
10 de novembro de 2025
China2Brazil
No dia 7 de novembro, a State Grid promoveu o “Dia de Portas Abertas na Nuvem China–Brasil–Chile 2025”, com atividades simultâneas em sete cidades: Beijing, Wuhan e Longyan (China); Rio de Janeiro e Campinas (Brasil); e Santiago e Valparaíso (Chile). O evento destacou a integração cultural e a cooperação energética entre os três países, com foco no fortalecimento dos laços da Iniciativa Cinturão e Rota. Com o tema “A peônia do sul floresce, artes e danças ecoam em sintonia”, o programa usou a ópera Hanju, forma tradicional de ópera chinesa, como ponte cultural. Artistas da China, do Brasil e do Chile apresentaram performances que representaram o intercâmbio entre os países. A peça A Peônia do Sul Conta a História, interpretada por artistas de Meizhou, foi acompanhada de apresentações de grupos de Wuhan e Longyan, além de danças folclóricas chilenas e brasileiras. Um dos momentos mais simbólicos foi a execução da canção chinesa Jasmine, apresentada em fusão de estilos pelo grupo brasileiro Gonzaga e artistas de ópera Han. Também houve atividades interativas, como as “aulas de dança folclórica na nuvem”, que permitiram aos participantes experimentar ritmos latino-americanos em tempo real. A segunda parte do evento apresentou os figurinos, maquiagem e técnicas de atuação da ópera Han, oferecendo aos participantes a oportunidade de conhecer de perto essa expressão artística. Mais de 300 pessoas acompanharam as atividades de forma presencial e virtual, entre representantes das filiais da empresa, State Grid International, State Grid Brazil Holding, State Grid CPFL, State Grid Chilquinta e State Grid Chile CGE, e veículos de imprensa. [caption id="attachment_26280" align="alignnone" width="1575"] Fonte da imagem: State Grid/ Divulgação[/caption] [caption id="attachment_26281" align="alignnone" width="1575"] Fonte da imagem: State Grid/ Divulgação[/caption] Realizado anualmente desde 2021, o “Dia de Portas Abertas na Nuvem” já envolveu mais de 1.700 participantes de diferentes países. A iniciativa busca aproximar culturas, divulgar a arte chinesa e reforçar a cooperação internacional em torno da energia limpa e do desenvolvimento sustentável. A State Grid, maior empresa de serviços públicos do mundo, atua em 13 projetos de transmissão de energia em 10 países, incluindo o Brasil e o Chile. Entre os principais empreendimentos estão a linha de transmissão de UHV de Belo Monte (fases 1 e 2) e a linha ±800 kV DC, responsável por escoar energia renovável do Nordeste brasileiro, considerada uma das maiores obras de infraestrutura do país. Além de investir em energia e infraestrutura, a empresa mantém iniciativas sociais e ambientais reconhecidas pela ONU, como a Orquestra Maré do Brasil, programas de dessalinização, o CPFL Jovem Aprendiz e o projeto Deserto Florido do Chile, premiados por promover desenvolvimento sustentável e redução da pobreza. Fonte: sina.com.cn

10 de novembro de 2025
China2Brazil
A China Power Construction Corporation anunciou nesta segunda-feira (10) a conclusão da conexão à rede elétrica do projeto de energia eólica de 700 MW que abastece a maior usina de amônia verde do mundo, o projeto integrado de energia eólica, solar, hidrogênio verde e amônia de Da’an, na província de Jilin. A empresa participou do projeto e da construção do complexo. O empreendimento faz parte de um programa nacional de demonstração de energia de hidrogênio limpa e de baixo carbono, incluído entre os “100 Melhores Projetos” de indústrias estratégicas emergentes da China. O projeto adota o conceito de cadeia industrial completa, com o princípio “hidrogênio verde consome eletricidade verde, amônia verde consome hidrogênio verde” e integração entre geração, rede, carga e armazenamento. A estrutura inclui 800 MW de nova capacidade instalada, sendo 700 MW de energia eólica e 100 MW de energia solar. A usina utiliza eletrólise de água por solução alcalina e PEM (membrana de troca de prótons) para produzir até 32 mil toneladas anuais de hidrogênio verde e 180 mil toneladas de amônia verde. De acordo com a China Power Construction, o projeto deve reduzir cerca de 650 mil toneladas de emissões de carbono e economizar 230 mil toneladas de carvão padrão por ano. O volume equivale à compensação das emissões geradas pelo consumo elétrico anual de aproximadamente 500 mil residências. A energia gerada pelo parque eólico será usada integralmente para abastecer o parque industrial químico de Da’an, garantindo suprimento limpo e estável para a produção de hidrogênio e amônia verdes. Fonte: IT Home

10 de novembro de 2025
China2Brazil
Em 10 de novembro, a CPE Yuanfeng anunciou uma parceria estratégica com a rede americana Burger King para criar uma joint venture chamada Burger King China. O acordo marca mais uma transferência de controle para investidores chineses após a Starbucks adotar movimento semelhante no país. Antes da transação, quase 100% do Burger King China pertencia a uma subsidiária da Restaurant Brands International (RBI), controladora global da marca. Com o novo acordo, a CPE Capital fará um investimento inicial de US$350 milhões para ampliar a presença da rede no país, com foco na expansão de lojas, marketing, inovação do cardápio e melhoria da eficiência operacional. Uma subsidiária integral do Burger King China também firmará um contrato de desenvolvimento máster por 20 anos, que concede à joint venture os direitos exclusivos para operar e expandir a marca no mercado chinês. Após a conclusão da operação, prevista para o primeiro trimestre de 2026, a CPE Capital deterá 83% do capital do Burger King China, enquanto a RBI manterá 17%. A CPE Yuanfeng tem ampliado sua atuação no setor de consumo e serviços em cadeia, com investimentos acumulados de cerca de 10 bilhões de yuans em empresas como Mixue Ice Cream, Aier Eye Hospital, Pop Mart, Yonghe Hair Transplant e Siyu Hair Care. O plano conjunto prevê a expansão da rede de restaurantes Burger King na China das atuais 1.250 unidades para mais de 4.000 até 2035. O movimento segue uma tendência recente no setor. A Starbucks também anunciou uma joint venture com a Boyu Capital, pela qual a investidora chinesa deterá 60% da operação no país e a rede americana, 40%. Especialistas apontam que esse modelo pode se consolidar como estratégia para marcas estrangeiras que buscam crescer de forma sustentável no mercado chinês. Fonte: Yicai

7 de novembro de 2025
China2Brazil
O IEST Group e o Centro de Serviços Econômicos e Comerciais entre a China e os Países de Língua Portuguesa e Espanhola (CECPS, na sigla em inglês), por meio de sua joint venture Guangdong Hengqin Zhongpu IEST Operation Management, assinaram um Memorando de Entendimento (MOU) com a Invest MT, agência de promoção de investimentos do Estado de Mato Grosso. A cerimônia de assinatura ocorreu durante a China International Import Expo (CIIE), em Xangai. O documento estabelece as bases para uma cooperação institucional e econômica voltada ao fortalecimento das relações comerciais e de investimento entre o Mato Grosso e a China. Entre os principais objetivos do acordo estão promover o intercâmbio comercial e de investimentos, atrair empresas chinesas interessadas em investir no estado, estimular a internacionalização de companhias mato-grossenses e fomentar a cooperação técnica, tecnológica e institucional em áreas ligadas ao desenvolvimento econômico, inovação e competitividade. A cerimônia contou com a presença do embaixador Augusto Pestana, cônsul-geral do Brasil em Xangai. Representaram a Invest MT o diretor-presidente Mirael França Praeiro, o secretário de Desenvolvimento Econômico do Mato Grosso, César Miranda, e a Diretora Internacional da Invest MT, Ariana Guedes de Oliveira. Pela joint venture, participaram Jiaying Xu e Siyuan Lin, gerentes do Departamento de Serviços Econômicos e Comerciais do CECPS. A Guangdong Hengqin Zhongpu IEST Operation Management é uma joint venture formada entre o IEST Group e o Centro de Serviços Econômicos e Comerciais entre a China e os Países de Língua Portuguesa e Espanhola, sediada na Zona de Desenvolvimento de Hengqin, na China. A empresa é dedicada à gestão e operação de empreendimentos e à promoção da cooperação internacional por meio de investimentos, intercâmbio comercial e projetos de inovação tecnológica entre a China e países de língua portuguesa e espanhola na América Latina. [caption id="attachment_26244" align="alignnone" width="1575"] Imagem: IEST Group[/caption] [caption id="attachment_26246" align="alignnone" width="1575"] Imagem: IEST Group[/caption]

7 de novembro de 2025
China2Brazil
Um relatório de um centro de estudos estratégicos, que detalha o plano econômico e social da China para o 15º Plano Quinquenal (2026–2030) , foi divulgado nesta sexta-feira durante um seminário em Pequim sobre a compreensão da quarta sessão plenária do 20º Comitê Central do Partido Comunista da China. Intitulado “A Etapa Crítica para a Realização Básica da Modernização Chinesa — Plano Estratégico para o Desenvolvimento Econômico e Social da China durante o 15º Plano Quinquenal”, o documento foi lançado conjuntamente por dois importantes centros de pesquisa nacionais: o Instituto Central de História e Literatura do Partido e a Agência de Notícias Xinhua. O relatório resume os principais avanços alcançados durante o 14º Plano Quinquenal (2021–2025) e delineia as diretrizes estratégicas para o desenvolvimento econômico e social da próxima etapa. Segundo o documento, o percurso da China ao longo do 14º Plano Quinquenal foi “verdadeiramente marcante e extraordinário”. O país alcançou novos patamares em força econômica, capacidade científica e tecnológica, e poder nacional agregado, ao mesmo tempo em que expandiu significativamente sua influência cultural e o chamado “poder brando” chinês. Esses avanços representam um passo firme na construção de um país socialista moderno em todos os aspectos. Entre os principais objetivos para o 15º Plano Quinquenal estão: alcançar progressos significativos em desenvolvimento de alta qualidade; fortalecer a autossuficiência científica e tecnológica; aprofundar amplamente as reformas; promover avanços culturais e éticos na sociedade; melhorar ainda mais a qualidade de vida da população; impulsionar a Iniciativa China Bela (voltada à sustentabilidade ambiental); e reforçar os mecanismos de segurança nacional. O relatório também apresenta uma visão abrangente dos princípios fundamentais que orientam o desenvolvimento econômico e social da China, incluindo a manutenção da liderança geral do Partido, a centralidade do povo, a busca pelo desenvolvimento de alta qualidade, o aprofundamento das reformas, a combinação de mercado eficiente e governo funcional, e o equilíbrio entre desenvolvimento e segurança. De acordo com o texto, o sistema chinês de planejamento quinquenal, com suas características próprias, permitirá ao país contribuir com mais força para enfrentar desafios globais, conciliando suas necessidades internas com as aspirações mundiais. Em um mundo repleto de mudanças e incertezas, a formulação e implementação do 15º Plano Quinquenal permitirão à China manter seu papel como motor e âncora do desenvolvimento e da paz globais, oferecendo ao mundo uma visão de estabilidade e continuidade, conclui o relatório. Fonte: Xinhua News

7 de novembro de 2025
China2Brazil
A Mixue lançou, em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) , um sorvete de edição limitada “Açaí do Brasil”, durante a 8ª edição da Exposição Internacional de Importação da China (CIIE). O produto atraiu grande atenção do público logo após sua apresentação: longas filas se formaram para degustações e fotos, transformando o estande brasileiro em um dos pontos mais movimentados da feira. Expansão na América do Sul com sabores brasileiros O “sorvete de açaí brasileiro”, inspirado em uma das frutas mais emblemáticas do país, será futuramente comercializado no Brasil e em outros mercados da América do Sul. A empresa planeja desenvolver novos produtos a partir de frutas típicas da região, consolidando sua estratégia de adaptação local. De acordo com representantes da marca, a Mixue está em fase de preparação para sua entrada oficial no mercado brasileiro, com a instalação de operações próprias e expansão da rede de lojas. A empresa também projeta ampliar sua atuação em outros países da América do Sul, oferecendo produtos “de alta qualidade e preço acessível” aos consumidores da região. A cooperação sino-brasileira ganhou novo impulso em maio de 2024, quando a Mixue e a ApexBrasil assinaram um Memorando de Entendimento com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O plano prevê investimentos de RMB 4 bilhões (cerca de R$ 3 bilhões) em até cinco anos na compra de produtos agrícolas brasileiros — como café e frutas — e estima a geração de 25 mil empregos, além da construção de uma fábrica de suprimentos e expansão de lojas no país. Modelo industrial chinês e integração internacional Com mais de 53 mil lojas em 12 países, a Mixue consolidou-se como uma das principais marcas chinesas de bebidas prontas. Sua rede de abastecimento cobre 38 países em seis continentes, apoiada por um modelo de negócios que combina produção, inovação e operação de lojas em escala global. A parceria com o Brasil reforça os laços econômicos entre os dois países, que têm na China seu principal parceiro comercial há 15 anos consecutivos. Da província de Henan ao Brasil, a Mixue busca conectar culturas e economias por meio de seus produtos: levando o sabor do açaí e do café brasileiros à China e trazendo o aroma do chá chinês para o público brasileiro — construindo, nas palavras da empresa, uma “ponte doce” entre as duas nações. Fonte: ctdsb.net

7 de novembro de 2025
China2Brazil
Entre os destaques da 8ª edição da China International Import Expo (CIIE) , iniciada em Xangai no dia 5 de novembro, esteve a Luckin Coffee. A marca chinesa foi oficialmente reconhecida como “marca de café recomendada pela CIIE”. Os icônicos copos azuis da empresa chamaram atenção em diversos pavilhões, como os do Brasil e da Indonésia, onde a Luckin marcou presença com lojas pop-up, ativações culturais e exibições temáticas. A estratégia global da Luckin baseia-se na construção de cadeias de suprimento sustentáveis e em parcerias de longo prazo com países produtores. No caso do Brasil, a relação avançou de forma significativa. Durante a Cúpula do G20 em 2024, a empresa firmou um memorando de entendimento com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) para a compra de 240 mil toneladas de café em cinco anos, investimento estimado em cerca de RMB 10 bilhões. Mais do que compradora, a Luckin vem se posicionando como parceira no desenvolvimento local. Desde 2024, a companhia mantém escritório e centro de apoio a produtores no Brasil, além de ter lançado o “Programa de Apoio a Pequenos e Médios Cafeicultores”, voltado ao fortalecimento da sustentabilidade na cadeia produtiva. No mercado chinês, promoveu duas edições do Festival da Cultura do Café do Brasil e inaugurou o Museu do Café do Brasil, reforçando os laços culturais e comerciais entre os dois países. O “Modelo Luckin” e a nova globalização das marcas chinesas A atuação da Luckin Coffee na CIIE ilustra uma nova fase da globalização das marcas chinesas. Se antes a expansão internacional se concentrava na exportação de produtos e capital, agora ela se apoia na “exportação de capacidades” — integrando recursos globais a partir da demanda do mercado chinês e promovendo desenvolvimento conjunto. Essa estratégia está alinhada às diretrizes do 15º Plano Quinquenal da China, que enfatiza a ampliação da abertura econômica de alto nível e a cooperação com países do Sul Global. Além disso, a empresa vem incorporando práticas ESG nas origens do café, como o apoio a 20 mil famílias de agricultores em Yunnan e programas de fornecimento de mudas e fertilizantes na Indonésia. Com essa abordagem, a Luckin Coffee consolida-se como exemplo de como marcas chinesas podem transcender fronteiras econômicas, tornando-se agentes ativos na construção de pontes culturais, comerciais e de sustentabilidade no cenário global. Fonte: finance.sina.com.cn

6 de novembro de 2025
China2Brazil
No dia 5 de novembro, durante a Exposição Internacional de Importação da China (CIIE), foi realizado em Xangai o 8º Fórum de Agricultura da Cúpula Internacional de Economia de Hongqiao. O evento, organizado pelo Ministério da Agricultura e Assuntos Rurais e pelo Ministério do Comércio da China, teve como tema “Resiliência e inovação: desenvolvimento de alta qualidade do comércio agrícola internacional em um ambiente externo de incerteza”. Ao falar sobre a cooperação agrícola entre China e Brasil, Laudemir Andre Muller, chefe do Departamento de Agricultura da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos ( Apex-Brasil ), afirmou que o Brasil mantém altas expectativas em relação às relações bilaterais, que, segundo ele, vivem seu melhor momento histórico. “As empresas chinesas investem amplamente no Brasil, e empresas brasileiras também investem na China. Nosso comércio de exportação, nossas relações bilaterais e nossa amizade estão em constante fortalecimento”, disse Muller. O representante destacou que o Brasil enviou uma grande delegação à CIIE deste ano e montou dois pavilhões, o que, segundo ele, reflete a profundidade das relações econômicas entre os dois países. “A China é o principal destino das exportações de nossos produtos agrícolas, e o Brasil está entre os maiores fornecedores do mercado chinês. Além de expor, participamos de fóruns para compartilhar conhecimento e aprender com outros países, especialmente com a China, em temas de agricultura moderna e sustentável.” Questionado sobre os produtos agrícolas promovidos pelo Brasil nesta edição, além de soja e carne bovina, Muller destacou a diversidade da agroindústria nacional. O país exporta para mais de 200 destinos e lidera as exportações mundiais de suco de laranja, açúcar, café e carne bovina, além de ter se tornado, em 2025, o maior exportador global de algodão. “Temos também produtos diferenciados, como as castanhas produzidas por pequenas propriedades familiares. Temos muito orgulho de mostrar ao mundo a força do país e o que temos a oferecer”, disse. Muller também abordou a cooperação entre China e Brasil no enfrentamento das mudanças climáticas no setor agrícola. Segundo ele, o tema representa um desafio comum que exige ação conjunta. “Na agricultura tropical, o Brasil possui tecnologias relevantes e experiência consolidada a compartilhar. A China, por sua vez, pode oferecer oportunidades de intercâmbio tecnológico, compartilhar suas inovações e investir em infraestrutura e logística no Brasil, áreas que precisam de avanço. Isso está diretamente ligado ao combate às mudanças climáticas e ao desenvolvimento sustentável”, afirmou. Fonte: sina.com.cn

6 de novembro de 2025
China2Brazil
A Comissão Eletrotécnica Internacional (IEC) publicou o primeiro padrão global de 5G voltado à indústria, intitulado “Industrial Networks – 5G Communication Technology – General Requirements”. A norma foi proposta pela China e Alemanha, com a participação de especialistas dos Estados Unidos, França e Japão, e estabelece diretrizes técnicas para o uso do 5G em ambientes industriais. O novo padrão define a arquitetura, os mecanismos operacionais e a gestão de manutenção dos sistemas 5G aplicados à indústria. Também reúne exemplos práticos de integração da tecnologia em linhas de produção e processos automatizados, cobrindo todas as etapas do ciclo de vida desses sistemas, do planejamento e projeto à construção e otimização. Com a publicação, a IEC oferece uma base técnica unificada para usuários, projetistas e fabricantes que implantam redes 5G industriais na China e em outros países. A iniciativa preenche uma lacuna nos padrões internacionais de comunicação industrial e reforça a cooperação tecnológica entre China e Alemanha. O lançamento também consolida a contribuição chinesa ao avanço da integração “ 5G + Indústria ” e à digitalização da manufatura global. Fonte: China News

6 de novembro de 2025
China2Brazil
Nos dias 3 e 4 de novembro, Zhengzhou, capital da província chinesa de Henan, sediou a 18ª Cúpula de Empresários China–América Latina. O evento reuniu representantes governamentais, diplomatas, especialistas, acadêmicos e empresários de mais de 20 países da América Latina e do Caribe para discutir novas oportunidades de cooperação econômica e tecnológica. Durante a Rodada de Negócios China–América Latina, comerciantes chineses e estrangeiros trocaram contatos e apresentaram produtos nas áreas de agricultura, tecnologia da informação e fabricação de automóveis. A agricultura segue como um dos principais eixos de colaboração entre a China e os países latino-americanos. Nesta edição, os resultados de Henan em big data agrícola e melhoramento de sementes atraíram atenção de diversos participantes. O uruguaio Gustavo González, diretor de Desenvolvimento Rural do Departamento de Canelones, anunciou a assinatura de um memorando de entendimento entre o órgão e o Grupo de Investimento Agrícola de Henan para criar uma base de demonstração tecnológica, testar novas variedades de culturas e promover capacitação técnica. Com políticas de incentivo à mobilidade elétrica em expansão na América Latina, o uso de ônibus elétricos chineses cresceu significativamente. Segundo o Radar de Ônibus Elétricos, até outubro de 2025 mais de 7 mil veículos estavam em operação na região. A fabricante Yutong, sediada em Henan, exportou mais de 2 mil ônibus de nova energia para países latino-americanos até setembro, o que representa cerca de 30% de suas exportações para a região. O vice-presidente da Câmara de Comércio China–México, Víctor Cadena, destacou que ônibus da Yutong já circulam nas ruas mexicanas e que outras empresas chinesas estão ampliando investimentos no país. “Vejo aqui uma grande vitalidade de desenvolvimento”, afirmou. Em janeiro, o Grupo Zhongyu Aviation firmou parceria com a Aeromexico e o Aeroporto Internacional Felipe Ángeles para criar um modelo de “duplo hub”: Zhengzhou como centro de distribuição de cargas para a Ásia e Cidade do México como polo logístico para a América Latina. A rota já opera cinco voos semanais e movimentou 17 mil toneladas de carga, das quais 90% são produtos de e-commerce transfronteiriço, com destino a países como Colômbia, Peru e Venezuela. Segundo a Alfândega de Zhengzhou, entre janeiro e setembro deste ano, o comércio entre Henan e a América Latina somou 68,56 bilhões de yuans, alta de 10,5% em relação a 2024. No mesmo ano, o volume de trocas entre a China e a América Latina atingiu US$518,4 bilhões, o dobro do registrado dez anos antes. A China segue como segundo maior parceiro comercial da região e o principal parceiro de Brasil, Chile, Peru e Uruguai. O avanço de empresas chinesas no mercado latino-americano também foi tema da cúpula. O grupo Mixue anunciou a abertura de sua primeira loja no Brasil ainda este ano e a construção de uma fábrica de suprimentos, com previsão de gerar 25 mil empregos. “A China tem milhares de produtos que podem não apenas ser exportados, mas também se desenvolver localmente”, afirmou José Ricardo dos Santos Luz Júnior, CEO do LIDE China. Para Valeria Csusaki Cabrera, vice-ministra das Relações Exteriores do Uruguai, a cúpula fortaleceu os laços econômicos e comerciais entre a China e os países latino-americanos. Ela destacou que, com o avanço dos mecanismos de cooperação, o intercâmbio deve crescer em diversas áreas nos próximos anos. Fonte: CCTV.com