13 de março de 2024
Recentemente, as empresas de varejo internacionais aceleraram sua expansão de negócios na China. A Costco abriu lojas em Shenzhen; a rede de lojas de conveniência Lawson estabeleceu sua sede em Shandong e anunciou parcerias com empresas locais de varejo; a IKEA expandiu seus investimentos na China para atender às diversas demandas de consumo. Essas ações intensivas demonstram a confiança contínua dos supermercados estrangeiros no desenvolvimento positivo da economia chinesa. A rede francesa Decathlon está no mercado chinês há mais de 20 anos, e tem aumentado constantemente seus investimentos na China. Atualmente, sua linha de produtos continua a se expandir para atender às necessidades de iniciantes e entusiastas de esportes profissionais em todos os níveis. Além disso, através da construção de fábricas próprias, centros de fabricação e compras inteligentes, parques logísticos e centros de marca, a empresa implementou um modelo de cadeia industrial completa no país. Com base nisso, a empresa continua a lançar produtos de marca própria para atender às crescentes demandas dos consumidores. Em 22 de fevereiro, a segunda maior rede de varejo do mundo, a loja de conveniência Lawson, estabeleceu sua sede regional em Shandong, em Jinan, e anunciou que as primeiras lojas irão colaborar com a empresa líder em varejo local de Jinan, a loja de conveniência YikuaiYiman, para aproveitar suas respectivas vantagens e impulsionar o rápido desenvolvimento. Para muitas empresas de varejo estrangeiras, o mercado chinês se tornou um campo de treinamento e teste para melhorar a competitividade central da empresa. Do lado da demanda, com o aumento constante da renda dos residentes na China, as demandas de consumo estão se tornando mais personalizadas e de alta qualidade, e os consumidores estão exigindo um fornecimento de mercado mais alto. Do lado da oferta, após muitos anos de desenvolvimento, o setor de varejo da China possui uma cadeia de suprimentos completa, uma competição setorial plena, e as empresas de varejo estrangeiras e locais devem acompanhar constantemente as demandas de atualização do consumo, fornecendo continuamente produtos e serviços de melhor qualidade para serem mais competitivas no mercado chinês. De acordo com os dados estatísticos da Associação Chinesa de Operações em Cadeia, em 2023, o desempenho de vendas das empresas de lojas de conveniência na China está globalmente positivo, com o número de lojas continuando a aumentar. Em 2023, a taxa de urbanização da população residente na China atingiu 66,2%, e ainda há um grande espaço de desenvolvimento e melhoria para a nova urbanização. Com a nova urbanização avançando de forma constante, mais demanda de consumo e investimento surgirão, proporcionando mais oportunidades para empresas nacionais e estrangeiras. No início de janeiro, a abertura da loja da Costco em Shenzhen atraiu um grande número de consumidores para fazer compras. O volume de vendas do dia estabeleceu um novo recorde para o volume de vendas no dia de abertura de todas as lojas Costco na China. Os dados da Associação Chinesa de Operações em Cadeia mostram que em 2023 cerca de 400 novos projetos de centros comerciais foram abertos na China; estatísticas indicam que nos últimos anos, os investidores estrangeiros que investiram e operaram na China tiveram uma taxa de retorno direto de cerca de 9%, que está em um nível relativamente alto internacionalmente. O número de usuários de smartphones e de internautas na China ultrapassou a marca de 1 bilhão, e qualquer nova tecnologia que chega à China pode ser rapidamente difundida. Os dados são um reflexo real da resiliência e vitalidade da economia chinesa, e também se tornaram um poderoso impulso para atrair investimentos estrangeiros para expandir na China. Em janeiro de 2024, foram estabelecidas 4.588 novas empresas de investimento estrangeiro em todo o país, um aumento de 74,4% em relação ao ano anterior. Recentemente, a Câmara de Comércio Americana na China divulgou o relatório anual “Pesquisa sobre o Ambiente de Negócios na China em 2023”, que indicou melhorias no desempenho financeiro das empresas americanas na China, nas perspectivas de desenvolvimento na China e nas intenções de investimento no país. A maioria das empresas entrevistadas planeja manter sua presença na China. O diretor do Departamento de Gestão de Investimentos Estrangeiros do Ministério do Comércio, Zhu Bing, afirmou que a China possui um mercado de escala gigantesca, com mais de 1,4 bilhão de habitantes e mais de 400 milhões de pessoas na classe média, o que representa enormes oportunidades de mercado no caminho para a modernização. Além de reconhecer o potencial de recuperação econômica e as perspectivas de desenvolvimento da China, nos últimos anos o país tem continuado a expandir a abertura ao exterior, promovendo a liberalização e facilitação do comércio e investimento, o que tem incentivado significativamente o entusiasmo das empresas multinacionais em investir na China. Fonte: gov.cn Imagem principal: Liang Xu/ Xinhua
27 de dezembro de 2023
Ao longo deste ano, as empresas estatais centrais chinesas têm demonstrado uma orientação mais clara para a criação de valor, alcançando um lucro total de RMB 2,4 trilhões de janeiro a novembro. Elas também concluíram investimentos em ativos fixos (incluindo imóveis) no valor de RMB 4,1 trilhões, com um aumento de 9,1% em relação ao mesmo período do ano anterior. Os gastos com pesquisa e desenvolvimento ultrapassaram os RMB 900 bilhões, uativosm aumento de quase RMB 70 bilhões em comparação com o mesmo período do ano anterior, demonstrando uma melhoria na qualidade do desenvolvimento empresarial e uma base mais sólida. Essas informações foram divulgadas durante a reunião dos líderes das empresas estatais centrais, realizada pela Comissão de Supervisão e Administração de Ativos Estatais do Conselho de Estado, nos dias 25 e 26 de dezembro. De acordo com as informações disponíveis, a eficiência operacional das empresas estatais centrais continua a melhorar, com uma produtividade do trabalho anualizada de RMB 773 mil por pessoa nos primeiros 11 meses deste ano, representando um aumento de 3,8% em relação ao mesmo período do ano anterior. Além disso, a modernização da estrutura industrial está avançando rapidamente, com um foco sem precedentes nas indústrias emergentes estratégicas e futuras, enquanto as indústrias tradicionais estão passando por uma aceleração na atualização e melhorias. Fonte: chinadaily.com.cn/ Imagem principal: Usertrmk/ Freepik
28 de setembro de 2023
Produção local, pós-venda e inovação. Foi baseado nesses três pilares que a Midea Carrier , fabricante chinesa de eletrodomésticos, enfrentou o preconceito contra produtos chineses no mercado brasileiro. No Brasil desde 2011, a empresa alcançou um faturamento local de R$3,2 bilhões em 2022. A expectativa é encerrar 2023 com um crescimento de 20% em comparação com o ano anterior. A operação brasileira é a segunda maior do mundo fora da China, atrás apenas dos Estados Unidos em faturamento. Atualmente, 85% de todos os produtos da marca vendidos no país são produzidos nas fábricas de Manaus e Canoas. Segundo Felipe Costa, CEO da Midea Carrier, "o Brasil se tornou prioridade do grupo para receber investimentos". "Estamos muito otimistas com o que está por vir, a partir da segunda metade de 2024 teremos nossa nova fábrica em funcionamento , sendo um grande propulsor de nossos negócios nos próximos anos", diz. Em entrevista, o CEO falou sobre os planos de crescimento da empresa, os desafios de operar no Brasil, e sobre como a Midea Carrier trabalha para adaptar os produtos às necessidades do consumidor brasileiro. Confira a entrevista com Felipe Costa, CEO da Midea Carrier no Brasil: Conte um pouco sobre a presença da empresa no Brasil. Qual é o tamanho da operação aqui? A Midea Carrier é uma joint-venture formada em 2011 por uma das maiores fabricantes de eletrodomésticos do mundo, a chinesa Midea, e a líder mundial em condicionadores de ar e climatização, Carrier. A união das marcas originou a maior produtora e distribuidora do segmento de ar-condicionado na América do Sul, que emprega quase 2.000 pessoas nas operações do Brasil, Argentina e Chile. Somos líderes no mercado de ar-condicionado no Brasil e contamos com duas fábricas, uma em Manaus (AM) com capacidade produtiva de mais de dois milhões de unidades de ar condicionado do tipo split, de uso residencial e comercial leve e outra em Canoas (RS), dedicada aos produtos de climatização comercial, com capacidade produtiva de mais de 300 mil toneladas de refrigeração (unidade de medida comumente usada no segmento – cada tonelada de refrigeração equivale a 12.000Btu/h). A empresa conta ainda com três centros de distribuição, localizados junto às fábricas, e outro em Itajaí (SC), e escritórios de vendas em SP, RJ e PE, além de 10 lojas no país. Qual o faturamento da empresa (Brasil e Global)? No Brasil, o faturamento foi de R$ 3,2 bilhões em 2022. No mundo, a Midea faturou USD 50,1 bilhões em 2022. Como funciona a operação no Brasil? A Midea está em quantos pontos de venda? A operação brasileira é a segunda maior do mundo fora da China, atrás apenas dos Estados Unidos em faturamento. Nossos produtos são comercializados em revendedores especializados de ar-condicionado e nos varejistas nacionais bem como nos regionais, ou seja temos uma presença nacional através dessa rede e também temos nosso e-commerce, a Midea Store, e a rede de lojas próprias Totaline, que tem 10 unidades no Brasil. O atendimento pós-venda é parte muito importante da nossa operação: temos cobertura nacional com 380 parceiros autorizados e atendemos mais de 30 mil consumidores todos os meses. Quais são os principais desafios e vantagens de operar negócios no Brasil? O Brasil possui uma população bastante razoável combinada com clima quente, em sua maioria, o que faz dele um dos maiores mercados de eletrodomésticos e ar-condicionado no mundo. Os desafios logísticos e a complexidade fiscal são largamente sobrepujados pelas oportunidades oferecidas pela penetração ainda relativamente baixa no segmento de ar condicionado e pela demanda de reposição da ampla base instalada de linha branca com consumidores buscando produtos mais eficientes e adaptados às suas necessidades (facilidade de uso, estética apurada, conectividade e alta qualidade). A Midea Carrier tem como estratégia aproveitar sua competência de pesquisa e desenvolvimento no país para inovar e adaptar os produtos às necessidades locais. Temos feito isso com sucesso, trazendo ao consumidor brasileiro soluções inovadoras com produtos plenamente adaptados às necessidades dos nossos consumidores. Por muito tempo, produtos chineses eram considerados de baixa qualidade no mundo, e essa fama também chegou ao Brasil. Como a Midea Carrier enfrentou esse preconceito no mercado? A Midea Carrier possui um compromisso contínuo com a produção de produtos de alta qualidade e confiabilidade. Isso envolve investimentos significativos em pesquisa e desenvolvimento, controle de qualidade rigoroso e certificações de conformidade. Além disso, a companhia tem um compromisso com a sustentabilidade, desenvolvendo produtos eficientes em termos de energia e responsabilidade ambiental. Para superar a desconfiança dos consumidores em relação aos produtos "Made in China", a Midea Carrier adotou uma estratégia que se baseia em três pilares. O primeiro é ampliar ao máximo a produção local no Brasil. Em apenas dois anos, a empresa conseguiu dobrar a proporção de produtos fabricados nacionalmente. Atualmente, 85% de tudo o que é vendido no país é produzido nas fábricas localizadas em Manaus e Canoas. Os 15% são importados e distribuídos pelo centro de distribuição no porto de Itajaí, em Santa Catarina. O segundo pilar é o foco no atendimento pós-venda. Além de oferecer garantia de dez anos para produtos como compressores e motores, a Midea Carrier planeja aproveitar toda a rede de assistência técnica já existente para os aparelhos de ar-condicionado e estender esses serviços para outros produtos. Isso visa aprimorar a experiência do cliente e garantir a satisfação pós-compra. O terceiro pilar é se consolidar como uma empresa de tecnologia, indo além da imagem de fabricante de eletrodomésticos. Isso significa investir em inovação, pesquisa e desenvolvimento, e destacar-se como uma empresa que oferece soluções tecnológicas avançadas em seus produtos. Por meio do aplicativo Smart Home, o consumidor pode controlar e monitorar nossos produtos conectados, como aparelhos de ar-condicionado, refrigeradores e lavadoras. A Midea Carrier enfrenta no Brasil a concorrência de marcas bastante consolidadas no mercado brasileiro como LG, Consul, Philco, Samsung, Brastemp, Electrolux. Como vocês se destacam e se diferenciam da concorrência no Brasil? Os grandes diferenciais da Midea Carrier são a consistência e a ambição. Consistência na condução dos negócios de uma empresa que é líder do segmento de ar-condicionado há quase três décadas e continua a se reinventar para manter essa liderança e a ambição de crescer de forma sustentável no segmento de eletrodomésticos. Somos muito fortes em produtos inovadores e competitivos, temos uma rede de distribuidores diversa, difícil de ser igualada, fábricas com grande capacidade e qualidade dos produtos, pesquisa e desenvolvimento no Brasil integrada com nossa matriz na China e estamos cada vez mais dirigindo nossos negócios pela experiência do consumidor, o que muitos buscam mas poucos realmente chegam lá. Como vocês definem o perfil do consumidor brasileiro? Você poderia dar exemplos desses produtos com características para brasileiros e como tem sido a aceitação desses produtos? Quais são os produtos da Midea Carrier mais vendidos no Brasil? O brasileiro é um consumidor moderno e que valoriza as questões do meio ambiente, da sustentabilidade e do aproveitamento correto dos recursos naturais. Destaca-se na nossa linha de produtos o condicionador de ar inverter Air Volution, desenvolvido para o mercado nacional com alta eficiência energética e condensadora de dimensões reduzidas facilitando a instalação e uso dos espaços. Muito preocupado com consumo de energia o brasileiro aceitou muito bem a nossa linha de refrigeradores com alta eficiência energética, tanto que estamos investindo em uma fábrica nova no município de Pouso Alegre para termos mais competitividade no futuro. Muitas famílias preferem lavadoras de roupas de grande capacidade, pois evitam utilizar lavanderias, por exemplo, conseguindo lavar cobertores, cortinas e peças de grande volume, por isso trouxemos ao Brasil a linha de lavadora de roupas de carga superior, que também será produzida em Pouso Alegre, apesar de nosso sucesso com as máquinas de carga frontal (lavadoras e lava-e-seca). Também temos fornos elétricos que oferecem funções variadas, como assar, grelhar e gratinar, as quais são apreciados por aqueles que gostam de cozinhar trazendo o sabor e textura de churrasqueira, uma das comidas típicas do Brasil. A companhia é líder do segmento de ar-condicionado no País, com aproximadamente 25% de participação de mercado no segmento residencial e com fatia acima de 30% na área corporativa. Mesmo comercializando quase toda a linha de Home Appliances com produtos importados, a empresa fechou 2022 com uma participação de mercado significativa segundo a GfK, entre eles: 25% de participação de mercado em lavadoras front load (incluindo lava e seca) 20% Lava e seca 16% em secadoras, 13% em lava-louças 10% em micro-ondas; 56% de participação de mercado em frigobares, 27% em freezer horizontais Quais são as perspectivas para o mercado de eletrodomésticos até o final do ano de 2024? A Midea Carrier é líder em climatização no Brasil e está conquistando cada vez mais espaço no mercado de eletrodomésticos também. Para esse ano, a expectativa é encerrar 2023 com um crescimento de 20% em comparação a 2022, aumentando nossa participação em categorias de grande representatividade e impulsionados pelos lançamentos de produtos, tanto na linha de eletrodomésticos quanto de ar-condicionado. O Brasil se tornou prioridade do grupo para receber investimentos e estamos muito otimistas com o que está por vir, à partir da segunda metade de 2024 teremos já nossa nova fábrica em funcionamento sendo um grande propulsor de nossos negócios nos próximos anos. Quais são os planos da empresa para o mercado brasileiro? Tem planos de expandir para outros países da América do Sul, além de Brasil, Argentina e Chile? A meta definida pela empresa é crescer no Brasil aproximadamente 30% nos próximos três anos, buscando estar entre os três primeiros “players” de eletrodomésticos e consolidando cada vez mais a liderança em ar-condicionado. A empresa já exporta para o Caribe, Argentina, Chile, Equador e México produtos produzidos no Brasil e busca ampliar as exportações nos próximos anos. A Midea patrocina o Manchester City. Tem alguma intenção de patrocinar um time brasileiro? O Manchester City é um parceiro da Midea Global. O time cresceu muito nos últimos anos e tem fãs no mundo todo – apenas 10% deles na Inglaterra. Por enquanto, vamos focar no clube inglês e ativar seus apoiadores brasileiros, reforçando a Midea como marca global de eletrodomésticos. Esta é a primeira entrevista da série “10 perguntas para”, que tem como objetivo entrevistar empresas chinesas que operam no Brasil. Nesta edição, conversamos com Felipe Costa, CEO da Midea Carrier, líder mundial em eletrodomésticos e climatização.
18 de setembro de 2023
Um número histórico de acordos de investimento foi oficializado durante uma cerimônia de assinatura ocorrida no último domingo, na 20ª Exposição China-ASEAN, sediada em Nanning, a capital da Região Autônoma Zhuang de Guangxi, no sul da China. De acordo com os organizadores, a cerimônia testemunhou a assinatura de acordos referentes a 470 projetos, com um investimento total combinado de 487,3 bilhões de yuans (aproximadamente 67,9 bilhões de dólares norte-americanos). Mais de 65% desse montante é proveniente de acordos firmados no setor de manufatura. Este ano, o evento alcançou recordes tanto em número de acordos celebrados, quanto em investimento total e na parcela destinada ao setor de manufatura. A 20ª Exposição China-ASEAN, que teve início no sábado, contou com a participação de quase 2.000 empresas, representando um aumento significativo de 18,2% em relação ao número de empresas presentes na exposição do ano anterior, que contava com a participação de 1.653 empresas . Tradução: Mei Zhen Li Fonte: Gov.cn Imagem principal: Zhou Hua/ Xinhua
30 de agosto de 2023
Um relatório sobre investimentos chineses no Brasil, elaborado pelo Conselho Empresarial Brasil-China (CEBC) , divulgado nesta terça-feira, 29, mostra que os investimentos confirmados da China no Brasil tiveram uma queda expressiva de 78% em 2022, em relação a 2021. Segundo o relatório, o valor total chegou a US$1,3 bilhão, o menor desde 2009. No ano passado esse valor foi de US$5,9 bilhões. Por outro lado, segundo o CEBC, o número de projetos chegou a 32, com aumento de 14% em relação a 2021. “Essa soma estabeleceu um novo recorde histórico, superando o pico registrado em 2018”, diz o documento. [caption id="attachment_18327" align="alignnone" width="815"] Fonte da imagem: CEBC [/caption] A pesquisa foi elaborada por Tulio Cariello, Diretor de Conteúdo e Pesquisa do CEBC. Conforme análise no documento, o menor investimento não reflete o desinteresse das empresas chinesas em investir no Brasil. “Apesar da queda no valor investido, a soma de 40 projetos anunciados ou confirmados – seja por meio de novos projetos ou da manutenção ou expansão de empreendimentos já estabelecidos – foi a segunda maior da série histórica, ficando atrás apenas de 2018, quando o número chegou a 41”, diz. Segundo o documento, “a diferença de valor entre projetos anunciados e confirmados é explicada pelo fato de alguns investimentos particularmente intensivos em capital necessitarem de uma série de licenças para o início de suas operações, o que eventualmente pode adiar sua execução.” Contraste nos investimentos O relatório aponta que, apesar de os chineses terem diminuído o investimento no Brasil no ano passado, os aportes feitos por estrangeiros, no geral, cresceram 95%, segundo o Banco Central, com aportes que chegaram a US$90,6 bilhões. A UNCTAD indicou um aumento de 69%, com soma de US$86 bilhões. Setores que se destacam O setor de eletricidade teve o maior número de projetos confirmados, respondendo por 50% dos empreendimentos chineses no Brasil em 2022. O segmento de eletricidade também liderou os investimentos em termos de valor aportado, com participação de 45%. Na sequência de projetos confirmados, vem as áreas de Tecnologia da Informação (25%), fabricação de veículos automotores (6%), obras de infraestrutura (6%), agricultura e serviços relacionados (6%), fabricação de têxteis (3%) e fabricação de materiais para uso médico e odontológico (3%). Em relação ao valor aportado, depois do setor de eletricidade, vem a fabricação de veículos automotores (28%), fabricação de têxteis (11%), agricultura e serviços relacionados (8%), Tecnologia da Informação (4%) e obras de infraestrutura (3%). Os demais setores tiveram participações que não ultrapassaram 3% em análise individual. Do total de 22 empresas chinesas que investiram ou anunciaram aportes no Brasil no ano passado, oito eram estreantes que não tinham atividades produtivas no país. As iniciativas greenfield – nas quais novas operações foram estabelecidas, incluindo a construção de fábricas e a expansão de negócios adquiridos em anos anteriores – predominaram no modo de ingresso dos investimentos chineses no país em 2022, respondendo por 59% do número de projetos e por 54% do valor aportado. Investimentos chineses por região A frente como destino da maior parte dos projetos chineses no Brasil está o Sudeste, com 25 empreendimentos, 66% do total. Com cinco projetos cada, o Centro-Oeste e o Nordeste ficaram em segundo lugar, com participações individuais de 13%. O Sul atraiu três, ficando com fatia de 8%. São Paulo liderou a atração de aportes chineses, com participação de 45%. O estado foi seguido por Minas Gerais (21%), Paraná (8%), Goiás (8%), Piauí (5%), Ceará (5%), Paraíba (3%), Mato Grosso (3%) e Mato Grosso do Sul (3%). Investimentos chineses na América do Sul O Brasil lidera os recebimentos de investimento chineses na América do Sul, com 48% do valor investido em projetos, seguido do Peru (17%), Argentina (13%), Chile (11%), Colômbia e Equador (4% cada), e Venezuela (3%). Créditos: China2Brazil Imagem principal: Joyfotoliakid/ Adobe Stock
1 de agosto de 2023
O mercado de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) da China deve ultrapassar a marca de US$ 720 bilhões até 2027, impulsionado por um período crucial de transformação digital no país, de acordo com um relatório recente. Segundo a empresa de pesquisa de mercado dos EUA, International Data Corporation (IDC) , o mercado de TIC da China está crescendo a uma taxa composta anual de 6,2% entre 2022 e 2027, superando em 0,5 ponto percentual a taxa global para o mesmo período. No ano passado, o mercado de TIC da China atingiu a cifra de US$ 530 bilhões, enquanto globalmente chegou a impressionantes US$ 4,7 trilhões. A expectativa é que, até 2027, o mercado chinês represente 11,7% do mercado mundial. Os setores financeiro, serviços profissionais, governo e manufatura lideraram os investimentos em TIC no país, abrangendo mais da metade dos gastos totais nesse segmento, conforme apontado pela IDC, cuja sede fica em Massachusetts. O segmento de software empresarial é o que apresenta maior crescimento, projetando-se uma taxa composta anual de quase 20% nos próximos cinco anos. Com o avanço contínuo de tecnologias como modelos de linguagem avançados e big data, espera-se que tanto o governo quanto as empresas privadas invistam cada vez mais em aplicativos de software e em pesquisas e desenvolvimento inovadores. No cenário altamente competitivo, o setor financeiro buscará se destacar por meio do uso de tecnologias avançadas de análise de dados, o que resultará em maior investimento em TIC. Além disso, os gastos com TIC na indústria manufatureira devem manter uma taxa composta anual de crescimento de mais de 11% nos próximos cinco anos, de acordo com o relatório. Para os especialistas, o mercado corporativo de TIC da China possui um enorme potencial de crescimento nos segmentos de hardware, software e serviços empresariais. A maior parte dos investimentos será direcionada para infraestrutura de hardware, que deve ultrapassar a marca de US$ 180 bilhões até 2027. Tradução: Mei Zhen Li Fonte: HK Investing Imagem principal: Khunkorn/Adobe Stock
6 de junho de 2023
Investidores chineses da indústria de energia limpa mostraram preferência pelo mercado primário em detrimento do mercado secundário. Apesar de o índice CSI New Energy ter apresentado um crescimento de quatro vezes entre 2019 e 2021, seguido por uma queda significativa, os investidores continuam buscando oportunidades em startups e mantendo fundos disponíveis para investimentos. O índice CSI New Energy [SHE: 399808] encerrou o dia com uma queda de 1,2%, atingindo 2.805,72 pontos, em comparação com o recorde histórico de 5.128,19 pontos alcançado em 2021. No entanto, muitas " startups promissoras " surgiram no campo de energia limpa, o que tornou difícil para os investidores obterem uma participação em levantamentos de fundos relacionados desde o ano passado. "No ano passado, realizamos quatro rodadas de captação de recursos e obtivemos mais de 7 bilhões de yuans (US$ 1 bilhão), excluindo o capital inicial, com a participação de várias instituições de investimento nacionais renomadas", afirmou o presidente de uma fabricante de materiais de baterias de lítio com sede em Hubei, em entrevista ao Yicai Global no final do ano passado. "Embora tenhamos levantado uma quantia considerável, tem sido muito difícil para os investidores injetarem os fundos". Liu Erhai, fundador e sócio-gerente da empresa de capital de risco Joy Capital, sediada em Pequim, explicou: "Tudo no mercado secundário pode afetar os preços das ações, incluindo fatores macroeconômicos e geopolíticos, volume de negociações, competição entre empresas e movimentos de preços de produtos e matérias-primas ao longo da cadeia. As razões específicas por trás dessas flutuações e ajustes de curto prazo são difíceis de serem explicadas". No setor de energia limpa , o armazenamento de energia é um segmento especial, pois seu modelo de negócio ainda está em desenvolvimento. Isso impacta diretamente a sobrevivência e a lucratividade das empresas envolvidas. No entanto, a longo prazo, com a integração em grande escala da energia eólica e solar na rede elétrica, o armazenamento de energia torna-se indispensável. Essa tendência é diretamente refletida nos mercados de investimento e financiamento. Embora os investimentos gerais e o financiamento no mercado primário da China tenham diminuído nos últimos anos, o setor de armazenamento de energia tem atraído cada vez mais investimentos e entusiasmo desde 2021. De acordo com Zhang Peng, diretor de pesquisa em transição energética de um think tank da China Great Wall Securities, os investimentos em armazenamento de energia no mercado primário totalizaram cerca de 40,5 bilhões de yuans (US$ 5,7 bilhões) nos últimos três anos. Somente no primeiro trimestre deste ano, os investimentos e o financiamento atingiram aproximadamente 9,6 bilhões de yuans, quase equivalente ao total investido em todo o ano de 2021 Tradução: Mei Zhen Li Fonte: STCN Imagem principal: ZHANG FENGSHENG / Unsplash
31 de maio de 2023
No dia 31 de maio, o HSBC anunciou o lançamento de um fundo de crédito para a nova economia no valor total de US$ 3 bilhões, direcionado a empresas da China e Hong Kong. O fundo visa apoiar amplamente setores da nova economia, incluindo tecnologia, saúde, tecnologias ambientais, manufatura avançada e consumo inovador, fortalecendo ainda mais o suporte às indústrias da nova economia na China e Hong Kong. O HSBC afirmou que, por meio da integração de produtos e serviços, está comprometido em fornecer suporte financeiro abrangente a empresas da nova economia em estágio inicial e em rápido crescimento em ambas as regiões. Desde 2019, o HSBC lançou fundos de crédito de tecnologia e saúde no valor total de US$ 1,8 bilhão, focados em fornecer suporte financeiro para startups da indústria de tecnologia e saúde na Grande Baía Guangdong-Hong Kong-Macau, abrangendo áreas mais amplas da China. Para melhor apoiar a expansão dos negócios de empresas da nova economia em rápido crescimento em ambos os mercados onshore e offshore, o HSBC consolidou os fundos de crédito especiais existentes e lançou o "Fundo de Crédito para a Nova Economia do HSBC", aumentando ainda mais o montante do fundo e ampliando o suporte para uma ampla variedade de setores da nova economia. Ma Jian, vice-presidente e diretor-geral de serviços financeiros empresariais do HSBC Bank (China) Co., Ltda afirmou que “nos últimos anos, a cooperação entre a China e Hong Kong no campo da inovação tecnológica tem se aprofundado”. “Por um lado, Hong Kong continua a desempenhar seu papel como uma plataforma internacional de financiamento, fornecendo suporte financeiro para empresas da nova economia na China; por outro lado, a China, com seu sistema industrial completo, se tornou a base de produção para a comercialização dos resultados inovadores das empresas de Hong Kong”, disse Ma Jian. Segundo o representante do HSBC, o lançamento de fundos de crédito especializados que conectam os dois mercados nos permitirá oferecer um melhor suporte para o desenvolvimento de empresas da nova economia na China e em Hong Kong. Tradução: Mei Zhen Li Fonte: China News Imagem principal: John Gomez/ Adobe Stock
4 de maio de 2023
Por: Zhuohua Liang De acordo com dados do terminal financeiro Choice, até 23 das 26 corretoras listadas que foram comparadas mostraram uma redução na remuneração de seus funcionários, até o dia 23 de abril. A Xingye Securities e a Changcheng Securities tiveram as maiores reduções, ambas superando 40%. Corretoras do segundo escalão, como China Merchants Securities e Haitong Securities, tiveram reduções acima de 30%. A empresa conhecida como a "aristocracia dos bancos de investimento", a China International Capital Corporation, teve uma redução de 29,6% e o salário anual médio caiu para menos de um milhão de yuans. Embora haja uma percepção estereotipada de que trabalhar em bancos de investimento traz altos salários, na realidade, a maioria dos funcionários comuns não recebe remuneração tão alta, geralmente apenas um terço ou um quarto da média salarial. Nessa rodada de redução salarial, os executivos das corretoras foram os mais afetados. A remuneração dos executivos da Dongxing Securities caiu 61,24% em 2022, enquanto a redução média dos salários dos funcionários foi de apenas 3,62%. Na Guoyuan Securities, a redução da remuneração dos executivos foi de 52,38%, enquanto a redução média dos salários dos funcionários foi de 8,96%. Na China International Capital Corporation, a redução da remuneração dos executivos foi de 56,30%, enquanto dos funcionários foi de 29,60%. De forma geral, os ganhos da indústria de corretagem estão em tendência de queda, causada pelo fim do período de "dividendos" do desenvolvimento do mercado de capitais na China, o que faz com que a remuneração dos bancos de investimento retorne gradualmente ao nível normal. A bolsa de valores chinesa existe há apenas trinta anos e, nesse período, o PIB da China aumentou quase trinta vezes. Durante esse tempo, o número de empresas listadas na China aumentou de 53 em 1992 para 5.079 no ano passado, o que gerou uma grande receita de negócios para bancos de investimento e salários ligados ao desempenho também subiram. Vale ressaltar que muitos funcionários das corretoras não recebem salários elevados devido à criação de valor, mas sim devido à escassez de licenças. No passado, com as restrições na aprovação de licenças financeiras e regulamentação interna, juntamente com a falta de talentos profissionais na indústria, havia casos em que esperar por uma vaga de listagem podia levar anos. Com a transição gradual das emissões de ações na bolsa de valores da China do sistema de aprovação para o sistema de registro, juntamente com o grande número de talentos fornecidos pelas universidades nos últimos anos, os custos de financiamento para as empresas que desejam se listar na bolsa de valores no futuro serão significativamente reduzidos. Portanto, altos salários, de forma geral, não são justificáveis. Em agosto de 2022, o Ministério das Finanças emitiu um "decreto de limitação de salários" para as empresas financeiras estatais, exigindo a "racionalização" dos salários dos funcionários dentro das empresas. Em 23 de fevereiro deste ano, o site da Comissão Central de Inspeção Disciplinar Nacional publicou um artigo intitulado "Ganhar a luta prolongada e incansável contra a corrupção", que aponta para a necessidade de abolir pensamentos errôneos como "a adoração de elites financeiras", "a busca desenfreada pelo dinheiro" e "a imitação do Ocidente". O artigo também exorta a eliminação do hedonismo e da ostentação de vida "requintada" e "de alto padrão". De acordo com dados divulgados pelo Escritório Nacional de Estatísticas do país, o salário médio anual dos funcionários empregados em unidades não privadas em áreas urbanas da China naquele ano foi de 106.800 yuans. Já o salário médio na indústria de TI , que oferece a remuneração mais alta, foi de 201.500 yuans, apenas um terço do salário médio dos funcionários das corretoras. Sob o lema da "prosperidade comum" promovido pelo governo chinês, as corretoras que não criam riqueza real enfrentarão a inevitabilidade de uma redução salarial. Tradução: Mei Zhen Li Imagem principal: Kalyakan/ Adobe Stock
20 de abril de 2023
A educação tem desempenhado um papel fundamental no avanço da China nas últimas décadas. Compreender a importância da educação na ascensão da China, é essencial para entender como o país conseguiu se tornar uma das principais economias do mundo nas últimas décadas. O investimento no sistema educacional foi uma das principais estratégias adotadas pelo governo chinês para garantir um desenvolvimento sustentável, baseado em uma força de trabalho altamente qualificada e em uma economia baseada em inovação e tecnologia. Segundo a UNESCO, o país alocou 3,57% de seu PIB em educação em 2020, valor que chegou a 3,85% em 2013. A partir da década de 1980, o governo chinês adotou políticas de reforma educacional que buscam melhorar a qualidade do ensino e aumentar o acesso à educação em todo o país. Desde então, o foco tem sido no desenvolvimento de ciência, tecnologia, engenharia e matemática (STEM). A sigla STEM é formada pelas iniciais das palavras em inglês: Science (Ciência), Technology (Tecnologia), Engineering (Engenharia) e Mathematics (Matemática). Juntas, essas áreas formam a base do sistema STEM. O país tem trabalhado para garantir que todos os seus cidadãos tenham acesso a uma educação básica de qualidade. É possível notar o resultado desse investimento no aumento significativo da taxa de alfabetização, que passa de 96%, além da crescente proporção de sua população com formação universitária. A China também é líder mundial em produção de pesquisa científica e tecnológica, com um grande número de patentes e inovações desenvolvidas. O país já é líder em patentes de 5G e 6G, além de estar entre os que mais registram patentes em diversos segmentos do mundo. Até 2025, a China prevê formar 1 milhão de profissionais no setor de propriedade intelectual. A ênfase na educação STEM também tem ajudado a China a se tornar um líder em setores como inteligência artificial, realidade aumentada, robôs, blockchain, tecnologia da informação e telecomunicações. A educação também desempenhou um papel fundamental no desenvolvimento econômico da China, fornecendo profissionais especializados e com habilidades avançadas necessárias para impulsionar a economia. Quer saber mais sobre a China? Leia também: Conheça a trajetória política do presidente chinês, Xi Jinping