
17 de abril de 2025
China2Brazil
O mercado de veículos elétricos na China começou 2025 com forte aceleração, segundo dados divulgados por entidades do setor automotivo. Impulsionado por novos lançamentos, estratégias agressivas de preços e políticas públicas de incentivo, o segmento de veículos de nova energia, que inclui elétricos puros e híbridos plug-in, alcançou novos patamares no primeiro trimestre do ano e tende a manter a trajetória de crescimento ao longo dos próximos meses. Entre janeiro e março, foram produzidos 3,182 milhões de veículos elétricos no país, com 3,075 milhões de unidades vendidas, segundo a Associação Chinesa da Indústria Automobilística (CAAM). Os números representam altas de 50,4% e 47,1%, respectivamente, na comparação anual. Os carros elétricos já representam 41,2% de todos os automóveis novos vendidos no mercado chinês. A venda de modelos puramente elétricos cresceu 47,7% e a dos híbridos plug-in avançou 46,1% no mesmo período. As exportações também registraram avanço expressivo, com 441 mil veículos elétricos enviados ao exterior — uma alta de 43,9% na comparação com o mesmo trimestre de 2024. Os automóveis de passeio responderam por 419 mil dessas unidades, e os comerciais por 23 mil. Chamam atenção os números dos modelos híbridos plug-in, cujas exportações aumentaram 160%. Já os modelos puramente elétricos tiveram crescimento de 16,7%. O desempenho reforça uma mudança importante no perfil do consumidor chinês. Segundo a Associação do Setor de Varejo Automotivo (CPCA), a produção de carros de passeio elétricos chegou a 2,924 milhões de unidades no trimestre, com vendas ao consumidor de 2,42 milhões — alta de 36,4%. Para Cui Dongshu, secretário-geral da CPCA, os híbridos plug-in passaram a liderar o crescimento do mercado, substituindo os modelos premium de longo alcance como principal força motriz da demanda. Além do aquecimento natural da demanda, políticas públicas têm ajudado a sustentar o fôlego do setor. Desde janeiro, está em vigor uma nova rodada de incentivos para a substituição de veículos antigos por novos modelos. A diretriz, elaborada por oito ministérios chineses, ampliou o alcance da política e melhorou sua execução. Até o dia 10 de abril, o governo havia recebido mais de 2,23 milhões de pedidos de subsídio, sendo 747 mil referentes ao descarte de veículos antigos e 1,485 milhão relacionados à troca por carros novos. O vice-ministro do Comércio, Sheng Qiuping, destacou que, apenas em 2024, esse tipo de substituição movimentou mais de 950 bilhões de yuans em vendas de automóveis, e a expectativa é de crescimento em 2025. O governo também prepara novas ações para fomentar o setor, incluindo subsídios à renovação da frota de ônibus urbanos, incentivos ao uso de veículos elétricos em áreas rurais e expansão da infraestrutura de recarga em cidades de menor porte. Para Wang Qing, vice-diretor do Instituto de Pesquisa Econômica do Conselho de Estado, a atual política tem potencial para estimular a venda de mais de 2 milhões de carros novos apenas em 2025. Segundo ele, a medida deve ter impacto especialmente nas regiões centrais e ocidentais do país, onde o mercado ainda tem espaço para expansão. No plano competitivo, o setor passa por reestruturação. As dez maiores montadoras responderam por 84,4% das vendas de veículos elétricos no primeiro trimestre, consolidando ainda mais o mercado. Empresas como BYD, Geely, XPeng e Leapmotor registraram volumes recordes de vendas. Por outro lado, marcas menores, especialmente aquelas que não produzem suas próprias baterias, enfrentam dificuldades crescentes. O cenário é marcado por margens apertadas. Apesar do crescimento robusto, a rentabilidade das montadoras é pressionada por intensa concorrência. Em contraste, a indústria de baterias de íon-lítio viu seus lucros crescerem 48,5% em 2024, ampliando a pressão por eficiência no setor automotivo. Na avaliação de Wang Qing, com a participação dos elétricos ultrapassando 50% do mercado doméstico, o ritmo de crescimento deverá se moderar naturalmente. O setor automotivo chinês entra, assim, em uma nova fase de ajuste estrutural. Inicialmente, a guerra de preços deve continuar como principal ferramenta de competição entre fabricantes. Mas, à medida que o mercado amadurece, novas demandas, como personalização, experiência do usuário, integração com comunidades e até elementos de identidade cultural — ganharão espaço, permitindo uma maior diversidade de marcas do que na era dos motores a combustão. Tradução: Mei Zhen Li Fonte: Xinhua

17 de abril de 2025
China2Brazil
A cidade de Xangai anunciou nesta quarta-feira (17) um pacote com 26 medidas voltadas ao desenvolvimento da economia privada. As ações foram apresentadas em coletiva de imprensa com a presença do vice-prefeito executivo e membro do Comitê Municipal do Partido, Wu Wei. As medidas fazem parte do documento “Novas Medidas para Promover o Desenvolvimento de Alta Qualidade da Economia Privada na Nova Era e Nova Jornada”, publicado oficialmente após uma conferência no início de abril. Wu Wei destacou que Xangai tem tradição na indústria e no comércio e que a cidade se consolidou como polo de inovação após a abertura econômica. Segundo ele, o governo municipal atua para manter um ambiente de negócios estável, com regras claras e acesso ampliado ao mercado. O pacote se organiza em seis áreas e segue três diretrizes: cumprir orientações do governo central, atender às necessidades das empresas privadas e alinhar políticas públicas ao papel estratégico de Xangai como centro financeiro, comercial, logístico, tecnológico e de governança. Entre as ações previstas estão o reforço das regras de concorrência, a eliminação de barreiras institucionais ao acesso a recursos e mercados, e mais transparência em processos como licitações públicas. O plano também prevê incentivos ao investimento privado em setores como transporte, energia e habitação, além de medidas para ampliar o crédito e estimular o uso de instrumentos financeiros digitais, como blockchain. O combate à inadimplência por parte de órgãos públicos e estatais integra o pacote. A cidade pretende aplicar auditorias e mecanismos de fiscalização para garantir que grandes empresas cumpram prazos de pagamento. Também será criado um sistema legal para mediar disputas contratuais. Na área jurídica, o governo municipal propõe ampliar a proteção às empresas privadas e aos empresários, com foco na contenção de fiscalizações excessivas, redução de punições em casos de infrações leves e agilização de processos relacionados a crimes econômicos. Xangai também vai atuar contra campanhas difamatórias online e fortalecer os direitos das empresas no ambiente digital. No campo da inovação, as medidas incluem apoio à participação de empresas privadas em projetos estratégicos, com acesso a centros de pesquisa, dados públicos e infraestrutura tecnológica. A cidade também incentivará a presença internacional das empresas locais, com apoio à participação em feiras no exterior, investimentos globais e serviços financeiros transfronteiriços. Para executar as ações, o governo municipal vai reforçar os canais de comunicação com o setor privado, agilizar a divulgação de políticas e oferecer apoio técnico. Também prevê o uso de plataformas digitais e serviços diretos para garantir que os incentivos cheguem às empresas. Ao final da coletiva, Wu Wei afirmou que a cidade continuará ouvindo o setor privado, ampliando práticas regulatórias e divulgando exemplos de sucesso empresarial. Fonte: The Paper

17 de abril de 2025
China2Brazil
A 137ª edição da Feira de Cantão foi inaugurada no dia 15 de abril, em Guangzhou, reunindo comerciantes de diversos países. Produtos da indústria manufatureira chinesa ocuparam os pavilhões, com destaque para a nova área de robôs de serviço, que reuniu 46 empresas e exibiu avanços em inteligência artificial, como robôs humanoides e cães-robôs. A área temática, com 4.200 metros quadrados, destacou o foco do país na integração entre tecnologia e produção, reforçando a posição da China como maior potência manufatureira do mundo, um posto que mantém há 15 anos, segundo a Agência Nacional de Estatísticas. PIB cresce 5,4% e indústria impulsiona desempenho no trimestre Dados divulgados, em 16 de abril, apontam que o Produto Interno Bruto da Chin a cresceu 5,4% no primeiro trimestre de 2025 em relação ao mesmo período do ano anterior. O valor totalizou RMB 31,8758 trilhões. Em comparação com o último trimestre de 2024, o crescimento foi de 1,2%. A indústria em escala nacional cresceu 6,5% no período. Dentro desse resultado, a indústria de equipamentos avançados registrou alta de 10,9%, e a manufatura de alta tecnologia subiu 9,7%. Segundo o vice-diretor da Agência Nacional de Estatísticas, Sheng Laiyun, a estrutura industrial completa da China e sua capacidade de integração sustentam o desempenho econômico e protegem o país de riscos externos. Tecnologia, escala e cadeias de suprimento sustentam posição global Para a economista Wan Zhe, professora da Universidade Normal de Pequim, quatro fatores explicam como a China manteve sua posição industrial por 15 anos consecutivos: Sistema produtivo completo e forte capacidade de adaptação diante de riscos externos; Avanços tecnológicos com maior investimento em pesquisa e integração de IA, big data e IoT; Papel central nas cadeias globais de suprimento, sobretudo entre países da Iniciativa Cinturão e Rota; Modernização da indústria com geração de empregos qualificados e valorização da força de trabalho. Além disso, a especialista destaca a transição da China de seguidora para formuladora de regras no comércio internacional, com impacto direto nas normas que regem o mercado global. Fast food vira sala de negócios na Feira de Cantão Durante o evento, um cenário simbólico chamou atenção: o restaurante McDonald’s local ficou lotado por comerciantes estrangeiros, que aproveitaram o espaço para almoçar e negociar ao mesmo tempo. Com mais de cem assentos e dez balcões de atendimento, o local se transformou em ponto informal de negócios. Para Wan Zhe, a cena revela mudanças profundas nas dinâmicas globais. A política tarifária dos Estados Unidos impulsionou a reorganização das cadeias produtivas e acelerou a “desamericanização” do comércio internacional. A economista observa que, enquanto os EUA tentam redefinir regras comerciais por meio de tarifas, a China promove padrões alternativos nas áreas digital, verde e industrial. Para ela, a globalização não desapareceu, ela apenas está sendo redesenhada. Fonte: news.southcn.com

17 de abril de 2025
China2Brazil
O Produto Interno Bruto (PIB) da China cresceu 5,4% no primeiro trimestre de 2025, acima das previsões de bancos de investimento e instituições financeiras internacionais. O desempenho reforçou a posição do país nas cadeias globais de suprimento, mesmo em meio às tensões comerciais provocadas pelas tarifas impostas pelos Estados Unidos. Analistas de diferentes instituições financeiras afirmam que, diante do cenário externo adverso, a China mantém resiliência econômica e segue como elo central nas redes de produção e fornecimento global. A expectativa do mercado é de que o país sustente esse ritmo de crescimento nos próximos trimestres. A gestora de investimentos Invesco, com sede nos Estados Unidos, avaliou que os principais indicadores econômicos da China avançaram no primeiro trimestre, com destaque para exportações e manufatura industrial. “As exportações e a manufatura industrial registraram crescimento expressivo. Os investimentos em infraestrutura permaneceram estáveis. O consumo, baseado nas vendas no varejo, mostrou sinais de estabilização. Mesmo com o aumento dos riscos externos, a perspectiva para 2025 segue positiva”, disse Zhao Yaoting, estrategista-chefe da Invesco para a Ásia-Pacífico , com exceção do Japão. O Barclays Bank também revisou suas projeções após o desempenho do consumo no início do ano. Além disso, a instituição destacou os efeitos das medidas de estímulo adotadas pelo governo chinês. “Os dados superaram nossas estimativas. Relatos do mercado confirmam esse avanço. As políticas de incentivo do governo geraram impacto direto nas vendas”, afirmou Chang Jian, economista-chefe do banco para a China. Já Xing Ziqiang, economista-chefe do Morgan Stanley na China, apontou que o país preserva posição estratégica em setores industriais considerados essenciais. “A China ocupa posição central nas cadeias globais de suprimento. Essa estrutura permite ao país responder com mais eficiência às restrições comerciais e consolidar sua presença na próxima fase da revolução industrial”, declarou. Fonte: jingjiribao.cn

16 de abril de 2025
China2Brazil
Fabricantes de robôs humanoides ganharam visibilidade nos últimos anos com demonstrações de movimentos complexos, mas nos bastidores a cadeia de suprimentos passa por uma transformação. Fornecedores de componentes-chave investem bilhões de RMB, antecipam linhas de produção e aumentam o ritmo de desenvolvimento para garantir espaço no setor. Apesar disso, a comercialização dos robôs avança lentamente. A pressão recai sobre os fornecedores, que enfrentam dificuldades para equilibrar altos custos de pesquisa e desenvolvimento com uma produção limitada e sem escala. Segundo representantes da Unitree , Agibot e Xpeng Robotics, a maioria dos fornecedores ainda está em fase de investimento inicial. Baixo volume e indefinição dos cenários limitam avanço O número total de robôs entregues segue abaixo de mil unidades. As aplicações ainda não foram claramente definidas, o que impõe dois obstáculos principais: o custo elevado dos componentes e a dificuldade de alcançar rentabilidade com produções em pequeno volume. Além disso, o ritmo de desenvolvimento dos componentes ainda impõe restrições ao design dos robôs. Para ganhar vantagem, empresas constroem linhas próprias de usinagem e desenvolvem manufatura voltada para pequenos lotes. No entanto, a colaboração com fabricantes ainda depende da superação de duas barreiras: a falta de clareza sobre os produtos e a ausência de escala comercial. Escassez de componentes sob medida atrasa entregas Durante o Fórum de Aplicações de Tecnologia de Robôs Humanoides 2025 da Gaogong, um fornecedor que já entregou atuadores para empresas como Unitree afirmou que os componentes atuais não atendem com precisão às exigências dos robôs. Em muitos casos, são oferecidas soluções de demonstração com prazos dobrados em relação aos produtos padronizados. A cadeia de suprimentos segue em formação, diferentemente de setores consolidados como o de veículos elétricos . Um fornecedor da Agibot estima que apenas 30% dos produtos entregues hoje são personalizados. Um robô humanoide de 1,3 metros, por exemplo, demanda de 30 a 40 células de bateria. Como esses itens estão no topo da cadeia, empresas como a Unitree compram de terceiros. Liu Xinbo, engenheiro da Jiangsu Tenpower, informou que a empresa vendeu cerca de 1 milhão de células para robôs em 2024 — bem abaixo dos 10 milhões destinados a aspiradores robóticos. Receita com robôs ainda representa fatia pequena A Hengong Precision Equipment registrou RMB 17,52 milhões em receita com peças para robôs humanoides em 2024, o que corresponde a apenas 1,76% do faturamento principal. Outras empresas, como Zhejiang Sanhua Intelligent Controls e Suzhou Xianglou New Material, citam o setor em relatórios, mas não divulgam dados específicos. A baixa participação nas receitas reflete o volume reduzido de vendas. Nos últimos 12 meses, a maioria das fabricantes entregou centenas de robôs. A Fourier Robotics distribuiu mais de 100 unidades do modelo GR-1 até o fim de 2024. A Leju Robotics anunciou 200 entregas em 2025, enquanto a UBTech planeja implantar 20 unidades na Dongfeng Liuzhou Motor ainda no primeiro semestre. Empresas apostam em posicionamento antecipado Com o mercado ainda incerto, fabricantes de componentes optam por se posicionar antes da consolidação da demanda. Um representante da Jiangsu Hengli Precision afirmou que a empresa prioriza pedidos de grandes clientes como Xiaomi e Xpeng para reduzir riscos. A produção de itens como redutores harmônicos (10 cm de diâmetro) ou fusos de esfera (3 cm de espessura) exige investimentos de centenas de milhões de RMB. Yang Chunren, da KOMO Robotics, explica que os custos envolvem aquisição de equipamentos, estrutura fabril, controle de qualidade e pessoal especializado. Em outubro de 2024, a Shanghai Beite Technology anunciou investimento de RMB 1,85 bilhão em uma base de produção de fusos em Kunshan. Em fevereiro de 2025, a Zhejiang XCC Group anunciou RMB 1,5 bilhão para fabricar fusos e rolamentos voltados a robôs humanoides. Falta de definição de produto trava escala Segundo Liu Xinbo, os fornecedores ainda não conseguem desenvolver peças sob medida porque os fabricantes não definiram claramente os cenários de aplicação dos robôs. Sem essas informações, os componentes seguem padronizados, o que limita a adaptação às necessidades reais de uso. A densidade energética das baterias atuais reduz a autonomia dos robôs. Em setores como logística e segurança, isso exige recargas frequentes, comprometendo a eficiência. Além disso, os motores precisam de picos de corrente para movimentos rápidos, o que nem todas as baterias suportam. Liu explica que os fabricantes reconhecem essas limitações, mas, sem um cenário de uso claro, optam por baterias genéricas. Para ele, a customização só se justifica com demanda consistente e definição de aplicação. Sem essas condições, os protótipos não atendem bem aos testes, o que impede a produção em escala. “É um ciclo vicioso que precisa ser quebrado”, afirma. Mercado projeta crescimento até 2030 De acordo com o Livro Azul da Indústria de Robôs Humanoides 2025, publicado pelo instituto GGII, a China entregou cerca de 2.400 robôs humanoides até o fim de 2024, quase todos para empresas. Até 2030, o mercado B2B deve chegar a 144.500 unidades. No B2C, a projeção é de 18.000 unidades. Para atender essa demanda, fornecedores precisam dominar a produção em pequenos lotes e responder rapidamente às mudanças. Yang Chunren acredita que o sucesso depende da colaboração direta com os fabricantes. “Precisamos saber qual a vida útil esperada das peças e o ambiente de uso. Sem essas respostas, não conseguimos ajustar custos nem ampliar a produção.” Ela estima que, antes da produção em massa, até 90% dos componentes passarão por novas iterações. Por isso, considera essencial desenvolver agilidade na produção em pequena escala. “No estágio atual, toda a cadeia precisa colaborar. Com uma definição clara de produto, será possível avançar para a produção em escala e ampliar o uso dos robôs humanoides”, conclui. Fonte: yicai.com

16 de abril de 2025
China2Brazil
O vice-diretor do Departamento Nacional de Estatísticas da China, Sheng Laiyun, afirmou nesta terça-feira (16) que as tarifas impostas pelos Estados Unidos prejudicam a economia global e violam as regras do comércio internacional. A declaração foi feita durante uma coletiva de imprensa promovida pelo Escritório de Informações do Conselho de Estado da China. A China enfrenta uma tarifa de até 245% sobre importações para os Estados Unidos como resultado de ações retaliatórias do governo americano. Segundo Sheng, a China rejeita o protecionismo tarifário e as práticas comerciais adotadas pelos EUA, classificadas por ele como "bullying". Ele afirmou que as medidas americanas afetam não apenas a China, mas também os próprios Estados Unidos , além de comprometerem a ordem econômica internacional e dificultarem a recuperação econômica global. Sheng anunciou que o país adotará contramedidas para proteger seus interesses e defender o sistema multilateral de comércio e as normas da Organização Mundial do Comércio (OMC). Impactos no curto e longo prazo O vice-diretor reconheceu que, no curto prazo, as tarifas impostas pelos EUA pressionam a economia chinesa e o comércio exterior. No entanto, afirmou que essas barreiras não alteram a tendência de crescimento sustentável da China. Segundo ele, o país possui condições para enfrentar desafios externos e cumprir suas metas de desenvolvimento . Sheng apresentou cinco pontos que, segundo ele, explicam essa resiliência: 1. Estrutura econômica e demanda interna A China se consolidou como a segunda maior economia do mundo após mais de 40 anos de reforma e abertura. O país lidera o setor manufatureiro global há 15 anos e mantém um sistema industrial completo. Com uma população superior a 1,4 bilhão de pessoas e um PIB per capita acima de US$ 13 mil, o consumo interno cresce de forma constante, impulsionando o investimento e o comércio doméstico. 2. Diversificação de mercados e exportações A China ampliou suas parcerias comerciais e reduziu a dependência dos EUA. Atualmente, mantém relações comerciais com mais de 150 países e regiões. As exportações para parceiros da Iniciativa Cinturão e Rota cresceram 7,2% no primeiro trimestre de 2025 e já representam mais da metade do comércio exterior chinês. A participação dos EUA nas exportações da China caiu de 19,2% em 2018 para 14,7% em 2024. Apesar das restrições impostas por outros países, as exportações chinesas avançaram 6,9% no primeiro trimestre deste ano. 3. Transição econômica e inovação Desde o 18º Congresso do Partido Comunista, a China prioriza o desenvolvimento de alta qualidade. A economia passou a ser impulsionada pela demanda interna e pela inovação. Mais de 80% do crescimento nos últimos cinco anos veio do mercado interno . Em 2023, a “nova economia” respondeu por cerca de 18% do PIB, e a economia digital, por 10%. 4. Experiência em gestão de crises e políticas públicas O país já enfrentou a crise financeira asiática, a crise global de 2008, tensões comerciais com os EUA e os efeitos da pandemia de COVID-19. Sheng destacou que o governo chinês adotou políticas fiscais mais ativas e uma política monetária moderadamente flexível. Os efeitos dessas medidas já aparecem nos dados do primeiro trimestre, e novas ações serão implementadas conforme o cenário exigir. 5. Governança centralizada e mobilização social A liderança do presidente Xi Jinping e do Comitê Central do Partido Comunista permite a mobilização rápida de recursos diante de crises. Sheng também destacou o papel das empresas e da população, que segundo ele, contribuem de forma decisiva para enfrentar riscos e manter a estabilidade econômica. Ao final, Sheng afirmou que o governo chinês mantém confiança nas perspectivas de crescimento e na trajetória de longo prazo da economia nacional. Fonte: thepaper.cn

16 de abril de 2025
China2Brazil
Na China, cães-robôs começam a dividir espaço com animais de estimação em locais públicos. Vídeos com esses dispositivos viralizaram nas redes sociais, evidenciando uma mudança no comportamento urbano. Um clipe popular mostra uma mulher passeando com um cão robótico pelas ruas de Xangai, enquanto outro registra um robô carregando um filhote real nas costas, em Chengdu. Essas cenas ganharam repercussão nas redes sociais chinesas, com milhões de visualizações e comentários que comparam as imagens à ficção científica. Os cães robóticos utilizam inteligência artificial para identificar o ambiente e caminhar com estabilidade. O modelo Go2, da startup chinesa Unitree Robotics, já vendeu mais de 3 mil unidades na loja oficial da empresa no Taobao, principal plataforma de e-commerce da China. O uso desses dispositivos se estende além da esfera doméstica. Em Chongqing, cães robóticos participaram de uma maratona ao lado de 35 mil corredores e realizaram uma apresentação da dança do leão. Em Zhejiang, um robô apareceu no palco durante um espetáculo da Ópera Wu, no papel de um cão celestial da mitologia chinesa . Segundo a organização da ópera, os robôs devem receber novos figurinos e movimentos acrobáticos nas próximas apresentações. Robôs assumem funções em serviços públicos e assistência a idosos A robótica também já está presente em serviços públicos e áreas de saúde. Em Hangzhou, um cão robótico atua como cuidador em uma casa de repouso. Ele entrega medicamentos, transporta objetos e acompanha os idosos durante as caminhadas. Na província de Shandong, robôs são usados no transporte de cargas em trilhas montanhosas e na remoção de resíduos. Em Qingdao, dois cães robóticos com alcance de 15 quilômetros foram integrados ao corpo de bombeiros para operações de busca e resgate. Em Pequim, a zona de desenvolvimento econômico estreou robôs em rotas de patrulha, atraindo a atenção de moradores e turistas. Mercado de cães robóticos cresce na China Segundo dados da consultoria GGII, o mercado chinês de robôs quadrúpedes movimentou cerca de 468 milhões de yuans (aproximadamente 64,9 milhões de dólares) em 2023. A projeção indica crescimento para 4,8 bilhões de yuans até 2030, com forte demanda doméstica. Diante dessa expansão, o governo chinês incluiu a robótica inteligente entre as prioridades industriais. O plano oficial prevê o estímulo à aplicação de modelos de IA em larga escala, incluindo o desenvolvimento de veículos conectados, computadores, smartphones e robôs inteligentes. Robótica e IA abrem novas frentes de inovação O mercado de robôs quadrúpedes na China movimentou cerca de 468 milhões de yuans (aproximadamente 64,9 milhões de dólares) em 2023, segundo levantamento da consultoria GGII. A previsão é que o setor alcance 4,8 bilhões de yuans até 2030. Diante desse cenário, o governo chinês anunciou medidas para fortalecer a indústria. O relatório de trabalho mais recente prevê o apoio à aplicação de modelos de IA em larga escala, além do desenvolvimento de terminais e equipamentos inteligentes, como veículos elétricos conectados, telefones, computadores e robôs. Fonte: Xinhua

16 de abril de 2025
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Pesquisadores chineses desenvolveram um dispositivo vestível com inteligência artificial (IA) para auxiliar na locomoção de pessoas cegas. O estudo foi publicado no periódico Nature Machine Intelligence. O dispositivo combina sinais visuais, auditivos e táteis. Com base em algoritmos de IA , o sistema escaneia o ambiente e envia comandos ao usuário sempre que detecta obstáculos. As instruções orientam movimentos, manipulação de objetos e outras tarefas visuais. O sistema conta com uma câmera que registra o ambiente. A IA processa as imagens, identifica obstáculos e alvos relevantes e, em seguida, transmite instruções por meio de fones de ouvido de condução óssea e adesivos eletrônicos instalados no pulso. Além disso, os sinais direcionam o usuário a seguir, virar ou ajustar a rota até alcançar o destino. O projeto é liderado por Gu Leilei, professor associado da Universidade Jiao Tong de Xangai. A equipe inclui cientistas da Universidade Fudan, Universidade de Ciência e Tecnologia de Hong Kong, Universidade Normal do Leste da China e outras instituições. Testes com robôs humanoides e pessoas com deficiência visual, realizados em ambientes virtuais e reais, mostraram ganhos na precisão da navegação. Os participantes conseguiram atravessar labirintos, circular por salas desorganizadas e realizar tarefas de apreensão de objetos com maior controle. Fonte: Xinhua

16 de abril de 2025
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A BYD deve apresentar em breve um novo carro elétrico esportivo da Denza, sua marca de luxo. Imagens não oficiais divulgadas nas redes sociais mostram um cupê com duas portas, quatro lugares e dimensões próximas às do Porsche 911. O modelo pode ser uma versão de produção do conceito Super 9 , revelado anteriormente pela submarca Fang Cheng Bao. A expectativa é que o veículo seja lançado oficialmente no Salão do Automóvel de Xangai. A proposta difere do conceito original: oferecer desempenho de supercarro por um preço mais acessível, com foco no público do Xiaomi SU7 Ultra. Segundo informações da plataforma 36Kr, a Denza deve lançar duas versões do carro: uma com teto rígido e outra conversível. Especulações apontam para um motor duplo com potência combinada de até 1.190 kW (cerca de 1.300 cavalos). O valor supera concorrentes com três motores, como o HiPhi A. O preço estimado é de 420 mil yuans, cerca de R$280 mil. O principal concorrente no segmento é o SU7 Ultra, da Xiaomi, que domina a faixa de elétricos de alto desempenho abaixo dos 60 mil dólares. O modelo custa aproximadamente 52 mil dólares (R$ 320 mil) e aposta em marketing e tecnologia para atrair consumidores. A BYD, com maior controle sobre sua cadeia produtiva, pretende entregar mais potência por um valor menor. A estratégia da BYD com o novo Denza vai além do volume de vendas. A presença de um esportivo no portfólio busca fortalecer a imagem da marca e atrair compradores para outros modelos, como a minivan D9 e o SUV N9. Nos bastidores, a direção da BYD já indica um caminho definido: transformar a Denza em referência de “tecnologia luxuosa”. O recém-lançado N9 segue essa linha, com direção semiautônoma, suspensão adaptativa e recursos de conectividade. Se o novo esportivo cumprir essa proposta, a Denza pode conquistar espaço entre marcas tradicionais como Audi e Mercedes-Benz . Para a BYD, o modelo representa mais do que um lançamento: é um passo para consolidar sua presença no mercado de alto desempenho com preços competitivos. Fonte: 36Kr Tradução: Mei Zhen Li

15 de abril de 2025
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O governo chinês lançou o "Ano da Gestão do Peso Corporal". A campanha tem como objetivo promover a conscientização sobre saúde metabólica e incentivar hábitos alimentares e físicos mais equilibrados. A iniciativa surge em resposta ao aumento das taxas de excesso de peso entre a população adulta e à expectativa de crescimento de um setor econômico que pode ultrapassar trilhões de yuans. Segundo o Relatório sobre a Situação Nutricional e das Doenças Crônicas da População Chinesa (2020), em 2018, 34,3% dos adultos estavam com sobrepeso e 16,4% eram obesos. A tendência de crescimento preocupa. As Diretrizes para a Gestão de Peso Corporal (2024) apontam que, se não houver controle efetivo, até 2030 as taxas poderão atingir 70,5% entre adultos e 31,8% entre crianças. Em áreas rurais, a previsão é que os índices ultrapassem os das zonas urbanas. A obesidade está associada a doenças como hipertensão, diabetes, colesterol alto e problemas cardiovasculares e cerebrovasculares. O aumento da prevalência afeta diretamente a expectativa de vida da população e pressiona o sistema de saúde. Por isso, o governo defende ações coordenadas para reduzir o peso corporal em todo o país. O esforço de saúde pública movimenta um mercado de emagrecimento em expansão. A alimentação saudável representa uma das frentes desse crescimento. A China já é o terceiro maior mercado global de produtos orgânicos, com vendas que superaram RMB 100 bilhões em 2023. Alimentos como abacate, quinoa, grão-de-bico, couve e peixes de águas profundas ganharam espaço na preferência do consumidor. As projeções indicam que, até 2025, o mercado de alimentos leves deve ultrapassar RMB 200 bilhões. Já o segmento de substitutos alimentares pode alcançar RMB 350 bilhões até 2027. Somados, os dois setores movimentam atualmente mais de RMB 100 bilhões. O setor de atividade física também acompanha esse avanço. Em 2023, a indústria esportiva chinesa gerou RMB 3,67 trilhões em produção total, com valor agregado de RMB 1,49 trilhão – equivalente a 1,15% do PIB. Os serviços esportivos responderam por 72,7% desse valor. Ainda segundo dados oficiais, a China conta com mais de 1,575 milhão de empresas ativas ligadas ao setor de fitness. Outra frente do mercado envolve medicamentos e suplementos para controle de peso. Analistas projetam que o setor global pode atingir US$ 100 bilhões. Na China, o mercado de medicamentos para emagrecimento deve ultrapassar US$ 14,9 bilhões até 2030. A entrada de empresas nacionais confirma o interesse crescente nesse segmento. O avanço do mercado de emagrecimento na China também cria novas vagas. Dados públicos indicam escassez de profissionais como gestores de peso e de saúde, o que abre oportunidades no setor. Fonte: news.china.com.cn