
7 de março de 2023
Daiane Mendes
Assim como a mitologia egípcia, que seguia a religião politeísta (onde acreditava-se em vários deuses), sendo constituída por um conjunto de mitos, lendas como uma forma de entender os fenômenos naturais, a mitologia chinesa, por sua vez, baseou-se em suas três religiões principais: o Taoísmo, o Confucionismo e o Budismo . As civilizações sempre buscaram uma verdade sobre a criação de todas as coisas. E essa busca por um porquê desenvolveu-se a partir das culturas e tradições de suas sociedades. Como surgiu o mundo e outras perguntas sempre pertinentes ao ser humano, são respostas que cada mitologia possui sua própria versão. Segundo a mitologia chinesa, antes de tudo, só existia o vazio chamado de Caos Primordial. Esse vazio possuía um formato oval e, em seu interior, foi desenvolvido o primeiro ser vivo, Pangu. Pangu era um gigante que esteve adormecido por 18 mil anos. E enquanto dormia, seu crescimento aumentava até a casca do ovo romper e quebrar. Quando enfim acordou, o gigante partiu o ovo com um golpe de machado provocando o chamado Big Bang , consistindo no início de tudo. Ao partir o ovo surgiram duas metades: sendo a parte escura e pesada (Yin) a terra, e a parte leve e iluminada (Yang) o céu. E para que o caos não ressurgisse novamente e assim manter as partes separadas, o gigante Pangu permaneceu de pé segurando o céu acima de sua cabeça até as metades se fixaram em seus lugares. Havendo equilíbrio entre céu e terra, Pangu morreu quando finalizou a criação do mundo. E após sua morte, sua cabeça transformou-se em uma grande montanha sagrada , os olhos deram origem ao sol e à lua, os seus cabelos tornaram-se árvores e sua voz o trovão. O primeiro autor taoísta a fazer referência à lenda de Pangu e a criação do mundo foi Xu Zeng no século I d.C. Estima-se que a história surgiu a partir de monges taoístas e seguidores do filósofo Lao Zi, já que o conceito de duas forças opostas, Yin, a energia densa e escura, e o Yang, leve e iluminado, é primordial em sua história. Quer saber mais sobre a cultura da China: Leia também: Conheça 15 provérbios chineses.

15 de fevereiro de 2023
Daiane Mendes
O urso panda gigante é um animal mamífero que possui uma pelagem única e singular. Suas cores têm relação com o processo de camuflagem, onde a parte branca ajuda-o a esconder-se em locais de neve e a parte preta ajuda a sua camuflagem em locais de sombra. Apesar de serem classificados como carnívoros, sua dieta é baseada no consumo de quase 40 kg de bambu diariamente, para conseguir manter suas necessidades nutricionais. Passam até 14 horas por dia alimentando-se. O urso panda gigante é um animal dócil e tímido, pesa de 75 a 160 kg, pode ter até 70 cm de altura e comprimento de até 150 cm. São encontrados em densas florestas de bambuzais, com 1.200 a 4.100 metros de altitude, em seis áreas montanhosas isoladas nas províncias de Gansu, Shaanxi e Sichuan, na China. Reserva do urso panda Gigante Localizada em Chengdu, na China, a Giant Panda Breeding Research Base é uma reserva florestal destinada à criação, conservação e reabilitação do urso panda gigante da China. O local possui diversas atividades que vão desde observá-los brincando em playgrounds, até segurar um panda filhote. Criada por ambientalistas chineses com o intuito de preservar a espécie da extinção absoluta, a reserva foi fundamental para retirar o urso da lista de animais sob risco de extinção. No ano de 2021, o número de ursos pandas chegou a 1.800 e a espécie foi reclassificada como “vulnerável” e não mais ameaçada por causa dos esforços de conservação. Na cultura oriental, o simbolismo do panda inclui qualidades pessoais e espirituais, como: símbolo de paz, resolução harmoniosa de conflitos, gentileza e força. Além de boa sorte, visão positiva da vida e conexão com a sabedoria oriental. Para os chineses, o espírito do panda traz uma mensagem de sabedoria, mesmo vivendo a maior parte da sua vida de forma solitária, ele ensina a importância de sentir-se seguro, viver com calma, mas com determinação. Destaca a importância de aprender a lidar consigo mesmo e a enxergar a necessidade de estabelecer laços pessoais fortes. Conheça mais sobre a China, leia também: 15 Curiosidades sobre a China

9 de fevereiro de 2023
Daiane Mendes
Os chamados chéng-yü, que significam "expressões feitas", têm origem em passagens históricas ou literárias, de pensadores consagrados ou de poemas famosos. Também conhecidos como ditados populares , os provérbios são frases e expressões que transmitem conhecimentos comuns sobre a vida, por meio de mensagens e sabedorias passadas de geração em geração. Apesar de serem ensinamentos muito antigos, seus aspectos são universais, com ensinamentos sobre situações do cotidiano que nos afetam até os dias atuais. Para os chineses, os provérbios possuem grande importância, sendo incluídos em seus pensamentos e raciocínios. Uma boa parte dos provérbios chineses têm origem em lendas e contos. Por serem em formato similar aos de um poema, requer muita reflexão e observação. Conheça alguns dos provérbios chineses mais famosos para meditar e se inspirar: A gente todos os dias arruma os cabelos: por que não o coração? Aquele que deslocou a montanha é o que começou a remover as pequenas pedras. Se você não mudar de direção, terminará exatamente onde partiu. Se não queres que ninguém saiba, não o faças. Lembre-se de cavar o poço bem antes de sentir sede. Procure acender uma vela em vez de amaldiçoar a escuridão. Jamais se desespere em meio às sombrias aflições da sua vida, pois das nuvens mais negras cai água límpida e fecunda. Há três coisas que jamais voltam: a flecha lançada, a palavra dita e a oportunidade perdida. A sorte se apresenta sob muitos disfarces. Uma pedra preciosa não pode ser polida sem atrito. Assim como você não pode ser aperfeiçoado sem provações. Tecer uma rede é melhor do que rezar por um peixe à beira d'água. Difícil é ganhar um amigo em uma hora; fácil é ofendê-lo em um minuto. Não importa o tamanho da montanha, ela nunca poderá tampar o sol. Se o problema tem solução, não esquente a cabeça, porque tem solução. Se o problema não tem solução, não esquente a cabeça, porque não tem solução. Grandes almas têm vontades, o fraco tem apenas desejos. Quer saber mais sobre a cultura da China, leia também: Conheça os 10 livros clássicos da literatura chinesa

2 de fevereiro de 2023
Daiane Mendes
Considerada uma das civilizações mais antigas do mundo, a China, contém uma cultura milenar repleta de lendas, tradições e diversidades de costumes. O país possui uma das maiores economias do planeta , a terceira maior nação em extensão territorial e, atualmente, está entre os países mais industrializados do mundo, exercendo forte influência na economia global. Por se tratar de uma cultura tão extensa e antiga, algumas informações não são de conhecimento geral. Por isso, trouxemos 15 curiosidades sobre a China: Registros de 6.000 a.C. foram encontrados por historiadores e datam como o início da civilização chinesa. Consistindo como a maior civilização contínua até os dias atuais. É o 3º maior país em território, ficando atrás apenas da Rússia e Canadá. Sua área é de 9.596.961 km². O país faz fronteira com 14 países e possui cerca de 5 mil ilhas ao longo de sua costa. Apesar de sua extensão territorial, todo o país está em um único fuso horário (UTC+8) por determinação do governo. Sua população é a maior do mundo, segundo dados da estimativa de 2021, possui um total de 1,412 bilhão de habitantes. A língua chinesa abrange diversos grupos de dialetos: Mandarim (oficial), o Cantonês (região de Cantão), Wu (região de Shanghai), Hakka (etnia Han), Xiang (região de Hunan), entre outros. A origem da palavra “China” deriva de “Qin”, fazendo menção ao Imperador Qin Shi Huang, responsável pela unificação do país pela primeira vez, em 221 a.C. A Dinastia Qin, também conhecida como dinastia Chin, foi o império mais duradouro, persistindo de 221 a.C. até o ano de 1.912, quando foi estabelecida a República. A Muralha da China é a maior construção do mundo, com 21.196 km de extensão. E sua construção perdurou durante várias dinastias. Foi iniciada em 221 a.C, após a unificação da China pelo imperador Qin Shi Huang e foi abandonada no século XV. Para os chineses, a cor usada para simbolizar o luto e nos funerais é o branco. Já a cor vermelha simboliza felicidade. Sua utilização é bem marcante em festivais, aniversários e casamentos. O ideograma de morcego (蝠 fú) é homônimo de boa fortuna e bênçãos. Para os chineses, o morcego é um símbolo de boa sorte e é frequentemente representado na porcelana e em vasos. Durante muito tempo, a produção da Seda foi guardada a sete chaves. Esse segredo surgiu desde 3.000 a.C. e, segundo a lenda, a esposa do Imperador Huang Di que fez a descoberta, quando um casulo do bicho da seda caiu no seu chá e se desfez na água quente, mostrando o tecido. Cerca de 2 mil anos antes de sua descoberta pelos ocidentais, no século IV a.C., os chineses já perfuravam o solo em busca de gás natural e o utilizavam como fonte de calor. Cidades da China já registraram temperaturas congelantes de até -58°C . Esse recorde foi registrado em dezembro de 2019, na cidade de Genhe, na Mongólia Interior. Gostou do conteúdo? Leia mais: As Características e Curiosidades da Arquitetura Chinesa

26 de janeiro de 2023
Daiane Mendes
A Cidade Proibida, localizada no centro de Pequim, já foi restrita à elite imperial chinesa. Atualmente, recebe visitantes do mundo inteiro, mas durante séculos, o acesso era controlado por um rígido sistema de autorização. Apenas membros da família imperial, conselheiros e autoridades militares podiam entrar no local. A construção começou durante a Dinastia Ming, sob ordem do imperador Chengzu, e durou cerca de 14 anos. A obra cobriu uma área de 720 mil metros quadrados. Um muro com quase 8 metros de altura e 9 metros de largura, além de um fosso de 6 metros de profundidade, cercava a cidade. Essa estrutura funcionava como uma fortaleza para proteger o imperador e seus familiares. A origem do nome "Cidade Proibida" está ligada ao controle rigoroso sobre quem podia entrar e sair. O local abrigava não apenas o centro político do império , mas também a residência do imperador, concubinas, eunucos e serviçais. Muitos nunca deixaram o interior do complexo. O acesso principal era feito pelo portão meridional. O imperador, seus conselheiros e generais tinham autorização para circular entre os espaços internos e externos. Arquitetura milenar A arquitetura da Cidade Proibida seguiu os princípios do feng shui. Dragões e esculturas de pedra decoravam o espaço. A maioria dos telhados foi pintada de amarelo, cor associada ao poder imperial na cultura chinesa. A arquitetura da cidade foi projetada para representar princípios filosóficos, valores religiosos e a autoridade do poder imperial. Além das estruturas voltadas à defesa e à administração, o espaço também abrigava um jardim reservado à família imperial. O jardim ocupava uma área ampla, usada para atividades como meditação, partidas de xadrez e consumo de chá. No centro, ficava o Salão da Paz Imperial, um templo dedicado à deusa Xuan Wu, associada às águas. Atualmente, a cidade integra um dos complexos medievais mais preservados da China. Em 1987, recebeu o título de Patrimônio Mundial da UNESCO e passou a atrair visitantes de todo o mundo. O Museu do Palácio, localizado na Cidade Proibida, recebe cerca de 14 milhões de visitantes por ano — número que supera o da seção mais visitada da Grande Muralha. Além disso, o acervo reúne milhares de peças que ajudam a contar a história da cultura imperial chinesa. Entre os destaques, estão: 350 mil peças de cerâmica; Obras em jade, artigos de papelaria e esculturas; Joias e acessórios usados pela corte; Armas marciais, instrumentos musicais e relógios antigos; Pinturas e caligrafias tradicionais; Objetos em metal de uso cotidiano e cerimonial. Leia também: PANGU: Conheça a mitologia chinesa sobre a criação do mundo

12 de janeiro de 2023
Daiane Mendes
A China é o terceiro país com maior área terrestre do mundo. São quase 9,6 milhões de quilômetros quadrados com paisagens variadas, que vão desde florestas e desertos, em contraste com o litoral no leste da China. Por consequência, algumas das maiores cidades chinesas também estão na lista das maiores cidades do mundo . Conheça algumas das principais cidades da China: Xangai Pequim Shenzhen Guangzhou Hong Kong Xangai Começando pela maior cidade da China, Xangai possui mais de 28 milhões de habitantes e está no 10º lugar entre as cidades mais ricas do mundo. Sendo um dos mais importantes centros culturais e financeiros do país. É banhada pelo Mar da China, sendo o berço do famoso Porto de Xangai é considerada uma das cidades mais modernas e movimentadas da China. Pequim Pequim é o centro político e a capital da China, considerada uma das potências que mais cresce em nível mundial. Está localizada na região norte e por conta de sua história milenar e monumentos históricos como a Cidade Proibida, a Grande Muralha e o Templo do Céu, é um dos destinos mais visitados da Ásia. Pequim está entre as três cidades chinesas com maior quantidade de capital, além de ser uma entre os três principais centros financeiros da China. Shenzhen Considerada uma metrópole por seu elevado desenvolvimento urbano, Shenzhen é a cidade chinesa que é referência tecnológica no mundo, uma das mais modernas da China e um importantíssimo centro financeiro do país. Além da arquitetura moderna, símbolos urbanos, áreas verdes e até praias, Shenzhen possui diversas atrações culturais. A cidade contém alguns edifícios contemporâneos, como o arranha-céu Ping An Finance Center, de 600 metros de altura e vários parques de diversão, tornando-se uma cidade bem interessante para o turismo. Guangzhou Guangzhou está na liderança das cidades chinesas de E-commerce transfronteiriço da China , sendo também uma das mais ricas do país e um importante centro econômico. Além disso, foi a primeira cidade chinesa a ser eleita como cidade presidente da World Association of Major Metropolises em 2020 e a sediar o congresso mundial de prefeitos. Guangzhou vem se esforçando para promover a cooperação da associação com vários parceiros internacionais para se tornar uma importante força de liderança no desenvolvimento sustentável da ONU. Hong Kong Hong Kong é uma das regiões administrativas especiais da China (RAE), o que significa que é semiautônoma. É considerada uma das cidades mais modernas da Ásia. Com uma influência europeia aliada a sua cultura milenar é uma das cidades mais visitadas no mundo por vários anos consecutivos. Por conta da sua densidade populacional, a metrópole desenvolveu um dos sistemas de transporte público mais eficientes do mundo. Contudo, também é considerada como um dos principais centros financeiros internacionais e tem duas vezes mais arranha-céus do que em Nova York, ficando no primeiro lugar em número mundial. Quer conhecer mais sobre a China? Leia também: Você já ouviu falar das Grandes Montanhas Sagradas da China?

5 de janeiro de 2023
Daiane Mendes
Ao longo de toda a história da civilização chinesa, o dragão apresenta um papel de muita importância na cultura da China , sendo chamado frequentemente de Dragão sagrado. Além de ser um animal lendário e estar presente em diversos elementos da cultura da China, também é um dos símbolos mais importantes da nobreza, simbolizando o poder sobrenatural, a benevolência, a fertilidade, a vigilância e a dignidade. Acreditava-se que o imperador descendia diretamente dos dragões. Para os chineses, os dragões são vistos como criaturas sagradas, que possuíam a função de proteger o imperador. Inclusive, as crianças que nascem no ano do dragão, no horóscopo chinês, são consideradas sortudas já que eles são associados à sorte e à prosperidade. A Dança do Dragão Sagrado A cultura da China traz, desde os tempos antigos, muitos princípios da natureza. A dança teve origem na Dinastia Han (206 a.C. até 220 d.C) e seu intuito era homenagear seus ancestrais, pedir pela chuva, trazer boa sorte e prosperidade no ano futuro. Com isso, a dança do dragão passou a ser uma atração indispensável em festejos relacionados à agricultura e à fartura. Com o passar dos anos, a dança do dragão se tornou uma forma de entretenimento e foi incorporada nas comemorações e integrada oficialmente ao calendário de cerimônias importantes e festivais chineses, transformando-se em um espetáculo e manifestação folclórica. Os movimentos precisam ser coordenados e exigem muita disciplina já que seu tamanho pode chegar até 3 metros de altura, que são divididos entre cabeça, corpo e cauda. Para sustentá-lo e fazer os movimentos, varas de bambu são usadas para manipular o dragão durante a dança, o que requer bastante esforço físico. A cabeça deve estar sempre em movimento, para demonstrar poder. Em alguns espetáculos em que há pouca luz, são usadas lanternas dando a sensação de que o Dragão Sagrado está com os olhos iluminados. A música também é um fator especial que, em conjunto com os movimentos, trazem harmonia e elegância para o show. Quer saber mais sobre a China, leia também: Pontos Turísticos que são Patrimônio Mundial da UNESCO na China

29 de dezembro de 2022
Daiane Mendes
A China possui diversos livros clássicos que atravessaram milênios e diferentes dinastias. Para os amantes de livros, a melhor forma de conhecer a história de um país, saber sobre sua cultura e tradições, é lendo suas grandes obras da literatura. Apesar de muitos registros possuírem linguagens antigas, o que dificulta o conhecimento dessas obras em outros países, atualmente, vários tradutores conseguem trazer uma linguagem mais acessível e de fácil compreensão. Com isso, conteúdos que até então não poderiam ser acessados são divulgados, em muitos casos, gratuitamente. No texto de hoje, trouxemos os 10 livros clássicos mais populares na China. Confira: Um Sonho de Mansões Vermelhas Jornada para o Oeste Romance dos Três Reinos Foras-da-lei do Pântano O Clássico das Montanhas e dos Mares Os Analectos de Confúcio Camelo Xiangzi Cerco Grite Cidade Fronteiriça 1 - Um sonho de mansões vermelhas Autor: Cao Xueqin Dream of red mansions é considerada uma obra prima da literatura chinesa e está entre os quatro grandes clássicos da China. Foi escrita no século XVIII, durante a dinastia Quing e acredita-se tratar de uma história semi-biográfica. O livro é tão influente no país que já conta com mais de 14 adaptações no cinema, 10 adaptações em séries e estabeleceram estudos para analisar seu extenso conteúdo, por se tratar não apenas de um romance, mas por suas profundas conotações culturais. 2 - Jornada para o Oeste Autor: Wu Chengen Journey to the West, é considerado um dos quatro grandes romances clássicos da literatura da China. O romance mitológico do escritor chinês Wu Chengen, surgiu em meados da Dinastia Ming e mantém como base a peregrinação do monge Xuanzang para a Índia, em busca de escrituras sagradas do budismo em “Grandes registros Tang sobre as regiões ocidentais”. Jornada para o Oeste é tão popular que um dos animes japoneses mais populares de todos os tempos, o Dragon Ball, é vagamente baseado na história e o personagem Son Goku é baseada no Rei Macaco Sun Wukong. 3 - Romance dos três reinos Autor: Luo Guanzhong Romance of the Three Kingdoms, é uma das obras que mais vezes foi adaptada para filmes e séries. Sua influência é semelhante aos Lusíadas de Camões na literatura Portuguesa. Esse romance histórico foi escrito por Luo Guanzhong, no século XIV e narra o período entre o final da dinastia Han e início da dinastia Jin, em que o país esteve dividido em 3 reinos que lutavam entre si para ascender ao trono imperial. Parte dos relatos são reais, mas muitas experiências não aconteceram de fato. Contudo, para quem gosta de histórias repletas de batalhas épicas, este é um livro a ser colocado em sua lista. 4 - Margem de Água Autor: Shi Nai’an The Water Margin, foi escrito por Shi Nai’an e também está entre os quatro grandes romances clássicos da literatura chinesa. Conta a história de uma revolta heróica, sobre um grupo de 108 foras da lei que se reúnem em Mount Liang, para formar um exército antes de serem anistiados pelo governo. Ambientada na dinastia Song, é baseada em lendas e possui personagens marcantes da cultura popular chinesa. 5 - O clássico das montanhas e dos mares Autor: Anônimo O Clássico das Montanhas e dos Mares é uma obra da Antiguidade chinesa que descreve criaturas, deuses e humanóides. Considerado por muitos como bestiário, um gênero literário medieval, ele mostra atributos físicos e de comportamentos de animais, reais ou fantásticos, para a construção de fábulas de caráter moralizante. O livro possui grande relevância na cultura chinesa, até os dias atuais, muitos chineses continuam a atribuir a determinadas espécies algumas características misteriosas. 6 - Os Analectos de Confúcio Autor: Confúcio e seus discípulos Trata-se de uma coleção de registros linguísticos e de diálogos atribuídos ao Confúcio e seus discípulos, em que foram registrados suas palavras e ações. Esses compilados foram escritos entres os séculos V a.C. e o I d.C. e tornou-se um livro doutrinal que serve como referência para transmissão de valores como a educação e respeito pela hierarquia. Sua influência não acontece só na cultura e no pensamento chinês, mas também em toda a Ásia Oriental (Coréia, Japão, Vietnã). 7 - Camelo Xiangzi Autor: Lao She Camel Xiangzi é um dos romances mais comoventes e bem-sucedidos entre os escritores chineses da era moderna. Ambientada entre os anos 1920 e 1930, em Beijing, tem como personagem principal um jovem chinês que resolve se tornar um condutor de riquixá (meio de transporte de tração humana em que uma pessoa puxa uma carroça de duas rodas). O rapaz que vem do campo e não mede esforços para economizar dinheiro e comprar seu próprio veículo. Além do sucesso dos livros, Camel Xiangzi é uma das peças mais amadas e mais bem executadas da China. 8 - Cerco - A Fortaleza sitiada Autor: Quian Zhongshu Escrito pelo chinês Quian Zhongshu, considerado o escritor mais importante da segunda metade do século XX, Fortress Besieged, recebeu grandes elogios dos críticos da época. Conta a história de um grupo de intelectuais em meio a guerra, sendo o personagem principal de Fang Hongjian, que vai estudar na Europa e retorna com um falso doutorado e nenhuma ideia do que fazer com sua vida. O romance é considerado uma das maiores obras da literatura chinesa moderna. 9 - O grito Autor: Lu Xun Com o título de “O diário de um louco – Contos completos de Lu Xun”, o livro traz três coletâneas de histórias curtas: “O grito”, “Hesitação” e “Histórias antigas recontadas”. Lu Xun é considerado o pai da literatura moderna chinesa e recebeu grande destaque por apresentar a cultura chinesa de uma forma diferente e jamais exposta. Em sua obra ele deixou simbolismos que exprimem sensações como desencanto e desorientação em uma China que se transformava de império em república. “O Grito” foi publicado originalmente em 1923 e aborda elementos e costumes da cultura chinesa antiga. 10 - Cidade de Fronteira Autor: Shen Congwen Mesmo sendo uma obra quase desconhecida fora da China, Cidade de Fronteira, escrito por Shen Congwen possui grande importância dentro de seu país de origem. Nessa ficção o enredo central é sobre uma pequena história comovente que aconteceu em uma vila fechada e harmoniosa, no oeste de Hunan. Shen baseou essas histórias em suas próprias experiências de vida e lendas antigas contadas a ele por seus parentes. Quer saber mais sobre a cultura da China? Leia também: 6 curiosidades sobre o Natal na China

27 de dezembro de 2022
Daiane Mendes
O entretenimento e a ficção são passaportes para novos países e culturas. Diversos filmes, séries e games têm personagens chineses que representam uma nação e levam as tradições milenares para todo o mundo. Na China , além das grandes produções, que ganham cada vez mais fãs, os produtos criados por ocidentais também incorporam os costumes do país em suas obras. Confira abaixo alguns personagens chineses mais famosos do cinema. Fa Mulan Filme: Mulan A guerreira foi a primeira personagem de origem oriental e chinesa a se tornar uma das princesas da Disney. Inspirada na lenda de Hua Mulan, do poema The Ballad of Mulan, a animação foi lançada em 1998 e conta a história de uma jovem filha única que é enviada para a cidade para encontrar seu futuro marido, mas sem sucesso. Após voltar a sua aldeia, descobre que o conselheiro do imperador chinês convocou um homem de cada família para servir em uma possível guerra. Para proteger seu pai, que já é idoso, ela corta os cabelos e se apresenta como homem para ir no lugar dele, se tornando o primeiro guerreiro a desvendar o enigma feito pelo comandante Li Shang. Zheng Shang-Chi Filme: Shang-Chi e a Lenda dos Dez Anéis A produção da Marvel lançada em 2021 conta a trajetória de Shang-Chi, jovem chinês que foi treinado desde criança para ser um guerreiro, se tornando lutador de artes marciais. Ao fazer 18 anos, o garoto foge de seu país natal para tentar vingar a morte da mãe. Mas seu passado volta a assombrar quando ele descobre que o pai está prestes a usar um colar poderoso para trazer a alma de sua mãe de volta, desencadeando um grande mal na terra. Ele descobre os dez anéis do poder e se torna um dos novos super-heróis da Marvel, podendo até fazer parte dos Novos Vingadores. Chun-li Jogo de videogame: Street Fighter O nome Chun-li significa “beleza da primavera” em mandarim. Ela é de origem chinesa e foi a primeira personagem feminina jogável a aparecer em um dos jogos de luta mais populares do mundo. Sua primeira aparição foi no Street Fighter II, em 1991. A personagem é dedicada e tem um forte senso de justiça. Segundo a história, a personagem começou a aprender artes marciais quando tinha cinco anos depois de ver um filme de Bruce Lee. Ling Xiaoyu Jogo de videogame: Tekken Ling é uma garota amável, inocente e determinada que foge de seus pais durante as férias em família em Hong Kong. Ao se esconder no navio de Heihachi Mishima, ele descobre que a menina havia derrotado seus seguranças ao tentar prendê-la pela invasão e a faz de sua protegida, treinando-a para ser sua guarda-costas. Ela faz sua primeira aparição no jogo em Tekken 3 quando Mishima a força a competir no torneio de luta. Hay Lin História em Quadrinhos: W.I.T.C.H. Hay Lin é uma das cinco adolescentes protagonistas da série em quadrinhos Witch. Elas são escolhidas para serem guardiãs do Oráculo de Kandrakar e cada uma tem um poder dos cinco elementos e uma habilidade especial. Hay pode ficar invisível e representa o elemento ar, podendo dominar as correntes de vento e voar. Ela é neta de Yan Lin, antiga guardiã do oráculo, e seus pais têm um restaurante de comida típica do seu país de origem, a China.

19 de dezembro de 2022
Daiane Mendes
Desde os tempos antigos, a comida desempenha um papel indispensável e primordial para o povo chinês. E essa longa cultura alimentar é reforçada em um de seus ditados mais populares que diz: “A comida é a coisa mais importante para as pessoas". A culinária da China, além de conter uma rica herança cultural, que é criada e transmitida entre as gerações, possui, por se tratar de um país extenso, características distintas de cada região. Nos filmes, séries e até desenhos animados, vemos que as refeições são apresentadas em mesas fartas, comidas variadas e coloridas. No que diz respeito às relações com as pessoas, os chineses formam uma comunidade com a família como uma unidade básica. E essa relação milenar se refere ao fortalecimento do relacionamento familiar que faz parte dos "cinco relacionamentos" tradicionais chineses, sendo esse o primeiro e mais prioritário. Com sentido das relações humanas de modo a coordenar a relação entre os indivíduos, viver em comunidade é um fator essencial. Por isso, comer bem e estar rodeado de familiares e amigos, é tão representativo na China. Sabores variados Levando em consideração o vasto território chinês e seus recursos abundantes, a diversidade de costumes e pratos são bem variados de acordo com as diferentes regiões. Outro ditado popular chinês "Arroz do Sul e Macarrão do Norte." deixa isso evidente em como cada local possui comidas típicas com características próprias. E essa variação territorial é tão marcante que os sabores são divididos por localidades: doce do Sul, salgado do Norte, azedo do Leste e picante do Oeste, ou quatro sabores de Bashu, Qilu, Huaiyang e Guangdong e Fujian. Alimentos das estações De acordo com os diferentes climas e períodos do ano, o costume de temperar e decorar os pratos de acordo com as estações do ano é outra característica bem comum da culinária chinesa. A necessidade de adaptação às colheitas de cada estação é denotada através do paladar: no inverno, o sabor é suave e forte, no verão, é leve e fresco. Estética culinária A gastronomia chinesa possui habilidades requintadas e tem a tradição e o cuidado à estética dos alimentos, com a apresentação das cores, aromas e utensílios dos alimentos. Dentre as diversas formas de expressar a beleza das iguarias, o costume de esculpir em várias formas legumes como cenoura ou repolho, traz a harmonia e unidade de cor aos pratos. A importância dos sabores na culinária da China O gosto e o paladar são requisitos rígidos na culinária chinesa. Comidas bem temperadas e de boa qualidade são pontos levados muito a sério no preparo dos alimentos. Esses hábitos da cultura alimentar são resultados de milhares de anos de tradições acumuladas que criaram uma cultura tão forte, que é passada de geração em geração, até em outras partes do mundo. A relação com a cultura culinária se consolidou através de experiências que carregam a profunda memória histórica da nação chinesa. Se você gostou desse texto, talvez possa se interessar por este post também: Você conhece os principais tipos de cozinha da China?