
6 de janeiro de 2026
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Os jogos e os e-sports passaram a integrar de forma direta o planejamento urbano e as políticas de desenvolvimento econômico em grandes cidades da China. Em dezembro de 2025, Xangai anunciou o lançamento das “Dez Medidas para os Jogos de Xangai”, com a previsão de RMB 50 milhões anuais em recursos específicos para estruturar um ecossistema industrial do setor. No mesmo período, Guangzhou divulgou 18 medidas com o objetivo de se tornar, até 2030, uma das cidades mais influentes do mundo em e-sports. Antes disso, em novembro de 2025, Shenzhen estabeleceu a meta de se consolidar como a “primeira cidade chinesa de exportação de jogos”, ao apresentar um plano de ação trienal. A sequência de políticas nas cidades de primeira linha indica uma estratégia clara: usar as características da indústria de jogos e-sports para estimular o crescimento econômico, a inovação tecnológica e a exportação cultural. Potencial econômico em expansão Do ponto de vista econômico, o setor de jogos e-sports apresenta crescimento consistente e impacto cada vez mais amplo. Ao Ran, vice-presidente executivo e secretário-geral da Associação Chinesa de Áudio, Vídeo Digital e Publicações Digitais, afirmou que a indústria de jogos deixou de atuar apenas como entretenimento e passou a se consolidar como uma força econômica que integra cultura e tecnologia, com efeitos sobre diversos segmentos. Segundo Ao Ran, o setor forma três círculos de valor. O núcleo econômico reúne desenvolvimento, publicação e operação de jogos. O círculo associado abrange hardware, e-sports e produtos derivados de propriedade intelectual. Já o círculo de irradiação alcança áreas como turismo cultural, educação e saúde, ampliando os efeitos econômicos para além do setor original. Esse movimento já se reflete em várias cidades chinesas. Em Xangai, a Liga Asiática de Campeões de e-sports ganhou destaque, e a arena principal da Huya tem inauguração prevista para março de 2026. Em Pequim, o Estádio Nacional, conhecido como Ninho de Pássaro, recebeu cerca de 60 mil espectadores de diferentes países para a final de Honor of Kings. Em Hangzhou, a exposição artística de Black Myth: Wukong mantém fluxo elevado de visitantes. Em Chengdu, o torneio BLAST Dota 2 Major transferiu-se da Europa para a cidade. Estimativas da associação, em conjunto com instituições especializadas, apontam que o impacto econômico direto e indireto gerado pela indústria de jogos superou RMB 1,2 trilhão em 2025. As políticas locais buscam ampliar esse volume nos próximos anos. Laboratório para aplicação tecnológica Sob a perspectiva tecnológica, os jogos e os e-sports funcionam como um campo de testes para tecnologias digitais avançadas. O setor integra inteligência artificial, computação em nuvem, renderização em tempo real e outras soluções digitais. Ambientes virtuais complexos criados pelos jogos oferecem espaço para treinamento de IA, aplicações de realidade virtual e aumentada (VR e AR), desenvolvimento de motores gráficos e projetos ligados ao metaverso. Sun Shoushan, presidente da associação, destacou recentemente que a indústria de jogos se caracteriza por atuar como um dos principais campos de aplicação de tecnologias de ponta. Segundo ele, a integração entre setores favorece novos modelos de negócio e acelera a aproximação entre a economia digital e a economia real. Por esse motivo, muitas políticas locais priorizam o uso dos jogos e e-sports como base para a aplicação tecnológica. A expectativa é que tecnologias desenvolvidas no setor sejam adotadas em áreas como simulação industrial, cidades inteligentes e saúde digital, criando um ciclo de transferência tecnológica com impacto econômico mais amplo. Um novo veículo cultural No campo cultural, os jogos assumem um papel crescente como meio de comunicação e difusão simbólica. No contexto da exportação cultural, desenvolvedores chineses investem na construção de narrativas e estéticas associadas à cultura oriental. Títulos como Black Myth: Wukong passaram a atuar como plataformas de divulgação de histórias chinesas para o público internacional, combinando interatividade e identidade cultural. Sun Shoushan afirmou que a experiência interativa dos jogos contribui para ampliar o conhecimento e o reconhecimento da civilização chinesa por jogadores estrangeiros, fortalecendo o papel do setor como canal de difusão cultural. Para He Wei, professor da Faculdade de Artes e Comunicação da Universidade Normal de Pequim, as políticas atuais indicam que a indústria de jogos e e-sports tende a evoluir do entretenimento único para múltiplos valores, do impulso baseado em capital para a inovação e da competição doméstica para uma lógica de cooperação e concorrência global. Fonte: chinanews.com

5 de janeiro de 2026
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A China encerrou 2025 com novos recordes na movimentação portuária, consolidando sua posição entre os maiores hubs logísticos do mundo. Dados oficiais mostram crescimento consistente no volume de cargas e contêineres, mesmo em um cenário de incertezas no comércio internacional. Em 2 de dezembro de 2025, o Porto de Ningbo-Zhoushan superou, pela primeira vez, 40 milhões de TEUs movimentados no ano, tornando-se o terceiro porto global a alcançar esse patamar. Poucos dias depois, em 8 de dezembro, o Porto de Qingdao ultrapassou 700 milhões de toneladas em cargas, 15 dias antes do registrado em 2024. Já em 14 de dezembro, o Porto de Tianjin concluiu o ano com mais de 23,29 milhões de TEUs, antecipando em 17 dias o desempenho do ano anterior. Segundo o Ministério dos Transportes da China, nos primeiros 11 meses de 2025, os portos do país movimentaram 16,75 bilhões de toneladas, alta de 4,4% na comparação anual. No mesmo período, a movimentação de contêineres chegou a 320 milhões de TEUs, com crescimento de 6,6%. Esse desempenho ocorre apesar das tensões no comércio global e reflete a base estrutural do sistema portuário chinês. Nos últimos anos, o país ampliou a capacidade física e tecnológica de seus principais terminais. Em Ningbo-Zhoushan, os terminais de Chuanshan e Meishan entraram em operação com capacidade superior a 10 milhões de TEUs cada. Em Qingdao, 15 projetos iniciados em 2025 adicionaram 16 milhões de toneladas de capacidade e 1,46 milhão de metros quadrados de pátios. Paralelamente, a automação avançou. O Porto de Tianjin implementou um sistema inteligente de gestão de terminais de contêineres, com ganhos de eficiência operacional. Em Xangai, veículos guiados automaticamente operam de forma autônoma no transporte e posicionamento de contêineres. Atualmente, a China concentra clusters portuários de classe mundial no Golfo de Bohai, no Delta do Rio Yangtzé e na Grande Baía Guangdong–Hong Kong–Macau. O país mantém, há anos, a maior escala de infraestrutura portuária do mundo e figura entre os líderes em número e nível tecnológico de terminais automatizados. “Com a modernização, o papel dos portos mudou de forma profunda, acompanhando o desenvolvimento econômico e social de alta qualidade da China”, afirmou Yuan Ziwen, diretor da Divisão de Economia do Transporte Aquaviário do Instituto de Planejamento e Pesquisa do Ministério dos Transportes. Segundo ele, a atividade intensa nos portos indica a resiliência do comércio exterior chinês. Como nós estratégicos do comércio internacional, os portos chineses também ampliaram rotas para mercados emergentes. Ningbo-Zhoushan abriu sua primeira rota pela Passagem do Ártico. Jiaxing inaugurou uma ligação direta com a África. Wenzhou e Beibu Gulf lançaram rotas para o Oriente Médio. Ao mesmo tempo, aumentaram os fluxos para América Latina, África e Oriente Médio. O crescimento da movimentação está ligado à demanda por produtos de maior valor agregado e por bens associados à transição energética. “Com a concorrência no setor fotovoltaico, empresas passaram a investir em projetos de armazenamento de energia, o que sustenta o crescimento das exportações”, afirmou Wang Zhanyou, presidente da Ningbo Union-Ocean Shipping. Nos primeiros 11 meses de 2025, as exportações chinesas de produtos eletromecânicos somaram RMB 14,89 trilhões, alta de 8,8%, o equivalente a 60,9% do total exportado pelo país. A integração entre os portos também avançou. No Delta do Rio Yangtzé, formou-se uma estrutura de “um núcleo e duas alas”, com Xangai e Ningbo-Zhoushan como eixos centrais, apoiados por portos fluviais e costeiros de Jiangsu, Zhejiang e Anhui. Veículos elétricos de Anhui e módulos fotovoltaicos de Jiangsu passaram a acessar diretamente mercados da Europa e dos Estados Unidos. A rota expressa Xangai–Chongqing reduziu o tempo de navegação e reforçou a integração da região de Chengdu–Chongqing às cadeias globais. Os portos fluviais ganharam peso nesse processo. Nos primeiros 11 meses do ano, a movimentação nesses portos cresceu 5,7%, superando em dois pontos percentuais o avanço dos portos costeiros. O Porto de Suzhou registrou 560,88 milhões de toneladas e 9,33 milhões de TEUs. Xuzhou, Hangzhou e Wuhu tiveram crescimento de dois dígitos na movimentação de contêineres, enquanto Wuxi ampliou o volume em mais de 100%, chegando a 109,3%. De acordo com Yuan Ziwen, a melhoria da infraestrutura das hidrovias elevou a eficiência logística, enquanto o transporte fluvial se mantém mais econômico e menos emissor de carbono do que rodovias e ferrovias em médias e longas distâncias. Nesse contexto, várias províncias incluíram a navegação interior em seus planos para o 15º Plano Quinquenal. Chongqing pretende fortalecer o sistema de navegação do alto Yangtzé. Henan busca integrar hidrovias em uma rede estruturada de canais. Hubei planeja expandir corredores fluviais estratégicos, incluindo o eixo das Três Gargantas. Segundo Yuan, essas iniciativas seguem as diretrizes nacionais para a construção de uma malha de hidrovias de alto padrão, com impacto direto na redução dos custos logísticos e no fortalecimento do mercado interno. Com os ajustes previstos para o novo ciclo de planejamento, o desenvolvimento dos clusters portuários chineses tende a entrar em uma nova fase. Fonte: gmw.cn

5 de janeiro de 2026
China2Brazil
A ampliação das políticas de isenção de visto, combinada à expansão do duty free e à modernização dos serviços ao visitante, impulsionou o turismo receptivo e o consumo estrangeiro na China no fim de 2025 e na virada para 2026. O movimento se concentrou em grandes centros urbanos, como Xangai, e em destinos turísticos estratégicos, como Sanya, na ilha de Hainan, segundo dados oficiais. Em Sanya, as vendas de produtos duty free superaram RMB 100 milhões por três dias consecutivos, entre 19 e 21 de dezembro de 2025, de acordo com o Departamento de Comércio local. Turistas estrangeiros tiveram participação relevante nesse resultado. Em Xangai, os mercados de fim de ano registraram aumento no fluxo de visitantes internacionais durante o período do Ano-Novo. O crescimento está diretamente ligado à política de isenção de visto de trânsito por 240 horas, em vigor desde dezembro de 2024. Dados da Administração Nacional de Imigração mostram que, durante o feriado do Ano-Novo de 2026, 292 mil estrangeiros entraram no país beneficiados por políticas de isenção de visto, alta de 35,8% em relação ao mesmo período de 2025. Até 16 de dezembro de 2025, o total de entradas de estrangeiros na China chegou a 40,6 milhões, aumento anual de 27,2%. O número de visitantes amparados pela política de 240 horas cresceu 60,8% em relação ao período anterior à unificação das regras. Em paralelo, a China ampliou a lista de países com isenção de visto em 2025, incluindo Brasil, Argentina, Chile, Peru, Uruguai, Rússia, Suécia e países do Oriente Médio. As medidas redistribuíram o turismo para além dos grandes centros. Regiões de fronteira, como Horgos (Xinjiang), Manzhouli (Mongólia Interior) e Heihe (Heilongjiang), registraram alta no consumo turístico. Em Yunnan, políticas regionais voltadas a grupos da ASEAN ampliaram o fluxo internacional. Hainan consolidou-se como modelo ao combinar isenção de visto e compras duty free. Entre janeiro e novembro de 2025, Hainan recebeu 5,17 milhões de turistas estrangeiros em pernoites, crescimento de 59% em relação ao ano anterior, segundo o Departamento Provincial de Cultura e Turismo. Mercados da Europa e da América do Norte apresentaram alta consistente no número de visitantes. A ampliação do tempo de permanência também mudou o padrão das viagens. Mais de 60% dos turistas estrangeiros passaram a realizar roteiros interprovinciais, fortalecendo o modelo “uma viagem, vários destinos” e ampliando o alcance do turismo receptivo para províncias como Yunnan, Guizhou, Xinjiang, Guangxi e Fujian. O ciclo de consumo se completou com a otimização da restituição de impostos. Segundo a Receita Federal do Estado, entre janeiro e novembro de 2025, o número de pedidos de reembolso feitos por turistas estrangeiros cresceu 285%, enquanto o valor das vendas de produtos elegíveis aumentou 98,8%. Até novembro, 12.252 lojas estavam habilitadas ao sistema, com forte expansão ao longo de 2025. Ao mesmo tempo, a modernização dos pagamentos e dos serviços reduziu barreiras para o visitante internacional. Em cidades como Pequim e Xangai, mais de 95% das áreas comerciais e atrações aceitam cartões internacionais, além de pagamentos por QR code e dinheiro, com suporte multilíngue. Apesar do avanço, o turismo receptivo ainda representa cerca de 0,5% do PIB da China, segundo Sun Jie, CEO do Grupo Trip.com, percentual inferior ao de países como Tailândia e França. O dado indica espaço para crescimento. Para especialistas do setor, a continuidade das políticas de facilitação em vistos, pagamentos e consumo cria condições para que 2026 marque uma fase de expansão mais acelerada e estruturada do turismo receptivo no país. Fonte: sina.com.cn

5 de janeiro de 2026
China2Brazil
As exportações chinesas de veículos elétricos de passageiros aceleraram em novembro de 2025, impulsionadas pelo aumento de volume e pela expansão para novos mercados. No mês, a China exportou 399,4 mil unidades, alta de 144,93% na comparação anual, com valor de US$7,076 bilhões, crescimento de 139,83%. O avanço ocorre em um contexto de retração das importações e reforça a estratégia chinesa de consolidar mercados centrais enquanto amplia a presença em mercados potenciais. No acumulado de janeiro a novembro, as exportações somaram 3,3731 milhões de unidades, alta de 63,59%. O valor total do comércio exterior de veículos elétricos de passageiros atingiu US$65,292 bilhões, crescimento anual de 34,47%. Apenas as exportações responderam por US$61,537 bilhões, avanço de 41,66%. Automóveis de passeio concentram exportações Em novembro, os automóveis de passeio responderam por 99,73% do volume exportado e 97,19% do valor total. O segmento exportou 398,3 mil unidades, crescimento anual de 146,12%, com valor de US$6,878 bilhões, alta de 154,25%. O preço médio de exportação dos automóveis de passeio ficou em US$17.265,35, com leve alta anual de 3,30%. Por tipo, os veículos 100% elétricos registraram aumento médio de 6,11% no preço. Os híbridos plug-in tiveram queda de 24,40%, enquanto os híbridos não plug-in apresentaram alta de 1,88%. O preço médio geral dos veículos elétricos de passageiros exportados em novembro foi de US$17.715,65, queda de 2,08% na comparação anual e de 6,22% frente a outubro. Exportações de ônibus recuam O segmento de ônibus registrou queda em novembro. As exportações somaram 1.083 unidades, retração anual de 11,95%. O valor exportado foi de US$199 milhões, queda de 19,10%, com preço médio de US$183.343,60, recuo de 8,11%. Os ônibus elétricos puros representaram 97,05% do total, mas apresentaram queda tanto em volume quanto em preço. Os ônibus híbridos, apesar da base reduzida, mostraram crescimento mensal, com forte volatilidade. Europa e Ásia lideram; mercados emergentes aceleram Entre janeiro e novembro, os principais destinos das exportações chinesas foram Bélgica (US$6,18 bilhões), Reino Unido (US$5,488 bilhões) e Emirados Árabes Unidos (US$3,773 bilhões). Os dez principais mercados concentraram 53,86% do valor total exportado. Em novembro, Ásia e Europa seguiram como principais destinos, com importações de US$3,037 bilhões e US$2,253 bilhões, respectivamente. Nos mercados emergentes, a América do Norte registrou alta de 404,36%, alcançando US$836 milhões. A América do Sul somou US$499 milhões, crescimento de 248,76%. África e Oceania também apresentaram expansão. Montadoras chinesas ampliam presença internacional Em novembro, montadoras chinesas aceleraram a expansão produtiva no exterior. A Renault–Geely anunciou planos para ampliar a produção no Brasil. A BYD segue com projetos industriais na Turquia, com início de operação previsto para 2026. A BAIC iniciou a montagem de veículos na África do Sul, enquanto a Great Wall Motors ampliou a produção no Uzbequistão. A expansão combina produção local, exportação de tecnologia e integração da cadeia de suprimentos, marcando uma nova fase da presença global das montadoras chinesas. Fonte: jiemian.com

5 de janeiro de 2026
China2Brazil
A plataforma Smart Education of China ultrapassou 72,6 bilhões de visitas e tornou-se o maior centro de recursos educacionais digitais do mundo, segundo dados divulgados recentemente pelo Ministério da Educação da China. O sistema reúne conteúdos do ensino básico à pós-graduação e atende usuários em mais de 200 países e regiões. De acordo com Yang Fei, vice-diretor do Gabinete Geral do ministério, a plataforma oferece mais de 130 mil recursos educacionais para o ensino fundamental e médio, 12,5 mil cursos de educação profissional e cerca de 145 mil cursos de ensino superior. Atualmente, o serviço soma 178 milhões de usuários, com média diária de 52 milhões de acessos. A plataforma cobre todas as etapas da educação formal, da pré-escola à pós-graduação, e inclui conteúdos voltados à formação moral, intelectual, física, estética e profissional. Segundo o ministério, o objetivo é ampliar o acesso a materiais educacionais padronizados e de alcance global. No campo da inteligência artificial na educação, o diretor do Departamento de Ciência, Tecnologia e Informatização do ministério, Zhou Dawang, afirmou que a plataforma disponibiliza mais de mil cursos de IA em níveis básico, profissionalizante, superior e de educação continuada. Segundo ele, 500 mil professores e estudantes, de cerca de 2 mil universidades, já participaram de treinamentos online em IA. Além disso, 1,31 milhão de formandos concluíram capacitações voltadas a aplicações práticas da tecnologia. Zhou informou ainda que universidades chinesas passaram a integrar a inteligência artificial em seus currículos de formação geral. Na Universidade de Fudan, todos os alunos de graduação e pós-graduação cursam disciplinas de IA, que também estão incorporadas às matérias introdutórias de todas as áreas. O conhecimento em IA passou a ser requisito acadêmico em diferentes campos de estudo. Na Universidade de Zhejiang, o vice-presidente Xia Qunke afirmou que a instituição criou, em 2019, o primeiro programa interdisciplinar de inteligência artificial do país. O projeto resultou na estruturação de um sistema de formação em “IA+”, que inclui 11 programas integrados de graduação e doutorado, com foco em áreas como oceanos inteligentes, manufatura inteligente e robótica. Segundo Xia, a universidade também publicou 27 livros didáticos “IA+X”, e 15 cursos já estão disponíveis na plataforma nacional de ensino superior inteligente. Para Yang Zongkai, diretor do comitê consultivo de especialistas em digitalização educacional do Ministério da Educação, o avanço da educação digital ocorre em escala global. Ele destacou que países como os Estados Unidos e membros da União Europeia colocaram a educação em inteligência artificial no centro de suas estratégias nacionais e ampliaram os investimentos no setor. Dados de um relatório global sobre o índice de desenvolvimento da educação digital mostram que a China subiu da 24ª posição em 2023 para a 9ª em 2024, alcançando o 6º lugar em 2025. O resultado coloca o país entre os líderes mundiais em educação digital. Segundo Yang Zongkai, a próxima etapa envolve uma transformação estrutural do sistema educacional, com a integração da inteligência artificial em todo o processo de ensino, a implementação de projetos-piloto e a construção de ecossistemas educacionais voltados ao futuro. Para ele, a digitalização amplia a equidade, a qualidade e a sustentabilidade da educação no país. Fonte: China Daily

2 de janeiro de 2026
China2Brazil
A China Three Gorges Corporation anunciou em, 2 de janeiro, a entrada em operação plena da Usina de Armazenamento de Energia por Baterias de Fluxo Redox de Vanádio de Xinjiang Jimsar. O projeto, localizado no condado de Jimsar, na prefeitura de Changji, na Região Autônoma Uigur de Xinjiang, é o maior do tipo em funcionamento na China e marca um avanço na aplicação de tecnologias de armazenamento de energia de grande escala e longa duração no país. A usina tem potência instalada de 200 mil quilowatts e capacidade de armazenamento de 1 milhão de quilowatts-hora. Integrada a um complexo fotovoltaico, a estrutura armazena o excedente de energia solar gerado durante o dia, quando a produção supera a capacidade de absorção imediata da rede, e devolve essa eletricidade à noite ou nos horários de maior demanda. Segundo a empresa, o sistema deve elevar em mais de 10% ao ano a taxa de utilização da usina solar associada ao projeto e gerar cerca de 230 milhões de quilowatts-hora adicionais de energia limpa . As baterias de fluxo redox de vanádio armazenam e liberam energia por meio de reações químicas entre íons de vanádio em diferentes estados de oxidação. Nesse modelo, a eletricidade é convertida em energia química em uma solução líquida e, posteriormente, reconvertida em energia elétrica de forma controlada. De acordo com Deng Fubin, gerente do Projeto Integrado de Armazenamento Fotovoltaico de Fluxo de Vanádio de Jimsar, da filial de Xinjiang da China Three Gorges, a usina reúne unidades de armazenamento, conversão de energia e sistemas de controle. No processo de carga, a eletricidade provoca reações químicas que armazenam energia no eletrólito. Na descarga, o sistema reverte o processo e fornece eletricidade de forma estável à rede. “A tecnologia de baterias de fluxo redox de vanádio apresenta longa vida útil, alto nível de segurança e possibilidade de expansão, o que favorece aplicações de armazenamento de energia em larga escala e por longos períodos”, afirmou Deng. A usina opera no Deserto de Gobi, onde as temperaturas variam entre -30 °C e 40 °C. Para garantir o funcionamento em condições extremas, a China Three Gorges adotou um modelo de construção com estruturas pré-fabricadas de aço e equipamentos instalados em ambientes fechados. A empresa informa que o sistema de controle térmico do edifício e dos equipamentos reduz riscos associados ao frio intenso, ao calor elevado e a tempestades de areia. Segundo Ma Zongren, responsável pelo projeto Jimsar na Divisão de Gestão de Construção de Novas Energias da empresa, a iniciativa é a primeira no país a utilizar estruturas de aço fechadas para abrigar sistemas de armazenamento de energia, o que amplia a estabilidade operacional da usina ao longo do ano. Dados do setor indicam que a China é o maior produtor mundial de vanádio, com cerca de 72% da capacidade global de produção de produtos derivados do metal. Baseado em tecnologia desenvolvida internamente e com direitos de propriedade intelectual próprios, o projeto contribui para o fortalecimento da cadeia industrial das baterias de fluxo redox de vanádio, incluindo fabricação de equipamentos, integração de sistemas e fornecimento de materiais. Segundo a empresa, o modelo pode servir de referência para a expansão nacional de soluções de armazenamento de energia de longa duração. Fonte: stdaily

2 de janeiro de 2026
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Cientistas da China anunciaram um avanço no controle do plasma em um reator experimental de fusão nuclear, tecnologia que busca reproduzir na Terra a energia gerada pelo Sol. O resultado foi obtido no chamado “sol artificial” chinês e publicado em 1º de janeiro de 2026 na revista científica Science Advances. O experimento foi realizado no EAST, um reator localizado na cidade de Hefei, no leste da China. Os pesquisadores identificaram uma nova condição de funcionamento em que o plasma permanece estável, mesmo em níveis elevados de densidade, reduzindo o risco de colapso do sistema. A fusão nuclear depende de plasmas muito densos para gerar mais energia. Quanto maior a densidade do combustível, maior a potência produzida. O problema é que, ao se aproximar de um limite conhecido, o plasma pode perder estabilidade e liberar energia de forma descontrolada contra as paredes do reator, o que interrompe a operação. Até agora, esse limite era descrito principalmente com base em observações empíricas. Estudos recentes indicaram que o processo que leva à instabilidade começa na região de borda do plasma , próxima às paredes do reator, mas as causas físicas não estavam totalmente explicadas. No novo estudo, os cientistas desenvolveram um modelo teórico que explica como a interação entre o plasma e as paredes do reator pode levar à instabilidade. A partir desse modelo, eles previram a existência de uma região de operação além do limite tradicional, onde o plasma pode voltar a se estabilizar. Para testar a teoria, a equipe realizou experimentos no EAST, que possui paredes metálicas. Os pesquisadores reduziram a entrada de impurezas no plasma e ajustaram as condições de operação do reator. Com isso, conseguiram atrasar o colapso do plasma e operar o sistema em uma nova faixa de estabilidade. Os resultados experimentais confirmaram as previsões do modelo teórico. Segundo os autores, esta é a primeira vez que uma região de operação estável além do limite de densidade é observada em um reator desse tipo. O avanço contribui para tornar a fusão nuclear mais segura e previsível, um passo importante para o desenvolvimento de reatores capazes de operar de forma contínua no futuro. Fonte: news.cctv

2 de janeiro de 2026
China2Brazil
O Ministério dos Transportes da China informou nesta terça-feira (1º) que o número de viagens inter-regionais de passageiros alcançou 207,475 milhões no primeiro dia do feriado do Ano Novo. O volume representa um crescimento de 20,3% em comparação com o mesmo período do ano anterior. Segundo o órgão, o transporte rodoviário concentrou a maior parte da movimentação. As rodovias registraram 186,28 milhões de viagens, alta de 17,5% na base anual. Desse total, 152,12 milhões ocorreram em veículos de passageiros não comerciais que circularam por vias expressas e estradas nacionais e provinciais, um aumento de 16,4%. Já o transporte rodoviário comercial somou 34,16 milhões de viagens, com crescimento de 22,4%. Além disso, o transporte ferroviário contabilizou 18,56 milhões de passageiros, avanço de 67,9% em relação ao ano anterior. O tráfego hidroviário registrou 684 mil viagens, alta de 2,9%. Em contraste, a aviação civil transportou 1,951 milhão de passageiros, queda de 10,3% na comparação anual. No mesmo dia, o setor postal chinês coletou 451 milhões de encomendas e realizou a entrega de 531 milhões de pacotes em todo o país. Fonte: people.cn

31 de dezembro de 2025
China2Brazil
A maior usina solar de alta altitude da China — a Usina Fotovoltaica de Chabulang, no rio Yalong — entrou oficialmente em operação em 31 de dezembro de 2025. Localizada no condado de Muli, na Prefeitura Autônoma Yi de Liangshan, província de Sichuan, a usina possui capacidade instalada de 1 milhão de quilowatts. O projeto está situado a altitudes entre 4.150 e 4.700 metros, em áreas montanhosas íngremes, com algumas encostas ultrapassando 30 graus de inclinação. As áreas de construção se distribuem por cristas, encostas íngremes e vales profundos, tornando-o um dos projetos fotovoltaicos de maior complexidade já realizados na China em regiões de altíssima altitude. Para superar os desafios impostos pelo relevo acidentado, o projeto adotou de forma inovadora a tecnologia de “suportes flexíveis”, na qual os painéis solares são instalados sobre cabos de aço, permitindo vencer vales profundos e encostas íngremes. Diante das dificuldades logísticas em áreas de grande altitude, foi também implementado um sistema de “corredor aéreo”, utilizando drones para o transporte dos módulos fotovoltaicos, aumentando a eficiência em 2,5 vezes em comparação com o transporte manual tradicional. No mesmo dia, entrou em operação também a Usina Fotovoltaica de Suorong, no rio Yalong, com capacidade instalada de 1 milhão de quilowatts, localizada no condado de Litang, na Prefeitura Autônoma Tibetana de Garzê, província de Sichuan. No futuro, essa usina formará, junto com as usinas fotovoltaicas Kela Fase I e Fase II e a Usina Hidrelétrica de Lianghekou, o maior complexo integrado do mundo de “3 milhões de kW em energia hidrelétrica + 3 milhões de kW em energia solar”. Até o momento, a base integrada de energia hídrica, eólica e solar da bacia do rio Yalong já colocou em operação cerca de 23 milhões de quilowatts de capacidade instalada de energia limpa, com aproximadamente 12 milhões de quilowatts adicionais atualmente em construção. Fonte: chinanews.com

31 de dezembro de 2025
China2Brazil
A China está concluindo seu 14º Plano Quinquenal (2021–2025) e se preparando para iniciar um novo ciclo de desenvolvimento. Nos últimos cinco anos, as áreas rurais do país tornaram-se mais dinâmicas e prósperas, com a produção de grãos atingindo recordes históricos, avanços consistentes na modernização agrícola e melhorias significativas nas condições de vida no campo. A agricultura chinesa vem sendo profundamente transformada por inovações tecnológicas que fortalecem a segurança alimentar e lançam bases sólidas para a revitalização rural. A chamada agricultura inteligente se expande por todo o país, com a integração gradual de inteligência artificial, tecnologias de baixa altitude e soluções de tecnologia da informação tanto na produção agrícola quanto no processamento de grãos. Essa capacitação tecnológica tem desempenhado um papel fundamental na redução das disparidades entre áreas urbanas e rurais, promovendo a prosperidade comum e ampliando as oportunidades de renda para a população do campo. Tecnologia empodera “novos agricultores” A melhoria da infraestrutura rural, aliada a fatores como ambiente ecológico favorável, ritmo de vida mais tranquilo e menor custo de vida, tem atraído um número crescente de “novos agricultores” — profissionais com maior nível de escolaridade que retornam às áreas rurais. Ao aplicar tecnologia, inovação e conhecimento em gestão, eles ajudam a remodelar setores historicamente dependentes do trabalho manual. [caption id="attachment_27020" align="alignleft" width="495"] Crédito: Zhang Long/Xinhua[/caption] Na vila de Sunzigou, no condado de Cangxi, cidade de Guangyuan, na província de Sichuan, a venda de laranjas ocorre por meio de transmissões ao vivo diretamente do pomar. O condado desenvolveu um modelo inovador de desenvolvimento rural que combina cooperativas agrícolas familiares, plataformas de live streaming e estratégias de marketing online e offline. Sessões de capacitação em comércio eletrônico impulsionaram as vendas de produtos locais em todo o país, elevando significativamente a renda dos agricultores. No condado de Lishu, na província de Jilin, nordeste da China, Han Fengxiang, de 43 anos, administra uma cooperativa agrícola desde 2010. Ao substituir métodos tradicionais pela agricultura mecanizada e pelo uso de máquinas de grande porte, ela ampliou a produção de grãos e implementou novos modelos de gestão. A cooperativa passou a integrar plantio, cultivo, processamento e vendas, utilizando transmissões ao vivo como ferramenta de comercialização e injetando nova vitalidade na revitalização rural. Em Ningxiang, na província de Hunan, He Xiaozhen grava seu marido, Xiao Shenglan, durante a colheita de pimentas na fazenda da família. O casal dedica-se ao cultivo de pimentas de inverno e coopera com institutos de pesquisa e especialistas agrícolas para o melhoramento genético, seleção de variedades e desenvolvimento de métodos de resistência a doenças. Para ampliar as vendas, Xiao passou a divulgar os produtos por meio de vídeos curtos nas redes sociais, iniciativa que despertou o interesse de mais de 200 pessoas no setor. [caption id="attachment_27017" align="alignleft" width="487"] Crédito: Zhou Mu/Xinhua[/caption] Na vila de Laomei, na província de Anhui, Dai Shuying, de 82 anos, opera ocasionalmente um drone agrícola para pulverização de fertilizantes e pesticidas, sob a orientação de seu neto, Wang Tiantian. Juntos, eles também promovem e vendem produtos agrícolas, como arroz e óleo, por meio de transmissões ao vivo, além de produzir vídeos para as redes sociais. No condado autônomo de Dongxiang, na província de Gansu, Zhang Zhongshan lidera uma cooperativa de plantio e criação de animais. Após adquirir experiência em comércio eletrônico fora de sua cidade natal, retornou em 2018, incentivado por políticas governamentais, para fundar a cooperativa focada na criação e comercialização de ovelhas locais. A modernização da atividade contribuiu para o aumento da renda de mais de 500 famílias da região (Xinhua/Chen Bin). Já no condado de Shibing, na província de Guizhou, Long Luying, herdeira da tradição do bordado Miao em nível provincial, retornou à sua cidade natal após trabalhar em Shenzhen e fundou um negócio voltado ao bordado artesanal. Ao longo dos anos, ofereceu treinamento gratuito para mulheres da região, gerando oportunidades de trabalho para mais de 1.200 mulheres rurais. Em Dadugang, na província de Yunnan, Wei Chun, nomeada em 2024 como “CEO da Vila” — função também conhecida como gerente agrícola — liderou a revitalização da economia local a partir da indústria do chá. Sob sua gestão, foi criado um espaço integrado de cultura do chá e turismo, acompanhado por programas sistemáticos de capacitação. Até 2025, mais de 100 moradores adquiriram novas habilidades, nove talentos retornaram para empreender na região, e todos os seis comitês de vila do município alcançaram rendimentos econômicos coletivos superiores a 100 mil yuans cada.