
29 de janeiro de 2025
Daiane Mendes
Nesta quarta-feira, 29 de janeiro, começa o Ano Novo Chinês, uma das celebrações mais importantes da cultura chinesa. Cada ano no calendário chinês é associado a um dos doze animais do zodíaco, e este ano é marcado pelo Ano da Serpente de Madeira . As festividades, que envolvem rituais, danças e apresentações, são uma forma de homenagear os ancestrais e atrair boa sorte para o ano que se inicia. No calendário chinês, cada ano é associado a um dos doze animais do zodíaco, e 2025 é o Ano da Serpente de Madeira. Esse signo é considerado um símbolo de sabedoria, cautela e transformação, e espera-se que o novo ano traga oportunidades de crescimento e renovação. As celebrações do Ano Novo Chinês também marcam a chegada da primavera, um momento de renovação e harmonia. Em São Paulo, o bairro da Liberdade , centro da comunidade chinesa na cidade, se prepara para mais uma edição das comemorações. A região, conhecida por sua rica herança cultural, se transforma anualmente em um ponto de encontro para moradores e turistas que buscam vivenciar e aprender mais sobre a cultura asiática. Neste sábado, dia 1, as festividades começam às 10h e prometem atrair um grande público ao longo do fim de semana. Além das danças tradicionais do leão e do dragão, o bairro da Liberdade também oferecerá uma variedade na culinária chinesa. Veja a programação: Sábado, dia 1: 10h: Abertura para autoridades 11h: Desfile da dança do leão e dragão 12h às 19h: atrações culturais e atividades: Apresentações musicais Danças típicas Demonstrações de caligrafia Exibições de Kung Fu Tai Chi Chuan Domingo, dia 2: 11h: Desfile da dança do leão e dragão 11h30 às 18h: atrações culturais e atividades: Apresentações musicais Danças típicas Demonstrações de caligrafia Exibições de Kung Fu Tai Chi Chuan

27 de janeiro de 2025
Daiane Mendes
O Ano Novo Chinês de 2025 começa em 29 de janeiro, marcando a chegada do Ano da Serpente de Madeira. Este período combina a sabedoria estratégica da serpente com a energia criativa e expansiva da madeira, trazendo um momento propício para decisões e avanços. Segundo Marina Caramez, especialista em astrologia chinesa, o Ano da Serpente exigirá que as pessoas se conectem com o interior, buscando uma compreensão mais profunda de seus próprios processos e do mundo ao seu redor. "O ano da serpente traz uma energia mais introspectiva, com foco no autoconhecimento e no desenvolvimento pessoal. Diferente do dragão (animal representante de 2024), que é mais expansivo e impulsivo, a serpente é cautelosa e reflexiva. Será um ano para pensar antes de agir e buscar a harmonia interior”, afirmou Marina em entrevista ao China2Brazil. A serpente é um dos doze animais presentes no horóscopo chinês, cujo ciclo se reinicia a cada 12 anos. De acordo com Marina, existe uma diferença de percepção sobre a imagem da serpente no Ocidente e no Oriente. No Ocidente, a serpente é frequentemente associada a símbolos negativos. Já na China, é vista como um símbolo de sabedoria , transformação e renovação. O significado da Serpente de Madeira Marina explica que o ciclo da serpente ocorre a cada 12 anos, mas o elemento associado ao ano — neste caso, a madeira — muda a cada 60 anos, conferindo um caráter único a 2025. “A serpente por si só já simboliza sabedoria, estratégia e introspecção. Quando combinada com o elemento madeira, ela ganha um aspecto mais criativo, expansivo e voltado para o crescimento sustentável”, explica. A Madeira está ligada ao ciclo da natureza, ao desenvolvimento orgânico e flexível. Assim, a Serpente de Madeira combina o pragmatismo e a cautela crítica do signo com uma energia de inovação e construção de bases sólidas. “É um ano que convida a crescer com propósito, sem pressa, mas também sem estagnação”, afirma Marina. Ciclos e energias do ano O zodíaco chinês segue um ciclo de 60 anos, combinando os 12 signos com os cinco elementos (madeira, fogo, terra, metal e água). A última vez em que ocorreu o ciclo da Serpente de Madeira foi em 1965. Marina destaca que observar os acontecimentos e tendências desse período pode ajudar a entender as dinâmicas de 2025. “Os anos da Serpente de Madeira trazem intervalos de atualização intelectual, crescimento cultural e avanços inovadores em áreas criativas. No entanto, eles também pedem atenção às raízes, à construção de fundamentos sólidos e à adaptação às mudanças”, explica. Ela ressalta que, em 2025, as energias podem aumentar avanços em áreas como tecnologia verde, projetos colaborativos e soluções inovadoras para desafios globais. Desafios: 2025, o ano da comunicação frágil Embora o Ano da Serpente ofereça oportunidades de crescimento, Marina alerta para os desafios relacionados à comunicação. “A serpente tende a ser introspectiva e reservada, o que pode dificultar a clareza nas trocas de informações”, explica. Isso pode ser um problema, especialmente para aqueles que precisam de mais transparência e clareza em seus relacionamentos, como as pessoas nascidas sob o signo do javali. “O javali é um signo que preza pelas palavras, e a natureza mais fechada da Serpente pode gerar frustrações”, observa. Além disso, a serpente é um signo muito calculista, e sua abordagem racional pode levar a uma forma de empatia mais fria. "Não é que a serpente não tenha empatia, mas ela tende a ser mais racional e seletiva em suas decisões. A ajuda será oferecida a quem realmente precisa e de forma estratégica, não por impulso", explica. Essa característica pode ser um desafio para os relacionamentos mais afetivos, pois a tendência será pensar mais nas consequências de uma ação do que nos sentimentos envolvidos. Oportunidades: inteligência estratégica e crescimento pessoal Apesar dos desafios, o Ano da Serpente oferece grandes oportunidades para quem souber aproveitar sua energia. Marina destaca que a inteligência estratégica será o maior trunfo de 2025. "Este é um ano para aqueles que sabem planejar e agir com inteligência. A serpente nos ensina que a ação precisa ser calculada, e que nem tudo precisa ser feito de imediato". Para tirar o máximo proveito deste período, é essencial agir com sabedoria, planejamento estratégico e reflexão. Como explica Marina, "2025 é o ano de olhar para o futuro com foco e estratégia. Aqueles que adotarem essa abordagem terão um ano de grandes conquistas e aprendizados." Lições para outros signos Marina também falou das lições que os diferentes signos terão de aprender durante este ano. Para o tigre, conhecido por sua impulsividade, a serpente traz uma importante lição de paciência e cautela. "O tigre é naturalmente impetuoso, mas o ano da serpente vai forçá-lo a agir com mais reflexão. Será um ano para pensar antes de agir e agir com mais precisão", diz Marina. Aqueles que nasceram sob o signo do cão terão que aprender a lidar com o desafio de cuidar dos outros sem perder sua própria independência. “O cão tem uma natureza protetora, mas neste ano, a Serpente vai pedir mais autonomia e mais inteligência estratégica nas suas ações”, comenta Marina. Pessoas como o signo do macaco, por exemplo, se beneficiarão da combinação da inteligência do macaco com a sabedoria estratégica da Serpente. "O macaco é extremamente inteligente e criativo, e o ano da Serpente vai proporcionar uma excelente oportunidade para eles realizarem projetos que estavam em mente há muito tempo", afirma. "A serpente oferece uma energia de concretização para esses projetos, porque, ao lado da inteligência do macaco, vem o pensamento estratégico e analítico que é fundamental para o sucesso." Para o rato, a lição será aprender a equilibrar sua intuição com o planejamento estratégico. Marina explica: "A serpente vai ensinar o rato a olhar mais para o longo prazo. A intuição dele é ótima para decisões rápidas, mas a serpente vai pedir para ele pensar mais nas consequências e agir com mais estratégia." Para saber mais sobre astrologia chinesa, acompanhe os conteúdos que a Marina compartilha em seu site https://www.bazibymarina.com/ e no Instagram https://instagram.com/bazi_by_marina

6 de janeiro de 2025
Daiane Mendes
A Rokid, startup chinesa que se tornou um dos mais novos unicórnios do mercado, divulgou recentemente em suas redes sociais um vídeo do Rokid Glasses, seus óculos de realidade aumentada (AR) que prometem transformar o cotidiano ao substituir smartphones em diversas situações. O Rokid Glasses será uma das atrações principais da CES 2025, que começa nesta terça-feira, 7, em Las Vegas. A CES (Consumer Electronics Show), uma das maiores e mais importantes feiras de inovação e tecnologia do mundo, é sempre realizada no início do ano e reúne as maiores marcas e startups do setor, apresentando as mais recentes inovações tecnológicas que moldarão o futuro. Os óculos Rokid Glasses foram projetados para oferecer uma experiência imersiva e prática, com o potencial de substituir os smartphones em diversas situações do cotidiano. Além de exibir informações digitais no campo de visão do usuário, os óculos AR também oferecem funcionalidades como GPS, toque de músicas, chamadas telefônicas, envio e coleta de mensagens de texto e e-mails. Além disso, o dispositivo permite tirar fotos e possui uma exibição de texto na tela, o que pode ser extremamente útil para apresentações e até pagamentos. Com um design leve e confortável, esses óculos AR oferecem uma interface intuitiva para facilitar a interação com o ambiente digital de forma natural e eficiente. [caption id="attachment_22678" align="alignnone" width="2560"] Fonte da imagem: Rokid/ Divulgação[/caption] Compatível com smartphones, tablets, PCs e outros dispositivos, os Rokid Glasses têm o objetivo de transformar a maneira como interagimos com a tecnologia, oferecendo um acesso direto às funções mais comuns de nossos dispositivos, tudo sem a necessidade de um celular nas mãos. Na CES 2025, a Rokid apresentará oficialmente os Rokid Glasses, oferecendo aos visitantes a oportunidade de experimentar em primeira mão as funcionalidades desses óculos inteligentes. A Rokid promete mostrar como a realidade aumentada pode transformar o uso diário da tecnologia, combinando praticidade, estilo e inovação.

20 de dezembro de 2024
Daiane Mendes
Em um feito raro na indústria dos games, Infinity Nikki conquistou uma indicação ao prêmio de Melhor Jogo de 2024 pela IGN , apenas uma semana após seu lançamento, em 5 de dezembro. O novo título, desenvolvido pela PaperGames e pela chinesa Infold Games , marca o quinto capítulo da franquia Nikki, um fenômeno nos dispositivos móveis há mais de uma década, conhecido por suas mecânicas de montar looks e por cativar uma audiência fiel ao redor do mundo. O jogo pertence a um gênero de nicho voltado principalmente para jogadoras mulheres , o que torna a nomeação ainda mais inesperada, especialmente em um mercado tradicionalmente dominado por títulos de apelo mais amplo. Infinity Nikki já acumula mais de 20 milhões de downloads e está disponível gratuitamente no PC (Epic Games Store), PlayStation 5 e dispositivos móveis. O jogo expande o legado da série ao apostar em uma experiência de aventura em mundo aberto e combinar elementos de plataforma, enigmas, cenários vibrantes e suas já consagradas mecânicas de moda. Inspirado em títulos de sucesso como Genshin Impact e The Legend of Zelda: Breath of the Wild , o jogo foi destaque em eventos como o State of Play, ganhando notoriedade por seus gráficos de ponta, desenvolvidos com a Unreal Engine 5. Embora pertença a um gênero de nicho voltado principalmente para jogadoras mulheres, a indicação de Infinity Nikki demonstra como o título está alinhado às mudanças na indústria de games , especialmente na China, onde a crescente influência das jogadoras têm impulsionado a criação de jogos mais inclusivos e inovadores. Agora, o título disputará o prêmio de Melhor Jogo de 2024 com grandes nomes como Starfield e The Legend of Zelda: Tears of the Kingdom. A cerimônia da IGN acontecerá em janeiro de 2025 e promete atrair os olhares do público e da indústria para o mais recente capítulo da franquia Nikki. Esteira de sucesso Outro título aclamado, dentro e fora da China, em 2024, foi Black Myth: Wukong . Desenvolvido pelo estúdio chinês Game Science , o jogo rapidamente se tornou um marco na indústria ao redefinir o gênero de RPGs de ação. Desde seu lançamento em agosto, o jogo já vendeu mais de 20 milhões de cópias em todo o mundo, fortalecendo a posição dos estúdios chineses no mercado de games e atraindo comparações com grandes títulos como Dark Souls e Sekiro: Shadows Die Twice. Baseado em elementos da mitologia chinesa, o título mergulha os jogadores em uma narrativa envolvente inspirada no clássico “Jornada ao Oeste” e apresenta combates desafiadores e visuais impressionantes, criados com a Unreal Engine 5. O sucesso do jogo atraiu atenção para a rica cultura chinesa , incentivando os turistas a explorar o país e suas tradições. Muitos visitantes estão interessados por locais históricos que remetem à narrativa da Jornada ao Oeste, como templos, esculturas e outras relíquias culturais. Esse movimento demonstra um interesse cada vez maior em se conectar com a história e a mitologia chinesa, estendendo a influência do jogo para além do mundo virtual e fortalecendo os laços entre o entretenimento digital e o patrimônio cultural.

12 de novembro de 2024
Daiane Mendes
A taikonauta Wang Haoze é a única engenheira espacial a integrar uma missão tripulada da China , para atuar na estação espacial Tiangong. Em 2023, Wang Haoze fez história ao se tornar a terceira mulher a participar de uma missão espacial chinesa. A jornada de Wang Haoze até a missão espacial Wang iniciou sua trajetória acadêmica em 2012, cursando Engenharia Térmica e de Energia na Escola de Energia e Meio Ambiente da Universidade do Sudeste, em Nanquim, província de Jiangsu. Durante o curso, desenvolveu interesse pela área espacial e, ao se aproximar da graduação, enviou seu currículo ao Instituto de Propulsão Aeroespacial de Pequim, um dos principais centros de pesquisa em motores de foguetes da China . Após um processo seletivo rigoroso, Wang ingressou no instituto em 2015 como projetista de motores de foguetes e fez parte do desenvolvimento de novos modelos de motores. Em 2018, Wang Haoze candidatou-se ao processo seletivo da terceira geração de taikonautas da China, que atraiu cerca de 2.500 candidatos. Após ser selecionada no Astronaut Center of China, Wang passou por rigorosos testes, que incluíram exercícios de sobrevivência em desertos e no mar, além de um desafio de 72 horas de privação de sono. Essas avaliações fizeram parte de uma análise detalhada de aptidão física e psicológica. Em setembro de 2020, Wang foi confirmada como uma das taikonautas selecionadas para integrar o grupo, que conta com 17 homens e foi dividido em três categorias: pilotos de naves espaciais, engenheiros de voo e especialistas em carga útil. Participação feminina no espaço Antes de Wang Haoze, as taikonautas Liu Yang, em 2012, e Wang Yaping, em 2021, integraram as missões do programa espacial chinês. Durante sua preparação para a missão, Wang recebeu orientações das veteranas, que compartilharam suas experiências em missões anteriores. Esse suporte foi fundamental para o treinamento e sucesso de Wang em sua missão. Programa espacial chinês e Estação Tiangong A estação espacial Tiangong, que atualmente orbita a Terra a aproximadamente 400 km de altitude, foi projetada para operar por pelo menos 10 anos e servir como um laboratório nacional no espaço. Sua construção foi concluída em 2022 com o lançamento dos módulos Wentian e Mengtian. Desde então, a estação tem hospedado uma série de projetos científicos e tecnológicos. A estação espacial Tiangong abriga 110 projetos de ciência, permitindo à China realizar experimentos em biomedicina e testes de tecnologias aeroespaciais em microgravidade. A missão atual busca consolidar essas capacidades tecnológicas e operacionais, além de ampliar o domínio do país em operações espaciais de longo prazo.

5 de novembro de 2024
Daiane Mendes
O festival de compras do Dia dos Solteiros, mais conhecido como Double 11, começou mais cedo neste ano, na China. Plataformas como Taobao , da Alibaba, e JD.com, iniciaram oficialmente suas promoções em outubro, muito antes da tradicional data que dá nome ao período de compras, o dia 11 de novembro. Para estimular as vendas e aproveitar os subsídios do governo chinês para a troca de uma série de produtos, as plataformas de e-commerce decidiram intensificar as ações de marketing e a distribuição de vouchers para os consumidores. Como surgiu o Double 11? O Double 11 surgiu na China como uma data para celebrar os solteiros, representados pelos quatro números “um”: 11.11. A versão mais aceita de sua origem aponta para estudantes da Universidade de Nanquim, em 1993, que em tom de brincadeira, realizaram o evento como uma resposta ao Dia dos Namorados. Desde então, a data foi adotada pelos chineses como uma celebração anual. Mas só passou a ser explorada como uma oportunidade de negócios em 2009. À época, o Alibaba, gigante do e-commerce chinês, transformou a data em uma oportunidade estratégica, incentivando os consumidores a celebrarem sua independência com presentes para si mesmos. Para isso, a empresa lançou uma campanha massiva de e-commerce, repleta de descontos agressivos e promoções exclusivas. O sucesso nas vendas consolidou o evento como um marco anual para o comércio digital na China. Em 2020, o Dia dos Solteiros movimentou mais de US$ 74 bilhões em vendas para o Alibaba, superando o faturamento combinado da Black Friday e da Cyber Monday, nos Estados Unidos. O Double 11 continua a se desenvolver anualmente, com cada vez mais empresas e consumidores engajados. O Alibaba ampliou o evento para uma maratona de vendas que se estende por dias ou até semanas antes do dia 11 de novembro. Em 2023, o evento incluiu pré-vendas e ações promocionais que ocorreram em outubro, aumentando ainda mais o volume de vendas. Além disso, gigantes do e-commerce utilizam o 11.11 para testar inovações logísticas, plataformas de inteligência artificial e novas abordagens de atendimento ao cliente. Inovações tecnológicas e logísticas no Festival de Compras O Double 11 impulsionou o desenvolvimento de tecnologias para processar um enorme volume de pedidos e gerenciar as entregas em tempo recorde. A Cainiao, braço logístico do Alibaba, movimenta bilhões de encomendas durante o festival, com uma rede de distribuição que abrange várias cidades e que é ampliada ano após ano para atender à crescente demanda. Além disso, outro ponto interessante é o crescimento e a diversificação das categorias de produtos oferecidos. No início, os principais itens da promoção no Double 11 eram eletrônicos e moda. Agora, o festival inclui uma ampla gama de categorias, como cosméticos, alimentos, produtos para animais e até automóveis. Com essa expansão, consumidores de diversas faixas etárias e interesses participam do evento, consolidando-o como um momento significativo de consumo e entretenimento. A dimensão do festival de compras também despertou o interesse dos consumidores internacionais. Hoje, o Alibaba e outras plataformas chinesas facilitam o acesso a compradores em todo o mundo, incluindo brasileiros, com descontos e frete especial. Em países como o Brasil, as campanhas e promoções do 11.11 vêm ganhando força, com Shopee, AliExpress e outras plataformas locais aderindo com descontos expressivos e campanhas de marketing próprias. Analistas observam que o 11.11 possui um papel importante na economia digital chinesa e serve como uma força na recuperação do consumo no país. Em 2024, embora as expectativas tenham sido mais moderadas devido às questões econômicas globais, o evento continua sendo um ponto alto para o setor de comércio eletrônico e para a própria economia chinesa.

29 de outubro de 2024
Daiane Mendes
A seda, originada na China há mais de cinco mil anos, é um dos tecidos mais antigos e admirados do mundo, feito a partir dos casulos do bicho-da-seda, o Bombyx Mori. Sua descoberta é cercada por lendas, sendo a mais famosa da imperatriz Hsi Ling-shih, que em 2640 aC, ao tomar chá sob uma amoreira, viu um casulo cair na xícara quente. O calor amoleceu o casulo e, fascinada pela resistência e pelo brilho do fio que se revelava, a imperatriz teria desenvolvido técnicas para tecê-lo, criando o primeiro tecido de seda. O segredo de sua produção foi guardado por séculos pela China, sob pena de morte para quem tentasse revelá-lo, o que transformou a seda em um produto exclusivo, acessível apenas à realeza e aos nobres. Com o tempo, a venda desse produto para outros países deu origem a uma das rotas comerciais mais influentes da história, a Rota da Seda. A Rota da Seda: conexão entre Oriente e Ocidente Durante a dinastia Han, a Rota da Seda foi formalizada como uma série de caminhos que ligavam a China a regiões como a Índia, a Pérsia, o Oriente Médio e, eventualmente, a Europa. Durante a Idade Média, o valor desse tecido era tão alto que um quilo de seda chegou a valer o mesmo que um quilo de ouro. Por muito tempo, a seda foi um produto de luxo que fomentou uma das mais importantes rotas comerciais da antiguidade. Esse caminho, que conectou o Oriente ao Ocidente, levou a seda a diferentes cantos do mundo, promoveu a troca entre culturas e avanços tecnológicos que moldaram a história. A Rota da Seda começou a perder a sua importância com o surgimento das rotas marítimas, mais rápidas e seguras, durante as grandes navegações e a Era dos Descobrimentos no século XV. Já no século XXI, a China retomou o conceito com a Iniciativa do Cinturão e Rota (BRI, em inglês), também chamada de "Nova Rota da Seda". Lançado em 2013, o projeto do governo chinês com BRI busca construir uma rede global de infraestrutura, comércio e desenvolvimento, expandindo a influência econômica da China. Atualmente, com mais de 140 países participantes, a BRI inclui redes de transporte, energia, telecomunicações e parcerias financeiras em regiões da Ásia, África, Europa e, cada vez mais, da América Latina O Brasil no projeto da Nova Rota da Seda O Brasil, maior economia da América Latina, está entre os parceiros estratégicos da China. As exportações brasileiras de soja, carne, petróleo e minério de ferro são fundamentais para o abastecimento da China, que é o maior parceiro comercial do Brasil desde 2009. Em 2023, o comércio entre os dois países ultrapassou a marca de US$100 bilhões , posicionando a China como um dos principais apoios da economia brasileira. Embora as oportunidades sejam amplas, o Brasil mantém cautela quanto à adesão formal à BRI, diferentemente de vizinhos latino-americanos como Chile e Peru. Com essa postura, o país busca equilibrar sua política externa e proteger sua autonomia, evitando uma dependência excessiva do mercado chinês. Nesta semana, o assessor para assuntos internacionais do governo brasileiro, Celso Amorim, disse que o Brasil “não deve aderir formalmente ao programa chinês”, mas procurar sinergias entre projetos chineses e brasileiros.

22 de outubro de 2024
Daiane Mendes
No interior da província de Fujian, no sudeste da China, uma tradição perdura há mais de 700 anos: gerações de famílias vivem no mesmo local, em construções circulares conhecidas como Tulou. Esses impressionantes edifícios comunitários, em formato circular ou quadrado, estão entre os exemplos mais marcantes da arquitetura tradicional chinesa e, desde 2008, fazem parte do Patrimônio Mundial da Humanidade, da UNESCO . O Tulou não é uma moradia simples. São verdadeiras fortalezas de terra, erguidas para proteger seus habitantes de invasões e condições climáticas severas. Muitas dessas estruturas, que podem chegar a abrigar até 800 pessoas, foram erguidas durante as dinastias Ming e Qing. A construção equilibra vida comunitária e autossuficiência, reunindo várias famílias em um só lugar, onde moradia, convivência e proteção se integram. A estrutura O design dos Tulou segue uma lógica eficiente. No centro, encontra-se um pátio amplo, onde os moradores se reúnem e realizam atividades cotidianas. Ao redor, os quartos e salas são distribuídos em andares, que podem chegar até cinco níveis. As paredes, feitas de uma mistura de barro, bambu e pedras, podem ter até dois metros de espessura, garantindo isolamento térmico e segurança. [caption id="attachment_22005" align="alignnone" width="1500"] Fonte da imagem: Tatianakashko1609/ Freepik[/caption] As entradas, com portas reforçadas, mostram o lado defensivo dessas construções. O sistema interno, com poços e depósitos de alimentos, garante que os moradores sobrevivam longos períodos de isolamento, seja por ataques ou mudanças climáticas bruscas. Patrimônio Cultural Em 2008, a UNESCO reconheceu os Tulou como Patrimônio Mundial da Humanidade, reforçando sua importância arquitetônica e seu valor cultural. Algumas dessas construções ainda estão habitadas, e algumas foram adaptadas para o turismo, permitindo que visitantes de todo o mundo conheçam mais sobre a arquitetura tradicional das etnias Hakka e Fujianese, que as habitaram por gerações. O futuro dos Tulou Embora sejam construções resistentes, a modernização e a migração para as cidades têm dificultado a preservação dos Tulou. Muitas famílias deixam essas moradias tradicionais em busca de novas oportunidades urbanas, o que coloca em risco a continuidade dessa herança cultural. Mesmo assim, iniciativas locais e internacionais se esforçam para restaurar e preservar esses edifícios, garantindo que as futuras gerações possam apreciar essa combinação fascinante de arquitetura e vida comunitária.
15 de outubro de 2024
Daiane Mendes
Considerada uma das maiores conquistas da engenharia militar, a Muralha da China possui 21.196 quilômetros de extensão e sua altura média varia entre seis e sete metros, com torres de vigilância que chegam a 12 metros. Esses números, no entanto, mudam ao longo de sua extensão, devido à natureza fragmentada da construção. Cruzando desertos, montanhas e vales, a obra teve início por volta do ano 220 aC, sob o governo do imperador Qin Shi Huang, o mesmo que unificou a China. O objetivo principal era proteger o império contra as invasões constantes dos povos nômades das estepes do norte, como os Xiongnu, conhecidos por suas habilidades em combate e cavalaria. Ao longo dos séculos, a Muralha passou por várias expansões e reforços, especialmente durante a dinastia Ming (1368-1644) , um período marcado por intensos conflitos com os mongóis. Os imperadores Ming investiram fortemente na muralha, transformando-a na imponente fortificação que temos hoje, com torres de vigia, bastiões e postos de controle ao longo de toda a sua extensão. Essas estruturas foram projetadas para melhorar a comunicação militar, facilitar o movimento das tropas e oferecer pontos estratégicos de observação, permitindo a detecção antecipada de possíveis invasores. A Muralha não era apenas uma linha de defesa passiva; ela também servia como meio de controle do tráfego e do comércio, auxiliando a entrega regular de mercadorias e pessoas, ao mesmo tempo em que impunha impostos e garantia a segurança das rotas comerciais. O esforço humano por trás de sua construção é quase imensurável. Estima-se que milhões de trabalhadores, incluindo soldados, camponeses e prisioneiros, participaram da construção ao longo dos séculos, muitos deles perderam suas vidas devido às condições de trabalho extremas. Os materiais utilizados variaram conforme a região: nas áreas montanhosas, foram empregadas pedras locais, enquanto nas bacias, a muralha foi construída com solo compactado e tijolos cozidos. Curiosamente, ao contrário do que se diz o mito popular, a Muralha da China não pode ser vista da Lua a olho nu. Esse mito foi desmentido pela Nasa. A muralha é impressionante em terra, mas, de tão estreita, se mistura ao terreno quando vista do espaço. Em 1987, a Muralha da China foi reconhecida como Patrimônio Mundial da UNESCO e continua a atrair milhões de pessoas todos os anos.

10 de setembro de 2024
Daiane Mendes
A presença cada vez maior das montadoras chinesas no mercado automotivo do Brasil tem intensificado a concorrência. Marcas nacionais e tradicionais enfrentam agora o desafio de manter sua relevância diante de novos padrões de inovação e preços mais competitivos dos carros chineses. Segundo dados da Webmotors, uma das principais plataformas online para compra e venda de veículos no Brasil, houve um aumento de 220% na busca por veículos chineses entre os anos de 2021 e 2023. Esse crescimento é estimulado por fatores como inovações tecnológicas e foco em sustentabilidade. A primeira montadora chinesa a se estabelecer no Brasil foi a Chery, que iniciou suas operações em 2009, com sede em Salto, São Paulo. Em 2017, a empresa passou a se chamar CAOA Chery, após uma parceria com a CAOA. Assim, a CAOA Chery se tornou uma das montadoras chinesas mais bem estabelecidas no Brasil. Sua linha diversificada de SUVs e sedãs, como o Tiggo 7 e os mais recentes, Tiggo 8 e o Arrizo 6, já conquistou uma parcela do mercado. Dessa forma, a CAOA Chery conseguiu unir a expertise da montadora chinesa com a experiência da CAOA no mercado brasileiro. A GWM, que iniciou a produção local no Brasil com sua fábrica em Iracemápolis, São Paulo, está lançando modelos que combinam design moderno e tecnologias híbridas. O SUV híbrido Haval H4 é um dos lançamentos mais esperados, posicionado para competir diretamente com modelos populares como o Toyota Corolla Cross. Por outro lado, a BYD entrou no mercado brasileiro em 2015, mas foi nos últimos ano que a montadora chinesa realmente chamou a atenção dos brasileiros. Com foco em veículos elétricos super tecnológicos, a empresa rapidamente conquistou o mercado e hoje ocupa o primeiro lugar com 9.611 unidades vendidas do modelo BYD Dolphin, que prometeu ser o carro elétrico mais acessível do Brasil. Brasil como principal destino dos carros chineses De acordo com dados da Associação Chinesa de Carros de Passageiros (CPCA), as exportações de carros elétricos e híbridos plug-in para o Brasil cresceram 13 vezes em comparação com o ano anterior, atingindo 40.163 unidades em abril. Consequentemente, o Brasil, que em janeiro ocupava a décima posição entre os maiores destinos de veículos eletrificados chineses, superou a Bélgica e agora é o principal destino desses carros. No segmento de luxo, as marcas Zeekr e Neta, do grupo Geely e da Hozon Auto, estão apostando em modelos sofisticados e elétricos, como o Zeekr 001 e o Neta GT. Além disso, outras marcas, como Omoda e Jaecoo, entram no mercado com propostas que variam entre carros modernos e robustos, focando no público jovem e off-road. A expansão dessas marcas não se limita apenas à inovação tecnológica. Para empresários e investidores, surgem novas oportunidades de negócio em parcerias e desenvolvimento de tecnologias voltadas à eletrificação e à sustentabilidade. Dessa forma, as montadoras chinesas oferecem não só novos produtos, mas também novas abordagens de mercado.