
17 de julho de 2020
China2Brazil
A maior fabricante de chips da China, a Semiconductor Manufacturing International Corp. (SMIC), foi listada na Bolsa de Valores de Xangai na quinta-feira (16). A empresa levantou 53,2 bilhões de yuans (R $ 40,5 bilhões) no total, com valor de mercado total de 591,75 bilhões de yuans (R$ 450,65 bilhões), marcando a maior estreia no mercado na China em uma década. A SMIC é também a empresa listada com o maior valor de mercado no chamado Conselho de Inovação Científica e Tecnológica da China (STAR Board), que é a "Nasdaq" da China para empresas de tecnologia listadas em bolsa. As ações da SMIC abriram em 95 yuan (R$ 72), subindo até 245,96% no primeiro dia de negociação, e fecharam em 82,92 yuan (R$ 63,14), um aumento de 202%. Os recursos captados provavelmente serão usados para investimento em tecnologia em uma tentativa de alcançar seus dois rivais diretos, o TSMC de Taiwan e a Samsung Electronics da Coréia do Sul. Enquanto isso, à medida que as tensões China-EUA estão aumentando, a SMIC também é vista como ator-chave na ambição da China de impulsionar sua indústria nacional de semicondutores, como uma alavanca para enfrentar os EUA. Sobre a SMIC Fundada em 2000 por Rujing Zhang, a SMIC é conhecida como a maior fabricante de chips por contrato da China, com a mais sofisticada tecnologia de semicondutores. De acordo com a IC Insights, a SMIC ocupa a quarta posição no mundo e a primeira entre as empresas chinesas do continente em termos de receita de vendas da indústria de wafer puro em 2018. Devido às sanções impostas à Huawei no exterior, a SMIC e a Huawei aprimoraram sua colaboração. Em abril deste ano, foi lançado o chip Kirin 710A, projetado pela Huawei e fabricado pela SMIC, conquistando uma certa participação de mercado da TSMC. Atualmente, o Huawei HiSilicon se tornou o maior cliente da SMIC, o que deve ser uma oportunidade para a SMIC expandir ainda mais seu mercado. Fonte: DAMO Finance

17 de julho de 2020
China2Brazil
De acordo com dados do Ministério dos Assuntos Civis da China, a população de adultos solteiros da China atingiu 240 milhões em 2018, dos quais mais de 77 milhões moravam sozinhos. Espera-se que esse número suba para 92 milhões em 2021. Um relatório de pesquisa divulgado pela Zhaopin.com apontou que entre a força de trabalho em 2018, a cidade de Haikou, capital da província de Hainan, tinha a maior proporção de solteiros entre todas as cidades da China, atingindo 87,5%, enquanto as proporções de Pequim, Xangai, Guangzhou e Shenzhen todos excederam 65%. A crescente população solteira impulsionou a “economia individual”, fazendo surgir oportunidades de negócios. Restaurantes, alimentos e bebidas personalizados para uma pessoa, mini eletrodomésticos e produtos para animais de estimação estão se tornando cada vez mais populares. Além disso, de acordo com a Associação da Indústria de Cultura e Entretenimento da China, o tamanho do mercado de mini-karaokê da China aumentou para 6,86 bilhões de yuans (R$ 5,23 bilhões) em 2018, onde os consumidores solteiros representavam 35,6%. Fonte: The Beijing News

17 de julho de 2020
China2Brazil
O secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, anunciou restrições de visto para certos funcionários de empresas de tecnologia chinesas, incluindo a Huawei, na quarta-feira, um dia depois que o Reino Unido baniu a Huawei de sua rede 5G. De acordo com o site oficial da Huawei, a empresa tem mais de 194.000 funcionários em todo o mundo, incluindo aproximadamente 96.000 funcionários de P&D, e opera em 170 países e regiões. Pompeo não especificou a lista de funcionários que receberam restrições de visto, nem revelou os nomes de outras empresas de tecnologia, mas afirmou que o ato está de acordo com a Lei de Imigração e Nacionalidade dos EUA, “um estrangeiro é inadmissível para os Estados Unidos se o Secretário de Estado tiver motivos para acreditar que a entrada do estrangeiro teria consequências potencialmente adversas para a política externa dos Estados Unidos. " Ele enfatizou que os EUA, "como um farol de esperança para os povos oprimidos e uma voz para os silenciados, tem sido especialmente francos sobre os piores abusos de direitos humanos do mundo pelo Partido Comunista Chinês." Ele também acusou a Huawei de ser "um braço do estado de vigilância do PCC que censura dissidentes políticos e permite campos de internação em massa em Xinjiang e a servidão por contrato de sua população enviada para toda a China", onde certos funcionários da Huawei fornecem apoio material a regimes que "estão envolvidos em abusos de direitos humanos globalmente”. É a primeira vez que os Estados Unidos acusam a Huawei de "violações dos direitos humanos". “As empresas de telecomunicações de todo o mundo devem considerar-se avisadas: se estão fazendo negócios com a Huawei, estão fazendo negócios com violadores de direitos humanos”, afirmou Pompeo. O Reino Unido também anunciou, na terça-feira (14), um dia antes deste anúncio, que proibiria a aquisição de equipamentos Huawei 5G a partir de 2021 e eliminaria completamente os produtos 5G da Huawei até 2027. A decisão foi reconhecida por Pompeo e ele até planejou visitas para o Reino Unido e a Dinamarca para a próxima semana, buscando enfatizar ainda mais a ameaça da China. Fonte: U.S. Department of State Fonte da foto: Reuters

17 de julho de 2020
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De acordo com a mídia chinesa, em junho de 2020, os pedidos diários médios da bicicleta elétrica compartilhada da Hellobike foram de cerca de 4 milhões, enquanto os da Didi e da Meituan atingiram cerca de 3 milhões e 1 milhão, respectivamente. Um especialista da indústria revelou que, antes do surgimento da Covid-19, a Hellobike havia ocupado 70% da participação de mercado, mas agora tem menos da metade. Entre as três, a Hellobike foi a primeira a entrar no mercado de compartilhamento de bicicletas elétricas, a partir de 2017, quando a maioria das cidades de primeiro e segundo níveis claramente proibiu ou não incentivou a promoção da bicicleta elétrica. Isso também levou ao lento desenvolvimento do mercado de bicicletas elétricas compartilhadas. Em 2019, apesar de a nova política nacional ter legalizado bicicletas elétricas, a maioria das cidades de primeiro e segundo níveis ainda lhes impunha restrições. Por exemplo, Pequim emitiu um documento em maio de 2020 afirmando que não desenvolveria bicicletas elétricas compartilhadas. Para a maioria das cidades pequenas, apenas uma ou duas marcas poderiam entrar, pois o governo poderia não aprovar as inscrições, ou as empresas teriam muita dificuldade em obter lucros. Portanto, as empresas vêm tentando explorar as oportunidades para colaborar com os governos, competindo para entrar em mais cidades. Hellobike, Didi e Meituan planejam lançar mais de um milhão de bicicletas elétricas este ano no mercado, o que quase atinge o número de toda a indústria nos três anos anteriores. Sobre a Hellobike Fundada em 2016, a Hellobike iniciou seus negócios de compartilhamento de bicicletas nas cidades de nível inferior e se expandiu nos últimos 4 anos, tornando-se a última “sobrevivente” do mercado de compartilhamento de bicicletas. Seu maior acionista é o Ant Financial Service Group, apoiado pela Alibaba. Em julho de 2020, os usuários registrados cumulativos da Hellobike são de aproximadamente 400 milhões, ocupando o primeiro lugar no setor. A Hellobike opera com compartilhamento de bicicletas em mais de 360 cidades, acumulando mais de 23,7 bilhões de quilômetros de uso, enquanto sua operação de bicicletas elétricas já entrou em mais de 260 cidades em todo o país, acumulando mais de 2,149 bilhões de quilômetros de uso. Fonte: Phoenix New Media Fonte da foto: Hellobike

17 de julho de 2020
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Segundo dados da TianYanCha, existem mais de 13.000 empresas relacionadas a cigarros eletrônicos na China. Dessas, 1.800 tiveram registro industrial e comercial cancelados ou revogados. Entre elas, 809 empresas tiveram seus registros cancelados ou revogados após 15 de março de 2019, representando cerca de 44% do total. Em termos de distribuição geográfica, a província de Guangdong possui o maior número de empresas de cigarro eletrônico, com mais de 7.300, representando cerca de 54% do total em todo o país. As províncias de Jiangsu e Zhejiang estão em segundo e terceiro, com cerca de 1.000 empresas. Fonte: 36Kr Fonte da foto: thelocal.es

16 de julho de 2020
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A China considera o empreendedorismo e a inovação os motores para a geração de emprego, especialmente entre os mais jovens. A diretriz foi dada pelo primeiro-ministro Li Keqiang, em uma reunião do Conselho de Estado da China. De acordo com a agência de notícias Xinhua, o país lançará medidas para fomentar o empreendedorismo e a inovação, com foco especial no emprego e na criação de empresas por graduados, populações-chave (que ainda serão especificadas), e trabalhadores migrantes rurais que retornaram às suas cidades. "Precisamos fornecer orientação adequada para os graduados em suas expectativas de emprego e incentivá-los a iniciar seus próprios negócios", afirmou o primeiro-ministro Li. A estratégia de desenvolvimento orientado à inovação e o estímulo às atividades empresariais e inovadoras em toda a sociedade tem como prioridade dar impulso ao mercado, principalmente devido aos impactos causados pelo coronavírus no ambiente de desenvolvimento em 2020. Entre as medidas de estímulo está a destinação de fundos especiais do investimento do governo central para o desenvolvimento de centros de demonstração de empreendedorismo e inovação. Além disso, edifícios de fábricas ociosos e terrenos pouco utilizados serão colocados em uso para inovação. As incubadoras que recebem investimento do governo vão disponibilizar uma parte de seus locais a graduados e trabalhadores migrantes rurais. Empreendedores iniciantes que retornam ou se mudam para o interior poderão receber subsídios pontuais. Algumas áreas receberão incentivo como enfermagem, assistência a idosos, serviços domésticos, turismo e e-commerce, que terão a atenção de empresas, centros de demonstração de empreendedorismo e inovação e as plataformas online. Esses locais irão oferecer treinamento conjunto sobre habilidades empreendedoras para lidar com essas áreas. As instituições financeiras serão incentivadas a fornecer serviços de seguro para o arrendamento financeiro de equipamentos e atividades empresariais. Restrições nos setores em que os fundos de seguros podem ser usados para investimento em ações financeiras serão levantadas, e a transferência de cotas de investimentos em ações e investimentos em capital de risco será testada nos mercados de ações regionais. De acordo com a Xinhua, na reunião, foi falado sobre a importância de intensificar a pesquisa básica em matemática, física, química e biologia e incentivar os adolescentes a aprender e explorar teorias básicas. Fonte: Xinhua News Agency

16 de julho de 2020
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A gigante chinesa de telecomunicações e fabricante de smartphones, Huawei Technologies, anunciou recentemente os resultados operacionais do primeiro semestre de 2020. Os dados mostram que, no primeiro semestre de 2020, a Huawei alcançou uma receita de vendas de 454 bilhões de yuans (R$ 345,22 bilhões), um aumento de 13,1% em relação ao ano anterior, e a margem de lucro líquido aumentou de 8,7% do ano passado para 9,2%. Do ponto de vista do segmento de negócios, a receita dos negócios das operadoras foi de 159,6 bilhões de yuans (R$ 121,36 bilhões), a receita dos negócios das empresas foi de 36,3 bilhões de yuans (R$ 27,60 bilhões) e a receita dos negócios de consumo foi de 255,8 bilhões de yuans (R$ 194,42 bilhões). Comparado com os resultados do primeiro semestre do ano passado, o crescimento dos negócios de operadoras e negócios da empresa da Huawei diminuiu. No primeiro semestre de 2019, a receita da Huawei foi de 146,5 bilhões de yuans (R$ 111,35 bilhões) e a receita de negócios da empresa foi de 31,6 bilhões de yuans (R$ 24,01 bilhões). Alguns analistas disseram que os negócios de operadoras são afetados principalmente pelo progresso de implantação 5G das operadoras globais, enquanto parte dos negócios da empresa é dividida em outros setores, resultando em declínio dos dados. Leia mais: Empresas dos EUA apelam para adiar proibição da Huawei no país Fonte: china-cbn.com

16 de julho de 2020
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A AutoNavi, provedora de serviços de mapeamento, navegação e localização na Web, apoiada pela Alibaba, anunciou o lançamento da função "Mapa da Família”. A função “Mapa da Família” pode não apenas ser usada para compartilhar o local com os membros da família, mas também para obter a localização dos membros familiares em tempo real. Os usuários também podem ativar "lembretes de localização" para os membros da família, definindo uma localização geográfica como o centro, com um raio de 150 metros a 2 quilômetros. Quando a família chega ou sai da “faixa de segurança”, os usuários receberão um lembrete de mensagem. Além isso, números de telefone podem ser adicionados e chamados para emergências. A função também inclui o "histórico do trajeto da família", que pode registrar com precisão onde os membros da família estiveram nas últimas 72 horas. Os regulamentos relevantes deixaram claro que os usuários só podem participar após acordo mútuo. Segundo a AutoNavi, o "Mapa da Família" é voltado principalmente para a população idosa. Um relatório da China Development Foundation previu que até 2022, a população da China com mais de 65 anos representará 14% da população total. Em 2050, a China terá quase 500 milhões de pessoas com mais de 60 anos. Além disso, dados do Escritório Nacional de Estatísticas da China mostram que metade dos idosos vivem em “ninhos vazios”, ou seja, em lares sem os filhos. Os internautas chineses expressaram opiniões diversas sobre a nova função. Alguns o reconheceram como uma função atenciosa, enquanto outros expressaram dúvidas por seus riscos de infringir a privacidade. Leia mais: Consumidores idosos impulsionam e-commerce de alimentos frescos Fonte: Huxiu.com Fonte da foto: AutoNavi

16 de julho de 2020
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O CES Asia (Consumer Electronics Show Asia), anunciou que sua exibição foi oficialmente e permanentemente cancelada. A organizadora, American Consumer Technology Association, declarou que o cancelamento se deve à pandemia do coronavírus, problemas econômicos e sua identidade como organização industrial americana. A entidade informou que concentrará seu trabalho no International Consumer Electronics Show (CES) e atividades e projetos relacionados. O CES Asia era realizado em Xangai todo mês de junho desde 2015, e havia crescido continuamente em escala, com mais de 450 expositores participando em 2019. Fonte: YiMagazine Fonte da foto: Engadget

15 de julho de 2020
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O Escritório Nacional de Estatística da China divulgou que o Produto Interno Bruto (PIB) do país expandiu 3,2% anualmente no segundo trimestre de 2020, ficando em 45,66 trilhões de yuans (cerca de US$ 6,53 trilhões), uma queda de 1,6% em relação ao ano anterior. O resultado mostra a recuperação da economia chinesa depois da queda de 6,8% na comparação anual no primeiro trimestre devido aos impactos do coronavírus. A produção da industrial primária aumentou 0,9% ano a ano. A produção industrial de valor agregado da China aumentou 4,4% ano a ano no segundo trimestre. O índice de produção de serviços da China aumentou 2,3% ano a ano em junho. A taxa de desemprego nas áreas urbanas ficou em 5,7% em junho, uma queda de 0,2 ponto percentual em relação ao mês anterior. Indicadores negativos No setor de serviços e na indústria secundária houve um declínio de 1,6% e 1,9%, respectivamente. De acordo com os dados divulgados, no varejo a notícia não veio tão boa, o que levou a uma queda na Bolsa de Shanghai. As vendas no varejo, um indicador de consumo, caíram 3,9% ano a ano no segundo trimestre. O investimento em ativos fixos caiu 3,1% em relação ao ano anterior no primeiro semestre, diminuindo da queda de 6,3% nos primeiros cinco meses. Durante os três primeiros meses do ano, a economia da China foi afetada pela paralisação de grande parte das fábricas e do setor de serviços, além da queda no consumo e o aumento do desemprego. Para o ano de 2020, o governo chinês decidiu não projetar uma meta de PIB. De acordo com a agência de notícias Xinhua, o presidente Xi Jinping afirmou nesta quarta-feira em resposta a CEOs que "Os fundamentos do sólido crescimento econômico de longo prazo da China não mudaram e não mudarão". Leia mais: Governo chinês apresenta metas econômicas alcançadas em 2019 Fonte: Xinhua News Agency