
30 de dezembro de 2025
China2Brazil
A 4ª Exposição Internacional de Promoção da Cadeia de Suprimentos (China International Supply Chain Expo – CISCE) será realizada de 22 a 26 de junho de 2026, em Pequim. O evento, organizado pelo China Council for the Promotion of International Trade (CCPIT), terá pela primeira vez uma área dedicada exclusivamente à inteligência artificial. As informações foram divulgadas em coletiva de imprensa realizada em 29 de dezembro, que confirmou o andamento dos preparativos para a nova edição da feira. A quarta edição manterá a área temática da cadeia de inovação, criada no ano anterior. O espaço apresentará de forma integrada o ecossistema de transformação de resultados científicos e tecnológicos, com o objetivo de conectar oferta e demanda ao longo de toda a cadeia produtiva. Entre as tecnologias em destaque estão computação quântica, biotecnologia, hidrogênio, energia de fusão, interfaces cérebro-computador, inteligência incorporada (embodied intelligence) e comunicações móveis de sexta geração (6G), apontadas como vetores de crescimento econômico. De acordo com o porta-voz do CCPIT, Wang Wenshuai, a área de tecnologia digital contará, pela primeira vez, com um espaço específico para inteligência artificial . O local reunirá empresas líderes do setor e parceiros do ecossistema para apresentar toda a cadeia industrial da IA, desde a coleta de dados e o processamento inteligente até aplicações práticas em diferentes setores. A feira também destacará setores estratégicos emergentes, como novas energias, novos materiais, indústria aeroespacial e economia de baixa altitude. Empresas líderes e integrantes das cadeias produtivas ocuparão os pavilhões de manufatura avançada, com foco na inovação tecnológica e no desenvolvimento de modelos produtivos voltados à qualidade. Além da programação presencial, a plataforma digital “Expo Online” passará por atualizações. O sistema oferecerá serviços mais precisos de conexão entre oferta e demanda e ferramentas de apoio à tomada de decisões, permitindo a participação remota de empresas e profissionais de diferentes países. Fonte: news.cctv.com

30 de dezembro de 2025
China2Brazil
A China passou a aplicar, em 1º de dezembro de 2025, a norma GB17761-2024, que redefine os critérios de segurança e uso das bicicletas elétricas de duas rodas e inaugura uma nova fase de concorrência no setor. Com limites técnicos mais rígidos, a regulamentação desloca a disputa entre fabricantes para a chamada inteligência embarcada — conjunto de sistemas digitais integrados ao veículo, responsáveis por funções como conectividade, segurança e controle eletrônico. A nova norma encerra a comercialização de modelos enquadrados no padrão anterior e estabelece a velocidade máxima de 25 km/h. Ao atingir esse limite, o sistema deve interromper automaticamente a assistência do motor, sem acionar os freios. A regulamentação também limita a 5,5% a proporção de componentes plásticos em relação ao peso total do veículo. O objetivo é reforçar o uso das bicicletas elétricas em deslocamentos urbanos curtos e coibir modificações ilegais. Ajuste inicial do mercado No primeiro mês após a implementação da norma, o mercado registrou instabilidade. O aumento dos requisitos técnicos elevou os custos de produção, pressionou os preços finais e levou parte dos consumidores a adiar a compra. Ao mesmo tempo, usuários acostumados a modelos mais rápidos demonstraram preocupação com as novas limitações de velocidade e peso. Dados da All View Cloud mostram que o mercado manteve crescimento ao longo de 2025, com 32,325 milhões de unidades vendidas no primeiro semestre, alta de 29,5% na comparação anual. No entanto, em novembro, mês anterior à entrada em vigor da nova norma, as vendas internas caíram 28,7%, para 2,21 milhões de unidades. Reclamações pontuais de consumidores circularam nas redes sociais, envolvendo assentos metálicos, ausência de banco traseiro e receio de frenagem ao atingir 25 km/h. Fabricantes e entidades do setor afirmaram que os casos não representam o padrão da indústria. Segundo a Associação Chinesa de Bicicletas, mais de 70% dos modelos compatíveis com a nova norma já oferecem assento traseiro adequado, e o corte de assistência não provoca frenagem brusca. Inteligência vira eixo da concorrência Com velocidade e potência padronizadas, a competição no setor migrou do desempenho para a inteligência embarcada. Conectividade, segurança digital e experiência do usuário passaram a definir a diferenciação entre marcas. A Ninebot lidera esse movimento. Em agosto de 2025, lançou o sistema operacional NimbleOS, que integra motor, bateria e sensores. A empresa informou vendas superiores a 9 milhões de unidades em 2025, com crescimento de 35% na receita e 28% no lucro líquido, impulsionados por produtos inteligentes. Outras fabricantes aceleraram a digitalização. A NIU equipou toda a sua linha com telas inteligentes e monitoramento remoto, enquanto marcas tradicionais como Yadea e AIMA passaram a oferecer sistemas de conectividade e diagnóstico em todos os modelos. Fonte: tmtpost.com

30 de dezembro de 2025
China2Brazil
Uma equipe da Universidade de Pequim anunciou, em outubro deste ano, o desenvolvimento de um chip analógico de alta precisão baseado em memórias resistivas (ReRAM). O projeto é liderado pelo professor assistente Sun Zhong, do Instituto de Inteligência Artificial, em parceria com o professor Cai Yimao e o professor assistente Wang Zongwei, da Escola de Circuitos Integrados. O chip alcança, pela primeira vez, precisão de 24 bits em computação analógica, o que permite executar tarefas complexas de inteligência artificial com menos hardware e menor consumo de energia . A tecnologia segue um caminho diferente do adotado pelos grandes clusters de computação usados no treinamento de modelos de IA, que hoje escalam de dezenas de milhares para centenas de milhares, ou até milhões, de aceleradores digitais. Em vez de ampliar a quantidade de chips, a equipe chinesa aposta em uma arquitetura alternativa, capaz de aumentar a precisão da computação analógica a níveis comparáveis aos da computação digital moderna. O chip eleva a precisão relativa de cerca de 1% para uma parte em dez milhões, o equivalente a 24 bits. Esse avanço abre espaço para aplicações em treinamento de grandes modelos de IA, computação de inteligência incorporada e comunicações 6G. Além disso, o projeto pode ser fabricado em processos maduros de 28 nanômetros ou superiores, o que reduz a dependência de tecnologias avançadas de litografia. Por trás dessas aplicações está o mesmo desafio matemático: o cálculo matricial. A inferência em modelos de IA depende de multiplicações de matrizes, enquanto o treinamento envolve a resolução de sistemas de equações matriciais. O sucesso das GPUs da Nvidia, por exemplo, está diretamente ligado à eficiência dessas arquiteturas na execução desse tipo de operação. Sun Zhong pesquisa computação analógica há anos. Segundo ele, essa abordagem dominou o cenário entre as décadas de 1930 e 1960, mas perdeu espaço não por ineficiência, mas sim por limitações de precisão. Com novos dispositivos e métodos, a computação analógica volta a ser considerada uma alternativa viável à computação digital tradicional. De acordo com o pesquisador, todo sistema computacional segue um de dois paradigmas: digital ou analógico. Os chips atuais, como CPUs, GPUs, TPUs e NPUs, usam lógica binária e dependem de bilhões de transistores operando de forma sincronizada, o que gera alto consumo energético. Na computação analógica, os cálculos ocorrem diretamente por meio das leis da física, com menos etapas intermediárias. A eficiência da computação digital avançou por décadas graças à miniaturização contínua prevista pela Lei de Moore. Com o enfraquecimento dessa tendência, surgem limites físicos e energéticos. Nesse contexto, a computação analógica reaparece como uma opção para reduzir consumo de energia e complexidade de hardware. O principal obstáculo sempre foi a precisão, afetada por ruídos e instabilidades. O avanço da equipe da Universidade de Pequim está na superação desse problema. O grupo reduziu o erro relativo de aproximadamente 1% para 0,00001% (10⁻⁷), alcançando precisão equivalente à aritmética de ponto flutuante de 32 bits, comum em GPUs. O resultado combina circuitos analógicos iterativos, algoritmos de refinamento progressivo e uma arquitetura baseada em ReRAM. O sistema realiza cálculos aproximados de forma rápida e refina os resultados em iterações sucessivas, mantendo eficiência energética. Segundo Sun, a inovação ocorre em três níveis. No nível do dispositivo, o chip usa memórias resistivas compatíveis com processos industriais já existentes. No nível do circuito, a equipe desenvolveu uma arquitetura de realimentação que eleva a precisão sem aumentar o consumo de energia. No nível do algoritmo, técnicas de decomposição e iteração permitem calcular matrizes de alta precisão a partir de unidades analógicas simples. Atualmente, o protótipo está em fase de laboratório. O foco inicial são aplicações de médio porte, como treinamento de modelos de IA, computação científica e simulações físicas. O chip também mostra potencial para acelerar métodos de segunda ordem no treinamento de redes neurais, que oferecem melhor desempenho, mas são pouco utilizados devido ao custo computacional. No médio e longo prazo, a equipe prevê aplicações em supercomputação, incluindo simulações climáticas, física de partículas e dinâmica de fluidos, áreas que dependem da resolução de grandes sistemas de equações diferenciais. A estratégia de escalabilidade envolve ampliar gradualmente o tamanho das matrizes, de 16×16 para 128×128 e, depois, 512×512, mantendo compatibilidade com processos industriais padrão. Para Sun, o projeto tem valor estratégico além do avanço técnico. Segundo ele, manter arquiteturas alternativas maduras é essencial para responder a futuras mudanças tecnológicas. Assim como as GPUs estavam prontas quando a era da inteligência artificial ganhou escala, a computação analógica de alta precisão pode se tornar uma opção relevante quando novas demandas surgirem. A China, afirma o pesquisador, busca estar preparada para esse cenário. Fonte: news.qq.com

30 de dezembro de 2025
China2Brazil
Em 30 de dezembro de 2025, a Meta anunciou a aquisição da startup de inteligência artificial Butterfly Effect por bilhões de dólares. Fundada na China, a empresa desenvolveu o Manus, um agente de IA de propósito geral, lançado em março de 2025. O acordo se tornou uma das maiores aquisições da história da Meta, atrás apenas das compras do WhatsApp e da Scale AI, segundo a ZhenFund, investidora da startup. Com a transação, o fundador da Butterfly Effect, Xiao Hong, conhecido como Red, assumirá o cargo de vice-presidente da Meta. A equipe seguirá operando de forma independente, mas integrada ao ecossistema de produtos da companhia. A aquisição ocorre apenas nove meses após o lançamento do Manus, período marcado por crescimento acelerado e rápida adoção global. Lançamento e rápida adoção do Manus O Manus foi lançado oficialmente em 6 de março de 2025, apresentado como um agente de IA capaz de executar tarefas complexas de forma autônoma. Diferentemente dos chatbots tradicionais, o sistema interpreta instruções, divide tarefas, utiliza múltiplas ferramentas e entrega resultados completos, como relatórios, análises de dados, roteiros de viagem ou triagens de currículos. O nome Manus deriva da expressão latina Mens et Manus, que remete à integração entre raciocínio e execução. O lançamento gerou forte repercussão no mercado. Em 48 horas, códigos de acesso — restritos a convites — passaram a ser vendidos por milhares de dólares em plataformas de revenda. O volume de acessos sobrecarregou os servidores da versão de demonstração, o que levou a equipe a ampliar a infraestrutura em caráter emergencial. Na época, o sócio Zhang Tao afirmou que o produto ainda estava em estágio inicial e apresentava limitações, como erros do modelo e baixa velocidade de execução. Expansão internacional e rodadas de investimento Após o lançamento, a Butterfly Effect acelerou sua expansão. Em abril de 2025, a Benchmark Capital liderou uma rodada Série B de US$75 milhões, elevando a avaliação da empresa para cerca de US$500 milhões. O valor representou um aumento de cinco vezes em poucos meses. Em maio, o Manus foi aberto ao público geral e registrou mais de um milhão de cadastros no primeiro dia. No mesmo período, a empresa concluiu um aumento de capital e formalizou Xiao Hong como representante legal. Em junho, a companhia transferiu sua sede da China para Singapura. Nos meses seguintes, a empresa manteve um ritmo intenso de ajustes no produto. Em dezembro, anunciou que sua receita recorrente anualizada (ARR) superou US$100 milhões, atingindo o patamar em apenas nove meses. Até então, o sistema havia processado mais de 147 trilhões de tokens e criado mais de 80 milhões de computadores virtuais. Negociação rápida com a Meta O crescimento acelerado chamou a atenção da Meta, que ampliou investimentos em inteligência artificial ao longo de 2025. Segundo Liu Yuan, sócio da ZhenFund e investidor-anjo da Manus, as negociações duraram cerca de dez dias. A rapidez chegou a gerar desconfiança interna sobre a veracidade da proposta. De acordo com o investidor, Mark Zuckerberg e outros executivos da Meta já utilizavam o Manus. A aquisição refletiu tanto uma decisão estratégica quanto afinidade com o produto. Ao longo do desenvolvimento, a Butterfly Effect atraiu investidores como Sequoia China, Tencent e Wang Huiwen, ex-cofundador da Meituan. Estratégia de produto e posicionamento global Parte do sucesso do Manus está ligada ao seu posicionamento. A empresa adotou uma estratégia baseada em uma plataforma de uso geral, em vez de focar inicialmente em aplicações verticais. A equipe buscou construir uma base ampla e, a partir do comportamento dos usuários, otimizar funções específicas. Segundo a empresa, os usuários não pagam apenas pelas capacidades técnicas da IA, mas pela confiabilidade e pela capacidade de entregar resultados consistentes. Desde o lançamento, o produto priorizou o mercado internacional. O site e os materiais promocionais foram apresentados em inglês. Dados da aiwatch.ai indicam que, em julho de 2025, as principais fontes de tráfego vieram do Brasil (12,52%), Estados Unidos (10,81%), China (9,56%), Índia (7,29%) e Egito (4,55%). A equipe realizou viagens a países como Estados Unidos, França, Japão, Coreia do Sul e Singapura, além de investir em publicidade offline. Em meados de 2025, Xiao Hong publicou uma foto ao lado de Zhang Tao e do CEO da Microsoft, Satya Nadella. Pouco depois, a Manus anunciou parceria com o Microsoft Azure AI Foundry. Fonte: 36kr

29 de dezembro de 2025
China2Brazil
A China projeta que o mercado de inteligência incorporada alcance RMB 400 bilhões até 2030 e ultrapasse RMB 1 trilhão até 2035. O avanço ocorre após o governo chinês incluir essa tecnologia como área estratégica do desenvolvimento industrial, com aplicação direta em serviços, indústria, saúde e logística. Segundo Zhong Xinlong, diretor do Laboratório de Inteligência Artificial do Centro de Pesquisa de Indústrias do Futuro do Instituto Chinês de Pesquisa em Tecnologia da Informação, a inteligência artificial tradicional atua como um “conselheiro” restrito a telas e sistemas digitais. Já a inteligência incorporada opera diretamente no ambiente físico, como fábricas, hospitais e residências. Ela pode transportar cargas em linhas de produção, separar mercadorias em centros logísticos, auxiliar no atendimento hospitalar e apoiar o cuidado de idosos em casa. Nesse contexto, sistemas como o DeepSeek, popular em 2025, possuem capacidade de processamento e tomada de decisão, mas não executam ações físicas. Por isso, são classificados como inteligência desincorporada. Em sentido oposto, braços robóticos tradicionais contam com estrutura física, mas dependem de comandos humanos, o que limita sua autonomia e nível de inteligência. De acordo com Tian Jietang, diretor do Departamento de Economia Industrial do Centro de Pesquisa para o Desenvolvimento do Conselho de Estado, a inteligência incorporada exige a integração de três elementos: um sistema de decisão, um sistema de controle e uma estrutura física capaz de executar ações. Ela não se restringe a robôs humanoides e pode assumir a forma de máquinas industriais, veículos autônomos ou sistemas biomiméticos, como peixes ou insetos artificiais. A tecnologia reúne inteligência artificial, robótica e outras áreas técnicas. Quando sistemas passam a aprender com o ambiente e tomar decisões de forma autônoma, eles tendem a alterar processos produtivos e a prestação de serviços. Para Zhong Xinlong, a inteligência incorporada atua como um novo vetor de crescimento econômico. Ao inserir inteligência digital no mundo físico, a tecnologia aumenta a eficiência industrial e melhora a qualidade dos serviços. Na China, esses sistemas já substituem tarefas repetitivas e de alta intensidade em fábricas e oferecem suporte em áreas como saúde, cuidados com idosos, logística e serviços domésticos, o que ajuda a reduzir a pressão sobre o mercado de trabalho. O ano de 2025 marca o início da industrialização da inteligência incorporada no país, com a transição de soluções antes restritas a ambientes virtuais para aplicações físicas em escala comercial. Na província de Hunan, robôs operam em linhas de logística e montagem industrial. Equipados com sensores visuais, eles identificam, agarram e transportam objetos de forma autônoma. Em Hangzhou, no Parque Arqueológico de Liangzhu, robôs inteligentes realizam a limpeza do local e ajustam estratégias conforme a complexidade do ambiente. A tecnologia também substitui atividades humanas em operações de risco. Um robô conhecido como “Wukong” realiza inspeções em usinas nucleares. Ele acessa espaços de apenas 0,05 metro e identifica falhas microscópicas nas estruturas. Apesar da expansão para diferentes cenários, o desenvolvimento da inteligência incorporada ainda se encontra em fase inicial. Segundo Tian Jietang, a tecnologia segue uma classificação semelhante à da direção autônoma, com níveis que vão de L1 a L5. No nível L1, o sistema pouco difere de braços robóticos tradicionais. No L2, já executa tarefas específicas em ambientes controlados, como preparar café. No nível L5, previsto para o futuro, os sistemas poderão aprender e evoluir de forma contínua e independente. Atualmente, tanto na China quanto em outros países, a maioria das aplicações comerciais opera em torno do nível L2, embora já esteja presente em diversos setores. Fonte: news.cctv.com

29 de dezembro de 2025
China2Brazil
Em 28 de dezembro de 2025, o Campo Petrolífero de Xinjiang, no noroeste da China, superou a marca de 1 milhão de toneladas de dióxido de carbono (CO₂) injetadas no ano, no âmbito de seu projeto de captura, utilização e armazenamento de carbono (CCUS). Com esse volume, o empreendimento tornou-se o primeiro campo petrolífero chinês a atingir uma escala anual de injeção de 1 milhão de toneladas de CO2, segundo dados divulgados pela empresa responsável. O projeto está localizado na Bacia de Junggar e envolve a captura e purificação de CO2 proveniente de processos industriais, seguida da injeção do gás em reservatórios de petróleo para recuperação avançada e armazenamento geológico permanente. Em 2019, o campo iniciou um projeto-piloto de injeção miscível de CO2, que deu origem ao primeiro projeto demonstrativo de CCUS em reservatórios conglomeráticos da China. Desde então, a operação foi ampliada para diferentes tipos de reservatórios nas regiões noroeste, central e leste da bacia. Como resultado, o volume de CO2 injetado aumentou, assim como a produção de petróleo. Atualmente, a injeção diária supera 4.800 toneladas. De acordo com Shi Daohan, diretor executivo da PetroChina Xinjiang Oilfield Company, análises técnicas contínuas e ajustes operacionais ampliaram a capacidade de armazenamento geológico profundo. Segundo ele, a produção em vários blocos do campo cresce de forma constante, e a meta anual de 1 milhão de toneladas marca a passagem do CCUS em Xinjiang da fase piloto para a aplicação industrial. A Bacia de Junggar concentra parte relevante dos recursos energéticos da China. A região reúne cerca de 19,9 bilhões de toneladas em recursos de petróleo e gás, além de reservas geológicas já desenvolvidas, estimadas em aproximadamente 1 bilhão de toneladas, compatíveis com a injeção de CO2. O entorno também abriga um polo industrial com forte presença de setores intensivos em energia, como geração termelétrica, mineração de carvão, siderurgia e metalurgia. Esse contexto favorece a integração entre fontes emissoras de carbono e projetos de captura, utilização e armazenamento em larga escala. Fonte: chinanews.com

29 de dezembro de 2025
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A China reduzirá temporariamente as tarifas de importação de 935 produtos a partir de 1º de janeiro de 2026. A decisão foi anunciada nesta segunda-feira (29) pela Comissão de Tarifas Aduaneiras do Conselho de Estado e prevê alíquotas mais baixas do que as atualmente aplicadas pelo país. Segundo a comissão, a medida busca fortalecer a integração entre os mercados interno e externo, ampliar a oferta de produtos disponíveis no país e melhorar o uso de recursos nacionais e internacionais. O governo chinês afirma que a política também apoia o desenvolvimento econômico e industrial. Entre as mudanças, a China reduzirá tarifas sobre componentes estratégicos e materiais avançados para apoiar a produção tecnológica interna. O país também diminuirá impostos de importação sobre determinados insumos ligados ao desenvolvimento sustentável e sobre produtos médicos, como vasos sanguíneos artificiais, com o objetivo de ampliar o acesso da população a tratamentos de saúde. Além disso, o governo fará ajustes na classificação oficial de produtos importados, usada para definir a cobrança de tarifas. Como parte do apoio ao avanço tecnológico e a setores como a economia circular, a China criará novas categorias específicas para produtos como robôs biônicos inteligentes e querosene de aviação de origem biológica. No comércio exterior, o país manterá em 2026 as tarifas preferenciais aplicadas a determinados bens importados de 34 parceiros comerciais. As condições seguem os 24 acordos de livre comércio e regimes comerciais preferenciais firmados pela China com esses países. O governo chinês também confirmou que continuará aplicando tarifa zero a todas as categorias de produtos importados de 43 países menos desenvolvidos que mantêm relações diplomáticas com a China. Fonte: Xinhua

29 de dezembro de 2025
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Em 29 de dezembro, a farmacêutica chinesa Huadong Medicine informou que recebeu autorização preliminar do Ministério da Agricultura e Assuntos Rurais da China para dar início ao processo de registro de um novo medicamento veterinário voltado ao controle de peso em gatos adultos obesos. A autorização foi concedida em 26 de dezembro à subsidiária integral da empresa, sediada em Hangzhou. O medicamento, chamado Prepoereptide Injection, foi desenvolvido pela própria companhia e ainda não tem equivalentes aprovados no mercado internacional. O fármaco atua como um agonista de longa duração com ação dupla nos receptores do peptídeo semelhante ao glucagon-1 (GLP-1) e do peptídeo insulinotrópico dependente de glicose (GIP). Segundo a empresa, o produto atua no metabolismo e no controle do apetite dos animais, com aplicação semanal. O avanço ocorre em meio ao crescimento do mercado de animais de estimação na China. Entre 2020 e 2024, o número de pets no país aumentou de 310 milhões para 430 milhões. Em áreas urbanas, a população de gatos chegou a 71,53 milhões em 2024. Dados do Livro Branco da Indústria de Animais de Estimação da China indicam que 28,1% dos gatos domésticos apresentam obesidade. O excesso de peso em animais de estimação aumenta o risco de doenças como diabetes, problemas cardíacos, distúrbios respiratórios e complicações nas articulações. Apesar disso, o controle de peso em gatos ainda depende, em grande parte, de restrições alimentares e estímulo à atividade física, com resultados irregulares. De acordo com a Huadong Medicine, testes clínicos realizados com gatos obesos mostraram que o medicamento reduziu o peso dos animais de forma consistente. Após seis semanas de tratamento, os gatos apresentaram uma redução média de 9,26% do peso corporal. Mais de 70% dos animais tiveram perda superior a 5% em relação ao peso inicial. Durante os testes, a empresa não registrou reações adversas relacionadas ao uso do medicamento. A farmacêutica afirma que não há, atualmente, medicamentos aprovados na China ou em outros países com indicação específica para o controle da obesidade em gatos. Por isso, a empresa considera que o produto pode ocupar um espaço inédito no mercado veterinário. Segundo a Huadong Medicine, a aceitação do pedido de registro marca um passo importante na expansão da empresa no segmento de saúde animal. A companhia informou que seguirá com o processo regulatório para obter a aprovação comercial na China e fortalecer sua atuação no setor veterinário. O movimento acompanha uma tendência global da indústria farmacêutica. Medicamentos usados para perda de peso em humanos já ganharam espaço nos últimos anos, e empresas do setor passaram a observar oportunidades semelhantes no mercado de saúde animal. Parcerias recentes envolvendo grandes farmacêuticas indicam que o desenvolvimento de medicamentos para controle de peso em animais pode se tornar um novo foco da indústria. Fonte: The Paper

26 de dezembro de 2025
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O mercado consumidor da China caminha para o patamar de RMB 50 trilhões em 2025 e passa por uma reestruturação ampla, impulsionada por três fatores centrais: a adoção intensiva da inteligência artificial, a mudança nos valores de consumo e a expansão do varejo instantâneo. Esses elementos atuam de forma integrada e alteram a jornada de compra, os critérios de escolha dos consumidores e os canais de venda no país. A combinação entre tecnologia, novos hábitos e inovação nos modelos de negócio cria um ecossistema de consumo mais digital , conectado e orientado por dados, com impacto direto sobre varejo, serviços e indústria. Inteligência artificial redefine a decisão de compra Durante o festival de compras do “Duplo 11” , ferramentas como consultores de compras por IA, listas automáticas de produtos e agentes de comparação de preços ganharam espaço. Diante do grande volume de informações, consumidores passaram a delegar parte das escolhas a sistemas inteligentes. As principais plataformas reagiram rapidamente. A Tmall classificou 2025 como o primeiro ano de aplicação plena da IA em todo o seu ecossistema. A JD.com lançou o assistente “Jingxiaozhi 5.0”, capaz de acompanhar o consumidor ao longo de toda a jornada de compra. Já a ByteDance integrou o modelo Doubao ao comércio eletrônico do Douyin, unificando visualização de produtos, interação e compra. Além das plataformas, assistentes independentes e plugins inteligentes ampliaram os pontos de entrada do consumo. O objetivo é analisar dados de comportamento, identificar necessidades com mais precisão, reduzir o tempo de decisão e aumentar a eficiência das transações. Estimativas do McKinsey Global Institute indicam que a inteligência artificial generativa pode gerar entre US$2,6 trilhões e US$4,4 trilhões em valor econômico anual no mundo. No setor de varejo e bens de consumo, o potencial varia entre US$400 bilhões e US$660 bilhões. Valores de consumo mudam e priorizam identidade, bem-estar e sustentabilidade A transformação tecnológica ocorre em paralelo a uma mudança nos valores que orientam o consumo na China. Em 2025, ganham força tendências como o guochao, que valoriza a cultura nacional, o consumo voltado ao bem-estar pessoal e a atenção ao custo-benefício e à sustentabilidade. Produtos culturais chineses, como joias de ouro com design tradicional, artesanato e marcas nacionais, registram alta demanda, sobretudo entre jovens. O consumo voltado à satisfação pessoal impulsiona setores ligados à estética, à experiência e à identidade individual. Projeções indicam que esse mercado pode ultrapassar RMB 3 trilhões até 2028. A chamada “economia emocional” também cresce. Eventos como a Bilibili World 2025, realizada em Xangai, reuniram cerca de 400 mil jovens e impulsionaram o consumo ligado à cultura otaku. Iniciativas esportivas regionais, como a Superliga de Jiangsu, também estimularam a economia local. Dados apontam que o mercado chinês de consumo emocional pode superar RMB 2 trilhões em 2025. Ao mesmo tempo, consumidores demonstram maior atenção à durabilidade dos produtos e à sustentabilidade. O mercado de reutilização e reciclagem avança, com crescimento nas plataformas de segunda mão. Mais de 80% dos consumidores afirmam aceitar práticas de consumo circular. No setor automotivo, a preferência migra da potência para a inteligência embarcada. Em 2025, veículos com sistemas de condução assistida de nível L2 representam 64% das vendas, enquanto modelos com recursos avançados de direção autônoma começam a ganhar espaço. Varejo instantâneo acelera integração entre online e offline Dados do Instituto de Pesquisa do Ministério do Comércio indicam que o mercado de varejo instantâneo deve alcançar RMB 971,4 bilhões em 2025, aproximando-se de RMB 1 trilhão. Grandes plataformas intensificaram investimentos em logística, subsídios e expansão territorial. Em alguns períodos, o volume diário de pedidos ultrapassou 200 milhões. Apesar do avanço das regulações, o impacto estrutural do modelo já se consolidou. A expansão do setor levou à criação de uma rede de armazéns de proximidade, que viabilizam entregas em poucos minutos e alteram a logística urbana. Atualmente, mais da metade das transações do varejo instantâneo ocorre por meio desses centros de distribuição. Os pontos de venda passam a funcionar como espaços de experiência, retirada de pedidos e prestação de serviços, reforçando a conexão entre consumo online e presencial. Segundo Du Guochen, diretor do Instituto de Pesquisa em Comércio Eletrônico do Ministério do Comércio da China, a aceitação do varejo instantâneo cresce à medida que o modelo se integra ao comércio local. Para ele, o formato deixou de atender apenas demandas emergenciais e passou a fazer parte da rotina dos consumidores. Estimativas apontam que o mercado chinês de varejo instantâneo pode superar RMB 1 trilhão até 2026 e alcançar RMB 2 trilhões até 2030, com taxa média de crescimento anual de 12,6% durante o 15º Plano Quinquenal. Consumo entra em novo ciclo estrutural O cenário indica que a China inicia um novo ciclo de consumo, marcado pela aplicação intensiva de tecnologia, pela diversidade de valores e pela inovação nos canais de venda. A interação entre inteligência artificial, mudança cultural e novos formatos de varejo redefine toda a cadeia, da produção à experiência final do consumidor. Para Zhu Keli, presidente do Instituto de Pesquisa de Nova Economia da China, a próxima etapa da competição no mercado consumidor dependerá da integração entre qualidade dos produtos, construção de marca e vínculo emocional com o público. Segundo ele, trata-se de uma transformação estrutural que redesenha o futuro do consumo no país. Fonte: gmw.cn

26 de dezembro de 2025
China2Brazil
A China aprovou, em 24 de dezembro, o primeiro coração artificial intervencionista desenvolvido no país. A autorização foi concedida pela Administração Nacional de Produtos Médicos (NMPA) e marca a entrada da indústria chinesa em um segmento de alta complexidade dos dispositivos cardiovasculares. O dispositivo foi desenvolvido pela Shenzhen Core Medical Technology, empresa com sede em Shenzhen. Trata-se do primeiro sistema de assistência ventricular percutâneo (pVAD) aprovado na China. No mercado global, apenas um produto semelhante possui aprovação regulatória: o Impella, da empresa norte-americana Abiomed, adquirida pela Johnson & Johnson em 2022 por US$16,6 bilhões. Segundo dados de 2024, a Core Medical já lidera o mercado doméstico de corações artificiais implantáveis com o CorHeart 6, que responde por mais de 45% da participação na China. Debate técnico sobre a tecnologia do dispositivo Apesar da aprovação, o lançamento reacendeu discussões técnicas no setor. A Core Medical descreve seu produto como baseado em “levitação magnética total”, classificação questionada por especialistas. Em artigo publicado na revista Artificial Organs, pesquisadores afirmam que o CorHeart 6 utiliza rolamentos magnéticos, e não um sistema de levitação magnética completa. A distinção é relevante, pois afeta diretamente critérios de segurança, durabilidade e desempenho clínico. Segundo os especialistas, o termo “levitação magnética total” possui definição técnica precisa. O uso inadequado pode induzir interpretações incorretas sobre o nível tecnológico do equipamento. No mercado internacional, dispositivos que utilizavam apenas rolamentos magnéticos já enfrentaram falhas de segurança e, em alguns casos, foram retirados de circulação. Implantes e dispositivos intervencionistas no mercado chinês No segmento de corações artificiais implantáveis com levitação magnética total, o principal produto de referência é o HeartMate 3, da Abbott. Em 2024, o dispositivo recebeu aprovação da NMPA para comercialização na China. Antes disso, em 2021, a Tongxin Medical, da BrioHealth Solutions (Suzhou), obteve aprovação para seu coração artificial implantável. Segundo a empresa, foi o primeiro dispositivo com “levitação magnética total” autorizado no país. No entanto, informações apuradas pelo jornal Yicai indicam que o HeartMate 3 deixou de ser comercializado na China há cerca de um ano após a aprovação. A Abbott retirou sua equipe de vendas do país, sem divulgar oficialmente os motivos da decisão. Até recentemente, o mercado chinês era dominado por dispositivos implantáveis (LVADs). Além do CorHeart 6, aprovado em 2023, esses sistemas exigem cirurgias invasivas, acompanhamento médico contínuo e custos elevados. O paciente também passa a depender permanentemente do equipamento. Em contraste, os dispositivos intervencionistas funcionam de forma temporária. A implantação ocorre por via percutânea, geralmente pela artéria femoral, e o uso se concentra em situações críticas, como choque cardiogênico ou procedimentos cardíacos de alto risco. Após a estabilização do paciente, o dispositivo é removido. Especialistas apontam que esse modelo amplia o potencial de mercado, já que o número de procedimentos de alto risco supera, com folga, o de transplantes ou implantes definitivos. Mercado em expansão acelerada Dados da consultoria Frost & Sullivan mostram que, em 2024, os procedimentos globais de Intervenção Coronária Percutânea de alto risco superaram 2,2 milhões, com crescimento médio anual composto de 12,1%. Na China, a taxa foi ainda maior, com expansão média de 14,5% ao ano. No mesmo período, o mercado global de corações artificiais cresceu de US$970 milhões, em 2019, para US$2,07 bilhões em 2024. A projeção indica que o setor pode atingir US$9,82 bilhões até 2033. A China, que ainda apresenta baixa penetração desses dispositivos, deve responder por uma parcela relevante desse crescimento. As estimativas apontam que o mercado chinês de corações artificiais pode ultrapassar RMB 11 bilhões até 2033, impulsionado por novas aprovações regulatórias. Fonte: news.qq.com