
30 de junho de 2025
China2Brazil
Durante o “Evento de Ecossistema Completo da Xiaomi”, a empresa apresentou seus primeiros óculos com inteligência artificial, marcando sua entrada no segmento de realidade estendida (XR) . O modelo foi lançado por RMB 1.999 e traz design voltado a usuários com traços asiáticos. No mesmo evento, a Xiaomi também lançou o smartphone Xiaomi Yu 7. Óculos XR ampliam a compreensão visual e aceleram decisões A proposta dos óculos XR vai além da tecnologia vestível. Esses dispositivos permitem acessar informações visuais em tempo real por comandos de voz. Na prática, substituem múltiplas etapas manuais por respostas automáticas baseadas no que o usuário vê. O avanço promete redefinir o acesso à informação e aumentar a capacidade de análise em situações cotidianas. A eficiência na decodificação de informações visuais, por exemplo, pode reduzir a diferença entre usuários iniciantes e experientes. Na direção, no consumo ou na avaliação de imóveis a distância, os óculos XR funcionam como uma ponte direta entre percepção e ação. Três tecnologias sustentam o desenvolvimento dos óculos XR A cadeia de suprimentos de XR se baseia em três núcleos: óptica, display e chips. Óptica: a tecnologia Birdbath domina o mercado atual, mas especialistas apontam o guia de ondas ópticas como tendência de médio prazo. Essa abordagem inclui técnicas como nanoimpressão e holografia volumétrica, com potencial para melhor qualidade de imagem. Display: a combinação de Micro LED com guia de ondas é considerada o próximo padrão do setor. Há também o uso de Micro OLED, LCoS e DLP, adotados por empresas como Meta e Huawei. Cada tecnologia equilibra custo, produção e qualidade visual de forma diferente. Chips: esses dispositivos exigem componentes capazes de lidar com processamento visual e sonoro em tempo real. O Apple Vision Pro, por exemplo, integra os chips M2 e R1, este último voltado à redução de latência e náuseas. Para modelos mais simples, como óculos de ciclismo, chips IoT já são suficientes. Diferenças entre OST e VST definem o tipo de experiência Existem dois modelos principais de experiência visual: VST (Video See-Through): recria o ambiente real em uma tela interna por meio de câmeras, como no Apple Vision Pro. Se aproxima da realidade virtual (VR). OST (Optical See-Through): sobrepõe imagens digitais ao ambiente real, como óculos comuns. Geralmente usa Micro OLED com Birdbath, mas enfrenta desafios como peso, brilho e distorção visual. O guia de ondas ópticas promete soluções mais avançadas, apesar da produção limitada. Mercado de óculos XR mostra crescimento acelerado no AR A realidade aumentada (AR) e a realidade virtual (VR) seguem trajetórias distintas. Em vendas globais, os óculos VR lideram em volume, mas os AR mostram ritmo mais rápido de crescimento: Em dois anos, o AR atingiu 500 mil unidades vendidas, com crescimento médio anual de 40%. O VR vendeu 7,5 milhões de unidades no mesmo período, mas apresenta desaceleração desde o pico de quase 10 milhões. Fatores que explicam a expansão do AR incluem: Redução de custos com a maturidade da cadeia de suprimentos; Maior integração com usos reais como navegação, jogos e mídia; Participação da China com 40% do mercado global, devido à concentração de fornecedores de óptica e display. Por outro lado, o VR enfrenta barreiras como: Redução da renda global; Saturação entre usuários gamers; Alta concentração nas mãos de Meta, Sony e PICO; Menor número de fabricantes e inovação limitada. Principais modelos de óculos XR em circulação Três produtos se destacam entre os consumidores: Apple Vision Pro: apesar do preço alto e limitações de conforto, vendeu 500 mil unidades, impulsionado pela marca Apple e foco em AR de alta qualidade. Modelos Birdbath: utilizados como telas móveis para jogos e vídeos, atingiram centenas de milhares de unidades na China. Meta x Ray-Ban: com câmera, fone e funções de gravação integradas, ultrapassaram 1 milhão de unidades, com destaque para 300 mil vendas em um único trimestre. A integração com a IA da Meta, baseada no modelo LLaMA, amplia as possibilidades desses dispositivos. XR deve avançar para além do entretenimento A próxima fase do mercado XR deve envolver aplicações em trabalho remoto, consumo e mobilidade urbana. A adoção desses óculos não depende apenas de marketing, mas da capacidade de resolver problemas reais e tornar a interação com o mundo mais direta e eficiente. A expectativa do setor é que os dispositivos XR deixem de ser periféricos para se tornarem ferramentas integradas à vida cotidiana, com impactos que vão de produtividade a transformações sociais mais amplas. Fonte: 36Kr.com

30 de junho de 2025
China2Brazil
Em 30 de junho, a Huawei anunciou a liberação do código de dois de seus modelos de linguagem: o Pangu 7B, com 7 bilhões de parâmetros, e o Pangu Pro MoE, com 72 bilhões. A empresa também abriu a tecnologia de inferência baseada nos chips Ascend . De acordo com o site oficial da Huawei , os pesos do modelo Pangu Pro MoE 72B, o código-fonte para inferência e os arquivos para operação de modelos MoE em larga escala já estão disponíveis na plataforma de código aberto. A empresa informou que os arquivos referentes ao modelo Pangu 7B serão disponibilizados em breve. Fonte: Yicai.com

30 de junho de 2025
China2Brazil
O filme de animação chinês, Ne Zha 2 , encerrou oficialmente sua exibição neste domingo, 30 de junho, após permanecer em cartaz por 153 dias. A informação foi divulgada pelo portal IT Home. A produção teve a exibição prorrogada quatro vezes. Nesse período, conquistou a quinta posição entre as maiores bilheterias da história do cinema mundial , consolidando o sucesso da franquia baseada em personagens da mitologia chinesa. Lançado em 2024 como continuação direta de Ne Zha (2019), o longa dá sequência à trajetória do jovem herói nascido com um destino trágico, mas que desafia os céus para mudar seu futuro. O enredo mistura elementos tradicionais com narrativa moderna e efeitos visuais avançados, fator que ampliou sua recepção entre o público jovem e impulsionou seu desempenho nas salas de cinema. Segundo dados mais recentes, a bilheteria global acumulada de Ne Zha 2 atingiu RMB 15,91 bilhões, dos quais RMB 401 milhões vieram do mercado internacional. O filme quebrou diversos recordes no cinema chinês, tanto em receita quanto em permanência nas salas, refletindo a crescente força da animação nacional no mercado global. Ne Zha 2 é mais um exemplo do avanço das animações produzidas na China, que vêm ganhando espaço em bilheteiras internacionais e fortalecendo a indústria audiovisual do país. Fonte: ithome.com

27 de junho de 2025
China2Brazil
O robô humanoide CASBOT 02 recebeu seu primeiro pedido real em menos de 48 horas após ser lançado na plataforma JD.com. A rapidez da demanda surpreendeu Zhang Miao, cofundador e COO da Lingbo CASBOT. No dia 26 de junho, a Lingbo CASBOT anunciou uma rodada de financiamento anjo+ de quase RMB 100 milhões. Antes da divulgação oficial, a segunda geração do robô já estava disponível na JD.com. Até o momento, mais de 3.000 pessoas acessaram a página do CASBOT 02, cujo preço inicial é RMB 328 mil (cerca de R$240 mil). Em comparação com a primeira geração, o novo modelo apresenta maior realismo. Zhang Miao explicou que o desenvolvimento considerou as aplicações práticas anteriores para atender demandas claras do mercado, influenciando o direcionamento tecnológico da nova versão. Para robôs humanoides industriais, a estratégia não é oferecer funcionalidades amplas, mas focar nas necessidades específicas. A equipe adotou engenharia reversa, usando requisitos práticos para guiar melhorias técnicas. Com o modelo VLA (Visão-Linguagem-Ação), o CASBOT 02 alcança precisão operacional submilimétrica. Segundo informações obtidas pelo Yicai, um dos investidores é a Lens Technology, com forte atuação na manufatura industrial. Zhang afirmou que o uso dos robôs em ambientes industriais gera dados que alimentam algoritmos e aprimoram a execução das máquinas. Outro investidor, Tianjin Jiayi, indicou que os CASBOTs já apresentam diferenciais competitivos no setor de mineração, atuando com grandes empresas como Zhaojin Group, Sinomine Resource e CITIC Heavy Industries. O controle de custos no design estrutural tornou-se prioridade diante da exigência dos clientes por retorno sobre investimento (ROI). Zhang destacou que a otimização da estrutura para reduzir custos é fundamental para produção em escala. O CASBOT 02 adotou design que separa esqueleto e carcaça, simplificando montagem, reduzindo o ciclo produtivo e os custos de fabricação. A empresa projeta iniciar neste ano a produção em pequenos lotes, com cerca de 100 unidades por linha em suas três linhas de produto. Além dos robôs humanoides bípedes e com rodas, a Lingbo fabrica módulos, como mãos robóticas inteligentes. O lançamento na JD.com, plataforma voltada ao consumidor final, indica que fabricantes de robôs buscam canais estruturados para vendas, preparando terreno para produção em massa e comercialização ampla. Outras marcas, como PM01 da EngineAI, R1 Lite da Galaxea AI e o robô de companhia “Nian” NIA-F01 da Figurobot, também estão disponíveis na JD.com. A Figurobot informou que o modelo “Nian” esgotou a primeira leva de vendas; mais de 100 unidades já foram comercializadas, e a segunda pré-venda está aberta. O Yicai apurou que a JD Retail criou recentemente um departamento exclusivo para o “negócio de robôs inteligentes”, com planos de atuar no setor emergente. A plataforma já firmou contratos com mais de 30 marcas, incluindo Lingbo CASBOT, Unitree, EngineAI, DEEP Robotics, GALAXEA AI, DroidUp e Figurobot. Na campanha de vendas “6.18”, os robôs inteligentes foram destaque entre produtos 3C, com faturamento dez vezes maior que o ano anterior. Xu Lei, chefe do setor de robôs inteligentes da divisão 3C da JD, afirmou que a empresa abrirá seus próprios cenários internos, logística, varejo, saúde e indústria, para testes de marcas de robôs. “Além dos robôs completos, atraímos fabricantes de componentes como mãos robóticas, LiDARs, juntas motorizadas e braços mecânicos.” Zhang explicou que, apesar de considerar criar loja própria, optou por focar no desenvolvimento do produto e tecnologia devido à complexidade da operação. Xu acrescentou que muitas empresas de robótica concentram mais de 90% do quadro em P&D, mas faltam experiência em marketing, operações e vendas. Por isso, além da loja principal da JD, os produtos vendem também pela plataforma de compras corporativas, em lojas físicas JD Super Experience Mall e outros canais, alcançando mais de 9 milhões de clientes corporativos. A JD já vende robôs para segurança, inspeção de redes elétricas e logística em armazéns. Por meio da plataforma Joy Inside, a JD promove a integração do modelo de linguagem proprietário com robôs, cães robóticos e brinquedos de IA, aumentando a capacidade de interação e competitividade para aplicações em lares, educação infantil e manufatura industrial. Fonte: yicai.com

27 de junho de 2025
China2Brazil
A 20ª edição da Expo Internacional de Pequenas e Médias Empresas da China (CISMEF) foi inaugurada em Guangzhou, província de Guangdong. Durante a cerimônia, o ministro da Indústria e Tecnologia da Informação da China, Li Lecheng, destacou o crescimento das PMEs chinesas, com avanços na competitividade, capacidade de geração de empregos e contribuição social. Segundo dados apresentados, até o fim de 2024, a China teve mais de 60 milhões de PMEs registradas. O setor industrial dessas empresas gerou uma receita operacional de RMB 81 trilhões. O país já conta com mais de 600 mil PMEs focadas em ciência e inovação, 140 mil com características de especialização, sofisticação, diferenciação e inovação, além de 14.600 empresas denominadas “pequenos gigantes”. Essas empresas impulsionam a inovação e fortalecem a resiliência das cadeias industriais e de suprimentos. Li Lecheng ressaltou o papel das PMEs como grupo dinâmico na inovação tecnológica e industrial. Ele aproveitou o 9º Dia das Micro, Pequenas e Médias Empresas da ONU, que coincide com a abertura da feira, para defender esforços conjuntos na criação de um ambiente de concorrência justa e no fortalecimento do desenvolvimento especializado e inovador das PMEs. O ministro também reafirmou o compromisso com o sistema multilateral de comércio, condenando o unilateralismo e o protecionismo. Propôs a eliminação de barreiras institucionais, o aprimoramento das regras de acesso ao mercado e o reforço da proteção da propriedade intelectual para garantir que as PMEs tenham acesso igualitário a recursos, tecnologias e informações no mercado internacional. Além disso, Li Lecheng apontou a necessidade de políticas que incentivem as PMEs a focar em seus negócios principais, melhorar sua eficiência e avançar em digitalização, sustentabilidade e internacionalização. Ele destacou a importância de direcionar recursos para essas empresas e desenvolver polos industriais especializados. Por fim, enfatizou a ampliação da cooperação internacional para ampliar a eficiência e a vitalidade das cadeias globais de produção e fornecimento. O objetivo é construir um ecossistema de cooperação aberto e multinível, fortalecendo o desenvolvimento compartilhado das PMEs mundialmente. Fonte: stdaily.com

27 de junho de 2025
China2Brazil
A China já exporta veículos de nova energia para o Brasil, mas em 2025 a província de Zhejiang, importante polo industrial, passou a enviar veículos diretamente ao país pela primeira vez. Segundo dados da Alfândega de Hangzhou, Zhejiang exportou 16,32 bilhões de yuans em veículos de nova energia entre janeiro e maio de 2025, alta de 86% na comparação anual. O crescimento das exportações abrange vários mercados, com aumento nas vendas para União Européia, Oriente Médio, países da ASEAN e América Latina, que cresceram, respectivamente, 1,5 vez, 98,2%, 3,9 vezes e 1,4 vez. A Alfândega de Wenzhou informou que empresas locais iniciaram a exportação direta de veículos de nova energia ao Brasil em 2025, ampliando a presença chinesa na América Latina. Lin Xiaofeng, gerente geral de uma empresa de importação e exportação em Wenzhou, destacou o crescimento do reconhecimento das marcas chinesas no exterior, o que favorece os exportadores. Além do Brasil, mercados como Cazaquistão, Uzbequistão, Emirados Árabes Unidos e países africanos registraram aumento na demanda. Outra frente é a exportação direta para países da ASEAN, como Malásia e Indonésia. Zheng Xiaoqing, gerente sênior da Zhejiang Geely Automobile International Trade Co., Ltd., afirmou que o Certificado de Origem do Acordo de Livre Comércio China-ASEAN oferece redução tarifária de 5%, melhorando a competitividade dos preços. Apesar da expansão, a Alfândega de Hangzhou aponta desafios como pontualidade na entrega e exportação de peças para pós-venda. Para isso, foi implementado o modelo "Desembaraço Aduaneiro Integrado para Exportação de Veículos de Nova Energia", com orientações sobre requisitos regulatórios em países da Ásia Central. Fonte: People.cn

26 de junho de 2025
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Em 26 de junho, na 16ª Reunião Anual dos Novos Campeões do Fórum Econômico Mundial, o CEO da Unitree Robotics , Wang Xingxing, afirmou que, no último ano, os robôs, junto com a inteligência artificial (IA), foram os setores que mais atraíram a atenção do mercado global. Porém, segundo ele, a inteligência incorporada ainda não atingiu maturidade suficiente para aplicações em larga escala. Por isso, a Unitree prioriza a inovação tecnológica e o desenvolvimento de produtos em vez da expansão imediata do mercado consumidor. Forçar a entrada de produtos imaturos pode causar prejuízos à empresa. Fundada em 2016, a Unitree passou de uma equipe com uma pessoa para cerca de mil funcionários, com receita anual acima de bilhões de yuans, informou Wang. No entanto, a concorrência no setor de robôs humanoides na China aumentou, gerando pressão significativa. Dados da Administração Estatal de Regulação de Mercado da China mostram que, até dezembro de 2024, o país possuía 451.700 empresas na indústria de robótica inteligente, com capital registrado de RMB 6,44 trilhões. Esse valor representa alta de 206,73% em relação ao final de 2020 e de 19,39% frente ao final de 2023, indicando crescimento constante. Wang comentou que os aplicativos industriais e agrícolas para robôs humanoides evoluem mais rapidamente, enquanto o uso doméstico ainda enfrenta obstáculos. Ele relatou um caso em que um robô da Unitree pisou acidentalmente no sapato de uma menina durante um evento, causando riscos à segurança, embora sem ferimentos físicos. A segurança é um dos principais desafios para a entrada dos robôs no mercado doméstico, afirmou Wang. Quando há interação próxima com humanos, os riscos de segurança superam os desafios técnicos. Além disso, questões éticas e morais dificultam a popularização dos robôs humanoides. A Unitree integra as chamadas “Seis Pequenas Dragões de Hangzhou” no setor de tecnologia. Wang atribui o sucesso ao ambiente de negócios e à concentração de talentos na província de Zhejiang, mas ressalta que o avanço tecnológico depende do esforço interno. Para manter a liderança, a empresa precisa avançar constantemente. Wang considera o talento humano o principal diferencial competitivo. Ele relaciona o crescimento das inovações tecnológicas na China à existência de um “bônus demográfico de talentos” nas novas gerações. Segundo ele, quase metade dos principais pesquisadores globais em IA têm formação em universidades chinesas. Dados recentes da pesquisa do think tank americano, MacroPolo, indicam que a China forma mais de 5 milhões de graduados em ciência, tecnologia, engenharia e matemática (STEM) por ano, o maior número do mundo. O CEO explicou que, em setores emergentes como IA, revoluções tecnológicas costumam ocorrer em ciclos de cinco a dez anos, tornando obsoleto o conhecimento das gerações anteriores. Os jovens, especialmente nascidos nos anos 1990 e 2000, entram na universidade com acesso às tecnologias mais avançadas, o que lhes dá vantagem competitiva. O relatório “Os 100 Robôs Humanoides: Mapeando a Cadeia de Valor”, do Morgan Stanley, projeta que o mercado chinês de robôs humanoides deve alcançar RMB 6 trilhões até 2050, com cerca de 59 milhões de unidades em operação. Fonte: yicai.com

26 de junho de 2025
China2Brazil
A Great Wall Motors (GWM) anunciou, em 20 de junho, a nomeação de Lv Wenbin como CEO da ORA, marca do grupo voltada exclusivamente a veículos 100% elétricos. O cargo estava vago e era ocupado interinamente por Zhao Yongpo, também CEO da Haval . A nomeação marca o início de uma nova estratégia para a ORA, que inclui a reconstrução da rede independente de concessionárias e o lançamento de pelo menos quatro modelos. Nos últimos 14 meses, a ORA enfrentou queda contínua nas vendas e não lançou novos produtos nos últimos dois anos. As operações comerciais estavam integradas à rede da Haval, o que levou o mercado a especular sobre uma possível descontinuação da marca. A GWM negou esse cenário em evento com concessionários realizado no mesmo dia da nomeação de Lv, na sede da empresa em Baoding. Durante a reunião, a GWM apresentou quatro modelos sob a marca ORA, incluindo SUVs e um sedã com caçamba. Fontes próximas à rede da Haval indicaram que o reposicionamento deixará de focar exclusivamente no público feminino e buscará ampliar o alcance da marca com produtos de maior apelo técnico. A empresa manterá elementos visuais já associados à ORA. A GWM enfrenta dificuldades para reconstruir a rede da marca. Cerca de 400 lojas com estrutura completa da ORA permanecem ativas, a maioria em cidades menores. Nos últimos oito meses, a GWM operou duas redes integradas: Haval-ORA e Wey-Tank, com divisões regionais reduzidas. Marcas menores como a Voyah possuem maior capilaridade, com 11 divisões. A empresa planeja captar investimentos dentro da atual rede para viabilizar a nova fase da ORA. O sucesso dependerá da aceitação dos novos modelos. Lv Wenbin, engenheiro de formação, foi diretor técnico da Haval por cinco anos. É o primeiro executivo da ORA com perfil técnico e terá influência direta sobre os produtos. A GWM estuda integrar os times de desenvolvimento e vendas. O objetivo é aproximar engenheiros das demandas de mercado. A ORA e a Wey serão as primeiras a operar sob esse novo modelo. Em maio, a GWM já havia nomeado o chefe das lojas diretas como CEO da Wey. Reposicionamento da ORA testa nova estratégia da GWM Criada em 2018, a ORA se posicionou inicialmente nos segmentos de entrada, com foco em consumidores jovens e mulheres. A estratégia contrastava com as demais marcas da GWM, Haval, Tank e Wey, voltadas para SUVs maiores e motores híbridos. A proposta da ORA era oferecer veículos totalmente elétricos. Em 2020, os modelos Black Cat e White Cat venderam entre RMB 60 mil e RMB 90 mil, com bom desempenho. Em 2021, a marca registrou seu pico de vendas, com 135 mil unidades, alta de 140% em relação ao ano anterior. A partir de 2022, a GWM encerrou a produção dos modelos Black Cat e White Cat, alegando prejuízos. O Black Cat, por exemplo, gerava perdas de mais de RMB 10 mil por unidade. A marca tentou reposicionar-se no segmento premium, com os modelos Ballet Cat e Lightning Cat, com preços acima de RMB 200 mil, mas as vendas não passaram de algumas centenas por mês. Desde então, a ORA manteve operações com o modelo Good Cat, vendido por cerca de RMB 100 mil. Em abril, durante a feira de Xangai, a marca apresentou a versão perua do Lightning Cat. A empresa promete de um a dois lançamentos por ano. Apesar do novo plano, a definição estratégica da GWM ainda favorece os híbridos. Em maio, o presidente da empresa, Wei Jianjun, afirmou que “os híbridos serão o futuro” e descartou a predominância dos modelos 100% elétricos. Essa diretriz explica a concentração de produtos eletrificados nas marcas Haval, Wey e Tank. Fonte: 36kr.com

26 de junho de 2025
China2Brazil
O Instituto de Pesquisa do Ministério do Comércio da China divulgou o relatório Empresas Multinacionais na China, que analisa a atuação de companhias estrangeiras no país em meio às mudanças na globalização. Segundo o estudo, a China tem fortalecido sua atratividade ao adotar uma estratégia ampla para captar investimentos internacionais. Até o fim de 2024, mais de 1,239 milhão de empresas com capital estrangeiro operavam no país, com um volume acumulado de investimento direto externo de RMB 20,6 trilhões. Empresas destacam escala de mercado e estrutura industrial No setor aéreo, a Airbus comemorou em junho os 40 anos de cooperação com a aviação civil chinesa e iniciou a construção de uma planta de reaproveitamento de aeronaves A310 em Pequim. Hoje, a China é o principal mercado da Airbus para aviões civis. A parceria cobre todas as etapas do ciclo de vida das aeronaves, do design à reciclagem. A fabricante estima que, até 2044, a média de voos por habitante na China triplicará, passando de 0,6 em 2024 para 1,8. A projeção aponta uma demanda de cerca de 9.570 novas aeronaves nos próximos 20 anos, o equivalente a quase um quarto da demanda global. Em Nanjing, a Phoenix Contact iniciou em junho a construção de uma nova fábrica integrada, com investimento de RMB 1 bilhão e área de 55 mil m². A empresa prevê aumento de duas a três vezes em sua capacidade de produção em cinco anos. A operação mira setores como energia renovável e manufatura inteligente. Durante a Cúpula de Líderes de Empresas Multinacionais, realizada em Qingdao, a Kraft Heinz lançou um novo produto e anunciou novos aportes na fábrica local, que recebe investimentos contínuos há três décadas. Segundo a empresa, Qingdao oferece uma cadeia industrial integrada e acesso logístico eficiente por diferentes modais. O professor Han Jian, da Universidade de Nanjing, afirma que a escala do mercado chinês se reflete tanto na demanda quanto na oferta. Ele destaca o papel das cadeias de suprimentos, da infraestrutura e da logística para a redução de custos operacionais das multinacionais. Estabilidade política e avanços regulatórios impulsionam investimentos A Bayer obteve em junho a certificação nacional de um sistema de injeção de contraste na área de diagnóstico por imagem, a primeira do tipo para a empresa no país. A aprovação foi viabilizada por avaliação antecipada das autoridades, que reduziu o tempo de inspeção de seis meses para um mês e meio. A companhia também instalou sua primeira fábrica de dispositivos médicos de imagem em Pequim. A direção da empresa citou o apoio regulatório e as melhorias no ambiente de negócios como fatores decisivos para ampliar a presença local. A alemã Henkel também reforçou sua atuação no país. Em 2021, instalou um centro global de P&D em Xangai. No ano de 2023, iniciou a construção de uma nova base industrial em Yantai. E em 2025, entrou em operação uma nova unidade de cosméticos em Taicang, província de Jiangsu. Segundo Yu Jiang, executivo da Henkel China, o ambiente de negócios tem melhorado com a redução das barreiras de entrada e a eliminação de restrições ao capital estrangeiro na indústria manufatureira desde 2024. Ele atribui a expansão dos investimentos ao apoio governamental e à previsibilidade regulatória. Analistas destacam que a estabilidade política e a consistência das políticas públicas mantêm a China como ambiente seguro para operações de longo prazo. A ampliação unilateral da abertura comercial também favorece o planejamento das multinacionais. Inovação e integração com a economia digital atraem centros de P&D A Schneider Electric, presente na China há 38 anos, considera o país seu segundo maior mercado global e uma de suas principais bases de fornecimento. Segundo Yin Zheng, vice-presidente da empresa, a companhia opera cinco centros de P&D na China e tem aumentado os investimentos em inovação a uma taxa anual superior a 18% desde 2019. A empresa também incorporou tecnologias de inteligência artificial em suas fábricas de Putuo e Wuxi, tornando essas unidades referências em digitalização para o setor industrial. A Epson, por sua vez, adotou uma abordagem que combina inovação tecnológica e adaptação ao mercado local. Além disso, a empresa desenvolveu mais de 10 soluções em robótica industrial voltadas para setores como automotivo, 3C, saúde e energia. Também lançou serviços de impressão compartilhada com foco em sustentabilidade ambiental. Segundo Tetsuya Iwasaki, presidente da Epson China, a companhia tem desenvolvido soluções com parceiros locais e busca aprofundar sua integração ao ecossistema de inovação do país. Desde 2023, o Ministério do Comércio e o Ministério da Ciência e Tecnologia publicaram diretrizes para atrair centros de P&D estrangeiros. O relatório aponta aumento expressivo nos investimentos desde então. Até maio de 2025, Xangai registrava 603 centros de P&D com capital externo. Pequim, por sua vez, reconheceu 110 novos centros em 2024, totalizando 221 unidades no início de 2025. Fonte: news.southcn.com

25 de junho de 2025
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A Louis Vuitton inaugurou, em 25 de junho, sua nova instalação conceitual em Xangai . Batizado de “The Louis”, o projeto ocupa uma área de 1.600 metros quadrados no complexo HKRI Taikoo Hui, na esquina das ruas Shimen No.1 e Wujiang. A estrutura, inspirada em um navio, é a maior já criada pela marca e a única com esse formato. O edifício abriga três funções: exposição, loja de luxo e restaurante. A exposição será aberta ao público em 28 de junho, com agendamento disponível na plataforma oficial da Louis Vuitton. Segundo Wu Yue, presidente do grupo LVMH na China, o projeto conecta a identidade da marca à história portuária de Xangai. “O espírito de viagem da Louis Vuitton está alinhado com o caráter de Xangai, cidade moldada por fluxos marítimos ao longo do último século”, afirmou. Wu também classificou a instalação como um símbolo de resiliência econômica. “Vivemos um ano marcado por incertezas no comércio global. Este navio representa nossa decisão de avançar”, disse. Ele acrescentou que a presença da Louis Vuitton na cidade expressa a continuidade do interesse internacional pelo mercado chinês. “A confiança das marcas estrangeiras na China permanece.” [caption id="attachment_24565" align="alignnone" width="900"] Fonte da imagem: Divulgação[/caption] [caption id="attachment_24566" align="alignnone" width="900"] Fonte da imagem: Divulgação[/caption] A construção foi concluída em dois meses e meio, com apoio das autoridades locais. Para Wu, Xangai foi a escolha natural por sua dimensão global. “A velocidade chinesa tornou possível tirar o projeto do papel nesse prazo.” Localizado próximo à Nanjing West Road, o “The Louis” atraiu a atenção de moradores e turistas desde o início das obras. No dia da inauguração, o local registrou grande movimentação e repercussão nas redes sociais. Wu concluiu: “Este navio pretende conectar Xangai ao mundo — e o mundo à China.” Fonte: The Paper