6 de agosto de 2025
As exportações de chips da China se tornaram o principal produto exportado individualmente em 2024, impulsionando a presença do país nas cadeias globais de valor agregado. Empresas chinesas de semicondutores aceleram sua internacionalização por meio de avanços tecnológicos e estratégias de capital. Dados da Administração Geral das Alfândegas da China mostram que, em 2024, o país exportou 298,11 bilhões de unidades de chips, totalizando US$159,5 bilhões, alta de 18,7% em relação a 2023. O valor ultrapassou a marca de um trilhão de RMB pela primeira vez, superando setores tradicionais como vestuário e smartphones. Com a maturidade da indústria, surgiram “campeões ocultos” que dominam nichos globais. Muitas empresas fortaleceram sua posição nas cadeias globais por meio de inovação tecnológica, investimentos e parcerias estratégicas. Outras adotaram estratégias de “inovação reversa” para superar concorrentes em mercados segmentados. Em 2025, o número de empresas de semicondutores que buscam abertura de capital em Hong Kong cresceu, indicando esforços para ampliar atuação global. Entre os destaques estão Silicon Magic, Montage Technology e GigaDevice. Silicon Magic: líder global em PMIC para displays OLED Fundada em 2019 e com sede em Hangzhou, a Silicon Magic concentra-se em semicondutores de potência. Segundo a consultoria Frost & Sullivan, a empresa lidera o mercado global de PMIC para telas OLED, baseado em volume de embarques na última década. Seu portfólio inclui chips de gerenciamento de energia usados em smartphones e tablets, dispositivos de potência para automação e telecomunicações, além de PMICs para telas LCD e OLED. Adota o modelo Fab-Lite, que combina design próprio com parceria em fundição, sem depender totalmente de terceirização. A Silicon Magic detém 16,76% da Hangzhou Fullsemi, que opera linhas de fabricação otimizadas para PMICs e dispositivos de potência. A empresa atende clientes estratégicos via vendas diretas e mercados maduros por meio de distribuidores. Em 2024, 68,1% da receita da Silicon Magic veio do mercado externo, com presença na Coreia do Sul, Japão, Alemanha, Brasil e Índia. A aquisição da sul-coreana SMI em 2020 fortaleceu sua cadeia de suprimentos. Em julho de 2025, a Silicon Magic solicitou listagem na bolsa de Hong Kong para captar recursos que serão aplicados em pesquisa e desenvolvimento, fusões, eficiência operacional e capital de giro. O mercado global de semicondutores de potência deve crescer de RMB 411,5 bilhões em 2020 para RMB 802,9 bilhões em 2029, impulsionado por setores como automotivo, inteligência artificial e robótica. Montage Technology: maior fornecedora global de chips de interconexão de memória Criada em 2004 e listada no STAR Market em 2019, a Montage Technology lidera o mercado global de chips de interconexão de memória, com 36,8% de participação em 2024. Suas principais linhas incluem controladores de memória e Retimers PCIe/CXL, focados em data centers e servidores de IA. Também oferece plataformas de servidores seguras para clientes locais. A empresa opera no modelo fabless, terceirizando fabricação, embalagem e testes, concentrando-se no design. Mantém vendas diretas acima de 85% e atende clientes como Samsung, SK Hynix e Micron. A receita internacional variou entre 66,9% e 84% desde 2022. Em 2024, menos de 1% das vendas foram para os EUA, minimizando o impacto de tarifas. Em julho de 2025, a Montage Technology pediu IPO em Hong Kong para financiar P&D, expansão global e aquisições estratégicas. O mercado global de chips de interconexão deve crescer de US$15,4 bilhões em 2024 para US$ 49 bilhões em 2030. GigaDevice: presença entre as dez maiores em quatro segmentos Fundada em 2005, a GigaDevice é uma empresa chinesa de design de chips que está entre as dez maiores do mundo em NOR Flash, SLC NAND Flash, DRAM de nicho e microcontroladores (MCU). Opera no modelo fabless e atua em chips de memória, MCUs, chips analógicos e sensores, incluindo reconhecimento de impressão digital e toque capacitivo. Em 2024, adquiriu a Suzhou XySemi, especialista em proteção de baterias. A empresa aplica o framework IPD para acelerar o desenvolvimento de produtos. Mais de 70% da equipe é técnica, com P&D representando 15% da receita. Conta com 997 patentes concedidas e 492 pendentes. Suas vendas ocorrem via distribuidores em mais de 40 países, com redes locais nos EUA, Coreia do Sul, Japão, Reino Unido, Alemanha e Singapura. Os cinco maiores clientes representaram entre 29% e 33% da receita entre 2022 e 2024. Em junho de 2025, a GigaDevice submeteu um pedido de IPO em Hong Kong, planejando investir em P&D, chips para inteligência artificial, expansão global e eficiência operacional. O mercado global de chips de memória especializados deve crescer de US$ 13,6 bilhões em 2024 para US$ 20,8 bilhões em 2029. Fonte: 36kr.com
29 de julho de 2025
Em 27 de julho, o site americano AInvest publicou um artigo sobre a expansão da China no setor aeroespacial. Segundo a análise, os avanços tecnológicos e os investimentos estatais do país estão alterando o equilíbrio global nas indústrias de exploração espacial e telecomunicações por satélite. A Corporação de Ciência e Tecnologia Aeroespacial da China (CASC), principal estatal do setor, aumentou seu orçamento e reforçou a produção da série de foguetes Longa Marcha. O objetivo vai além do lançamento de satélites, o país busca consolidar uma infraestrutura orbital comparável à da SpaceX. Além disso, o braço comercial da CASC, que inclui startups privadas, amplia o alcance das operações e oferece oportunidades em mercados em desenvolvimento. A China lançou constelações de satélites como a China SatNet Constellation e a Spacesail Constellation, que funcionam como alternativas à Starlink. Essas redes visam fornecer internet via satélite a países em desenvolvimento, em projetos vinculados à ajuda internacional e à padronização técnica com foco na integração global. Empresas como a SpaceX enfrentam pressão para reduzir custos e manter sua presença em regiões onde a China avança com parcerias estratégicas. A LandSpace, startup chinesa do setor, pode entrar em fase de crescimento acelerado caso consiga escalar suas operações. Além disso, as parcerias espaciais entre China e países como Brasil e Nigéria também representam oportunidades indiretas de investimento em infraestrutura regional de telecomunicações e dados. A análise conclui que o programa espacial chinês representa uma reconfiguração estratégica de longo prazo, com efeitos diretos sobre a dinâmica de investimentos globais. Investidores que identificarem empresas ligadas a essa nova cadeia de valor, tanto estatais quanto privadas, terão mais chances de aproveitar a próxima fase da economia espacial. Fonte: news.china.com.cn
28 de março de 2025
A Administração Estatal de Câmbio da China divulgou, em 28 de março, a Balança de Pagamentos Internacional do país referente a 2024. Os dados mostram que, em 2024, o superávit em conta corrente da China foi de RMB 3,0213 trilhões, enquanto a conta de capital e financeira apresentou um déficit de RMB 3,0932 trilhões. Em valores convertidos para dólares americanos, o superávit em conta corrente foi de US$423,9 bilhões, enquanto o déficit na conta de capital e financeira foi de US$434 bilhões. No mesmo dia, a Administração Estatal de Câmbio também divulgou a Posição Internacional de Investimentos da China. Os dados indicam que, no final de 2024, os ativos financeiros externos da China totalizaram US$10,2167 trilhões, enquanto os passivos externos somavam US$6,9209 trilhões, resultando em um ativo líquido externo de US$3,2958 trilhões. Fonte: news.cn
19 de março de 2025
Os CEOs das empresas da China estão entre os mais otimistas do mundo em relação ao crescimento de seus negócios. De acordo com o 28º Relatório Global Anual de CEOs da PwC China divulgado em 18 de março, 72% dos líderes empresariais chineses acreditam em um futuro promissor para suas empresas nos próximos três anos, um índice consideravelmente superior à média global de 53%. Apesar dos desafios econômicos e geopolíticos , os CEOs chineses mostram confiança na capacidade de resiliência da economia, na eficácia das políticas macroeconômicas do país e no avanço da China como uma potência global em inovação e tecnologia. China como destino estratégico para investimentos Nos próximos 12 meses, os Estados Unidos continuam sendo o principal destino de investimentos offshore para 46% dos CEOs chineses, seguidos por Hong Kong, Reino Unido, Singapura, Austrália e Alemanha. Entre os CEOs globais, os destinos preferenciais são os EUA , Reino Unido, Alemanha e China continental. Além disso, a percepção de risco sobre a sobrevivência das empresas caiu significativamente. Apenas 44% dos CEOs chineses acreditam que suas empresas enfrentarão desafios de sobrevivência nos próximos dez anos, caso mantenham suas estratégias atuais. Esse índice representa uma melhoria expressiva em relação aos 75% registrados no ano passado. Transformação empresarial e inovação Geoffrey Wang, líder de mercados da PwC China, afirmou: "Nos últimos dois anos, a China avançou um caminho de evolução comercial distinto dos países industrializados tradicionais, promovendo avanços em fatores produtivos, transformações nos modelos de negócios e a reconfiguração inteligente das cadeias industriais." Essa transformação não apenas fortalece o mercado interno, mas também posiciona a China como um pólo atraente para investimentos globais, oferecendo novas oportunidades para empresas que buscam inovação e expansão. Tecnologia impulsão crescimento e confiança no futuro O relatório aponta que o otimismo dos CEOs chineses está diretamente relacionado ao avanço do país em setores estratégicos como veículos elétricos, inteligência artificial e produção avançada. A reinvenção empresarial se destaca como um dos principais motores desse crescimento. Nos últimos cinco anos, a grande maioria dos CEOs da China continental e de Hong Kong implementaram iniciativas estratégicas focadas na adoção de IA generativa, sustentabilidade e transformação de modelos de negócios para gerar novas fontes de valor. Confiança na inteligência artificial A confiança na integração da inteligência artificial é outra característica importante. Cerca de 49% dos CEOs chineses afirmam ter alta confiança na implementação da IA em seus processos centrais, superando a média global de 33%. “Essa confiança é essencial para desbloquear o potencial total da IA e gerar a inovação dentro das organizações”, destaca o relatório. A PwC atribuiu esse avanço à forte aposta das empresas chinesas na adaptação local da IA generativa e ao desenvolvimento de plataformas tecnológicas que bloqueiam as barreiras para a adoção e implementação dessas novas tecnologias. Wilson Chow, líder de IA da PwC China, acrescenta: "A estratégia da China de criar um ambiente de promoção à inovação e digitalização está acelerando a competitividade global das empresas chinesas." Tradução: Mei Zhen Li Fonte: Xinhua
11 de fevereiro de 2025
O primeiro-ministro da China, Li Qiang, presidiu em 10 de fevereiro uma reunião executiva do Conselho de Estado para discutir estratégias voltadas ao estímulo ao consumo, aprovar um plano para estabilizar o investimento estrangeiro em 2025 e examinar medidas para enfrentar desafios estruturais em setores-chave da economia. O encontro também debateu o "Projeto de Lei do Plano de Desenvolvimento Nacional da República Popular da China". Durante a reunião, foi destacado que o estímulo ao consumo é essencial para expandir a demanda interna e fortalecer o ciclo econômico do país. O governo enfatizou a necessidade de elevar a renda da população, promovendo aumentos salariais e ampliando fontes de renda patrimonial para fortalecer a capacidade de consumo. A estratégia inclui foco em setores com grande potencial de crescimento, como serviços para idosos e crianças, turismo, esportes e entretenimento. O governo também pretende fomentar o consumo de serviços ligados a atividades de inverno, além de estimular o turismo internacional na China . O Conselho de Estado também discutiu iniciativas para modernizar o consumo de bens de alto valor, promovendo a troca de produtos antigos por novos, incentivando a demanda habitacional e fortalecendo o mercado automobilístico. A China também buscará expandir o consumo de produtos inovadores, como aqueles impulsionados por inteligência artificial, além de incentivar o consumo saudável. Para garantir um ambiente seguro ao consumidor, será implementado um plano de três anos para aprimorar padrões de qualidade, restrições de crédito e proteção dos direitos dos consumidores. No campo dos investimentos, a reunião ressaltou a importância das empresas estrangeiras para o mercado de trabalho, exportações e modernização da indústria chinesa. O governo pretende adotar medidas concretas para manter e expandir o volume de investimentos externos, incluindo a ampliação da abertura econômica e a remoção de restrições ao investimento estrangeiro no setor manufatureiro. Além disso, serão criados incentivos para atrair investidores ao setor de serviços e aumentar a escala de indústrias consideradas estratégicas para investimentos externos. O governo também reforçará a marca " Investir na China ", facilitando a reinserção de capital estrangeiro na economia local e simplificando regras para aquisição de empresas por investidores internacionais. Empresas nacionais e estrangeiras deverão receber tratamento igualitário em licitações públicas, financiamento e proteção da propriedade intelectual. Serão adotadas medidas para facilitar a entrada, saída e permanência de profissionais estrangeiros que atuam no país. A reunião abordou a necessidade de enfrentar desafios estruturais em setores-chave da economia, promovendo uma reorganização industrial que favoreça a eficiência produtiva. O governo pretende eliminar capacidades produtivas defasadas e investir na ampliação da produção de alta tecnologia. Para isso, serão adotadas políticas de supervisão do mercado e fortalecimento da autorregulação das indústrias, garantindo um ambiente competitivo justo. Por fim, o Conselho de Estado aprovou, em princípio, o "Projeto de Lei do Plano de Desenvolvimento Nacional da República Popular da China", que será submetido ao Comitê Permanente da Assembleia Popular Nacional. O documento busca aprimorar a formulação de políticas públicas com base em critérios científicos, democráticos e legais, consolidando o planejamento estratégico do país. Fonte: gov.cn
27 de janeiro de 2025
A Superintendência Regulatória Financeira da China autorizou a segunda rodada do projeto piloto de investimento em ações de longo prazo, com um volume inicial de RMB 52 bilhões (cerca de US$7,1 bilhões), conforme apurado em 26 de janeiro. Empresas como China Pacific Life Insurance, Taikang Life Insurance e Sunshine Life Insurance, juntamente com suas subsidiárias de gestão de ativos, foram habilitadas a participar desse programa por meio de fundos contratados, desempenhando o papel de investidores de capital de longo prazo e "capital paciente" . A iniciativa visa fortalecer a estabilidade e a operação do mercado de capitais chinês. Estratégia para estabilidade de longo prazo Especialistas destacam que o ingresso de fundos de seguros no mercado de capitais não só ajuda a revitalizar o mercado, mas também reflete a necessidade das seguradoras de garantir uma operação estável e sustentável no longo prazo. Essa abordagem busca equilibrar rentabilidade, segurança e liquidez, enquanto aumenta a participação de ativos de equity na alocação de recursos. Em uma coletiva de imprensa realizada em 23 de janeiro, Xiao Yuanqi, vice-diretor da Superintendência Regulatória Financeira, antecipou detalhes sobre o projeto. Ele revelou que o volume total desta segunda rodada é estimado em RMB 100 bilhões, sendo RMB 50 bilhões aprovados antes do Festival da Primavera para aplicação imediata no mercado. Segundo Yuanqi, o novo mecanismo é mais flexível, permitindo que fundos sejam criados individualmente por seguradoras ou de forma conjunta. Histórico e impacto no mercado O primeiro projeto piloto, aprovado em outubro de 2023, envolveu a China Life Insurance e a New China Life Insurance, com um volume de RMB 50 bilhões para investimentos de longo prazo no mercado de ações. Desde então, o desempenho do fundo tem sido avaliado como satisfatório, com equilíbrio entre lucratividade, segurança e liquidez, conforme Xiao Yuanqi. A entrada de fundos de médio e longo prazo é considerada uma medida estratégica tanto para as políticas do setor quanto para as próprias seguradoras. A Dongguan Securities observa que a diversificação dos investimentos e o aumento de ativos de equity podem melhorar os retornos das seguradoras e reduzir a pressão causada pelo prejuízo de spread. Perspectivas para 2025 Especialistas projetam crescimento contínuo nos recursos das seguradoras, alimentado pela estabilidade do prêmio de renovação, especialmente em produtos de poupança. Estima-se que o saldo de utilização de fundos do setor de seguros possa manter um crescimento anual em torno de dois dígitos em 2025, reforçando a capacidade do mercado de absorver capital e fomentar o desenvolvimento sustentável. Fonte: news.cn
19 de dezembro de 2024
O Ministério do Comércio da China divulgou, em 19 de dezembro, que os investimentos diretos não financeiros no exterior totalizaram US$ 128,63 bilhões entre janeiro e novembro de 2024, representando um aumento de 11,2% em comparação ao mesmo período do ano anterior. Deste total, US$ 30,17 bilhões foram direcionados a países participantes da iniciativa Cinturão e Rota , registrando um crescimento de 5,1% no período. No mesmo intervalo, os contratos de empreiteiros chineses no exterior somaram US$ 140,23 bilhões, um aumento de 3,4% em relação ao ano anterior. Os novos contratos assinados atingiram US$ 198,79 bilhões, representando um crescimento de 11,9%. Dentro da iniciativa “ Cinturão e Rota ”, os contratos de empreiteiros totalizaram US$ 116,14 bilhões, marcando um aumento de 2,5% em relação ao mesmo período de 2023, enquanto os novos contratos assinados somaram US$ 167,95 bilhões, crescendo 11,8%. Fonte: news.cn
5 de dezembro de 2024
Um relatório sobre confiança empresarial elaborado pela Câmara de Comércio Alemã na China para os anos de 2024/2025, revela um aumento na atratividade do mercado chinês como polo de inovação. Mais da metade das empresas alemãs entrevistadas planeja ampliar seus investimentos no país nos próximos dois anos. Segundo o levantamento, 92% das empresas alemãs participantes indicaram intenção de permanecer no mercado chinês, sem planos de retirada. Além disso, 44% afirmaram que a atratividade da China como mercado inovador está em crescimento em relação a outros países. Outro dado de destaque é que 55% das empresas alemãs acreditam que as empresas chinesas já são, ou se tornarão, líderes em inovação em seus respectivos setores dentro de cinco anos. O relatório aponta que as companhias alemãs na China estão aproveitando as oportunidades locais por meio de investimentos adicionais, estratégias de maior localização e parcerias com empresas chinesas para fortalecer sua competitividade. Mais da metade das entrevistadas planeja aumentar seus investimentos no mercado chinês nos próximos dois anos, enquanto cerca de 50% destacaram que a cooperação com parceiros locais será fundamental para aprimorar sua posição competitiva. Outro ponto destacado no relatório é a adoção crescente de modelos de negócios voltados para atender tanto ao mercado interno quanto global, com estratégias denominadas "na China, para a China" e "na China, para o mundo". Fundada em 1999, a Câmara de Comércio Alemã na China reúne atualmente mais de 2.100 empresas associadas, representando oficialmente os interesses de companhias alemãs no país. Fonte: news.cn
5 de julho de 2024
A China estabeleceu nesta sexta-feira, 5, o Fundo Especial de Ativação de Ativos de Terra de Empresas Estatais, em uma cerimônia realizada em Pequim. O fundo especial foi aprovado pela Comissão de Supervisão e Administração de Ativos Estatais do Conselho de Estado e foi co-fundado pela China Chengtong Holding Group e pela China Orient Asset Management. O fundo especial tem um total de RMB 30 bilhões e seguirá os princípios de mercado e profissionalismo, realizando investimentos por meio de investimentos diretos em projetos e estabelecimento de subfundos. O fundo terá um papel importante no apoio à integração de recursos, investimentos e outros aspectos, ajudando as empresas estatais a ativar e utilizar eficientemente terras e edifícios existentes, melhorando a eficiência da alocação de capital estatal. A Chengtong Tongying Fund Management, uma subsidiária integral da China Chengtong Holding Group será responsável pelas tarefas de reforma especial, atuará como gestora do fundo, responsável pelos investimentos e operações em todo o ciclo de vida do fundo, enquanto o Departamento de Investimento em Oportunidades Especiais da China Orient Asset Management participará das futuras operações de gestão do fundo. Fonte: yicai.com
27 de maio de 2024
A China lançou seu terceiro e maior fundo de investimento destinado a impulsionar a indústria de semicondutores do país, com um capital registrado de 344 bilhões de yuans (US$ 47,5 bilhões). O novo Fundo Nacional de Investimento na Indústria de Circuitos Integrados, chamado de Grande Fundo III, recebeu financiamento de uma série de bancos e empresas estatais, conforme informações da plataforma Tianyancha. A incorporação ocorreu no último dia 24 de maio. Entre os 19 investidores estão o Ministério das Finanças, o Grupo Shanghai Guosheng, o Banco de Desenvolvimento da China, o Banco Industrial e Comercial da China, o Banco de Construção da China, o Banco Agrícola da China e o Banco da China. Com Zhang Xin como representante legal, o Grande Fundo III se dedicará à gestão de fundos de private equity, capital de risco, investimentos em ações, além de consultoria de gestão empresarial, conforme dados da Tianyancha. Nos últimos dez anos, a China tem intensificado seus esforços para fortalecer a indústria nacional de chips, visando aumentar a autossuficiência tecnológica do país. O Fundo Nacional de Investimento na Indústria de Circuitos Integrados é um pilar dessa estratégia. O primeiro Grande Fundo foi criado em 2014, com um capital de 98,7 bilhões de yuans (US$ 13,6 bilhões). O segundo fundo foi lançado em 2019, com 200 bilhões de yuans, para investir em pesquisa, desenvolvimento e produção de chips, equipamentos, embalagem e teste, aplicações, componentes e materiais. Entre as empresas que receberam investimentos do primeiro fundo estão Anji Microelectronics, Goodix Technology, GigaDevice Semiconductor e China Wafer Level CSP. O segundo fundo investiu em Hua Hong Semiconductor, Unisoc, Nata Opto-electronic Material e outras 12 empresas listadas. Em 2022, o gerente geral do primeiro Grande Fundo, Ding Wenwu, e vários outros executivos foram investigados sob suspeita de violações disciplinares e infrações legais. Tradução: Mei Zhen Li Fonte: Yicai Global Imagem principal: samarpit/ Adobe Stock