
24 de novembro de 2025
China2Brazil
A China lançará quatro satélites de exploração científica espacial durante o período do 15º Plano Quinquenal (2026–2030). As missões têm como objetivo investigar a origem do universo, a atividade do Sol , a busca por exoplanetas semelhantes à Terra e fenômenos físicos extremos fora da atmosfera. A primeira missão é o Projeto Hongmeng, que enviará uma constelação de dez satélites ao lado oculto da Lua. Os equipamentos formarão um conjunto de radiotelescópios de baixa frequência capazes de captar sinais fracos do período inicial após o Big Bang . O objetivo é estudar a fase anterior ao surgimento das primeiras estrelas. A segunda missão é o Kuafu-2, um satélite que fará observações do Sol a partir de uma órbita sobre as regiões polares. Será a primeira sonda no mundo a operar nessa trajetória. O projeto busca analisar a atividade magnética solar para ampliar a capacidade de prever tempestades solares e entender os efeitos da radiação no ambiente espacial e na Terra. A terceira missão é o Satélite de Pesquisa de Exoplanetas Terrestres, responsável por mapear estrelas e identificar planetas com dimensões próximas às da Terra e localizados na zona habitável. A missão pretende ampliar o catálogo de exoplanetas e avaliar potenciais ambientes adequados para a vida. A quarta missão é o observatório espacial eXTP, que operará fora da atmosfera terrestre. O satélite estudará buracos negros, estrelas de nêutrons e outras regiões sujeitas a gravidade e campos magnéticos intensos. O objetivo é testar modelos físicos e coletar dados impossíveis de obter em experimentos terrestres. As quatro missões integram a estratégia da China para avançar em pesquisas sobre a história do universo e os limites da física. Fonte: news.southcn

24 de novembro de 2025
China2Brazil
A China energizou em 21 de novembro a linha de transmissão Huálai, de 330 kV, que fornece energia de comissionamento ao primeiro projeto mundial de armazenamento de ar comprimido de 300 MW em caverna artificial. A operação marca o início da primeira fase do projeto de transmissão e transformação de 750 kV de Yumen, na província de Gansu, que encerra o ciclo de obras do 14º Plano Quinquenal nessa faixa de tensão. A usina de 300 MW em Yumen integra o sistema de transmissão de 750 kV e adota, pela primeira vez, uma caverna artificial para armazenar ar comprimido. A estrutura tem cerca de 200 mil metros cúbicos e suporta pressão máxima de 18 MPa. No carregamento, o sistema armazena energia por até oito horas com potência de 312 MW. Na descarga, opera por seis horas com potência estável de 300 MW. O método de armazenamento de ar comprimido difere das baterias eletroquímicas. Em períodos de sobra de energia, os compressores transformam eletricidade excedente em energia interna na forma de ar comprimido e direcionam esse ar para a caverna, enquanto capturam o calor da compressão. Depois, em horários de pico, as turbinas utilizam o ar comprimido e o calor acumulado para gerar eletricidade e devolvê-la à rede. A tecnologia amplia a capacidade de integração de fontes renováveis e reforça a segurança do fornecimento. A previsão é que a usina entre em operação comercial no final de dezembro. Com isso, Yumen deverá ampliar o acoplamento entre armazenamento e geração solar e eólica na região de Hexi, aumentar a absorção de energia renovável, estabilizar a tensão da rede e elevar a capacidade de fornecimento em Gansu. O projeto também servirá de referência para o avanço de novos modelos de sistema elétrico na China. Fonte: gmw

21 de novembro de 2025
China2Brazil
A China aumentou as exportações de turbinas eólicas e células solares entre janeiro e outubro deste ano, segundo a Administração Geral das Alfândegas. O país vendeu ao exterior RMB 10,33 bilhões em turbinas eólicas, alta de 44,9% em relação ao mesmo período do ano anterior, e exportou 10,56 bilhões de células solares, crescimento de 69,7%. As vendas de equipamentos de energia limpa consolidaram-se como uma das principais categorias do comércio exterior chinês. Na costa nordeste do Reino Unido, está previsto para os próximos anos o uso da maior estaca de fundação para energia eólica offshore já produzida. Em Penglai, Shandong, uma empresa com 18 anos de atuação no setor prepara a entrega de um lote de estacas destinado a parques eólicos europeus. As peças têm 11,5 metros de diâmetro e mais de 100 metros de comprimento, e dependem de processos de manufatura avançada e soldagem com precisão de milímetros. A empresa afirma que, há poucos anos, concentrava a produção no mercado doméstico; hoje, 80% da fabricação segue para exportação. As estacas, instaladas no fundo do mar, sustentam turbinas submetidas à ação contínua de ventos e ondas. Elas exigem precisão entre componentes e alto rigor técnico. Neste ano, a empresa recebeu um pedido da Alemanha para estacas sem seção de transição, padrão mais complexo do mercado europeu. Para cumprir o contrato, a companhia desenvolveu uma tecnologia própria de soldagem submersa com múltiplos fios e espaço semi-estreito. Após sucessivas transformações tecnológicas, a empresa registrou mais de 300 patentes relacionadas à energia eólica offshore e tornou-se a única fornecedora chinesa capaz de atender às normas europeias para estacas de grande porte. A empresa detém mais de 20% do mercado europeu e calcula que seus produtos reduzem cerca de 30 milhões de toneladas de emissões de carbono por ano. Atualmente, avança em pesquisas de equipamentos para operações em mar profundo, com foco em plataformas flutuantes e no primeiro projeto comercial previsto para 2027. Para transportar equipamentos que ultrapassam 11,5 metros de diâmetro, 100 metros de comprimento e 2.000 toneladas, Penglai adotou um novo modelo logístico: o carregamento direto no porto. Nele, os pilares saem da fábrica para o cais e seguem diretamente para os navios, sem depender do transporte rodoviário. O vice-chefe da Alfândega de Penglai, Yu Zhaoxu, explicou que o transporte por estrada limitava o crescimento das empresas, devido ao tamanho das peças e ao custo elevado. Agora, com os cais exclusivos, as cargas passam por inspeção no próprio porto e seguem para exportação com maior rapidez. A mudança reduziu o tempo entre a saída da fábrica e o embarque. O processo, que antes durava 9 dias, agora leva 5 dias. A eficiência ampliou a capacidade das empresas de lidar com equipamentos maiores e mais pesados. Atualmente, 12 berços de três empresas locais estão autorizados para operações de comércio exterior. Com a estratégia nacional de metas de carbono, o comércio verde chinês passou de exportação de equipamentos para exportação a soluções completas. Países do Sudeste Asiático e da América do Sul adotam sistemas chineses para enfrentar desafios de energia e ampliar o uso de fontes renováveis. Em Yantai, Shandong, um laboratório de micro-redes monitora o funcionamento da rede elétrica de arquipélagos das Maldivas. A empresa responsável instalou medidores inteligentes em 2021 e identificou até dez quedas de energia por dia, com uso predominante de geradores a diesel. A partir disso, propôs a construção de uma rede integrada de geração, armazenamento e controle. Segundo Zhu Guangshuai, diretor de serviços para projetos no exterior, clientes locais desconfiaram do sistema no início. Após a instalação, o sistema passou a suprir toda a demanda de energia de uma das ilhas. Hoje, mais da metade da equipe é composta por moradores locais, e a operação de energia solar e eólica foi totalmente localizada. O engenheiro-chefe Zhao Zhengcong afirma que a empresa abriu escritórios em países estratégicos, como a Tailândia, para consolidar presença regional. Wang Yanming, vice-chefe da Divisão de Gestão de Empresas da Alfândega de Yantai, disse que o órgão ampliou a certificação avançada de empresas de energia limpa. Ele afirmou que companhias certificadas como AEO têm taxas de inspeção 20% menores e acesso a processos de desembaraço mais rápidos. Fonte: news.cctv.com

21 de novembro de 2025
China2Brazil
China e ASEAN assinaram, em 28 de outubro, em Kuala Lumpur, o Protocolo de Atualização 3.0 da Área de Livre Comércio China-ASEAN (CAFTA). A cerimônia ocorreu antes da 28ª Cúpula China-ASEAN e contou com a presença do primeiro-ministro da China, Li Qiang, e do primeiro-ministro da Malásia, Anwar Ibrahim. O acordo estabelece novas regras para integração econômica e amplia áreas de cooperação. Segundo o primeiro-ministro de Cingapura, Lawrence Wong, a implementação do protocolo abrirá novas oportunidades econômicas para os países membros. Ele afirmou que a continuidade da cooperação entre China e ASEAN pode sustentar o crescimento regional. O porta-voz do Ministério do Comércio da China, He Yadong, informou que as duas partes iniciarão seus processos internos de aprovação para que o protocolo entre em vigor o mais rápido possível. A atualização do CAFTA amplia a cooperação para nove áreas e acrescenta cinco novos pilares: economia digital, economia verde, conectividade de cadeias de suprimentos, concorrência e proteção ao consumidor, além de apoio às micro, pequenas e médias empresas. Segundo o ministério, essa estrutura indica o compromisso dos países em definir regras do comércio e aprofundar parcerias em setores emergentes. He afirmou que o acordo amplia a agenda de integração além do comércio e dos investimentos, passando a incluir setores digitais, verdes e temas regulatórios. Ele destacou que a atualização deve impulsionar a digitalização, a cooperação industrial, a coordenação de cadeias de suprimentos e a harmonização de padrões, acelerando a integração regional. Ele também disse que empresas dos dois lados acompanham o protocolo porque veem novas oportunidades de negócios. Os dados comerciais mostram o peso da parceria. Nos três primeiros trimestres do ano, o comércio entre China e ASEAN alcançou RMB 5,57 trilhões (US$ 763 bilhões), alta de 9,6% na comparação anual, segundo a Administração Geral de Alfândegas da China. A ASEAN segue como o maior parceiro comercial chinês. Líderes empresariais apontam mudanças estruturais. Sunil Kaushal, co-chefe de bancos corporativos e de investimento do Standard Chartered, afirmou que investimentos em veículos elétricos, pagamentos digitais e marcas de consumo reforçam a integração das cadeias de suprimentos na região. Ele disse que essa dinâmica amplia o uso do RMB, o que permite maior previsibilidade nas transações. Províncias chinesas com maior interação econômica com a ASEAN também anunciaram ações para aproveitar o novo ciclo de cooperação. Guangxi inaugurou, no dia da assinatura, a Estação de Serviços Empresariais da CAFTA 3.0, criada para orientar empresas sobre políticas e apoiar a expansão internacional. Na mesma data, Nanning sediou uma conferência voltada ao alinhamento regulatório e à promoção comercial com foco na ASEAN. O evento apresentou políticas, resultados e exemplos de práticas empresariais para ajudar companhias a atender às exigências de conformidade. Para Li Guanghui, diretor de assuntos acadêmicos da Escola de Economia China-ASEAN da Universidade de Guangxi, o protocolo deve aprofundar a integração das cadeias de produção e suprimentos e fortalecer a cooperação econômica entre as duas partes. Lei Xiaohua, vice-diretora do Instituto de Estudos do Sudeste Asiático da Academia de Ciências Sociais de Guangxi, afirmou que a inclusão da economia digital, do comércio eletrônico transfronteiriço e da economia verde amplia as possibilidades de atualização e transformação da cooperação comercial. Ela destacou que a coordenação de padrões e o reconhecimento mútuo de regras será um dos pontos centrais do arranjo 3.0, criando bases institucionais para operações mais eficientes e estáveis nas áreas digitais e no comércio tradicional. Fonte: China Daily

21 de novembro de 2025
China2Brazil
A China divulgou nesta semana novos resultados do Experimento de Neutrinos de Jiangmen e avançou em projetos de energia nuclear, hidrogênio verde e aquicultura em mar profundo. Entre 18 e 20 de novembro, o país apresentou dados inéditos sobre neutrinos, iniciou obras da usina nuclear Hualong One, ativou sistemas de geração elétrica e colocou em operação uma plataforma marítima de criação de peixes, um conjunto de marcos que reforça a expansão dos seus megaprojetos científicos e industriai No dia 19 de novembro, o Experimento de Neutrinos de Jiangmen divulgou seus primeiros dados importantes dois meses após a conclusão das instalações. O grupo de pesquisa informou que atingiu precisão de medição entre 1,5 e 1,8 vez superior ao melhor resultado registrado até agora para parâmetros de neutrinos. O equipamento, projetado para estudar partículas provenientes do Sol, de supernovas, da atmosfera e do interior da Terra, busca esclarecer a hierarquia de massa dos neutrinos, tema central da física de partículas da próxima década. Segundo o porta-voz da colaboração, o detector alcançou o desempenho previsto e deve ampliar sua precisão nos próximos anos. No setor nuclear, a China avançou com a construção da primeira usina Hualong One equipada com torre de resfriamento. Em 18 de novembro, a China General Nuclear concretou a fundação do edifício da ilha nuclear da Unidade 1 da usina de Zhaoyuan, em Shandong, o que marcou o início da fase estrutural do projeto. O modelo Hualong One, desenvolvido no país, concentra o maior número de unidades em operação e construção no mundo. As seis unidades previstas terão capacidade instalada de cerca de 7,2 milhões de kW, volume estimado para atender a demanda anual de aproximadamente 5 milhões de pessoas. A área de energia registrou outro marco com a entrada em operação do primeiro sistema chinês de geração elétrica baseado na pressão residual de gasodutos de gás natural de alta pressão. Em 19 de novembro, o Terminal de Haimen, em Nantong (Jiangsu), ativou o equipamento, que aproveita a pressão excedente no transporte de gás. A tecnologia representa um avanço no uso integrado de energia em gasodutos de longa distância. Em 20 de novembro, entrou em operação o primeiro projeto chinês de produção de hidrogênio verde integrado ao setor de carvão. O modelo combina geração de hidrogênio a partir de energia renovável com a venda de excedentes para a rede elétrica. O projeto piloto da China Datang, em Duolun, reúne 150 mil kW em energia eólica e solar, armazenamento e produção de hidrogênio. A empresa informou que superou desafios tecnológicos e desenvolveu mecanismos de controle para eletrolisadores de grande porte, garantindo operação contínua no setor químico. O projeto registrou 28 patentes, publicou três normas corporativas e integra a primeira lista nacional de projetos-piloto de hidrogênio do setor energético. Na aquicultura, a China colocou em operação a plataforma de criação marítima Zhanjiang Bay No.1, entregue em 19 de novembro na província de Guangdong. A estrutura tem 154 metros de comprimento, 44 metros de largura, 12 áreas independentes de cultivo e volume total de 80 mil m3. A capacidade anual varia de 2 mil a 5 mil toneladas, com criação simultânea de múltiplas espécies. O sistema opera em mar profundo, utiliza semi-submersão e posicionamento dinâmico e pode se deslocar até 1.000 milhas náuticas. A entrega marca a transição da aquicultura chinesa de áreas rasas para zonas mais profundas. Fonte: gmw.cn

21 de novembro de 2025
China2Brazil
A Huawei, gigante chinesa de tecnologia, lançará ainda este mês um modo para cadeiras de rodas nos recursos esportivos e de saúde de seus dispositivos inteligentes. A empresa afirma que a função amplia a acessibilidade para usuários que se deslocam por impulso manual. Zhu Ping, presidente de marketing e serviços de vendas do negócio de consumo da Huawei, afirmou que o recurso surgiu após um pedido do presidente do Comitê Paraolímpico Asiático, Majid Rashed. Segundo ele, a Huawei realizou pesquisas internas para criar uma ferramenta capaz de medir impulsos, duração de atividade e gasto calórico, permitindo que usuários em cadeiras de rodas monitorem exercícios de forma padronizada. As remessas globais de vestíveis da Huawei superaram 200 milhões de unidades neste ano. A marca liderou as vendas no primeiro semestre e manteve presença em mais de 20 mercados. Analistas atribuem o desempenho à capacidade da empresa de integrar operações locais. Em 2025, a Huawei alcançou a 39ª posição no ranking Kantar BrandZ. Zhu afirmou que a expansão ocorre porque os consumidores mantêm confiança na marca. Para sustentar esse avanço, a empresa segue focada em relógios inteligentes e aplicativos do ecossistema. Ela lançou novos modelos em Paris e promoveu eventos em diferentes países. A Huawei também coopera com mais de 150 instituições de pesquisa e já disponibilizou mais de 70 categorias de dados para estudos de saúde. Ao comentar os próximos passos, Zhu disse que a Huawei pretende ampliar a relação com usuários no exterior dentro da estratégia “Now is Yours”. Ele afirmou que a empresa busca conexões diretas com diferentes culturas e vê a confiança do consumidor como seu principal ativo. Fonte: Xinhua

21 de novembro de 2025
China2Brazil
A gigante chinesa de tecnologia, Ant Group, lançou um novo assistente de IA multimodal para disputar o mercado de aplicações voltadas ao consumidor. O lançamento ocorreu após a pressão provocada pelo avanço de modelos rivais na China, o que levou a empresa a revisar sua estratégia interna de Inteligência Artificial e a acelerar investimentos em produtos próprios, incluindo a criação de uma divisão dedicada ao tema. O CTO da empresa, He Zhengyu, afirmou que o produto integra a estratégia para disputar a “porta de entrada do futuro” das aplicações de IA de uso geral. O fundador do Alibaba, Jack Ma , esteve no campus no dia do lançamento e cobrou metas mais altas de adoção. He explicou que a empresa trata o Lingguang como prioridade estratégica. Ele disse que a popularidade do DeepSeek no início do ano pressionou internamente o Ant Group, que passou três dias consecutivos discutindo decisões após o Ano Novo Lunar. Em março, a companhia criou uma estrutura independente para pesquisa em Inteligência Artificial Geral (IAG) , hoje com mais de 200 integrantes. O movimento ocorre enquanto outras grandes empresas chinesas buscam pontos de entrada para produtos AI voltados ao consumidor. A ByteDance promove o Hongdoubao, e o Alibaba ajusta sua linha AI-to-C com Tongyi, Quark e Qianwen. Apesar do avanço, nenhum produto do setor alcançou mais de 100 milhões de usuários ativos diários. Segundo Cai Wei, responsável pela divisão Lingguang da Ant Financial, o mercado ainda não atingiu o “ponto de inflexão” das aplicações baseadas em modelos de larga escala. Ele afirma que o setor segue em fase inicial e que a busca por oportunidades depende de identificar funções com potencial de alavancagem. Ao comentar o impacto do DeepSeek, He Zhengyu disse que o Ant Group iniciou o desenvolvimento do modelo MoE em período similar, mas enfrentou limitações de recursos computacionais. Isso atrasou o lançamento do modelo Bailing. Ele afirmou que o episódio gerou motivação, mas também pressão interna para decisões rápidas sobre IA. Tanto o Ant Group quanto o Alibaba planejam ampliar investimentos até o fim de 2025 em estratégias AI-to-C. He disse que a empresa precisa de um produto próprio de grande escala, que pode ser o AQ, o Xiaocai ou o próprio Lingguang. Ele comparou o planejamento à busca por água no deserto: a empresa não pretende depender de uma única aposta. Também classificou o Qianwen, do Alibaba, como um “companheiro de jornada”. A estratégia da Lingguang foca um produto capaz de gerar conteúdo multimodal a partir de código completo. Os recursos incluem visualização de informações, criação de funções personalizadas por meio de apps Flash e o ponto de entrada visual “Lingguang Open Eyes”, que permite perguntas baseadas em contexto. A intenção é tornar a interação em linguagem natural mais simples e reduzir barreiras de uso. Cai Wei avalia que a inovação depende de explorar a fronteira entre capacidades do modelo e necessidades reais do usuário. Ele cita exemplos atuais do mercado, como a função de chamadas do Doubao e o raciocínio do DeepSeek. No caso do Lingguang, a meta é aumentar a eficiência na busca de informações e na execução de tarefas. Para ele, cada produto precisa dominar seus próprios pontos fortes. O Ant Group evita comparar o desempenho do Lingguang com concorrentes neste estágio. Cai disse que, em um mercado que evolui rapidamente, perseguir o primeiro lugar no curto prazo tem pouca utilidade. Ele afirmou que a prioridade é entender como o modelo avança em seis meses ou um ano e quais necessidades o produto atenderá nesse período. A empresa ainda não definiu um plano de comercialização para o Lingguang. Cai disse que a monetização ocorrerá quando o produto gerar valor real, com frequência e fidelização de uso. He afirma que a era da IAG exigirá modelos de negócios diferentes dos atuais e que o setor ainda busca direções. Fonte: Yicai

21 de novembro de 2025
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A Guangdong Huitian Aerospace Technology Co., Ltd., que integra o ecossistema da XPeng Motors , anunciou nesta sexta-feira (21) que o primeiro protótipo produzido em massa do porta-aviões terrestre saiu da linha de produção em sua base de fabricação. A fábrica de Guangzhou, no distrito de Huangpu, iniciou a produção da aeronave em 3 de novembro, o que marcou a conclusão da primeira linha de produção em massa de carros voadores do mundo e o início da operação de uma linha de montagem dedicada ao setor. A empresa informou que o lote de protótipos servirá para verificar o projeto e validar o processo de produção. O avanço indica que o veículo aéreo-terrestre do tipo dividido se aproxima da fase de fabricação em massa. A fábrica da Huitian ocupa 120 mil metros quadrados e, em plena operação, terá capacidade para produzir até 10 mil unidades por ano. Na fase inicial, a previsão é fabricar 5 mil unidades anuais, com possibilidade de lançar um veículo a cada 30 minutos. O porta-aviões terrestre tem 5,5 metros de comprimento, 2 metros de largura e 2 metros de altura. O modelo exige carteira de habilitação categoria C para circulação em solo. Ele é o único veículo capaz de transportar uma aeronave de dois lugares no porta-malas. A base usa uma plataforma de extensor de alcance de 800 V em carboneto de silício, alcança autonomia superior a 1.000 quilômetros e permite carregamento em movimento ou estacionado, garantindo de cinco a seis voos por carga. Fonte: IT Home

19 de novembro de 2025
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A Geely retomou suas operações no Brasil nesta terça-feira (18) ao firmar uma cooperação com a subsidiária local da Renault para produzir quatro novos modelos até 2027 na fábrica de São José dos Pinhais, no Paraná. As empresas anunciaram a criação da “Renault Geely do Brasil” durante evento no Complexo Ayrton Senna. A Geely informou que adquiriu 26,4% do capital da Renault no país, movimento que inaugura uma aliança industrial e tecnológica no mercado brasileiro. O plano prevê investimentos de R$3,8 bilhões (cerca de US$714 milhões) no desenvolvimento de plataformas eletrificadas e de novos modelos híbridos e elétricos no Paraná. O pacote direciona recursos para modernizar o complexo industrial e adaptá-lo à produção de veículos de baixa e zero emissão. Segundo as duas empresas, o objetivo é ampliar a atuação no mercado nacional e acelerar a mobilidade elétrica no país . A partir de 2026, a Geely iniciará a produção local com a plataforma mecânica GEA, desenvolvida para veículos híbridos e elétricos. A base sustentará dois novos modelos da marca chinesa, previstos para chegar à linha de montagem no segundo semestre do próximo ano. Paralelamente, a Renault atualizará um modelo já em linha, possivelmente o Duster ou o Kwid, com lançamento também no segundo semestre de 2026. Em 2027, a fábrica passará a produzir uma nova plataforma eletrificada da Renault, destinada a modelos híbridos e elétricos. A cooperação expande a atuação conjunta das duas empresas, que já mantêm parceria na Coreia do Sul e compartilham a Horsepowertrain, dedicada a motores híbridos e de combustão interna. Durante a cerimônia, o vice-presidente Geraldo Alckmin afirmou que o acordo reforça o ambiente para investimentos industriais associados ao programa Mover, criado em 2023 para incentivar a descarbonização da frota. O programa concede créditos fiscais para empresas que investem em pesquisa, desenvolvimento e eficiência tecnológica, desde que produzam no Brasil. Alckmin disse que a Renault Geely do Brasil contribui para aumentar a competitividade do setor automotivo e apoiar a inovação industrial. Victor Yang, vice-presidente sênior da Geely Holding Group, destacou que a chegada da plataforma GEA ao país consolida a formação de um ecossistema voltado a tecnologias limpas. “Acreditamos que esta aliança apoiará a transição do Brasil para a mobilidade elétrica de baixa emissão, impulsionará a indústria automotiva local e criará valor social e econômico de longo prazo para a região”, afirmou. O governador do Paraná, Carlos Massa Ratinho Junior, disse que o investimento reforça a posição do polo automotivo de Curitiba, que emprega cerca de 5 mil trabalhadores em duas fábricas de veículos de passageiros e comerciais. Ao apresentar a nova fase da operação, Fabrice Cambolive, diretor executivo global da Renault, afirmou que o projeto vai além de uma parceria convencional e busca acelerar a eletrificação em um mercado com potencial de crescimento. Ariel Montenegro, presidente da Renault Geely do Brasil, afirmou que a empresa assume um compromisso de longo prazo com o país. Fonte: Xinhua

19 de novembro de 2025
China2Brazil
O 2º Fórum de Cooperação Internacional dos Trens China-Europa ocorreu em 18 de novembro, em Xi’an, na província de Shaanxi. O encontro reuniu autoridades, especialistas e empresas para discutir como ampliar a eficiência das rotas ferroviárias entre a China e a Europa, fortalecer a economia regional e garantir operações seguras e estáveis. Construção de centros de consolidação e ampliação de corredores Representantes da Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma (NDRC) informaram que a China já construiu 14 centros de consolidação dedicados aos trens China-Europa. Esses centros respondem por 87% do volume total movimentado desde 2025. A China também coopera com países ao longo das rotas para ampliar a capacidade dos principais portos terrestres e corredores estratégicos. Com os corredores Norte e Central em operação estável, o país avança na consolidação do corredor Sul, que inclui o Corredor Internacional de Transporte do Mar Cáspio. Entre janeiro e outubro de 2025, 371 trens cruzaram essa rota, um aumento acima de 30% em relação ao mesmo período do ano anterior. A NDRC destacou que os próximos passos incluem acelerar o uso de big data e inteligência artificial para modernizar portos digitais, atualizar o portal dos trens China-Europa e integrar de forma mais direta transporte ferroviário, comércio, cadeia industrial, logística e finanças. O fórum reuniu mais de 450 representantes de 46 países e regiões e resultou em 111 acordos envolvendo comunicação política, expansão de corredores, cooperação em transporte, comércio e garantias financeiras. Trens China-Europa ultrapassam 118,6 mil viagens Dados da NDRC mostram que, até o fim de outubro de 2025, os trens China–Europa acumularam 118.600 viagens e transportaram 11,7 milhões de TEUs. As rotas conectam 26 países e 232 cidades europeias, além de mais de 100 cidades em 11 países asiáticos, cobrindo praticamente toda a Eurásia. O diretor do Departamento de Abertura Regional da NDRC, Liang Linchong, afirmou que a China está promovendo sistemas de transporte mais eficientes , reforçando a governança de segurança e ampliando a diversidade dos corredores. Ele destacou ainda a transição das operações “ponto a ponto” para o modelo “hub a hub”, que busca facilitar o trânsito aduaneiro em cooperação com países ao longo das rotas. Durante o evento, a China Railway anunciou a quarta lista de trens China–Europa que operam com tabela horária completa, modelo em que os países envolvidos acordam previamente horários e rotas para garantir maior estabilidade no transporte. Com a nova lista, o número de viagens anuais desse tipo ultrapassa 1.000. A atualização inclui sete novas rotas: Zhengzhou → Hamburgo (Alemanha) Xi’an → Praga (Chéquia) Jinan / Chongqing / Xi’an → Budapeste (Hungria) Changsha → Poznań (Polônia) Shijiazhuang → Varsóvia (Polônia) Com as novas rotas, o sistema passa a contar com 17 rotas que conectam 9 cidades chinesas a 6 cidades europeias. A primeira operação desse modelo começou em 2022. Depois de duas ampliações, o número de viagens subiu para mais de 800 por ano. O tempo de percurso caiu mais de 30% em comparação com trens convencionais na mesma rota. Exportações incluem mais produtos de alto valor O fórum também apresentou dados sobre a composição das cargas. Produtos de alto valor agregado, como automóveis, autopeças, maquinário e equipamentos eletrônicos, já representam mais de 60% das exportações transportadas pelos trens em 2024. O relatório Desenvolvimento dos Trens China–Europa (2025) mostrou que o serviço transporta atualmente 53 categorias e mais de 50 mil tipos de produtos. Além disso, cresce o volume de produtos europeus que chegam ao mercado chinês por meio dessa rota. Até o fim de 2024, o valor total acumulado de cargas chegou a US$426,4 bilhões. No fórum paralelo dedicado aos corredores diversificados, representantes da NDRC afirmaram que ampliar esses corredores é fundamental para o desenvolvimento de alta qualidade do serviço. As próximas ações priorizarão a solução de obstáculos no corredor Sul e o alinhamento de regras e padrões internacionais. Fonte: news.cctv.com