
8 de janeiro de 2026
China2Brazil
A China definiu metas para tornar o fornecimento de tecnologias essenciais de inteligência artificial (IA) seguro e confiável até 2027, e para manter sua escala industrial entre as maiores do mundo. O governo lançou o plano por meio de oito órgãos, entre eles o Ministério da Indústria e Informatização, a Administração do Ciberespaço da China e a Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma. O plano estabelece a integração da IA ao setor manufatureiro para apoiar novas formas de produção e acelerar a industrialização. Até 2027, o governo pretende aplicar de três a cinco grandes modelos gerais de IA na manufatura, desenvolver modelos especializados para setores industriais, criar 100 conjuntos de dados industriais e promover 500 cenários de aplicação. O documento também prevê a formação de duas a três empresas líderes de ecossistema com atuação global, além de pequenas e médias empresas especializadas e provedores de serviços com conhecimento em IA e em setores industriais. Além disso, o país pretende construir um ecossistema de código aberto, ampliar as capacidades de segurança e apresentar soluções chinesas para o desenvolvimento da IA no cenário internacional. O plano lista medidas que envolvem o desenvolvimento coordenado de hardware e software para chips de IA, o apoio a inovações em treinamento e inferência de modelos e o estímulo a grandes modelos voltados para a indústria. Também exige que empresas incorporem essa tecnologia aos processos centrais de produção. O governo inclui ainda o avanço em tecnologias de proteção de algoritmos e de dados de treinamento como parte das metas até 2027. Fonte: Xinhua

8 de janeiro de 2026
China2Brazil
Uma equipe da Universidade de Pequim publicou, em 8 de janeiro, na revista Nature, uma pesquisa que descreve uma nova estratégia para melhorar a eficácia da imunoterapia contra o câncer. Os pesquisadores desenvolveram uma molécula que força células tumorais a se tornarem visíveis ao sistema imunológico, o que pode ampliar o potencial terapêutico em pacientes que não respondem aos tratamentos atuais. O estudo envolveu pesquisadores liderados por Chen Peng, da Faculdade de Química e Engenharia Molecular da Universidade de Pequim, em colaboração com Xi Jianzhong, do Instituto de Tecnologia do Futuro e do Laboratório da Baía de Shenzhen. Segundo os autores, o problema clínico central está na evasão imunológica: em condições normais, o sistema imune reconhece e elimina células tumorais . No entanto, tumores conseguem bloquear etapas da resposta imune, o que permite sua sobrevivência e crescimento. Isso explica por que parte dos pacientes não responde à imunoterapia, apesar do sucesso do método em outros casos. Para enfrentar esse problema, a equipe desenvolveu a “vacina quimera intratumoral” (iVAC), uma molécula criada por engenharia de proteínas. A iVAC entra nas células tumorais de forma independente de receptores de membrana e, ao mesmo tempo, degrada a proteína PD-L1, responsável por inibir a ativação de células imunes, e transporta antígenos selecionados para dentro da célula. Após esse processo, os antígenos são processados e expostos na superfície das células tumorais, o que cria novos alvos reconhecíveis para o sistema imunológico. Com isso, o corpo passa a identificar essas células como nocivas, algo que não ocorre em muitos tumores que não exibem antígenos suficientes para detecção. Xi Jianzhong afirmou que, em comparação com as terapias tradicionais de bloqueio de PD-L1, o iVAC produziu respostas antitumorais mais amplas. Segundo ele, além de restabelecer o reconhecimento imunológico, o método ativou células T capazes de destruir células tumorais e reduziu a recorrência em modelos experimentais. O pesquisador destacou ainda que o pequeno tamanho da molécula favorece sua penetração em tumores sólidos. A Nature classificou o trabalho como “uma descoberta encorajadora que fornece base teórica relevante para o desenvolvimento de novos tratamentos contra o câncer ”. Os próximos passos incluem testar a segurança e a eficácia da tecnologia em modelos pré-clínicos e clínicos. Fonte: stdaily

8 de janeiro de 2026
China2Brazil
A bordo da estação espacial chinesa Tiangong, três astronautas da missão Shenzhou-21 conduziram, nesta quarta-feira (7), um experimento sobre baterias de íon-lítio, informou o Instituto de Física Química de Dalian, ligado à Academia Chinesa de Ciências. O objetivo foi investigar os mecanismos que determinam o desempenho dessas baterias em condições de microgravidade . Baterias de íon-lítio são essenciais para missões espaciais devido à alta densidade energética e confiabilidade. No entanto, compreender a distribuição interna dos produtos químicos no eletrólito, fator que impacta diretamente a potência e a vida útil, é difícil na Terra, onde a gravidade interfere nos processos internos, explicou o instituto. "O desafio fundamental no terreno reside na gravidade. Ela está constantemente entrelaçada com campos elétricos, o que dificulta analisar seus efeitos internos na bateria", afirmou a instituição. Em microgravidade, o ambiente da Tiangong permite observar esses processos sem a interferência da gravidade. O instituto afirmou que os resultados do experimento podem superar as limitações atuais na compreensão da interação entre campos gravitacionais e elétricos. As descobertas devem contribuir para otimizar os sistemas de baterias em órbita e apoiar o desenvolvimento de uma nova geração de baterias mais seguras e com maior densidade energética, destinadas a futuras missões espaciais. Fonte: Xinhua

7 de janeiro de 2026
China2Brazil
A China investiu RMB 1,2848 trilhão em obras de recursos hídricos em 2025, segundo o ministro dos Recursos Hídricos, Li Guoying. O país superou, pelo quarto ano consecutivo, a marca de RMB 1 trilhão em investimentos anuais no setor. A declaração foi feita durante a Conferência Nacional de Trabalho em Recursos Hídricos, realizada nos dias 5 e 6 de janeiro. De acordo com os dados apresentados, o país implementou 47.563 projetos hídricos ao longo de 2025, o que resultou na criação de 3,15 milhões de empregos. Entre os projetos aprovados, estão os estudos de viabilidade da fase seguinte do projeto do rio Taipu e do sistema de alocação de recursos hídricos da Península de Liaodong, na província de Liaoning. Além disso, o governo iniciou as obras de 27 grandes projetos. Entre eles estão os ajustes e a construção de áreas de inundação controlada nos trechos abaixo de Fushan e Xiawo, no curso principal do rio Huai, e o projeto Yinjiang Jimin, na província de Sichuan. O túnel de desvio de águas do complexo hídrico de Guixian, no rio Amarelo, também foi concluído. No enfrentamento de desastres naturais, os departamentos de recursos hídricos conseguiram conter enchentes acima do nível de alerta em 913 rios. Desse total, 42 registraram cheias superiores aos maiores níveis históricos já medidos. As autoridades também responderam à grande enchente regional “25·7” na bacia do rio Hai, à alternância extrema entre seca e cheia na bacia do rio Han e aos riscos de inundação na bacia do rio Dahei, na Mongólia Interior. Na área de proteção ecológica, o governo concluiu as metas de recuperação de 88 chamados “rios ou lagos mãe”. A delimitação das zonas de proibição e restrição para captação de águas subterrâneas também avançou e foi praticamente finalizada. Já na digitalização da gestão hídrica, a China ampliou a construção de um sistema baseado em gêmeos digitais. Projetos como o Gêmeo Digital das Três Gargantas e o Gêmeo Digital da Transferência de Água Sul–Norte, entre 11 iniciativas prioritárias, entraram em operação. Além disso, 49 distritos de irrigação digital passaram a integrar projetos-piloto, enquanto 32 obras digitais de transferência de água alcançaram resultados intermediários. Fonte: gmw.cn

7 de janeiro de 2026
China2Brazil
Entre 1º de janeiro de 2026 e 31 de dezembro de 2027, a China passa a cobrar metade do imposto de compra sobre veículos de nova energia (NEVs) , encerrando a isenção total vigente até o fim de 2025. A alíquota efetiva será de 5% sobre o preço de venda, com teto de redução de até RMB 15 mil por veículo de passeio. A mudança já afeta as decisões de compra e a dinâmica do mercado automotivo no início do ano. Em concessionárias de grandes cidades, como Pequim e Chongqing, consumidores afirmam que o aumento do custo final varia de alguns milhares de yuans até o limite máximo previsto. Parte do público adotou postura de espera, enquanto outros mantêm a compra, citando menor custo de uso dos NEVs e incentivos compensatórios oferecidos por montadoras. Segundo o setor, no fim de 2025 houve antecipação da demanda. Como o imposto é calculado pela data de emissão da nota fiscal, montadoras ofereceram compensações equivalentes ao tributo, o que concentrou vendas no último mês do ano. Em Guangzhou, as vendas de dezembro cresceram cerca de 40% em relação a novembro, de acordo com dados de concessionárias. Apesar da cobrança parcial do imposto, os consumidores seguem amparados por uma nova rodada de subsídios nacionais para troca de veículos usados. Em 2026, o benefício pode chegar a RMB 20 mil para sucateamento ou RMB 15 mil para troca direta, o que ajuda a neutralizar o impacto do imposto. Paralelamente, montadoras lançaram incentivos comerciais, como descontos diretos e financiamentos com juros zero ou reduzidos. Além do efeito no consumo, a política pressiona a indústria a reduzir custos. Fabricantes vêm ampliando a integração entre pesquisa, produção, suprimentos e logística, o que já permitiu quedas consistentes nos preços médios dos veículos de nova energia nos últimos anos. O ajuste tributário ocorre junto ao endurecimento dos critérios técnicos para acesso ao benefício fiscal. A partir de 2026, veículos híbridos plug-in devem ter autonomia elétrica mínima de 100 quilômetros, entre outras exigências. O objetivo é deslocar a competição baseada em preço para uma disputa centrada em tecnologia. Dados do setor mostram que, nos últimos cinco anos, a autonomia média dos veículos elétricos puros na China chegou a cerca de 500 quilômetros, a velocidade de carregamento mais que triplicou e mais de 60% dos novos veículos de passeio já oferecem funções combinadas de assistência à condução. Para a Associação Chinesa de Fabricantes de Automóveis, a política mantém estímulo relevante no curto prazo, especialmente no segmento entre RMB 150 mil e RMB 300 mil, e, no longo prazo, acelera a transição do setor para um modelo menos dependente de incentivos fiscais e mais orientado pelo mercado e pela inovação tecnológica. Fonte: news.cctv.com

7 de janeiro de 2026
China2Brazil
A China manteve em 2025 sua posição como a maior rede postal do mundo, registrando mais de 200 bilhões de envios postais e de encomendas expressas. O setor apoiou vendas on-line de bens físicos superiores a RMB 14 trilhões, segundo a Administração Estatal de Correios. O volume total de envios atingiu 216,5 bilhões de itens, alta de 11,5% em relação a 2024, e a receita somou RMB 1,8 trilhão, crescimento de 6,4%. A expansão da rede nacional avançou em aglomerados logísticos nas regiões do Delta do Rio Yangtzé , Grande Baía Guangdong–Hong Kong–Macau e Chengdu–Chongqing. Em áreas rurais, 13 mil rotas de transporte integrado correio-transporte foram inauguradas e 145 mil pontos cooperativos construídos, ampliando a cobertura do serviço. O setor também acelerou a logística internacional. Foram construídos 374 armazéns no exterior, 41 a mais que em 2024, com acréscimo de 1,22 milhão de metros quadrados de área. O volume de encomendas internacionais e destinadas a Hong Kong, Macau e Taiwan atingiu 4,2 bilhões de itens, com crescimento anual médio acima de 18%. O setor postal chinês vem se adaptando a novos modelos de consumo, incluindo vendas por live streaming e e-commerce social, além de apoiar programas de troca de bens usados por novos. Tecnologias como armazéns não tripulados, drones e veículos autônomos já estão em operação, com mais de 450 drones transportando cerca de 4 milhões de encomendas por ano. Segundo Liu Ying, porta-voz da Administração Estatal de Correios, o próximo passo será integrar inteligência artificial aos serviços postais e de encomendas, aprimorar o planejamento de hubs logísticos nacionais e expandir a rede rural, reforçando o atendimento às áreas do centro-oeste do país. Maior rede de envios do mundo Desde o início do 14º Plano Quinquenal, a China construiu a maior rede de envios do mundo, com crescimento médio anual da receita de 10% e aumento do uso per capita de encomendas de 59 para 141 itens. Entre 2015 e 2025, a receita anual passou de RMB 1,1 trilhão para RMB 1,8 trilhão, e o volume de envios subiu de 80 bilhões para quase 200 bilhões de itens. A participação das regiões centro-oeste na receita e no volume de negócios aumentou 5,4 e 7,5 pontos percentuais, respectivamente. O setor avançou em automação e digitalização, com centros de triagem operando majoritariamente de forma automatizada. Computação em nuvem e grandes modelos de IA foram aplicados em previsão de demanda, gestão de armazéns, despacho e planejamento de rotas, mantendo a eficiência e o custo-benefício entre os mais altos do mundo. Índice de confiança do setor logístico cresce em dezembro Em 7 de janeiro, a Federação Chinesa de Logística e Compras divulgou o Índice de Confiança do Setor de Logística referente a dezembro de 2025, que atingiu 52,4%, alta de 1,5 ponto percentual em relação a novembro. Indicadores como volume total de negócios, utilização de equipamentos, novos pedidos, giro de capital e emprego permaneceram na zona de expansão. Segundo Liu Yuhang, diretor do Centro de Informações de Logística da China, a demanda logística manteve crescimento estável ao longo do ano, refletindo melhoria gradual da capacidade de oferta. No quarto trimestre, a média do índice de volume total foi de 51,3%, 0,4 ponto acima do terceiro trimestre. O índice de expectativa de atividades logísticas fechou dezembro em 54,8%, indicando estabilidade em patamar elevado. Transporte ferroviário, aéreo, correios, encomendas e transporte multimodal registraram alta consistente, com destaque para o índice de expectativa do transporte multimodal, que subiu 2,2 pontos percentuais. No acumulado de 2025, o índice anual médio de confiança foi de 50,8%, mostrando recuperação gradual, otimização de motores de crescimento e maior resiliência operacional. Liu Yuhang afirmou que o consumo da população gerou novos impulsos ao setor, enquanto a nova manufatura apresentou forte demanda. Fonte: news.cctv.com

7 de janeiro de 2026
China2Brazil
Xangai anunciou a adoção de 20 novas medidas para incentivar o reinvestimento doméstico por empresas com capital estrangeiro. A iniciativa busca melhorar o ambiente de negócios da cidade e ampliar a atração de investimentos externos, segundo comunicado divulgado em 2025 por órgãos municipais. As medidas foram emitidas conjuntamente pela Comissão Municipal de Desenvolvimento e Reforma, pela Comissão Municipal de Comércio e por outros nove departamentos. O pacote foca na facilitação da implementação de projetos, na simplificação das operações de investimento, na aplicação de incentivos fiscais e na melhoria dos serviços de promoção de investimentos. Entre as principais iniciativas, a cidade prevê apoio a diferentes modelos de reinvestimento, otimização da alocação de terrenos industriais, estímulo à modernização tecnológica e simplificação dos procedimentos administrativos para a transferência nacional da produção de dispositivos médicos. A política fiscal ocupa posição central no pacote. Xangai mantém medidas preferenciais, como créditos fiscais, e adota a suspensão temporária da retenção de imposto na fonte sobre lucros reinvestidos no país. Além disso, a autoridade tributária municipal passará a identificar de forma ativa projetos potenciais de reinvestimento. O órgão também oferecerá serviços personalizados para apoiar a expansão das operações de empresas estrangeiras e garantir o acesso efetivo aos incentivos previstos. Como um dos principais polos de abertura econômica da China, Xangai integra a estratégia nacional de atração e retenção de capital estrangeiro. Dados do Ministério do Comércio indicam que, nos primeiros 11 meses de 2025, a China registrou a criação de 61.207 novas empresas com investimento estrangeiro, alta de 16,9% em relação ao mesmo período do ano anterior. No recorte setorial, o investimento estrangeiro em áreas de alta tecnologia somou 221,26 bilhões de yuans (aproximadamente US$31,5 bilhões). Os segmentos de comércio eletrônico, fabricação de dispositivos médicos e equipamentos aeroespaciais cresceram 127%, 46,5% e 41,9%, respectivamente, na comparação anual. Fonte: Xinhua

7 de janeiro de 2026
China2Brazil
Geólogos chineses identificaram sinais de atividade aquosa em Marte há cerca de 750 milhões de anos com base na análise de dados coletados pelo rover Zhurong, veículo robótico da China que explora a superfície do planeta. A descoberta, publicada na National Science Review, indica que a presença de água no planeta vermelho se estendeu por centenas de milhões de anos além do que apontavam estimativas anteriores. O estudo foi conduzido por pesquisadores do Instituto de Geologia e Geofísica (IGG) da Academia Chinesa de Ciências e contribui para a compreensão da evolução climática de Marte, de seus processos geológicos e de sua potencial habitabilidade ao longo do tempo. O rover Zhurong pousou na Utopia Planitia , em Marte, em maio de 2021. Até maio de 2022, percorreu 1.921 metros e coletou dados científicos por meio de instrumentos de superfície e de um radar de penetração no solo de alta frequência e quádrupla polarização, tecnologia comparável a uma tomografia computadorizada do subsolo. Durante décadas, a comunidade científica sustentou que Marte entrou em uma fase globalmente árida há cerca de 3 bilhões de anos. No entanto, os dados de radar do Zhurong mostram que a região onde o rover pousou é coberta por uma camada sedimentar uniforme, com cerca de 4 metros de espessura, sob a qual crateras antigas permanecem enterradas. Segundo Liu Yike, primeiro autor e pesquisador correspondente do estudo, a homogeneidade dessa camada descarta explicações como atividade vulcânica ou deposição eólica. “A única explicação razoável é que a área se formou em um ambiente sedimentar aquoso, semelhante a um mar raso ou a um grande lago”, afirmou. Além disso, o radar identificou sedimentos estratificados em escala centimétrica, típicos de deposição em ambientes dominados por água. Esse padrão reforça a hipótese de que a região abrigou um corpo de água raso no passado geológico recente de Marte. De acordo com Liu, as análises indicam que o local de pouso do Zhurong passou por um evento significativo de ressurgimento durante o período amazônico médio a tardio, quando a atividade aquosa ainda persistia no planeta. O período amazônico é considerado a fase mais recente da história marciana. A descoberta amplia o debate sobre a longevidade da água líquida em Marte e reabre discussões sobre as condições necessárias para a vida microbiana no planeta. Fonte: Xinhua

6 de janeiro de 2026
China2Brazil
Empresas têxteis da província de Zhejiang, na China, passaram a investir na produção de roupas para bonecos, um segmento que cresce junto ao mercado de designer toys e ao avanço da chamada economia emocional. O movimento ocorre em meio à popularização de personagens como o LABUBU e à expansão do consumo jovem ligado a vínculos afetivos e identidade cultural. Essas empresas aplicam técnicas tradicionais de confecção, como o brocado Song (Songjin) e o tecido azul estampado, na produção de roupas em miniatura. Com isso, transferem o artesanato têxtil para um novo nicho de mercado e ampliam o alcance do estilo “guochao” , que valoriza elementos da estética chinesa contemporânea. Parte dessa produção já alcança consumidores no exterior. Segundo Hu Mingyi, diretor-geral da Haining Qianshu Textile Technology, as vendas mensais de roupas para bonecos e produtos relacionados já superam RMB 100 milhões apenas nas plataformas de comércio eletrônico. Na fábrica, tecidos como o brocado Song e a seda xiangyunsha são usados na confecção de peças voltadas a colecionadores. A empresa controla toda a cadeia produtiva, do design à fabricação, e utiliza exclusivamente seda natural. Hu afirma que a combinação de design próprio e materiais tradicionais atraiu compradores estrangeiros, que buscaram parcerias diretamente com a companhia. A Haining Qianshu passa por um processo de atualização tecnológica e planeja ampliar sua atuação, do fornecimento de tecidos à produção de artigos de moda finalizados. Em Tongxiang, também em Zhejiang, a Jiayu Fashion direcionou parte de sua operação ao mercado de designer toys. Com mais de 20 anos de atuação no setor de malharia, a empresa produz roupas em miniatura, como suéteres com padrões Fair Isle e vestidos de renda. De acordo com Shen Yue, gerente do departamento de produtos culturais da Jiayu Fashion, a empresa trata o segmento como uma estratégia de longo prazo voltada ao público jovem. Atualmente, os pedidos mensais somam cerca de mil peças, e a produção anual deve superar 10 mil unidades. Além das empresas tradicionais, jovens empreendedores também impulsionam o setor. Em Puyuan, distrito de Tongxiang, Fu Zhenzhe, colecionadora de LABUBU nascida nos anos 1990, iniciou em maio de 2025 a produção de roupas de malha para bonecos, utilizando a estrutura da fábrica de sua família. Após divulgar as peças nas redes sociais, passou a receber pedidos em escala. O trabalho levou Fu a ser convidada para criar duas edições especiais de roupas — “cowboy cyberpunk” e “tecido azul estampado” — para o boneco exclusivo Matata, lançado durante o Carnaval de Ciência e Tecnologia Juvenil de Wuzhen. As peças foram distribuídas em larga escala e associaram o evento à identidade cultural local. Especialistas avaliam que o crescimento do mercado de designer toys reflete a consolidação do consumo emocional na China. Com base industrial sólida, empresas de Zhejiang passaram a integrar cultura, moda e produtos colecionáveis como forma de diversificar receitas. Dados do setor indicam que o mercado chinês de designer toys movimentou cerca de RMB 60 bilhões em 2023. A projeção aponta que esse valor deve alcançar RMB 110,1 bilhões até 2026, com crescimento médio anual acima de 20%. Fonte: chinanews.com

6 de janeiro de 2026
China2Brazil
A China anunciou o desenvolvimento de uma nova tecnologia que permite produzir chips maiores e com menor custo. A base de carbeto de silício de 12 polegadas, usada na fabricação de semicondutores de nova geração, já está pronta para produção em escala industrial e deve impactar setores como veículos elétricos, energia solar e redes elétricas. O carbeto de silício é o principal material dos semicondutores de terceira geração. Em comparação com o silício tradicional, ele opera em tensões, temperaturas e frequências mais altas. Na prática, dispositivos de SiC permitem reduzir o tamanho dos componentes e diminuir o consumo de energia em cerca de 30% para a mesma potência, o que atende às demandas de eficiência e estabilidade desses setores. Até recentemente, o padrão industrial eram wafers de 6 polegadas, enquanto os de 8 polegadas avançavam de forma gradual na industrialização. O interesse por wafers maiores ocorre porque eles acomodam mais chips por unidade, o que reduz o custo de produção. Quanto maior o diâmetro, maior a escala e menor o custo por chip. O wafer epitaxial de SiC de 12 polegadas permite produzir 4,4 vezes mais chips do que um wafer de 6 polegadas e 2,3 vezes mais do que um de 8 polegadas. Mantido o mesmo processo produtivo, o volume cresce de forma significativa. Para fabricantes de dispositivos de potência, a redução de custos pode alcançar, de forma conservadora, pelo menos 30%. Diferentemente de avanços restritos a laboratórios, a tecnologia já atende aos requisitos industriais. Os dados indicam não uniformidade da camada epitaxial inferior a 3%, variação de dopagem controlada em até 8% e rendimento de chips acima de 96%, parâmetros compatíveis com produção em larga escala. Outro ponto central é a origem da cadeia produtiva. Os equipamentos-chave e os substratos utilizados são fornecidos por empresas chinesas. Historicamente, o setor de semicondutores enfrentou restrições ligadas à dependência de insumos importados. Com o wafer de SiC de 12 polegadas, a cadeia passa a operar com tecnologia doméstica, o que amplia autonomia, escala e previsibilidade na expansão produtiva. O desenvolvimento foi liderado pela Epiworld International, com sede em Xiamen. A empresa foi a primeira da China a fornecer comercialmente wafers epitaxiais de SiC de 3, 4 e 6 polegadas em escala. Em 2023, tornou-se a maior fornecedora global do segmento e, em 2024, alcançou participação de mercado superior a 31%. O avanço para 12 polegadas resulta de mais de uma década de desenvolvimento tecnológico contínuo. No cenário global, a indústria de semicondutores avança para wafers de grande diâmetro. O domínio dessa tecnologia define a liderança na próxima fase dos semicondutores de terceira geração. O lançamento do wafer de SiC de 12 polegadas posiciona a China entre os principais atores desse movimento e fortalece cadeias industriais ligadas à eletrificação e à transição energética. Os impactos práticos já são identificáveis. Em veículos elétricos, controladores de motor e carregadores embarcados ganham eficiência e ampliam a autonomia. No setor fotovoltaico, inversores reduzem perdas e podem elevar a geração em até 10%. Em redes elétricas inteligentes, a tecnologia permite transmissão em tensões mais altas, com menor dissipação de energia. Com a produção em massa de wafers de 12 polegadas, essas aplicações entram em uma fase de maior escala e menor custo. O avanço reflete a coordenação entre fabricantes de equipamentos, fornecedores de materiais e equipes de pesquisa e manufatura, consolidando a capacidade industrial da China em semicondutores de terceira geração. Fonte: news.qq.com