
15 de julho de 2025
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O Banco Popular da China (PBoC) injetou RMB 1,4 trilhão no sistema bancário , em 15 de julho, por meio de uma operação de recompra definitiva, repetindo a estratégia adotada em junho. A medida busca manter a liquidez em níveis considerados suficientes, segundo comunicado oficial. A operação foi conduzida por leilão de taxa fixa e quantidade determinada, com múltiplos preços vencedores. Do total, RMB 800 bilhões têm prazo de 91 dias e RMB 600 bilhões vencem em 182 dias. Ao longo de julho, vencem cerca de RMB 1,2 trilhão em operações anteriores. Com o novo aporte, o PBoC promoveu uma injeção líquida de RMB 200 bilhões no sistema financeiro, mesmo volume registrado em junho, quando o banco central realizou duas operações semelhantes. Ainda no dia 15, o PBoC também conduziu uma recompra reversa de 7 dias no valor de RMB 342,5 bilhões, com taxa de juros mantida em 1,40%. Durante coletiva em 14 de julho, o vice-presidente do PBoC, Zou Lan, afirmou que a autoridade monetária seguirá com uma política moderadamente expansionista. Ele destacou a intenção de calibrar o ritmo e a intensidade das medidas, garantindo que a expansão do crédito e da base monetária acompanhe as metas de crescimento econômico e controle de preços. Fonte: news.cn

14 de julho de 2025
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A Offshore Oil Engineering da China concluiu, em 13 de julho, o envio de 24 âncoras de sucção fabricadas em sua base em Zhuhai, na província de Guangdong. Os equipamentos serão utilizados na segunda fase do campo petrolífero de Mero, no pré-sal brasileiro. Com profundidade operacional de até 2.000 metros, o campo de Mero é considerado um dos maiores projetos em águas ultraprofundas do mundo. A entrega reforça a presença da China na cadeia global de fornecimento de tecnologia para a indústria offshore. As âncoras de sucção funcionam com base em pressão negativa, fixando-se no leito marinho para garantir a estabilidade de estruturas submarinas. Esse tipo de equipamento é amplamente utilizado em operações de petróleo, gás e energia eólica no mar, devido à possibilidade de reutilização e à capacidade de suportar grandes cargas. No caso do campo Mero, cada âncora tem até 21 metros de altura, 8 metros de diâmetro e paredes com apenas 25 milímetros de espessura. A dimensão e o perfil estrutural das peças impuseram desafios técnicos durante o processo de fabricação. O fornecimento ao Brasil marca mais uma exportação da engenharia chinesa em equipamentos para exploração energética em águas profundas. Fonte: news.cn

14 de julho de 2025
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A Conferência Ministerial do Diálogo Global entre Civilizações foi encerrada em Pequim no dia 11 de julho, após dois dias de encontros entre mais de 600 representantes de cerca de 140 países e regiões. O evento discutiu estratégias para ampliar o intercâmbio entre civilizações e reforçar a cooperação internacional em um cenário de instabilidade global. Na carta enviada à conferência, o presidente da China, Xi Jinping, defendeu o fortalecimento do diálogo civilizacional com base na igualdade, troca mútua, inclusão e respeito. Afirmou ainda que a China pretende cooperar com outros países para criar uma rede global voltada à promoção da paz e ao avanço do desenvolvimento humano. Plataforma para o diálogo global A conferência resultou na Declaração de Pequim e na divulgação de 110 ações concretas. Entre elas estão a criação de um Instituto Global de Pesquisa sobre Civilizações, o lançamento de um Fundo de Intercâmbio Civilizacional e a realização de 50 projetos culturais em países em desenvolvimento, além de 200 cursos e seminários ao longo dos próximos cinco anos. Ex-líderes políticos presentes destacaram o papel da China na construção de uma nova abordagem para as relações internacionais. Hifikepunye Pohamba, ex-presidente da Namíbia, afirmou que o mundo vive uma encruzilhada e que o evento oferece uma oportunidade de debater soluções mais equilibradas e cooperativas. Já Yukio Hatoyama, ex-primeiro-ministro do Japão, destacou a influência de Xi Jinping na promoção da civilização com base na sabedoria oriental. A ex-presidente da Indonésia, Megawati Sukarnoputri, classificou a iniciativa como essencial para fomentar uma governança mais justa. O egípcio Essam Sharaf, ex-primeiro-ministro, avaliou que as propostas chinesas respondem aos desafios contemporâneos e demonstram compreensão sobre o futuro comum da humanidade. Cooperação com países em desenvolvimento A China também apresentou projetos práticos que envolvem cooperação com países do Sul Global. O secretário permanente do Ministério das Relações Exteriores do Lesoto, Lejaha, afirmou durante um fórum paralelo que o desenvolvimento sustentável depende da colaboração internacional e não de estratégias isoladas. No caso do Lesoto, a parceria com a China trouxe resultados nas áreas de agricultura, educação e tecnologia, impulsionada por plataformas como o Fórum de Cooperação China-África e a Iniciativa Cinturão e Rota. Antes da conferência, os participantes visitaram fábricas, centros agrícolas e museus, observando de perto iniciativas como a cooperação sino-cazaque em tecnologia verde e o projeto agrícola "Corredor Arroz e Peixe", realizado em parceria com o Camboja. Encontro destaca resistência ao hegemonismo Durante a conferência, Ammar Bayati, vice-secretário-geral do Partido Comunista do Iraque, pediu o fortalecimento do entendimento entre civilizações e criticou interferências externas. Segundo ele, a proposta da China contribui para um sistema internacional mais equilibrado. Rashid Alimov, ex-secretário-geral da Organização de Cooperação de Xangai (OCX), também participou do encontro. Ele destacou que a OCX reúne países com contextos culturais diversos e que o diálogo promovido pela organização serve como exemplo para outras iniciativas multilaterais. A atuação da China em fóruns como OCX, BRICS e China-Ásia Central tem priorizado o intercâmbio cultural como instrumento de governança global. A estratégia inclui a promoção dos chamados "Espírito de Xangai", "Espírito dos BRICS" e "Espírito da China-Ásia Central", conceitos que expressam uma visão de colaboração baseada na diversidade cultural. Valores comuns e governança global Ao longo do evento, o presidente Xi Jinping reiterou a defesa de valores universais como paz, desenvolvimento, equidade, justiça, democracia e liberdade. Para ele, esses princípios devem orientar os esforços multilaterais e a construção de um futuro compartilhado. Ismaïl Debeche, presidente da Associação de Amizade Argélia-China, afirmou que a valorização da diversidade e do respeito entre culturas pode ajudar países a superarem diferenças. Xing Sowann, editor-chefe da revista Contemporary World no Camboja, reforçou que a convivência pacífica entre nações exige cooperação, igualdade e busca conjunta por soluções. Próximos passos A China anunciou que continuará promovendo plataformas de diálogo civilizacional e ampliando sua participação em mecanismos multilaterais. Segundo o governo chinês, a proposta é contribuir para um sistema internacional mais representativo, apoiado na cooperação e no respeito mútuo. O país também afirmou que pretende aprofundar parcerias com países em desenvolvimento por meio de projetos conjuntos, capacitação técnica e intercâmbio cultural. Fonte: southcn.com

14 de julho de 2025
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A China superou, pela primeira vez, a marca de RMB 13 trilhões em exportações no primeiro semestre de 2025. O dado foi divulgado nesta segunda-feira (14) por Wang Lingjun, vice-diretor da Administração Geral das Alfândegas, durante coletiva promovida pelo Escritório de Informação do Conselho de Estado. O valor representa um crescimento de 7,2% em relação ao mesmo período do ano anterior, apesar das pressões externas. O setor automotivo continua entre os principais responsáveis por esse desempenho. Segundo a Associação Chinesa da Indústria Automobilística (CAAM), o país exportou 3,083 milhões de veículos de janeiro a junho deste ano, alta de 10,4% na comparação anual. Durante o Fórum Automotivo da China 2025, realizado em 12 de julho, o especialista Wu Songquan, do Centro de Pesquisa Estratégica e de Políticas da Indústria Automotiva, projetou que as exportações de veículos podem atingir o pico durante o 15º Plano Quinquenal . Ele também apontou que a produção local em mercados externos deve ganhar força como tendência. Desde 2021, as exportações de veículos chineses cresceram de forma contínua. O país enviou 2,01 milhões de unidades ao exterior naquele ano, 3,11 milhões em 2022, 4,91 milhões em 2023 e 5,86 milhões em 2024. Os veículos de nova energia (NEVs) lideram esse avanço. No primeiro semestre de 2025, a China exportou 1,06 milhão de NEVs, sendo 1,011 milhão de passeio, o que representa aumento de 71,3% na comparação com o mesmo período de 2024. Segundo relatório da Zhineng Auto, o crescimento geral das exportações desacelerou, mas a estrutura da indústria passou por mudanças. As vendas externas de veículos de passeio chegaram a 2,581 milhões de unidades, enquanto as comerciais totalizaram 502 mil. Os veículos a combustão somaram 2,023 milhões, enquanto os NEVs chegaram a 1,06 milhão, com avanços nos modelos elétricos e híbridos plug-in. As montadoras chinesas também ampliaram investimentos em canais de distribuição e estratégias de marca no exterior. A expansão nos segmentos A, B e SUVs reflete essa mudança. O aumento da eficiência industrial e o avanço na automação da produção têm ampliado a competitividade dos veículos chineses nos mercados internacionais. O setor aponta que o crescimento das exportações de carros de passeio indica mudança no perfil da demanda. A lógica de grandes encomendas corporativas tem cedido espaço ao consumo individual, o que exige maior desempenho, reputação de marca e suporte pós-venda. Os híbridos plug-in vêm ganhando espaço. De janeiro a junho deste ano, a China exportou 670 mil veículos elétricos a bateria (BEVs), aumento de 40,2%, e 390 mil híbridos plug-in (PHEVs), alta de 210% em relação ao primeiro semestre de 2024. Segundo Cui Dongshu, secretário-geral da Associação Chinesa de Veículos de Passageiros (CPCA), o mercado global passa por uma “reorganização elétrica”. A União Europeia impôs restrições aos veículos 100% elétricos, mas os híbridos plug-in continuam sujeitos à tarifa padrão de 10%, o que abriu uma brecha estratégica para fabricantes chineses. Na Europa, as vendas de veículos chineses cresceram 78% no primeiro trimestre de 2025, alcançando 148 mil unidades, de acordo com a consultoria Dataforce. A participação de mercado subiu de 2,5% para 4,5%. Os híbridos plug-in lideraram a alta, com crescimento de 368% no período. Cui afirma que os híbridos chineses oferecem vantagem de custo em relação aos modelos europeus, devido à cadeia produtiva consolidada e menores custos de sistema híbrido. Ele também destaca que, em mercados como Sudeste Asiático e Oriente Médio, há incentivos estatais para eletrificação e metas de transição verde até 2030, o que favorece os modelos chineses com bom custo-benefício. A BYD, por exemplo, aumentou em 307% suas exportações em 2023, com 45% dos veículos vendidos na categoria híbrido plug-in. A Geely, após adquirir a malaia Proton, elevou a fatia de mercado da marca de 10% para 18% em seis meses, com a tecnologia Thor Hi·X. Já a Great Wall instalou uma fábrica de híbridos na Tailândia com capacidade anual de 150 mil unidades, voltada ao Sudeste Asiático. As maiores exportadoras chinesas de veículos no primeiro semestre de 2025, segundo a Associação Chinesa da Indústria Automobilística, foram: Chery: 548 mil unidades (+3,1%); BYD: 472 mil (+130%); SAIC: 438 mil; Changan: 299 mil; Geely: 236 mil. Fonte: Yicai.com

11 de julho de 2025
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A COSCO Shipping Specialized Carriers assinou acordos de cooperação estratégica com o terminal Sepetiba e com o operador TVV, do Porto de Vitória, para fortalecer sua atuação nos principais portos da costa leste da América do Sul. Os acordos foram celebrados, em 7 de julho, no Rio de Janeiro, durante a 17ª Cúpula de Chefes de Estado dos BRICS. Com isso, a companhia chinesa avança na consolidação de uma rede logística regional, baseada em dois portos estratégicos no Brasil. Segundo a COSCO Shipping, as parcerias envolvem a integração de soluções logísticas da empresa com a infraestrutura portuária dos países do bloco. A empresa planeja combinar recursos de frota e terminais para ampliar serviços de rota, marketing conjunto e a cadeia de suprimentos. O objetivo é criar um ecossistema logístico integrado, com centros regionais e produtos de rota de padrão internacional. Atualmente, o Porto de Sepetiba já opera como hub da COSCO Shipping na América do Sul, com cerca de 8 a 10 escalas mensais. A companhia informou que, em parceria com os operadores locais, pretende desenvolver pátios de armazenagem e serviços de transporte rodoviário, além de implementar soluções de desova, armazenagem e transbordo de contêineres com veículos comerciais. A iniciativa deve apoiar a exportação de veículos elétricos chineses ao Brasil. As empresas também planejam adotar um modelo de operação para cargas pesadas com embarque e desembarque em um único porto, aproveitando o serviço expresso BRICS semanal ao longo da costa leste sul-americana. No Porto de Vitória, a COSCO Shipping e o terminal TVV estabeleceram uma linha direta semanal entre China e Brasil. Trata-se da única rota marítima direta entre os dois países com destino a Vitória, sem necessidade de transbordo. Desde a criação da rota, mais de 100 mil veículos elétricos foram transportados da China para o Brasil. Fonte: Sohu.com

11 de julho de 2025
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As autoridades de Pequim divulgaram, em 11 de julho, um plano para acelerar o desenvolvimento da pesquisa científica baseada em inteligência artificial (IA) entre 2025 e 2027. A iniciativa reúne a Comissão Municipal de Ciência e Tecnologia, a Comissão Municipal de Desenvolvimento e Reforma, a Secretaria Municipal de Economia e Tecnologia da Informação e o Governo Popular do Distrito de Haidian. O plano define quatro frentes prioritárias como o avanço em tecnologias-chave, ampliação da infraestrutura, aplicação em setores estratégicos e criação de um ecossistema de inovação. As autoridades estabeleceram 17 tarefas, entre elas a pesquisa teórica em inteligência científica, desenvolvimento de um modelo fundamental científico multidisciplinar, criação de ferramentas inteligentes de simulação para cálculos científicos e implantação de uma plataforma aberta de dados científicos. Até 2027, Pequim pretende concluir o desenvolvimento do modelo fundamental multidisciplinar, estruturar ao menos 10 bancos de dados científicos qualificados e alcançar uma base de 10 milhões de usuários. O plano também prevê a aplicação da tecnologia em cinco áreas e a consolidação de ao menos oito casos de uso com potencial de replicação. Outro objetivo é montar uma plataforma de serviços de inovação, fomentar a formação de profissionais com perfis interdisciplinares e estruturar uma base industrial com atuação internacional em inteligência científica. Dados do Beijing Evening News apontam que a capital já desenvolveu o primeiro modelo atômico de grande escala do mundo, com cobertura de mais de 90 elementos. A ferramenta se destaca pela estabilidade e capacidade preditiva, sendo aplicada em áreas como ligas metálicas, moléculas bioativas, semicondutores e supercondutores de alta temperatura. Segundo os pesquisadores, o modelo reduziu em até 90% o custo computacional de dados e elevou a precisão dos resultados. Além disso, Pequim estruturou o primeiro laboratório científico com IA voltado para todo o ciclo de pesquisa, da leitura de referências ao experimento final, incluindo cálculo e colaboração multidisciplinar. A plataforma, batizada de Estação Espacial Científica Bohrium, está em operação em mais de 40 universidades, centros de pesquisa e empresas chinesas. Atualmente, conta com 900 mil usuários cadastrados. Fonte: ithome.com

11 de julho de 2025
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A China criticou a decisão dos Estados Unidos de impor tarifas elevadas sobre produtos brasileiros. Durante coletiva de imprensa, em 11 de julho, a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Mao Ning, afirmou que medidas desse tipo ferem normas internacionais e podem ser interpretadas como tentativas de interferência política. A reação de Pequim ocorre após o governo norte-americano anunciar que, a partir de 1º de agosto, aplicará tarifas de até 50% sobre produtos brasileiros. Segundo autoridades dos EUA, a medida responde a alegadas distorções no comércio bilateral e a episódios de “perseguição política” no Brasil. Questionada sobre o tema, Mao Ning declarou que “a igualdade soberana e a não interferência nos assuntos internos são princípios importantes da Carta das Nações Unidas e normas fundamentais das relações internacionais”. Para ela, tarifas não devem ser usadas como instrumentos de coerção ou intimidação. A medida anunciada por Washington pode gerar efeitos bilionários na economia brasileira. Em 2024, o Brasil exportou US$40,4 bilhões para os Estados Unidos, o que correspondeu a 12% do total das exportações do país. Produtos como petróleo e derivados lideram a pauta de vendas aos norte-americanos e, no ano anterior, representaram cerca de US$7,5 bilhões, o equivalente a 18% do total embarcado aos EUA. Com a aplicação das novas tarifas, setores estratégicos da economia brasileira podem enfrentar perda de competitividade, além de incertezas nas relações comerciais entre os dois países. A manifestação da China reforça o desconforto de outras potências com o uso de barreiras tarifárias como instrumento de pressão externa. Fonte: news.cn

10 de julho de 2025
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A administração Trump enfrenta críticas crescentes diante da iminente aplicação de novas tarifas sobre navios estrangeiros que transportam automóveis aos Estados Unidos. Fabricantes de veículos afirmam que a medida elevará custos para os consumidores americanos e pressionam por uma reavaliação. O Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR) encerrou recentemente o período de consulta pública sobre a proposta. No total, 68 partes interessadas enviaram comentários, incluindo o governo da Coreia do Sul. Entre os críticos estão o Conselho Mundial de Navegação, a Ford e a Caterpillar, que alertaram para os impactos negativos das tarifas sobre o setor. Segundo a Alliance for American Manufacturing, mesmo com a tarifa reduzida para US$14 por tonelada líquida, o custo por navio pode alcançar US$600 mil. Profissionais do setor de logística ouvidos pelo portal chinês, Yicai Global, afirmam que a medida deverá elevar os preços ao consumidor, já que os custos operacionais devem ser repassados à cadeia. Primeira fase começa em outubro O plano tarifário foi anunciado em abril. A primeira fase entra em vigor em 14 de outubro, com a introdução da chamada “tarifa de serviço marítimo” para navios estrangeiros que transportam veículos. Inicialmente, o USTR propôs uma cobrança de US$150 por unidade equivalente de automóvel (CEU). Após pressões, a base de cálculo foi alterada para tonelagem líquida, com valor fixado em US$14 por tonelada. A indústria considera a mudança insuficiente. Em comunicado, Joe Kramek, CEO do World Shipping Council, afirmou que as tarifas têm efeito retroativo, são ilimitadas e não atacam os comportamentos que o governo busca corrigir. O CEO da Wallenius Wilhelmsen, Lasse Kristoffersen, também se manifestou contra a medida. Segundo ele, a nova regulamentação compromete a competitividade das exportações americanas e cria obstáculos logísticos relevantes para as empresas que operam nos portos do país. Capacidade limitada e pressões do setor Em sua contribuição ao USTR, o grupo Autos Drive America destacou que a indústria naval dos EUA levará anos para entregar uma frota de navios capaz de atender à demanda. Sem embarcações alternativas, a tarifa não alcançará seu objetivo de incentivo à construção naval doméstica. A Ford afirmou que a cobrança indistinta da tarifa, independentemente da propriedade do navio, impõe um ônus desproporcional às montadoras americanas. A Caterpillar alertou que menos navios poderão optar por atracar nos EUA, reduzindo opções logísticas e aumentando custos. A Federação Nacional do Varejo dos EUA também criticou a medida, destacando que os custos serão repassados aos donos de carga, importadores e exportadores. Já a Associação Americana das Autoridades Portuárias (AAPA), que representa 81 portos públicos do país, afirmou que os estaleiros dos EUA não têm capacidade para expandir rapidamente a oferta de navios, dificultando a substituição dos atuais operadores estrangeiros. Fontes do setor de logística afirmam que empresas aguardam definições antes de adaptar suas rotas. A substituição do transporte marítimo por rotas terrestres via Canadá e México seria limitada e mais onerosa. Coreia do Sul pede isenção O governo sul-coreano solicitou formalmente ao USTR a exclusão do país da nova taxa. Segundo comunicado enviado pelos ministérios da Indústria e da Pesca, a tarifa prejudicaria empresas como Hyundai, Kia e a transportadora Hyundai Glovis, afetando tanto a Coreia quanto os EUA. O documento afirma que a medida representa um ônus adicional às indústrias dos dois países, podendo comprometer a parceria comercial. As autoridades coreanas pedem que a taxa seja revista e limitada a cinco cobranças por navio por ano, já que as embarcações costumam operar com múltiplas escalas ao longo do ano. O governo também destacou que Hyundai e Kia cumpriram compromissos de investimento durante o primeiro mandato de Trump e anunciaram US$21 bilhões em novos aportes. A Coreia defende que os EUA ajustem a proposta para evitar danos ao setor industrial de aliados estratégicos. Fonte: yicai.com

10 de julho de 2025
China2Brazil
A China expandiu o serviço de entrega de refeições a bordo dos trens-bala por meio da plataforma 12306. Passageiros podem fazer pedidos via aplicativo ou QR code instalado nos assentos, com entrega realizada na parada seguinte do trem em mais de 90 estações. Implantado em 2017, o sistema integra restaurantes locais aos centros de distribuição operados pelas administrações ferroviárias. A região de Wuhan, por exemplo, concentra quatro centros nas estações de Wuhan, Hankou, Wuchang e Xiangyang Leste, com média diária de 1.750 entregas. Em Jinan Oeste, o volume anual ultrapassou 1 milhão de refeições. Durante o Ano Novo Chinês de 2025 , Zhengzhou Leste atingiu mais de 9 mil entregas em um único dia. A operação ocorre em ciclo fechado: o passageiro faz o pedido com uma hora de antecedência, o restaurante prepara a refeição, e o entregador leva o pedido até o vagão na plataforma. O sistema sincroniza informações em tempo real, como horário do trem, número do vagão e item solicitado. Além de refeições convencionais, os cardápios incluem pratos regionais. Em Wuhan, há opções como panqueca de três sabores e macarrão quente; em Nanjing Sul, bolinhos de carne com macarrão de arroz; e em Xi’an Norte, o tradicional pão recheado. A integração logística permite que o passageiro experimente pratos típicos sem sair do trem. [caption id="attachment_24725" align="alignnone" width="800"] Fonte da imagem: Liang Xu/ Xinhua[/caption] O modelo substitui as marmitas padronizadas e lanches vendidos nos corredores dos vagões. A modernização acompanha outras melhorias no sistema ferroviário chinês. Desde julho, 72 linhas operam com bilhetes flexíveis e por número de viagens. O QR code já é aceito em todos os trens-bala. Estações com transferência rápida somam 120, e os vagões silenciosos estão disponíveis em 92 rotas. A ampliação do serviço de bordo faz parte da estratégia de transformar estações em centros integrados de transporte e consumo. O setor ferroviário busca adaptar sua infraestrutura às novas demandas de mobilidade e conveniência dos passageiros. Fonte: news.china.com.cn

10 de julho de 2025
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A Universidade de Tecnologia de Harbin (Harbin Institute of Technology – HIT) anunciou a carta de admissão dos calouros de 2025 junto com o lançamento do projeto “Plano de Sonhos no Espaço dos Pequenos Satélites da HIT”, que levará os nomes dos novos estudantes ao espaço. De acordo com informações oficiais, a carta contém uma mensagem assinada por Han Jiecai, reitor da HIT e acadêmico da Academia Chinesa de Ciências. A mensagem foi impressa em uma placa produzida com o mesmo material de proteção térmica usado na nave Mengzhou e na cápsula de retorno da sonda Tianwen-2. Esse novo material, desenvolvido pela Escola de Astronáutica da HIT em parceria com a Fábrica de Satélites de Pequim, combina camadas nano, micro e macro, o que permite fabricação integrada e maior eficiência. Em comparação com os compostos térmicos anteriores, a nova estrutura reduz o peso em mais de 30% e multiplica a eficiência térmica por quase três. O material suporta temperaturas acima de 3.000 °C e foi projetado para resistir às condições da reentrada na atmosfera em velocidade orbital. Em 2020, a tecnologia foi listada entre os “Dez Maiores Avanços Científicos das Universidades Chinesas”. Além da carta, os estudantes recebem acesso ao “Plano de Sonhos no Espaço”, que permite escrever mensagens personalizadas por meio de um QR code. Essas mensagens, junto com os nomes dos calouros, serão gravadas em materiais ultraleves e enviados ao espaço no próximo satélite da universidade. A HIT já lançou 36 pequenos satélites e segue como uma das instituições de ensino superior mais ativas no setor aeroespacial da China. Fonte: ithome.com