
12 de fevereiro de 2025
China2Brazil
A Apple definiu seu parceiro para o mercado chinês: a Alibaba. Isso significa que os usuários chineses do iPhone poderão, ainda neste ano, ter acesso a uma experiência impulsionada por um modelo de IA local. Enquanto isso, marcas chinesas que já lançaram funções de IA em seus celulares no ano passado estão acelerando a integração com a DeepSeek . As funcionalidades desenvolvidas em conjunto podem incluir geração de imagens, otimização de texto e busca inteligente, melhorando recursos como fotografia, gerenciamento de notificações e digitação no iPhone. As duas empresas já enviaram a tecnologia para aprovação dos órgãos reguladores chineses, um sinal de que a colaboração avançou significativamente. Caso seja aprovada, a China será o primeiro mercado a contar com uma IA da Apple integrada a um modelo local. Por que a Apple escolheu a Alibaba? A decisão faz parte da estratégia da Apple para frear a queda nas vendas no país, que recuaram 11% no último trimestre de 2024. Com a parceria, a gigante americana busca melhorar a experiência do usuário e competir com marcas locais como Huawei e Vivo. Nos bastidores, a Apple vinha testando diferentes opções de IA no país, mas não estava satisfeita com a capacidade das soluções analisadas em interpretar comandos dos usuários e responder com precisão, considerando o contexto real de uso dos aparelhos. A Alibaba se destacou nesse cenário com seu modelo de IA, o Qwen (Tongyi Qianwen), que recentemente lançou a versão Qwen 2.5-Max. Segundo a empresa, essa versão supera concorrentes como DeepSeek-V3, OpenAI GPT-4o e Meta Llama-3.1-405B. O Qwen adota a arquitetura MoE (Mixture of Experts) e foi treinado com mais de 20 trilhões de tokens para aprimorar sua capacidade em linguagem, raciocínio, matemática e programação. Além disso, a Alibaba oferece diversas variantes da tecnologia, como o Qwen-VL (multimodal), Qwen-Audio, Qwen-Coder e Qwen-Math, permitindo que a IA compreenda vídeos, arquivos, objetos em imagens e até controle remoto de computadores. Outro fator que pesou na decisão foi a expertise da Alibaba em serviços de nuvem, garantindo uma infraestrutura robusta para rodar os modelos de IA no mercado chinês. Além disso, a empresa detém um vasto banco de dados sobre hábitos de consumo dos chineses, o que pode tornar as funcionalidades da Apple ainda mais personalizadas para os usuários locais. Um longo caminho até a parceria com a Alibaba A escolha da Alibaba não foi imediata. A Apple iniciou os testes com IA na China em 2023 e, inicialmente, optou por trabalhar com a Baidu. No entanto, dificuldades técnicas com o modelo da empresa e restrições de privacidade impostas pela Apple levaram ao cancelamento da parceria. A Baidu desejava coletar dados dos usuários para treinar sua IA, o que ia contra a política da Apple. Nos últimos meses, a Apple avaliou outras opções, incluindo Tencent, ByteDance, DeepSeek e Alibaba. Embora a DeepSeek tenha conquistado a confiança de diversas fabricantes chinesas, como Huawei e Oppo, sua estrutura ainda não é robusta o suficiente para atender a demanda da Apple. A ByteDance, por sua vez, lidera o mercado de aplicativos de IA voltados para o público consumidor, mas a Alibaba se destacou na oferta de soluções empresariais e serviços em nuvem. Vale notar que, embora a Apple tenha fechado um acordo com a Alibaba, não há confirmação de que a Baidu será totalmente descartada. A empresa pode seguir buscando alternativas para integrar diferentes modelos de IA ao seu ecossistema na China. Tradução: Mei Zhen Li Fonte: Huxiu.com

12 de fevereiro de 2025
China2Brazil
A gigante do e-commerce chinês JD.com está agitando o mercado de delivery ao oferecer um ano sem taxas de comissão para restaurantes que aderirem ao seu novo serviço, o JD Takeaway. A iniciativa desafia diretamente os líderes do setor, Meituan e Ele.me, que cobram taxas significativas dos estabelecimentos. Estratégia agressiva para atrair restaurantes Os restaurantes que se cadastrarem no JD Takeaway até 1º de maio não precisarão pagar comissões sobre os pedidos por um ano inteiro, conforme anunciado ontem pela empresa. A JD.com, sediada em Pequim, integrou o serviço de entrega de comida ao seu aplicativo móvel no mês passado, pouco antes do feriado do Ano Novo Chinês. Atualmente, Meituan e Ele.me cobram cerca de 25% de comissão sobre cada pedido, o que pode pesar no faturamento dos restaurantes. Um gerente de restaurante disse ao Yicai que está disposto a testar a nova plataforma, aproveitando a ausência dessa taxa inicial. O mercado reagiu rapidamente ao anúncio: as ações da Meituan [HKG: 3690] caíram 4,1%, fechando a HKD 155,20 (US$ 19,92) na Bolsa de Hong Kong. Já a Ele.me, controlada pelo Alibaba Group, não é listada na bolsa. Desafios do JD Takeaway: menos opções e entregas mais lentas Apesar da proposta agressiva, o JD Takeaway ainda enfrenta desafios para competir com os gigantes do setor. O serviço foi lançado em outubro passado, mas só ganhou mais pedidos a partir do mês passado, após a empresa começar a promovê-lo. Outro obstáculo é o tempo de entrega. Um restaurante listado no JD Takeaway mostra um prazo estimado de 49 minutos, enquanto no Meituan e no Ele.me o mesmo estabelecimento promete a entrega em 25 minutos. Além disso, a variedade de pratos também é menor no JD Takeaway. Expansão do varejo instantâneo: a verdadeira aposta da JD.com Segundo Zhuang Shuai, fundador da consultoria Bailian Consulting, a JD.com não vê o JD Takeaway apenas como um serviço de entrega de comida, mas como uma estratégia para fortalecer seu varejo instantâneo e ampliar sua rede de entregas rápidas. O movimento da JD.com também responde à crescente ameaça da Meituan , que usa pedidos de alta frequência, como comida, para impulsionar vendas de e-commerce. Nos últimos anos, a Meituan tem expandido sua atuação no segmento de eletrônicos, formando parcerias estratégicas, como a feita no ano passado com a Xiaomi, para entregas rápidas de smartphones e produtos para casa inteligente. O futuro do e-commerce parece estar cada vez mais voltado para a entrega instantânea. Durante a divulgação dos resultados do terceiro trimestre do ano passado, o fundador e CEO da Meituan, Wang Xing, afirmou que o varejo instantâneo pode representar mais de 10% do mercado de e-commerce no longo prazo. Com essa nova investida, a JD.com busca consolidar sua presença nesse setor em crescimento, apostando na integração entre sua infraestrutura logística e a crescente demanda por serviços de entrega rápida. Se conseguirá desafiar os gigantes Meituan e Ele.me, só o tempo dirá. Tradução: Mei Zhen Li Fonte : The Paper

12 de fevereiro de 2025
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O mercado automotivo chinês registrou queda nas vendas em janeiro de 2025, após um desempenho expressivo no ano anterior, impulsionado por subsídios governamentais. Dados da Associação de Carros de Passageiros da China (CPCA), divulgados em 11 de fevereiro, indicam que as vendas de varejo de veículos de passageiros de categoria estreita totalizaram 1,794 milhão de unidades no primeiro mês do ano, representando uma retração de 12,1% em relação ao mesmo período de 2024. Essa foi a segunda vez que o setor registrou uma queda de dois dígitos em um único mês, desde a retração de 20,4% em fevereiro de 2024. Especialistas atribuem a redução principalmente ao impacto do feriado do Ano Novo Chinês , que, diferentemente do ano passado, ocorreu em janeiro, afetando as transações do setor. Em 2024, com o feriado concentrado em fevereiro, o mercado registrou vendas de 2,041 milhões de unidades em janeiro. Além disso, a ausência de novas políticas de subsídio para renovação de frota e troca de veículos no final de 2024 levou consumidores a anteciparem compras para aproveitar os incentivos já em vigor, reduzindo a demanda no início deste ano. Embora novas medidas tenham sido anunciadas em janeiro de 2025, o intervalo curto para sua implementação limitou seus impactos imediatos no mercado. No acumulado de 2024, as vendas de veículos de passageiros mantiveram-se acima de 2 milhões de unidades a partir de setembro, encerrando o ano com um total de 22,894 milhões de unidades comercializadas. O volume representou o terceiro melhor desempenho da história do setor, atrás apenas dos anos de 2016 e 2017, quando foram vendidas 23,209 milhões e 23,780 milhões de unidades, respectivamente. O mercado automotivo chinês iniciou 2025 com sinais de desaceleração. Além da queda de 12,1% nas vendas de varejo de veículos de passageiros em janeiro, as vendas por atacado também apresentaram retração de 0,3% em relação ao mesmo período de 2024, totalizando 2,101 milhões de unidades. As exportações, incluindo veículos montados completamente e CKD, cresceram apenas 3%, alcançando 380 mil unidades, segundo dados da Associação de Carros de Passageiros da China (CPCA). Montadoras chinesas mantêm liderança apesar da queda no mercado automotivo Apesar do cenário desafiador, as montadoras chinesas de marca própria, especialmente as líderes do setor, demonstraram resiliência. As vendas de varejo das marcas domésticas totalizaram 1,09 milhão de unidades em janeiro, uma queda de apenas 2% na comparação anual, garantindo uma participação de 61% no mercado – um avanço de 5,9 pontos percentuais em relação ao mesmo período do ano anterior. No mercado por atacado, a participação das montadoras nacionais atingiu 69%, um aumento de 8 pontos percentuais. Entre as empresas que se destacaram, a Geely registrou um desempenho expressivo, superando a BYD e assumindo a liderança nas vendas de varejo no país. Com forte demanda por modelos da série Galaxy, como o Geely Star Wishes e o Geely Galaxy Starship 7, a montadora vendeu 240 mil unidades em janeiro. Esse volume não apenas estabeleceu um novo recorde para a Geely no período, mas também superou sua melhor marca anterior, de 217 mil unidades, registrada em novembro de 2024. Embora a BYD não tenha alcançado a Geely no mês, suas vendas de varejo atingiram 200 mil unidades, consolidando sua posição no mercado. Entre as dez maiores montadoras em vendas de varejo em janeiro, apenas Geely e Chery registraram crescimento positivo em relação ao ano anterior, evidenciando a força das marcas chinesas mesmo diante de um cenário de retração do setor. Fonte: news.qq.com

11 de fevereiro de 2025
China2Brazil
A Tesla inaugurou oficialmente sua fábrica de armazenamento de energia em Xangai, marcando um novo avanço nos negócios da empresa na China. A cerimônia de inauguração ocorreu em 11 de fevereiro, na região de Lingang, e contou com a saída do primeiro Megapack da linha de produção. O Megapack é um sistema de armazenamento de energia eletroquímica comercial de grande porte. A fábrica deverá ampliar sua capacidade de produção ainda neste trimestre. Durante o evento, Mike Snyder, vice-presidente de Energia e Carregamento da Tesla, destacou a importância da unidade para a estratégia global da empresa. “Estamos empenhados em criar sinergia entre os produtos de energia e os veículos elétricos para acelerar a transição global para energia sustentável”, afirmou. Segundo Snyder, a nova fábrica permitirá à Tesla explorar novos mercados na área de armazenamento de energia. A fábrica, primeira do tipo fora dos Estados Unidos, foi projetada e instalada em Lingang, Xangai, em 9 de abril de 2023. Sua construção teve início em 23 de maio de 2024 e foi concluída em 26 de dezembro do mesmo ano, em um prazo de apenas sete meses, superando a rapidez estabelecida pela Giga Shanghai em 2019. Xangai tem desempenhado um papel crucial no desenvolvimento da Tesla na China. A cidade abriga o maior número de estações de carregamento super rápido da montadora no país, com 204 estações e 1.540 carregadores, consolidando-se como um polo estratégico para a marca. Com uma área de aproximadamente 200 mil metros quadrados, o equivalente a 30 campos de futebol, a fábrica conta com processos avançados de produção, incluindo soldagem, pintura e montagem final. A unidade também possui equipamentos automatizados e um sistema de gestão de última geração. A capacidade de produção prevista é de 10 mil unidades anuais do novo Megapack, que possui uma capacidade total de armazenamento de quase 40 gigawatts-hora. Esse volume de energia pode suprir o consumo anual de 13 mil residências ou 40 fábricas de porte médio. Se toda a energia armazenada vier de fontes renováveis, estima-se que a fábrica ajudará a reduzir pelo menos 20 mil toneladas de emissões de dióxido de carbono. O armazenamento de energia desempenha um papel essencial na transição global para fontes renováveis. Com o crescimento do uso de energia solar e eólica, desafios como a intermitência e variações na oferta precisam ser gerenciados. O Megapack surge como uma solução para estabilizar a rede elétrica e garantir um fornecimento contínuo de energia sustentável , contribuindo para a redução da dependência de combustíveis fósseis. Fonte: finance.sina.com.cn

11 de fevereiro de 2025
China2Brazil
O primeiro-ministro da China, Li Qiang, presidiu em 10 de fevereiro uma reunião executiva do Conselho de Estado para discutir estratégias voltadas ao estímulo ao consumo, aprovar um plano para estabilizar o investimento estrangeiro em 2025 e examinar medidas para enfrentar desafios estruturais em setores-chave da economia. O encontro também debateu o "Projeto de Lei do Plano de Desenvolvimento Nacional da República Popular da China". Durante a reunião, foi destacado que o estímulo ao consumo é essencial para expandir a demanda interna e fortalecer o ciclo econômico do país. O governo enfatizou a necessidade de elevar a renda da população, promovendo aumentos salariais e ampliando fontes de renda patrimonial para fortalecer a capacidade de consumo. A estratégia inclui foco em setores com grande potencial de crescimento, como serviços para idosos e crianças, turismo, esportes e entretenimento. O governo também pretende fomentar o consumo de serviços ligados a atividades de inverno, além de estimular o turismo internacional na China . O Conselho de Estado também discutiu iniciativas para modernizar o consumo de bens de alto valor, promovendo a troca de produtos antigos por novos, incentivando a demanda habitacional e fortalecendo o mercado automobilístico. A China também buscará expandir o consumo de produtos inovadores, como aqueles impulsionados por inteligência artificial, além de incentivar o consumo saudável. Para garantir um ambiente seguro ao consumidor, será implementado um plano de três anos para aprimorar padrões de qualidade, restrições de crédito e proteção dos direitos dos consumidores. No campo dos investimentos, a reunião ressaltou a importância das empresas estrangeiras para o mercado de trabalho, exportações e modernização da indústria chinesa. O governo pretende adotar medidas concretas para manter e expandir o volume de investimentos externos, incluindo a ampliação da abertura econômica e a remoção de restrições ao investimento estrangeiro no setor manufatureiro. Além disso, serão criados incentivos para atrair investidores ao setor de serviços e aumentar a escala de indústrias consideradas estratégicas para investimentos externos. O governo também reforçará a marca " Investir na China ", facilitando a reinserção de capital estrangeiro na economia local e simplificando regras para aquisição de empresas por investidores internacionais. Empresas nacionais e estrangeiras deverão receber tratamento igualitário em licitações públicas, financiamento e proteção da propriedade intelectual. Serão adotadas medidas para facilitar a entrada, saída e permanência de profissionais estrangeiros que atuam no país. A reunião abordou a necessidade de enfrentar desafios estruturais em setores-chave da economia, promovendo uma reorganização industrial que favoreça a eficiência produtiva. O governo pretende eliminar capacidades produtivas defasadas e investir na ampliação da produção de alta tecnologia. Para isso, serão adotadas políticas de supervisão do mercado e fortalecimento da autorregulação das indústrias, garantindo um ambiente competitivo justo. Por fim, o Conselho de Estado aprovou, em princípio, o "Projeto de Lei do Plano de Desenvolvimento Nacional da República Popular da China", que será submetido ao Comitê Permanente da Assembleia Popular Nacional. O documento busca aprimorar a formulação de políticas públicas com base em critérios científicos, democráticos e legais, consolidando o planejamento estratégico do país. Fonte: gov.cn

11 de fevereiro de 2025
China2Brazil
Pesando apenas 300 gramas – o equivalente a uma maçã –, o mais recente drone chinês de modo duplo terrestre e aéreo demonstra grande potencial para futuras missões de exploração em Marte. A inovação permite que o dispositivo decole sempre que necessário, desvie de obstáculos e opere com alta eficiência energética, informou o Science and Technology Daily nesta segunda-feira. Desenvolvido pela Escola de Astronáutica do Instituto de Tecnologia de Harbin, o protótipo desse veículo aéreo não tripulado (UAV) pode se deslocar pelo solo, decolar sob demanda e se adaptar a diferentes terrenos e ambientes, transformando-se em diversas formas, como rodas duplas ou uma estrutura esférica. Além disso, pode ser equipado com braços mecânicos para desempenhar diferentes funções. Com o objetivo de operar em missões especiais, como a exploração de Marte, a equipe de pesquisa superou desafios técnicos para criar um drone compacto e leve, capaz de decolar e pousar livremente enquanto minimiza o consumo de energia. [caption id="attachment_23074" align="alignnone" width="720"] Fonte da imagem: STDAILY[/caption] De acordo com Zhu Yimin, doutorando do instituto e integrante do projeto, o drone se move pelo solo ajustando seu centro de gravidade, de forma semelhante a um brinquedo joão-bobo, enquanto no ar utiliza um par de rotores coaxiais contrarrotativos para controle de direção e voo estável. A equipe também desenvolveu múltiplos modelos com configurações variadas. Ao se deslocar pelo solo, o drone economiza energia, alcançando uma autonomia seis vezes maior do que equipamentos de mesmo porte. Com um design modular e estruturalmente leve, suas funções podem ser ampliadas para tarefas como monitoramento, detecção de falhas e manutenção. Os pesquisadores destacam que, devido à atmosfera extremamente rarefeita de Marte, alguns veículos aéreos já foram testados para operações na superfície do planeta. No entanto, o novo protótipo sino desenvolveu é projetado para superar os modelos existentes em funcionalidade e autonomia. O professor Zhang Lixian, da Escola de Astronáutica do Instituto de Tecnologia de Harbin, afirmou que, no futuro, esses drones terrestres e aéreos poderão oferecer maior tempo de observação e autonomia em Marte. Além disso, espera-se que sejam utilizados em diferentes cenários, como minas de carvão subterrâneas, passagens de tubulação e sistemas de metrô, auxiliando na construção subterrânea e na exploração de espaços desconhecidos. Tradução: Mei Zhen Li Fonte: CGTN

10 de fevereiro de 2025
China2Brazil
A economia da China está dando novos sinais de recuperação, com a inflação ao consumidor acelerando em janeiro devido à influência do feriado do Festival da Primavera. Os dados oficiais divulgados neste domingo (9) apontam para uma retomada gradual da demanda interna. De acordo com dados do Escritório Nacional de Estatísticas (NBS, na sigla em inglês), o Índice de Preços ao Consumidor (IPC), principal indicador da inflação, subiu 0,5% em janeiro na comparação anual, após um crescimento de 0,1% em dezembro. O núcleo do IPC, que exclui os preços voláteis de alimentos e energia e é considerado um indicador mais preciso da relação entre oferta e demanda, registrou alta de 0,6% em janeiro, ante 0,4% em dezembro. Analistas projetam que a economia chinesa terá um início robusto no primeiro trimestre, impulsionada pela intensificação dos esforços para expandir o programa de renovação do consumo em 2025, pela aceleração na implementação de projetos estratégicos e pelos primeiros indícios de estabilização do mercado imobiliário. No entanto, alertam que a economia ainda enfrenta desafios, como a demanda enfraquecida e incertezas externas. Nesse contexto, recomendam que as autoridades ampliem os ajustes anticíclicos na política fiscal e monetária, incluindo um pacote abrangente de estímulos para impulsionar o consumo e estabilizar o setor habitacional. Feng Lin, diretora-executiva de pesquisa da Golden Credit Rating International, destacou que a inflação ao consumidor acelerou principalmente devido à antecipação do Festival da Primavera, que este ano ocorreu em janeiro, diferentemente do ano passado, quando foi celebrado em fevereiro. Essa mudança no calendário impulsionou o aumento nos preços de alimentos e serviços. "Para 2025, espera-se que a inflação ao consumidor permaneça em um nível baixo, o que abre espaço para um ajuste mais forte da política anticíclica", afirmou Feng. Ela ressaltou, porém, que a demanda doméstica continua um desafio, em grande parte devido à correção em curso no setor imobiliário, que afeta a confiança dos consumidores, além da desaceleração no crescimento da renda disponível per capita no ano passado, impactando o poder de compra das famílias. Por outro lado, o índice de preços ao produtor (IPP), que mede a variação dos preços na porta das fábricas, caiu 2,3% em janeiro na comparação anual, mantendo-se no mesmo nível do mês anterior. Feng observou que a recuperação da demanda de mercado ainda não foi suficiente para sustentar um aumento nos preços industriais. Segundo ela, o retorno do IPP ao território positivo dependerá da eficácia das medidas anticíclicas adotadas pelo governo em 2025, com as políticas de apoio ao setor imobiliário desempenhando um papel crucial. Em entrevista coletiva no início do ano, a Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma informou que o limite anual do programa de renovação do consumo será significativamente maior do que em 2024, com o anúncio oficial previsto para ocorrer durante as "Duas Sessões", os encontros anuais dos principais órgãos legislativos e consultivos da China. Louise Loo, economista-chefe do think tank britânico Oxford Economics, disse que espera "um aumento significativo nas cotas de emissão de títulos destinadas a gastos com estímulos" nas reuniões de março, com aproximadamente um terço desses recursos sendo direcionado para medidas de suporte ao consumo, incluindo a ampliação do programa de renovação de bens de consumo. Na frente fiscal, o Banco Popular da China (PBoC) indicou, em sua reunião de política monetária do quarto trimestre, que haverá mais cortes na taxa de compulsório e nas taxas de juros "no momento apropriado". Loo e sua equipe preveem um corte acumulado de 40 pontos-base na principal taxa de juros — o maior em um único ano desde 2015 — e uma redução de 150 pontos-base no compulsório bancário ao longo de 2025. Luo Zhiheng, economista-chefe da Yuekai Securities, afirmou que, apesar dos desafios estruturais internos e das incertezas externas, a China ainda possui condições favoráveis para garantir um crescimento estável no primeiro trimestre, impulsionado por medidas governamentais de estímulo ao consumo e ao investimento empresarial, além dos primeiros sinais de estabilização no setor imobiliário. Li Chao, economista-chefe da Zheshang Securities, destacou que a economia chinesa deve começar o ano com força. "A meta de crescimento anual da China para 2025 pode ser mantida em torno de 5%, igual ao ano anterior. O PIB do primeiro trimestre deve crescer 5,1%, com a economia ao longo do ano apresentando uma recuperação em formato de 'U'", afirmou. Tradução: Mei Zhen Li Fonte: 21 Jingji

10 de fevereiro de 2025
China2Brazil
O Comitê Nacional de Desenvolvimento e Reforma da China anunciou, em 9 de fevereiro, a emissão de documento que estabelece diretrizes para que a energia eólica, solar fotovoltaica e outras fontes renováveis passem a operar integralmente no mercado de energia elétrica, com a tarifa de acesso à rede sendo definida pelo mercado. Além disso, será criado um mecanismo de liquidação de preços sustentáveis, diferenciando fontes já existentes e novas adições ao sistema. O objetivo é promover um crescimento saudável e sustentável da indústria energética. Segundo um representante do Comitê Nacional de Desenvolvimento e Reforma, essa reforma representa um avanço significativo na construção de um novo sistema elétrico baseado no mercado, com impactos profundos para o setor. A medida equipara as novas fontes de energia à energia térmica a carvão, permitindo que todas operem sob as mesmas condições no mercado elétrico. A reforma também prevê a expansão do comércio de energia elétrica mercadológica e o aprimoramento das regras do mercado local, alinhando-se às diretrizes nacionais para a construção de um mercado energético unificado. Nos últimos anos, a China avançou significativamente no desenvolvimento de fontes renováveis. Até o final de 2024, a capacidade instalada de geração de energia a partir de novas fontes atingiu 1,41 bilhão de quilowatts, representando mais de 40% da capacidade total de energia elétrica do país e superando a capacidade instalada de energia térmica a carvão. China avança na reforma da tarifa de eletricidade para novas fontes de energia Um representante do Comitê Nacional de Desenvolvimento e Reforma destacou a necessidade de aprofundar a reforma da tarifa de eletricidade para novas fontes de energia, argumentando que o modelo atual, com tarifas fixas de acesso à rede, não reflete totalmente a oferta e demanda do mercado nem distribui de forma justa a responsabilidade de regulação do sistema elétrico. Com a expansão das energias renováveis, esses desafios se tornam mais evidentes, tornando urgente a implementação de um modelo mais dinâmico baseado em mecanismos de mercado. Atualmente, o custo de desenvolvimento e construção de novas fontes de energia caiu significativamente em relação aos estágios iniciais. Ao mesmo tempo, os mercados de energia locais estão evoluindo rapidamente, e suas regras vêm sendo aprimoradas, criando condições favoráveis para a integração total das novas fontes de energia ao mercado elétrico. Fonte: news.cn

10 de fevereiro de 2025
China2Brazil
O DeepSeek, nova tecnologia de inteligência artificial, tornou-se um fenômeno mundial em 10 de fevereiro, chamando a atenção de diversas empresas de tecnologia devido ao seu desempenho excepcional e baixo custo de uso. Entre as interessadas está a Nubia, uma das principais fabricantes chinesas de smartphones, que anunciou a integração da IA em seus dispositivos. O presidente da Nubia, Ni Fei, revelou recentemente que a empresa está prestes a incorporar o DeepSeek ao seu ecossistema, prometendo uma experiência de usuário otimizada. Diferente de outras marcas que adotam a “solução de agente inteligente”, a Nubia planeja uma integração profunda, tornando o sistema embarcado e de tamanho completo, com 671 bilhões de parâmetros. A abordagem exige um investimento significativo em pesquisa e desenvolvimento. “Mas quem não gostaria de ter um telefone com o DeepSeek perfeitamente configurado?”, declarou Ni Fei, ao destacar que o modelo Nubia Z70 Ultra já está em fase de testes internos com a nova tecnologia. Além da Nubia, outras fabricantes de peso, como Huawei, Honor , OPPO, Vivo e Meizu, já anunciaram suporte e integração da tecnologia DeepSeek-R1 em seus dispositivos, consolidando a IA como uma tendência no setor de smartphones. Fonte: ai.zol.com.cn

7 de fevereiro de 2025
China2Brazil
Pouco após o fim do Ano Novo Chinês , as ações da BYD registraram alta expressiva por dois dias consecutivos. No dia 6 de fevereiro, os papéis da montadora subiram mais de 12%, ultrapassando novamente a marca de RMB 300 por ação (cerca de US$ 41). No dia seguinte, a valorização continuou, e, até o momento deste relato, os papéis da empresa acumulavam alta de 3,74%. O movimento positivo chamou a atenção do mercado, especialmente porque a BYD ainda não divulgou seu relatório de desempenho de 2024. No entanto, a empresa anunciou a realização da Conferência de Condução Autônoma Inteligente no próximo 10 de fevereiro, o que levou analistas a especularem que a alta nas ações pode estar relacionada às expectativas sobre o avanço da montadora nessa tecnologia. Expansão da tecnologia de condução autônoma De acordo com informações recentes, a BYD planeja popularizar a tecnologia de condução autônoma inteligente em modelos com preços abaixo de RMB 100.000. A estratégia visa ampliar significativamente a presença dessa funcionalidade em seus veículos, o que pode impulsionar a cadeia industrial relacionada. O impacto desse movimento já se reflete no mercado. Desde 6 de fevereiro, o setor de ações ligadas à condução autônoma no índice A-share registrou forte aquecimento, com diversas empresas do segmento acompanhando a alta. Crescimento das vendas globais Em 2024, as vendas globais da BYD ultrapassaram 4,27 milhões de veículos, posicionando a montadora como a quinta maior fabricante de automóveis do mundo. O crescimento reforça a competitividade da empresa no mercado global, impulsionado pela expansão da mobilidade elétrica e, agora, pelo avanço em soluções de condução autônoma inteligente. BYD avança na condução autônoma para carros populares A condução autônoma inteligente, antes restrita a veículos premium , está prestes a se tornar realidade também em modelos populares e acessíveis. A BYD, que historicamente não usava essa tecnologia como principal diferencial de mercado, tem ampliado significativamente sua atuação no setor desde o ano passado. Em janeiro de 2024, durante a Conferência de Lançamento do Sonho da BYD, o presidente e CEO da empresa, Wang Chuanfu, destacou que a montadora tem investido fortemente na pesquisa e desenvolvimento (P&D) de condução autônoma inteligente. Segundo ele, a empresa desenvolveu internamente um sistema próprio de condução autônoma, com uma equipe de mais de 4.000 engenheiros, sendo 1.000 focados em algoritmos e hardware e 3.000 em software. Os avanços foram visíveis ao longo do último ano. Em abril de 2023, a BYD lançou sua função de estacionamento automático, e, em dezembro, apresentou o sistema de condução autônoma inteligente de alto nível "Olhos do Deus", que permite navegação autônoma sem necessidade de mapas. Além do desenvolvimento próprio, a empresa também estabeleceu parcerias estratégicas com Momenta e Huawei para aprimorar suas soluções. Expansão da condução autônoma para toda a linha de veículos Desde 2024, a BYD já equipou alguns de seus modelos mais avançados com funções de condução autônoma inteligente, como os sedãs BYD Han e BYD Xia e o SUV Fang Cheng Bao Leopard 8. No entanto, a taxa de penetração da tecnologia na frota da empresa ainda é limitada. Isso pode mudar em breve. Durante a próxima Conferência de Condução Autônoma Inteligente da BYD, a montadora deve anunciar uma ampliação significativa do recurso para todos os seus modelos, incluindo veículos de baixo custo, como os compactos Seagull e Dolphin. Fonte: finance.eastmoney.com