haitong acompanha a mudança na estrutura do comércio exterior da China e o avanço da indústria automobilística voltada à exportação. Durante o 14º Plano Quinquenal (2021–2025), o terminal ampliou sua atuação ao integrar Waigaoqiao, o terminal de Nangang, em Lingang (Xangai), e o terminal de Taicang, em Jiangsu. O modelo formou a estrutura de “dois portos e três localidades”. Com a expansão da área portuária, a movimentação total do Terminal Haitong passou de 2,06 milhões de veículos em 2021 para 3,98 milhões em 2025, crescimento superior a 90%. No mesmo intervalo, as exportações de veículos subiram de 900 mil para 2,74 milhões de unidades. Segundo Sun Chao, diretor do departamento de planejamento tecnológico da Haitong Securities, o modelo integrado de “dois portos e três localidades” organiza recursos e amplia a capacidade operacional. De acordo com o executivo, a integração entre o Porto de Xangai e os terminais de Taicang e Lingang reduz restrições de cronograma, amplia a oferta de espaço, diminui custos logísticos e mitiga riscos na cadeia de suprimentos. Localizado na foz do rio Yangtzé, o Terminal Ro-Ro de Waigaoqiao opera 12 rotas internacionais e atende 295 portos em 135 países e regiões. O segmento de transporte intermodal hidroviário deve movimentar mais de 200 mil veículos até o fim de 2025. Dados do Relatório de Trabalho do Governo Municipal de Xangai indicam que, durante o 14º Plano Quinquenal, o volume de comércio do Porto de Xangai cresceu de 8,75 trilhões de yuans para 11,3 trilhões de yuans. O porto manteve posição entre as principais do mundo e se tornou o primeiro a superar 50 milhões de TEUs por ano. As diretrizes do 15º Plano Quinquenal propõem elevar a qualidade e a eficiência do comércio exterior, ampliar o comércio de bens intermediários e expandir o comércio verde. Nesse contexto, o Porto de Haitong definiu duas frentes de atuação: sustentabilidade e digitalização . Segundo Sun Chao, o porto ampliará a geração de energia fotovoltaica, elevará a participação de energia renovável e integrará fontes solar, eólica e sistemas de armazenamento para reduzir as emissões de carbono. Além disso, o terminal vai fortalecer a logística multimodal, com integração entre rodovias, ferrovias e hidrovias, para reduzir emissões ao longo da cadeia. O porto também prepara a implantação de uma base de dados unificada, sistemas de operação automatizada e ferramentas de apoio à decisão com inteligência artificial local. A meta é elevar a eficiência operacional e padronizar processos logísticos nos terminais. Fonte: economy.gmw

5 de fevereiro de 2026
China2Brazil
A China ampliou sua vantagem na corrida global por inteligência artificial ao combinar alta capacidade de geração de energia com expansão de fontes renováveis. Em 2025, o país alcançou 3,89 bilhões de kW de capacidade instalada e consumo recorde de 10,37 trilhões de kWh, segundo a Administração Nacional de Energia. O volume sustenta a expansão de data centers, base do treinamento e da operação de sistemas de IA. O debate ganhou força após o CEO da Tesla, Elon Musk , afirmar no Fórum Econômico Mundial de Davos, em janeiro de 2026, que a limitação no fornecimento de energia é hoje o principal gargalo para o avanço da IA nos Estados Unidos. Segundo ele, esse entrave é menor na China. O consumo de eletricidade chinês em 2025 cresceu 5,0% em um ano e superou o dobro do consumo anual dos Estados Unidos, além de ficar acima da soma de União Europeia, Rússia, Índia e Japão. O setor de serviços puxou o avanço, com alta de 8,2%. Dentro desse grupo, o consumo dos setores ligados a tecnologia da informação e data centers cresceu 17,0% e somou 193,3 bilhões de kWh, quase 10% do total do setor terciário. A expansão da infraestrutura digital também aparece em polos regionais. Em Hangzhou, o consumo de eletricidade de cerca de 100 data centers em operação cresceu 47,2% em 2025. Em Guizhou, estado que concentra projetos do programa “East Data, West Computing”, o consumo de serviços de internet subiu 95,01% no mesmo período. No fornecimento, as fontes não fósseis chegaram a 61,7% da capacidade instalada em 2025. A energia solar atingiu 1,2 bilhão de kW e a eólica, 640 milhões de kW. A projeção para 2026 é de 4,3 bilhões de kW de capacidade total, com eólica e solar próximas de metade da matriz. A capacidade solar deve superar a do carvão pela primeira vez. Dados da Agência Internacional de Energia indicam que Estados Unidos e China lideram o consumo global de eletricidade em data centers. O Instituto de Informação e Comunicação da China estima que o consumo desses centros no país pode chegar a até 700 bilhões de kWh em 2030. A combinação de alta oferta de energia e preços mais baixos tende a favorecer a instalação de infraestrutura de computação no país. Apesar da vantagem, a China ainda enfrenta desafios. As fontes renováveis se concentram no oeste, enquanto os grandes data centers ficam no leste. O país precisa ampliar a capacidade de transmissão e o uso de sistemas de armazenamento para equilibrar oferta e demanda. Ao mesmo tempo, a própria IA já é usada para otimizar a operação da rede elétrica, o que pode reforçar a eficiência do sistema no médio prazo. Fonte: sina.com.cn

5 de fevereiro de 2026
China2Brazil
A China movimentou RMB 26,29 trilhões no comércio com economias da APEC em 2025, valor que representou 57,82% do comércio exterior do país. O dado foi apresentado na Primeira Reunião de Altos Funcionários da APEC China 2026, realizada em Guangzhou, no sul da China. Autoridades discutiram medidas para reduzir entraves ao comércio regional e responder à pressão sobre as cadeias globais de suprimentos. Zhao Zenglian, vice-ministro da Administração Geral das Alfândegas da China, afirmou que o país pretende ampliar a cooperação com as economias da APEC em comércio eletrônico transfronteiriço, comércio verde e acesso a mercados agrícolas. Ele defendeu mais transparência regulatória, alinhamento de políticas e simplificação de procedimentos alfandegários para reduzir custos e atrasos no comércio. Representantes de outras economias da APEC defenderam a integração de sistemas entre alfândegas, o intercâmbio de dados e o uso de ferramentas de análise de risco para manter o fluxo de mercadorias. Scott Butters, da Australian Border Force, disse que o compartilhamento de informações entre Austrália e China pode acelerar o comércio bilateral e melhorar a identificação de riscos. Brendan Pearce, da embaixada da Nova Zelândia em Pequim, afirmou que o uso de inteligência artificial pode ampliar a capacidade de análise das alfândegas e facilitar a liberação de cargas. As exportações chinesas de produtos de alta tecnologia para economias da APEC alcançaram RMB 4,63 trilhões em 2025, alta de 8,1% em um ano, com liderança de veículos elétricos, baterias de íon-lítio e equipamentos fotovoltaicos. Empresas também ampliaram vendas para a APEC: a LM Wind Power Blades (Fujian) exportou RMB 650 milhões em 2025, alta anual de 82,3% em valor, e a CJ (Shenyang) Biotech exportou RMB 630 milhões, crescimento de 45,4%, segundo dados das alfândegas locais. Fonte: China Daily

4 de fevereiro de 2026
China2Brazil
No fim de 2025 e início de 2026, hospitais chineses registraram aumento na procura de estrangeiros e de chineses que vivem no exterior por exames, consultas e cirurgias. O movimento ocorre em um contexto de longas filas, custos elevados e dificuldades de acesso a especialistas em outros países. Em resposta, hospitais em cidades como Xangai, Shenzhen, Pequim e Tianjin ampliaram departamentos internacionais, canais de comunicação em outros idiomas e parcerias com redes médicas globais. Empresas privadas passaram a oferecer serviços de acompanhamento para pacientes estrangeiros. Hospitais ampliam atendimento internacional Repórteres do National Business Daily observaram que a demanda inclui estrangeiros que viajam à China para tratamento, chineses residentes no exterior que retornam ao país para procedimentos médicos e hospitais que estruturam centros internacionais. O movimento ocorre em paralelo à ampliação de serviços de pagamento internacional, atendimento em inglês e processos de agendamento mais diretos. Dados do Hospital da Universidade de Hong Kong em Shenzhen indicam atendimento a pacientes de 129 países e regiões. As especialidades mais procuradas incluem cirurgia da coluna, pediatria, oncologia, cirurgia gastrointestinal, cardiologia, obstetrícia e gastroenterologia. Segundo o hospital, estrangeiros de países como Itália, Rússia e Indonésia buscaram cirurgias de alta complexidade após tentativas de tratamento em outros mercados. Com a política chinesa de isenção de visto de 240 horas para diversos países, hospitais em cidades como Pequim, Xangai, Guangzhou e Shenzhen passaram a receber mais visitantes estrangeiros. Parte desse público inclui consultas e exames médicos no roteiro de viagem. A capacidade de absorção por hospitais públicos com departamentos internacionais e por instituições com capital estrangeiro passou a ser um ponto de atenção para gestores do setor. Em entrevista telefônica, Liu Dan, presidente do Hospital Perennial Tianjin, afirmou que a instituição iniciou serviços médicos internacionais em julho de 2025. O hospital lançou página no Facebook em setembro e site em inglês em novembro, além de materiais promocionais multilíngues com visitas virtuais. Segundo Liu, a estratégia envolve cooperação com provedores de serviços médicos transfronteiriços e conexão com redes internacionais de hospitais, médicos e sistemas de encaminhamento. Em janeiro de 2026, Qu Zhen, diretora do Centro de Serviços Médicos Internacionais do Hospital Internacional da Universidade de Pequim, informou que o hospital reconstruiu seu site em inglês e prepara contas no Instagram, Facebook e LinkedIn para divulgar tecnologias e equipes a pacientes estrangeiros. O hospital contratou dois especialistas com mais de 30 anos de experiência em centros médicos internacionais nos Estados Unidos. Segundo Qu, a instituição já atendeu pacientes de 43 países e regiões, principalmente em clínica geral, pneumologia, pediatria, ortopedia e oftalmologia. Serviços de acompanhamento médico para estrangeiros ganham espaço O aumento da procura por atendimento médico na China impulsionou serviços privados de acompanhamento para estrangeiros. Feng Haoxiang, responsável pela Yuehu Medical Consulting, afirmou que a empresa atende clientes de países como França, Reino Unido e regiões do Oriente Médio, com crescimento da demanda. A atuação concentra-se em Xangai e inclui acompanhamento para exames, consultas, atendimento premium e interface com seguradoras. Segundo Feng, o setor ainda enfrenta instabilidade de receita. Entre os principais desafios estão a captação de clientes, devido à ausência de plataformas centralizadas, e o domínio de terminologia médica em inglês pelas equipes. Para reduzir falhas de comunicação, as agências priorizam médicos que falam inglês. As empresas de acompanhamento cuidam de agendamentos e logística, enquanto os médicos ficam responsáveis pelas explicações clínicas e diagnósticos. Fonte: chinanews.com