
11 de março de 2026
Daiane Mendes
Com mais de 17 anos de experiência em comércio exterior, a empresária do ramo de importação da China, Cheng Yi, construiu sua trajetória conectando empresas brasileiras a fornecedores chineses. Nascida em Taiwan e criada no Brasil, ela desenvolveu desde cedo a habilidade de transitar entre duas culturas e idiomas , competência que se tornaria central para seu sucesso no comércio internacional. Cheng oferece consultoria para empresários que desejam importar e mantém o projeto educacional Cheng Importa , que inclui cursos online e materiais voltados a empreendedores que desejam iniciar no comércio de importação. Em entrevista ao China2Brazil, ela destacou que o sucesso nas negociações com empresas chinesas depende de preparo técnico, entendimento cultural e construção de relações de longo prazo. “O relacionamento com fornecedores chineses precisa ser construído ao longo do tempo. Não é uma negociação de curto prazo. Quando existe relacionamento, o fornecedor também se compromete mais com qualidade, prazos e soluções para problemas que podem surgir ao longo do processo”, afirmou. O contato com esse modelo de negociação começou ainda no início da carreira. Na época, Cheng cursava direito quando recebeu um convite para trabalhar em uma empresa que precisava de alguém capaz de se comunicar em mandarim e português com fornecedores asiáticos. A oportunidade abriu as portas para o comércio exterior e marcou o início de sua trajetória na área. “Foi ali que comecei a entender como funcionam as negociações internacionais e como a comunicação entre empresas de países diferentes pode influenciar todo o processo,” disse. Visão estratégica e oportunidades Com o tempo, Cheng também passou a trabalhar diretamente na China, experiência que ampliou sua compreensão sobre a forma como fornecedores estruturam suas relações comerciais e tomam decisões. “Trabalhar na China me ajudou a entender melhor como os fornecedores pensam e como funciona a relação de negócios entre empresas chinesas e brasileiras. Muitas vezes o empresário brasileiro olha apenas para a negociação imediata, mas na cultura chinesa o relacionamento e a confiança têm um peso muito grande.” A experiência acumulada ao longo dos anos também levou Cheng a identificar alguns erros recorrentes entre empresas brasileiras que iniciam processos de importação. Segundo ela, muitos empresários subestimam o impacto das diferenças culturais nas negociações e tratam a relação comercial apenas como uma transação pontual. Cheng também observa que muitos empresários brasileiros buscam atalhos, procurando produtos ou segmentos “prontos para dar certo” sem considerar todos os aspectos da importação. “Pode ser o mercado mais lucrativo, mas se o empresário não estiver preparado para gerir estoque, vendas, contabilidade e concorrência, ele não vai prosperar. É preciso ter uma visão 360 graus do negócio antes de qualquer decisão”, explicou. Entre os setores com maior potencial, estão o agronegócio, peças para veículos elétricos, moda e eletrônicos voltados a soluções práticas e acessíveis. Segundo Cheng, tendências recentes mostram que o consumo no Brasil tem se aproximado de padrões asiáticos, com cores mais discretas, tons pastéis e produtos inspirados na estética dos doramas coreanos e japoneses. “A moda está mudando, a forma de vestir, o gosto do consumidor. Isso abre oportunidades para quem sabe observar e adaptar essas tendências”, disse. Consultoria e educação para novos importadores Para suprir essa lacuna do mercado, Cheng montou seu próprio escritório de assessoria e consultoria, onde começou a levar clientes para a China, preparando empresas brasileiras para lidar com logística, requisitos burocráticos e entrega de produtos. “Desde a fábrica até a liberação e entrega do material na empresa do cliente, acompanhamos todo o processo”, explicou. Com o passar do tempo, a empresária também passou a compartilhar sua experiência nas redes sociais, onde publica conteúdos voltados a empreendedores brasileiros interessados em iniciar operações de comércio exterior. A iniciativa surgiu a partir da percepção de que muitas empresas enfrentam dificuldades logo nas primeiras importações, principalmente por desconhecer etapas do processo ou práticas comuns nas negociações internacionais. Além disso, Cheng organiza imersões na China três vezes por ano, combinando experiências de campo com acompanhamento educativo, análise de custos e suporte pós-feiras. Coragem e liderança feminina Mesmo em um setor majoritariamente masculino, onde cerca de 80% dos profissionais de sua empresa são homens, Cheng Yi observa que a diferença não está na capacidade ou conhecimento técnico, mas na coragem de assumir riscos e o apoio para isso. “Muitas vezes, a mulher se dedica a cuidar das pessoas ao seu redor e acaba se ignorando. Mas, se conseguimos lidar com responsabilidades complexas, como criar uma família, podemos também enfrentar os desafios de montar e gerir um negócio”, explica. [caption id="attachment_27922" align="alignnone" width="2560"] Imagem: Arte - China2Brazil/ Foto - Divulgação[/caption] Segundo ela, mulheres tendem a negociar tão bem quanto os homens, mas muitas se sentem inseguras. Ela cita exemplos de alunas que se destacam por iniciativa e autonomia. “São figuras femininas que mostram capacidade e que ainda vão me surpreender muito”, afirmou. Escolhas que definem uma trajetória Ao refletir sobre sua própria trajetória, Cheng apontou a decisão mais difícil e transformadora: largar a faculdade para se dedicar integralmente à importação. “Na época, isso era impensável, o diploma tinha muito valor. Mas foi a melhor escolha que eu poderia ter feito”, afirmou. Ela explica que, para ela, a realização não se mede pela quantidade de dinheiro no bolso, mas pela sensação de estar no controle da própria vida e atingir metas que realmente importam. “A realização tem a ver com se sentir respeitada, autossuficiente, com conseguir aquilo que você almejava ou até mesmo viver algo que você não sabia se conseguiria. É atingir seus objetivos de forma consciente, equilibrando negócios, família e bem-estar”, afirmou. Cheng acrescenta que essa perspectiva também influencia como ela encara o sucesso profissional e a liderança. “Quando você consegue tomar decisões baseadas em valores e não apenas no lucro, cria liberdade para cuidar de tudo o que é importante: da família, dos colaboradores, do seu próprio crescimento. Para mim, isso é o que diferencia o sucesso verdadeiro da simples conquista financeira”, concluiu.

6 de março de 2026
Daiane Mendes
A China e Hong Kong concentram 18 das 50 mulheres mais ricas do mundo que construíram a própria fortuna, segundo a edição 2025 da Forbes. O número empata com os Estados Unidos e mantém a região chinesa entre os principais polos globais de bilionárias self-made. Levantamentos anteriores do Hurun Report já indicaram a predominância chinesa nesse grupo, em alguns anos com mais da metade da lista global. Entre os principais setores estão a indústria farmacêutica, manufatura de componentes eletrônicos, petroquímica e mercado imobiliário, segmentos que concentram algumas das maiores empresas privadas do país e forte inserção nas cadeias globais de suprimentos. A seguir, dez bilionárias chinesas que construíram suas próprias fortunas e influenciam setores globais. 1.Zhong Huijuan Fundadora e presidente da Hansoh Pharmaceutical, construiu fortuna no desenvolvimento de medicamentos com foco em oncologia e doenças crônicas. É presença recorrente entre as mulheres mais ricas do setor farmacêutico global. Seu patrimônio é estimado em US$17,5 bilhões. 2. Wang Laichun Presidente da Luxshare Precision Industry, iniciou a carreira como operária na cadeia da Foxconn. Hoje lidera uma das principais fornecedoras globais de componentes para a indústria eletrônica. Patrimônio estimado em aproximadamente US$10,6 bilhões. 3. Zhou Qunfei Fundadora da Lens Technology, transformou a companhia em uma das maiores fabricantes de vidro de precisão para smartphones. A empresa fornece componentes para marcas globais como a Apple e Tesla. Fortuna estimada em cerca de US$10 bilhões. 4. Zeng Fangqin Fundadora da Lingyi iTech, construiu a empresa na cadeia global de componentes para smartphones e tablets. Patrimônio estimado em cerca de US$9,1 bilhões. 5. Fã Hongwei Presidente da Hengli Petrochemical, lidera um dos maiores grupos privados de petroquímicos e poliéster da Ásia. Patrimônio estimado em cerca de US$7,3 bilhões. 6. Wu Yajun Cofundadora da Longfor Group, construiu um dos maiores grupos imobiliários privados da China, com atuação em desenvolvimento residencial e gestão de propriedades. Patrimônio estimado em aproximadamente US$6,4 bilhões. 7. Chen Lihua Fundadora do Fuwah International Group, consolidou patrimônio nos setores imobiliário e hoteleiro, com forte presença em Pequim. Seu patrimônio é estimado em cerca de US$6 bilhões. 8. Zhao Yan Fundadora da Bloomage Biotechnology, atua na produção de ácido hialurônico utilizado em cosméticos e aplicações médicas, com exportações para diversos mercados. Fortuna estimada em aproximadamente US$2,8 bilhões. 9. Ele Qiaonv Fundadora da Beijing Orient Landscape, expandiu a companhia no setor de infraestrutura ambiental e projetos urbanos. Patrimônio estimado em aproximadamente US$1,3 bilhão. 10. Lu Zhongfang Empresária ligada ao setor educacional, é uma das principais acionistas da empresa de treinamento para concursos públicos Offcn Education. Fortuna estimada em cerca de US$1,1 bilhão.

3 de março de 2026
Daiane Mendes
A JOVI anunciou nesta terça-feira (3) a chegada do modelo Y31 ao Brasil. Em um evento de lançamento do aparelho, realizado em São Paulo, a empresa posicionou o smartphone como uma ferramenta voltada ao público empreendedor, com foco em autonomia de bateria, resistência física e recursos para quem utiliza o celular como instrumento de trabalho. Durante a apresentação, a marca também exibiu o fone de ouvido sem fio Buds Air 3, ampliando o portfólio de acessórios no país. Segundo Jorge Gloss, diretor de Marketing da marca no Brasil, o foco está no consumidor que “vive uma rotina intensa de trabalho e empreendedorismo”. Ele afirmou que o desenvolvimento do produto partiu da rotina desse público. “Tem um público que não quer, ele precisa. São os empreendedores”, disse, citando os mais de 12 milhões de MEIs no Brasil. “São pessoas que usam o celular o dia todo, não como acessório, mas como ferramenta de trabalho”. O Y31 será vendido no Brasil com preço sugerido de R$2.799. A estratégia comercial inclui parcerias institucionais. Gloss citou programas de capacitação com o Sebrae e uma série de conteúdos em vídeo com empreendedores, além de colaboração com a franquia Shark Tank para produção de episódios inspirados em negócios. André Varga, diretor de Produtos da JOVI , afirmou que o desenvolvimento do Y31 considerou preferências do consumidor brasileiro. Segundo ele, até a escolha das cores — preto e branco “lírio” — foi definida com base nesse perfil, além da ênfase em confiabilidade para o uso diário. “Nós somos uma marca dedicada ao mercado brasileiro. Isso significa investir mais tempo e recurso na fase de pesquisa e desenvolvimento”, afirmou. Ele mencionou um levantamento realizado no fim do ano passado com o Instituto Ipsos. “Foram mais de 1.200 entrevistados. Quase 70% declararam ter uma opinião positiva sobre marcas chinesas.” Segundo o executivo, mais de 40% dos entrevistados veem a China como referência em tecnologias de bateria. Especificações técnicas O Y31 traz bateria de 7.200 mAh, apontada pela empresa como principal diferencial. O aparelho utiliza o processador Qualcomm Snapdragon 6s 4G Gen2 e conta com tela IPS LCD de 6,75 polegadas com taxa de atualização de 120 Hz. O modelo será vendido em versões com 8 GB de RAM e armazenamento interno de 256 GB ou 512 GB. O conjunto de câmeras inclui sensor principal traseiro de 50 megapixels, lente auxiliar de 2 MP para profundidade e câmera frontal de 32 MP. O sistema roda OriginOS 6, baseado no Android 16, com promessa de atualizações de segurança por até quatro anos. Além da autonomia estendida, o aparelho conta com certificações IP68 e IP69, que indicam resistência contra água e poeira, reforçando o posicionamento voltado ao uso intenso no dia a dia. O Y31 será vendido no Brasil com preço sugerido de R$2.799 e já está disponível nos canais oficiais da marca e no varejo online. O fone JOVI Buds Air 3 terá preço sugerido de R$299 quando comercializado separadamente. Até 31 de maio, como parte da campanha de lançamento, quem adquirir o Y31 receberá o fone sem custo adicional, além de um pacote de benefícios que inclui dois anos de garantia e extensão da garantia da bateria por quatro anos. Durante o evento, a companhia informou que os outros modelos da linha Y, Y21 e Y215G, já comercializados no mercado brasileiro, passarão a ser produzidos localmente. Segundo a empresa, a decisão reforça o compromisso com a cadeia produtiva nacional.

25 de fevereiro de 2026
Daiane Mendes
Entre 2025 e 2030, a combinação de inteligência artificial , automação e envelhecimento populacional deve alterar a estrutura de empregos no mundo. Na China, onde a população em idade ativa tem reduzido de forma contínua desde 2015 e a digitalização avança em ritmo acelerado, essa mudança já está em curso. De acordo com o Relatório sobre o Futuro do Trabalho 2025, do Fórum Econômico Mundial, mais de 90% das empresas que operam no país afirmam que inteligência artificial e robótica serão centrais para transformar seus negócios até 2030. O índice supera o de outras regiões e indica prioridade clara na adoção tecnológica. Enquanto governos e empresas em diversas economias ainda discutem regulação, riscos e impactos da IA sobre o emprego, a China acelera a aplicação industrial da tecnologia. O país lidera a instalação de robôs industriais no mundo e amplia a produção em escala. Em 2025, a Unitree Robotics enviou mais de 5.500 robôs humanoides para clientes globais. No mesmo período, empresas dos Estados Unidos não registraram exportações em volume equivalente desse tipo de equipamento, o que evidencia diferença de escala na comercialização da tecnologia. A lógica por trás dessa estratégia não é apenas técnica, mas demográfica e geoeconômica. A população em idade ativa na China tem diminuído de forma contínua. Essa redução da mão de obra disponível encarece funções repetitivas, sobretudo em setores como manufatura e logística, empurrando empresas a substituir tarefas humanas por máquinas. Ao mesmo tempo, tensões comerciais e reorganização de cadeias globais obrigam companhias a repensar custos e eficiência, um desafio que se traduz, muitas vezes, em investimentos ainda maiores em automação. A resposta empresarial combina aumento de produtividade e substituição de tarefas repetitivas. O relatório do Fórum Econômico Mundial projeta que 22% dos empregos globais sofrerão mudanças até 2030, com redução de funções administrativas e operacionais rotineiras e expansão de cargos ligados a dados, engenharia e tecnologia. Na China, esse movimento ocorre com maior intensidade porque está alinhado à política industrial e ao planejamento de longo prazo. No setor produtivo, isso significa mudança no perfil da demanda por trabalho. Cresce a procura por engenheiros de automação, especialistas em dados e profissionais de manutenção de sistemas inteligentes, enquanto funções operacionais tradicionais perdem espaço. Segundo o relatório, cerca de 38% das empresas na China enfrentam escassez de talentos qualificados, e mais da metade dos empregadores defende maior investimento público em requalificação e mais flexibilidade em contratação e demissão. A tecnologia é central para o planejamento da força de trabalho: 76% das empresas pretendem expandir seus quadros usando novas ferramentas digitais, e esperam que 43% das tarefas sejam executadas principalmente por tecnologia até 2030, acima da média global de 34%. Além disso, 76% dos empregadores planejam explorar grupos de talentos mais diversos e 82% investem em iniciativas de recrutamento, retenção e progressão, superando os índices globais. O resultado é uma transformação acelerada do mercado de trabalho, em que a China aplica tecnologia em ritmo intenso, mas precisa lidar com desafios estruturais para formar e manter profissionais qualificados.

12 de fevereiro de 2026
Daiane Mendes
Com a entrada de 2026 no calendário lunar chinês, o Ano do Cavalo marca a transição de um período mais introspectivo para um ciclo de ação, velocidade e busca por liberdade. Segundo a consultora em astrologia chinesa Marina Caramez, o novo ano acelera o ritmo das decisões e faz com que as oportunidades surjam e desapareçam rapidamente. “As oportunidades chegam e vão embora muito rápido. É preciso estar preparado, pois elas não voltam”, afirma. Diferente de 2025 (regido pela Serpente) , que foi focado no aprimoramento pessoal e na introspecção, 2026 é um ano de energia Yang, considerada mais ativa. “O cavalo é um animal feliz quando está livre e correndo sem sela. Essa energia nos empurra para agir, mas a impetuosidade pode colocar tudo a perder se não houver cautela”, diz a consultora. Cavalo de Fogo intensifica impulso e paixão O ciclo de 2026 combina o signo do Cavalo com o elemento Fogo. Na tradição da astrologia chinesa, essa combinação indica que as características do signo tendem a se manifestar de forma mais intensa. Marina explica que, quando o elemento do ano coincide com o elemento do próprio signo, a energia se expressa de maneira mais forte. “O fogo está ligado à paixão e à impetuosidade. Isso traz motivação e otimismo, mas também pode nos cegar”, afirma. Segundo a consultora, essa intensidade pode reduzir a flexibilidade das pessoas em relação às próprias ideias. “Quando a paixão está muito forte, a flexibilidade vai embora. As pessoas podem brigar por coisas bobas porque estão muito apegadas a uma ideia ou a um conceito”, diz. Decisões de carreira pedem cautela O impacto da energia do Cavalo tende a ser sentido com força em escolhas profissionais. A busca por liberdade e autonomia pode levar a decisões precipitadas, como trocas de emprego feitas sem planejamento. “Em um ano do Cavalo, é comum a pessoa sentir vontade de mudar tudo. Às vezes, a mudança faz sentido. Em outras, é apenas a influência do ritmo acelerado do ano. Por isso, é importante pensar duas ou três vezes antes de decidir algo importante”, afirma Marina. Ela recomenda organizar a vida prática antes de “entrar no ritmo” do ano. “Antes de subir no cavalo e sair galopando, crie raízes. Planeje, organize e saiba a direção que quer tomar. Se você não souber, o cavalo pode te levar para um caminho sem rumo”, diz. Parcerias tendem a render mais que iniciativas isoladas Apesar da imagem do cavalo associada à independência, Marina afirma que 2026 tende a favorecer colaborações e trabalhos em equipe . “O movimento do ano favorece mais as parcerias do que iniciativas totalmente individuais. Trabalhar com outras pessoas pode gerar resultados melhores do que agir sozinho”, explica. Segundo ela, a simbologia do Fogo reforça a ideia de que pequenas ações coletivas podem ganhar força quando feitas em conjunto. Oportunidades rápidas exigem preparo Outro ponto destacado é a velocidade com que oportunidades surgem e desaparecem ao longo do ano. Para a consultora, o planejamento prévio é decisivo para aproveitar esse movimento. “A oportunidade vem e passa rápido. Quem não estiver preparado, perde. É preciso deixar as bases organizadas antes, para conseguir agir quando a janela se abre”, afirma. Ela recomenda que projetos, viagens ou mudanças importantes sejam planejados com antecedência. “Se a pessoa já sabe que quer fazer algo ao longo do ano, o ideal é organizar tudo o quanto antes. Isso reduz o risco de perder oportunidades por falta de preparo”, diz. [caption id="attachment_27622" align="alignnone" width="900"] Foto: Arquivo pessoal/ Arte: China2Brazil[/caption] Signos mais desafiados no ciclo do Cavalo Entre os 12 signos da astrologia chinesa, o Rato tende a enfrentar mais desafios em anos regidos pelo Cavalo, por se tratar de signos considerados opostos na tradição da metafísica chinesa. Segundo Marina, isso pode significar mais mudanças forçadas e situações fora da zona de conforto. “Não é algo necessariamente negativo. Sair da zona de conforto costuma gerar crescimento, desde que a pessoa saiba lidar com o processo”, afirma. Para quem tem dificuldade em acompanhar mudanças rápidas, a recomendação é adotar estratégias de desaceleração e organização. “Planejamento ajuda a reduzir o impacto do ritmo acelerado. Também é importante buscar práticas que ajudem a manter o foco e o controle emocional”, diz Marina. Entre as sugestões, ela cita exercícios de respiração, meditação e atividades que ajudem a reduzir a impulsividade. Principal alerta do Ano do Cavalo O principal risco do ciclo, segundo a consultora, está na combinação entre velocidade e decisões tomadas no impulso. “A energia do ano favorece a ação, mas também aumenta a chance de escolhas feitas no calor do momento. É um ano para agir, mas com direção clara”, conclui.

12 de fevereiro de 2026
Daiane Mendes
A Universidade Estadual Paulista (Unesp) criou o primeiro curso superior voltado à formação em língua e estudos sobre a China. A graduação começa no segundo semestre de 2026, no campus de Assis (SP), e inclui uma etapa de estudos na China, em parceria com a Universidade de Hubei, em Wuhan. O curso será um bacharelado com aulas na Faculdade de Ciências e Letras (FCL) do campus de Assis. A Unesp vai ofertar 40 vagas no período noturno. A graduação terá duração mínima de quatro anos. Os estudantes poderão cursar os dois últimos anos na Universidade de Hubei, por meio de acordo de cooperação entre as duas instituições, com aval do Ministério da Educação da China. O programa prevê a possibilidade de duplo diploma, com ênfase em relações comerciais internacionais. De acordo com a Unesp, os dois primeiros anos do curso concentram disciplinas de língua chinesa. Ao fim desse período, entre 15 e 20 alunos poderão seguir para a China. A seleção vai considerar a proficiência no idioma e o desempenho acadêmico, conforme critérios do projeto pedagógico do curso. A iniciativa integra a cooperação acadêmica entre a Unesp e a Universidade de Hubei, mantida por acordos institucionais e pela atuação do Instituto Confúcio na Unesp, criado em 2008. A universidade informou que vai divulgar, nos próximos meses, as regras de ingresso e o calendário da etapa no exterior.

4 de fevereiro de 2026
Daiane Mendes
O governo chinês classificou os dados digitais como um recurso econômico oficial, posicionando a informação no mesmo patamar estratégico que recursos naturais, capital humano, tecnologia e investimentos. Segundo o relatório "MADE IN CHINA: A Nova Arquitetura da Inovação Global", elaborado pelo Institute for Tomorrow em parceria com o E-Commerce Brasil, IEST Group e YouPix, essa mudança permite que cada clique, compra ou deslocamento do cidadão seja tratado como um ativo estratégico para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), que tem meta de 10% de participação da economia digital até 2025. O documento foi elaborado a partir de visitas à empresas chinesas e detalha os aprendizados ao percorrer seis cidades estratégicas Beijing, Hengqin, Hangzhou, Guangzhou, Shenzhen e Xangai, para mapear como o planejamento estatal e a execução privada constroem um ecossistema de inovação integrada. Planejamento estatal como motor da economia O relatório observa que a inovação na China não é um processo espontâneo, mas uma arquitetura desenhada pelo Estado por meio dos Planos Quinquenais, que definem metas estratégicas, enquanto empresas privadas funcionam como braços executores. Essa coordenação permite que o país direcione recursos de forma massiva. A delegação observou que o governo chinês facilita o acesso à infraestrutura e ao capital para startups alinhadas às metas nacionais. Como resultado, a China registra crescimento acelerado em tecnologias verdes e cidades inteligentes, onde o poder público abre dados para que empresas criem soluções práticas para a população. Como oportunidade para o mercado externo, o documento destaca a ilha de Hengqin. O local funciona como um laboratório de cooperação entre a China continental e os países de língua portuguesa. Segundo a delegação, Hengqin oferece incentivos fiscais e desburocratização para empresas brasileiras que desejam testar tecnologias no mercado asiático, servindo como uma porta de entrada para a nova arquitetura da inovação global. A industrialização da influência e o varejo de entretenimento Um dos pontos centrais detalhados pela delegação é a transformação do consumo através da "Creator Economy". O relatório descreve que a China industrializou a criatividade, transformando o conteúdo em uma transação financeira direta. O sistema organiza os influenciadores em uma estrutura profissional dividida em Key Opinion Leaders (KOLs), voltados para o alcance de massa, e Key Opinion Consumers (KOCs), focados na conversão técnica em nichos específicos. Segundo o documento, esse modelo de "social commerce" é sustentado pela Multi-Channel Networks (MCNs). Essas empresas funcionam como verdadeiras fábricas, oferecendo estúdios, logística e roteirização para transmissões ao vivo que duram 24 horas por dia. Em cidades como Hangzhou, sede do grupo Alibaba, a delegação visitou complexos físicos dedicados exclusivamente ao comércio em tempo real, onde o algoritmo de recomendação conecta o produto ao consumidor no exato momento da transmissão. O movimento Guochao e a identidade tecnológica A delegação brasileira identificou a força do movimento Guochao, ou "onda nacional" , fenômeno que representa orgulho nacional refletido no consumo. Jovens consumidores priorizam marcas locais, como Xiaomi, Huawei e Anta, que incorporam elementos da cultura tradicional em produtos de alta tecnologia. Esse fenômeno fortaleceu o mercado interno e reduziu a dependência de marcas estrangeiras. As empresas monitoram em tempo real as preferências da população e ajustam estoques e designs quase instantaneamente, usando inteligência artificial. A soberania digital chinesa, portanto, manifesta-se tanto na infraestrutura de servidores quanto na preferência estética da população, criando um ecossistema fechado e resiliente a pressões externas. Regulação e resposta das plataformas tecnológicas O crescimento desse ecossistema trouxe novas medidas legais por parte do governo e das próprias empresas. Em 2025, a China implementou normas rígidas para a moderação de conteúdo gerado por inteligência artificial e para a atuação de influenciadores digitais. Profissionais que abordam temas sensíveis, como saúde, finanças ou direito, precisam agora apresentar certificações oficiais para operar nas plataformas. O objetivo é mitigar a disseminação de informações falsas e garantir a segurança do consumidor. Plataformas como Douyin (a versão chinesa do TikTok) e WeChat adotaram sistemas de pontuação para criadores e marcas. O descumprimento de regras de transparência ou a entrega de produtos com qualidade inferior resulta na perda de alcance orgânico ou na suspensão imediata das contas. Empresas estrangeiras que operam no país, como Apple e Nike, ajustam suas estratégias para se integrarem a esses ecossistemas de dados, aceitando as regras locais de armazenamento de informações e participação em festivais de compras digitais para manter a competitividade. Desafios da integração entre dados e vida privada O modelo chinês de inovação apresenta um dilema entre a eficiência máxima e a privacidade individual. A integração total de serviços em superaplicativos como o WeChat facilita a vida urbana, mas gera um monitoramento constante de todas as esferas da vida civil. Segundo os participantes da missão, a rapidez com que a China implementa mudanças sociais e tecnológicas exige uma discussão ética sobre o papel dos algoritmos na autonomia humana. O relatório conclui que, embora o modelo chinês seja difícil de replicar integralmente devido às diferenças políticas, ele serve como um espelho do que é possível realizar com planejamento de longo prazo. O desafio para países como o Brasil, de acordo com a delegação, é encontrar um equilíbrio entre a agilidade tecnológica observada na China e a manutenção dos direitos individuais e da diversidade de mercado.

27 de janeiro de 2026
Daiane Mendes
O crescimento da inteligência artificial generativa na China atingiu um volume que altera a dinâmica do mercado digital global. Segundo dados do Centro de Informações da Rede da Internet da China (CNNIC), a base de usuários no país dobrou em apenas seis meses, alcançando 515 milhões de pessoas em meados de 2025, de acordo com dados mais recentes. O número representa mais do que uma adoção rápida, indica que a IA foi incorporada à estrutura de serviços e ao fluxo de trabalho de um terço da população conectada do país. Enquanto o Ocidente ainda debate as implicações éticas e regulatórias de forma cautelosa, a China integrou a IA em setores que vão da produção agrícola à pesquisa científica e transformou o processamento de dados em uma utilidade tão comum quanto a conectividade 5G. IA como infraestrutura digital Diferente da fase inicial de experimentação, o estágio atual na China é de maturidade operacional. Com uma penetração de 36,5% entre os consumidores digitais, o país criou um ambiente onde a tecnologia é refinada por centenas de milhões de pessoas diariamente. Esse ciclo de uso intenso alimenta o desenvolvimento de novos modelos, elevando a IA ao status de infraestrutura básica, integrada de forma nativa a dispositivos móveis, plataformas de serviços e ao cotidiano profissional e acadêmico. Perfil dos usuários O relatório do China Internet Network Information Center (CNNIC) mostra que a maior parte dos usuários de IA generativa tem menos de 40 anos, representando 74,6% do total. Aproximadamente 37,5% possuem nível superior ou formação técnica. O padrão indica que a tecnologia é mais adotada por jovens adultos e profissionais que já utilizam dispositivos digitais com frequência. Entre os usos mais comuns estão: geração de conteúdo, busca inteligente, tradução, assistentes de produtividade e educação. Embora a tecnologia esteja disponível para todos, a concentração em perfis mais jovens e escolarizados sugere que a adoção ainda depende de familiaridade com ferramentas digitais e acesso a dispositivos com capacidade para IA. Integração em plataformas, dispositivos e indústria A IA generativa tornou-se parte da experiência cotidiana graças à incorporação direta em plataformas digitais. Baidu, Alibaba e ByteDance adicionaram modelos de linguagem a buscas, aplicativos de mensagens, e-commerce e redes sociais, permitindo que funções de IA operem dentro das interfaces que os usuários já acessam diariamente. Nos dispositivos móveis, grandes fabricantes como Huawei, Xiaomi e Vivo passaram a incluir unidades de processamento neural e modelos otimizados para execução local. Isso permite funções como tradução em tempo real, edição de vídeo, assistentes de produtividade e sugestões inteligentes diretamente no aparelho, reduzindo a dependência da nuvem e acelerando a adoção. No campo educacional, escolas e plataformas privadas implantaram tutores digitais, sistemas de correção de exercícios e simuladores de provas, enquanto no trabalho a IA passou a integrar atendimento, análise de dados, produção de conteúdo e automação de processos, reorganizando funções e aumentando a eficiência operacional. Na manufatura, a tecnologia é aplicada em controle de qualidade, manutenção preditiva e otimização de linhas de produção. Máquinas conectadas analisam dados em tempo real para ajustar velocidade, detectar falhas e reduzir desperdício de materiais. Grandes indústrias, especialmente nos setores de eletrônicos e automóveis, adotam sistemas inteligentes para aumentar produtividade e reduzir tempo de inatividade. Outros setores, como varejo, saúde e serviços públicos, também integram a IA em suas operações. No comércio eletrônico, algoritmos recomendam produtos e otimizam logística; na saúde, auxiliam na triagem de pacientes e na organização de informações. Governos locais utilizam IA para gestão de dados urbanos e serviços digitais , tornando a tecnologia parte da infraestrutura pública.

20 de janeiro de 2026
Daiane Mendes
A composição dos maiores patrimônios privados da China mudou em 2025. Os dados do Instituto de Pesquisa Hurun mostram que os bilionários mais ricos do país passaram a ter origem majoritária em setores ligados à manufatura avançada e à produção industrial de alta qualidade. Segundo o relatório, divulgado em outubro de 2025, 60% dos 100 maiores patrimônios têm origem em setores ligados à indústria de alta tecnologia, incluindo veículos de novas energias (NEVs) , eletrônicos de consumo, computação, baterias e indústria farmacêutica, o que altera a composição setorial do topo da riqueza privada chinesa. O ranking de 2025 contabilizou 1.434 indivíduos com riqueza superior a 5 bilhões de yuans (cerca de US$700 milhões), alta de 31% em relação ao ano anterior. O valor total dessas fortunas subiu 42%, alcançando US$4,2 trilhões. Esse crescimento ocorreu em um ano de forte valorização nos mercados de capitais locais, com o índice de Shenzhen subindo 54% e o de Xangai 36%. Entre os listados, 1.021 são bilionários em dólares, 268 a mais que no ano passado. Do total, 1.198 viram sua riqueza aumentar e 376 apareceram pela primeira vez. O topo do ranking continua concentrado em nomes vindos de consumo, tecnologia e plataformas digitais. Zhong Shanshan, da Nongfu Spring, retomou a primeira posição com US$74,3 bilhões, impulsionado pelo crescimento da marca de água engarrafada, do chá Oriental Leaf e da vacina contra HPV produzida por sua farmacêutica. Zhang Yiming, fundador da ByteDance, ficou em segundo lugar com US$65,9 bilhões, após a empresa ampliar investimentos em inteligência artificial. Pony Ma Huateng, da Tencent, manteve-se entre os três primeiros com US$65,2 bilhões, apoiado no avanço de receitas de publicidade e jogos. [caption id="attachment_27308" align="alignnone" width="2560"] Imagem: China2Brazil[/caption] Embora o topo ainda inclua líderes de tecnologia e consumo, o conjunto dos grandes patrimônios mostra uma transição industrial que se reflete inclusive na geografia da riqueza. Pela primeira vez em 14 anos, Pequim perdeu o posto de cidade com maior número de bilionários, sendo superada por Xangai e Shenzhen. Essa migração indica que a fortuna privada está se deslocando do centro político e administrativo para os grandes polos tecnológicos e comerciais. Em 2017, as incorporadoras representavam cerca de um terço do Top 100, mas em 2025, apenas uma empresa do setor permanece neste grupo. A lacuna deixada pelo mercado imobiliário foi ocupada por empresários de veículos elétricos, baterias e hardware. A CATL , de Zeng Yuqun, e a BYD, de Wang Chuanfu, simbolizam o peso do setor automotivo elétrico, enquanto a Xiaomi, de Lei Jun, registrou o maior avanço individual do ranking, com aumento patrimonial de US$27,5 bilhões. A lista também absorveu novas marcas voltadas ao consumo e à tecnologia de ponta. A Pop Mart, de Grant Wang Ning, cresceu impulsionada pelo sucesso global de seus produtos, Labubu, adicionando US$21,7 bilhões ao patrimônio do fundador. No campo da computação, Chen Tianshi, da fabricante de chips Cambricon, quintuplicou sua fortuna para US$25 bilhões, favorecido pela demanda por inteligência artificial. Esse movimento coincide com a trajetória industrial do país. Desde o final da década de 2010, a China ampliou investimentos em eletrificação, semicondutores e novos materiais, consolidando sua posição em cadeias globais de hardware. O resultado representa uma diversificação da base de geração de fortunas, onde a elite econômica passa a refletir um país que combina plataformas digitais com capacidade fabril e energia. A edição de 2025 indica que a riqueza na China está agora mais associada à produção industrial de alto valor agregado do que ao setor imobiliário, que atravessa um ciclo negativo.

13 de janeiro de 2026
Daiane Mendes
O comércio entre Brasil e China alcançou em 2025 o maior nível histórico, com US$171 bilhões movimentados, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) compilados pelo Conselho Empresarial Brasil-China (CEBC ). O volume representa alta de 8,2% sobre 2024 e aumentou a distância em relação aos Estados Unidos, segundo principal parceiro comercial do Brasil, cujas trocas somaram US$83 bilhões no mesmo período. De acordo com o CEBC, a China permaneceu como o maior destino das exportações brasileiras, com participação de 28,7% do total vendido ao exterior. Também foi a principal origem das compras brasileiras, respondendo por 25,3% das importações. Em 2025, o superávit brasileiro na relação bilateral chegou a US$29,1 bilhões, o maior entre todos os parceiros e equivalente a 43% do saldo comercial positivo do país (US$68,3 bilhões). Trata-se do 17º ano seguido com resultado favorável ao Brasil, desde o déficit registrado em 2008 durante a crise financeira global. Exportações: agro e petróleo sustentam desempenho Segundo o levantamento, as vendas do Brasil para o mercado chinês cresceram 6% em 2025 e chegaram a US$100 bilhões, o segundo maior valor desde o início da série histórica em 1997, segundo o CEBC. A agropecuária foi responsável pelo bom resultado, com a soja representando um pouco mais de um terço das vendas e tendo crescimento de 10% em relação a 2024. No petróleo, houve recorde de valor (US$20 bilhões) e de volume (44 milhões de toneladas), com a China absorvendo 45% dos embarques brasileiros. O estado do Rio de Janeiro liderou as vendas externas ao mercado chinês pelo terceiro ano consecutivo, com US$18 bilhões, em sua maioria petróleo. As exportações de café verde mais que dobraram, saltando de US$213 milhões para US$459 milhões. No setor de carnes, a bovina cresceu quase 48% e chegou a US$8,8 bilhões, enquanto as vendas de frango caíram 53% e a China deixou o posto de principal comprador do produto. Plataforma de petróleo e veículos eletrificados ganham relevância Nas importações, o Brasil desembolsou US$70,9 bilhões em mercadorias de origem chinesa em 2025, aumento de 11,5% na comparação anual. De acordo com o CEBC, parte desse avanço refletiu a aquisição de uma plataforma de petróleo estimada em US$2,66 bilhões. Também houve expansão das compras de itens ligados à indústria química e tecnológica, como veículos eletrificados, herbicidas, fertilizantes e fármacos. No setor automotivo, as importações de carros híbridos cresceram 25% e chegaram a US$1,87 bilhão. As compras de medicamentos chineses aumentaram 39% e ultrapassaram US$1 bilhão, contribuindo para que o país saltou da sétima para a quarta posição entre os principais fornecedores de fármacos ao Brasil. Peso estratégico nas relações comerciais Segundo o compilado do CEBC, a soma das exportações e importações com a China representou 27,2% da corrente de comércio brasileira em 2025, que fechou o ano em US$629 bilhões. Em termos de destino exportador, a China manteve uma margem ampla, sua fatia equivale à soma dos sete países seguintes no ranking, segundo o compilado do CEBC. Mesmo com o avanço de parceiros como Argentina e Índia, que registraram altas relevantes na compra de produtos brasileiros, a China permaneceu à frente com folga. Nos Estados Unidos, terceiro destino dos bens da indústria de transformação brasileira, houve queda de 6,6% nas aquisições em 2025.