
26 de dezembro de 2025
China2Brazil
Pesquisadores da Universidade Nacional de Tecnologia de Defesa da China anunciaram em, 25 de dezembro, que aceleraram um veículo experimental de uma tonelada a 700 km/h em dois segundos, em uma pista de testes de levitação magnética de 400 metros. O experimento ocorreu em uma instalação de pesquisa do país e estabeleceu um novo recorde mundial para sistemas de levitação magnética elétrica supercondutora. Segundo a equipe responsável, o teste exigiu avanços em áreas centrais da engenharia de alta velocidade. Entre os principais desafios superados estão a propulsão eletromagnética em regime extremo, os sistemas de levitação e guiagem elétrica, o armazenamento de energia de alta potência em intervalos curtos e o desenvolvimento de ímãs supercondutores de alto campo magnético. Com o resultado, a China passa a integrar o grupo de países que lideram pesquisas em transporte por levitação magnética de altíssima velocidade. O marco reforça o ritmo acelerado da pesquisa nacional nesse campo tecnológico. Em janeiro deste ano, a mesma equipe já havia atingido uma velocidade superior a 648 km/h em testes experimentais, o que também representou um recorde mundial à época. O novo ensaio amplia esse patamar e indica a continuidade dos avanços técnicos do projeto. Além do recorde, o experimento amplia as bases para o desenvolvimento de sistemas de transporte em tubos a vácuo, conhecidos como hyperloop, e para aplicações em lançamentos aeroespaciais assistidos por trilhos. Os dados obtidos também contribuem para testes de engenharia em ambientes de alta velocidade e para o fortalecimento das indústrias aeroespacial e ferroviária de alta velocidade da China. Fonte: sina.com.cn

26 de dezembro de 2025
China2Brazil
O aumento nos preços dos chips de memória já impacta o mercado global de smartphones e levou fabricantes a reajustarem valores de aparelhos topo de linha, especialmente na China. Na noite de 25 de dezembro, a Xiaomi lançou o Xiaomi 17 Ultra e anunciou aumentos de preço em toda a linha. Segundo a empresa, a alta nos custos dos chips de armazenamento motivou o reajuste. O modelo de entrada passou a oferecer 12 GB de RAM e 512 GB de armazenamento, ao preço inicial de 6.999 yuans, alta de 500 yuans em relação à geração anterior, que tinha 256 GB. A versão com 16 GB de RAM e 512 GB custa 7.499 yuans, também com aumento de 500 yuans. Já o modelo com 16 GB e 1 TB teve reajuste de 700 yuans e chegou a 8.499 yuans. Desde o início de 2025, os preços dos chips de memória seguem em alta, enquanto a oferta permanece limitada. Esse cenário pressiona empresas de eletrônicos de consumo, sobretudo fabricantes de smartphones, que dependem de grandes volumes de memória RAM e armazenamento. Antes do lançamento, Lu Weibing, sócio e presidente do Grupo Xiaomi, antecipou o reajuste durante uma transmissão ao vivo. Segundo ele, o aumento nos custos da memória superou os acréscimos ligados a processadores e câmeras. “O aumento significativo no custo da memória superou em muito o aumento no custo do processador e da configuração da câmera. Por isso, enfrentamos grande pressão para definir os preços”, afirmou. Lu explicou que, no desenvolvimento do Xiaomi 15 Ultra, a empresa não considerou a alta da memória. Na época, o preço de 6.499 yuans era visto como um limite. Com a mudança no cenário, a Xiaomi precisou rever a estratégia. Segundo a IDC, a Xiaomi vendeu 168 milhões de smartphones em 2024, o que garantiu à empresa a terceira posição no ranking global. Mesmo com esse volume, a companhia não conseguiu negociar condições mais favoráveis com fornecedores de chips de memória. Segundo Lu Weibing, a expansão acelerada da inteligência artificial nos últimos três anos elevou a demanda por computação de alto desempenho (HPC). Antes, os smartphones lideravam o consumo de memória. Agora, a demanda por infraestrutura de IA supera a do mercado móvel. Para o executivo, o período entre 2025 e 2027 será marcado por custos elevados de memória. O impacto se estende a outros fabricantes. Luo Feng, vice-presidente de produto da iQOO, marca gamer da Vivo, afirmou ao jornal The Paper que a alta dos preços da memória afeta toda a indústria. Segundo ele, o reajuste influencia não apenas o preço inicial dos lançamentos, mas todo o ciclo de vida dos produtos, inclusive durante grandes campanhas promocionais. Luo explicou que, em anos anteriores, os modelos principais recebiam descontos mais expressivos em datas promocionais. Com o aumento nos custos da memória, os cortes de preço ficaram menores. Isso afetou o ritmo de vendas, o planejamento de estoque e a previsibilidade de preços. Segundo ele, resta às marcas focar na qualidade do produto, já que não há como neutralizar aumentos generalizados de custos. Esse movimento já aparece nos preços de outros modelos topo de linha. Entre setembro e outubro, a série vivo X200 teve reajuste médio de 300 yuans. A linha OPPO Find X8 subiu cerca de 200 yuans, enquanto a Honor Magic7 registrou aumento próximo de 100 yuans. Apesar do cenário, fabricantes evitam comentar publicamente o impacto da alta dos chips de memória. Uma fonte anônima do setor afirmou que, caso os preços continuem subindo e os valores dos aparelhos não acompanhem o movimento, algumas marcas podem operar no prejuízo em 2026. Segundo a fonte, mesmo contratos de longo prazo tendem a expirar e serão renegociados com base nos novos preços. Guo Tianxiang, gerente de pesquisa da IDC China, afirmou ao The Paper que fabricantes chineses já elevaram os preços de seus principais modelos no segundo semestre e que novos aumentos devem ocorrer no próximo ano. Ele destacou que a redução da diferença de preço entre smartphones Android premium e aparelhos da Apple pode levar parte dos consumidores a migrar para a marca americana, que mantém maior controle de custos e margens de lucro mais estáveis, sobretudo no mercado chinês. Guo também citou a estratégia da Huawei como fator adicional de pressão. Em 25 de novembro, a empresa lançou a série Mate 80 com redução inicial de 800 yuans, o que elevou a concorrência no segmento premium. No segmento intermediário, Guo afirmou que os aparelhos também devem sofrer reajustes em 2026, embora menores do que os modelos de ponta. Ainda assim, o aumento pode levar consumidores a adiar a troca de aparelhos. Já os smartphones de entrada enfrentam maior pressão de custos, com pouca margem para cortes adicionais. Nesse contexto, alguns fabricantes devem reduzir linhas de produtos de baixo custo e volumes de envio. Para 2026, a prioridade das fabricantes será garantir o fornecimento de chips de memória e tentar negociar preços. Mesmo empresas que já iniciaram negociações ainda não conseguiram fixar valores para o próximo ano. A expectativa é que os preços permaneçam em alta ao menos até o primeiro semestre de 2026 e sigam elevados até 2027, quando nova capacidade produtiva deve entrar em operação. Segundo Guo, o mercado global de smartphones tende a encolher em 2026. Esse cenário pode favorecer marcas maiores, enquanto aumenta a pressão sobre fabricantes de menor porte. A TrendForce, empresa independente de consultoria, também aponta incertezas para 2026. A inflação deve continuar afetando o consumo, enquanto o setor de memória entra em um ciclo de alta. Isso eleva o custo dos dispositivos e pressiona os preços finais ao consumidor. Diante desse cenário, a TrendForce revisou suas projeções globais de produção e remessas. A expectativa de crescimento anual de smartphones caiu de 0,1% para uma retração de 2%. No mercado de laptops, a projeção passou de crescimento de 1,7% para queda de 2,4%. A consultoria alerta que, se o desequilíbrio entre oferta e demanda de chips de memória se intensificar ou se os preços ao consumidor subirem acima do previsto, novas revisões para baixo podem ocorrer. Fonte: The Paper

26 de dezembro de 2025
China2Brazil
O Grupo GAC anunciou nesta semana que colabora com a Academia Chinesa de Tecnologia Espacial (CAST), subsidiária da Corporação de Ciência e Tecnologia Aeroespacial da China (CASC), no desenvolvimento de um protótipo de veículo lunar tripulado. A parceria envolve apoio técnico nas áreas de projeto do chassi, design, testes de desempenho e verificação da integração do veículo. De acordo com reportagem publicada pelo portal IT Home em fevereiro deste ano, o módulo de pouso lunar e o veículo explorador lunar tripulado da missão chinesa de exploração da Lua entraram oficialmente na fase de desenvolvimento de protótipos. Segundo a publicação, o cronograma avança conforme o planejado. O módulo de pouso recebeu o nome de “Wangyu”, enquanto o veículo explorador lunar tripulado foi batizado de “Tansuo”. Nesse projeto, o Grupo GAC responde pelo desenvolvimento do chassi, pelo design do veículo, pelos testes de desempenho e pela verificação da integração dos sistemas do protótipo. Além disso, o Grupo GAC e a Quinta Academia da Corporação de Ciência e Tecnologia Aeroespacial da China concentrarão esforços conjuntos em tecnologias de dinâmica veicular, controle inteligente e colaborativo de chassi, além do projeto e dos testes do sistema de suspensão. Em relação ao design, o Grupo GAC informou que o projeto atende aos requisitos técnicos do veículo e incorpora elementos da cultura tradicional chinesa. Fonte: início

24 de dezembro de 2025
China2Brazil
Em 22 de dezembro, a Comissão Federal de Comunicações (FCC) dos Estados Unidos incluiu a gigante chinesa de drones DJI e todos os drones e componentes produzidos fora do país em sua lista de empresas que representam “risco inaceitável à segurança nacional”. A medida impede a aprovação de novos modelos de drones para importação ou venda no mercado americano. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Lin Jian, respondeu à decisão afirmando que o país se opõe à generalização do conceito de segurança nacional, à criação de listas discriminatórias e à repressão de empresas chinesas. Segundo ele, os EUA devem corrigir essas práticas e garantir um ambiente justo, equitativo e não discriminatório para a operação de empresas chinesas. A fabricante de drones DJI expressou decepção com a decisão. Em comunicado, afirmou que, embora não tenha sido alvo específico, não houve divulgação sobre quais dados foram usados pelo Poder Executivo para determinar a inclusão na “Lista Coberta”. A FCC define a lista como equipamentos e serviços de comunicação considerados risco à segurança nacional ou à proteção dos cidadãos norte-americanos. A empresa destacou que seus produtos estão entre os mais seguros do mercado, com análises realizadas por agências governamentais dos EUA e por terceiros independentes. Segundo a DJI, as preocupações sobre segurança de dados não se baseiam em evidências, mas refletem protecionismo, contrariando princípios de mercado aberto. A inclusão segue uma lei de defesa aprovada pelo Congresso dos EUA há um ano, que aponta riscos à segurança nacional associados a drones chineses. De acordo com essa legislação, a DJI e outro fabricante chinês, a Autel, poderiam ter novos modelos proibidos nos EUA se avaliações de segurança os considerarem uma ameaça. A ação não afeta drones já adquiridos; consumidores continuam a usar legalmente os equipamentos que possuem. A DJI alertou que a medida limita a liberdade de escolha dos consumidores e usuários empresariais americanos e prejudica os princípios de concorrência aberta no mercado. Fonte: Xinhua

24 de dezembro de 2025
China2Brazil
A aldeia Dong de Zhaoxing, no condado de Liping, província de Guizhou, no sudoeste da China, realizou neste fim de semana seu festival anual do Ano Novo Dong. A celebração marca o fim da colheita e o início de um novo ciclo agrícola, de acordo com a tradição do povo Dong. Diferente do Ano Novo Chinês oficial, comemorado em fevereiro, e que segue o calendário lunar, o festival reúne desfiles étnicos, música tradicional e atividades culturais, atraindo turistas de diversos países. Segundo a Administração Nacional de Imigração da China (NIA), turistas de 76 países têm entrada sem visto, unilateral ou mútua, e as isenções de trânsito foram ampliadas para 55 países. Dados da NIA mostram que entradas sem visto somaram mais de 7 milhões no terceiro trimestre de 2025, representando 72,2% do total de estrangeiros e um aumento de 48,3% em relação ao ano anterior. A política de isenção de visto facilita o acesso de visitantes internacionais a regiões remotas do sudoeste do país, incluindo Guizhou. Até o momento, quase 10 mil turistas estrangeiros visitaram a vila. Segundo Lu Weimin, chefe do Partido local, as celebrações e competições de coros fortalecem projetos de turismo cultural étnico, diversificando o turismo rural. A vila conta atualmente com mais de 400 hotéis, pousadas e restaurantes, gerando empregos e oportunidades de negócios para mais de 2 mil moradores. [caption id="attachment_26943" align="alignnone" width="1688"] Imagem: Tao Liang/ Xinhua[/caption] [caption id="attachment_26942" align="alignnone" width="1688"] Imagem: Tao Liang/ Xinhua[/caption] A iniciativa local se conecta à estratégia nacional da China , prevista no documento de recomendações para o 15º Plano Quinquenal (2026-2030), que incentiva a integração entre cultura e turismo para impulsionar o desenvolvimento econômico e social, oferecendo serviços mais convenientes para turistas estrangeiros. Liang Jianfeng, de Foshan, Guangdong, liderou uma equipe juvenil de dança do leão na aldeia. “O festival anual aprofunda intercâmbios culturais entre Guizhou e Guangdong e estabelece base para futura cooperação em cultura e turismo”, afirmou. Fonte: gmw

23 de dezembro de 2025
China2Brazil
A Comissão Eletrotécnica Internacional (IEC) publicou uma nova norma internacional para equipamentos eletromecânicos de pequenas centrais hidrelétricas, desenvolvida sob a coordenação de especialistas chineses, informou em 23 de dezembro a Administração Estatal de Regulação do Mercado da China. O guia define requisitos técnicos para unidades geradoras de pequeno porte e atualiza padrões usados no setor, com foco em eficiência, modernização tecnológica e redução de custos. A norma, intitulada Guia para Equipamentos Eletromecânicos de Pequenas Centrais Hidrelétricas, trata especificamente de unidades geradoras com capacidade unitária de até 15 megawatts e diâmetro de rotor inferior a 3 metros. O documento cobre todo o ciclo de vida dos equipamentos, incluindo seleção, fabricação, instalação, operação, manutenção e desativação. Pequenas hidrelétricas integram a matriz de energias limpas e renováveis e atendem, em muitos países, regiões montanhosas, áreas rurais e localidades remotas. Esses empreendimentos contribuem para ampliar o acesso à eletricidade e apoiar o desenvolvimento local. Apesar disso, o setor operou por décadas com padrões técnicos desatualizados, em muitos casos baseados em normas do século XX. A ausência de referências internacionais atualizadas dificultou a adaptação às mudanças industriais, como a evolução da automação, a integração de sistemas e a modernização do projeto de equipamentos. Em vários países, essa defasagem resultou em problemas recorrentes, como a instalação de capacidade superior à demanda real, o que gerou desperdício de investimentos e baixa eficiência operacional. Além disso, a falta de conceitos técnicos mais recentes, como design modular, construção pré-fabricada e monitoramento de condições operacionais, aumentou o tempo de construção das usinas , elevou os custos de operação e manutenção e limitou a sustentabilidade dos projetos ao longo do tempo. O novo guia da IEC busca enfrentar essas limitações ao estabelecer um sistema técnico unificado, com critérios operacionais e de engenharia alinhados às práticas atuais do setor. Segundo o órgão regulador chinês, a norma oferece um modelo técnico aplicável e replicável, especialmente para países em desenvolvimento, com potencial para reduzir custos de implantação e acelerar o uso de energia hidrelétrica de pequeno porte. Fonte: chinanews.com

23 de dezembro de 2025
China2Brazil
O Escritório de Informação do Conselho de Estado da China realizou nesta terça-feira (23) uma coletiva de imprensa em Pequim para apresentar o balanço do setor de transportes. Durante o encontro, o vice-ministro dos Transportes, Li Yang, afirmou que a China mantém crescimento estável no setor em 2025, com foco em serviços de transporte de alta qualidade para sustentar o desenvolvimento econômico e social. Segundo Li Yang, a operação econômica do setor de transportes permaneceu estável ao longo do ano, com avanços graduais nos principais indicadores. A projeção oficial indica que o investimento em ativos fixos do setor deve ultrapassar RMB 3,6 trilhões até o fim de 2025. No período, a China deve adicionar mais de 2.000 quilômetros de ferrovias de alta velocidade , cerca de 8.000 quilômetros de rodovias expressas e aproximadamente 900 quilômetros de hidrovias de alto padrão. Além disso, cinco novos aeroportos civis de transporte receberam certificação. O volume de deslocamentos inter-regionais de passageiros superou 66 bilhões, enquanto o transporte comercial de cargas ultrapassou 58 bilhões de toneladas. Ambos os indicadores registraram crescimento anual próximo de 3,5%. O comércio exterior também impulsionou o setor. A movimentação de contêineres nos portos cresceu cerca de 9,6%, o transporte aéreo internacional de cargas avançou 20% e o volume de encomendas expressas aumentou aproximadamente 13,5%. A capacidade de prestação de serviços de transporte também se expandiu. Durante o Festival da Primavera, o sistema garantiu o deslocamento de cerca de 9 bilhões de pessoas. Já nos feriados do Dia Nacional e do Festival do Meio do Outono, o número chegou a 2,4 bilhões. Ambos os volumes representam recordes históricos para esses períodos. No transporte urbano, 54 cidades chinesas já operam sistemas de metrô e trens urbanos, com mais de 11 mil quilômetros em funcionamento. A média diária supera 90 milhões de passageiros. A taxa de integração ferroviária em aeroportos-hub alcançou 83,3%. Para atender à população idosa, o governo implantou 1.450 linhas de ônibus específicas e mais de 11 mil linhas de ônibus sob demanda nas principais cidades. No campo tecnológico, o Ministério dos Transportes avançou na digitalização do setor. O governo publicou diretrizes para a iniciativa “ Inteligência Artificial + Transporte” e iniciou a construção de um grande modelo integrado de transporte. Aproximadamente 1.700 quilômetros de rodovias e mais de 2.200 instalações rodoviárias e hidroviárias passaram por processos de transformação digital. O avião comercial C919 superou a marca de 3 milhões de passageiros transportados com segurança. Fonte: news.cctv.com

23 de dezembro de 2025
China2Brazil
O ministro da Habitação e do Desenvolvimento Urbano-Rural da China, Ni Hong, anunciou nesta semana um pacote de medidas para estabilizar o mercado imobiliário do país. As ações foram apresentadas durante uma conferência nacional realizada em Pequim e preveem políticas ajustadas à realidade de cada cidade para reduzir estoques de imóveis, adequar a oferta habitacional e ampliar o apoio financeiro ao setor. Segundo Ni, o plano inclui o controle da nova oferta de imóveis com base nas condições locais, a revitalização de terrenos já disponíveis e o aprimoramento da oferta de moradias subsidiadas pelo governo. O ministério também pretende fortalecer o suporte financeiro às incorporadoras imobiliárias para reduzir riscos e aliviar restrições de crédito. O ministro afirmou que os governos locais devem ajustar suas políticas de forma direcionada para atender tanto à demanda básica por moradia quanto à procura por imóveis de melhor padrão, considerando as características de cada mercado regional. No campo das vendas, Ni destacou a priorização da comercialização de imóveis novos como estratégia para reduzir riscos de atraso na entrega. Ele também defendeu o reforço da supervisão sobre os pagamentos antecipados em projetos vendidos na planta, com o objetivo de proteger compradores e aumentar a segurança do mercado. Além disso, o Ministério da Habitação e do Desenvolvimento Urbano-Rural informou que vai aperfeiçoar o sistema do fundo de previdência habitacional e adotar medidas para melhorar os serviços imobiliários. Fonte: Xinhua

23 de dezembro de 2025
China2Brazil
A China ultrapassou 19,32 milhões de pontos de carregamento para veículos elétricos (EVs) até o fim de novembro. O volume representa um crescimento anual de 52%, segundo dados oficiais divulgados nesta terça-feira (23) pela Administração Nacional de Energia. Do total instalado no país, cerca de 4,63 milhões correspondem a pontos de carregamento públicos, enquanto mais de 14,7 milhões são privados. Na comparação anual, as instalações públicas registraram expansão de 36%, enquanto os pontos privados avançaram 57,8%, refletindo a ampliação do uso de veículos elétricos tanto em áreas urbanas quanto residenciais. A capacidade nominal combinada das estações públicas de carregamento atingiu aproximadamente 210 milhões de quilowatts até o final de novembro. Esse patamar equivale a uma média de 45,34 quilowatts por unidade, indicando a predominância de equipamentos de média e alta potência voltados ao atendimento de frotas crescentes de veículos elétricos. A expansão da infraestrutura ocorre em paralelo ao avanço das vendas de veículos elétricos no país, que seguem impulsionadas por políticas públicas, incentivos regulatórios e investimentos em redes de energia. Nesse contexto, a disponibilidade de pontos de recarga tem se tornado um fator central para sustentar a adoção em larga escala da mobilidade elétrica . Em outubro, o governo chinês anunciou um plano de ação com duração de três anos para reforçar a infraestrutura nacional de carregamento. A iniciativa prevê a criação de uma rede com 28 milhões de pontos de carga até o final de 2027, além de uma capacidade pública superior a 300 milhões de quilowatts, ampliando a cobertura e reduzindo gargalos regionais no acesso à recarga. Fonte: Xinhua

22 de dezembro de 2025
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A BYD e o Fosun Group assinaram, em 18 de dezembro de 2025, um memorando de entendimento para estabelecer uma parceria estratégica global de longo prazo. O acordo foi formalizado no Taicang Alps International Resort, na província de Jiangsu, na China, e prevê a integração entre mobilidade elétrica, turismo e lazer, com foco na criação de um ecossistema combinado de “mobilidade + férias”. O documento foi assinado por Li Yunfei, diretor-geral de Marca e Relações Públicas do Grupo BYD, e por Bao Jiangjun, sócio global da Fosun e CEO do Fosun Tourism Group, que representaram oficialmente as duas empresas. De acordo com os termos do memorando, a parceria parte do conceito de “mobilidade + férias” e avança em três frentes principais: interconexão de ecossistemas, inovação de produtos e expansão internacional. O objetivo é estruturar um modelo de cooperação com benefícios mútuos e integração entre as bases globais de usuários das duas companhias. A Fosun contribui com sua rede de mais de 70 destinos turísticos de alto padrão, distribuídos em mais de 40 países e regiões. A partir dessa estrutura, o acordo prevê a criação de um sistema exclusivo de benefícios para mais de 15 milhões de proprietários de veículos da BYD no mundo e para cerca de 20 milhões de membros do programa global de fidelidade do grupo, o Fuyouhui Club. A iniciativa busca conectar os ecossistemas de consumo das duas empresas de forma direta. Como parte da cooperação, o Fosun Tourism Group passará a disponibilizar, em seus destinos turísticos, modelos de todas as marcas da BYD. A lista inclui as séries Dynasty e Ocean, a marca Fangchengbao, a linha premium Denza e a marca de alto luxo Yangwang. Além disso, as empresas irão desenvolver rotas turísticas personalizadas, com base em características naturais e culturais locais, ampliando as opções de deslocamento e exploração nos destinos. Segundo as companhias, a integração entre mobilidade elétrica e turismo pretende oferecer experiências mais completas aos usuários e, ao mesmo tempo, apoiar a estratégia de internacionalização da BYD e do Fosun Group em mercados fora da China. Em nota, Li Yunfei afirmou que a cooperação reflete a complementaridade entre as duas empresas e sua atuação global. Para o executivo, a parceria amplia o compartilhamento de recursos e conecta a mobilidade de baixa emissão a novos formatos de consumo e estilo de vida. Bao Jiangjun destacou que BYD e Fosun compartilham estratégias semelhantes de globalização e foco em usuários. Segundo ele, o acordo fortalece a experiência ao longo de toda a jornada do consumidor e abre espaço para avanços em operação de membros, inovação de produtos e construção de ecossistemas integrados. A parceria reforça a presença internacional das duas empresas e indica o movimento de grupos chineses em direção a modelos de cooperação global que combinam tecnologia, serviços e consumo. Fonte: sina.com.cn