
26 de novembro de 2024
China2Brazil
A 2ª Expo Internacional de Promoção da Cadeia de Suprimentos da China foi aberta nesta terça-feira, 26, no Centro Internacional de Exposições de Beijing Shunyi, em Pequim. Como a primeira exposição de nível nacional com foco em cadeias de suprimentos, o evento busca promover a integração e a colaboração entre os diferentes elos das cadeias produtivas. A feira reunirá ecossistemas e cenários inovadores, incentivando a conexão entre as partes superior, média e inferior das cadeias de suprimentos, além de integrar grandes e pequenas empresas e fomentar parcerias entre indústria, academia e pesquisa. A interação entre empresas chinesas e estrangeiras também será destaque, com o objetivo de fortalecer a cooperação internacional e impulsionar benefícios mútuos. A Expo reúne expositores de diversos continentes, com destaque para empresas europeias, americanas e representantes da ASEAN, África e América Latina. Pequenas e médias empresas também recebem apoio por meio de conexões comerciais, treinamentos de habilidades e outras iniciativas que as ajudam a ampliar sua presença nos mercados internacionais, melhorar sua competitividade e integrar-se mais eficientemente ao sistema global de cadeias industriais e de suprimentos. O número de empresas participantes aumentou cerca de 20% em relação à primeira edição, enquanto as empresas da Fortune Global 500, as 500 Maiores Empresas da China e as 500 Maiores Empresas Privadas da China aumentaram 42%, 46% e 70% respectivamente em relação à primeira edição. Diferentemente de outras feiras, a Expo da Cadeia de Suprimentos não foca na venda de produtos, mas na apresentação de ecossistemas e cenários inovadores. O evento prioriza a cooperação de longo prazo e o desenvolvimento conjunto entre empresas da cadeia de suprimentos, promovendo um ambiente onde as empresas "dão as mãos" para encontrar parceiros estratégicos, em vez de competir diretamente por clientes. Na 2ª edição da Expo, seis eixos principais foram definidos: cadeia de manufatura avançada, cadeia de energia limpa, cadeia de carros inteligentes , cadeia de tecnologia digital, cadeia de vida saudável e cadeia agrícola verde. Além disso, uma área específica para serviços de cadeia de suprimentos foi criada para ajudar as empresas participantes a compreenderem melhor sua posição dentro da cadeia e a identificarem parceiros globais ideais. Setores estratégicos Na 2ª Expo da Cadeia de Suprimentos, diversos setores estratégicos serão apresentados com foco em suas respectivas cadeias industriais completas. A cadeia de manufatura avançada trará uma visão abrangente do setor global, desde a concepção e desenvolvimento de ponta até a manufatura inteligente, passando pela aplicação de novos materiais e o processamento de peças-chave. Já a cadeia de energia limpa explorará o ciclo de vida completo, desde a oferta até a absorção, baseado no modelo “fonte-rede-carga-armazenamento”. A cadeia de carros inteligentes mostrará desde componentes upstream de alto nível, baterias e sistemas de conexão midstream, até a integração de sistemas e serviços downstream. A cadeia de vida saudável abordará o ciclo completo da saúde, desde o nascimento até a velhice, incluindo medicina tradicional, habitação saudável e consumo consciente. Além das exposições, a feira contará com oito atividades temáticas e mais de 60 conferências e eventos. Líderes do governo chinês, setor empresarial e academia, tanto da China quanto do exterior, participarão para discutir questões relevantes sobre o futuro das cadeias industriais e de suprimentos globais, promovendo inovação, colaboração e sustentabilidade. Destaque de tendências globais Durante a 2ª Expo da Cadeia de Suprimentos, serão lançados a versão 2024 do Relatório Global de Promoção da Cadeia de Suprimentos e os Índices de Promoção da Cadeia de Suprimentos Global e Índices de Conexão da Cadeia de Suprimentos Global. Esses materiais ajudarão empresas e governos a compreender o panorama global das cadeias de suprimentos, identificando tendências e riscos em setores como robôs humanoides, carros inteligentes, circuitos integrados e geração de energia fotovoltaica. Fonte: people.com.cn

26 de novembro de 2024
China2Brazil
A Huawei apresentou na China o Mate 70 , seu mais novo smartphone equipado exclusivamente com o HarmonyOS Next, a atualização mais recente de seu sistema operacional lançado em 2019 como alternativa ao Android. A principal mudança em relação à série Mate 60 é a ausência de suporte a aplicativos Android, uma decisão que reflete o esforço da Huawei em construir um ecossistema independente. A ruptura com o Android pode trazer mudanças significativas ao mercado de smartphones. O HarmonyOS, apresentado originalmente pela Huawei como resposta às restrições comerciais impostas pelos Estados Unidos, foi concebido para ser uma alternativa ao Android, oferecendo à fabricante chinesa um sistema operacional independente do ecossistema do Google . Com o lançamento do HarmonyOS Next, a Huawei busca consolidar sua posição no mercado de ecossistemas conectados. A nova versão do sistema já conta com mais de 15 mil aplicativos nativos, incluindo nomes de peso como WeChat (Tencent), Taobao (Alibaba) e Meituan, o que reforça sua atratividade tanto para usuários quanto para desenvolvedores. A Huawei também planeja expandir a adoção do HarmonyOS Next em mercados internacionais e atrair mais fabricantes de dispositivos para integrar suas soluções, fortalecendo sua estratégia de independência tecnológica e competitividade global. Desenvolvido para oferecer desempenho aprimorado, design refinado e maior integração entre dispositivos inteligentes, o HarmonyOS Next atende à crescente demanda por conectividade dentro do conceito de Internet das Coisas (IoT). O sistema operacional agora serve como base para um ecossistema que conecta smartphones, tablets, wearables e outros dispositivos inteligentes, criando uma experiência unificada para os usuários. A nova atualização promete maior eficiência no uso de recursos, proporcionando tempos de resposta mais rápidos e menor consumo de energia. Além disso, o HarmonyOS Next apresenta uma interface mais intuitiva e personalizada. O layout prioriza a simplicidade e a acessibilidade, com novos widgets e animações que tornam a interação com o dispositivo mais agradável. Maior conectividade A nova geração do sistema operacional da Huawei traz melhorias significativas na conectividade com dispositivos de Internet das Coisas (IoT), permitindo maior fluidez diretamente pelo smartphone. O sistema também suporta interações avançadas entre dispositivos, incluindo sincronização automática e transmissão de dados em tempo real, otimizando a experiência do usuário. Entre os destaques do HarmonyOS Next está o modo de trabalho colaborativo, que permite a dispositivos conectados compartilhar recursos de hardware, como câmeras e microfones, proporcionando soluções eficientes para smatphones e residências inteligentes. O sistema também integra o Huawei Mobile Services (HMS), oferecendo um conjunto de aplicativos e serviços projetados para maximizar a experiência do usuário no ecossistema da Huawei. Além disso, o HarmonyOS Next amplia o suporte para desenvolvedores, disponibilizando ferramentas que facilitam a criação de aplicações multiplataforma, reforçando o compromisso da empresa em expandir sua presença no mercado de dispositivos conectados. Privacidade e segurança A Huawei também reforçou os aspectos de privacidade e segurança no HarmonyOS Next. A nova versão implementa criptografia mais avançada, controles de permissão mais granulares e monitoramento ativo de vulnerabilidades, assegurando que os dados do usuário permaneçam protegidos. Essas medidas são complementadas por uma experiência transparente, que permite aos usuários gerenciar facilmente suas preferências de privacidade.

26 de novembro de 2024
China2Brazil
O supercomputador chinês Tianhe, do Centro Nacional de Supercomputação de Changsha, vinculado à Universidade de Hunan, alcançou o primeiro lugar no mais recente ranking Graph 500 de novembro de 2024. A lista global avalia a eficiência energética em cálculos de gráficos de pequenos dados, e o Tianhe se destacou por apresentar a melhor relação entre desempenho e consumo de energia na categoria Small Data Green Graph500. O uso de supercomputadores para realizar cálculos gráficos pode promover o desenvolvimento de inteligência artificial, aprendizado de máquina e ciência da rede, e é amplamente utilizado em áreas como saúde, educação e finanças. A conquista foi resultado do trabalho conjunto da equipe liderada pelo professor Li Kenli, vice-diretor da Universidade de Hunan, e do grupo de pesquisa de cálculos gráficos liderado por Gan Xinbiao, do Instituto de Tecnologia da Defesa Nacional. Segundo Li Kenli, os pesquisadores desenvolveram tecnologias-chave de algoritmos inovadores para processadores nacionais do Tianhe, incluindo o sistema TianheGraph, uma plataforma otimizada para cálculos de gráficos. O sistema alcançou uma eficiência energética de 22.301,67 MTEPS/W, garantindo a liderança no ranking global. As tecnologias usadas para conquistar o título já estão sendo aplicadas em áreas como planejamento de rotas para drones de entrega, triagem de medicamentos e simulação de microclimas urbanos, destacando o impacto prático e a versatilidade das inovações desenvolvidas pela equipe. A conquista reflete os avanços da China em supercomputação, com ênfase em eficiência e aplicações tecnológicas de ponta. A conquista do supercomputador Tianhe no ranking Graph500 confirma as vantagens de alto desempenho, eficiência energética e economia prática do sistema nacional. O reconhecimento também valida o sistema de software gráfico TianTu, desenvolvido pela equipe de pesquisa, como uma solução capaz de maximizar o potencial de processamento gráfico do supercomputador Tianhe. A premiação reforça o papel do Tianhe como uma referência global em tecnologia de supercomputação, demonstrando sua capacidade de aliar inovação tecnológica a aplicações práticas em diversas áreas. Fonte: xinhuanet.com

26 de novembro de 2024
China2Brazil
A fabricante chinesa Huawei revelou sua mais recente série de smartphones flagship, o Mate 70, nesta terça-feira, 26. Os dispositivos vêm pré-instalados com o sistema operacional (OS) HarmonyOS Next, desenvolvido pela própria empresa. O novo sistema operacional marca uma ruptura com o Android, não sendo mais compatível com aplicativos da plataforma. No evento de lançamento em Shenzhen, no sul da China, Yu Chengdong, chefe do setor de consumo da Huawei, afirmou ao público: “O único telefone que pode ser melhor que um Mate é um novo Mate.” Yu não revelou o processador (SoC), o chip mais importante de um smartphone, da nova série, repetindo o padrão das apresentações anteriores. Em vez disso, destacou as capacidades de inteligência artificial do Mate 70, como melhorias em fotos e vídeos, reconhecimento de estranhos olhando para a tela e tradução de chamadas telefônicas em tempo real. Com preços a partir de 5.499 yuan (cerca de US$ 760), a nova série já atraiu mais de 3 milhões de pré-encomendas na loja online da Huawei. Um novo “jardim murado” Outra mudança importante em relação à série Mate 60 é o sistema operacional. O Mate 70 não suporta mais aplicativos Android, já que utiliza o HarmonyOS Next, criando um novo ecossistema de aplicativos móveis independente do iOS da Apple e do Android. Testes anteriores mostram que os usuários comuns do novo sistema só conseguem instalar aplicativos pela loja oficial, enquanto usuários avançados podem instalar aplicativos de terceiros manualmente. O HarmonyOS Next traz uma nova abordagem para proteger a privacidade, limitando ainda mais as permissões de aplicativos. Em sistemas mais antigos, para enviar uma foto por meio de um app, o usuário precisava permitir o acesso à galeria inteira. Com o HarmonyOS Next, o usuário pode permitir que o app acesse apenas fotos específicas, “escondendo” o restante da galeria. Essas medidas criam um ecossistema de aplicativos controlado em grande parte pela Huawei e pelos próprios usuários – um verdadeiro “jardim murado,” como muitos desenvolvedores de software descrevem. Muitos entusiastas de smartphones nas redes sociais chinesas saudaram o novo sistema operacional por trazer mais competição ao mercado, enquanto outros expressaram preocupação com os desafios de construir um ecossistema totalmente novo, algo difícil até mesmo para grandes empresas como a Microsoft. A Huawei já havia anunciado que atualmente existem mais de 15.000 aplicativos e meta-serviços disponíveis para download, com o número em constante expansão. Testadores beta do sistema operacional publicaram vídeos nas redes sociais mostrando o WeChat, um dos aplicativos mais populares na China, funcionando no novo sistema. Outros produtos A Huawei também apresentou o Mate X6, o mais recente da sua linha de dispositivos dobráveis. A variação mais avançada do Mate X6 suporta mensagens por satélite Beidou, rede de satélites Tiantong e um novo serviço de internet via satélite em órbita baixa, previsto para lançamento na segunda metade de 2025. O smartwatch de luxo da empresa, o Huawei Watch Ultimate Design, recebeu melhorias, como um bisel feito de cristal de safira para oferecer uma experiência mais sofisticada. Outro relógio que mede pressão arterial, o Huawei Watch D, foi atualizado, ficando menor e mais leve. A Huawei também lançou outros dispositivos, incluindo os fones FreeBuds Pro 4 com reprodução de áudio sem perdas e um roteador de rede doméstica Q7 com suporte para Wi-Fi 7 e Nearlink. Tradução: Mei Zhen Li Fonte: CGTN

25 de novembro de 2024
China2Brazil
A Tesla China intensificou suas estratégias para o mercado automotivo no encerramento de 2024. Em 25 de novembro, a empresa anunciou um desconto imediato de RMB 10.000 na parcela final do Model Y , combinado com um plano de financiamento com 0% de juros por cinco anos. De acordo com vendedores da Tesla, essas ofertas representam uma economia total de RMB 40.000 para os consumidores, consolidando a marca na acirrada reta final do mercado automotivo chinês neste ano. O site oficial da Tesla China revelou que o Model Y, disponível em três configurações com preços entre RMB 249.900 e RMB 354.900, agora pode ser adquirido a partir de RMB 239.900, após a introdução de um desconto por tempo limitado. Este é o menor preço registrado desde o lançamento do modelo, com prazo de entrega estimado entre 1 e 3 semanas. A estratégia de redução de preços reflete os esforços da Tesla para atingir suas metas de vendas anuais. Contudo, essa pressão de final de ano não é exclusiva da marca. Diversas montadoras também têm intensificado descontos e estendido promoções para impulsionar suas vendas. Em 2024, a Tesla realizou pelo menos seis ajustes de preços ou campanhas promocionais direcionadas ao mercado chinês, demonstrando a competitividade no maior mercado automotivo do mundo. Tanto as montadoras tradicionais de veículos a combustão quanto as de veículos elétricos têm lançado novos modelos ou ampliado os descontos para atrair a atenção do mercado. Surgimento do novo modelo de preços "fixos" para veículos a combustão Dados mostram que, até o terceiro trimestre de 2024, a Tesla entregou 1,294 milhão de veículos globalmente, uma redução de 2% em relação ao mesmo período de 2023. Durante a teleconferência de resultados do terceiro trimestre, o CEO Elon Musk destacou a necessidade de um crescimento positivo nas entregas globais para este ano, o que exige um aumento significativo nas vendas do quarto trimestre. O mercado chinês, uma peça-chave na estratégia global da Tesla, desempenha um papel essencial nesse contexto. Nos primeiros três trimestres de 2024, a Tesla entregou 501.000 veículos na China, representando um crescimento de 8,3% em relação ao mesmo período do ano anterior. No entanto, esse desempenho ficou abaixo da média da indústria, reforçando a necessidade de ações estratégicas. Com esse cenário, a Tesla China intensificou suas promoções de fim de ano, apostando no aumento da demanda sazonal para atingir as metas globais de vendas. As campanhas promocionais incluem descontos inéditos e planos de financiamento atraentes, visando aproveitar o entusiasmo de compra no final do ano e reforçar sua posição no mercado automotivo mais competitivo do mundo. Montadoras enfrentam pressão para alcançar metas de vendas no final do ano Com o fim de 2024 se aproximando, a maioria das montadoras intensifica esforços para atingir suas metas anuais de vendas. Até o final de outubro, apenas algumas empresas, incluindo BYD, Geely, Leapmotor e Xiaomi Auto, haviam superado 80% de seus objetivos para o ano. Esse cenário destaca um desafio significativo para as demais montadoras, que terão que intensificar suas estratégias no quarto trimestre para alcançar as metas de vendas estipuladas. A pressão do mercado reflete a crescente competitividade no setor automotivo, impulsionada por inovações tecnológicas e mudanças nas preferências dos consumidores. Fonte: hstong.com

25 de novembro de 2024
China2Brazil
A construção de infraestrutura de carregamento de veículos elétricos na China apresentou um crescimento expressivo neste ano, com o país adicionando 3,288 milhões de unidades entre janeiro e outubro de 2024. Os dados, divulgados durante a Conferência Ecológica de Carregamento e Troca de Baterias de Veículos Automotores da China, em 21 de novembro, destacam um aumento de 19,8% em relação ao mesmo período do ano passado. Até outubro de 2024, o número cumulativo de infraestruturas de carregamento na China foi de 11,884 milhões de unidades, um aumento de 49,4% em comparação com o ano anterior. Graças a políticas emitidas por diferentes departamentos nos últimos anos, a China construiu uma rede de serviços de carregamento e troca de baterias relativamente completa. A infraestrutura agora atende áreas residenciais, rodovias, estradas, espaços públicos e zonas rurais. Além disso, a produção e as vendas de veículos elétricos novos ultrapassaram a marca de milhões de unidades neste ano, impulsionando ainda mais a demanda por infraestrutura de carregamento e consolidando a posição da China como líder global no setor de mobilidade elétrica. A infraestrutura de carregamento de veículos elétricos na China está evoluindo para atender à crescente demanda gerada pelo aumento acelerado do uso de veículos elétricos . Segundo Tong Zongqi, vice-secretário-geral da Aliança para a Promoção da Infraestrutura de Carregamento de Veículos Elétricos da China, a proporção atual de novos postos de carregamento em relação a veículos elétricos é de 1:2,6. "O desenvolvimento da infraestrutura já acompanha o rápido crescimento dos veículos elétricos. A quantidade total de infraestrutura de carregamento está próxima de 12 milhões de unidades, e a quantidade de veículos elétricos está acima de 28 milhões de unidades, o que pode atender à demanda de carregamento", afirmou Tong. Além do aumento no número de estações, a cadeia de suprimentos para carregamento está em constante aprimoramento. Novas tecnologias, como carregamento móvel, carregamento sem fio e carregamento de alta potência em megawatts, estão em desenvolvimento, enquanto equipamentos inteligentes de carregamento ganham espaço rapidamente. Para o futuro, a China planeja intensificar a inovação em tecnologias e modelos de negócios relacionados ao carregamento de veículos elétricos. Entre as prioridades estão a promoção de sistemas de carregamento rápido, troca de baterias e carregamento inteligente e ordenado, visando otimizar a eficiência e a acessibilidade para os consumidores. Fonte: chinanews.com

25 de novembro de 2024
China2Brazil
O presidente da China, Xi Jinping, retornou a Pequim no sábado (23), após uma intensa agenda internacional. O líder chinês participou da 31ª Reunião de Líderes Econômicos da APEC , da 19ª Cúpula do G20 e realizou visitas de Estado ao Brasil e ao Peru. A viagem, que durou 11 dias, foi descrita pelo Ministério das Relações Exteriores chinês como um marco de solidariedade e cooperação para o desenvolvimento global. De acordo com o chanceler chinês, Wang Yi, Xi participou de cerca de 40 encontros bilaterais e multilaterais e assinou mais de 60 documentos de cooperação durante a viagem. Wang destacou que, ao passar por Lima e Rio de Janeiro, Xi reiterou o compromisso da China com o multilateralismo e o desenvolvimento conjunto, promovendo uma visão inclusiva e sustentável para o futuro global. Na APEC, realizada em Lima, Xi apelou para que os países da Ásia-Pacífico aprofundem a cooperação multilateral, promovam a inovação verde e mantenham um desenvolvimento inclusivo e interconectado. Já na Cúpula do G20, no Rio de Janeiro, o líder chinês apresentou propostas voltadas para um crescimento econômico global mais inclusivo, resiliente e sustentável, além de anunciar oito novas ações da China para apoiar o desenvolvimento global, incluindo a adesão à Aliança Global contra a Fome e a Pobreza. Porto de Chancay e fortalecimento da relação com o Brasil Um dos destaques da visita ao Peru foi a participação, ao lado da presidente Dina Boluarte, na inauguração do Porto de Chancay, por videoconferência. O empreendimento, descrito como o primeiro porto inteligente e sustentável da América do Sul, tem potencial para transformar o comércio na região, estabelecendo um novo corredor terrestre e marítimo entre a Ásia e a América Latina. No Brasil, Xi se reuniu com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva em um encontro que consolidou a relação bilateral como a “melhor da história”, segundo Wang Yi. Os dois líderes anunciaram a elevação da parceria para uma “comunidade com futuro compartilhado”. A visita marca um importante capítulo na história das relações sino-brasileiras. Diplomacia global e diálogo com grandes potências À margem das reuniões multilaterais, Xi também conduziu encontros bilaterais com líderes de diversas potências, incluindo o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden . Durante o diálogo, ambos destacaram a importância de uma relação estável entre os dois países, considerada essencial para a estabilidade global. Xi enfatizou a necessidade de uma convivência harmoniosa, baseada no diálogo e na cooperação, especialmente em questões sensíveis como Taiwan. Líderes da França, Alemanha e Reino Unido também se reuniram com Xi, que reforçou o apelo por uma visão de longo prazo nas relações sino-europeias, baseada no diálogo e em parcerias estratégicas. Ao longo da viagem, Xi Jinping apresentou medidas para promover o desenvolvimento sustentável e uma maior abertura econômica da China, convidando parceiros globais a crescerem juntos com o país. A agenda diplomática reforça o papel da China como um ator central na governança global e no fortalecimento da cooperação internacional. Tradução: Mei Zhen Li Fonte: Diário do Povo

22 de novembro de 2024
China2Brazil
No dia 21 de novembro, antes da abertura do pregão nos Estados Unidos, a Pinduoduo (PDD) divulgou seus resultados financeiros referentes ao terceiro trimestre de 2024, encerrado em 30 de setembro. Apesar de registrar um crescimento significativo em receita e lucro líquido, os números ficaram abaixo das expectativas do mercado. A receita da empresa no período foi de 99,35 bilhões de yuans, representando um aumento de 44% em relação ao mesmo trimestre do ano anterior. O lucro líquido alcançou 24,98 bilhões de yuans, enquanto o lucro líquido ajustado foi de 27,46 bilhões de yuans, ambos com crescimento de 61% na comparação anual. Após a divulgação dos resultados, as ações da Pinduoduo subiram brevemente no início do pregão , mas rapidamente recuaram, refletindo a reação negativa do mercado. Ao final do dia, os papéis da empresa fecharam em queda de mais de 10%, sendo negociados a US$ 104,09 por ação. Pinduoduo enfrenta desafios em meio à intensificação da concorrência no setor de e-commerce Apesar de registrar crescimento acelerado nos resultados anuais, o lucro da Pinduoduo caiu 22% no terceiro trimestre de 2024 em comparação ao trimestre anterior. Durante a conferência com investidores realizada após a divulgação dos resultados financeiros, os executivos da empresa reconheceram que desafios significativos frente aos concorrentes do setor persistirão por um período considerável. "Estamos prontos para uma batalha de longa duração", declararam. Os executivos também alertaram que, diante da intensificação da concorrência e de condições externas adversas, o crescimento da receita deve desacelerar ainda mais nos próximos trimestres. Um aspecto notável nos resultados foi o aumento significativo dos gastos com marketing. A empresa destinou 30,48 bilhões de yuans para vendas e publicidade no terceiro trimestre, representando um aumento de 40% em relação ao mesmo período de 2023. O incremento foi atribuído principalmente a promoções e campanhas publicitárias destinadas a reforçar a competitividade da Pinduoduo no mercado. Na mesma conferência, os executivos explicaram que o setor de comércio eletrônico continua altamente competitivo, o que exige investimentos estratégicos e robustos para sustentar o crescimento. Eles enfatizaram que, embora os negócios da empresa tenham potencial de expansão, a trajetória de crescimento não será linear. Nesse cenário desafiador, a desaceleração é vista como uma tendência inevitável no curto prazo. A declaração reflete a visão da Pinduoduo de que o fortalecimento de sua posição no mercado exigirá esforços contínuos e adaptabilidade frente às crescentes pressões competitivas. Fonte: hstong.com

22 de novembro de 2024
China2Brazil
A Walt Disney Company anunciou planos para ampliar a exibição de filmes no mercado chinês no próximo ano, além de fortalecer sua presença nas redes sociais locais. A estratégia inclui maior adaptação às preferências do público e parcerias com plataformas como Douyin, Xiaohongshu e Bilibili. Durante um evento de exibição realizado em 20 de novembro, Carol Choi, vice-presidente de estratégia de conteúdo da Disney para a Ásia-Pacífico, afirmou que a China é um dos mercados de crescimento mais rápido na região, especialmente no ambiente digital. Choi destacou que a empresa pretende estabelecer conexões mais sólidas com os consumidores chineses, ajustando suas abordagens para atender às características de cada plataforma. Entre os lançamentos previstos estão Mufasa: O Rei Leão, com estreia em 20 de dezembro, e Moana 2, que chega aos cinemas em 29 de novembro. Outros destaques incluem Zootopia 2, da Walt Disney Animation Studios , e The Mandalorian and Grogu, da Lucasfilm. A Disney também tem diversificado suas estratégias promocionais. Para Moana, a campanha no Xiaohongshu foi voltada ao público familiar, enquanto produções documentais, como Queens da National Geographic, foram disponibilizadas em serviços como iQiyi, Youku e Bilibili. Choi destacou a importância da adaptação local. Enquanto os japoneses valorizam filmes dublados, os chineses preferem assistir no idioma original. “A chave é compreender as nuances culturais e oferecer experiências que ressoem com o público”, concluiu. Tradução: Mei Zhen Li Fonte: Yicai Global

22 de novembro de 2024
China2Brazil
A 19ª Cúpula dos Líderes do G20 , realizada no Brasil, atraiu a atenção global para o país sul-americano, que desempenha um papel estratégico no cenário econômico internacional. A parceria econômica e comercial entre a China e o Brasil tem apresentado resultados notáveis. Durante a recente Expo Internacional de Importação da China, produtos brasileiros como cafés, vinhos e outros itens agrícolas se destacaram pela popularidade entre os consumidores chineses. Segundo estatísticas oficiais, mais de 70% das exportações brasileiras de soja e minério de ferro nos primeiros dez meses de 2024 foram destinadas à China. Esses números refletem o avanço qualitativo e o fortalecimento dos laços econômicos sino-brasileiros. Nos últimos anos, a cooperação entre os dois países têm se diversificado e gerado resultados significativos, consolidando a parceria como um dos pilares do comércio internacional e um modelo de colaboração entre nações em desenvolvimento. Crescimento estável do comércio e investimento entre dois países A China permanece como o maior parceiro comercial do Brasil e principal destino de suas exportações por 15 anos consecutivos, consolidando-se também como o primeiro país a superar US$ 100 bilhões em volume de exportações brasileiras. Segundo estatísticas oficiais, entre janeiro e outubro deste ano, o comércio bilateral atingiu RMB 1,14 trilhão (aproximadamente US$ 156 bilhões), registrando um aumento de 9,9% em relação ao mesmo período de 2023, demonstrando crescimento estável. Os principais produtos brasileiros exportados para a China incluem soja, petróleo bruto, minério de ferro, carne bovina e celulose. Esses itens, com estrutura relativamente estável, refletem a força do Brasil nos setores agrícola, minerário e energético. Por outro lado, o Brasil tem recebido um fluxo significativo de produtos industriais de alta qualidade da China, que desempenham um papel estratégico no apoio à “reindustrialização” do país sul-americano. Dados oficiais mostram um crescimento expressivo nas exportações chinesas para o Brasil nos primeiros dez meses deste ano. Em comparação ao mesmo período de 2023, as exportações de peças automotivas e módulos de display plano registraram alta superior a 20%, enquanto os materiais elétricos apresentaram aumento superior a 30%. Além do comércio, a cooperação de investimentos entre China e Brasil têm se diversificado. Projetos de grande porte, como a transmissão de energia de alta tensão Belo Monte e o projeto de geração térmica de ciclo combinado do Porto do Açu, no Rio de Janeiro — o maior da América Latina em geração de eletricidade por gás natural — contam com significativa participação chinesa. Empresas chinesas também desempenham papéis ativos em projetos de infraestrutura, como o Terminal de Contêineres do Estado do Paraná, e no desenvolvimento de energia renovável, incluindo hidrelétricas, energia solar e eólica em várias regiões do Brasil. Oportunidades de cooperação em novas áreas A cooperação econômica entre China e Brasil tem avançado para além dos setores tradicionais de comércio e investimento, abrangendo agora áreas emergentes como economia digital e transição energética. Esse movimento ocorre em um momento em que ambos os países priorizam estratégias de desenvolvimento sustentável e tecnológico. A China, ao promover o desenvolvimento de alta qualidade de sua economia, está criando novas forças produtivas, enquanto o Brasil lançou iniciativas como o Plano de Crescimento Acelerado, o Novo Plano Industrial e o Plano de Transição Ecológica, com investimentos robustos em industrialização, transição verde e sustentabilidade. No setor de comércio eletrônico, empresas chinesas têm registrado crescimento significativo no Brasil. A AliExpress está expandindo sua infraestrutura logística no país, enquanto a Temu, plataforma da Pinduoduo, já figura entre os três aplicativos de compras mais populares no Brasil. O mercado de veículos elétricos também tem sido um destaque da cooperação bilateral. A fabricante chinesa BYD abriu várias concessionária s no Brasil e está construindo uma fábrica em Camaçari, Bahia. Paralelamente, a Great Wall Motors estabeleceu uma unidade em São Paulo. Veículos elétricos e ônibus de marcas chinesas já circulam em cidades como São Paulo e Rio de Janeiro, demonstrando a crescente aceitação desse segmento no mercado brasileiro. Graças a essa colaboração no setor automotivo, o Brasil tem registrado resultados expressivos. Segundo a Fenabrave, as vendas de carros no país atingiram recordes históricos em outubro, enquanto dados da Associação Brasileira de Veículos Elétricos revelam que, nos primeiros nove meses de 2024, mais de 120 mil veículos elétricos leves foram vendidos, representando um aumento de 113% em relação ao ano anterior. A parceria também avança em infraestrutura digital e cidades inteligentes. A Huawei instalou mais de 8.000 quilômetros de fibra óptica na Amazônia, melhorando a conectividade da região, enquanto a China Telecom Brasil finalizou um importante nó de serviço de rede em São Paulo, oferecendo serviços de alta qualidade para empresas de ambos os países. Perspectivas de cooperação promissoras Analistas destacam que a expansão contínua da cooperação econômica e comercial entre China e Brasil reflete a alta complementaridade entre as economias dos dois países. A crescente integração econômica beneficia não apenas o desenvolvimento econômico de ambas as nações, mas também seus povos, ao promover progresso e inclusão. Durante a visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à China no ano passado, os dois países emitiram uma declaração conjunta reafirmando o compromisso de ampliar o comércio bilateral. O documento também incentivou empresas chinesas e brasileiras a intensificarem investimentos mútuos, além de promoverem a cooperação em áreas estratégicas como comércio eletrônico, economia digital, tecnologias de informação e comunicação, e economia de baixo carbono. Em um cenário global marcado por baixo crescimento econômico e aumento do protecionismo, a atualização qualitativa e quantitativa da parceria sino-brasileira emerge como um contraponto positivo. Essa evolução não apenas cria novas oportunidades para o desenvolvimento das duas maiores economias do Sul Global, mas também reforça a cooperação entre nações em desenvolvimento, trazendo maior dinamismo e força para a construção de uma agenda internacional mais equitativa e integrada. Fonte: chinanews.com.cn