
18 de julho de 2025
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Sete órgãos do governo central da China emitiram recentemente um comunicado conjunto com 12 medidas voltadas a incentivar o reinvestimento de empresas com capital estrangeiro no país . A iniciativa busca ampliar a entrada e retenção desses recursos, aumentar a eficiência do processo e melhorar a qualidade do investimento. O documento, intitulado “Comunicado sobre a Implementação de Algumas Medidas para Incentivar o Reinvestimento de Empresas com Investimento Estrangeiro no Território Chinês”, foi assinado pela Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma (CNDR), Ministério das Finanças, Ministério dos Recursos Naturais, Ministério do Comércio, Banco Popular da China, Administração Estatal de Tributação e Administração Estatal de Câmbio. As diretrizes abrangem a simplificação de trâmites para abertura de novas empresas por meio de reinvestimento, facilitação no uso de moeda estrangeira, ampliação dos canais de financiamento e revisão nos produtos e serviços financeiros oferecidos. Além disso, propõem ajustes na política fundiária e maior integração entre os órgãos para compartilhamento de dados e monitoramento das ações. Segundo a CNDR, a proposta responde às novas demandas do setor, mapeadas por meio de consultas a especialistas e pesquisas locais. O órgão também afirmou que vai coordenar ações com governos locais, estimular a formulação de planos regionais e acompanhar a implementação das medidas. A vice-diretora do Departamento de Investimento Estrangeiro da CNDR, Jing Qin, informou que a força-tarefa para grandes projetos estrangeiros continuará atuando e que um novo lote de projetos será anunciado. Entre as ações previstas estão a abertura de canais preferenciais para iniciativas com perfil estratégico e a publicação de uma nova edição do Catálogo de Indústrias com Investimento Estrangeiro Incentivado, com foco em setores como manufatura avançada, serviços modernos, alta tecnologia e sustentabilidade. As regiões central, ocidental e nordeste do país também receberão prioridade. Especialistas do Instituto de Pesquisa de Economia Externa da Academia de Pesquisa Macroeconômica da China afirmaram que o pacote fortalece a capacidade da China de atrair, manter e qualificar os investimentos estrangeiros. Yuan Shenglong, chefe da Seção Geral do instituto, avaliou que o comunicado contribui para a modernização da política industrial chinesa ao direcionar capital externo para setores de maior valor agregado. Yuan também destacou que a facilitação do reinvestimento de lucros em moeda estrangeira e a ampliação dos serviços financeiros às multinacionais podem ampliar os fluxos de capital interno e externo. Segundo ele, essas mudanças elevam a previsibilidade e a atratividade do ambiente de negócios para o investidor estrangeiro. O comunicado se alinha às diretrizes do relatório de trabalho do governo chinês de 2025 e às decisões do Comitê Central do Partido Comunista, que têm enfatizado a necessidade de expandir a abertura econômica do país. Fonte: stdaily.com

18 de julho de 2025
China2Brazil
Entre os dias 16 e 20 de julho, a 3ª Exposição Internacional da Cadeia de Suprimentos da China (CISCE, na sigla em inglês), reúne expositores de diversos setores industriais e apresenta uma grande variedade de soluções em manufatura inteligente, com foco em robótica, inteligência artificial e automação. Na área dedicada à Cadeia de Tecnologia Digital, os robôs humanóides concentram grande parte da atenção do público. O espaço exibe uma cadeia industrial completa, do desenvolvimento de componentes à integração de sistemas, conectando os elos upstream, midstream e downstream da produção de robôs. Zeng Yongxiang, gerente de projetos da Hubei Kofon Transmission Equipment, explica que a empresa, fundada em 2010, mantém como uma de suas frentes principais o desenvolvimento de redutores e sistemas de transmissão articulados voltados à articulação de robôs humanóides. No estande da NVIDIA, um “cachorro robô” em formato de leão chama atenção dos visitantes. A empresa participa da CISCE pela primeira vez e apresenta soluções baseadas em inteligência artificial em colaboração com parceiros do setor. Segundo Li Yuqian, responsável pela área de robótica da NVIDIA na China, a plataforma aberta da companhia permite acelerar o desenvolvimento de robôs com atributos de IA. “Utilizamos simulação e aprendizado por reforço para facilitar o processo de criação”, afirma. Na área voltada à Cadeia de Manufatura Avançada, os expositores apresentam sistemas focados em eficiência energética e automação de processos. A Honeywell Building Technologies divulgou um novo módulo para gestão inteligente de edifícios. De acordo com Cheng Wei, diretor de vendas da divisão para a Grande China, a solução busca otimizar o uso de equipamentos prediais e reduzir o consumo de energia. A feira também funciona como palco para lançamentos. Mais de 100 novos produtos e soluções são apresentados pela primeira vez, o que representa um aumento de cerca de 10% em relação à edição anterior. Sven Otten, gerente geral da Tuenkers (Jiangsu) Automation Technology, avalia que a adoção de novas tecnologias tende a transformar processos produtivos, especialmente na indústria automotiva. “A IA e a robótica estão reformulando a lógica de produção”, diz. Fonte: news.cn

17 de julho de 2025
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Entre os dias 15 e 17 de julho, o Rio de Janeiro sediou o Fórum de Alto Nível dos Think Tanks e Mídias dos BRICS. Durante o encontro, realizado com a presença de representantes de 36 países, foi apresentada a “Iniciativa de Cooperação e Desenvolvimento em Inteligência Artificial dos Laboratórios de Ideias e Mídias dos BRICS ”, com foco no uso conjunto da tecnologia por países do Sul Global. O documento, divulgado em 16 de julho, propõe que os membros do grupo atuem de forma coordenada no desenvolvimento da inteligência artificial, com base em princípios como igualdade, abertura e colaboração. O objetivo é aplicar a tecnologia à produção jornalística e à pesquisa estratégica, respeitando as particularidades regionais. Mais de 250 representantes de mídias, think tanks, governos, empresas e organizações multilaterais participaram dos debates, que abordaram temas como a formulação de normas técnicas, governança de IA e cooperação internacional . A pauta central do fórum foi “Construindo juntos o futuro dos BRICS, escrevendo um novo capítulo para o Sul Global”. Entre os principais consensos firmados na iniciativa, estão: Unificar esforços para definir um novo modelo de comunicação internacional; Estabelecer um ecossistema colaborativo entre indústrias do setor; Criar sistemas compartilhados de produção e disseminação de conhecimento com apoio da inteligência artificial. Os participantes ressaltaram que, embora a IA represente oportunidades para a digitalização do Sul Global, também impõe riscos relacionados à concentração de tecnologia e controle de dados. Nesse cenário, os BRICS defendem uma agenda comum com foco em pesquisa conjunta, definição de padrões e governança compartilhada. A iniciativa pretende fortalecer a articulação entre mídias e think tanks dos países-membros, com o objetivo de ampliar a cooperação informacional e construir narrativas próprias, alinhadas às prioridades do Sul Global. O grupo propõe que essa coordenação seja a base para ampliar o acesso equitativo aos benefícios da inteligência artificial e influenciar a reconfiguração da ordem internacional. Fonte: news.china.com.cn

17 de julho de 2025
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Em 16 de julho, teve início a terceira edição da Exposição Internacional da Cadeia de Suprimentos da China (CISCE), evento voltado à integração industrial e à colaboração entre empresas globais. A Apple participou da feira ao lado de três fornecedores chineses, Sunwoda, Shandong Innovation e JUSTECH, e apresentou projetos em manufatura inteligente, sustentabilidade e capacitação de funcionários. Segundo a Apple, mais de 80% dos seus 200 principais fornecedores mantêm operações industriais na China. Esses parceiros produzem dispositivos como iPhone , iPad, Mac, AirPods, Apple Watch e o Apple Vision Pro. Em 2021, quando a empresa participou da primeira edição do evento, 151 fornecedores já operam fábricas no país. Cui Yushan, vice-presidente de Compras e Gestão de Operações da Apple na Ásia, afirmou ao jornal The Paper que o lançamento de produtos como o Vision Pro e os novos modelos de iPhone aumentou a complexidade das etapas de fabricação. Segundo ela, isso elevou os requisitos técnicos da cadeia de suprimentos e abriu novas oportunidades para o setor industrial. Na área de manufatura inteligente, Cui destacou os avanços em automação, digitalização e produção flexível. De acordo com a executiva, a Apple e seus fornecedores utilizam dados em larga escala e modelos de inteligência artificial para monitorar e ajustar parâmetros da produção em tempo real. Algumas empresas também implementaram a tecnologia de gêmeos digitais, que permite simular ambientes produtivos e identificar falhas remotamente. Ela também citou a substituição de componentes importados por soluções desenvolvidas localmente. A JUSTECH, por exemplo, exibiu um braço robótico com integração vertical e peças produzidas na China, incluindo sistema de visão e software. Já a Shandong Innovation apresentou uma tecnologia para separar plástico e alumínio durante o processo de reciclagem, com aplicação direta em escala industrial. Nos últimos cinco anos, a Apple investiu mais de US$20 bilhões em projetos de manufatura inteligente e sustentável na China. Durante a exposição, a Sunwoda apresentou uma linha de transporte por levitação magnética projetada internamente. O sistema aumentou a velocidade de movimentação, a precisão de posicionamento e a reutilização de equipamentos, em comparação com tecnologias convencionais. A empresa também demonstrou uma fábrica digital de baterias de lítio baseada em gêmeos digitais, com recursos de monitoramento em tempo real, diagnóstico remoto e otimização adaptativa. A JUSTECH levou à feira um equipamento de montagem de micro anéis tipo “O”, que utiliza controle de alta precisão e sistemas automatizados para atender aos padrões de vedação exigidos nos produtos da Apple. Outro destaque foi o braço robótico APE, que também substitui importações e é fabricado com componentes locais. Na área ambiental, a Shandong Innovation desenvolve alumínio reciclado usado nas partes internas e externas dos dispositivos Apple. Em parceria com a empresa, criou equipamentos para separação de alumínio e plástico, além de tecnologias para purificação de materiais reaproveitados. Esse processo permitiu a produção do primeiro Mac Mini com pegada de carbono neutra. A Apple afirmou que prioriza a construção de uma cadeia de suprimentos circular. A estratégia inclui a reutilização de materiais provenientes de produtos descartados e resíduos industriais, reduzindo a necessidade de extração de matérias-primas e promovendo economia de energia. Em 2024, 24% dos materiais usados nos produtos da marca têm origem reciclada ou renovável. A previsão é que, até o fim do ano, 100% do cobalto utilizado nas baterias seja reciclado. No iPhone 16, as baterias já contêm 100% de cobalto e mais de 95% de lítio provenientes de fontes recicladas. A Sunwoda atua como parceira nesse processo. Cui Yushan afirmou que a manufatura inteligente chinesa está entre as mais avançadas globalmente. Para ela, a produção de dispositivos como Vision Pro e iPhone no país confirma a capacidade técnica da indústria local. Ge Yue, vice-presidente da Apple e diretora-geral para a Grande China, ressaltou a importância da qualificação profissional em um cenário de crescente digitalização. Segundo ela, a Apple oferece treinamentos para funcionários de fornecedores, com foco em automação, programação, gestão e saúde. Ge concluiu que a Apple continuará expandindo sua presença na China, por meio de investimentos, inovação e parcerias com fornecedores locais. Fonte: The Paper

17 de julho de 2025
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Em 16 de julho, a China inaugurou seu primeiro túnel de vento dedicado à pesquisa aerodinâmica de veículos voadores de baixa altitude. A estrutura foi instalada no Instituto de Ciência e Tecnologia Aeroespacial de Guangdong (Guangtianyuan) e atende à demanda por testes desde a fase laboratorial até simulações em cenários reais. A iniciativa integra a estratégia de fortalecimento da economia de baixa altitude na região da Grande Baía Guangdong-Hong Kong-Macau . Túneis de vento simulam o fluxo de ar em condições controladas, permitindo a análise de parâmetros técnicos de aeronaves de forma mais econômica e rápida do que testes em campo aberto. De acordo com Sun Liangbao, responsável técnico pelo projeto, o equipamento fixa a aeronave e direciona o ar ao seu redor, reproduzindo as condições reais de voo e aferindo variáveis críticas, como a resistência a ventos fortes. O novo túnel combina características tradicionais com sistemas de teste do tipo “muro de vento”, voltados para drones. É o primeiro do país com capacidade de 4,5 metros específico para veículos de baixa altitude. Segundo o instituto, a estrutura oferece testes mais ágeis para empresas locais, reduzindo o tempo médio de experimentação e validação para cerca de três a quatro meses. O modelo também contribui para a redução dos custos de pesquisa e desenvolvimento e para o avanço da aplicação comercial dessas tecnologias. No mesmo dia, entrou em operação um centro de testes para sistemas autônomos em todo o espaço aéreo. A estrutura conta com áreas físicas e digitais. A parte física cobre 33 km² e inclui zonas de decolagem e pouso vertical, pista de rolagem, rede integrada de comunicação, sensores 5G-A e radares de medição de vento. A área digital dispõe de plataforma de design colaborativo, centro de supercomputação, gêmeos digitais e sistema de gestão de operações autônomas. Mais de dez instituições, entre elas a Alfândega de Shenzhen, a XPENG AEROHT e a CVC Testing Technology, já solicitaram o uso da infraestrutura para testes. O instituto também planeja lançar a plataforma de compartilhamento de dados “Bay Area No. 1” e ampliar parcerias com universidades, centros de pesquisa e empresas para desenvolver tecnologias-chave e padronizar os testes voltados a veículos voadores de baixa altitude. Fonte: proapi.jingjiribao.cn

16 de julho de 2025
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A BYD anunciou nesta terça-feira, 16 de julho, a entrega do navio de transporte de veículos “Zhengzhou”. A embarcação é o sétimo ro-ro (roll-on/roll-off) da chamada “frota de exportação” da montadora e reforça sua capacidade logística no comércio exterior. Fabricado pelo estaleiro Guangzhou Shipyard International, o navio leva o nome de uma das nove principais bases produtivas da BYD na China. Com 199,9 metros de comprimento e 38 metros de largura, o “Zhengzhou” transporta até 7.000 veículos e utiliza propulsão dual movida a GNL (gás natural liquefeito) , gerador de eixo com ímã permanente e sistemas de economia de energia. A frota marítima da empresa já inclui os navios Explorer No. 1 (4.000 veículos), Changzhou, Hefei, Shenzhen, Xi’an, Changsha (cada um com 9.200 veículos) e agora o Zhengzhou. O oitavo navio, “Jinan”, deve ser entregue entre agosto e setembro. Com a nova embarcação, a BYD avança no plano de operar até 2026 uma frota de 8 navios ro-ro, com capacidade total de exportação superior a 1 milhão de veículos por ano. Fonte: ithome.com

16 de julho de 2025
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O CEO da NVIDIA, Jensen Huang, participou pela primeira vez de um evento promovido oficialmente pelo governo chinês. Durante a cerimônia de abertura da 3ª Exposição Internacional da Cadeia de Suprimentos (China International Supply Chain Expo), Huang usou um traje tradicional chinês (Tangzhuang). A apresentação marcou a estreia da NVIDIA diante da cadeia de suprimentos chinesa. “A escala aqui é imensa. A atmosfera reflete a confiança da China na inovação”, afirmou. “A NVIDIA está criando um novo mundo e reinventando diversas indústrias.” Durante a fala, Huang classificou a cadeia de suprimentos da China como um “milagre”. Segundo ele, em dez anos, fábricas serão movidas por software e inteligência artificial, com robôs e humanos atuando lado a lado na produção de bens inteligentes. “Esse avanço vai gerar novas oportunidades para o ecossistema chinês”, disse. Fundada em 1993 como uma startup de chips para jogos, a NVIDIA se consolidou como fornecedora de infraestrutura essencial para aplicações de IA. A empresa mantém parcerias com grupos chineses como Tencent, NetEase e miHoYo no setor de games. Nos anos 2000, a NVIDIA iniciou sua transição com o lançamento da plataforma CUDA, que transformou as GPUs em motores de computação de uso geral. Em 2016, a companhia entregou à OpenAI, então uma empresa pouco conhecida, o primeiro supercomputador de IA do mundo, o DGX. Segundo Huang, o avanço em IA promovido pela NVIDIA multiplicou por 100 o poder computacional, superando em velocidade a Lei de Moore. A empresa combinou chips, redes, sistemas e algoritmos para alcançar esse resultado. Atualmente, as tecnologias da NVIDIA impulsionam empresas chinesas como WeChat (Tencent), Taobao (Alibaba), TikTok (ByteDance), Baidu, Xiaomi e Meituan. Além disso, têm impacto em setores como saúde, transporte e energia. “A IA já transforma o diagnóstico de doenças e acelera a modernização da saúde global”, afirmou. Huang também destacou a atuação dos mais de 1,5 milhão de desenvolvedores chineses que usam a plataforma da empresa. Ele mencionou nomes como DeepSeek, MiniMax, Baidu, Alibaba e Tencent como líderes no desenvolvimento de IA de código aberto. “O código aberto permite a participação global e ajuda a estabelecer padrões e mecanismos de segurança”, disse. A NVIDIA hoje opera no centro da transformação das cadeias de suprimentos por meio da IA. De acordo com Huang, centenas de projetos chineses já utilizam o Omniverse, plataforma digital da empresa, aplicada em fábricas inteligentes, armazéns e veículos autônomos. “A próxima onda da IA será a robótica, com sistemas capazes de compreender o mundo físico, raciocinar e executar tarefas”, concluiu. Fonte: yicai.com

16 de julho de 2025
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A China intensificou políticas públicas, investimentos e projetos-piloto em cidades como Pequim, Xangai e Shenzhen, buscando estruturar uma cadeia produtiva nacional para o avanço da economia de baixa altitude. A estratégia inclui desde o desenvolvimento de veículos aéreos elétricos de decolagem e pouso vertical (eVTOLs) até a ampliação da infraestrutura e a reforma da gestão do espaço aéreo. Corrida global pela economia de baixa altitude Países como Estados Unidos, Alemanha, Reino Unido, Japão e Brasil também avançam na exploração do espaço aéreo de baixa altitude. Segundo a consultoria Roland Berger, esse mercado deve ultrapassar RMB 60 trilhões até 2050. A previsão é que 2025 marque o início da comercialização em larga escala dos eVTOLs e do transporte aéreo urbano (UAM). Empresas como Boeing, Airbus, Joby e Lilium lideram o desenvolvimento de aeronaves nesse segmento. Os governos atuam com políticas coordenadas, promovem a certificação de novas tecnologias e incentivam a integração entre setores civil e militar. China acelera investimentos e amplia participação no setor Em 2023, a economia chinesa de baixa altitude cresceu 33,8% em relação ao ano anterior. A fabricação de aeronaves e os serviços operacionais representaram 55% da atividade econômica, enquanto a cadeia de suprimentos, consumo e transporte respondeu por cerca de 40%. Infraestrutura e serviços de apoio ainda possuem espaço para expansão. Estudos de mercado apontam que o setor pode movimentar mais de RMB 6 trilhões até 2035. O número de empresas registradas e o total de aeronaves em operação aumentam de forma constante, puxados pelo crescimento da aviação geral. Políticas nacionais estruturam ambiente para inovação O governo chinês implementou marcos regulatórios e políticas de estímulo. Entre eles está o “Parecer sobre a reforma da gestão do espaço aéreo de baixa altitude” e, desde março de 2024, o setor passou a integrar o Relatório de Trabalho do Governo como área estratégica. Essas políticas priorizam a abertura do espaço aéreo e a padronização dos drones. Shenzhen, por exemplo, consolidou uma cadeia produtiva de drones com empresas como DJI e Fengyi Technology. Pequim aposta em pesquisa e desenvolvimento para se posicionar como polo nacional de inovação. Já Xangai concentra startups de eVTOLs, com destaque para AGILE ROBOTICS, TCab Tech, Volant e Vertaxi. Chengdu lidera o uso de drones industriais e pleiteia a gestão autônoma do espaço aéreo abaixo de 600 metros. Fonte: news.cn

15 de julho de 2025
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Entre janeiro e junho, a produção automotiva na China alcançou 15,621 milhões de unidades, e as vendas somaram 15,653 milhões, aumento superior a 10% em relação ao mesmo período de 2024. Os veículos de nova energia (NEVs) totalizaram 6,937 milhões de unidades, alta de 40,3%, o que corresponde a 44,3% do total comercializado. Em junho, a taxa de penetração dos NEVs subiu para 45,8%. As exportações somaram 3,083 milhões de veículos (+10,4%), sendo 1,06 milhão de NEVs (+75,2%). Esses números colocam a China em posição de liderança global nas exportações do setor. BYD lidera em vendas A BYD vendeu 2,146 milhões de veículos no semestre (+33,04%), dos quais 470 mil foram exportados, número superior ao total de 2024. A nova fábrica no Brasil ampliou a atuação da empresa na América Latina. O Grupo SAIC ficou em segundo lugar, com 2,053 milhões de unidades, sendo 63,5% de marcas chinesas e 646 mil NEVs. A Geely Holding atingiu 1,931 milhão de veículos (+30%), com 1,001 milhão de NEVs (+73%), superando 50% de participação nesse segmento pela primeira vez. A marca ultrapassou a FAW-Volkswagen e entrou no top 3. Foi também a única entre as oito maiores montadoras a atingir mais de 50% da meta anual (52%), e elevou seu objetivo para o ano de 2,71 para 3 milhões de unidades. Entre as novas montadoras, a Leapmotor liderou com 221.700 unidades (+156%). A XPeng superou em seis meses o total de vendas de 2024, com 197 mil unidades. A Xiaomi alcançou mais de 150 mil unidades vendidas, e o modelo YU7 recebeu 240 mil pedidos em 18 horas. Já a NIO (114.200) e a GAC Aion (queda de 14,2%) enfrentaram retração. Marcas estrangeiras reagem com mais autonomia nas joint ventures As marcas chinesas responderam por 1,34 milhão de veículos vendidos no varejo em junho (+30%), com participação de 64,2% no mercado, crescimento de 5,6 pontos percentuais. No semestre, a fatia chegou a 64%. Após queda leve em abril e maio, montadoras estrangeiras retomaram espaço com ajustes em produtos e estratégias. Modelos como o Nissan N7 e o Toyota bZ3X ilustram essa mudança: são desenvolvidos sob liderança de unidades chinesas, em colaboração com empresas locais de tecnologia. Setor projeta estabilização de preços e foco em eficiência no segundo semestre A partir de junho, as montadoras anunciaram que passarão a pagar fornecedores em até 60 dias. Em 9 de julho, o Ministério da Indústria e Tecnologia da Informação lançou um canal para denúncias sobre práticas abusivas. A medida reforça a aplicação das novas regras de pagamento e visa conter a concorrência predatória. Para o segundo semestre, a expectativa é de estabilização nos preços e equilíbrio na produção. A queda no diferencial entre depósitos e empréstimos reduziu os subsídios de financiamento automotivo, o que pressionou as margens das concessionárias. O governo intensificou a fiscalização sobre tecnologias críticas, como baterias e direção autônoma. Em julho, começa a distribuição do terceiro lote de subsídios do programa de renovação da frota, sinalizando uma transição do foco em volume para qualidade e eficiência. A Associação de Varejo de Veículos de Passageiros da China (CPCA) projeta que as vendas de NEVs no atacado ultrapassem 15,73 milhões de unidades em 2025, com taxa de penetração superior a 60%. Fonte: southcn.com

15 de julho de 2025
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A China lançou, em 15 de julho, a espaçonave de carga Tianzhou-9 a partir do centro espacial de Wenchang. O foguete Longa Marcha-7 Y10 levou a nave ao espaço, que se acoplou automaticamente ao módulo central Tianhe da estação espacial chinesa às 8h52. Desenvolvida pelo Instituto de Tecnologia Espacial da China (CAST), subordinado à Corporação de Ciência e Tecnologia Aeroespacial da China (CASC), a série Tianzhou transporta suprimentos, propelente e resíduos da estação, que são eliminados na reentrada atmosférica. A Tianzhou-9 é a quarta nave da série fabricada para a fase de aplicação e desenvolvimento da estação e fornecerá recursos para as missões tripuladas Shenzhou-20 e Shenzhou-21. Tianzhou-9 leva 6,5 toneladas de carga e estabelece novo recorde A missão transportou cerca de 6,5 toneladas de carga, incluindo alimentos, propelente e equipamentos científicos, a maior carga útil já levada por uma nave logística da estação. Entre os itens embarcados, estão duas novas roupas extraveiculares. De acordo com o Centro de Pesquisa e Treinamento de Astronautas da China, os trajes passaram por atualizações que aumentam sua durabilidade de três para quatro anos ou de 15 para 20 caminhadas espaciais. O cardápio dos astronautas também foi expandido. A missão levou aproximadamente 30 novos pratos, totalizando mais de 190 tipos de alimentos, o que estende o ciclo alimentar de sete para dez dias. Novos equipamentos de exercícios e materiais para pesquisas em medicina espacial também foram incluídos. Missão leva quase 800 kg de material científico A Tianzhou-9 carregou 776,5 kg de materiais para 23 experimentos científicos, em áreas como biotecnologia, ciência de materiais, física de fluidos e combustão em microgravidade. A carga também incluiu dois dispositivos voltados para testes de tecnologias espaciais que visam melhorar a eficiência das futuras missões. Novo padrão de acoplamento em 3 horas A nave completou o acoplamento com a estação em três horas, repetindo o padrão das missões Tianzhou-7 e Tianzhou-8. Esse novo método substitui o modelo anterior de 6,5 horas e oferece uma alternativa técnica mais estável do que a acoplagem ultrarrápida de duas horas, exigindo menos dos sistemas de orientação e controle. Durante a manobra, a Tianzhou-9 enfrentou dois desafios inéditos: realizou o acoplamento em nova altitude orbital e sob ângulo solar diferente dos anteriores. Para reduzir os riscos, a equipe executou simulações e análises de dados para validar a robustez dos sistemas em condições variáveis. Nave permanece em prontidão para emergências A equipe finalizou a Tianzhou-9 antes mesmo do lançamento da Tianzhou-8. A nave permaneceu em prontidão por três meses, com capacidade de lançamento emergencial. A próxima nave da série também já está pronta como reserva. A estratégia busca garantir resposta rápida e ampliar a segurança operacional da estação espacial chinesa . Fonte: stdaily.com