
30 de janeiro de 2026
China2Brazil
Os bens de luxo passaram a integrar de forma mais direta a alocação de ativos da nova geração de consumidores chineses em 2025. Segundo o China Personal Luxury Goods Report 2025, da Bain & Company, o mercado vive uma transição do chamado consumo emocional para uma lógica de investimento racional, em que valor de revenda, preservação patrimonial e custo-benefício orientam as decisões de compra. O relatório aponta que a retração do mercado de bens de luxo pessoais na China em 2025, na comparação com 2024, perdeu intensidade. Além disso, sinais iniciais de recuperação começaram a aparecer a partir do terceiro trimestre do ano passado. Bruno Lannes, sócio sênior global da Bain & Company, afirmou à CBN que 2025 representou um ano de reajuste para o setor. Segundo ele, os consumidores adotaram uma postura mais cautelosa e passaram a priorizar produtos de alta qualidade, com melhor equilíbrio entre preço, exclusividade e funcionalidade. Mesmo com os clientes de altíssimo poder aquisitivo permanecendo como principal motor do mercado, consumidores mais jovens, com potencial de consumo elevado, passaram a ingressar de forma mais seletiva no segmento, segundo a Bain. Levantamento da consultoria mostra que essa nova geração atribui maior peso ao valor de investimento e à sustentabilidade dos bens de luxo. Esse comportamento contribuiu para a recuperação do segmento de joias e para a expansão do mercado de bens de luxo de segunda mão ao longo de 2025. De acordo com a Bain, os consumidores passaram a considerar os bens de luxo como parte da alocação geral de ativos, e não apenas como itens de consumo. Esse movimento se reflete no aumento da revisão periódica de portfólios e na maior circulação de ativos de luxo no mercado secundário. Dados da consultoria indicam que o mercado chinês de bens de luxo de segunda mão cresceu entre 15% e 20% em 2025. O avanço foi impulsionado pela ampliação da oferta, pela maior aceitação entre consumidores sensíveis a preço e pela consolidação de plataformas digitais de revenda. A valorização do ouro no mercado internacional também influenciou o comportamento do consumidor. Segundo a Bain, esse fator favoreceu a recuperação do setor de joias na China, embora o recuo da categoria ainda não tenha sido totalmente revertido. Em 2024, a queda nas vendas de joias ficou abaixo de 5%. O relatório destaca que parte dos consumidores passou a diferenciar o valor emocional das joias do valor financeiro dos metais preciosos, especialmente em um contexto de preservação patrimonial. No comércio internacional, a Bain observa uma mudança relevante no padrão de compra. Até 2025, os consumidores chineses reduziram de forma significativa as aquisições de bens de luxo no exterior. A consultoria estima que 65% do consumo ocorrerá na China continental, enquanto 35% seguirá fora do país, indicando maior repatriação do consumo. A política de isenção de vistos e os mecanismos mais flexíveis de reembolso de impostos contribuíram para atrair consumidores estrangeiros à China. Ainda assim, segundo Bruno Lannes, o volume de estrangeiros no mercado doméstico de luxo permanece limitado e não representa o principal vetor de crescimento do setor. Para 2026, Priscilla Dell’Orto, sócia global da Bain & Company, afirmou que a China deve continuar como base do crescimento global do mercado de bens de luxo. Segundo ela, desde o segundo semestre de 2025 já é possível observar uma trajetória consistente de recuperação, embora o setor ainda enfrente volatilidade. Fonte: Yicai

30 de janeiro de 2026
China2Brazil
O setor chinês de software e serviços de tecnologia da informação registrou crescimento em 2025, segundo dados divulgados pelo Ministério da Indústria e Tecnologia da Informação da China em 30 de janeiro. A receita total da indústria alcançou RMB 15,483 trilhões, alta de 13,2% em relação ao ano anterior, impulsionada principalmente pelos serviços de tecnologia da informação e por segmentos ligados à digitalização industrial . Além da expansão da receita, o lucro total do setor somou RMB 1,8848 trilhão em 2025, o que representa um aumento anual de 7,3%, de acordo com o Ministério da Indústria e Tecnologia da Informação da China. Os serviços de tecnologia da informação concentraram a maior fatia do faturamento. Em 2025, a receita desse segmento atingiu RMB 10,6366 trilhões, crescimento de 14,7% na comparação anual. Dentro desse grupo, computação em nuvem e serviços de big data geraram conjuntamente RMB 1,623 trilhão, com avanço de 13,6%. Outro destaque foi o design de circuitos integrados, cuja receita chegou a RMB 442,1 bilhões, crescimento de 18,9% em relação a 2024. Já os serviços tecnológicos de plataformas de comércio eletrônico somaram RMB 1,4855 trilhão, com alta de 12,7% no mesmo período. Além disso, o levantamento também aponta crescimento em áreas ligadas à segurança e à indústria. A receita de produtos e serviços de segurança da informação alcançou RMB 223,5 bilhões, aumento de 6,7%. O software de sistemas embarcados registrou faturamento de RMB 1,386,9 trilhão, alta de 9,3% em relação ao ano anterior. No segmento de softwares industriais, a receita totalizou RMB 333 bilhões em 2025, o que representa crescimento anual de 9,7%, refletindo a continuidade da digitalização de processos produtivos na indústria chinesa . Os dados reforçam a expansão do setor de software e serviços de tecnologia da informação na China ao longo de 2025, com crescimento distribuído entre serviços digitais, infraestrutura tecnológica e aplicações industriais. Fonte: news.cn

30 de janeiro de 2026
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A capacidade instalada de geração de energia renovável na China ultrapassou 60% do total em 2025, segundo a Administração Nacional de Energia (NEA). O dado foi divulgado em 30 de janeiro, durante coletiva de imprensa em Pequim, que apresentou o balanço do setor energético no ano passado. A informação foi confirmada por Xing Yiteng, vice-diretor do Departamento de Planejamento e Desenvolvimento da entidade. De acordo com Xing, 2025 registrou os melhores resultados na garantia do abastecimento energético desde o início do 14º Plano Quinquenal (2021–2025). A NEA afirmou que o país manteve equilíbrio entre oferta e demanda, apoiado por políticas setoriais, organização do mercado e avanço na construção de um novo sistema energético. Esses fatores contribuíram para a recuperação e a continuidade do crescimento da economia chinesa. No campo da segurança energética, a produção de carvão bruto permaneceu estável, com crescimento anual de 1,2% na produção industrial acima da escala designada. A produção de petróleo e gás natural atingiu níveis recordes. A produção industrial de petróleo bruto cresceu 1,5%, enquanto a de gás natural aumentou 6,2%. O fornecimento de eletricidade manteve-se estável ao longo de 2025. A entrada em operação de projetos de transmissão em corrente contínua de ultra-alta tensão (UHV) ampliou a interconexão regional e reforçou a complementaridade do sistema elétrico nacional, segundo a NEA. A transição energética avançou com a expansão das fontes eólica e solar. Em 2025, a nova capacidade instalada dessas fontes superou 430 milhões de quilowatts. Com isso, a capacidade acumulada ultrapassou 1,8 bilhão de quilowatts. As fontes renováveis passaram a responder por mais de 60% da capacidade total de geração do país. A geração anual de eletricidade a partir de fontes renováveis atingiu cerca de 4 trilhões de quilowatts-hora. O volume superou o consumo total de eletricidade dos 27 países da União Europeia, estimado em aproximadamente 3,8 trilhões de quilowatts-hora. O armazenamento de energia também cresceu em 2025. Segundo Bian Guangqi, vice-diretor do Departamento de Economia de Energia e Equipamentos Tecnológicos da NEA, a capacidade instalada de novos sistemas de armazenamento aumentou 84% em relação ao final de 2024. Até o fim de 2025, a capacidade acumulada em operação chegou a 136 milhões de quilowatts e 351 milhões de quilowatts-hora. Esse volume representa um aumento superior a 40 vezes em comparação com o final do 13º Plano Quinquenal (2016–2020). A duração média de armazenamento alcançou 2,58 horas, um acréscimo de 0,30 horas em relação ao ano anterior. Estimativas preliminares indicam que, em 2025, o número equivalente de horas de utilização dos novos sistemas de armazenamento atingiu 1.195 horas, cerca de 300 horas a mais do que em 2024. A NEA afirmou que esses sistemas ampliaram a integração das fontes renováveis e reforçaram a segurança e a estabilidade do sistema elétrico. O mercado nacional unificado de eletricidade também avançou. Wang Yunbo, vice-diretor do Departamento de Supervisão do Mercado da NEA, informou que o volume de eletricidade negociado no mercado atingiu 6,64 trilhões de quilowatts-hora em 2025, um crescimento anual de 7,4%. A participação das transações via mercado chegou a 64% do consumo total de eletricidade, um aumento de 1,3 ponto percentual em relação a 2024. Na prática, dois de cada três quilowatts-hora consumidos no país foram negociados por mecanismos de mercado. Fonte: stdaily.com

29 de janeiro de 2026
China2Brazil
A China manteve, em 2025, a posição entre os maiores investidores globais após registrar US$174,38 bilhões em investimento direto no exterior, alta de 7,1% em relação ao ano anterior, segundo dados do Ministério do Comércio. O resultado reflete a expansão contínua das empresas chinesas no mercado internacional, com quase 80% delas mantendo ou ampliando seus investimentos fora do país. O dado consta de um relatório do Conselho Chinês para a Promoção do Comércio Internacional (CCPIT), que ouviu mais de 1.200 empresas chinesas com atuação no exterior. De acordo com o porta-voz do conselho, Wang Wenshuai, cerca de 90% das companhias demonstraram otimismo em relação às perspectivas do investimento internacional. As informações foram apresentadas em coletiva de imprensa realizada na quarta-feira. O levantamento aponta que 60% das empresas relataram lucratividade estável ou em crescimento em suas operações externas. Além disso, quase metade das entrevistadas afirmou ter interesse em formar consórcios industriais para ampliar a presença internacional de forma conjunta. O setor manufatureiro aparece como principal foco desse movimento. Outro destaque do relatório é o avanço do uso do renminbi (RMB) em operações internacionais. Cerca de 90% das empresas pesquisadas indicaram maior disposição para utilizar a moeda chinesa em investimentos transfronteiriços, sinalizando uma ampliação do seu papel nas transações globais. Segundo Wang, o CCPIT coordenará sua rede nacional para aprimorar mecanismos de apoio às empresas chinesas que buscam expandir suas atividades no exterior. A atuação inclui o fortalecimento de serviços especializados e de sistemas de proteção para reduzir riscos e garantir maior estabilidade nas operações internacionais. Paralelamente, o relatório também evidencia a atratividade do mercado chinês para investidores estrangeiros. Aproximadamente 60% das empresas com capital externo instaladas na China planejam aumentar seus investimentos no país, conforme resultados recentes da Pesquisa do Ambiente de Negócios da China, conduzida pela Câmara Americana de Comércio na China. Mais da metade das empresas estrangeiras entrevistadas informou ter registrado operações lucrativas ou altamente lucrativas na China no último ano. Além disso, mais de 70% afirmaram não ter considerado a transferência de produção ou aquisições para fora do país. Para Wang, os resultados reforçam a permanência da China como um dos principais destinos para o investimento estrangeiro direto, mesmo diante de um cenário global marcado por incertezas econômicas. Nesse contexto, a quarta Expo Internacional da Cadeia de Suprimentos da China, prevista para junho deste ano, já confirmou a participação de diversas empresas estrangeiras, incluindo companhias listadas na Fortune 500, segundo informou o CCPIT. Fonte: Xinhua

29 de janeiro de 2026
China2Brazil
A China deve registrar um novo recorde de deslocamentos durante o Festival da Primavera de 2026. Em coletiva realizada em 29 de janeiro, o Escritório de Informação do Conselho de Estado apresentou as projeções para o período conhecido como chunyun, que concentra o maior fluxo de viagens do país. Segundo a Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma, o transporte em massa terá início em 2 de fevereiro e seguirá até 13 de março, totalizando 40 dias. De acordo com Li Chunlin, vice-diretor da comissão, fatores específicos do calendário devem ampliar ainda mais o volume de viagens neste ano. O feriado do Ano-Novo Lunar contará com um período contínuo de nove dias de descanso, devido à combinação do feriado oficial com um fim de semana. Além disso, 2026 corresponde a um “ano grande” no calendário lunar, o que tradicionalmente intensifica deslocamentos para retorno ao lar, visitas familiares e turismo interno. A expectativa é de que o número total de viagens inter-regionais alcance 9,5 bilhões, o maior já registrado no país. As viagens em veículos próprios devem permanecer como o principal meio de deslocamento, respondendo por cerca de 80% do total. O transporte ferroviário deve movimentar aproximadamente 540 milhões de passageiros, enquanto a aviação civil pode chegar a 95 milhões. Em ambos os casos, os volumes totais e os picos diários devem superar os recordes anteriores para o mesmo período. Para atender à demanda, o setor ferroviário implementará um novo plano operacional. Nos dias de maior movimento, mais de 14 mil trens de passageiros devem circular diariamente, o que representa um aumento de 5,3% na oferta de assentos em comparação com o ano anterior. Já a aviação civil reforçará voos para aeroportos-hub e destinos turísticos populares, com média estimada de 19,4 mil voos por dia, crescimento anual de 5%. No transporte rodoviário, as autoridades ampliarão a disponibilidade de veículos para regiões turísticas e áreas rurais. O transporte aquaviário também receberá reforços, especialmente em rotas estratégicas, como o Estreito de Qiongzhou, que liga as províncias de Hainan e Guangdong, um dos principais corredores durante o feriado. Outro ponto central dos preparativos envolve os veículos de nova energia. Segundo Gao Bo, porta-voz do Ministério dos Transportes e diretor do Departamento de Serviços de Transporte, a garantia de recarga tornou-se uma das principais preocupações do público durante feriados prolongados. Até o final de 2025, a frota chinesa de veículos de nova energia atingiu 43,97 milhões de unidades, com predominância dos modelos totalmente elétricos, o que elevou a pressão sobre a infraestrutura de recarga nas rodovias. Para responder a essa demanda, os órgãos de transporte ampliaram a rede de recarga nos últimos anos. Até o fim de 2025, os postos de serviço em rodovias de todo o país contavam com 71.500 pontos de recarga, sendo 20 mil instalados apenas ao longo de 2025. A expansão aumentou de forma significativa a capacidade de atendimento aos veículos eletrificados durante períodos de pico. Durante o Festival da Primavera, o governo adotará medidas adicionais para garantir o fornecimento de energia. Entre elas estão a instalação de equipamentos móveis de recarga emergencial, o uso de estruturas de recarga localizadas próximas às entradas e saídas das rodovias e a redução do tempo médio de recarga por veículo. O objetivo é melhorar o fluxo e reduzir filas nos postos de serviço. Fonte: stdaily

29 de janeiro de 2026
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No dia 29 de janeiro, o Ministério da Cultura e do Turismo da China lançou, na cidade de Quanzhou, na província de Fujian, o Mês Nacional de Consumo Cultural e Turístico do Festival da Primavera de 2026. A iniciativa mobiliza governos locais em todo o país com o objetivo de estimular o consumo cultural e turístico durante o feriado do Ano-Novo Lunar , período considerado o mais importante do calendário chinês. O programa ocorre do fim de janeiro ao início de março e prevê a realização de cerca de 30 mil atividades culturais e turísticas em diferentes regiões da China. Entre as ações planejadas estão eventos ligados às tradições do Ano-Novo Lunar, espetáculos artísticos, exposições culturais, turismo de inverno e neve, turismo em regiões de clima quente e viagens voltadas a famílias e crianças. Além disso, o governo prevê a distribuição de mais de RMB 360 milhões em cupons de consumo e subsídios para incentivar a participação da população. Para ampliar o acesso, o plano inclui medidas como redução ou isenção de ingressos, descontos mediante comprovação de visita, ofertas conjuntas entre regiões e outras políticas de incentivo direto ao consumidor. Segundo o Ministério da Cultura e do Turismo, o objetivo é diversificar a oferta de produtos culturais e turísticos e atender à demanda da população por opções de lazer durante o Festival da Primavera, fortalecendo o consumo interno no período. Fonte: gmw.cn

29 de janeiro de 2026
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O Primeiro Instituto da Corporação de Ciência e Tecnologia Aeroespacial da China (CASC) iniciou a construção da primeira plataforma nacional de testes comuns voltada à indústria espacial comercial do país. A informação foi confirmada em 28 de janeiro. O projeto tem como objetivo apoiar o desenvolvimento de foguetes reutilizáveis e novos produtos aeroespaciais, além de ampliar a capacidade de testes para empresas privadas do setor. Localizada na Rocket Street, em Pequim, a plataforma permitirá, no futuro, a realização de testes com foguetes comerciais de até 5 metros de diâmetro e peso de decolagem de até 1.000 toneladas, assim como com satélites comerciais de até 2 toneladas. A iniciativa busca atender à crescente demanda por infraestrutura técnica diante da expansão do setor espacial comercial na China. O complexo inclui a construção de um ambiente limpo classe 100 mil, uma câmara reverberante com volume de 200 metros cúbicos e uma mesa vibratória com capacidade de 70 toneladas, além de cerca de 50 conjuntos de equipamentos e instalações industriais. A estrutura foi projetada para realizar testes em escala completa, que vão desde componentes de pequeno porte até grandes estruturas de foguetes. Além disso, a plataforma oferecerá ambientes de ensaio que incluem vibração e choque, vácuo térmico, testes integrados de grande porte, ruído e compatibilidade eletromagnética. Com isso, o centro pretende cobrir todas as etapas de testes e inspeções ao longo da cadeia da indústria espacial comercial, reunindo em um único local serviços de ensaio e certificação. Entre os principais equipamentos estão a câmara de testes ambientais para múltiplas condições climáticas, o sistema de testes integrados de quatro fatores, a câmara de testes para atmosferas explosivas e a grande mesa vibratória. Esses sistemas permitem simular condições como variações de temperatura e umidade, presença de fungos, névoa salina, chuva congelante, poeira e areia, fatores essenciais para a validação do desempenho de foguetes e satélites comerciais em ambientes extremos. A plataforma também incorpora o sistema inteligente de inspeção e testes “Aerospace Cloud Inspection”. A ferramenta realiza a gestão integrada de pessoas, equipamentos, materiais, métodos, ambiente e processos de ensaio. O sistema opera em controle digital de ciclo fechado, desde a solicitação do teste até o planejamento, a execução e a emissão de relatórios, o que eleva a eficiência operacional e a confiabilidade dos dados gerados. Atualmente, a área espacial comercial chinesa enfrenta limitações como a escassez de equipamentos de grande porte e a ausência de padronização nos processos de teste. Como consequência, muitas empresas dependem da terceirização de ensaios críticos, o que gera filas prolongadas, dificuldades de reconhecimento mútuo de resultados e aumento dos riscos de segurança. Segundo a CASC, a nova plataforma foi concebida para reduzir esses gargalos de forma direta. O Primeiro Instituto da CASC informou ainda que pretende avançar no desenvolvimento de um sistema de verificação e avaliação de testes que cubra todo o ciclo de vida dos produtos aeroespaciais. A meta é estabelecer um conjunto completo de padrões de avaliação de segurança voltados à indústria espacial comercial, fortalecendo os requisitos de qualidade e segurança aplicados a foguetes e satélites comerciais. Fonte: gmw.cn

28 de janeiro de 2026
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A Administração Tributária da China informou, em 28 de janeiro, durante a Conferência Nacional de Trabalho do setor, que o sistema tributário nacional intensificou, em 2025, as ações de apoio ao desenvolvimento econômico do país. As autoridades implementaram políticas fiscais preferenciais voltadas à inovação tecnológica e à indústria manufatureira, com um volume total de reduções de impostos, taxas e restituições tributárias que superaram RMB 2,8 trilhões. Segundo os dados apresentados, as metas orçamentárias de arrecadação foram integralmente cumpridas no ano. A arrecadação total de impostos e contribuições chegou a RMB 33,1 trilhões. Desse montante, RMB 17,8 trilhões correspondem à arrecadação tributária, sem a dedução das restituições de impostos sobre exportações , o que representa um crescimento anual de 2,7%. Considerados os efeitos de preços, o desempenho da arrecadação acompanhou, em linhas gerais, o ritmo de crescimento da economia. Ao mesmo tempo, a administração tributária avançou na gestão da conformidade fiscal e na eficiência da fiscalização. As autoridades intensificaram o controle em áreas consideradas prioritárias, como o setor de combustíveis, as restituições de impostos à exportação e atividades relacionadas à influenciadores digitais e celebridades da internet. Paralelamente, a iniciativa de cooperação entre bancos e o fisco, conhecida como “interação banco-imposto”, permitiu que pequenas e microempresas com boa conformidade fiscal acessassem cerca de RMB 3 trilhões em empréstimos baseados em crédito. Durante a conferência, a administração tributária também avaliou os resultados do 14º Plano Quinquenal. De acordo com o balanço apresentado, o processo de fortalecimento do arcabouço legal do sistema tributário avançou, reformas relevantes foram implementadas e a gestão da arrecadação passou a operar de forma mais integrada, com maior coordenação entre órgãos e políticas públicas. Dados consolidados indicam que, nos últimos cinco anos, a arrecadação acumulada de impostos e contribuições ultrapassou RMB 156 trilhões, o equivalente a cerca de 80% da receita fiscal total em base ampliada. No mesmo período, o volume acumulado de novas reduções de impostos, cortes de taxas e restituições tributárias superou RMB 10 trilhões, ampliando o apoio financeiro às empresas e à atividade econômica. Fonte: stdaily.com

28 de janeiro de 2026
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Dados divulgados pelo Ministério da Indústria e Tecnologia da Informação da China em 28 de janeiro mostram que, até o fim de 2025, o país contava com 4,838 milhões de estações-base 5G, o equivalente a 34,4 estações por grupo de 10 mil habitantes. O índice superou em 8,4 unidades a meta prevista no Plano de Desenvolvimento do Setor de Informação e Comunicações do 14º Plano Quinquenal. No mesmo período, o volume total de serviços de telecomunicações, calculado a preços constantes, cresceu 9,1% em relação a 2024. A receita do setor alcançou RMB 1,75 trilhão, com alta de 0,7%. As chamadas novas atividades, como computação em nuvem, big data, internet das coisas e data centers, responderam por 25,7% da receita total. No campo tecnológico, a China concentrou 42% das declarações globais de patentes essenciais ao padrão 5G. Já a arquitetura de sistemas e a validação de tecnologias-chave do 6G avançaram para a fase preliminar. A infraestrutura de informação e comunicação superou as metas estabelecidas no 14º Plano Quinquenal. A cobertura de banda larga gigabit chegou a todos os distritos, enquanto o 5G alcançou todos os municípios e mais de 95% das aldeias administrativas. Até o fim de 2025, a tecnologia 5G-A estava presente em mais de 330 cidades. Além disso, o país iniciou projetos-piloto das primeiras redes ópticas de 10 gigabits em 168 condomínios residenciais, fábricas e parques industriais. A extensão total da rede nacional de cabos de fibra óptica chegou a 74,99 milhões de quilômetros. As três principais operadoras de telecomunicações operam, em conjunto, 938 mil racks de data centers voltados a serviços externos, após a adição de 108 mil novas unidades ao longo do ano. Em relação aos usuários, a China registrou 1,827 bilhão de assinantes de telefonia móvel em 2025, dos quais 1,204 bilhão utilizavam serviços 5G. O número de usuários de banda larga fixa atingiu 691 milhões. Já os terminais móveis de internet das coisas somaram 2,888 bilhões, com crescimento anual de 8,7%, impulsionado principalmente pela internet veicular e por serviços públicos. A digitalização do setor também avançou. Em 2025, o tráfego de acesso à internet móvel cresceu 17,3% em relação ao ano anterior. Tecnologias como 5G e redes ópticas gigabit passaram a integrar 91 grandes categorias da economia nacional. A internet industrial alcançou todos os 41 principais segmentos industriais, enquanto os projetos de “5G + internet industrial” superaram 23 mil iniciativas em operação. Fonte: news.cn

28 de janeiro de 2026
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Pesquisadores chineses desenvolveram um ímã supercondutor totalmente supercondutor capaz de atingir um campo magnético central de 35,6 teslas, segundo informações divulgadas em 27 de janeiro pela Academia Chinesa de Ciências (CAS). O equipamento foi criado com base na Instalação Experimental de Condições Extremas Integradas, uma grande infraestrutura científica nacional, e supera o recorde mundial anterior de 32 teslas, registrado pelo Laboratório Nacional de Campos Magnéticos Intensos dos Estados Unidos. Atualmente, o novo ímã é o único no mundo capaz de gerar campos magnéticos acima de 30 teslas utilizando exclusivamente tecnologia supercondutora. O equipamento fornecerá condições experimentais de campos magnéticos intensos para equipes de pesquisa da China e de outros países. Seu campo máximo equivale a mais de 700 mil vezes o campo magnético da Terra, o que amplia a capacidade científica chinesa em estudos de ciência dos materiais sob campos magnéticos intensos. Campos magnéticos intensos são condições experimentais extremas usadas na investigação de fenômenos fundamentais e no desenvolvimento de novas tecnologias. Ímãs supercondutores de alto campo operam em temperaturas muito baixas, não apresentam resistência elétrica e combinam estabilidade com menor consumo de energia. Por isso, esses equipamentos integram grandes instalações científicas e têm aplicações em áreas como medicina avançada e defesa nacional. O chamado “ímã de usuário” é um equipamento experimental compartilhado, aberto a equipes externas de pesquisa. Segundo Wang Qiuliang, acadêmico do Instituto de Engenharia Elétrica da CAS, o desenvolvimento de ímãs supercondutores de alto campo exige a integração de várias disciplinas e enfrenta limitações de engenharia. “Há exigências rigorosas quanto à intensidade, estabilidade e homogeneidade do campo magnético. Além disso, os materiais supercondutores de alta temperatura apresentam forte anisotropia e desafios no controle de precisão dimensional, o que aumenta a complexidade do projeto e da manufatura”, afirmou. No projeto, o Instituto de Engenharia Elétrica e o Instituto de Física da CAS atuaram de forma coordenada. A equipe do Instituto de Engenharia Elétrica avançou em tecnologias-chave de projeto e construção do ímã. Já o Instituto de Física superou desafios ligados a medições de alta precisão e à integração de sistemas em condições extremas. A cooperação resultou em um salto no desempenho do ímã totalmente supercondutor. O equipamento também dará suporte à pesquisa básica e ao desenvolvimento de equipamentos de alta tecnologia. Na ciência dos materiais, campos magnéticos intensos ajudam a identificar propriedades de novos materiais supercondutores. Nas ciências da vida, essas condições permitem experimentos mais precisos para a determinação de estruturas proteicas, explicou Luo Jianlin, pesquisador do Instituto de Física da CAS. Sobre custos e viabilidade, Luo Jianlin destacou que ímãs totalmente supercondutores têm custos operacionais menores do que ímãs resistivos tradicionais, devido à ausência de resistência elétrica. O ímã desenvolvido possui um diâmetro útil de 35 milímetros, suficiente para a maioria dos experimentos, como ressonância magnética nuclear e medições de calor específicas de materiais. De acordo com Wang Qiuliang, as equipes envolvidas continuarão trabalhando para alcançar campos magnéticos de 40 teslas ou mais. O objetivo também inclui ampliar o diâmetro do ímã e reduzir custos operacionais, para que o equipamento estratégico apoie um número maior de pesquisas e aplicações e fortaleça a posição da China em tecnologias de campos magnéticos intensos. Fonte: stdaily.com