O grupo Midea anunciou, em 28 de março, a venda total de suas ações da Xiaomi, encerrando um investimento iniciado em 2015. O relatório anual de 2024 revelou que, entre 2020 e 2024, a empresa arrecadou cerca de RMB 2 bilhões com a venda das ações.
Em 2020, a Midea vendeu ações da Xiaomi por RMB 875 milhões. Em 2023, o valor negociado foi de RMB 59,18 milhões. No ano passado, a venda superou RMB 900 milhões, concluindo a saída da empresa do capital da Xiaomi.
O preço das ações da Xiaomi subiu mais de 70% desde o fim de 2024. Segundo Yu Fenghui, consultor do Centro de Pesquisa das 100 Maiores Empresas no mercado de Hong Kong, a venda reflete um ajuste estratégico da Midea. A decisão pode estar relacionada à necessidade de liquidez ou à percepção de que as ações da Xiaomi atingiram um patamar esperado. Além disso, a expansão da Xiaomi no setor de eletrodomésticos a tornou concorrente direta da Midea, o que pode ter motivado a saída para evitar conflitos de interesse.
A Xiaomi tem pressionado fabricantes tradicionais ao oferecer produtos com preços competitivos e conectividade inteligente. Esse movimento acelerou a transformação digital do setor, impulsionando investimentos em casas inteligentes e IoT (Internet das Coisas).
No mercado financeiro, a Xiaomi anunciou em 25 de março a venda de 800 milhões de ações a HK $53,25 cada, um desconto de 6,6% em relação ao fechamento do dia anterior. A empresa pretende levantar HK$42,5 bilhões (cerca de RMB 39,7 bilhões).
Em setembro de 2023, a Midea concluiu sua listagem na Bolsa de Hong Kong, emitindo 566 milhões de ações a HK$ 54,8 cada e arrecadando um total líquido de HK$30,668 bilhões (RMB 28,644 bilhões).
A Midea também firmou uma parceria com a NIO em abril passado para cooperação em componentes automotivos, digitalização e logística inteligente. Já a Xiaomi entregou 136.800 unidades da série SU7 em 2024, com um preço médio de RMB 234.500 por veículo. A empresa projeta alcançar 350.000 unidades entregues em 2025.
Fonte: Guancha.cn