4 de março de 2023
Os dois primeiros novos fundos de investimento imobiliário (REITs) de energia aprovados na China levantaram um total de mais de 10 bilhões de yuans (US$ 1,5 bilhão). Eles são um projeto REIT (Real Estate Investment Trust) de energia eólica iniciado pelo State Power Investment com a China Securities como gerente de fundos e consultor financeiro e um projeto REIT de energia solar pela Beijing Energy International Holdings, de acordo com os websites da China Securities Regulatory Commission e da Bolsa de Valores de Xangai. De acordo com analistas do setor, os ativos de geração de eletricidade dos dois projetos oferecem um novo e viável caminho de securitização de ativos que serve como uma boa demonstração e lidera o caminho. Os ativos subjacentes do REIT do State Power Investment são projetos offshore em Yancheng, conhecidos como “a primeira cidade de energia eólica offshore da China”. Seu valor de avaliação é de quase 7,2 bilhões de yuans (US$ 1 bilhão). O projeto tem uma capacidade total instalada de 500 megawatts. Ele forneceu 1,2 bilhão de quilowatts-hora de eletricidade à rede todos os anos nos últimos três anos, o suficiente para atender às necessidades anuais de 600.000 residências de três membros e reduzir as emissões de dióxido de carbono em cerca de 810.000 toneladas. Os ativos subjacentes do REIT da Beijing Energy International são uma estação de energia solar de 300 MW em Yulin, província de Shaanxi, e uma estação de 100 MW em Suizhou, província de Hubei. Eles estão localizados na Bacia do Rio Amarelo e no Cinturão Econômico do Rio Yangtze, duas importantes áreas estratégicas nacionais. As usinas de energia solar estão operando há mais de três anos, com uma capacidade de geração anual de 576 milhões de kWh, o que corresponde a uma receita de mais de 400 milhões de yuans (US$ 58 milhões) por ano. Os dois projetos podem economizar 175.600 toneladas de carvão padrão, cortar 479.100 toneladas de dióxido de carbono e reduzir as emissões de muitas substâncias nocivas, tais como dióxido de enxofre e óxidos de nitrogênio, em comparação com a geração de energia térmica. O escopo piloto dos REITs será ampliado ainda mais para cobrir campos de infraestrutura, tais como nova energia, conservação de água e nova infraestrutura, o mais rápido possível, disse Li Chao, vice-presidente do órgão regulador de títulos. Fonte: CN STOCK
16 de fevereiro de 2023
Os ganhos dos produtores de ferro e aço da China caíram no ano passado devido a uma queda na demanda dos incorporadores imobiliários em meio à queda do mercado imobiliário do país. Os lucros dos principais membros da China Iron and Steel Association caíram 72% para 98,2 bilhões de yuans (US$ 14,3 bilhões) em 2022, em relação ao ano anterior, conforme mostram os dados. A receita operacional caiu 6,4% para 6,6 trilhões de yuans (US$ 964 bilhões). A demanda de aço foi fraca, especialmente por parte dos construtores de casas, que normalmente utilizam cerca de 30% da produção total de aço da China, resultando em perdas desde julho passado. A indústria do aço provavelmente se recuperou este ano, disse Wang Guoqing, diretor do Lange Steel Information Research Center, à mídia local. As políticas governamentais serão implementadas para aumentar os investimentos em infraestrutura e fabricação e aumentar a demanda por aço, acrescentou Wang. Várias siderúrgicas listadas também relataram perdas para o ano passado, como a usina siderúrgica Anyang Iron & Steel, com sede na província de Henan, que transformou um lucro líquido de 1 bilhão de yuans em 2021, em um prejuízo líquido de 3,3 bilhões de yuans em 2022. Chongqing Iron & Steel, a maior siderúrgica do sudoeste da China, previu um prejuízo de cerca de 1 bilhão de yuans para 2022, contra um lucro de 2,3 bilhões de yuans no ano anterior, disse no mês passado. A China continuará com os esforços para avançar com as fusões e reorganizações das empresas siderúrgicas para formar uma indústria mais concentrada e reduzir as flutuações de preços causadas pela concorrência, ajudando as empresas a obter lucros estáveis, disse Wang. As 10 maiores siderúrgicas chinesas por produção produziram um total de 434 milhões de toneladas da liga no ano passado, equivalente a quase 43% do total do país, contra 41% em 2021, de acordo com dados da associação do setor. Fonte: STCN
9 de janeiro de 2023
Matéria publicada originalmente no dia 5 de agosto de 2022 A 5ª edição da China International Import Expo (CIIE), realizada desde 2018, não será afetada pela pandemia, e será inaugurada como previsto, de 5 a 10 de novembro de 2022. O evento acontecerá no Centro Nacional de Exposições e Convenções, em Xangai. As informações são da Bloomberg News. O slogan da CIIE é "Belt and Road, a construção de um negócio comum, princípios e espírito comuns e compartilhados” e mostra a ideologia que norteia as características chinesas para a construção de uma economia mundial aberta, para a inclusão global, cooperação aberta e desenvolvimento mutuamente benéfico. A feira segue as diretrizes do governo chinês para que o mundo possa compartilhar os frutos do desenvolvimento da China na nova era, para a construção de uma economia mundial aberta para promover a globalização econômica em direção a cooperação mais aberta, inclusiva, equilibrada e vantajosa para contribuir. O objetivo da feira é "mostrar a vontade sincera do governo chinês de tomar a iniciativa de desenvolver o mercado, fornece uma plataforma pública para os países para realizar o comércio internacional, criar bens públicos que promovem o desenvolvimento global inclusivo e recíproco. Além disso, é uma necessidade intrínseca da economia chinesa para alcançar o desenvolvimento de alta qualidade”. Até 1 de julho de 2022 todos os preparativos avançaram firmemente, com 80% da área assinada pelas empresas excedendo a área planejada, e 260 das 500 maiores empresas e líderes da indústria do mundo tinham assinado contratos. Participação do Brasil O governo brasileiro tem estado ativamente envolvido na China Xangai Import Expo desde o início e é também um dos convidados de honra da Expo. Na primeira edição foram enviadas mais de 450 pessoas de 87 empresas. Na segunda edição da feira, em 2019, o então presidente liderou pessoalmente a Agência de Promoção de Exportações e Investimentos de 110 empresas brasileiras participaram ativamente para mostrar a importância da feira. O governo brasileiro tem uma atitude positiva em relação à participação na feira de importação de Xangai. A China e o Brasil são membros dos cinco países do BRICS, e ambos os lados também são os maiores parceiros no comércio de importação e exportação. Tradução: Mei Zhen Li
6 de janeiro de 2023
O centro de fabricação do Sul da China em Guangzhou planeja 1.722 projetos de investimentos em 2023 no valor de mais de 6,5 trilhões de yuans (US$ 945 bilhões), informou a CCTV da mídia estatal na quinta-feira (5). Somente em 2023, 526,1 bilhões de yuans deverão ser investidos nos projetos que abrangem áreas como transporte, novos veículos de energia e biomedicina, informou o relatório. A infraestrutura de Guangzhou faz eco aos apelos dos formuladores de políticas para estimular o crescimento econômico, que foi prejudicado não apenas por surtos de COVID-19 e restrições rígidas , mas por uma prolongada retração da propriedade e agora por uma perspectiva de exportação desbotada. Para reavivar o crescimento, as autoridades planejam financiar grandes projetos de obras públicas. O Ministro das Finanças da China disse que o país vai acelerar a expansão fiscal de forma apropriada em 2023, impulsionando gastos e investimentos através de títulos especiais do governo local para estimular a economia. Mais de 480 projetos de infraestrutura de transporte foram programados por Guangzhou, já que a cidade pretende desenvolver-se como um centro de transporte internacional, disse a CCTV. Chen Xu, um funcionário da comissão de desenvolvimento e reforma de Guangzhou, disse que a cidade se esforça para completar cerca de 30% do investimento anual planejado até o final do primeiro trimestre, em uma tentativa de apoiar o crescimento, de acordo com o relatório da CCTV. Guangzhou, que abriga quase 19 milhões de pessoas, sofreu os piores surtos de COVID-19 da cidade em novembro do ano passado. Analistas esperam que o surto de infecções por vírus possa continuar atingindo empresas e consumidores nos meses de inverno. Fonte: 21st Century Business Herald
23 de setembro de 2022
O investimento em ativos fixos da China (FAI, sigla em inglês) cresceu a uma taxa média anual de 9,4% de 2013 a 2021, sustentando uma expansão constante e impulsionando o desenvolvimento econômico, de acordo com um relatório divulgado nesta sexta-feira (23) pelo Departamento Nacional de Estatísticas (DNE). Segundo o relatório, desde o 18º Congresso Nacional do Partido Comunista da China (PCC) os investimentos acumulados em ativos fixos no país totalizaram 409 trilhões de yuans (cerca de 58,5 trilhões de dólares americanos) de 2013 a 2021. Somente em 2021, a FAI da China atingiu 55,3 trilhões de yuans, contra 28,2 trilhões de yuans em 2012. O investimento em infraestrutura tem tido um crescimento constante, registrando uma taxa média anual de crescimento de 12% de 2013 a 2021, 2,3 pontos percentuais acima da FAI total. De 2013 a 2021, o setor imobiliário atraiu um total de 103 trilhões de yuans, com uma taxa média de crescimento anual de 9,2%. O relatório também destacou o papel mais forte do investimento no fomento de novos motores de crescimento. O fluxo de fundos para pesquisa científica e serviços tecnológicos têm mantido um rápido crescimento, aumentando a uma taxa anual de 12,1% durante o período. O investimento verde tornou-se uma nova tendência em meio à busca do país pelo desenvolvimento com baixo teor de carbono , com o investimento em proteção ecológica e governança ambiental aumentando 22,7% ao ano, informou o relatório. Fonte: Xinhua
14 de setembro de 2022
A China escolheu o Brasil como principal destino para investimentos em 2021. Segundo dados do Relatório do Conselho Empresarial Brasil-China, o país asiático investiu US$5,9 bilhões. Quando comparado com 2020, ano que obteve queda causada pela pandemia de Covid-19, o crescimento foi de 208%. Assim como em 2017, 28 projetos receberam capital chinês, tornando-se o segundo maior já registrado pelo estudo que acontece desde 2010. Desde de 2012 os projetos do setor de Eletricidade são os que atraem a maior parte dos aportes chineses. Este ano, 13 empreendimentos investidos eram desse departamento, representando 46% do total. As áreas que mais receberam investimentos foram: Tecnologia da Informação (36%), Extração de Petróleo e Gás (7%), Atividades de Serviços Financeiros (4%), Fabricação de Aparelhos Elétricos (4%) e Fabricação de Automóveis (4%). Os dados ainda mostram que projetos ligados à Tecnologia da Informação bateram recordes, ficando pela primeira vez na segunda posição. Ainda assim, os projetos ligados à Extração de Petróleo e Gás foram os que receberam os maiores valores aportados, representando 85% do total. Seguido por Eletricidade (9%), Tecnologia da Informação (4%) e Fabricação de automóveis (2%). O estudo ainda mostra que houve crescimento de capital investido em outros países da América do Sul. Desconsiderando o Brasil, o continente recebeu US$ 5,7 bilhões em 2021, crescendo 30% em relação ao ano anterior. Países como Colômbia, Chile e Peru tiveram grandes projetos em eletricidade e transporte. Dados da Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento mostram que investimentos estrangeiros, no mundo, chegaram a US$ 1,58 trilhão em 2021, aumento de 64% em relação a 2020. Desde que o governo chinês passou a controlar mais rigorosamente a saída de capital, os aportes tiveram pouca variação, mantendo o valor de US$ 110 bilhões e 120 bilhões. Já os aportes não financeiros da China no exterior subiram apenas 3,2%, somando US$ 113,6 bilhões, segundo dados do MOFCOM, Ministério do Comércio da República Popular da China. Brasileiras que fizeram negócios com a China Entre as operações de destaque no Brasil estão: a Tencent que investiu em fintechs e startups como Nubank, Quinto Andar, Cora, Omie e Frete. A empresa MSA Capital fez novos aportes no Nubank, Cayena e Favo. E a fintech do Grupo Alibaba, Ant Financial, adquiriu 5% da Dotz. Já a Great Wall Motors comprou a fábrica da Mercedes-Benz em Iracemápolis, São Paulo. A subsidiária da State Grid, CPFL, venceu o leilão de privatização da Companhia de Transmissão de Energia do Rio Grande do Sul. Além disso, as petroleiras CNODC e CNOOC assinaram com a Petrobras um acordo de coparticipação no campo de Búzios, no pré-sal da Bacia de Santos Para baixar o relatório sobre investimentos chineses no Brasil, clique aqui . Você também pode conferir a entrevista que o Tulio Cariello concedeu à China2Brazil no vídeo abaixo. https://youtu.be/XXm-GOTM9TM Crédito: China2Brazil
16 de setembro de 2020
A Idriverplus, fornecedora chinesa de tecnologia de direção autônoma, anunciou que concluiu uma rodada de financiamento C+ de centenas de milhões de yuans. O investimento foi liderado por Xin Ding Capital, que já havia investido na Cambricon Technologies, Xpeng e Weltmeister. Idriverplus disse que esta rodada de financiamento será usada, principalmente, para pesquisa e desenvolvimento de tecnologia, visando acelerar a formação e implementação de frotas de direção autônoma L4, implantar projetos de operação Robotaxi em diferentes cenários e alcançar a produção em massa rápida de veículos especiais. Além disso, os fundos também serão usados para recrutar os melhores talentos para a direção autônoma e desenvolver ainda mais os mercados internacionais. Na Feira Internacional de Comércio de Serviços (CIFTIS) da China de 2020, que terminou na semana passada, a Idriverplus lançou o limpador de chão autônomo “Woxiaobai AS80”, que pode ser usado em shoppings, armazéns, hospitais, aeroportos e outros cenários com uma eficiência de limpeza de 4000 metros quadrados por hora. De acordo com Li Xiaofei, o cofundador da Idriverplus, o preço atual do Woxiaobai AS80 está entre 200 mil e 300 mil yuans (R$ 155,63 mil e R$ 233,44 mil). Após o aumento das vendas, o preço deve cair para menos de 100 mil yuans (R$ 77,81 mil), o que é de 20 a 30 mil yuans (R$ 15,56 mil e R$ 23,34 mil) mais caro do que um lavador de pisos não autônomo. A Idriverplus planeja assinar um acordo de cooperação estratégica com fabricantes de automóveis, visando realizar a produção em massa de direção autônoma de nível L4, com o intuito de formar frotas de direção autônoma em 2020 e 2021 que, então, entrarão em operação em 3 a 5 cidades na China e no exterior. Na área de veículos especiais, a Idriverplus já lançou e operou veículos não tripulados em lotes em cenários como saneamento ambiental, logística e parques, e está se expandindo para as áreas de segurança e varejo. Atualmente, a Idriverplus é uma das poucas empresas que implantam simultaneamente veículos especiais e Robotaxi L4 em áreas restritas. Sobre a Idriverplus Fundada em 2015, a Idriverplus é uma empresa chinesa de tecnologia de direção autônoma com sede em Pequim. Possui uma equipe central composta por membros do Departamento de Engenharia Automotiva da Universidade Tsinghua, a principal universidade da China. Atualmente tem cerca de 300 funcionários, sendo a tecnologia de direção autônoma seu produto principal. Tem aplicações nos campos de baixa velocidade, veículos especiais e alta velocidade. A quilometragem de teste acumulada de seus veículos autônomos ultrapassou dois milhões de quilômetros, e seus produtos de direção autônoma foram vendidos para a Alemanha, Estados Unidos, Japão, Rússia e outros países. A Idriverplus anunciou, há três meses, que recebeu dezenas de milhões de dólares americanos na rodada C1 de financiamento do HOPU-Arm Innovation Fund. Em abril de 2018, a Idriverplus anunciou que obteve uma rodada de financiamento B2. Ao mesmo tempo, a empresa também anunciou a conclusão da rodada B1 de investimentos liderada pela Baidu, seguida pela Shunwei e pela JD Group. Antes disso, a empresa havia recebido várias rodadas de financiamento de dezenas de milhões de yuans. Fonte: 36Kr