
6 de novembro de 2025
China2Brazil
Pesquisadores chineses identificaram, pela primeira vez, que plantas podem gerar minerais de terras raras de forma natural, oferecendo alternativa à mineração tradicional, que causa danos ambientais. A descoberta foi publicada, em 5 de novembro, na revista Environmental Science & Technology por uma equipe liderada por Zhu Jianxi, do Instituto de Geoquímica de Guangzhou, da Academia Chinesa de Ciências. O estudo analisou a samambaia Dryopteris urinaria, que acumula grandes quantidades de elementos de terras raras (ETR) do solo. Os cientistas observaram que esses elementos se organizam entre as células do tecido vegetal e formam uma monazita de lantânio, um mineral usado na indústria de alta tecnologia, incluindo inteligência artificial, energias renováveis e defesa nacional. A samambaia atua como um "aspirador de terras raras", absorvendo os elementos dispersos no solo e concentrando-os nos feixes vasculares e tecidos epidérmicos das folhas. Nessas regiões, os ETR precipitam como nanopartículas e cristalizam-se em minerais de fosfato de terras raras. Segundo Zhu Jianxi, esse processo protege a planta: “A planta 'empacota e sela' os íons de terras raras, que poderiam danificar suas células, transformando-os em estruturas minerais inofensivas”. [caption id="attachment_26221" align="alignnone" width="633"] Fonte da imagem: Instituto de Geoquímica de Guangzhou, da Academia Chinesa de Ciências[/caption] A monazita natural, embora importante para a indústria, contém urânio e tório radioativos, o que dificulta sua extração e uso. Já a monazita produzida pelas plantas, chamada de "bio-monazita", é livre de radiação e cresce em condições normais de temperatura e pressão, oferecendo potencial para extração sustentável. Anteriormente, acreditava-se que apenas microrganismos e animais podiam formar minerais biologicamente. A descoberta da mineralização em plantas, como Cynodon dactylon e Dryopteris urinaria, amplia o conhecimento sobre processos de biomineralização e sugere possibilidades para mais de mil espécies hiperacumuladoras conhecidas. O estudo indica que é possível recuperar terras raras valiosas plantando espécies hiperacumuladoras. Esse método permite extrair os elementos das plantas, remediar solos contaminados e restaurar ecossistemas degradados, criando um modelo de reciclagem e recuperação ambiental de forma sustentável. Fonte: stdaily

5 de novembro de 2025
China2Brazil
Desde 2023, Brasil e China desenvolvem dois projetos conjuntos voltados à recuperação de ecossistemas tropicais. Liderados pela Universidade de Hohai (China), com participação da Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA), da Universidade Estadual do Pará (UEPA) e de mais de dez instituições e empresas dos dois países, os projetos buscam restaurar solos degradados e criar novos modelos sustentáveis de produção agrícola. O primeiro, Projeto de Cooperação Internacional China-Brasil para Recuperação de Solos Degradados e Proteção da Floresta Amazônica, e o segundo, Projeto de Recuperação de Áreas Degradadas na Mata Atlântica e Proteção Florestal, têm foco em recuperar terras agrícolas exauridas e reduzir a pressão sobre as florestas tropicais. O professor Chen Lihua, da Universidade de Hohai, que lidera o projeto pelo lado chinês, explica que muitos agricultores da região ainda utilizam o método de “corte e queima”, técnica em que se derruba e queima a vegetação durante a seca para usar as cinzas como adubo. O processo destrói a cobertura vegetal, libera grandes quantidades de CO2 e reduz rapidamente a fertilidade do solo, obrigando o deslocamento constante para novas áreas. Para testar alternativas, a equipe selecionou culturas locais como mandioca e açaí, avaliando a possibilidade de cultivar e recuperar o solo ao mesmo tempo. Os resultados indicam que é possível manter a produtividade sem abrir novas áreas: a produção cresceu entre 30% e 190%, a perda de microagregados caiu 90% e a perda de nutrientes foi reduzida em até 82%. “Após a primeira colheita, o solo manteve a fertilidade e a segunda safra teve produção semelhante. Isso mostra que o cultivo contínuo pode ser sustentável”, afirma Chen. Com a comprovação dos resultados, o grupo iniciou o Projeto de Industrialização de Produtos de Recuperação de Solos na Amazônia, que introduz no Brasil tecnologias chinesas de fermentação de resíduos orgânicos e equipamentos para produzir fertilizantes locais específicos para solos tropicais. O objetivo é reduzir custos e facilitar o acesso dos agricultores a insumos mais eficientes. Segundo Herdjania Veras, ex-reitora da UFRA, “adaptar a tecnologia chinesa à realidade amazônica fortalece a agricultura sustentável e contribui para a conservação da floresta”. Outro eixo do programa é o desenvolvimento de sistemas de irrigação solar adequados ao clima amazônico, marcado por longos períodos de chuva e estiagem. A tecnologia, criada pela Universidade de Hohai em parceria com instituições brasileiras e empresas chinesas, garante irrigação mesmo na seca, ampliando a produtividade e a renda das famílias. Para consolidar o novo modelo agrícola, os governos também estimulam o acesso a mercados internacionais. O Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional apoia parcerias entre estados da Amazônia e empresas chinesas para que pequenos produtores possam vender seus produtos em plataformas digitais voltadas à China e a outros países. “Com uma renda estável, poderemos manter o novo modelo e não precisaremos abrir novas áreas na floresta”, diz o agricultor Edivaldo, participante do projeto. A cooperação sino-brasileira reforça a integração entre países do Sul Global no combate às mudanças climáticas. As ações conjuntas mostram que inovação tecnológica e colaboração internacional podem alinhar aumento de renda, recuperação de ecossistemas e preservação ambiental. Com esses esforços, a Amazônia pode continuar exercendo sua função vital como um dos principais reservatórios de biodiversidade e regulação climática do planeta, uma meta compartilhada por brasileiros e chineses em prol da sustentabilidade global. Fonte: baijiahao.baidu.com

5 de novembro de 2025
China2Brazil
A China suspenderá as tarifas adicionais sobre determinados produtos importados dos Estados Unidos a partir das 13h01 do dia 10 de novembro, informou nesta quarta-feira a Comissão de Tarifas Aduaneiras do Conselho de Estado. Segundo o órgão, a medida faz parte do consenso alcançado nas consultas econômicas e comerciais entre os dois países. A decisão segue as leis e regulamentos internos, como a Lei Aduaneira e a Lei de Comércio Exterior da China, e está em conformidade com os princípios do direito internacional. O anúncio vem após o encontro dos presidentes Donald Trump e Xi Jinping na Coreia do Sul, em que ambos declararam vontade de aliviar as tensões comerciais entre as duas maiores economias do mundo. Fonte: China Daily

5 de novembro de 2025
China2Brazil
A BYD planeja iniciar, no começo de 2026, a expansão global de sua marca ultraluxuosa Yangwang, começando pelo Oriente Médio. A informação foi dada pelo vice-presidente executivo da empresa, Li Ke, em evento com a imprensa realizado em Zhengzhou, em 5 de novembro. Após o lançamento na região, a marca deve chegar à Europa e, em seguida, às Américas. Além disso, o gerente-geral de Marca e Relações Públicas da BYD , Li Yunfei, divulgou em sua conta no Weibo que o piloto e empresário brasileiro, Leo Sanchez, listado entre os mais ricos pela Forbes Brasil, será o único proprietário no Brasil do modelo Yangwang U9 Xtreme (também chamado U9X). A produção global dessa versão está limitada a apenas 30 unidades, e apenas uma foi destinada ao mercado brasileiro. De acordo com a BYD, o U9 Xtreme alcançou 496,22 km/h em testes realizados na pista alemã ATP Automotive Testing Papenburg, superando o recorde anterior de veículos de produção. O modelo também completou uma volta no circuito de Nürburgring Nordschleife em 6 minutos 59 segundos, tornando-se o primeiro elétrico de produção a romper a marca dos sete minutos. A expansão internacional da Yangwang marca um novo passo da BYD na disputa com montadoras europeias e americanas pelo mercado de veículos elétricos de luxo, segmento que vem crescendo rapidamente em regiões como Oriente Médio e Europa. Fonte: sina.com.cn

5 de novembro de 2025
China2Brazil
Seis astronautas chineses levaram a culinária tradicional do país à órbita da Terra. As tripulações das missões Shenzhou-21 e Shenzhou-20, atualmente na estação espacial Tiangong, tornaram-se as primeiras a grelhar e comer frango e carne no espaço, usando um forno desenvolvido especialmente para microgravidade. Os três tripulantes da Shenzhou-21, que chegaram à Tiangong no sábado, se uniram aos colegas da missão anterior para testar o equipamento. O engenheiro espacial Major Wu Fei foi o responsável por colocar as asas de frango marinadas em um suporte e introduzi-las no forno. O comandante da missão, Coronel Sênior Zhang Lu, explicou no vídeo transmitido na segunda-feira que o teste ocorreria a 180°C por 28 minutos. Após o cozimento, Wu retirou as asas grelhadas e comentou que o aroma era forte e agradável. O Coronel Sênior Chen Dong, comandante da Shenzhou-20, foi o primeiro a experimentar o prato e brincou dizendo que estava com água na boca enquanto esperava. Os astronautas comeram juntos e concordaram que o sabor era excelente. Wu e o Coronel Wang Jie, ambos da Mongólia Interior, região conhecida pela carne bovina e ovina, também prepararam bifes com pimenta-do-reino, compartilhados entre os seis astronautas. Segundo Liu Weibo, engenheiro do Centro de Astronautas da China, o forno foi desenvolvido para permitir o preparo de alimentos frescos em órbita. “Não importa onde estejamos, preferimos comida quente a alimentos liofilizados. O forno permitirá assar carne, bolos e até torrar amendoim, melhorando a qualidade de vida a bordo”, disse à Televisão Central da China (CCTV). O editor-chefe da revista Aerospace Knowledge, Wang Yanan, destacou que o projeto exigiu soluções inéditas. “No espaço não há convecção, o que dificulta a circulação de calor. Os engenheiros precisaram desenvolver um método alternativo de aquecimento e controle dos vapores, garantindo a segurança da tripulação.” Em 2019, astronautas norte-americanos assaram biscoitos em um forno experimental na Estação Espacial Internacional (ISS), mas o alimento não foi consumido, foi enviado à Terra para análises. Segundo Liu, o forno chinês é o primeiro no mundo projetado para cozinhar refeições completas no espaço sideral. Fonte: China Daily

4 de novembro de 2025
China2Brazil
Após 168 horas de testes em plena carga, a unidade 9 da Usina Termelétrica de Beilun, em Ningbo, província de Zhejiang, entrou oficialmente em operação, segundo a China Energy Investment Corporation (Grupo de Energia da China). A nova unidade tem capacidade de 1 milhão de quilowatts e eleva a potência total instalada da usina para 7,34 milhões de quilowatts. A previsão é que a geração anual ultrapasse 40 bilhões de quilowatts-hora, consolidando Beilun como a maior termelétrica da China em capacidade instalada. O projeto faz parte do programa nacional de modernização das usinas a carvão, que busca aumentar a eficiência e reduzir emissões. A unidade 9 é a segunda etapa da primeira fase de modernização da Usina de Beilun, iniciada em 2023. Durante os testes, as emissões médias de material particulado, dióxido de enxofre e óxidos de nitrogênio ficaram entre as mais baixas do país para unidades do mesmo tipo. Além da expansão termelétrica, Beilun tornou-se a principal fornecedora de calor em um raio de 50 quilômetros. A usina também desenvolve projetos complementares de energia eólica, solar e de armazenamento, com o objetivo de ampliar o fornecimento de energia limpa . Durante o 14º Plano Quinquenal, a China intensificou o uso eficiente e limpo do carvão. Segundo a Administração Nacional de Energia, o 15º Plano Quinquenal prevê ampliar a flexibilidade das usinas termelétricas, atualizar as tecnologias de geração a carvão e aprimorar a capacidade de regulação das unidades. Fonte: gmw.cn

4 de novembro de 2025
China2Brazil
A China anunciou, em 3 de novembro, a prorrogação até o fim de 2026 da política unilateral de isenção de vistos para cidadãos de 44 países, incluindo Suécia, França, Alemanha, Brasil e Arábia Saudita. A medida, descrita por analistas chineses como um “pacote diplomático de grande impacto”, ocorre em meio ao aumento das tensões geopolíticas e à desaceleração da globalização. Mais de 60% dos países beneficiados são europeus, como França, Alemanha, Itália, Hungria e Áustria. A inclusão de países da Europa Central e Oriental reforça a estratégia chinesa de estreitar laços com o continente, enquanto os Estados Unidos tentam consolidar alianças na região Indo-Pacífica. Em 2024, o investimento da União Europeia na China cresceu 12% em relação ao ano anterior, liderado por Alemanha, França e Holanda. A extensão da isenção de vistos deve reduzir custos e agilizar deslocamentos de empresários e técnicos europeus. O período de 30 dias de permanência foi projetado para coincidir com o ciclo médio de negociações e visitas industriais. No Oriente Médio, a presença de países como Arábia Saudita, Omã e Kuwait sinaliza o interesse da China em fortalecer a cooperação energética . A medida facilita viagens de executivos e autoridades e apoia a expansão do uso do yuan (RMB) no comércio de petróleo. Em 2024, a participação do RMB nas transações entre China e países do Golfo aumentou de 5% para 18%. Ferramenta econômica e estratégica A isenção de vistos funciona como um instrumento econômico em meio à disputa global. Enquanto os Estados Unidos impõem barreiras tecnológicas e restrições comerciais, a China aposta na abertura de fronteiras para atrair profissionais e negócios. Empresas estrangeiras têm forte presença no mercado chinês: em 2024, 37% do lucro global da BMW veio da China. A nova política facilita o deslocamento de engenheiros e técnicos, acelerando ajustes de produção. A inclusão de Coreia do Sul e Japão também é estratégica, já que seus setores de semicondutores enfrentam restrições do “CHIPS Act” norte-americano. Na América Latina, países como Brasil, Argentina e Chile são vistos como parceiros-chave na reconfiguração das cadeias globais de valor. O investimento direto chinês na região cresceu 23% em 2024, concentrado em veículos elétricos e infraestrutura 5G. A isenção de vistos facilita intercâmbios técnicos, como o envio de engenheiros brasileiros à China para projetos de mineração inteligente. Momento político e econômico O anúncio ocorre em um contexto de instabilidade global: Europa sob crise energética, Estados Unidos em ano eleitoral e cadeias produtivas em transição. A China busca se posicionar como defensora da globalização e sinaliza confiança na recuperação econômica mundial. O governo espera aumento no consumo interno e no turismo. Em 2024, a receita do turismo receptivo na China cresceu 41%, com 63% dos visitantes oriundos de países com isenção de visto. A medida também responde, de forma indireta, às políticas de “desacoplamento” dos EUA, ao atrair talentos e investimentos. Abertura como estratégia Com a extensão da política, a China reafirma sua aposta em uma rede diplomática aberta, em contraste com alianças restritas como o G7 ou o Quadro Econômico Indo-Pacífico. A medida simboliza a transição do país para uma atuação mais ativa nas relações internacionais. Por trás da lista de 44 países está a tentativa de reposicionar a China como centro de negócios, tecnologia e intercâmbio global. Em um cenário de fragmentação econômica, o país responde ao fechamento de fronteiras com políticas de aproximação. Enquanto algumas potências reforçam barreiras, a China busca consolidar pontes diplomáticas e econômicas, um movimento que pode redefinir os rumos da globalização. Lista dos países: França, Alemanha, Itália, Holanda, Espanha, Suíça, Irlanda, Hungria, Áustria, Bélgica, Luxemburgo, Austrália, Nova Zelândia, Polônia, Portugal, Grécia, Chipre, Eslovênia, Eslováquia, Noruega, Finlândia, Dinamarca, Islândia, Mônaco, Liechtenstein, Andorra, Coreia do Sul, Bulgária, Romênia, Croácia, Montenegro, Macedônia do Norte, Malta, Estônia, Letônia, Japão, Brasil, Argentina, Chile, Peru, Uruguai, Arábia Saudita, Omã, Kuwait e Bahrein. Fonte: Sohu.com

4 de novembro de 2025
China2Brazil
Em 4 de novembro, a China Telecom anunciou que atingiu um novo marco na transmissão óptica sem repetição. Em parceria com a YOFC (Yangtze Optical Fibre and Cable), a Huawei e a Universidade de Tecnologia de Guangdong, a empresa estabeleceu dois recordes mundiais usando tecnologia de fibra óptica de núcleo oco e amplificador EDFA convencional. O primeiro recorde foi a transmissão de 800 Gbps em um único comprimento de onda por 611,9 km em tempo real, superando o limite anterior em 174,2 km, distância equivalente entre Pequim e Qingdao. O segundo foi a primeira transmissão mundial sem repetição de 1,2 Tbps por um único comprimento de onda, que alcançou 436,1 km, com capacidade para transferir cerca de 500 filmes em alta definição por segundo. Até então, alcançar 800 Gbps por um único comprimento de onda exigia dois amplificadores remotos para cobrir 404 km. Para estender a distância, era necessário combinar bomba remota e amplificação Raman, além de usar algoritmos off-line para processar os dados. Dessa vez, a China Telecom conseguiu o feito apenas com o amplificador EDFA, demonstrando eficiência e estabilidade em sistema real e em tempo real. O resultado reforça o potencial da fibra óptica de núcleo oco não só pela baixa latência, mas também pela alta velocidade e alcance, fatores que podem redefinir as redes troncais e os centros de dados no futuro . A fibra óptica de núcleo oco (Hollow-Core Fiber, HCF) guia a luz por meio do ar em vez de vidro, o que elimina duas limitações físicas das fibras tradicionais: capacidade e latência. Por essas características, especialistas consideram a HCF a próxima geração da tecnologia de comunicação óptica. Fonte: news.qq.com

4 de novembro de 2025
China2Brazil
O Ministério da Indústria e Tecnologia da Informação da China (MIIT) anunciou que está elaborando um plano para ampliar a aplicação da inteligência artificial (IA) no setor manufatureiro. A iniciativa faz parte da estratégia “IA + Manufatura”, que busca modernizar a economia industrial do país. O ministro Li Lecheng detalhou a proposta em artigo publicado na revista Dangjian na segunda-feira (3). No texto, ele afirmou que o governo criará uma estrutura política para apoiar o uso da IA na indústria, com diretrizes específicas para setores estratégicos e processos produtivos. O plano incluirá um guia técnico voltado a empresas de manufatura que desejam adotar tecnologias inteligentes. De acordo com Li, a China já ocupa posição de destaque no desenvolvimento da IA. Dados da Academia Chinesa de Tecnologia da Informação e Comunicação indicam que o setor deve ultrapassar 900 bilhões de yuans (cerca de US$126 bilhões) em 2024, impulsionado por mais de 5 mil empresas de IA e 400 companhias consideradas “campeãs nacionais” por sua capacidade de inovação. O ministro apresentou uma estratégia de seis eixos para impulsionar a industrialização baseada em IA: acelerar avanços tecnológicos, ampliar a integração da IA na produção, fortalecer empresas competitivas, aprimorar o ambiente industrial, reforçar a governança de segurança e ampliar a cooperação internacional. Entre as prioridades estão o uso de grandes modelos de linguagem em equipamentos industriais, como veículos inteligentes e máquinas-ferramenta. O MIIT também pretende acelerar o desenvolvimento de agentes de IA, do projeto à implantação, e fomentar ecossistemas colaborativos entre múltiplos agentes inteligentes. Fonte: China Daily

4 de novembro de 2025
China2Brazil
A Hongguo estruturou seu modelo de negócios para criar um ecossistema de minisséries, e não apenas produzir conteúdo. A estratégia segue a lógica de plataformas como Douyin (TikTok) , priorizando engajamento e tempo de uso, e não apenas visualizações. Nos últimos meses, a empresa incentivou atores a manterem contas ativas com bastidores, trailers e momentos do cotidiano, aproximando-se das práticas do Douyin e do Xiaohongshu. O objetivo é transformar o público em comunidade e ampliar o alcance dos conteúdos. Enquanto plataformas como Youku, iQiyi e Tencent Video concentram-se na produção e distribuição de conteúdo, a Hongguo busca se consolidar como um ecossistema digital , permitindo que criadores, atores e pequenas produtoras monetizem diretamente suas produções. Assim como o Douyin e o Kuaishou, a plataforma quer ser usada não apenas para assistir, mas também para empreender. Analistas apontam que a competição entre Hongguo e as grandes plataformas chinesas tende a se tornar uma disputa de ecossistemas, não apenas de conteúdo. A diferença está no modelo: Youku, iQiyi e Tencent Video ainda operam como distribuidoras, enquanto a Hongguo aposta na descentralização da criação, com foco em conteúdo profissional gerado por criadores (PGC). Para competir nesse formato, especialistas defendem que as plataformas tradicionais precisarão permitir que produtores independentes e empresas gerem seu próprio tráfego e lucro dentro dos aplicativos, administrando contas de minisséries e fortalecendo comunidades de fãs. Segundo esse raciocínio, o sucesso de um criador não depende apenas da qualidade da obra, mas da capacidade de se integrar ao ecossistema, abrindo contas para atores ou séries, interagindo com o público e mantendo presença contínua. A Hongguo também planeja expandir seu modelo com novos formatos, como programas de variedades e transmissões ao vivo relacionados a dramas curtos. As contas da Hongguo podem ser vinculadas ao Douyin, o que permite upload e publicação simultâneos, aumentando significativamente a atividade e o tráfego. O lucro da empresa vem principalmente da publicidade. Quanto maior o tempo que o usuário passa na plataforma, maior é a receita, lógica semelhante à do Douyin. A métrica central do algoritmo da Hongguo é a “taxa de conclusão”, que mede o quanto o público assiste até o fim dos vídeos. Por isso, especialistas descrevem a Hongguo não como uma plataforma de conteúdo, mas como uma “plataforma de gestão do tempo do usuário”. Na prática, ela compete com Youku, iQiyi e Tencent Video pela atenção das pessoas, o ativo mais valioso do mercado digital. Fonte: 36kr