
12 de novembro de 2025
China2Brazil
A 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30) , em Belém, abriu na segunda-feira (10) a série de eventos paralelos do “Pavilhão da China”, com uma sessão dedicada à civilização ecológica e à construção de uma “Bela China”. O evento apresentou iniciativas chinesas voltadas à proteção ambiental e à sustentabilidade, oferecendo aos participantes informações sobre práticas ecológicas adotadas no país. O Pavilhão da China também distribuiu lembranças aos visitantes durante a sessão. A programação do pavilhão continuará até 20 de novembro, abordando temas como desenvolvimento de alta qualidade, compartilhamento de experiências do mercado de carbono da China, caminho do país rumo ao pico e à neutralidade de carbono, transição energética e expansão das novas fontes de energia. Fonte: gmw.cn

12 de novembro de 2025
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A Universidade de Tecnologia de Nanjing anunciou, em 12 de novembro, que uma equipe liderada por Huang Wei, acadêmico da Academia Chinesa de Ciências e diretor do Laboratório Nacional de Eletrônica Flexível, desenvolveu um LED totalmente de perovskita. A perovskita é um material cristalino capaz de conduzir luz e eletricidade, o que o torna promissor para LEDs e outros dispositivos eletrônicos. O dispositivo aproveita a reabsorção e reemissão de fótons entre camadas para aumentar a luz emitida, alcançando eficiência quântica externa superior a 45%, um recorde mundial. Os resultados foram publicados na revista Nature em 11 de novembro. LEDs convertem energia elétrica diretamente em luz e, recentemente, têm sido aplicados em iluminação e displays. A demanda por dispositivos de alta qualidade motivou pesquisas em tecnologias que combinam brilho, baixo custo e flexibilidade. Segundo Wang Nana, professor da Escola de Eletrônica Flexível da Universidade de Tecnologia de Nanjing e coautor do artigo, os LEDs de perovskita atraem atenção devido ao processamento em solução, alta pureza de cor e baixo custo de fabricação. Sua eficiência luminosa se aproxima da dos LEDs orgânicos comerciais, com vantagens em brilho e pureza de cor. Displays comerciais de LED orgânico geralmente adotam dispositivos empilhados, e conectar múltiplas unidades emissoras de luz em série aumenta o brilho e a vida útil. No entanto, a eficiência quântica externa de LEDs de perovskita multicamadas permanece abaixo de 10%, limitando sua comercialização. Neste estudo, a equipe otimizou a estrutura da camada de interconexão para melhorar a injeção e o equilíbrio de carga em dispositivos empilhados. Wang Jianpu, professor do Laboratório Estatal de Eletrônica Flexível e coautor do artigo, explicou: “Controlando a microestrutura e a nanoestrutura da camada emissora, propusemos uma estratégia que permite que fótons gerados em uma unidade emissora sejam reabsorvidos e reemitidos por outra camada, superando limitações tradicionais de extração de luz e alcançando um efeito ‘1+1>2’”. Huang Wei acrescentou que a técnica permite que LEDs de perovskita multicamadas atinjam eficiência compatível com níveis comerciais. A abordagem combina superposição de brilho e efeito sinérgico entre unidades emissoras, demonstrando o potencial dos materiais de perovskita em dispositivos de baixa tensão, alto brilho e alta pureza de cor. Fonte: Stdaily

12 de novembro de 2025
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Em 11 de novembro, a Associação Chinesa de Fabricantes de Automóveis divulgou que, de janeiro a outubro de 2025, a produção e as vendas de veículos de novas energias (NEV) na China ultrapassaram 50% do total de vendas de veículos novos pela primeira vez, com diversas montadoras atingindo recordes de entregas. Segundo a associação, em outubro as empresas mantiveram produção e fornecimento acelerados, lançaram novos produtos de forma intensiva e avançaram na governança do setor, resultando em crescimento consistente no mercado automotivo. O mercado de veículos de passageiros cresceu de forma estável, o de veículos comerciais melhorou, os NEV tiveram expansão acelerada e o comércio exterior mostrou boa resiliência. Em outubro, a produção e as vendas de NEV alcançaram 1,772 milhão e 1,715 milhão de unidades, respectivamente, alta de 21,1% e 20% na comparação anual. As vendas representaram 51,6% do total de veículos novos. De janeiro a outubro, a produção chegou a 13,015 milhões de unidades e as vendas a 12,943 milhões, aumento anual de 33,1% e 32,7%. Nesse período, os VNE representaram 46,7% do total de veículos novos vendidos. No mercado interno, as vendas de NEV cresceram em relação a setembro e ao ano anterior. Em outubro, foram vendidas 1,459 milhão de unidades, alta de 5,6% em relação ao mês anterior e 12,1% em relação a 2024. Entre elas, veículos de passageiros somaram 1,377 milhão, aumento de 6% frente a setembro e 10,3% no ano; veículos comerciais chegaram a 82.000, queda de 0,5% em relação ao mês anterior, mas crescimento de 52,4% no ano. No mercado interno, os NEV representaram 54,9% das vendas totais; os de passageiros, 57,6%; e os comerciais, 30,9%. As exportações também se destacaram. De janeiro a outubro, os NEV exportados somaram 2,014 milhões de unidades, alta de 90,4% no ano. Desse total, veículos de passageiros atingiram 1,944 milhão, aumento de 89,3%, e veículos comerciais, 70.000, crescimento de 1,3 vez em relação a 2024. Entre os 15 maiores fabricantes de VNE, a participação combinada chegou a 12,321 milhões de veículos, alta de 34,5% no ano, representando 95,2% do mercado, 1,2 ponto percentual a mais que no mesmo período de 2024. BYD , Geely e SAIC lideram, com 50,7% de participação; a BYD sozinha tem 28,6%. Do quarto ao décimo lugar estão Changan, Dongfeng, Chery, Tesla, Leapmotor, XPeng e FAW, totalizando 83% do mercado. Li Auto, Great Wall Motors, Xiaomi, GAC Group e BAIC Group ocupam do 11º ao 15º lugar. O BAIC tem 2,2% de participação, e as demais quatro empresas, 2,5%. Chen Shihua, secretário-geral adjunto da associação, atribui o crescimento a dois fatores: a política de subsídios para troca de veículos usados, que continua atraente, e a redução prevista de 50% do imposto sobre a compra de NEV em 2026, que antecipou compras de consumidores. Entre as montadoras, várias bateram recordes em outubro. A XPeng entregou 42.013 veículos, novo recorde mensal, ultrapassando 40.000 unidades pelo segundo mês consecutivo. A NIO entregou 40.397, alta de 92,6% no ano, e a Leapmotor alcançou 70.289 veículos, crescimento de mais de 84%, registrando pela primeira vez entregas mensais acima de 70.000 unidades. Fonte: Jiemian

12 de novembro de 2025
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Segundo a Organização Mundial da Propriedade Intelectual (OMPI), os pedidos de patentes globais atingiram 3,7 milhões em 2024, registrando aumento de 4,9% e o quinto ano consecutivo de crescimento. A China concentrou 1,8 milhão desses pedidos, seguida pelos Estados Unidos (501.831), Japão (419.132), Coreia do Sul (295.722) e Alemanha (133.485). A tecnologia da computação permaneceu a mais solicitada, representando 13,2% do total, seguida por equipamentos elétricos, tecnologia de medição, comunicação digital e tecnologia médica, mantendo padrões semelhantes aos de 2023. Os pedidos de registro de marcas somaram 15,2 milhões em 2024, apresentando leve queda de 0,1% em relação a 2023, mas indicando recuperação após dois anos de desaceleração. A China liderou com cerca de 7,3 milhões de pedidos, seguida por Estados Unidos (836.457), Rússia (559.436), Índia (532.900) e Brasil (436.291). O relatório também registra crescimento nos pedidos globais de patentes de design, que atingiram 1,6 milhão em 2024, alta de 2,2%. A China liderou com 906.849 pedidos, seguida por Alemanha (70.212), Estados Unidos (66.855), Itália (63.668) e Coreia do Sul (60.109). Esses cinco países representaram quase três quartos dos pedidos globais de design. Daren Tang, Diretor-Geral da OMPI, ressaltou que a propriedade intelectual é central para negócios e crescimento econômico. Ele afirmou que a inovação continua sendo um fator-chave para o desenvolvimento global e que o aumento dos pedidos reflete confiança no sistema de propriedade intelectual, reforçada por esforços governamentais e apoio da OMPI. Tang destacou ainda a necessidade de cooperação internacional para manter uma estrutura de proteção eficaz. O relatório anual da OMPI reúne estatísticas de departamentos de propriedade intelectual de aproximadamente 150 países e regiões, oferecendo uma visão detalhada sobre a dinâmica global de patentes, marcas, designs e outros direitos de propriedade intelectual. Fonte: Stdaily

11 de novembro de 2025
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A Porsche inaugurou um centro integrado de pesquisa e desenvolvimento em Xangai, reforçando sua estratégia de localizar tecnologia e produtos no maior mercado automotivo do mundo. Com 10 mil metros quadrados, o espaço reúne as áreas de P&D , compras e qualidade. É o primeiro centro da montadora alemã dessa escala fora da Alemanha e amplia a capacidade de inovação da empresa na China. A iniciativa faz parte da estratégia “Na China, para a China”, que busca acelerar a resposta da Porsche às rápidas transformações do setor automotivo chinês , especialmente em serviços digitais, interfaces e veículos conectados. “A China está na linha de frente da mobilidade do futuro. Resolver os desafios dessa transformação exige presença local”, afirmou Oliver Blume, presidente do conselho executivo da Porsche AG, durante a inauguração na quarta-feira. O centro dá mais autonomia à operação chinesa, permitindo reduzir o tempo de desenvolvimento de produtos de anos para meses, segundo Sajjad Khan, membro do conselho responsável pela área de TI automotiva. O primeiro projeto, um sistema de infoentretenimento exclusivo para o mercado chinês, será lançado a partir de meados de 2026. O sistema incluirá serviços digitais locais, comandos de voz com inteligência artificial e controles em 3D. A ampliação dos investimentos ocorre em meio à crescente concorrência das startups chinesas de veículos de nova energia, que avançam rapidamente no desenvolvimento de carros baseados em software. A Porsche quer adaptar seus produtos às preferências dos consumidores locais, com foco em conectividade, serviços digitais e experiência de uso. “Este é um momento decisivo em nosso compromisso com a China”, disse Alexander Pollich, presidente e CEO da Porsche China. O novo centro integra as operações da Porsche Engineering China, da Porsche Digital China e da equipe técnica local, concentrando todas em um único espaço com maior autonomia. Segundo Pollich, o desenvolvimento na China exige consistência. “Não é uma corrida de curta distância, e sim uma maratona. Nosso compromisso de longo prazo se reflete em ações concretas e investimentos contínuos”, afirmou. Além da nova unidade de P&D, a empresa lançou modelos exclusivos para o mercado chinês, como as edições Active e Passion do SUV e o Panamera Exclusive Signature. A Porsche também abriu sua primeira loja pop-up na Ásia, em Xangai, para fortalecer a conexão com o público local. A presença da marca na China tem se expandido desde 2014, quando inaugurou o primeiro escritório da Porsche Engineering em Xangai. Em 2019, criou uma equipe digital dedicada, transformada dois anos depois na Porsche Digital China. Em 2022, iniciou um centro de P&D no país. O novo centro em Xangai complementa as operações globais de pesquisa da Porsche em Weissach, na Alemanha. “Ao unir nossa excelência em engenharia com as competências digitais da China, queremos desenvolver soluções únicas”, disse Michael Steiner, vice-presidente e chefe de P&D da Porsche. Fonte: China Daily

11 de novembro de 2025
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A JD.com lançou no domingo (9) o Aion UT Super, veículo elétrico desenvolvido em parceria com a montadora GAC Group e a fabricante de baterias CATL. O modelo, disponível exclusivamente na plataforma online da JD, marca a entrada da gigante do e-commerce no mercado chinês de veículos de nova energia (NEV) , um dos setores que mais crescem no país. O carro custa 49.900 yuans (US$7.007) na versão com bateria alugada e 89.900 yuans (US$12.630) no modelo completo. Embora a JD não participe da fabricação, é responsável pelas vendas e pela gestão de dados de consumo, utilizando milhões de buscas anuais em sua plataforma para identificar tendências e demandas do público. A GAC conduz a pesquisa e a produção do veículo, enquanto a CATL fornece a tecnologia e o sistema de troca rápida de baterias. O modelo tem autonomia de até 500 quilômetros e permite a substituição da bateria em 99 segundos. A CATL planeja construir mais de 5.000 estações de troca pelo país para fortalecer esse ecossistema. Segundo Zhang Xiang, professor visitante da Universidade de Ciência e Tecnologia de Huanghe, a entrada da JD no setor busca novas fontes de receita diante da desaceleração do comércio eletrônico. “A empresa introduz o modelo de troca de baterias no setor automotivo e amplia o alcance da indústria de veículos inteligentes”, disse. Zhang destacou que o novo modelo, com preço abaixo de 100.000 yuans, preenche uma lacuna no mercado, antes dominado por carros com sistema de troca de bateria que custavam acima de 200.000 yuans. Ele afirmou que a novidade deve dinamizar o mercado, diversificar a oferta e ampliar as opções para os consumidores. A JD vem ampliando sua presença no setor automotivo com um ecossistema que integra compras, manutenção e serviços pós-venda. A empresa opera cerca de 3.000 centros de serviço físicos e mantém parcerias com mais de 40.000 lojas em todo o país. Cao Lei, diretor do Instituto de Economia da Internet, afirmou que companhias de tecnologia como a JD oferecem às montadoras tradicionais informações detalhadas sobre o comportamento do consumidor e canais de venda híbridos, combinando e-commerce e pontos físicos. Segundo ele, as empresas de internet estão ganhando espaço no setor automotivo por dominarem tecnologias como inteligência artificial e análise de dados. A JD, por exemplo, processa cerca de 20 milhões de buscas anuais por automóveis, o que permite mapear demandas específicas e oferecer serviços personalizados. O mercado chinês de veículos de nova energia segue em forte expansão. Dados da Associação Chinesa de Fabricantes de Automóveis mostram que, entre janeiro e setembro de 2025, a produção chegou a 11,24 milhões de unidades, alta de 35,2% em relação ao ano anterior. As vendas alcançaram 11,23 milhões de veículos, avanço de 34,9%. Em 2024, a China produziu 12,88 milhões de veículos elétricos e vendeu 12,86 milhões, mantendo-se como líder mundial em produção e vendas pelo décimo ano consecutivo. Empresas como Huawei e Xiaomi também avançam no setor. Recentemente, a JD e a CATL firmaram parceria estratégica para criar um canal oficial de vendas diretas e expandir o modelo de troca de baterias, incluindo cooperação em serviços pós-venda. Pan Helin, membro do Comitê de Especialistas em Economia da Informação e Comunicação do Ministério da Indústria e Tecnologia da Informação, afirmou que o varejo automotivo caminha para a integração total entre os canais online e offline. “As plataformas digitais atrairão consumidores, enquanto as lojas físicas funcionarão como espaços para test drives e experiências presenciais”, afirmou. Fonte: China Daily

11 de novembro de 2025
China2Brazil
O “Sistema Implantável de Interface Cérebro-Computador Sem Fio”, desenvolvido pela Shanghai Jieti Medical Technology Co., Ltd. (Stepwise Medical), foi incluído no procedimento especial de revisão para dispositivos médicos inovadores do Centro de Avaliação de Dispositivos Médicos (CMDE), ligado à Administração Nacional de Produtos Médicos (NMPA). Trata-se do primeiro produto invasivo desse tipo na China a ingressar nesse “canal verde”, mecanismo que prioriza a aprovação de tecnologias consideradas inovadoras. A decisão representa um avanço no processo de industrialização da tecnologia de interface cérebro-computador no país, aproximando a pesquisa laboratorial do mercado. O procedimento especial de revisão da NMPA visa incentivar o desenvolvimento de dispositivos médicos de alta tecnologia. Ao entrar nesse processo, o produto recebe reconhecimento oficial por seu valor tecnológico e clínico, além de orientação antecipada e prioridade nas etapas de registro e aprovação. Isso reduz o tempo necessário entre a fase de pesquisa e a comercialização. O sistema da Stepwise Medical apresenta eletrodos ultraflexíveis com uma área de seção transversal equivalente a um quinto da dos usados pela Neuralink, empresa de Elon Musk. Em maio de 2025, a companhia divulgou resultados de um estudo clínico com um paciente tetraplégico que, após a implantação do dispositivo em março, conseguiu controlar um computador com o pensamento e jogar Mario Kart. Segundo a Stepwise Medical, o processo de aprovação poderá servir de referência para outras empresas do setor, ajudando a definir padrões técnicos e regulatórios e acelerando a transição da tecnologia de laboratório para uso clínico. A empresa afirma que o avanço demonstra a capacidade da China de conduzir pesquisa, desenvolvimento e aplicação clínica de forma independente no campo da neurociência. Após concluir os ensaios clínicos prospectivos, a Stepwise Medical pretende iniciar um estudo de registro multicêntrico em larga escala. A meta é obter a aprovação final e lançar o produto no mercado até 2028, com foco em pacientes com paraplegia, esclerose lateral amiotrófica (ELA) e outras disfunções neurológicas. Fonte: The paper

11 de novembro de 2025
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A 15ª edição dos Jogos Nacionais da China, realizada entre 9 e 21 de novembro de 2025, transformou o evento esportivo em uma vitrine de inovação tecnológica. Em diferentes cidades-sede, recursos de inteligência artificial, big data e realidade aumentada estão sendo usados para modernizar arenas, garantir segurança e melhorar a experiência dos torcedores. Em Shenzhen, o Estádio do Centro Esportivo de Bao’an, com capacidade para 40 mil pessoas, abriga as partidas de futebol masculino das categorias Sub-20 e Sub-18. Mais de 90% das arenas usadas nesta edição foram reformadas a partir de estruturas já existentes, sem a construção de novos grandes estádios. O local passou por uma modernização centrada em digitalização e IA. Um centro inteligente de operações integra big data, computação em nuvem e internet das coisas para gerenciar as funções do estádio. Foram incorporados sistemas de guia em realidade aumentada e assistentes digitais com IA. Por meio de QR codes, o público acessa mapas interativos, horários das competições e informações sobre ingressos. A tecnologia também está presente fora das arenas. Robôs participam de diferentes etapas do evento, do revezamento da tocha às inspeções elétricas, e se tornaram símbolo da integração entre esporte e inovação. O Departamento de Polícia de Shenzhen utiliza robôs de patrulha equipados com 5G, IA, IoT e big data para reforçar a segurança. Eles circulam de forma autônoma ao redor das arenas, auxiliam nas rondas e fornecem informações ao público. Em emergências, enviam alertas ao centro de comando. Veículos autônomos também ajudam no controle do tráfego, identificando irregularidades e otimizando a circulação nas áreas próximas. A Grande Baía Guangdong–Hong Kong–Macau se consolida como polo global de inovação tecnológica. Muitas soluções de IA e robótica usadas nos Jogos foram desenvolvidas por empresas locais, evidenciando a capacidade da região em transformar pesquisa em aplicação prática. O desempenho dessas tecnologias tende a ampliar a visibilidade internacional da área e atrair novos investimentos e talentos. Outro exemplo da renovação tecnológica está em Guangzhou. O ginásio da cidade, inaugurado em 2001 e reformado para esta edição, sedia competições de ginástica de trampolim, vôlei masculino Sub-18 e basquete em cadeira de rodas. O local incorporou um sistema de navegação em realidade aumentada, acessado pelo miniaplicativo “Quan Yun Guangzhou”. Ao digitar o número do assento, o espectador é guiado até o local em tempo real. O ginásio também passou por melhorias de acessibilidade para os Jogos Nacionais e Paraolímpicos. Durante as partidas, o público acompanha com entusiasmo as disputas em um espaço totalmente atualizado. A ex-capitã da seleção chinesa de vôlei feminino, Li Guojun, esteve presente e destacou a importância da modernização para o esporte. Para incentivar o consumo, o ginásio lançou uma campanha de benefícios vinculada aos ingressos. Segundo Wu Jiawei, gerente de eventos da Guangzhou Gymnasium Branch of Zhujiang WenTi, os descontos se estendem a atrações turísticas, hotéis e centros comerciais da cidade. Fonte: news.cctv.com

11 de novembro de 2025
China2Brazil
Em outubro, Yiwu, cidade conhecida como o “termômetro do comércio mundial de pequenos produtos”, inaugurou a sexta geração de seu mercado: o Centro Global de Comércio Digital (Global Digital Trade Center), símbolo da nova fase do comércio chinês. O novo mercado abriga mais de 3.700 lojas. Para se orientar, os visitantes usam um mapa digital interativo que localiza produtos e comerciantes em tempo real. O recurso ilustra o avanço da digitalização na cidade. Nos últimos cinco anos, os comerciantes mudaram o modelo de vendas. Deixaram de depender de clientes presenciais e passaram a vender por lives , vídeos e plataformas online. Com rede óptica de alta velocidade e linhas exclusivas de dados transfronteiriços, Yiwu transformou antigos “comerciantes de balcão” em “comerciantes na nuvem”, conectados a compradores do mundo inteiro. Inteligência artificial em cada vitrine A digitalização também chega ao atendimento e à comunicação. Liu Manman, comerciante local, usa anúncios em oito idiomas criados por IA, que sincronizam automaticamente o movimento da boca com o idioma do cliente. “Parece real, e muitos estrangeiros acabam entrando na loja”, explica. Em todo o centro, há vídeos promocionais e designs de produtos gerados por IA. A comerciante Ji Ruixin conta que uma cliente do Reino Unido solicitou um ajuste em um brinco e recebeu o novo design em meio segundo. “Antes, isso levava até cinco dias.” Para acompanhar o ritmo, o mercado oferece treinamentos diários sobre ferramentas digitais. “Vim direto do atendimento para a aula de IA. Quem não aprender vai ficar para trás”, afirma Wu Liang, lojista. Do mercado físico ao ecossistema digital O Grupo Yiwu Mall criou, em 2020, uma subsidiária de big data para digitalizar o mercado. Segundo Zheng Xiaoming, diretor de marketing da Yiwu China Commodity City Big Data Co., mais de 60 mil lojas físicas migraram para o ambiente online, integrando 17 plataformas globais de e-commerce. A empresa também desenvolveu 13 aplicativos de IA para reduzir custos e aumentar a eficiência. Até o fim de 2025, Yiwu lançará avatares digitais para transmissões ao vivo e assistentes virtuais de vendas. O sistema Yiwu Pay já permite pagamentos internacionais instantâneos, enquanto uma plataforma digital de cadeia de suprimentos conecta depósitos e transportadoras dentro e fora da China. “Nos próximos cinco anos, Yiwu deixará de ser apenas um mercado físico e se tornará um mercado digital global que usa tecnologia para impulsionar o comércio mundial”, afirma Zhu Xingping, vice-gerente do Centro Global de Comércio Digital. A nova geração de comerciantes Mais da metade dos lojistas do novo centro pertence à nova geração de empreendedores, e 57% já criaram marcas próprias. O novo centro busca reposicionar Yiwu no cenário internacional. Os produtos locais agora apostam em design próprio e maior valor agregado, afastando-se da imagem de itens genéricos e baratos. “Nos próximos cinco anos, queremos usar IA e transmissões ao vivo para transformar o ‘Made in Yiwu’ em produtos reconhecidos globalmente”, diz He Tao. Outros comerciantes compartilham a meta. Zhu He afirma que quer “quebrar os estereótipos sobre o ‘Made in China’ e o ‘Made in Yiwu’”. Para Luo Yanfei, o objetivo é dar “mais força e identidade às marcas chinesas”. Lu Jinglei completa: “Queremos que a China seja lembrada por produtos com design e personalidade”. Fonte: news.cctv.com

10 de novembro de 2025
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O Grupo Volkswagen , tradicionalmente sediado em Wolfsburg, na Alemanha, tem direcionado seus investimentos futuros para a China. A empresa não apenas depende do desempenho local para manter resultados, mas vem ampliando seus aportes na eletrificação e digitalização de seus veículos. Nos últimos três anos, aumentou os investimentos em arquitetura elétrica, plataformas de modelos e sistemas inteligentes. Agora, amplia a estratégia para o desenvolvimento de chips. Durante a CIIE, o CEO Oliver Blume e Yu Kai, fundador da fabricante chinesa de semicondutores Horizon Robotics, anunciaram uma parceria para criar um chip System-on-Chip (SoC) com design e pesquisa próprios. O componente será usado em modelos de condução autônoma de nível L3 e superior produzidos pela Volkswagen na China. Segundo o portal chinês Jiemian News, o investimento inicial da parceria é de US$200 milhões. O desenvolvimento será conduzido pela joint venture CARIZON, formada pela unidade de software CARIAD e pela Horizon. A CARIZON já é responsável pelo primeiro sistema avançado de assistência à condução desenvolvido localmente pela Volkswagen, com início de produção previsto para 2025. O novo chip deve entrar em produção em série entre três e cinco anos, com capacidade de processamento entre 500 e 700 TOPS por unidade, suficiente para decisões em tempo real e redundância de segurança. A Volkswagen China afirmou que o projeto marca o início de uma nova fase no desenvolvimento de tecnologias de condução autônoma no país. Blume declarou que o mercado chinês será decisivo para o avanço das principais tecnologias do grupo. Com o desenvolvimento de chips e software no país, a Volkswagen busca fortalecer sua capacidade de inovação e consolidar a China como um polo global de pesquisa e desenvolvimento da marca. Em 2023, a empresa criou a Volkswagen China Technology Company (VCTC), reunindo todas as áreas de desenvolvimento de modelos no país. É a primeira vez que a montadora estabelece fora da Alemanha uma estrutura de P&D com autonomia completa, do design à gestão de compras. O grupo também transferiu ao time chinês o desenvolvimento da arquitetura elétrica e eletrônica, considerada o núcleo dos veículos inteligentes. Parte do investimento na XPeng tem como objetivo aproveitar sua experiência local para apoiar a criação da nova arquitetura CEA (China Electrical Architecture), desenvolvida em conjunto pela VCTC e CARIAD China. Segundo o CEO da CARIAD China, Han Sanchu, a CEA representa a reconstrução do sistema de desenvolvimento de produtos da Volkswagen, ampliando o foco antes voltado à padronização de hardware para o campo do software. A partir de 2026, a CEA será aplicada em quatro modelos elétricos de entrada desenvolvidos sobre a plataforma CMP. O primeiro modelo foi apresentado na CIIE e deve ser produzido pela FAW-Volkswagen em 2026. A arquitetura também será usada em modelos híbridos e a combustão, cobrindo cerca de 80% da linha da marca no país. Com o anúncio da parceria em chips, os investimentos da Volkswagen na China já superam 100 bilhões de yuans (cerca de US$14 bilhões). O grupo pretende construir um ecossistema completo de P&D local, incluindo chips, software, sistemas e plataformas de veículos. O analista automotivo Mei Songlin afirmou ao Jiemian News que o plano envolve riscos altos. Caso a Volkswagen não consiga lançar modelos competitivos, pode enfrentar forte queda de lucros na China e perder relevância frente às montadoras locais. Han Sanchu, porém, defendeu a estratégia acelerada: “Se não construirmos agora uma capacidade sistêmica de P&D completa, poderemos ficar para trás já no próximo ano.” A arquitetura CEA foi desenvolvida em 18 meses, menos da metade do tempo médio do setor. O novo sistema, aliado a uma cadeia de fornecedores locais, pode reduzir custos de desenvolvimento em até 40% e elevar a eficiência de P&D em 30%. O grupo pretende, em seguida, desenvolver uma nova plataforma elétrica própria, chamada CSP (China Scalable Platform), sem parceria com a XPeng . O objetivo é dominar integralmente o código e a arquitetura de software. A Volkswagen tenta reverter o atraso na eletrificação. Sob o comando de Herbert Diess, investiu US$7 bilhões na plataforma MEB, mas os resultados na China ficaram abaixo das expectativas. A pressão financeira se intensificou: no terceiro trimestre de 2025, o grupo registrou prejuízo líquido de €1,07 bilhão e resultado operacional negativo de €1,29 bilhão, o primeiro em quase cinco anos. Para garantir a execução da nova estratégia, a CARIAD China aplicou testes técnicos para selecionar cerca de 500 engenheiros, treinados em parceria com a XPeng. A meta é acelerar a formação de competências internas e acompanhar de perto a evolução da arquitetura CEA. Antes da abertura da CIIE, Oliver Blume esteve em Pequim para discutir o andamento da transformação com a equipe local e visitou a fábrica da Volkswagen Anhui, em Hefei, onde testou o novo modelo ID.EVO, que será um dos primeiros frutos da nova fase elétrica da marca. O mercado chinês dirá, no próximo ano, se a aposta bilionária da Volkswagen dará retorno. Fonte: Jiemian News