
15 de julho de 2020
China2Brazil
Há uma frase que diz: “Na China tudo é possível, mas nada é fácil”. No âmbito da relação com os chineses, muitos aspectos são complexos e exige esforço de entendimento contínuo. Um desses aspectos é o cultural. As diferenças culturais entre brasileiros e chineses são enormes e isso se reflete na forma como as pessoas interagem e defendem seus interesses. Com a maior internacionalização de companhias chinesas, os investimentos chineses no exterior, a abertura de mais setores do país para empresas estrangeiras, se faz cada vez mais necessário o entendimento de elementos culturais da China que influenciam na maneira como os chineses pensam e se comportam. Um desses elementos é o Guanxi . Guanxi são redes de conexões interpessoais de confiança. Construir guanxi é parte essencial das relações de negócios com os chineses. É uma habilidade social (social skill) necessária na China. Qualquer empresa que queira abrir portas no país, seja para entrar no mercado chinês, buscar investimento, fazer parceria, entrar via Joint Venture, terá que desenvolver guanxi, pois são esses relacionamentos de confiança que vão facilitar com que os negócios sejam concretizados. Essa relação acontece entre pessoas do setor privado com setor privado, ou seja, privado-privado, público-público, e público-privado. Ter um bom guanxi não é apenas ser bem relacionado ou conhecer muitas pessoas. Esse relacionamento precisa ser qualificado pela prática da confiança, reciprocidade e lealdade. É isso o que o diferencia guanxi de networking. A reciprocidade impõe a troca de favores. É nessa troca de favores que se constrói e consolida o relacionamento leal e de confiança. O guanxi tem diferentes camadas e é construído desde o círculo familiar, se expandindo para o círculo escolar e de amigos, até chegar ao “guanxi estendido”. Para explicar melhor os diferentes níveis de guanxi, utilizo o modelo descrito por Shengjun Liu e Juan Antonio Fernandez, no livro China CEO. Os autores explicam que no círculo familiar a reciprocidade não é esperada, mas há a presença forte da lealdade e confiança. No segundo círculo, de amigos e colegas, a reciprocidade é mais forte, mas não é imediata, ou seja, não se espera um retorno rápido de favores prestados, por exemplo. No terceiro círculo é importante salientar que a força que mantém o guanxi é a ameaça de exclusão da rede, portanto, a reciprocidade é muito necessária. Em outras palavras, não havendo entre pessoas laços familiares e de amizade, é preciso que a troca seja muito mais intensa entre as partes. Há dois tipos de guanxi: o positivo e o negativo. O positivo é aquele tipo que facilita os negócios e as transações. A conotação negativa está ligada à corrupção, ao uso de benefícios indevidos usando recursos privados ou públicos, e ao favoritismo. Construir confiança é um processo que leva tempo, que exige interação. Muitos empresários vão à China e voltam para seus países frustrados por não terem o resultado que esperavam. Isso acontece por desconhecimento do processo de negócios na China. Não é em uma viagem ao país que essa relação é estabelecida. É necessário nutri-la presencialmente e à distância. Uma prática comum dos chineses é falar sobre a vida, sobre assuntos não relacionados a negócios antes de efetivamente discutir propostas e ideias. Não estranhe se isso acontecer e não pense que a conversa não vai levar a lugar nenhum. Esse é jeito de os chineses te conhecerem melhor. Veja abaixo como construir e manter guanxi: Se o seu negócio estiver ligado ao setor público, o seu guanxi terá que ser construído com oficiais do governo chinês. Se você não sabe por onde começar, peça ajuda às Câmaras de Comércio que fazem ponte com a China no Brasil ou aos órgãos públicos ligados ao setor em que está (Secretarias, Ministérios). Essas instituições já têm alguma relação com os chineses e podem facilitar o acesso e oferecer suas referências. Quando os negócios dependem de relações de confiança, não importa o quê você sabe, mas quem você conhece. Passe tempo com seus contatos. Aprofunde o relacionamento, desenvolva relação de amizade. Se estiver longe, mantenha contato pela internet. Novos tempos! Esteja disponível (mesmo que à distância). Ofereça referências ou contatos antes de pedir. Reciprocidade é um dos pilares fundamentais do guanxi. Falhar em ser recíproco pode causar má impressão e até danificar a relação. Guarde sua reputação para manter o respeito da sua rede de relacionamentos. Não apresente alguém que possa prejudicar a sua reputação. Jamais mostre falta de respeito, descumpra promessas ou seja agressivo com alguém da rede. Seja paciente. Construir guanxi na China exige tempo e persistência. Por Keila Cândido

15 de julho de 2020
China2Brazil
A Alibaba anunciou recentemente que forneceria treinamento gratuito de habilidades vocacionais de operação de e-commerce para 8,74 milhões de graduados em toda a China. Cada aluno também pode ganhar até 2 milhões de yuans para comprar produtos a crédito para empreender. Ao mesmo tempo, a Associação para o Emprego de Graduados do Ministério da Educação da China colaborou com a Alibaba para emitir certificados de talentos de digitalização para estudantes qualificados. A Alibaba planeja organizar um evento nacional para combinar empresas e talentos, recomendando graduados qualificados. Recentemente, o Ministério de Recursos Humanos e Seguridade Social da China adicionou algumas novas ocupações, sendo as que chamaram mais atenção “mercadólogo da Internet" e "vendedor por live". No entanto, como essas novas ocupações, como fazer lives, acabaram de ser criadas, a demanda do mercado é bastante alta. Afetados pela pandemia, os graduados deste ano enfrentarão uma situação de emprego mais grave. A Alibaba afirmou que construiria mais de 20 bases de incubação de talentos em campi e estabeleceria um banco nacional de talentos de e-commerce de lives, visando entregar, anualmente, mais de 100 mil talentos profissionais de e-commerce de lives às empresas relacionadas. No ano fiscal, planeja cooperar com 100 faculdades e universidades para desenvolverem, em conjunto, os padrões de treinamento para os talentos do e-commerce de lives. Leia mais: Universidades chinesas e app Ele.me lançam serviço de delivery universitário Fonte: GMW.CN

15 de julho de 2020
China2Brazil
O salário mensal de jovens formados em universidades em 2019 com diploma de bacharel chega a 5.440 yuans (R$ 4.199), na China. As informações são do "Relatório Anual de Emprego dos Graduados das Faculdades Chinesas de 4 anos" e o "Relatório Anual dos Graduados de Faculdades Profissionalizantes Chinesas de 3 anos". Os dados mostram ainda que o salário mensal de formados em faculdades profissionalizantes atinge 4.295 yuans (R$ 3.315). Os formados em informática, informações eletrônicas e automação têm salários relativamente mais altos, com salários médios mensais de 6.858 yuans (R$ 5.293), 6.145 yuans (R$ 4.743) e 5.899 yuans (R$ 4.553), respectivamente. Os formandos das faculdades que se especializam em transporte ferroviário, computador e transporte de água também têm salários mais altos, com uma renda mensal média de 5.109 yuans (R$ 3.943), 4.883 yuans (R$ 3.769) e 4.763 yuans (R$ 3.676). Segundo o relatório, Xangai foi classificada como a cidade com maior satisfação de emprego entre os graduados, seguida por Pequim. A região do Delta do Rio das Pérolas tem um apelo mais forte aos talentos, seguida pela região do Delta do Rio Yangtze, enquanto as regiões Nordeste e Central são menos atraentes. O relatório mostra ainda que a proporção de graduados que continuaram seus estudos com a pós-graduação aumentou significativamente nos últimos anos, e o “payback” fica mais visível com o tempo. Aqueles que se formaram em 2014 e obtiveram o mestrado nos 5 anos seguintes têm salário mensal significativamente mais alto (10.408 yuan, ou R$ 8.034) do que aqueles que não obtiveram o mestrado (9.683 yuan, ou R$ 7.474). A satisfação deles com o emprego (mestrado: 79%, sem mestrado: 73%) também é maior.

15 de julho de 2020
China2Brazil
A plataforma chinesa de compartilhamento de “homestay” (morar em casa de família) Xiaozhu (que significa "porquinho", na tradução literal), e a conhecida plataforma comunitária de estilo de vida Xiaohongshu ("livrinho vermelho"), anunciaram formalmente um acordo de cooperação estratégica e avançaram a integração entre os dois aplicativos. As empresas esperam exibir os mais de 2.000 “homestays” de alta qualidade da Xiaozhu na plataforma Xiaohongshu, para fazer reservas diretamente. A Xiaozhu é a primeira plataforma que oferece pacotes de viagens para a Xiaohongshu, combinando serviços de “catering”, bilhetes de pontos turísticos e sendo mais flexível para cancelamento de reservas. Além disso, a Xiaozhu fornecerá à Xiaohongshu reservas diretas gratuitamente, certificação oficial e serviços de operação da agência. A Xiaozhu cooperará com a Xiaohongshu para realizar campanhas de marketing exclusivas e oferecer suporte ao tráfego. Liantao Wang, co-fundador da Xiaozhu, afirmou que os usuários da Xiaohongshu são jovens com influência social e poder de consumo, e eles se coincidem muito aos usuários da Xiaozhu. Através da co-criação de conteúdo com a Xiaohongshu, integrada à capacidade de operação da Xiaozhu, espera-se que mais visibilidade e oportunidades de negócios sejam trazidas para as marcas de “homestay”. Sobre a Xiaozhu Fundada em 2012, a Xiaozhu é uma plataforma de compartilhamento de “homestay” online, caracterizada pelos serviços característicos de acomodação. Em maio de 2019, o suprimento global de moradias da Xiaozhu cobriu mais de 400 cidades na China e 252 destinos no exterior, com mais de 50 milhões de usuários ativos e centros de operações em mais de 20 cidades em todo o país. Sobre a Xiaohongshu Fundada em 2013, Xiaohongshu é uma plataforma comunitária de estilo de vida popular entre os jovens na China, com mais de 300 milhões de usuários registrados em julho de 2019. Três bilhões de impressões são criadas diariamente em Xiaohongshu por uma ampla variedade de mídias, incluindo fotos, textos e curtas vídeos, abrangendo diversas categorias, incluindo beleza, moda, gastronomia, viagens, entretenimento, leitura, fitness e assistência infantil. A plataforma hospeda quase 10 mil comerciantes de e-commerce de terceiros, com mais de 100 mil produtos diferentes e mais de 20 mil marcas. Os dados oficiais mostram que "viagem" foi a segunda maior categoria de produto de Xiaohongshu, depois de beleza, em 2019, e se tornou a categoria que mais cresce. O GMV de reservas de casas de família na plataforma em maio excedeu o valor do último ano inteiro. Fonte: DoNews

14 de julho de 2020
China2Brazil
Dados sobre a atividade bancária da China em 2020, mostram que até 30 de junho, um total de 1.332 agências bancárias foram encerradas, totalizando 1.366 até agora neste ano. Só na primeira semana de julho, 34 agências bancárias na China foram fechadas. De acordo com dados da China Banking Association, divulgados pelo STCN.com, atualmente, vários bancos na China oferecem quase 90% de seus serviços de maneira online. Nos últimos anos, com o avanço da tecnologia, o banco online, o banco móvel, o WeChat , o Alipay e outros novos métodos de pagamento se popularizaram na China. Em contrapartida, a grande rede de agências bancárias, uma das principais características dos bancos comerciais chineses, encolheu drasticamente. Os serviços de balcão físico representaram menos de 5% do volume total de serviços e continuam em declínio. Enquanto isso, o número de funcionários dos bancos também diminuiu. Em 2019, o número de funcionários dos quatro principais bancos da China, o ICBC, Banco Agrícola da China, Banco de Comunicações e Banco da China diminuiu em 16.319. No final de 2019, o Banco Agrícola reduziu mais de 16 mil posições de atendente, com um grande número deles sendo transferidos para outras posições. De uma perspectiva regional, as províncias de Guangdong, Shandong, Zhejiang e Jiangsu tiveram as maiores paralisações na primeira metade do ano, representando quase um quarto do total em todo o país. Na era pós-pandêmica, o pagamento sem papel será ainda mais favorecido pelos consumidores. Houveram notícias sobre a moeda digital do banco central da China . No dia 8 de julho, o Instituto de Pesquisa de Moeda Digital do Banco Central da China e a Didi Chuxing , proprietária da 99, chegaram oficialmente a um acordo de cooperação estratégica para explorar, em conjunto, a inovação e a aplicação do RMB digital no campo de viagens inteligentes. Os analistas acreditam que as agências bancárias têm um limite superior em termos de quantidade, e podem ser fechadas se os residentes locais não puderem apoiar a manutenção do ponto de equilíbrio. No futuro, os bancos devem manter apenas os serviços offline indispensáveis, visando principalmente os consumidores mais velhos e distribuir mais agências físicas nas áreas rurais. Fonte: STCN.com

14 de julho de 2020
China2Brazil
A Associação Nacional da Indústria de Defesa, que representa milhares de empresas americanas, apelou ao governo dos EUA para adiar a implementação da proibição de compra de produtos de empresas chinesas como a Huawei e a ZTE. O governo dos EUA está promovendo a proibição, o que pegou muitas empresas americanas desprevenidas. De acordo com a Reuters, uma vez que a ordem proibitiva for decidida, ela entrará em vigor no dia 13 de agosto deste ano, o que proibirá o governo dos EUA de contratar empresas cujas cadeias de suprimentos contenham produtos de companhias chinesas, como a Huawei, Hikvision, Dahua, Hytera e ZTE. Os contratados pelo governo dos EUA precisam provar que não usarão produtos dessas empresas chinesas, a menos que tenham permissão do governo. À medida que a data efetiva se aproxima, organizações como a Comissão de Serviços Profissionais dos Estados Unidos (PSC) e a Associação Nacional da Indústria de Defesa (NDIA) apelaram por um adiamento da proibição. A primeira representa mais de 400 empresas dos EUA que prestam serviços à Casa Branca e a segunda representa 1.650 empresas sem fins lucrativos. Um artigo publicado pelo US Defense News, intitulado "Proibição da Huawei pelo governo dos EUA avança rápido demais, dizem os contratantes", apontou que tanto a PSC quanto a NDIA acreditam que não seria um bom momento para "bloquear" a Huawei e outras empresas chinesas, uma vez que deveriam prestar mais atenção em como os Estados Unidos se recuperam da crise do Covid-19. A NDIA alegou que as empresas americanas precisam de mais tempo e sugeriu que a proibição de empresas chinesas fosse adiada por pelo menos um ano. Leia mais: Reino Unido proíbe tecnologia da Huawei e se associa à OPPO na construção de rede 5G Fonte: Global Times

14 de julho de 2020
China2Brazil
O salário médio anual na China em 2019 foi de 90.501 yuan (adotando a taxa média em 2019, 1 R$ ≈ 1,7 yuan, seria equivalente a R$ 53.236) nos setores urbanos não privados e 53.604 yuans (R$ 31.532) nos setores urbanos privados. Segundo o Escritório Nacional de Estatísticas da China, em geral, o salário médio anual das unidades privadas é inferior ao das unidades não privadas, e a ordem de classificação das regiões é leste, oeste, central e nordeste. Para os setores não privados, haviam 6 províncias e cidades com salários acima da média, que são Pequim, Xangai, Tianjin, Zhejiang, Guangdong e Jiangsu. Em outras palavras, o salário médio mensal excede 7.541 yuan (R$ 4.436). Para os setores privados, haviam 7 províncias e cidades com salários acima da média: Pequim, Xangai, Guangdong, Jiangsu, Fujian, Zhejiang e Chongqing. A ordem de classificação salarial das quatro principais cidades de primeiro nível da China em 2019 foi Pequim, Xangai, Shenzhen e Guangzhou. O salário médio anual era de 166 mil yuans (R$ 97 mil) em Pequim, mais de 149 mil yuans (R$ 88 mil) em Xangai e cerca de 120 mil yuans (R$ 71 mil) em Shenzhen e Guangzhou. Pequim ocupa o primeiro lugar com o maior salário médio anual nos setores privados e público. Entre os setores não privados urbanos, as províncias de Pequim, Xangai e Tianjin têm os maiores salários médios anuais, todos acima de 100 mil yuans (R$ 59 mil) em 2019. Entre os setores privados urbanos, os três principais são Pequim, Xangai e Guangdong, com salários médios anuais acima de 62 mil yuan (R$ 36 mil) em 2019. O resultado é certamente atribuído ao forte apelo de Pequim, que possui 56 sedes das 500 maiores empresas do mundo, atraindo muitos talentos bem pagos. Segundo dados, há mais de 11,6 milhões de funcionários em Pequim em 2019, quase 19% dos quais estão concentrados no setor financeiro, transmissão de informações, software e serviços de TI e serviços sociais e de saúde. O salário médio anual dessas indústrias ultrapassou 200 mil yuans (R$ 118 mil). O que vale ressaltar é que, de acordo com o Instituto de Pesquisa Econômica do Século XXI, TI se classificou como o setor mais lucrativo por quatro anos consecutivos, desde 2016, e superou o setor financeiro em 2019. Além disso, o varejo de e-commerce, a saúde e o serviço social também se classificaram entre os setores cujos salários mais crescem. Leia mais: Governo chinês apresenta metas econômicas alcançadas em 2019 Fonte: zt5.com

14 de julho de 2020
China2Brazil
O número de jovens com menos de 20 anos que ingressaram em grupos de compras na plataforma de e-commerce Pinduoduo aumentou significativamente após o vestibular nacional da China, Gaokao. Os dados são de um levantamento de consumo feito pela empresa sobre a "economia pós-Gaokao". No dia 9 de julho, dia após do término do Gaokao, as vendas de produtos digitais na plataforma aumentaram mais de 210% em relação ao dia anterior. Durante o período do Gaokao, os pedidos de marcas chinesas de telefones, como Huawei, Honor, Xiaomi, Lenovo, OPPO, entre outras, superaram marcas estrangeiras, como Apple, Samsung e Dell. Os pedidos diários de produtos de férias e lazer, como viagens curtas ou associação a sites de vídeo, ultrapassaram 100 mil. A Pinduoduo declarou que forneceria ainda subsídios para produtos de viagem, incluindo bilhetes para os parques de diversão Disneyland e Happy Valley. Além disso, o volume de pesquisas de produtos de beleza e cuidados pessoais na Pinduoduo também aumentou quase 300% de 9 a 11 de julho, em comparação com os dias anteriores. Algumas marcas tradicionais, como Pechoin e Maxam, são cada vez mais bem-vindas pela nova geração de consumidores. Lanches e roupas também chamaram a atenção. Segundo buscador da Pinduoduo, as vendas de biscoitos no estilo japonês, cereais de frutas importados e outros produtos aumentaram recentemente de maneira considerável. A plataforma está intensificando a promoção de lanches e bebidas característicos de diferentes países, com produtos franceses, japoneses e chilenos sendo lançados online. Leia também: China realiza vestibular unificado em meio à Covid-19 Fonte: Tencent News Fonte da foto:

13 de julho de 2020
China2Brazil
O livre-streaming não é um fenômeno novo na China, mas viu um boom durante a pandemia do coronavírus. As lives de vendas de produtos online ( live streaming e-commerce ou livecommerce ) foram as que mais cresceram. Em 2019, a indústria movimentou US$ 61, 3 bilhões, e poderá dobrar em 2020, de acordo com a iResearch. Novas regras previstas para entrar em vigor em julho podem impôr restrições à prática e garantir a segurança dos usuários. Em junho, a China Advertising Association formulou o "Código de Conduta para Atividades de Marketing Ao Vivo Online" e divulgou uma lista de exigências a serem cumpridas a partir de julho por empresas que fazem livecommerce. Tais exigências incluem o padrão de qualidade dos produtos, modo de cobrança, promoção e tráfego no setor de transmissão ao vivo e os âncoras. Durante as transmissões ao vivo, as empresas não poderão usar termos como "o preço mais baixo em toda a rede", "nível nacional", "superior", "melhor", ou palavras comparativas semelhantes de terminologia ilegal. Essas regras seguem a Lei da Publicidade da China. Como parte importante do livestreaming, o âncora que está apresentando os produtos deve obter um certificado de qualificação após treinamento e ser registrado em instituições profissionais. Na plataforma para a transmissão ao vivo, o âncora deve ser registrado com nome real e é proibido transferir ou emprestar sua conta a terceiros. Na frente das câmeras é permitido usar apelidos ou outros nomes desde que atendam aos requisitos estabelecidos. Na semana passada, um relato no Twitter mostrou que estrangeiros não podem aparecer em lives na China. O perfil @JoshuaDummer, relatou que a conta de sua esposa fora bloqueada após ele aparecer rapidamente na live. O TikTok (Douyin na China) notificou dizendo que era proibida a aparição de estrangeiros. Além disso, os dados de marketing fornecidos pela âncora aos comerciantes e plataforma de marketing online devem ser verdadeiros, e passarão por checagem. As novas regras visam evitar a falsificação de dados de tráfego, assim como a falsificação de comissões de comerciantes e promoções falsas. As regulações das atividades de live-streaming, porém, não são totalmente novas. Pelo menos desde 2016, a Administração do Ciberespaço da China vem trabalhando para melhorar a segurança no tipo de conteúdo transmitido, principalmente em jogos online e entretenimento. As punições são para casos de uso inadequado de linguagem (como palavrões), imagens (pornografia, nudez ou roupas consideradas provocativas), e jogos de azar. Em junho, 10 plataformas, incluindo douyu.com, bilibili.com e huya.com, foram punidas por violar os regulamentos ao transmitir conteúdo inapropriado. Durante a pandemia, diversas empresas chinesas, não apenas de e-commerce se beneficiaram da nova modalidade para divulgar produtos e impulsionar vendas com influenciadores digitais usando sua imagem para alcançar mais pessoas, e até CEOs de empresas, como é o caso de Mingzhu Dong, CEO da Gree Electric Appliances, que em sua primeira live pelo aplicativo de vídeos Kuaishou, conseguiu vender o equivalente a R$ 257 milhões. Os agricultores, cujo setor foi severamente afetado pela pandemia, encontraram na tecnologia e nas lives, uma forma de vender produtos. Com o auxílio de empresas de ecommerce como Pinduoduo e Alibaba, eles puderam vender frutas e legumes direto para os consumidores. Muitos fazem lives direto das plantações demonstrando a qualidade dos alimentos direto do pé. Prefeitos de cidades foram para a frente das câmeras promover produtos agrícolas de seus municípios. Leia também: Cidade de Guangzhou incentiva influenciadores de e-commerce de lives Por Keila Cândido Com informações de Xinhua News Agency

13 de julho de 2020
China2Brazil
O número de patentes e marcas registradas na China excedeu o registrado antes da pandemia. No primeiro semestre de 2020, a China teve 683 mil pedidos de patentes para invenções e 217 mil patentes autorizadas para invenções. Os dados são da Administração Nacional da Propriedade Intelectual da China. As três principais empresas com o maior número de patentes autorizadas para invenções na China continental são: Huawei (2.772), OPPO (1.925) e BOE (1.432). A Huawei e a OPPO são duas marcas chinesas conhecidas de smartphones, e a BOE é uma empresa de IoT que fornece interface e serviços inteligentes para interação de informações e saúde humana. O aumento pode ser atribuído às medidas ativas adotadas pela Administração Nacional da Propriedade Intelectual, visando expandir o financiamento da propriedade intelectual durante a pandemia. De acordo com a autoridade chinesa, a abordagem de financiamento da garantia de propriedade intelectual incentivou pequenas e médias empresas a obter empréstimos de bancos com ativos intangíveis, ajudando a resolver o problema de escassez de fundos devido à falta de garantias imobiliárias. De acordo com o People's Daily, durante a pandemia, uma empresa de suprimentos médicos de emergência, na cidade de Dongguan, recebeu com sucesso um empréstimo de 15 milhões de yuans (R$ 11,4 milhões) ao prometer 3 patentes de modelo de utilidade, aliviando a pressão operacional da empresa. No primeiro semestre, o montante total de fundos através da garantia de propriedade intelectual foi de 85,3 bilhões de yuans (R$ 65,08 bilhões), aumentando 45% em relação ao ano anterior, com 4.678 projetos no total, um aumento de 52%. Leia também: Reino Unido proíbe tecnologia da Huawei e se associa à OPPO na construção de rede 5G Fonte: Jiemian.com