
18 de fevereiro de 2025
China2Brazil
A Luyuan Group Holdings inaugurou, em 18 de fevereiro, sua quarta base de fabricação nacional inteligente, marcando um novo avanço na automação industrial . A unidade, equipada com cerca de 50 robôs em sua linha de soldagem, promete elevar a eficiência e a qualidade da produção de motocicletas elétricas. Durante a cerimônia de inauguração, o CEO da Luyuan, Hu Jihong, anunciou que robôs humanoides devem ser incorporados às operações da fábrica nos próximos um a três anos. "Atualmente, os robôs são utilizados principalmente no processo de fabricação. No futuro, esperamos que etapas como o aperto de parafusos também sejam automatizadas", afirmou. A automação na Luyuan teve início em 2008, quando a empresa implantou o primeiro robô de soldagem da indústria de motocicletas elétricas na China. Hoje, a tecnologia avançou significativamente. A linha de produção automatizada permite uma soldagem mais precisa e uniforme, reduzindo a emissão de partículas em suspensão e garantindo maior estabilidade na fabricação dos quadros das motocicletas. Além dos avanços em automação, a Luyuan implementou o sistema de execução de fabricação MES em 2018, permitindo a interconexão inteligente dos equipamentos de produção. Segundo Ni Boyuan, vice-presidente da empresa, essa modernização tem aprimorado a eficiência e a precisão dos processos industriais. A base de produção em Chongqing, quando operando em plena capacidade, poderá fabricar até 2 milhões de motocicletas elétricas por ano, gerando um faturamento estimado de 4 bilhões de yuans (RMB) e criando mais de 2.000 empregos locais. Essa unidade também se tornou a maior oficina de montagem individual da Luyuan no país. Os planos de expansão da fábrica incluem a construção de até 16 linhas de produção, com capacidade para fabricar 4 milhões de unidades, consolidando a Luyuan como uma das principais fabricantes do setor na China. Fonte: yicai.com

18 de fevereiro de 2025
China2Brazil
O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Guo Jiakun, afirmou nesta terça-feira (18) que a cooperação entre China e América Latina é baseada em consultas, construção e compartilhamento conjuntos, rebatendo alegações da mídia estrangeira sobre um aumento da “competição” entre Pequim e Washington na região. A declaração foi feita durante a coletiva de imprensa diária do ministério, em resposta a uma pergunta sobre um artigo publicado por funcionários da Corporação Financeira de Desenvolvimento Internacional dos Estados Unidos. No texto, os autores defendem que o governo americano adote medidas para conter a expansão da influência econômica chinesa na América Latina e proponha uma alternativa alinhada com os valores dos EUA para substituir os investimentos chineses. Guo Jiakun destacou que a China não busca competição geopolítica nem a criação de esferas de influência na América Latina. Segundo ele, as relações sino-latino-americanas são pautadas pelo benefício mútuo, com respeito à soberania dos países da região. "A América Latina não deve ser vista como um campo de disputa por influência. Interferir na cooperação normal dos países latino-americanos com terceiros demonstra falta de respeito por essas nações", afirmou o porta-voz. Ele ressaltou ainda que os países latino-americanos têm o direito de escolher, de forma independente, seus caminhos de desenvolvimento e parceiros de cooperação, e que todas as nações devem respeitar essa autonomia. A parceria entre China e América Latina tem sido amplamente apoiada pela população da região, segundo Guo, por atender às necessidades locais e contribuir para o desenvolvimento sustentável dos países latino-americanos. Fonte: news.cn

17 de fevereiro de 2025
China2Brazil
O presidente chinês Xi Jinping, destacou nesta segunda-feira (17), a importância de promover o desenvolvimento saudável e de alta qualidade do setor privado no país. Xi fez essas declarações durante um encontro com empresários do setor privado, onde discursou após ouvir representantes do empresariado, incluindo das big techs . O líder chinês ressaltou que o setor privado tem amplas perspectivas e grande potencial na nova era, sendo este um momento propício para que as empresas e os empreendedores explorem ao máximo suas capacidades. Ele enfatizou a necessidade de fortalecer o consenso e reforçar a confiança para impulsionar o crescimento do setor. [caption id="attachment_23121" align="alignnone" width="900"] Fonte da imagem: Xinhua[/caption] O evento contou com a presença do primeiro-ministro Li Qiang e do vice-primeiro-ministro Ding Xuexiang, ambos membros do Comitê Permanente do Politburo do PCCh. Wang Huning, presidente do Comitê Nacional da Conferência Consultiva Política do Povo Chinês, presidiu o simpósio. Líderes empresariais como Ren Zhengfei (Huawei), Wang Chuanfu (BYD), Liu Yonghao (New Hope), Yu Renrong (Will Semiconductor), Wang Xingxing (Unitree Robotics) e Lei Jun (Xiaomi) apresentaram sugestões e opiniões sobre o desenvolvimento do setor privado. Xi Jinping reafirmou o compromisso do Partido e do governo em consolidar e desenvolver o setor público, ao mesmo tempo em que incentivam e apoiam o crescimento do setor privado. Ele garantiu que todas as entidades econômicas, independentemente do modelo de propriedade, terão igualdade de acesso aos fatores de produção, competirão em condições equitativas no mercado e terão seus direitos protegidos pela lei. [caption id="attachment_23122" align="alignnone" width="1800"] Fonte da imagem: Xinhua[/caption] O presidente chinês destacou que a nova fase do desenvolvimento nacional abre oportunidades significativas para o setor privado e reforçou que os desafios atuais podem ser superados, incentivando os empresários a manterem a confiança no futuro. Xi também defendeu a remoção de barreiras que dificultam o acesso das empresas aos recursos produtivos e que impedem a concorrência justa no mercado. Ele reforçou a necessidade de ampliar a participação de entidades privadas em setores de infraestrutura e de adotar medidas concretas para facilitar o acesso ao crédito a custos acessíveis. Além disso, o líder chinês destacou a importância de garantir a proteção legal dos direitos das empresas privadas e de seus empreendedores. Por fim, Xi Jinping conclamou os empresários a assumirem um espírito empreendedor e patriótico, focando na expansão e fortalecimento de seus negócios, contribuindo assim para o socialismo com características chinesas e para a modernização do país. Tradução: Mei Zhen Li Fonte: Gov.cn

17 de fevereiro de 2025
China2Brazil
Na Zona de Desenvolvimento Econômico de Yanjiao, na província de Hebei, um experimento inovador está sendo conduzido no Instituto de Engenharia Mecânica de Terremotos da China. No local, uma equipe multidisciplinar de especialistas em construção inteligente, engenharia estrutural e engenharia sísmica realiza testes rigorosos em um modelo de casa residencial impressa em 3D. O objetivo é simples, mas crucial: avaliar sua resistência a terremotos e entender os limites dessa nova tecnologia de construção. O teste acontece sobre uma mesa vibratória de alta precisão, capaz de simular diferentes intensidades sísmicas. Pesquisadores das Universidades de Zhejiang e Dalian de Tecnologia, além de engenheiros do Instituto de Engenharia, acompanham atentamente os impactos das vibrações no modelo. A estrutura testada é uma versão reduzida de um protótipo já construído na cidade de Fangzhuang, na província de Hebei, onde tem despertado grande interesse tanto de especialistas quanto da população local. Os pesquisadores não escondem a real intenção do experimento: levar o modelo ao limite de resistência. A professora Sun Xiaoyan, da Faculdade de Engenharia Civil da Universidade de Zhejiang, explica que o objetivo do teste é entender até que ponto a casa pode suportar as forças sísmicas. "Queremos ver como e quando ela se danifica, e qual a intensidade de terremoto que pode resistir", afirma. Para garantir a precisão dos resultados, a equipe configurou seis diferentes condições de teste, repetindo cada uma delas sete vezes. A mesa vibratória utilizada no experimento é uma das mais avançadas da China, podendo simular tremores em diversas direções — horizontal, vertical e rotacional. O equipamento é amplamente usado para testar não apenas edifícios, mas também pontes, túneis, barragens e sistemas de infraestrutura. À medida que os testes progrediam, drones foram acionados para registrar imagens da estrutura durante as vibrações. Além disso, câmeras de alta velocidade, sensores de deslocamento e extensômetros foram instalados para monitorar qualquer deformação da estrutura. A tecnologia de rastreamento de manchas, baseada em reconhecimento de vídeo, permitiu uma análise detalhada das rachaduras que surgiram após cada simulação sísmica. Os dados capturados revelaram que, até a segunda fase do teste, nenhuma rachadura significativa foi observada. No entanto, conforme a intensidade do tremor aumentava, fissuras começaram a aparecer. A resistência da impressão 3D diante dos terremotos Os testes foram conduzidos com simulações baseadas em terremotos reais, como os de Tangshan, Pingyuan (Shandong) e Wenchuan, aplicados em diferentes intensidades, variando entre graus seis e nove na escala sísmica chinesa. Os resultados foram animadores. Até um tremor de grau seis, o modelo não apresentou danos estruturais relevantes. Nos testes de grau sete e oito, surgiram rachaduras superficiais, mas a estrutura principal permaneceu intacta. Somente no grau nove, considerado um terremoto severo, as fissuras se conectaram, mas a casa não desmoronou. Para intensificar o experimento, os pesquisadores adicionaram um lastro de uma tonelada ao modelo, simulando uma carga estrutural extrema. Mesmo sob essa condição, a estrutura resistiu, com as rachaduras não comprometendo a integridade do núcleo de aço e concreto. Para He Huanan, professor da Universidade de Tecnologia de Dalian, a pesquisa reforça o compromisso da China com a segurança estrutural. Segundo ele, a meta do país é garantir que os edifícios sigam o princípio de " pequenos terremotos não causam danos, terremotos médios podem ser reparados e grandes terremotos não levam ao colapso". Essa abordagem busca reduzir perdas humanas e materiais em regiões propensas a tremores. Um futuro promissor para a impressão 3D na construção civil Os resultados do experimento trouxeram confiança na viabilidade da impressão 3D como um novo método de construção. Sun Xiaoyan destaca que a tecnologia pode revolucionar a forma como edifícios são projetados e erguidos. "As casas impressas digitalmente combinam design inteligente, fabricação aditiva e montagem pré-fabricada, permitindo uma construção mais rápida e precisa", explica. Além disso, a estrutura das paredes — que contém cavidades preenchidas com aço e concreto — proporciona segurança, resistência e adaptabilidade a diferentes formatos arquitetônicos . Para regiões rurais, onde muitas casas são feitas com tijolos e telhas e a mão de obra qualificada é escassa, a impressão 3D pode representar uma solução acessível e eficiente. No entanto, para que essa tecnologia se torne uma alternativa viável em larga escala, mais testes práticos e certificações de segurança são necessários. O experimento realizado no Instituto de Engenharia foi um passo importante nesse sentido. Com um desempenho sísmico superior ao esperado, a pesquisa abre caminho para que casas impressas em 3D se tornem uma realidade concreta no setor da construção civil. Fonte: epaper.gmw.cn

17 de fevereiro de 2025
China2Brazil
A Xiaomi está apostando alto no mercado de veículos elétricos esportivos e, para demonstrar o desempenho do seu mais novo modelo, o Xiaomi SU7 Ultra, a empresa colocou o carro à prova em quatro circuitos profissionais na China. Em apenas quatro dias, o sedan quebrou recordes e superou marcas consagradas, consolidando-se como um dos modelos mais rápidos da categoria. No dia 11 de fevereiro, o SU7 Ultra desafiou o Circuito de Chengdu Tianfu, registrando um tempo de 1 minuto e 26,741 segundos. O desempenho foi suficiente para superar modelos como BMW M4, Porsche GT4 RS, BMW M3 e Porsche 911, tornando-se o sedan de produção mais veloz da pista. No dia 12 de fevereiro, o modelo passou pelo Circuito Internacional de Zhuzhou, onde cravou 1 minuto e 41,806 segundos, quebrando o recorde anterior do Zeekr 001 FR , que havia registrado 1 minuto e 43,53 segundos. Já no dia 13 de fevereiro, no Circuito Internacional de Zhuhai, o SU7 Ultra alcançou a marca de 1 minuto e 37,758 segundos, estabelecendo novamente o melhor tempo para um sedan de produção. Por fim, no dia 14 de fevereiro, o modelo encarou o Circuito Internacional de Xangai, famoso por sediar corridas de Fórmula 1. O tempo de 2 minutos e 9,944 segundos garantiu ao SU7 Ultra o título de "carro de produção em massa mais rápido do Circuito de Xangai", superando o recorde anterior de 2 minutos e 11,28 segundos, que pertencia ao Porsche Taycan Turbo GT. Performance de alto nível com características de fábrica Os testes foram realizados com um engenheiro interno da Xiaomi ao volante e com o carro praticamente nas mesmas condições em que será vendido: pneus originais (não slicks), interior preservado e uma gaiola de proteção de 80 kg. Especialistas apontam que, com ajustes mais agressivos na pilotagem, os tempos poderiam ser melhorados em 2 a 3 segundos. Lançamento e estratégia de mercado O Xiaomi SU7 Ultra será lançado oficialmente no final de fevereiro, com um preço sugerido de RMB 814.900. A série de desafios faz parte da estratégia da empresa para promover o modelo antes do lançamento. Lei Jun, CEO da Xiaomi, batizou a iniciativa de “Plano C”, em referência às palavras Challenge (Desafio), Conquer (Conquistar) e China. A ação reforça o posicionamento do SU7 Ultra como um veículo esportivo de alto desempenho, alinhado à filosofia de inovação e manufatura inteligente chinesa. Com esses resultados, a Xiaomi entra com força no segmento de veículos elétricos esportivos, competindo diretamente com marcas estabelecidas e consolidando sua presença no setor automotivo. Xiaomi SU7 Ultra supera Porsche em Xangai e recebe elogios da montadora alemã Após superar o Porsche Taycan Turbo GT no Circuito Internacional de Xangai, o Xiaomi SU7 Ultra recebeu uma mensagem de congratulação da Porsche, que elogiou a evolução da fabricação chinesa e destacou sua filosofia de design: "nascido na pista, destinado à estrada". O CEO da Xiaomi, Lei Jun, respondeu com humildade, reconhecendo a Porsche como uma referência e um modelo a ser seguido. A troca de elogios entre as marcas rapidamente se tornou um tópico quente na Internet, com internautas celebrando a competição saudável e o avanço da indústria automotiva chinesa. Com a aproximação do lançamento oficial, a Xiaomi revelou uma nova opção de cor para o SU7 Ultra: prata, que oferece um visual mais discreto. O modelo também conta com um capô perfurado (opcional) e mantém o cinto de segurança amarelo no interior, criando um contraste esportivo. Baseado no modelo SU7, o Ultra possui dimensões de 4.996 mm de comprimento, 1.963 mm de largura, 1.440 mm de altura e um entre-eixos de 3.000 mm. Destaca-se pelo coeficiente de arrasto de 0,195 Cd, o menor entre carros de produção no mundo, e pelo uso de 17 componentes em fibra de carbono, reduzindo o peso total para 2.295 kg (incluindo a gaiola de proteção). O aerofólio ativo e o spoiler dianteiro garantem 285 kg de downforce em altas velocidades. O sistema de suspensão inclui duplo braço oscilante na dianteira e multibraço na traseira, com suspensão eletromagnética e molas pneumáticas de série. Há ainda a opção de freios de cerâmica de carbono de 440 mm com pinças de 10 pistões, garantindo alto desempenho nas frenagens. No quesito motorização, o SU7 Ultra mantém a plataforma de 800V e um sistema de tração integral de três motores, entregando uma potência impressionante de 1.137 kW (1.548 cv). O modelo acelera de 0 a 100 km/h em 1,98 segundos e atinge uma velocidade máxima de 350 km/h. No modo Boost, por 15 segundos, a potência ultrapassa 1.600 cv, tornando-o um dos sedans mais rápidos já produzidos. A energia vem da bateria Qilin, da CATL, desenvolvida para uso em pista. Com capacidade de 132 kWh, a bateria suporta carga ultrarrápida de 5,2C e potência máxima de descarga de 1.330 kW. Mesmo com apenas 20% de carga, o sistema ainda entrega 800 kW de potência, enquanto o resfriamento líquido garante desempenho consistente em voltas consecutivas. Fonte: news.mydrivers.com

14 de fevereiro de 2025
China2Brazil
A crescente adoção do modelo DeepSeek tem reduzido significativamente os custos operacionais da inteligência artificial, diminuindo a diferença entre modelos de código aberto e fechado. Esse movimento desencadeou uma corrida entre fabricantes de chips de IA domésticos para adaptação às novas demandas. Desde 1º de fevereiro, pelo menos 20 fabricantes chineses anunciaram iniciativas para ajustar seus chips aos modelos do DeepSeek, conforme apurou o 21st Century Business Herald. O mercado de chips de IA envolve principalmente CPUs, GPUs, ASICs e FPGAs, sendo que a crescente necessidade de computação paralela em larga escala impulsionou a demanda por GPUs e elevou o valor de mercado da Nvidia. No entanto, o avanço do DeepSeek indica que os custos da inferência de IA estão caindo rapidamente, ampliando as possibilidades de aplicação da tecnologia. Essa mudança de cenário fortalece a posição dos chips ASIC e FPGA, que apresentam vantagens específicas no processamento de inferência. Especialistas do setor apontam que os fabricantes de chips chineses têm maior capacidade nesse segmento, o que pode criar oportunidades para competir com a Nvidia. No entanto, até então, o DeepSeek operava predominantemente com GPUs da Nvidia e era altamente compatível com o ecossistema CUDA. O desafio para os fabricantes domésticos é conquistar espaço nesse ambiente e avaliar se essa mudança pode reduzir a influência da Nvidia no mercado. Inferência de IA ganha protagonismo Além do DeepSeek, grandes empresas como OpenAI, Doubao e Baidu também reconhecem a redução nos custos da inferência de IA. Segundo Zhang Xiaolu, especialista entrevistada pelo 21st Century Business Herald, essa mudança altera o foco da indústria: antes voltado ao treinamento de IA, agora direcionado à inferência, que define o potencial máximo dos modelos. Essa transição também beneficia players intermediários, que podem aprimorar sua capacidade computacional com a tecnologia do DeepSeek. Historicamente, GPUs da Nvidia foram amplamente utilizadas para treinar grandes modelos de IA. No entanto, na fase de inferência, diferentes necessidades do mercado impulsionaram o desenvolvimento de chips ASIC personalizados. Empresas globais, como Google, Meta e Amazon, já investem em seus próprios chips para essa finalidade. O Google, por exemplo, tem acelerado a otimização de seus sistemas de busca com os chips TPU Trillium, enquanto a Meta fortalece seus algoritmos de recomendação e publicidade com os chips MTIA. De acordo com Gong Mingde, analista da TrendForce, espera-se que os provedores de serviços de nuvem (CSPs) aumentem seus investimentos em chips ASIC de baixo custo, transferindo o foco do treinamento para a inferência. "Até 2028, a participação da inferência de IA no mercado deve atingir 50%", afirmou. Essa tendência pode acelerar o desenvolvimento de chips especializados para setores como automotivo, comércio eletrônico e infraestrutura digital. No entanto, o desafio continua sendo o alto investimento necessário, tanto em hardware quanto em software. Fonte: stcn.com

14 de fevereiro de 2025
China2Brazil
O mercado de trabalho para profissionais de inteligência artificial (IA) está em ascensão, impulsionado pela crescente demanda de empresas de diversos setores. Além das companhias especializadas em IA, grandes empresas como Huawei, ByteDance , Unitree Robotics e a plataforma de vídeos Bilibili têm ampliado suas contratações para especialistas na área, oferecendo salários competitivos. De acordo com analistas do setor, essa demanda reflete o avanço acelerado da inteligência artificial e a crescente adoção da tecnologia em diferentes indústrias. O movimento, descrito como "IA + milhares de indústrias", tem gerado novas oportunidades de emprego e impulsionado setores tradicionais a incorporarem a tecnologia em suas operações. Dados recentes de plataformas de recrutamento indicam que as vagas para profissionais de IA estão aumentando tanto em volume quanto em remuneração. Segundo a Zhaopin, na primeira semana do ciclo de contratações de primavera de 2025, o número de candidatos para cargos na área cresceu 33,4% em relação ao ano anterior, liderando o mercado. O número de engenheiros especializados na tecnologia registrou um salto de 69,6%, a maior taxa de crescimento entre todas as profissões. Além disso, um estudo do Instituto de Big Data revelou que 30,97% das posições técnicas na área oferecem salários anuais superiores a 500.000 renminbis (cerca de US$ 68,5 mil). Especialistas apontam que o avanço da IA tem impacto em três níveis do mercado de trabalho. Segundo Zhang Chengang, vice-professor da Faculdade de Economia do Trabalho da Universidade de Economia e Comércio de Pequim, no nível básico, a tecnologia impulsiona a criação de empregos voltados à pesquisa e infraestrutura. No nível intermediário, os modelos especializados estão modernizando setores específicos. Já no nível individual, a IA tem incentivado o empreendedorismo e o trabalho flexível, promovendo novas formas de ocupação. O crescimento acelerado da IA já impulsiona aplicações práticas em diversos setores, fomentando um ecossistema de inovação e a demanda por talentos especializados. Um exemplo é a Uniclone da Lingdong Tian Di, empresa que utiliza IA para criar conteúdos digitais. A companhia desenvolveu um mecanismo baseado em grandes modelos de IA generativa (AIGC) para promover experiências interativas no setor de turismo. A tecnologia foi aplicada na cidade de Ordos, onde os visitantes podem gerar vídeos personalizados ao tirar uma foto em frente a uma tela interativa. “Nosso motor de histórias AIGC combina elementos culturais e turísticos de Ordos, além de setores como a indústria fotovoltaica. Ao incorporar a fisionomia dos visitantes nos modelos, criamos uma experiência de interação única", explicou Liu Zheng, responsável pela Uniclone. A solução já foi implementada em museus e atrações turísticas em cidades como Pequim, Xangai e Jiangxi. A crescente adoção da inteligência artificial está impulsionando a demanda por profissionais especializados e gerando novas oportunidades de trabalho em diferentes setores. No turismo, por exemplo, a empresa Uniclone da Lingdong Tian Di planeja expandir sua matriz de produtos "IA+IP", focando na digitalização e modernização de locais turísticos. “Este ano, continuaremos a desenvolver soluções inteligentes para o setor de turismo, atendendo às novas demandas do mercado. Precisamos, especialmente, de engenheiros de aplicação AIGC com capacidade de transformar tecnologia de IA em produtos comercializáveis”, afirmou Liu Zheng, executivo da empresa. Além disso, ele destacou a necessidade de profissionais com formação híbrida, como engenheiros de estética de IA, capazes de realizar curadoria visual e validação de conteúdos gerados por inteligência artificial. A transformação impulsionada pela IA não se restringe ao turismo. Setores como produção audiovisual, educação artística e mídia cultural também registram um aumento na demanda por especialistas na área. Segundo um profissional da indústria de micro-séries, as funções mais procuradas atualmente incluem diretores de IA e revisores de roteiros criados por algoritmos. Com a ascensão dos vídeos curtos, cresce a necessidade de talentos capazes de supervisionar, editar e aprimorar conteúdos gerados automaticamente. A fundadora e CEO da Wanma Youcai, Zhou Yuan, reforça que empresas de diversos setores estão em busca de profissionais que possam integrar grandes modelos de IA em suas operações. "As novas demandas se concentram em empregos nativos de IA e na aplicação da tecnologia em diferentes cenários, como engenheiros de algoritmos e gerentes de produtos de modelos avançados", explicou. Além disso, a IA está impactando funções tradicionais, levando à criação de cargos híbridos, como consultores de recrutamento especializados em IA e analistas de salários para o setor. Novas carreiras também começam a surgir, incluindo engenheiros de ética de IA, que atuarão na regulamentação e supervisão do uso responsável da tecnologia. Fonte: ce.cn

13 de fevereiro de 2025
China2Brazil
Os preços internacionais de frete por contêiner seguem em trajetória de queda, impactados pela baixa demanda após o Ano Novo Chinês e pelas mudanças nas políticas tarifárias dos Estados Unidos. Embora os pedidos de comércio exterior já tenham sido retomados, grande parte das fábricas chinesas ainda está voltando gradualmente às operações. Dados da Shanghai Shipping Exchange, divulgados em 7 de fevereiro, apontam que o Índice de Frete de Contêineres de Exportação de Xangai (SCFI) caiu de 2.045,45 para 1.896,65 pontos, registrando uma redução de 148,8 pontos e uma queda semanal de 7,27%, marcando a quarta semana consecutiva de retração. As principais rotas transoceânicas para Europa e América registraram quedas acentuadas, com destaque para a rota europeia, onde os preços de reserva imediata caíram 15,9%. O frete para a América do Sul recuou 11,1%, enquanto as tarifas para a Costa Oeste e Costa Leste dos EUA caíram 4,5% e 5,0%, respectivamente, para US$ 3.932/FEU (contêiner de 40 pés) e US$ 5.490/FEU. Motivos da queda e perspectivas para o setor Desde o início de 2025, os preços médios do transporte por contêiner caíram cerca de 15%, ficando abaixo da média dos últimos cinco anos, segundo relatos da mídia em 11 de fevereiro. O presidente da Kuehne + Nagel para a Grande China, Ni Xiaorong, atribui a tendência de queda a fatores como enfraquecimento da demanda global, excesso de capacidade, melhora na logística portuária e ajustes sazonais do mercado. A retomada da indústria manufatureira após o feriado ainda é lenta, o que impacta a demanda por transporte de carga. Além disso, a decisão do presidente dos EUA, Donald Trump , de eliminar a isenção de impostos para pequenos valores e elevar tarifas sobre produtos chineses aumenta as incertezas no setor. No curto prazo, a pressão para conter a queda dos preços do frete marítimo deve se intensificar, enquanto, a médio prazo, a rentabilidade das empresas de transporte de contêineres pode ser significativamente afetada. Aumento nas consultas de preços e novas dinâmicas no comércio Apesar da queda nos preços, executivos do setor observam um aumento nas consultas de transporte marítimo. Um representante de uma empresa de logística de Zhejiang afirmou que as empresas de comércio exterior estão mais ativas nas cotações em relação ao período pós-Ano Novo Chinês do ano passado. Já um executivo de uma grande transportadora de Xangai, que atende principalmente o mercado americano, avalia que a demanda global por comércio deve registrar um leve crescimento em 2025. Para ele, as tarifas atuais dos EUA não devem ter um impacto significativo na demanda externa da China. Em contrapartida, um responsável por uma empresa de logística de Shenzhen destacou que, com a imposição de uma tarifa adicional de 10% pelos EUA, não há mais uma corrida para antecipar exportações. Como resultado, a cadeia de suprimentos chinesa adota uma postura mais cautelosa. A crescente incerteza geopolítica também tem levado as empresas a reavaliar suas estratégias logísticas. Segundo Ni Xiaorong, o aumento da capacidade de transporte global, estimado em 7,3% até 2025, pode gerar um excesso de oferta, exercendo maior pressão sobre os preços do frete. Além disso, a indústria global de transporte de contêineres deve enfrentar um novo ciclo de expansão, com um volume recorde de novas encomendas de navios feitas em 2024. Esse aumento na frota pode impactar ainda mais o equilíbrio entre oferta e demanda no setor nos próximos anos. Fonte: yicai.com

13 de fevereiro de 2025
China2Brazil
O movimento de pessoas dentro da China durante o período de transporte do Festival da Primavera atingiu um total estimado de 7,1 bilhões de viagens entre 14 de janeiro e 12 de fevereiro de 2025, de acordo com dados divulgados pelo Ministério dos Transportes do país. O dia 12 de fevereiro, que corresponde ao 15º dia do primeiro mês do calendário lunar chinês e ao 30º dia do período de deslocamento em massa da festividade, registrou 182,74 milhões de viagens inter-regionais. Segundo a equipe de trabalho especializada em transporte para o Festival da Primavera, a maior parte dos deslocamentos ocorreu por vias terrestres. Do total de viagens no dia 12 de fevereiro, 169,82 milhões foram feitas por rodovias, sendo 141,88 milhões em veículos não comerciais e 27,94 milhões utilizando transporte rodoviário comercial. O setor ferroviário registrou 10,3 milhões de viagens, enquanto o transporte aéreo contabilizou 2 milhões de deslocamentos. Já as viagens por vias aquaviárias somaram 620 mil. O Festival da Primavera representa o maior fluxo migratório anual da China, impulsionado pelo retorno de trabalhadores às suas cidades natais e pelo aumento do turismo doméstico durante o feriado. Fonte: mot.gov.cn

13 de fevereiro de 2025
China2Brazil
Oito cidades da província de Guangdong, a mais rica da China, planejam comprar cerca de 15,9 bilhões de yuans (US$ 2,1 bilhões) de terras não desenvolvidas de incorporadoras e veículos de financiamento de governos locais para ajudar a reduzir as dívidas dessas empresas e impulsionar o mercado imobiliário estagnado. As oito cidades começaram a recomprar as terras após o feriado do Ano Novo Chinês, que terminou em 4 de fevereiro, utilizando recursos de bônus especiais do governo local, conforme anúncios feitos pelos governos locais. No total, o objetivo é recomprar 44 terrenos avaliados em 15,9 bilhões de yuans. Zhuhai tem o maior plano de recompra, com a previsão de gastar mais de 6,6 bilhões de yuans (903 milhões de dólares) em 14 lotes. Huizhou, Zhongshan e Maoming têm orçamentos de recompra superiores a 1 bilhão de yuans (US$ 137 milhões), enquanto Guangzhou, a capital provincial, destinou 920 milhões de yuans (US$ 126 milhões) para a iniciativa. As três cidades restantes têm aquisições em menor escala. Os preços de recompra oferecidos pelos governos locais tendem a ser mais baixos do que os preços de venda anteriores, observou o Yicai. Por exemplo, o preço combinado de dois terrenos residenciais no distrito comercial à beira-mar de Zhuhai foi fixado em 1,8 bilhão de yuans (US$ 246 milhões), uma queda de 14% em relação aos 2,1 bilhões de yuans (US$ 287 milhões) pelos quais foram vendidos em 2023. A maior parte das terras recompradas foi destinada a usos variados, incluindo residencial, comercial, escritórios e turismo . Várias cidades estão comprando ativamente terras para aliviar a pressão financeira sobre os incorporadores e ajudá-los a entregar os projetos em construção no prazo, disse Li Yujia, pesquisador-chefe do Centro de Pesquisa em Políticas Habitacionais de Guangdong, ao Yicai. A redução do estoque de terrenos também pode ajudar a conter o excesso de oferta no mercado imobiliário e estabilizar os preços dos imóveis. A maioria dos lotes sendo recomprados é de propriedade de incorporadoras estatais e LGFVs, pois suas estruturas de ativos e passivos são mais claras em comparação com as incorporadoras privadas, explicou Li. Muitas das terras não utilizadas mantidas por incorporadoras privadas estão hipotecadas ou envolvidas em complexas relações de dívidas ou até em disputas legais. Apoio Político Em junho do ano passado, o Ministério das Finanças, a Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma e o Ministério dos Recursos Naturais anunciaram que apoiariam os governos locais no uso de fundos de bônus especiais para revitalizar terras ociosas, e as diretrizes de implementação foram divulgadas em novembro. A terra recomprada pelos governos locais não deve aparecer nos mercados de leilões de terras no mesmo ano, afirmaram as diretrizes. Se houver demanda forte, a escala de revenda deve ser rigorosamente controlada e não mais do que 50% da área recomprada deve retornar ao mercado. Cidades como Yueyang, na província central de Hunan, Kaifeng, na província central de Henan, Jinhua, na província oriental de Zhejiang, e Ji'an, na província oriental de Jiangxi, haviam anunciado seus próprios planos de recompra de terras antes das oito cidades de Guangdong. Estima-se que cerca de 1 trilhão de yuans (US$ 136,8 bilhões) em fundos de bônus especiais serão usados para recompra de terras este ano, o que pode resultar na recompra de entre 100 e 200 milhões de metros quadrados de terra em todo o país, de acordo com um relatório de pesquisa publicado anteriormente pela Sealand Securities. Tradução: Mei Zhen Li Fonte: STCN